4.22.2019

Agora sim: começaram as férias!!! [Quem é pai saberá do que falo]

Agora sim, aqueles segundos no carro, depois de os deixarmos sabem a pato. Começamos com borboletas na barriga, palpitações e lágrimas espreitam de emoção. Até nos esquecemos de mudar a música deles, que continua a dar na rádio mais uns quantos minutos. 

Agora sim, qualquer pouso de trabalho, qualquer conversa de corredor, qualquer almoço requentado numa qualquer imitação de tupperware nos saberá a férias, mesmo que não tenhamos luz natural nas próximas horas...

Agora sim, conseguimos respirar fundo, comer sem termos de nos levantar 4 vezes para ir buscar mais água ou apanhar coisas do chão ou gerir uma qualquer birra por qualquer coisinha que seja.

Aiiii começaram as férias! 

Essa Páscoa, já passou, não foi? :)



4.21.2019

4 conselhos para o bebé dormir bem.

Olá miúdas,

Vamos fingir que ainda vou para Cabo Verde hoje (não vai para acontecer, depois conto-vos tudo, mas envolve mais uma ida ao São Francisco Xavier...).

A Joana Paixão Brás, em conversa com Constança Ferreira do Centro do Bebé (sigam no instagram em @centrodobebe) ficou a saber 4 conselhos importantíssimos para que o bebé (e a sua família) durmam bem. 

Acima de tudo saber que o sono do bebé não pode ser separado de tudo o resto que o bebé está a viver. 

Ajudou? Esperamos que sim :) 


Partilhem por todas as mães que estão a passar pela tortura do sono... 

De resto, se quiserem sentir-se menos bicho do mato, podem sempre ler tudo o que já escrevemos sobre "o sono" aqui. Deve ser dos capítulos mais longos deste blog, a sério.



4.18.2019

Mãe e filha num spa? Que boa ideia!

No dia de aniversário da Isabel, fomos os quatro para um hotel e fomos recebidos desta forma:








Sinceramente, fiquei comovida com tanto detalhe e com o ar de surpresa da Isabel com tantos balões e bolinhos, a somar ao orgulho de quem fazia 5 anos (cinco!!!) naquele dia. 

Estávamos todos radiantes e aproveitámos cada segundo naquele hotel fantástico, mas também demos um passeio por Lisboa (sabem aquela sensação de sermos turistas por cá?), no qual incluímos uma ida ao teatro Nacional D. Maria para ver o "Mau, Mau, Lobo Mau": muito giro!

Mas bem, um dos nossos momentos preferidos foi mesmo o Spa para a mãe e para a filha (também há para pai e para filhos): The Spa





Já tinha visto o post da Joana Gama sobre isto e desde então que fiquei cativada. Foi ainda melhor do que pensei. Primeiro, estivemos só as duas num jacuzzi enorme cheio de espuma do The Spa do Corinthia Hotel Lisbon, sem pensar em mais nada, a conversar, a apanhar os patinhos de borracha, a relaxar e a sentir a pele uma da outra - que coisa boa, a sério. Depois disso, veio a hora da massagem e eu ia espreitando para ver como a Isabel ia estando: a cara dela, nem imaginam. Ia adormecendo. Quando saímos de lá trazia uma das pedras e contava-me tudo. Experiência mais que aprovada e a repetir.

Este hotel é mesmo, mesmo dos melhorzinhos onde já estivemos (e o SPA o segundo maior da Europa). A zona da piscina é agradável e com bastante luz natural, o pequeno-almoço tem uma vista sobre Lisboa que permite ver até bem para lá da ponte (e que pequeno-almoço!) e um dos restaurantes, o Erva, é muitíssimo bom e bonito. No fim do jantar, a surpresa das surpresas: o bolo da Vaiana, pelo qual ninguém esperava. Acho que a mãe estava mais emocionada do que a filha. 



Muito amorosas por todas as razões mas ainda mais com estes fatos de banho (são da Miau Mia)




No Erva

Ai que delícia!

Colinho à aniversariante

A vista do pequeno-almoço!

Isto não se faz! (Pequeno-almoço)

Mnhammmmm (pequeno-almoço)

Faz agora um mês que lá estivemos e ficará bem guardado na nossa memória o dia fantástico que lá passámos. Mesmo que não pernoitem, a experiência do SPA é qualquer coisa. E o restaurante também (ah! peçam um cocktail!). 








Ajudem esta mãe: como fizeram o desmame da chupeta?

Aqui estou  mesmo a navegar por mares numa antes navegados. A Irene, das vezes em que usou chupeta foi mesmo por minha tontice. Os bebés amamentados recusam normalmente a chupeta (não entendem bem a necessidade daquilo) e a Irene rejeitava. Mesmo assim eu tentava forçar com os aero-oms da vida (um dia farei post sobre isso, mas sinto que ainda não consigo escrever de forma sã sobre o assunto) e ela lá saboreava o açúcar e depois mandava-me a mim chuchar nela. 

Por isso... cá em casa nunca houve isso das chupetas e respectivos desmames... 

Porém, recebemos um e-mail de uma leitora que se arriscou e bastante ao dizer que a preferida dela era a Joana Paixão Brás (e-mail esse à espera há quase mais de uma semana para ser respondido pela estrela aqui do blog, haha) que pede ajuda e experiências reais de mães. Diz que sim, muito giro isto da internet e dos artigos, mas quer saber como fizeram vocês. 



Querem partilhar? 

Eu só me lembro da árvore das Chuchas da Quinta Pedagógica dos Olivais, mas deve haver por aí mais manhas :)


4.17.2019

Quem é que vai bronzear este pipi em Cabo Verde?

Sou eu, 'migas. Sou eu! Contra tudo e todos, visto que aqui a 'miga já não está num trabalho estável das 09 às 18h, aqui vai ela para África bronzear este pipizão. Está a ficar esquisito? Acredito, mas não consigo controlar esta emoção que para aqui vai.


Desde que a Irene nasceu que só tenho podido gozar do sol aos bochechos porque sesta porque ela chama porque mais não sei o quê... massssssss agora é que vão ser elas. Eu sei que estamos em Abril e daí ir para Cabo Verde e não para Portimão, por exemplo. 


Decidi o ano passado fazer mais pausas para descansar ao longo do ano. A última vez foi andar a passear por Portugal deu auto-caravana, agora vou para o outro lado do espectro: aqui a divorcée vai dondocar para um resort em Cabo-Verde. Sei que as invejosas estão aí a comichar-se todas e, confesso que eu também, não é fácil para uma moça freelancer/desempregada assumir este tipo de despesa, mas... fiz bem as contas e se não comprar tanta porcaria inútil nos próximos tempos vou conseguir no prazo de 50 anos equilibrar o que paguei de viagem. 



Quero que a Irene sinta a riqueza no lombo para trabalhar um dia para isso e saber como é. Quero que aprenda a pedir um cocktail como deve ser e que habitue a sua epiderme aos lençóis fresquinhos e macios de hotel que os nossos... desde que comprei uma máquina de secar... deus-me-livre, parece que durmo enrolada em papel cavalinho. 

Bem, os meus planos são: bronzear o pipi. Isto porque... se vou tentar enfiar-me num fato de banho, vou ter que dar aqui aso a uma desflorestação pessoal e, para isso, tem que valer a pena. Se me vou dar a esse trabalho intenso, vou espreguiçar as pernas como se tivesse sido atropelada em cima das cadeiras de piscina. Quero estas virilhas da mesma cor do meu peito esturricado. 

Além disso vou refastelar-me naqueles pequenos almoços de hotel. Vou comer meloa até mais não e cometer o crime de juntá-la a algo parecido com um pastel de nata. E isto às 10 da manhã porque vou ficar acordada até tarde a apreciar os monitores animados do hotel a entreterem-me enquanto fico sentada, sem mexer uma palha - até porque deverei ter as virilhas em ebulição. 

Quando voltar vou estar mais castanhinha que uma Patrocínio. 

Isto é... se voltar! É que estou a ouvir o barulho da minha máquina de lavar roupa e cada vez mais sinto que não há nada que me prenda por cá, sabem? 

Vou para a ilha do Sal. Querem dar dicas? Ajudem-me aqui, vale mesmo a pena arrotar 80 euros para transfers? Ida 40 euros mais vinda 40 euros? Um simples taxi não será aceitável? 




O que fazem a tantas amêndoas e ovos da Páscoa?

Já tive uma postura mais fundamentalista (ou consciente, vai depender sempre de quem lê isto e do que pensa sobre estas questões) quanto a ovos de chocolate e amêndoas de chocolate nesta altura do ano.

Quando a Isabel tinha dois anos acabadinhos de fazer eu não achava bem dar-lhe ovos da Páscoa. Escrevi este post: Cá em casa não há ovos de chocolate e ponto. Sinceramente, acho que estava certa. Nenhuma criança, com dois anos, precisa de se encher de doces, ainda para mais não pedindo, nem sentindo falta. Quanto mais tarde, melhor.

Mas - adoro usar adversativas - com a segunda filha não consegui estender tanto tempo o período de isolamento (estou a usar esta expressão com um toque de humor, ok?, calma), uma vez que a mais velha já dava as suas "facadinhas" em doces. No entanto, a Luísa não gosta de coisas muitoooo doces e há chocolates que não consegue mesmo comer e deita fora, por exemplo. 

Ora bem, não me preocupa minimamente que comam um chocolate de quando em vez e quem diz chocolate diz gelado, diz sobremesa, diz doces no geral. No outro dia, comprei-lhes os gelados (de congelador) que cada uma quis, sem olhar a rótulos. Estão ali praticamente cheios ainda porque sabem que não se pode comer todos os dias. Nem pedem. Acredito muito na lei da compensação e se fizerem todos os dias uma alimentação saudável, acho que há espaço para uns doces de vez em quando. 

Adorei que a vizinha lhes tivesse dado ovinhos e até fiquei comovida com o gesto (que amor, que generosidade), mas depois a juntar aos que receberam dos avós e dos que ainda vão receber da família, já começa a roçar ali a dor de barriga de 138 horas (e se fosse só isso). 

Posto isto, nada de errado em se oferecer (todos o fazem com boa intenção), mas eu tento controlar o que se come - não consigo fazer diferente. Aliás, até elas já percebem que têm de fazer essa gestão e sugeriram oferecer alguns às primas e dar uma caixinha à vizinha. Ficam umas negociadoras natas, as espertalhonas, também. E já sabem que nem todos os ovos da caça aos ovos são para comer (essa parte da brincadeira eu adoooooro).

Quero saber, o que fazem a tantas amêndoas e ovos? Guardam muito tempo numa gaveta (eu preferia não os ter por perto para não os devorar, se é que me entendem...)? Dão a outras pessoas? Instituições? Não sei, fico perdida. :)




P.S. há receitas para amêndoas caseiras bem boas [não encontro o post que já fiz sobre isso, paciência, mas basicamente levam a amêndoa, cacau derretido e mais qualquer coisa - será tâmaras?] - não vou fazer, mas fica a dica.

4.16.2019

Já espreitaram a minha coleção de sapatos?

"Era uma vez” uma menina que nunca sequer tinha sonhado que um dia teria a sua coleção de sapatos, quanto mais duas!

É verdade, este é o segundo ano consecutivo em que assino uma coleção de sapatos com a Hierbabuena. 

E são eles: "melancia", "fresa", "citron" e "cactus", já que a Isabel e a Luísa estão sempre a querer saber como tudo se diz noutras línguas. E porque elas são a minha principal inspiração e força.








 Espero que esta coleção com sabor a verão vos alegre os dias, que eu, desde que recebi a prova final, fiquei radiante e cheia de vontade de vos contar! Que alegria!!!

Mais cosinhas: 

🍋 são pintados à mão e, por isso, cada sapato é único
🌵 são laváveis na máquina a frio
🍉 vão do número 19 ao 30
🍓 mães de meninos, aguardem que vêm aí novidades também para eles



Um grande obrigada à Ana da Hierbabuena pela confiança, pelo coração enorme e pelo amor que coloca em tudo o que faz. Parabéns por esta nova área “atelier” da Hierbabuena.

Todos os pormenores estão no site!

Gostaram? Qual o vosso padrão preferido?

Wish me luck!


Já têm filme para ver hoje à noite!

Epá, as mães que mal dormem por causa dos bebés que me perdoem. Sei bem que a prioridade é aproveitar aquela meia hora em que os putos de certeza não vão chamar para cochilar um bocado. Porém, lembro-me que, no meu caso, era... ficar a ver Netflix na mesma. 

Isto para vos dizer... levei uma bofetadona de reflexão, de realidade, de maturidade e de... arte com este filme: 


A Loja dos Unicórios, é como se chama.


Bem, identifiquei-me imenso com este filme e claro que cada uma de nós fará a sua análise ou, então, até poderá odiá-lo. "Não é um filme para todos", dizem muitas críticas. Mas, também, qual será? Eu não amei o Titanic, por exemplo e tinha uma crush por osmose pelo Leonardo Di Caprio por causa de uma das filhas de uma ex-madrasta minha. Muita informação?

A partir daqui já vou revelar algumas coisas sobre o filme. Quem quiser ver o filme sem se sentir sugestionado nas suas interpretações, por favor, siga para o  parágrafo em que digo "já podem ler" logo no início.

Há vários temas a decorrer em paralelo. Um será o da maturidade, o outro será o de não perder a vontade de brincar e outro ainda será o amor. Normal que aconteçam os três em simultâneo porque, na vida real, também estão os três interligados.

Quando procuramos alguém ou quando queremos alguém na nossa vida, queremos que seja uma relação que tenha tanto de maturidade também como de infantilidade e, a isso, chamaremos de amor. Creio que a diferença será no tipo de amor que se pede (ou que se exige) mediante o caminho que estejamos a percorrer individualmente.

A protagonista claramente ainda tinha que processar várias coisas da sua infância (ou várias coisas da sua vida adulta) e ambas ainda não estavam em sintonia. Ela sente que tem de deixar de ser ela para crescer e que crescer é - como em muitas empresas e para muitos adultos - cinzento e aborrecido. Onde o divertido ou a brincadeira passa a ter um cunho sensual e sexual em vez de meramente alegre e, talvez, sim, infantil.

Em que gaveta, em que idades estarão arrumados determinados tipos de comportamentos? Onde ficam os sonhos perdidos quando nos sentimos socialmente obrigados a sermos mais cinzentos? Onde está a fé em nós próprios e tudo aquilo que adorávamos fazer quando éramos crianças e que, dando uma verdadeira oportunidade, ainda agora adoraríamos fazer só que "os crescidos não o fazem"?

Para ser amada, para se sentir incluída, a protagonista teve de percorrer o seu caminho, de reconhecer o lugar que a sua infância e infantilidade tinham dentro de si (ao em vez de a negar abruptamente) de forma a poder levá-la com isso ao longo da sua restante existência.

Estando em sintonia consigo mesma, tendo sido o seu processo fluído (embora de forma muito bruta, por - por razões que o filme não fecha - ter sido confrontada com isso no momento em que já estava na faculdade, creio), acaba por encontrar um rapaz que a vê tal como ela é por ela também ser quem é realmente.

Isto faz-me pensar em tantas coisas. Quanto mais formos nós mesmas, mais inteiras, mais nos respeitarmos, mais genuína será a nossa vida. Haverá por aí muita gente triste e infeliz e também ansiosa por ainda não ter tido a capacidade, as condições, a coragem e a consciência de se conhecer um pouco mais? E de fazer este processo de maturação, de passagem para a vida "adulta"?

Já podem ler. 

Este filme é crucial. E ajudou-me numa conversa muito interessante na minha relação em que nos conhecemos ainda melhor mutuamente. Senti que foi informação e entretenimento ao mesmo tempo (como quando via a Oprah ou oiço os podcasts dela), mas muito bem embrulhado num filme com uma fotografia exemplar, além de um género de humor menos mainstream, mas interessante e menos impositivo para dar lugar ao que realmente interessa: a reflexão.

Já alguém viu? O que acharam? Vão ver?





4.15.2019

Puxa-se mesmo a pilinha para trás?

Na sexta-feira passada houve mais um COITO - Aqui não nos apanham a falar mal deles. É um espectáculo de comédia apresentado por mim e pelo David Cristina em que pretendemos que seja também um espaço de partilha em segurança daquilo que sentimos e pensamos sobre a experiência de parentalidade. 






Fotografias de Tiago Maltez x Ponte Media

As convidadas foram Filipa Galrão - radialista da Mega Hits - e Joana Azevedo - radialista da Comercial. Ambas são mães de meninos e uma das perguntas foi essa mesmo: "puxam a pilinha dos vossos filhos para trás?".

Não posso alongar-me muito sobre o assunto porque a experiência que tenho é sobre o meu irmão mais velho que, tendo 22 anos, é capaz de ficar bastante envergonhado se me puser aqui a falar de como se puxava a pilinha dele para trás ou não. Por isso acabou aqui este parágrafo. Está bem, mano?

Elas lá responderam. Quem quisesse saber o que duas das minhas radialistas preferidas responderam, deveria ter ido, ahah. Pronto. Agora acabava aqui o post, ahah. 

Fui pesquisar um bocadinho - espero que ninguém me venha cuscar as pesquisas do Google porque isto tendo uma filha rapariga, acaba por ser esquisito - e encontrei vários sites que dizem não ser NADA necessário ter esse tipo de procedimentos com as pilinhas dos filhos (dizendo "dos filhos", parece que fica em aberto o cuidado com as pilinhas de outras pessoas que nos rodeiem, ahah). 

Dizem que nunca se deve puxar a pele das pilinhas dos bebés para trás, especialmente forçando. Do que li, a separação do prepúcio (foreskin) do pénis acontece naturalmente na maioria dos rapazes até aos 4 anos mas, noutros, só perto da puberdade. Durante os dois dias seguintes poderá haver alguns incómodos ou odores, mas que passa tranquilamente. Existirá a acumulação de esmegma que deverá lavar-se, mas não é sintomático de nenhuma patologia. É natural. 

Avisam é para ir imediatamente ao médico se o prepúcio estiver recolhido e ficar preso. E, de resto, os cuidados normais: se estiver inchado e tal... também ir. 

Óbvio que estes artigos se referem à generalidade dos casos. Nem todos os bebés e respectivas pilinhas se incluem na generalidade, por isso o melhor é falarem com o vosso médico. 

Porém, sou a favor de tentarmos encontrar um médico não que sigamos "cegamente", mas a quem possamos colocar todas as dúvidas, mesmo que parecem ir contra as recomendações do mesmo. Isto para obtermos explicações que nos satisfaçam ou nem por isso. 

Não sou especialista, mas pergunto: será isto uma crença antiga? Estarão os médicos que recomendam esse tipo de procedimentos actualizados no que toca a este tipo de recomendações? Talvez também devam ser os pais a dar estes "toques" nalguns médicos. 

E, na verdade, os médicos que mais gostamos são os que estão abertos a diálogo e que prezem o espírito crítico dos pais. :)







4.14.2019

Uma de nós fez uma operação plástica!

Não resultou, pensarão as invejosas. Mas é verdade, uma de nós já foi submetida a uma cirurgia plástica e não só queremos que tentem adivinhar qual das duas, como queremos ver se acertam em que parte do corpo.

Enquanto revelamos, vamos falando do que faríamos e do que não faríamos e a Joana Gama vai contar-vos duas histórias insólitas que metem cordas vocais e mini-vulvas e a Joana Paixão Brás, esta que vos escreve, mostra os pés por arranjar. Ambas mostramos. Bleeeeec. Vale muito a pena, pela descrição, não vale?

Muito obrigada à Patrícia Marques, da nossa vasta equipa, que nos penteou e maquilhou e é por isso que estamos tão gostosas. Sem ela, os nossos pés eram o melhor de nós, imaginem.




Adivinharam?

E vocês, se pudessem fazer uma única, qual seria? E duas?

Já conhecem a pedinchice normal, subscrevam o canal de youtube, comentem, façam like, sejam nossas migas, suas fofas. <3



4.10.2019

Ainda uso intercomunicador 5 anos depois, sim...

Já tinha saudades daquele bom comentário que só julga. Bem que andava isto muito calminho e amoroso para o nosso gosto. 

Vá, não foi grave. Desta vez não me chamaram maluca, nem insultaram a beleza de nenhuma das nossas filhas, simplesmente estranharam grandemente o facto de ainda usarmos intercomunicador cá por casa.

É verdade que a Irene tem 5 anos e que, se quiser ou se eu deixar uma luz acesa (que não deixo porque ela desperta muitas mais vezes), sabe sair do quarto e ir ter comigo ao meu. Mas sabem que mais? Não é isso que eu quero. 

Quero que ela fique quietinha no seu quarto, sem perigo de sair para não me apanhar de surpresa ou para não me acordar do nada (morro de ansiedade se, só morando as duas cá em casa, ela me tocasse na cara ou nas mãos, sei lá, ainda para mais com aquela suavidade que eles têm).

Além disso, temos dois gatos: o Noddy e a Bubbles. O Noddy adora enroscar-se ao pé do pescoço e de, com o nariz molhado, encostá-lo às nossas bochechas enquanto ronrona muito alto. A Bubbles gosta de se aninhar nos nossos pés. Os dois juntos raramente dão bom resultado e fazem muitas corridas quando, por acaso, não estão a lutar um contra o outro. 

Ora, a Irene pede-me para fechar a porta porque não quer os gatos no quarto e eu não a oiço de porta fechada. Pelo que... INTERCOMUNICADOR. 

Solução maravilhosa. 

Nunca pensei que este intercomunicador durasse tanto tempo. Acho que nunca usei tantas vezes uma coisa. Olhem, 'migas, nem este par de mamas foi tão usado (mentira, foi ainda mais, coitadito). 




Façam isto. Façam Yoga. Nós fazemos com o Chama a Sofia e adoramos a Mahima. Quando fazemos isto, deixamos de nos enervar com coisas como: "a autora de um blog de maternidade usa o intercomunicador há mais de 5 anos?". Experimentem.


Fica aqui o comentário para colorir a vossa noite:






Por que nos seguem?

Por que nos seguem?

Desculpem o umbiguismo desta publicação, mas gostava de perceber o que vos faz seguir-nos. Ontem, no instagram, recebi uma resposta muito querida de uma rapariga que dizia que ainda não era mãe mas que quando fosse gostava de ser como eu (meu Deus, que inchaço - e não foi da prisão de ventre - e que responsabilidade). Fiquei mesmo feliz. Ainda acho estranho mas gosto.
Sabia que tínhamos algum público que ainda não era mãe (ou pai) mas não sabia que eram tantas! Fiz a pergunta e responderam-me às centenas. Fiquei a saber os motivos pelos quais nos seguem e mais sobre aquelas pessoas. Incrível. Fiquei a sentir que a sinceridade e não queremos ser mais do que aquilo que somos, que a nossa cozinha por arrumar e que as nossas falhas, mas também as nossas histórias e o nosso amor, são o melhor que podemos dar-vos.

Gostava por isso, que se manifestassem por aqui. Quem nos segue e por que razão? Gostam mais de que temas? Gostam mais de que género: posts sérios, humorísticos? Precisavam que abordássemos algum assunto, para tentar encontrar alguma resposta nas milhares de pessoas que nos seguem? Gostavam que puséssemos aqui mais vídeos do nosso dia a dia e das miúdas? O que sentem falta?

Digam-nos pff: o que fazem, quantos filhos (ou nenhum), o que gostam! Já somos quase 80 mil por aqui, o que é algo que nunca sequer pensámos ser possível.

Obrigada, Obrigada!


Joana Paixão Brás 

4.09.2019

Esquece tudo o que te vão dizer sobre o que é ser Mãe

Vão dizer-te que vais ficar sem tempo para nada, mas vais sentir que o teu tempo é o bem mais precioso de todos.

Vão dizer-te que vais deixar de ter vida, mas vais ver a vida a crescer em ti e à tua frente, a cada segundo.

Vão dizer-te que a tua vida começa agora, mas vais perceber que tudo o que foste vai estar sempre presente, em cada coisa que faças e digas. 

Vão dizer-te que vai ser difícil, mas vais achar que isso era um eufemismo, que não vais dar conta e que não consegues.

Vão dizer-te que as meninas roubam a beleza à mãe, mas provavelmente nunca te vais sentir tão bonita.

Vão dizer-te que é o fim do mundo, mas vais perceber que o mundo nunca acaba e que era uma hipérbole.

Vão dizer-te que nunca mais vais querer outra coisa, mas por vezes vais ter saudades de ti antes de seres mãe.

Vão dizer-te que te vais sentir endoidecer e tu vais sentir que já não há volta a dar, por isso mais vale embarcar na loucura.

Vão dizer-te que passa rápido e vais perceber que há momentos em que isso era mentira, de tão cansada que vais estar, mas noutros ter a certeza de que era a mais pura das verdades.

Vão dizer-te que amamentar dói, mas se calhar vais sentir que estavam a exagerar (e é bom sinal).

Vão dizer-te que amamentar é a melhor experiência da tua vida, mas provavelmente vais ter momentos em que não te apetece fazê-lo.

Vão dizer-te que o teu leite não presta, mas vais fazer ouvidos moucos e confiar em ti.

Vão dizer-te que os amigos fogem todos, mas vais perceber que os que ficam valem por todos.

Vão dizer-te que o cheiro do teu bebé é inebriante, mas vais chegar à conclusão de que nem há um adjectivo à altura. 

Vão dizer-te que os meninos são mais "da mãe", mas vais perceber que as meninas não poderiam ser mais tuas do que são.

Vão dizer-te que os rapazes são muito "reguilas", mas vais sentir que os abraços, os beijos e as mãos dadas são a coisa mais doce que já provaste.

Vão dizer-te que te vais sentir sozinha, mas há momentos em que a solidão e o silêncio é mesmo o que precisas.

Vão dizer-te que vais chorar de alegria muitas vezes, mas faltou dizer que se chora muitas vezes, de cansaço. 

Vão dizer-te que vais ter um sexto sentido, mas às vezes vais andar às escuras a tentar encontrá-lo. 

Vão dizer-te que ninguém conhece melhor o teu filho do que tu, mas vais perceber que não controlas tudo, que não sabes tudo e que isso faz parte do jogo.

Vão dizer-te que ser mãe é uma experiência do caraças, mas nada do que te disserem vai chegar aos pés daquilo que vais sentir, que vais SER.


Bem-vinda ao clube das Mães: somos todas tão diferentes, mas depois, afinal, temos muitas outras coisas em comum. Ou pelo menos uma: um amor desmedido pelos nossos filhos. E algum cansaço. Ou muito, vá.

Mas shiuuuuuu... esquece tudo o que leste.

Grávida de 37 semanas, já tinha ouvido de tudo, mas nada nunca se equiparou. - foto da querida Rita Ferro Alvim