segunda-feira, 20 de abril de 2015

Afinal Havia Outra (#20) - Birras: sabem como lidar com elas?

Quatro anos e duas filhas depois, eu continuo sem saber lidar com as birras. Pensavam que iam encontrar respostas neste texto, não é verdade? Mas não - daí o ponto de interrogação no título…

Sempre que uma delas dá início a uma birra, a primeira coisa que eu faço – depois de respirar fundo, muito fundo – é pensar na injustiça da situação. “A sério?! Estás a começar uma birra e ainda agora estávamos aqui tão bem a brincar?” Ou então vou ainda mais ao detalhe: “Acabei de te comprar mais uma camisola da Elsa do Frozen e ontem deixei-te comer um ovo kinder e tu fazes-me isto?!” No fundo, a uma birra delas eu respondo com uma minha, ainda que a minha se desenvolva ao estilo Ally McBeal, no interior da minha cabeça e quase sempre com muitos resmungos, gestos e alguns palavrões à mistura.

E depois penso em todos os conselhos que já me deram até hoje: “Sem público não há espetáculo… conta até dez e respira fundo… já disseste que não, por isso é não até ao fim… coerência é segurança… pensa em coisas boas… bahhhh!” Um verdadeiro desatino!

Eu sei que as birras fazem parte do crescimento das crianças e são fundamentais para o desenvolvimento da personalidade delas. Mais do que isso, são uma forma de expressarem a frustração que sentem perante alguma situação. Mas conseguem partir de coisas muito estúpidas mesmo. “Mãe, não queria o pão partido em três, era em dois” ou então fazerem um espetáculo de todo o tamanho porque queriam carregar no botão do elevador e eu já tinha carregado…

As birras conseguem ser momentos terríveis para nós, pais, aos quais é preciso sobreviver – e por “sobreviver” quero dizer não nos passarmos (muito) da marmita, tentar que a coisa dure o mínimo de tempo possível e passarmos alguma mensagem de jeito às miúdas. Confesso que já tive de pedir um “desconto de tempo” à minha filha para subir a escada, entrar no meu quarto, fechar a porta, mandar um berro valente, respirar fundo e voltar a descer a escada para terminar a conversa. 

Tenho para mim que, no final de uma birra, a coisa até não correu mal se eu mantive a minha posição desde o início, se ela percebeu porque é que não podia fazer ou ter aquela coisa naquele momento, se não dei por mim aos berros e se acabámos por dar um abracinho. Mas nem sempre é assim. E a única certeza que temos é que, tal como as ondas do mar, depois desta há-de vir outra. Mais cedo ou mais tarde, dependendo da maré…

Catarina Raminhos, mãe da Maria Rita e da Maria Inês

7 comentários:

  1. O meu filho tem 14 meses, já começou as birras. Também não sei o que fazer.

    ResponderEliminar
  2. Olá tenho dois filhos um com 6 quase 7 e outro com 25 meses. O meu filho mais velho sempre foi e continua a ser um doce de menino, nunca lhe vi uma birra e nem sabia o que isso era, agora o meu filho mais novo é um birrento da pior espécie faz birra porque sim e porque sim na maioria das vezes não percebo porque começa a birra e é horrível. Nos últimos dias adoptei o método de ignorar, simplesmente quando começa aos gritos e a atirar para o chão eu não lhe ligo nada fingo que nem o estou a ver até que ele desiste e se cala, até agora está a resultar e até noto uma pequena diminuição da duração da birra. Vamos ver se esta fase passa rapidamente antes que eu fique maluca de vez.

    ResponderEliminar
  3. Olá tenho dois filhos um com 6 quase 7 e outro com 25 meses. O meu filho mais velho sempre foi e continua a ser um doce de menino, nunca lhe vi uma birra e nem sabia o que isso era, agora o meu filho mais novo é um birrento da pior espécie faz birra porque sim e porque sim na maioria das vezes não percebo porque começa a birra e é horrível. Nos últimos dias adoptei o método de ignorar, simplesmente quando começa aos gritos e a atirar para o chão eu não lhe ligo nada fingo que nem o estou a ver até que ele desiste e se cala, até agora está a resultar e até noto uma pequena diminuição da duração da birra. Vamos ver se esta fase passa rapidamente antes que eu fique maluca de vez.

    ResponderEliminar
  4. Pois eu ainda estou a aprender agora também a lidar com elas: o meu filho tem 18 meses e agora as birras são uma constante, daquelas mesmas em que se deita (quando não atira) no chão e bate com os pés... para já explico-lhe porque fiz o que fiz que o deixou assim irritado e a seguir ignoro, viro as costas e vou falando com ele enquanto me afasto... geralmente passado um pouco ele para, levanta-se e lá vem atrás de mim quando vê que aquilo não está a fazer efeito! Não sei se é o ideal mas lá está, também ainda estou a aprender!

    ResponderEliminar
  5. Ando tão confusa com isto das birras. A miúda cá de casa, com apenas 18 meses, faz cada uma que é de fugir!

    ResponderEliminar
  6. Saber lidar com birras tem muito que se lhe diga. Comigo depende da minha disposição, depende dos dias, de como acordo, nem sempre tenho a paciência para ignorar. Há dias que lido relativamente bem, mas tem outros dias que a paciência é zero e aí esqueço a calma e afins...
    Catarina Raminhos ao ler os exemplos que deste do pão e do botão do elevador, parece que estava a ver as birras parvas que o meu filho de 3 anos (quase 4) faz...há dias subimos para ir dormir e ele vinha só com uma croc no pé, a outra ficou na sala. Fez o percurso todo sem dizer um ai, quando chegou ao quarto lembrou-se da croc e queria que eu fosse buscá-la porque sim (até devia precisar delas para dormir e tudo!), birra, choro, e mais choro por causa do raio da croc! Foi ele buscá-la mas ficou de castigo. Há dias que nem sei como lidar, e se o que o faço está certo ou nem por isso... Mas que ele gosta muitas vezes de me picar para ver até onde pode ir, ai gosta gosta...a minha paciência é que não gosta nada! Ainda o que melhor funciona é ignorá-lo, mas nem sempre dá O_O Todos os dias aprendemos com eles!

    ResponderEliminar
  7. A minha com 3 anos acabadinhos de fazer tira-me do sério. E como sobreviver àquele tipo de birra na rua, do género "não quero entrar no carro porque agora quero ir correr para o meio da estrada"? Se alguém souber a solução, diga-me por favor.

    ResponderEliminar