Mostrar mensagens com a etiqueta amamentação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amamentação. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Amamentação: ultrapassei, com a 2a filha, o tempo da 1a!


Era um dos meus objectivos, assim que engravidei da segunda filha: ultrapassar o tempo em que amamentei a primeira: 9 meses. A Isabel fez um falso desmame que eu não consegui reverter, mesmo depois de muita ajuda (de que já falei em vários posts, procurem aqui).

Dou maminha muitas vezes durante o dia - não sei quantas, que não conto (e também durante a noite, coisa a que fui praticamente poupada nos 6 primeiros meses), mas até agora, não tem sido penoso, muito pelo contrário. A única coisa de que me vou queixando neste momento é de fazer piscinas, à noite, entre filhas - a Isabel só quer a mãe no quarto dela à noite e a Luísa nem sempre acalma só com o colo do pai -, mas como ando numa fase boa e optimista, nem isso me tem tirado o sono (ah ah ah). Hoje estávamos sem o pai e dormimos as três na mesma cama e foi maravilhoso [a Isabel aceitou o meu convite e veio dormir no meu quarto].

Fiz muita coisa diferente agora nesta segunda volta, aproveito tudo muito melhor, e estou a adorar amamentar. Tinha muitas saudades. Não sei quanto tempo teremos pela frente, não estabeleço grandes metas, mas gostava que fosse tudo muito natural e sem grandes stresses. Espero que cheguemos longe, mas sinceramente não queria chegar ao ponto de estar muito cansada e de não me apetecer mais. Era óptimo se estivéssemos sempre em sintonia e que este namoro acabasse quando ambas quiséssemos. Veremos. 


adoro a fotografia, mas o papel ali a descolar faz-me tremelicar de um olho ;)

depois disto, claro que me puxou o nariz, o lábio superior e fez-me 2 mil arranhões na cara. mas as festinhas no peito compensam.
............
............
Sigam-nos no instagram aqui 
a mim também aqui e à outra Joana aqui.
O nosso canal de youtube é este.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

E se não mamares de noite, Necas?

Ui. A viagem da Necas e minha por isto da amamentação dá pano para mangas. Já perdi conta aos inúmeros posts informativos e desabafativos sobre o tema. Podem ver uns quantos se carregarem aqui

Depois de muita tormenta, de uma suspeita de APLV e tudo, a amamentação finalmente tornou-se pacífica. Aos poucos, mesmo contra tudo aquilo que eu sentia nas fases em que ela precisava mais de mama, tem vindo a largar mamadas. 

Agora, a um mês de fazer 3 anos, durante a semana, mama de manhã quando acorda, à noite antes de adormecer e durante a noite, quando acorda. 

Não odeio dar de mamar, antes pelo contrário. Além do prazer que muitas mães que amamentam apontam (e das óbvias hormonas envolvidas que nos fazem sentir felizes), é também símbolo de uma batalha que a Irene eu travamos juntas e que vencemos. É sinal de que fomos capazes e que fizemos bem em continuar porque está tudo bem e tudo correu bem. 

Porém, confesso que as mamadas nocturnas me estão a deixar louca. Acorda e chama por mim. Eu, cansada, não me apetece que ela fique a mamar a eternidade que fica. Nunca consigo chegar a adormecer porque acabamos mesmo por ter alguém a mamar em nós. E irrita-me não ter controlo sobre isso nem opção. Se lhe nego a mama é um berreiro danado às 5h da manhã e ficamos as duas enervadas por algo que, lets be honest, tem muuuito mais de bom do que mau. 

Quando a Irene era mais nova, aconselharam-me o desmame nocturno para ela dormir melhor. Não é causa-efeito. Por favor, não vão nisto. Não desmamei e não me arrependo. Pensei sempre: se um dia quiser desmamar, que fosse através do diálogo e que ambas estivéssemos prontas para isso. Não teria sido justo introduzir-lhe este método (embora natural) de alimentação e de regulação e depois tirar à bruta só porque alguém me disse ou porque estava demasiado cansada. Eu não conseguiria lidar com a culpa. Ou, mesmo que conseguisse, não quero. 

Cá estamos aos três anos. Depois de uma noite em que dei por mim a ser má para a Irene a meio da noite por ela não aceitar não mamar para readormecer ("Ó IRENE, NÃO PERCEBES QUE EU ESTOU CANSADA, PÁ!"), no dia seguinte percebi que é tudo um processo, que devia tentar explicar o que se passa e negociar ou tentar perceber o que se passa aqui.

Ontem, quando estávamos a tomar banho juntas, surgiu-me o tema (em vez de lhe propor isso quando ela estivesse mais cansada e menos flexível): "Necas, filha, adoro dar-te maminha de manhã, sabias? É como se estivéssemos a matar saudades. À noite, antes de ires dormir, também gosto muito. É como se fosse um abraço com muita força. Durante a noite já não gosto, sabes porquê? Porque estou muito cansada, as minhas mamas já estão um bocadinho velhinhas e a mãe fica sem paciência. O que achas de, em vez de te dar maminha, nessas alturas, me abraçar a ti com muita força e dar muitos beijinhos até adormeceres ou de te abanar o rabo, pode ser?". 

Ela disse que sim. Não estava à espera que resultasse na primeira noite. Resultou a 75%. Aceitou em dois acordares outra alternativa. Às 5 da manhã estava irredutível e claro que cedi. Tenho de compreender. 

Vamos continuando nesta viagem, que não tenho pressa que acabe. Simplesmente, tal como a Constança Cordeiro Ferreira escreveu no livro, há  uma mamada que me incomoda (ou várias, as nocturnas) e é isso que quero "resolver", mas tendo sempre em conta o que a minha filha precisa (e eu também). 


Nota final: 

Atenção a isto dos desmames nocturnos. A Irene tem 3 anos e a amamentação já está estabelecida, além de que posso dialogar com ela e não será um momento traumático, digo eu, este afastamento, nem o irei fazer de forma bruta. É a à noite que há maior produção de prolactina, a hormona responsável pela produção do leite e, por isso, é quando o nosso corpo recebe mais a indicação da quantidade de leite que o nosso bebé precisa. Amamentar durante a noite é crucial para uma boa experiência de amamentação. Por favor falem com pessoas entendidas no assunto aqui ou aqui ou aqui, por exemplo. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Estamos a dar no BLW - sabem o que é?

Já tinha umas luzes do BLW - Baby-led Weaning - na altura da Isabel. Não tinha era grande tempo e disponibilidade, além de estar cheia de ideias feitas difíceis de derrubar. Aquela concepção de que um bebé a comer uma pratada de sopa e de papinha é que é bonito de se ver. Dava-lhe alguns alimentos cozidos inteiros, como bróculos, por exemplo, mas não me apetecia limpar o chão todo nem acreditava que a minha filha fosse comer o que precisava, com o porte nutricional necessário, sozinha. E muito menos estariam no colégio preparados para lhe dar o almoço assim. Posto isto, ficou para um segundo filho.

Mesmo com a Luísa, achava que iria fazer um misto, mais numa de não me chatear muito, confesso. "Come uma sopinha e depois pontualmente dou-lhe os alimentos para a mão, para conhecer as texturas e os sabores individualmente e para mastigar à séria." Alertaram-me entretanto as mais puristas de que isso não é BLW: é sopa + finger food. Entretanto, e como a Luísa é uma bebé que não é amiga de sopa nem de fruta em papa (não gosta do ritual com a colher, da textura, etc, etc e eu não insisto), procurei saber mais e vi um vídeo do pediatra Carlos Gonzalez que me fez rir e pensar nisto da alimentação com mais pormenor. Ainda bem, ainda bem! Agora seguimos um método que respeita mais, na minha opinião, o ritmo dos bebés e que os prepara ainda melhor para gostarem de comer e para que tenham uma relação mais saudável com a comida. 

É incrível, em tão pouco tempo, a melhoria com que come e como manipula os alimentos. Além de ser divertido vê-la a explorar os alimentos, a prová-los uma, duas vezes. Já sabe o que é batata doce e o que é cenoura (os preferidos), já provou batata normal mas não adorou, há dias em que come bem brócolos, outros em que não lhe apetece (como a nós, adultos). Comecei agora a dar peixe e também curgete (no vídeo está a prová-los pela primeira vez). Costumava fazer cozidos, mas agora comecei a fazer a vapor e na água ponho alho, coentros e tomilho e rego com um bocadinho de azeite. No livro Comer Bem, crescer Saudável dão alguns exemplos no forno e vai ser a próxima experiência, com alecrim e tomilho.

Agora é assim que a Luísa se alimenta. Muita mama, claro, o principal, e depois ofereço alimentos à hora das refeições, comigo/connosco, para ela ir provando, manipulando, pondo de lado, explorando. E já vai comendo qualquer coisa que eu bem vejo na fralda (eheh pormenor dispensável).

Então mas e as listas de alimentos, introduzidos por ordem, e os 25g de carne e não sei quê? "Estou nem aí" para isso. Estou a seguir este método e a adorar cada minuto (menos aspirar o chão ahah). Não quer dizer que não lhe dê uma papa caseira, um iogurte, daqui a uns tempos. Não quer dizer que não lhe volte a oferecer sopa. Mas uma coisa é certa: não comprarei guerras com comida, não farei avioezinhos, nem farei um pino para que ela coma. Confiarei nela. Para já, o BLW basta-nos {e ando a ver receitinhas fixes de bolachinhas caseiras, scones e queques para lhe oferecer a par dos alimentos assim, o mais natural possível}.


Se tiverem paciência para ver um bebé comer :)


Coisinhas que podem ter achado giras: 
Cadeira - Bébéconfort
Prato - Ezpz
Babete/camisola - Ikea


---------------------
---------------------
Sigam-nos no instagram aqui 
a mim também aqui e à outra Joana aqui.
O nosso canal de youtube é este.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Tenho as minhas mamas de volta!

Nunca gostei muito das minhas mamas. Aliás, nunca gostei muito de nada no meu corpo. Consigo reparar (grande moral) que tenho uns olhos bonitos, uma boca gira e um sorriso encantador, mas a nível físico, o corpo e eu só agora é que estamos a fazer uma espécie de pazes com a questão de eu começar a fazer as coisas que devo fazer para ter os resultados que quero: melhor alimentação e exercício físico - acho que ouvimos tantas vezes esta cantilena que não nos apercebemos mesmo do quanto é importante, ficamos anestesiadas. 

Por isso, quando decidi amamentar e fiz tudo o que consegui por isso (um testamento que escrevi aqui), o estado em que iriam ficar as minhas mamas não era nada que me preocupasse. 

Aliás, até ganhei algo muito giro com isso: mamilos. Dantes tinha os mamilos perfeitamente lisos (até acharia que poderia dificultar a amamentação mas que, afinal, não constituiu obstáculo) e agora pareço aquelas boazonas que "ai #freethenipple e não sei quê, estou aqui de fato de banho, mas não reparei que tenho isto tudo evidente".

Sabem o que acho? Que as tenho de volta! Agora, depois de dois anos e meio a amamentar e procurando que aconteça um desmame natural (ela vá perdendo o interesse), olho para as minhas mamas e estão a parecer-me melhores. 

Fotografia por Yellow Savages
O que me dizem é que, com o desmame natural, as mamas recuperam devagar a elasticidade, os tecidos e afins e é isso que tenho verificado. Ainda tenho os mamilos todos tesudos (gostaram?), tenho as mamas mais pequeninas e, por isso, menos descaídas. Acho que outra coisa que tem ajudado é o voltar ao ginásio e perder gordura com #omelhorptdomundo . Gostava de vos mostrar, mas não consigo. 

Isto só para dizer que, se por acaso, um dos factores para não "quererem" tanto amamentar for o estado das mamas, é possível que muitas das mães que tenham ficado com as mamas num pior estado, talvez não tenham tido a hipótese ou vontade de fazer um desmame natural. 

Não digo que ficaram exactamente iguais, mas vivo até melhor com estas do que com as anteriores. 

E já não faço dupla-mama nos meus soutiens pré-gravidez! Importantíssimo. 



Sigam-nos no instagram aqui 
a mim também aqui.. 
O nosso canal de youtube é este

sábado, 5 de novembro de 2016

Amamentar é isto...

Ainda antes de estar grávida da Isabel sabia que havia de amamentar. Estava longe de ser mãe mas já sabia, no meu íntimo, que havia de querer construir essa ligação com o meu bebé. Mal sabia eu que, nos primeiros tempos, não me seria natural e que me custaria tanto. Desistir passou-me pela cabeça mil vezes no primeiro mês. Mas logo a seguir lembrava-me da imagem da minha mãe a amamentar-me na praia ao pôr do sol, com um ano e tal, memória que não tenho mas que as fotografias ajudaram a recriar. Eu adoraria consegui-lo, não só pelas vantagens já conhecidas, mas porque sempre achei aquilo bonito, especial. 


Durante um mês sofri bastante, tinha dores e pouca ajuda. Valeu-me o apoio moral do David e da minha mãe, que me prometeu que as dores passariam (também me disse que a escolha seria sempre minha). Ela tinha razão. Passaram e então vi e senti o quão especial era aquilo. A Isabel desmamou quando teve pneumonia com 9 meses e meio, rezei para que fosse um falso desmame e ainda tentei reverter mas já não consegui. Acabou uma bonita história, sem culpas.  Escrevi sobre isso aqui. Mas prometi a mim mesma que correria melhor num segundo filho. Correu. Está a correr muito, muito melhor. Apesar de ter sido um bocadinho doloroso no início novamente, principalmente com a subida do leite, nunca me coloquei pressões de aumentos de peso, não dei aso a confusões de tetinas, dei mama mais e mais vezes e pedi ajuda à CAM Patrícia Paiva, o meu porto de abrigo, sempre que tinha dúvidas (ela está agora no projecto Amamenta Setúbal, para quem precisar, aconselho!).

Amamentar para mim é muito, muito importante, faz-me bem, faz-me feliz. Seria igualmente boa mãe se não amamentasse, disso não tenho dúvidas, mas gosto muito desse nosso momento de namoro indizível. Até quando? Desta vez espero que até (bem) mais tarde, até ambas querermos e até que isto nos faça bem às duas. Adoraria conseguir fazer um desmame natural. Mas logo se vê. Acho que se não pusermos pressão nem fizermos grandes previsões, tudo correrá melhor. É deixar fluir. É irmos sendo felizes. 

Sigam-me no instagram@JoanaPaixaoBras
E o @aMaeequesabe também ;)


sábado, 29 de outubro de 2016

Esta conversa aconteceu!

Às vezes tenho algumas reservas em relação às recomendações dos pediatras no que diz respeito à amamentação. Tive a sorte da Isabel ter uma pediatra que, apesar de a partir dos três meses ter começado a descer ligeiramente nos percentis, sempre ter desvalorizado e continuado a apoiar a maminha, mas há por aí às vezes aconselhamentos precoces - a meu ver (e dos organismos de saúde) - da introdução da alimentação complementar. 

Ontem, nas urgências, calhou-me uma pediatra que, ao saber que a Luísa era exclusivamente amamentada me deu os parabéns e me perguntou, delicadamente (e deve ser para não ferir outras decisões contrárias, o que acho muito bem), se tinha intenções de continuar até aos seis meses. Quando lhe disse que sim, sorriu e disse: "é isso mesmo, não há melhor". Fiquei feliz. Não por ter tido uma palmadinha nas costas -  estou tão bem com a minha escolha que não preciso de grande reforço positivo - mas por saber que há pediatras que não aconselham, assim do nada, a introdução das papas ou das sopas e que sabem a importância da amamentação. 

 Estamos no bom caminho. :)


P.S. Claro que em caso de a mãe ir trabalhar muito cedo e não conseguir extrair leite, esta questão muda de figura e tem de ser repensada, mas fiquei contente por, não tendo conhecimento desses factos, não ter partido logo para essas sugestões.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Qual a relação entre sucção, linguagem e fala?

A Diana Lopes, terapeuta da fala (e uma querida), está de volta para nos ajudar a perceber como é que está tudo interligado ;)

"Vamos dar uma grande volta para chegar ao veredicto da questão minhas queridas mamãs, lá terá que ser!
São diversas as conversas por aqui sobre amamentação/alimentação e o certo é que para realmente perceberem que não estão sós, a alimentação é um dos aspetos que assombra qualquer mãe, em qualquer cultura.

Ao longo de um dia de consultas (6h -20h) são várias as crianças com quem brinco no meu pequeno espaço em Luanda (ou Lisboa). Desde angolanos (óbvio - porque passo a grande maioria do meu tempo como expatriada em Angola), portugueses, ucranianos, ingleses, chineses e vietnamitas. E não é que todas as mamãs, em alguma fase do acompanhamento em terapia da fala, queixam-se que os filhos não querem comer?

Tenho desde os que começam por comer funge com calulu ao pequeno almoço (matabicho, como apelidam aqui) aos que se deitam só com um pedacinho de pão no bucho.

A verdade é que todas as crianças (tal como nós, adultos) são inconstantes na hora da refeição.  Uns dias acordamos cheios de fome, capazes de comer um boi sozinhos, outros passamos bem com meia torrada e um chá.



O mesmo acontece com os bebés, uns dias acordam cheios de fome, estando despertos para mamar, outros desinteressam-se e adormecem. E agora vocês, meus bebés, digam de vossa justiça se não é uma maravilha adormecer na mama da mamã? Por gostarem tanto é que nem sempre é fácil garantir que comem de três em três horas e que mamam a quantidade suficiente. Quando acontece o bebé adormecer, as mães falam com o bebé, despem-no, mudam-lhe a fralda, apertam-lhe a mão ou o pé, as bochechas, … fazem tudo para que ele desperte. Depois aparecem as negras questões, será que ficou satisfeito com aquilo que mamou? Será melhor dar-lhe também o biberão? Tudo faz parte de uma aprendizagem a dois. Tanto a mãe como o bebé têm de ter tempo para se conhecerem cá fora.

No caso da amamentação esta é feita de avanços e recuos, todos os bebés mamam uns dias melhores e outros dias pior. Como os adultos, uns dias comemos melhor outros dias comemos pior, só difere a idade. Temos vontades e dias e dias! Também os bebés nem sempre estão interessados, não demoram o mesmo tempo, nem mamam a mesma quantidade de leite. Não há uma regra específica!

Cada bebé é único, tem gostos e vontades próprias. Desde cedo que o bebé reage, dando-nos respostas próprias, mostrando que tem um tempo próprio e começa a definir a sua personalidade. Não há um bebé igual e por isso cada um mama da sua forma e à sua maneira. É difícil definir a hora a que aquele bebé tem fome, se mama muito ou pouco, se demora mais ou menos tempo naquela mamada.

Para perceber como mama cada bebé, é preciso conhecê-lo. Para isso é preciso dar tempo, ser corajoso e ter muita paciência, criando várias oportunidades para o bebé se alimentar.

Mas, um aspecto é regra, todos os bebés nascem com características próprias que os ajudam a sugar. A sua face é pequena, as bochechas são “almofadas” (sucking pads, termo pomposo), o nariz é arrebitado com as narinas mais largas e o queixo é para trás. Desde o primeiro minuto de vida, quando a mãe põe o bebé encostado ao peito, ele imediatamente procurará a mama sendo capaz de abocanhá-la e começar a sugar.

Todos os bebés nos dão pistas ou sinais para percebermos quando estão ou não preparados para começar a sugar, quando querem continuar ou parar. Só precisamos de estar atentos e saber identificar bem esses sinais, respeitando o ritmo do bebé. Seguir os sinais do bebé, ir atrás dele, é quase sucesso garantido!

Por vezes, algumas mães têm a difícil tarefa de tomar a decisão de amamentar ou dar biberão. É sabido que a amamentação traz muitos benefícios (já aqui referidos em alguns artigos pelas Joanas) para a mãe e para o bebé.

Então, como sabemos se o bebé suga o suficiente na mama? Cada vez que mama, se eliminar fezes e se a relação entre o comprimento e o peso estiver adequada, sabemos que está a crescer bem. Quando o bebé está a ser amamentado pela mama da mãe não é aconselhável dar o suplemento pelo biberão, pois ele pode fazer confusão entre o mamilo e a tetina, e recusar a mama porque é mais fácil sugar no biberão do que na mama. O leite pinga instantaneamente, sai mais quantidades cada vez que o bebé suga e ele faz menos esforço para obter o alimento. No entanto, há mais perigo de o bebé se engasgar, pois não controla o leite que vai para a boca, tendo de ser adaptar. Na amamentação o bebé faz mais esforço, há um trabalho muscular mais intenso e só obtém alimento quando suga com eficácia. Também controla melhor a quantidade de leite que sai, tendo menos possibilidade de se engasgar. Há uma melhor coordenação do sugar, do engolir e do respirar (coordenação sucção/deglutição/respiração, mais termos pomposos). Após experimentar o biberão, é natural que o bebé prefira o biberão e haja perda de interesse pela mama, pois é mais fácil obter mais alimento pelo biberão do que pela mama, dá menos trabalho.

A sucção é uma das primeiras funções da boca e a mais exigente de todas. Sugar é a forma que o bebé tem de se alimentar porque é mais fácil sugar do que beber pelo copo, comer à colher ou mastigar. A dificuldade está em ter de coordenar as várias funções ao mesmo tempo, o sugar, o engolir e o respirar (sucção/deglutição/respiração). E isso acontece tanto na mama como no biberão. A sucção permite o crescimento da face, do maxilar inferior, adequa o movimento, o tónus e a força da língua, dos lábios, das bochechas e do palato (céu da boca). Também prepara os músculos da face para quando chegar à altura do bebé começar a comer as primeiras papas e sopas com a colher, beber líquidos pelo copo e mastigar alimentos mais duros.

Sabemos que na amamentação o esforço de sucção do bebé é maior, tendo de ter mais força muscular, usando mais músculos para extrair o alimento. É uma sucção mais completa quando comparada com a sucção no biberão. A amamentação permite ainda ao bebé respirar bem pelo nariz e futuramente há uma probabilidade menor de a criança usar a chucha, pôr o dedo na boca e roer as unhas. É como se mamar na mama já satisfizesse essas necessidades.

Nas crianças que sugam no biberão é fundamental que o furo da tetina seja pequeno, tentando que o bebé puxe e exerça mais força nos músculos, como quando faz na amamentação.

Os músculos orais que o bebé usa quando suga, serão os mesmos que irá usar para falar. A sucção tem também a função de preparar os músculos do bebé para falar. Um bebé que mama bem, tem mais possibilidades de respirar melhor, de desenvolver a sua fala e linguagem de forma mais harmoniosa, bem como de aprender a ler e a escrever com maior facilidade.


Nunca se esqueçam que cada bebé é um bebé. Quando se tem de recorrer ao biberão é importante que a tetina tenha um corte pequeno para o bebé exercer a mesma força muscular no biberão que exerce na mama. Já me estou a repetir, eu sei :)"

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Amamento há dois anos e meio.

Nunca pensei vir a dizer isto não só porque até efectivamente ter decidido engravidar, tal questão nunca me tinha passado pela cabeça. Infelizmente, talvez, porque não se vê muitas mulheres a amamentar em público e, por isso, ver bebés a ser alimentados de forma natural é raro. A verdade é que também, antes de ser mãe, não frequentava sítios para "crianças", daí também não costumar ver bebés e crianças. 

A amamentação só se tornou num assunto para mim quando comecei a ler sobre o parto. Li que era imperativo por o bebé a mamar na primeira hora depois do parto, senão o corpo não reconheceria (ou seria mais difícil) a ligação e tornaria tudo mais complicado. 



Vi que estava ali, naquele livro, um direito meu e da minha filha e que, pelos vistos, não seria respeitado em todos os hospitais ou circunstâncias. Comecei a interessar-me pelo assunto. Era importante. Ainda mais importante para mim que tinha decidido deixar de fumar assim que engravidei e que tinha tentado começar a fazer exercício e, portanto, a amamentação era só a continuação da minha preocupação em fazer tudo o mais saudável possível dentro daquilo que conseguisse controlar - claro que me fartava de falhar e houve muitos Lipton Ice Teas de Pêssego, Sumóis (ahah) de Ananás e gomas como lanche. 

Comecei a querer amamentar. Sabia que para que me sentisse bem no início desta aventura da maternidade, eu teria que amamentar, senti que era a minha parte. A verdade é que os primeiros meses foram um horror (como podem ler aqui). Não há maneira de suavizar a questão, foram um horror. Principalmente por causa da pressão que impus a mim mesma. E, depois, porque quanto mais informada estava, mais longínquas estavam as soluções que tanta gente fala da boca para fora sem saberem o quão enganadas estão, por muito bem intencionadas que sejam (muitas são, obrigada) - muita atenção a estas pessoas, apesar de que, se nos informarmos convenientemente, estamos a proteger-nos melhor dos danos que nos possam causar. Há imensos sítios onde nos podemos informar, nomeadamente aqui

Foi uma viagem muito turbulenta (mas que não precisa de ser, conheço uma boa dezena de mães que amamentar foi algo pacífico) mas que ainda não terminou. Terminou, sim, a parte de ser turbulenta. Agora é só bom. 

Ao longo de dois anos e meio de amamentação muitas foram as fases pelas quais tivemos de passar (a Irene, eu e o meu marido). Principalmente ficando um ano e meio em casa - algo que me ajudou IMENSO a que continuasse com a amamentação depois dos altamente recomendados 6 meses em exclusivo - estava 24 horas por dia disponível para a amamentar. Pelo menos fisicamente. De cabeça? Nem sempre me apetecia. Houve vezes em que me senti contrariada e zangada e demasiado cansada para conseguir ser minimamente racional. Houve dias em que a Irene me pedia para mamar mais do que 30 vezes numa hora. Nesses dias tinha sede, falta de miminho, o que fosse. Pedia porque queria. E, na minha cabeça, lá teria as suas razões. Aos poucos ia-lhe dizendo para esperar. Lá por volta do primeiro aniversário (já falando ela bem e tendo alguma capacidade de compreensão, portanto), ia-lhe mostrando que a mãe também faz as coisas dela e que a maminha iria surgir, depois de acabar de fazer o que eu estava a fazer. Aos poucos foi aprendendo a esperar. Havia alturas em que tinha de esperar, outras que não. 

Pelo meio, sugeriram-me milhares de vezes para que fizesse o desmame nocturno. Dormíamos muito muito mal. A Irene acordava de meia em meia hora ou, em dias bons, de hora e meia em hora e meia. Houve um dia que dei ouvidos e que, quando ela acordou, não lhe dei mama para ela readormeceu. Chorou muito ofendida. A minha tentativa durou 1 minuto (infernal). O cansaço leva-nos ao extremo. Houve muitos dias em que sonhei com um desmame. Em que dava ouvidos às pessoas mal informadas e que magicava maneiras de não ter as mamas mais disponíveis para ela. 

No Verão ficávamos (e ficamos) as duas transpiradissimas por estarmos tão juntas. Era ainda mais desagradável tentar adormecê-la, sendo que ambas ficavamos rabujentas por causa do calor... 

Só que. 

Só que depois, havia todos os outros momentos. Havia e há. Os outros momentos em que, quando chego a casa, sou recebida por uma miúda de fralda, com um coelhinho na mão e que grita ao mesmo tempo que ri: "quero maminha mãe, quero maminha!!!". 

E a maminha dela é enfiar-se no meu colo, com as pernas em cima dos meus braços, a fazer festas a ela própria com o coelho no nariz e em mim, na minha mama. É a barriga dela, de bebé, ele umbigo que, em tempos, tanto nos uniu, estar junto ao meu. É sincronizarmos as respirações de maneira a que quando ela insipire, eu esteja a expirar e façamos uma dança de barrigas. Isto enquanto ela bebe o leitinho da mamã que "sabe a mel" e que, depois de não querer mamar mais de uma maminha, depois pede "outra maminha, se faz favor, mãe". 

Gosto de a ter no meu colo sossegada. Gosto de lhe sentir os pezinhos nos meus braços e de os poder cheirar e por na minha boca, para os beijar. Gosto de a agarrar pela fralda e de lhe poder fazer cafuné enquanto "ela bebe o leitinho da maminha da mãe". A brincar, já lhe ofereci a maminha do pai "mas tem pêlo", a da Bubbles - nossa gata - "mas tem pêlo" e, por isso, lá vai havendo a maminha da mãe. 

A maminha da mãe que, depois de dois anos e meio de pois, significa miminho, colo e imensas defesas. Continua a desempenhar um papel muito importante na saúde dela, além de que também desempenha na minha. Sabiam que, enquanto damos de mamar, é produzida a hormona da felicidade? 

A Irene continua a mamar - não houve desmame algum - durante a noite. Já não acorda milhares de vezes. Acorda uma, quando muito e não houve qualquer desmame nocturno. Há imensas maneiras de conseguirmos descansar um pouco melhor durante a noite se tivermos um bebé amamentado. Falem, por favor, com especialista que tenham formação em amamentação. Uma dica que aconselho é ou dormirmos com eles ou termos uma cama grande para eles no chão para podermos adormecer com eles se estivermos cansadas, sim, mesmo que fiquemos com uma mama de fora. 

Os primeiros seis meses foram difíceis, os seguintes foram menos e agora não custa nada. Antes pelo contrário. Mama umas quatro vezes por dia, mamadas muito curtas (pelo menos para mim que não me importaria que ela ficasse mais tempo) e, aos poucos, está a voar. Ao ritmo dela. A um ritmo que também me permite a mim fazer o meu desmame. 

Já confessei e volto a confessar que toda a minha determinação (e loucura  - e não estou a brincar) em amamentar apesar de todos os obstáculos pelos quais tivemos que passar teve mais que ver comigo do que com a Irene. Não queria sentir que falhei porque, para mim, isto era importante. 

Não temos todas de dar a mesma importância às coisas. Temos sim de tomar decisões conscientes para que depois não fiquemos para sempre com um buraco no coração. É tentarmos o que conseguirmos, enquanto conseguirmos, munidas de boa informação. Se, depois, não der? Não deu. Há outras missões a ter em conta. Ser mãe não é só dar maminha. 

Eu gosto muito de amamentar. Amamento há dois anos e meio. Não sou melhor nem pior que ninguém, mas estou muito feliz por ter conseguido e por conseguir. 

Força a todas!

E, por favor, lembrem-se: metade do caminho para se levar a amamentação avante é estarmos bem informadas. Temos muito sobre amamentação neste blog, podem ler os posts todos aqui, andando para baixo. 

domingo, 21 de agosto de 2016

Dorme a noite toda!

A Luísa dorme a noite toda, praticamente desde que veio para casa. Sim, é bom. Sim, é meio caminho andado para eu não ficar completamente xexé da cabeça. Da Isabel nunca foi assim, apesar de ter chegado a fazer 7 horas num dia (muito) bom. Só ao fim de um ano e tal é que soubemos o que era isso de dormir uma noite seguida, mas ainda assim nunca aconteceu muitas vezes.

A Luísa dorme e a Isabel acorda. Uma, duas, três vezes. Mais. Com o calor, com pesadelos, com tosse, porque sim, porque precisa de mim. Às vezes custa, outras vezes não custa. A Luísa compensa. Quando (ou "se") deixar de compensar, lá terei de me adaptar a essa realidade e andar cá e lá, a fazer piscinas. Se acontecer penso numa solução, não vale a pena sofrer por antecipação. A Isabel não quer vir dormir connosco, na nossa cama, gosta de ter o seu espaço. Eu vou lá. Às vezes aceita que seja o pai. Às vezes pede leitinho. Às vezes adormece antes de eu lá chegar com o dito. Às vezes fico a dormir com ela. Às vezes dorme a noite toda e eu rejuvenesço mil anos.

A Luísa... a Luísa mama muito durante o dia, mas durante a noite dorme. Adormece às 22h-22h30 para o sono grande, às vezes volto a dar-lhe mama por volta das 7h, se a acho mais irrequieta, e depois volta a dormir mais duas ou três horas. Já chega a fazer 12 horas. Já me disseram: "mas isso é porque o teu leite é bom". Sim, o meu leite é bom. É uma verdade. Mas o leite das outras mães também é. Todos os leites são bons (são raras as excepções). Ou todos (quase todos) podem ser bons, se fizerem uma coisa chamada livre demanda, sem horários e sem restrições. Se a pega estiver bem feita, se procurarem apoio de pessoas especializadas, se confiarem em vocês. Quanto mais o bebé mamar, mais leite é produzido. Agora... se é (só) por isso que a Luísa dorme? Não é. É dela. Quantos bebés são amamentados em livre-demanda e não dormem a noite toda? Quantos bebés bebem leite de fórmula e não dormem a noite toda? Não tenho explicação para ela dormir bem, fico toda contente, mas sei que a qualquer momento pode deixar de dormir assim (lembro-me sempre do caso da Irene, da Joana Gama).

A minha questão é: como faço para ela dormir também bem as sestas? Eheh Estou a brincar! :) Ela dorme bem, tem é de ser ao colo ou em andamento. Ou de mama na boca. Se a deito, acorda. Juro que não me estou a queixar, tenho noção da sorte que me saiu na rifa! 



Sigam-me no instagram@JoanaPaixaoBras
e o @aMaeequesabe também ;)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Como sobrevivi ao primeiro mês de amamentação

Se estão grávidas e querem amamentar os vossos filhos, informem-se muito antes. Acho que se tivesse lido esta frase quando estava grávida da Isabel ou se alguém me tivesse dito o quão difícil pode ser amamentar, eu teria procurado toda a informação ao meu dispor, antes de começarmos a nossa bonita mas difícil história. Saberia o que é ou não normal. Teria à minha disposição contactos de especialistas. Teria tido mais confiança em mim e no poder maravilhoso do meu leitinho. Contei-vos a nossa história, para mim ainda hoje bastante comovente, no post: "Acabou-se a mama".


Quando engravidei da Luísa, já ia muito mais confiante para esta missão. Sim, parece um exagero a expressão, mas é assim que a sinto, sendo que muitas vezes são as coisas que exigem mais esforço e dedicação que acabam por dar mais prazer. Escrevi este texto: Amamentação: o que vou fazer de diferente da 2a vez.

No meu íntimo achei que, da 2a vez, fosse ter metade das dúvidas e metade do sofrimento. Voltei a sofrer bastante, voltei a chorar, voltei a gretar os mamilos e a fazer sangue, mas desta vez sabia também que iria passar e que iria compensar. A boquinha da Luísa era pequenina e agarrava mamilo e pouca auréola. Tirava-a com o dedo mindinho da mama e voltava a meter de novo, tentando corrigir a pega, mas em vão. Tive dores na mama esquerda (a "mama má", também da Isabel). Tive uma subida do leite novamente dolorosa, à qual a bebé não dava vazão e, como não conseguia extrair leite manualmente para aliviar, tive mesmo de meter um bocadinho a máquina (não se deve, mas era a minha única maneira de "sobreviver" a tanto caroço, mesmo depois de boas massagens no banho). Recorri a uma CAM, a Patrícia Paiva, que me foi encorajando e me deu a conhecer, entre muitas outras coisas, dois vídeos fantásticos:

Este vídeo devia ser obrigatório para perceberem melhor como funciona a pega, as várias posições, a melhor postura do corpinho deles: é óptimo, mesmo, mesmo!

Este vídeo ajuda-nos a perceber como se extrai leite manualmente (só consegui começar a extrair assim um mês depois).


Outras coisas que descobri on my own:
CREME: Com a Isabel, usei o Purelan, da Medela, mas não fiquei grande fã, por isso desta vez quis experimentar outros e dei-me muito bem com dois cremes que encontrei na Origami Kids - este bálsamo para mamilos e este, um pouco mais espesso.

ALMOFADA DE AMAMENTAÇÃO:  Não tinha almofada, mas para maior conforto, acabei por encomendar a almofada de amamentação Mada in Lisbon, que é anti-ácaros, anti-bacteriana e hipoalérgica.

MÁQUINA: Na altura da Isabel emprestaram-me a máquina da Medela, dei-me lindamente, mas desta vez fiquei fã da Bébéconfort, que é silenciosa (não é totalmente, mas não tem nada a ver com as outra) e "mãos livres" - pode colocar-se a concha no soutien.




A minha avó dizia que ela, aqui com 21 dias, estava a medrar, com as peles a escamar. :)



Quando tiverem dúvidas ou dificuldades neste processo, contactem a SOS Amamentação ou contactem a clínica Amamentos.

Ah! Coisas de que me esqueci: andei muito de mamas ao léu (o nosso leite no mamilo também ajuda a cicatrizar), fiz bastante pele com pele, dormi perto da bebé para que ela mamasse sempre que quisesse e, claro, faço livre demanda, ou seja, a bebé mama sempre que quer, o que além de a fazer ganhar muito peso e refeguinhos, facilitou mais a subida do leite (em nada comparada com a da Isabel, que por ter regras rígidas e relógios parvos, foi horrível).

domingo, 17 de julho de 2016

Fomos fotografados por um paparazzo...



Agora em zoom

Ontem consegui tirar meia hora do meu dia para ir à piscina dos sogros desfrutar da Isabel. Ando numa fase de Luísa alapada a mim 24/24 horas, a mamar como se fosse um camelo e tivesse de fazer reservas para meio ano (está num pico de crescimento - leiam sobre isso quando acharem que estão com pouco leite, que não os satisfaz ou que o vosso leite está fraco, porque é MITO - e pede maminha mais frequentemente). 

Soube-me bem ouvir as gargalhadas da Isabel a fugir do tubarão (o David) e fiquei contente que o sogro tivesse tirado estas fotos, mesmo que à distância. A Isabel está feliz (e não fez uma única birrinha hoje) e eu muito feliz por, apesar de todo o cansaço, ter feito esta "pausa". Se há coisa que aprendi é que às vezes precisamos de pedir um break time para ganhar fôlego para o resto do dia. 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Vamos ser Pais!

É este o nome de mais uma iniciativa da nossa parceira Barrigas de Amor


Desta vez o foco é algo que levo a peito (ahah): gravidez e amamentação. Vai ter lugar na clínica Amamentos onde fui muito bem recebida pelas Dras. Elsa e Graça que têm feito um óptimo trabalho em ajudar cententas de mães a amamentar. 


É daqui a precisamente uma semana, por isso têm tempo de adaptar as vossas agendas. Valerá bem a pena. Prometo.

Estamos juntas pela Natalidade ;)



Para mais informações "ajuntem-se" aqui ;)

Para mais informações sobre amamentação no blog, carreguem aqui.

Para ajuda, não hesitem e liguem já para aqui.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Mudem a vida das próximas grávidas e bebés.

Nem é preciso por-me aqui com argumentos. A verdade é que acho que até os 6 meses não são suficientes e que deveriam ser, pelo menos, um ano (para quem quisesse, sem cortes abusivos). Estou a falar da licença de maternidade, sim. 




Porém, vamos lá assinar esta petição para que sejam revistos os nossos "direitos" e se aproximem mais do que seria razoável: 

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Licencaparaamamentar

(eventualmente iriamos falar sobre isso, mas queria agradecer à nossa leitora Inês pelo "pressing" por e-mail- OBRIGADA!)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Quando caí em mim de que era mãe.

Claro que vamos tendo muitos destes momentos ao longo de todos os dias da nossa vida enquanto mães. Acho que nunca nos apercebemos totalmente do nosso papel ao mesmo tempo que estamos completamente mergulhadas nele, tanto quanto é possível estarmos. Há coisas que são muito marcantes para todas nós: o primeiro sorriso, o primeiro dente, os sons que fazem a dormir, a mamar, as gargalhadas, as trapalhadas... 

... mas este momento, até agora, suplantou qualquer outro. Lembrei-me dele ontem, quando estava a dar-lhe mama na poltrona do quarto dela. Olhei para ela e vi-a tão crescida, já tão adulta, mas ainda agarrada ao seu coelhinho. Já tão capaz de se expressar, de dizer o que quer, o que não gosta e que nos deitemos na cama com ela para brincar: "páqui papá, páqui mamã". 

Esta foi a mesma rapariga que me fez chorar, que me fez chorar todas as minhas entranhas e o meu coração - quase como se de um "regresso ao mundo dos vivos se tratasse, com essa mesma sofreguidão - quando há uns largos meses, também naquela poltrona e também a dar mama reparei que se estava a meter comigo. 

Um ano e pouco nesta fotografia.


Brinquei com ela e pisquei-lhe duas vezes os dois olhos. E ela? Ela piscou duas vezes de volta. 

Foi aqui que a minha vida mudou para sempre (outra vez), quando senti pela primeira vez a alma bricalhona, apalhaçada e traquina da Irene. A nossa primeira comunicação mais efectiva. Eu pisquei duas vezes os olhos e ela, que nem contar sabia, fez o mesmo, sedenta por mais, mais brincadeiras, mais piscadelas de olho. 

Tenho a minha filha ao meu colo desde que nasceu, mas senti que naquele momento é que foi o meu parto, enquanto mãe. 

Ela vive, ela brinca, ela imita, ela reage, ela quis fazer-me sorrir. 

Foi a primeira vez que falámos. Claro que já há muito tempo que dançávamos as duas pelos nossos dias, comunicando de uma maneira ou de outra, mas ali vi-a. Vi, pela primeira vez, a Irene. Não sou só mãe. Sou mãe da Irene. 


*este texto é lamechinhas mas não foi escrito pela Joana Paixão Brás. 

domingo, 31 de janeiro de 2016

Amamentação: o que vou fazer diferente da 2a vez

Amamentei a Isabel até aos 9 meses, 5 meses em exclusivo. O primeiro mês foi horrível, depois passaram as dores. Aos 3 meses, novas dificuldades, quando fui trabalhar (e apesar de ter tirado litros de leite logo a partir dos 2 meses). Muitos momentos maravilhosos pelo meio, inesquecíveis. Um fim, para mim, precoce. Muito stress e muitos sentimentos de culpa à mistura. Toda a história desta aventura, aqui.


O que vou fazer diferente na próxima:

- pedir ajuda logo na fase da descida do leite

- chamar uma CAM cá a casa nos primeiros dias, para confirmar a pega e pedir conselhos e ajuda, caso necessite

- não olhar tanto para o relógio, fazer livre-demanda sempre

- não ligar tanto aos percentis nem levar tão a sério todos os comentários no centro de saúde

- ouvir-me mais

- dormir mais com a bebé, perto de mim

- fazer mais pele com pele

- não me aventurar num concerto, mesmo tendo tirado leite, estando 5 horas fora de casa, com as mamas a rebentar e em sofrimento

- não ir trabalhar aos três meses, mas sim aos seis

- tentar introduzir o biberão mais tarde (há outras opções a experimentar, como o copo ou a sonda de dedo)

 - partir para a experiência sabendo que pode ser difícil, mas conhecendo melhor o meu corpo e sabendo que há picos de crescimento e que é normal eles "passarem a vida" na mama

- fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que a amamentação seja bem sucedida, mas sem stressar tanto e sem exigir demasiado de mim.


Imagem We Heart It

Calma. Vai correr tudo bem.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Sobre essa coisa de amamentar em público...


Confesso. Estou a perder a paciência para falsos moralismos.

Uma coisa é as mães que amamentam não se sentirem à vontade, gostarem de privacidade, acharem que o filho se distrai, gostarem de ter um momento resguardado. Como quer que as mães se sintam bem!

Outra coisa é apontarem o dedo, exigirem que as mães se resguardem, que vão para a casa de banho, para o carro. É terem comentários e atitudes discriminatórias. É sentirem repulsa por verem mulheres a amamentar. Onde se vê menos mama do que num decote pronunciado, do que num bikini na praia, do que numa sessão fotográfica espalhada pelas paragens de autocarro, do que no Carnaval. É só e apenas uma mulher a dar de mamar ao filho. A alimentá-lo. Uma mulher não tem de ficar em casa com o filho para o alimentar. Tem de fazer tudo o que quer e o que tem de fazer, onde quer que seja. 

Sempre dei mama onde quer que calhasse: restaurantes, jardins, centros comerciais, casas de amigos. Umas vezes com pano, outras com avental de amamentação, outras sem nada. Quando correu melhor? Sem nada. Criança sem calor, sem transpirar, sem querer brincar com a fralda. As vezes em que me tapei, fi-lo pelos outros, não por mim, porque eu sempre encarei este acto sem qualquer pudor. Porque me preocupei com os outros?... Nem eu sei explicar e, neste momento, já não faz qualquer sentido. Quero caminhar no sentido inverso, aliás. E não, não é por provocação. É para que a amamentação volte a ser uma coisa normal.

E não, nenhuma mulher o faz para chamar a atenção. Nem se levanta do lugar até ao balcão de mama de fora, depois de amamentar a criança. São breves segundos em que se volta a pôr o soutien ou a camisola no lugar, muitas vezes cronometrado, para não "chocar" ninguém. Enquanto o bebé mama, não se vê nada, não me lixem! Menos que num decote pronunciado.

É por nos termos desabituado de ver mães a amamentar bebés que este ato tão natural e desprovido de malícia se tornou neste bicho de sete cabeças!

Deixemo-nos de hipocrisias. Não sejamos mais papistas que o Papa (se até ele incentivou as mães a amamentar na missa...) Basta! Paremos de sexualizar as mulheres por dá cá aquela palha.

Mulheres, paremos de ser as primeiras a apontar o dedo a quem amamenta onde e quando o bebé pedir. Mais compreensão, mais tolerância. Tentemos mudar, devagarinho, mentalidades.

Não gostam de o fazer? Respeitemos.
Sentem-se à vontade para o fazer? Respeitemos.

Simples?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

As minhas mamas.

Reação de uma amiga viu o post de ontem (Menino ou menina?): "estás com umas grandas mamas! A barriga nem se nota muito, mas as mamas..."

Sim, tenho mamas para dar e vender. São só duas, calma. Mas que duas! Bendita gravidez. 

Nunca fui uma pessoa muito avantajada. Eram pequeninas, rendondas e firmes. Depois cresceram, doeram, parecia que tinham vidros a partir, ficaram enormes, amamentaram, ficaram flácidas, amamentaram, ficaram pequenas e flácidas, pingaram. Os meus saquinhos de chá. 

Agora? Minhas amigas, estão como nunca. Grandes, firmes, redondas e, ao contrário da primeira gravidez, não doem minimamente. Dão-me cá uma auto-estima que upa, upa, sim, senhor. 

Podia escrever aqui que o tamanho não interessa, que cumprem a função delas, que a natureza está muito bem feita, que __________ (completar com coisas inspiradoras) mas deixem-me ser parvinha e falar de coisas pouco importantes. Tenho pena que sejam sol de pouca dura! Odeio andar nesta montanha russa das mamas. BUAAAAAAAA! Não quero os saquinhos de volta! E ainda devem ficar piores e chegar ao umbigo! Buaaaaaa! 

Vou ali olhar-me ao espelho. UAU!!! Já passou o mau feitio.

[Por razões óbvias este post não tem foto a ilustrar. Mostramos tudo, tudo, mas calminha!]


Ah! Giro, lembrei-me agora que o meu primeiro texto no blogue foi este: Ode às Mamas.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Vocês apalpam-se?

O verbo pode não ser esse, tanto dá. Não é, eu sei. Queria só chamar a vossa atenção. Costumamos por estas preocupações de parte até acontecer a alguém que conhecemos ou até nos dar uma paranóia qualquer por algum motivo. 

No meu caso, várias mulheres da minha família tiveram cancro e não posso mesmo relaxar. Confesso que não costumo fazer a a palpação dos seios porque... deve ser porque não me apetece lidar com isso. Não sei bem explicar. Às vezes até me lembro quando estou no banho, mas algo me impede de o fazer. Não sei.

Recentemente uma grande, grande amiga minha foi diagnosticada com cancro da mama nível IV. Lembrei-me que não posso andar a brincar. Amamento a Irene há quase 2 anos e sei que isso reduz o risco, mas nada compensa só descobrir demasiado tarde. Quando é o tarde se não estamos atentas? 

Fui fazer os exames. Não custou nada. Fiz uma ecografia mamária e tudo impecável. E vocês? Têm dado atenção às vossas mamas? Não brinquem com isto. Fazem a palpação no banho?


De notar a minha pontualidade ali na hora, sff. Tau!

Quem fique preocupada com a minha amiga, está a correr tudo pelo melhor. Já regrediu 50%, o tumor e ela está muito optimista. 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Amamos amamentar.

Quis dar força para mais mães optarem por amamentar. Amamentar pode ser intuitivo para alguns bebés e mães, mas muitas vezes traz dificuldades. Dores, mastites, inseguranças, bitaites de terceiros, pouca informação, etc. 

Contei a minha história aqui, cheia de dificuldades, mas que, com muita força, com muita informação, com muito apoio, consegui ir em frente. Amamento há 20 meses e adoro (para quem ainda não perceba muito do assunto, isto não quer dizer que a miúda só mame, quer dizer que ela mama, além de comer tudo o resto que nós comemos). 

Para terem ajuda com a vossa experiência contactem a "Vamos dar de Mamar", por exemplo. Não hesitem. É tudo possível de ser resolvido. Dar de mamar não é fácil para toda a gente, mas o mais provável é que depois se entre em velocidade cruzeiro e sintam tudo isto que as mães em baixo comentaram.

Para quem não tenha conseguido amamentar seja qual for que tenha sido o motivo, por favor, agarre a missão de transmitir as melhores informações a quem esteja a fazê-lo ou quem opte por fazê-lo para menos mães se sentirem tristes por não terem conseguido amamentar mais tempo.

Há imensa informação aqui, aqui, aqui e aqui.

Fui a um grupo de amamentação ao qual pertenço e pedir para partilharem testemunhos positivos sobre amamentação e este foi o resultado (obrigada, mamãs!): 
*os comentários estão tal e qual foram escritos.


Joana Gama (eu)

Eu começo: Todos os dias de manhã ficamos meia hora na ronha. A nossa meia hora. Em que ela me faz festinhas das maminhas aos ombros e eu lhe afago os cabelos, lhe apalpo o rabo e oiço a respiração dela. Ela nem tem fome, está só ao colinho para acordar devagar, agarrada a mim, de todas as maneiras possíveis e imaginarias. Dá-me força para tudo.


Margarida Duarte

O que eu mais gosto ao amamentar são as festinhas que ela me da (descobriu o meu umbigo!) na barriga. Volta e meia mete se comigo. Sorri e tapa o olho para eu perguntar "onde está a Carolina?" "CUCU!" adora. Ri-se e volta a mamar. É muito bom estas brincadeiras :)



Andreina Da Silva

Por cá amamentar não foi fácil... Mas vale mesmo a pena por aqueles momentos a dois, qdo sentimos as mãozinhas minúsculas e macias a fazer festinhas... Qdo me olha nos olhos e vemos a entrega total e o amor incondicional. Amormentar é o verdadeiro significado de amamentar.



Ana Fernandes Patrício

Em 42 meses deste amor líquido, já passamos por tantas descobertas, tantos momentos mágicos, mas sem dúvida que o acordar agarradinha à sua 'mimi' e ali ficarmos as duas deitadas enquanto nos olhamos e fazemos miminhos uma à outra é sem dúvida mágico.



Tania Nascimento 

Além de todo o amor e ternura que partilhamos enquanto ela mama, adoro o facto da maminha curar todos os doí-dóis. Se cai e se aleija, se fica frustrada porque não pode fazer alguma coisa que quer... A maminha cura esses males todos



Babita Caetano 

..amamentar o meu Bebé... 

... 

foi difícil, MUITO difícil no início... ninguém nos prepara MAS faz-se ...
CONSEGUE-SE! 

E é, todos os dias, várias vezes ao dia, o NOSSO momento...onde olhamos diretamente nos olhos um do outro...damos festinhas, trocamos mimos, enfia-me os dedos no nariz e nos olhos mas são momentos em que temos/criamos uma ligação ÚNICA...

E como referiu já uma Mamã ... cura TODOS os dói dóis .,.os do corpo e os da alma...deles e nossos também!

Amamentar é das coisas que mais orgulho me trás em mim e no meu Bebé! Foi um desafio ganho e das melhores coisas que tenho na minha vida! 


Tania Medina Adcock 

Adoro estes momentos de amor com o meu bebé. Já lá vão 9 meses desde que ele mamou pela primeira vez, e apesar de não ter sido fácil o início, a jornada tem valido a pena. 
Hoje em dia trabalho a part time, e é ótimo chegar a casa e o O. mal me vê salta logo para os meus braços e agarra as suas mimis  é muiiiito amor envolvido!



Catarina Beato 

Amamentar é o tal botão do off que dizem que os bebés não têm. É a calma. A certeza que está tudo bem. O calor. É isto de ser mãe no lado mais animal a preparar a cria para ser independente. [3 anos e meio. muitas saudades.]



Ana Filipa 

Com muita pena minha já não amamento mas foram 26 /27 meses mágicos. Ao início não foi fácil não por ter mastites ou má pega mas como nunca tinha estado em contacto com a amamentação não percebia o porque dele só mamar 5 minutos quando na maternidade falavam em 10 minutos pedir mama com intervalos muito curtos em cada mamada mas juntos vencemos cada meta. Ver os olhos dele a olhar para mim cada vez que mamava é algo impossível de explicar como o marido disse e diz muitas vezes é um momento só nosso. Amamentar é amor colo carinho ternura e alimentação.


Sandra Gomes Mateus 

Bem, nos meus 7 meses de experiência em amamentação, posso-vos dizer que é a coisa mais fantástica que existe. Logo desde os primeiros minutos de vida, quando a médica o colocou em cima de mim, foi instantâneo, o miúdo sabia exactamente o que fazer e não largou mais as maminhas. É a sua zona de conforto. É o nosso momento entre mãe e filho que ninguém atrapalha. No início tive milhões de opiniões alheias a querer perturbar (típico)... Mas sempre tive focada, afinal eu sabia que amamentar era o melhor para o meu filho. Eu via isso nele.
Para as futuras mães, tenho a dizer, que não é só um mar de rosas, não é fácil, mas consegue-se. Com o amor pelos nossos filhos, nós conseguimos virar o mundo, é claro que é possível amamentar. E nunca se esqueçam, existe hoje em dia, as conselheiras de amamentação, que são as melhores pessoas com quem pudemos falar quando estivermos com algum problema. Tentem, o tempo que vos for possível, é uma experiência que todas as mães merecem viver. 


Rita Barão 

Sigo o blog desde a gravidez e amamento o segundo filhote há 5 meses. Sinceramente, foi tão fácil e ainda é q não sei pq no primeiro correu tão mal e não consegui. O melhor de amamentar é a certeza de saber q temos em nós tudo o q os nossos bebés precisam, o alimento, o conforto, o embalo. É um vínculo indescritível!


Diana Filipa 

Amo amamentar <3

Amamentar é lindo é único ...é algo que só quem amamenta sabe o quanto maravilhoso é ..o olhar ternurento dos nossos filhos enquanto estão a ser alimentados ... Amamentar é aconchegar , alimentar e amar <3
Sem dúvida alguma que o leite materno é o melhor , não existe qualquer comparação :)


Ana Cristina 

Amamentar o meu filho de 2 anos foi um desafio ganho mamada a mamada no início, mas há muito tempo nada mais é que um prazer para ambos. Amo quando chego a casa e ele me leva para o sofá, me diz para sentar e me dá aquele sorriso que é só meu e começa a mamar. Quero também dizer que o pai adora que ele mame e sempre foi o nosso maior apoio mesmo quando não acreditava ser possível. Amo a cumplicidade do momento, os olhares, as mãozinhas marotas que não param de mexer em todo o lado, os risinhos a mamar e o adormecer na maminha. Nestes momentos ele é todo meu e é a felicidade plena. 


Elsa Cabral Silva 

A minha 1ª experiência foi completamente desgastante, apesar de ser profissional de saúde e Cam nunca pensei que amamentar fosse assim. Comecei a perceber porque é que tantas mulheres desistiam, sem exagerar a minha filhota estava agarrada às minha maminhas de hora a hora e apesar de engordar lindamente toda a gente dizia que não era normal. Felizmente, segui o meu instinto, apesar de me sentir completamente estoirada, aquele momento era nosso, só nosso!! O seu primeiro sorisso foi com a minha maminha na boca ainda hoje me derreto, quando recordo cada segundo. Hoje ela, já não mama mas mama o mano de 2 meses, este momento que era a dois agora é a três porque quando o mano mama ela aproxima-se para dar festinhas e miminhos na maminha que está disponivel. Sinceramente, é um momento único de partilha, só meu, dela e do mano. Só espero que um dia (quando for muito velhinha), continue a ter tão presente estes momentos como tenho hoje Sou muito feliz por amamentar a minha prol :)  <3


Maria FFrazão AAbreu

Gosto imenso de amamentar. 
Do primeiro filhote foi até aos 15 meses, foi de um dia para o outro. Não estava minimamente preparada para tal. 
Do mais novo já vão 30 meses.. Tive uma fase difícil em que já estava a ficar sufocada, tentei parar. Percebi que ele não estava preparado e reverti todo o processo. Teve uma alteração drástica de comportamento. Apesar de terem sido só dois dias em que tentei modificar as rotinas, a sua mudança permaneceu por 2 semanas. Entretanto voltou ao que era e está muito mais feliz. É um momento nosso, só nosso com muitos beijinhos antes de adormecer.

Ana Cachapa

Amamentar era uma das partes do meu sonho! Ser mãe...ser a satisfação completa de muitas das necessidades do meu filho, ser amor...Quando começou a jornada estava convicta! Pronta para fazer o que tinha prometido a mim e aos céus: vou fazer o meu melhor!!! Fui-me dando conta das dores, do desconforto, da entrega, do amor e da magia! Doía muito!! Mas como faço em todos os meus sonhos, não desisti. Mantinha o meu objetivo e acreditava no que mulheres com experiência na arte de amormentar me diziam! Sinceramente cheguei a acreditar que nunca iria passar aquela dor, mas não parava de buscar soluções, perguntei a todas as minha amigas mães como tinham ultrapassado aquilo que só eu estava a viver, :) a que mais me deu força foi: insiste mesmo que doa! Quando ouvi aquilo creditei não na minha amiga, mas naquela mãe. Pensei, se diz isso é porque talvez a dor seja mesmo passageira.. E foi! Passou! E veio o resto! O amor, o sonho, a satisfação de tantas das necessidades dele! Senti que éramos dois seres em sintonia, com a natureza e connosco! Tinha lido o livro da Constança e tal como ela diz, e eu sempre acreditei, acreditei nos meus poderes de mãe, confiei na minha intuição e pus amor em cada momento! Hoje olho para ele e acredito que estou a prepará-lo para ser tornar-se num ser humano forte, resistente, independente, completo, em harmonia com a natureza e em harmonia com ele! É com muita emoção que penso e lembro cada passo desta nossa etapa! É disso que para mim, é feita a vida, de entrega, de emoções, de Amor e momentos realmente felizes!!!


Patrícia Paiva 

O mais lindo foi vê-lo crescer com a mama e a forma como interagia com a amamentação. Ao início a mama era o alimento, o porto seguro, o aconchego para dormir. Conforme foi crescendo, também servia para brincar, palrava para elas, fazia Brrrr, beliscava e mordia, apertava para esguichar leite. Mais tarde, trazia-me os bonecos dele para eu dar de mamar ou ele mesmo os amamentava. Com o tempo passou a mamar só em casa, e era o nosso momento único, de reencontro, de matar as saudades depois de um dia afastados! E de forma muito natural, um dia disse que não queria mais, e deixou de mamar, deixando-me saudosa e orgulhosa ao mesmo tempo. Foi lindo, cada momento dos seus 4 anos e meio de maminha! E ainda hoje são a sua almofada preferida! 


Carla Paiva

É o nosso momento. Só nós duas! Foi fantástico vê-la crescer só com o meu leite. .. os refegos, as bochechas! Agora com 21 meses, come de tudo, mas adora ainda a sua maminha. Não é só alimento, é o NÓS. Somos duas numa só. É fantástico! 


Claudia Ramalho

Olá Joana eu adoro amamentar..e confesso que não tinha muita informação sobre o assunto,pensava eu que era uma coisa tão simples como beber água lol mas não foi e graças a Este grupo ultrapassei tds as barreiras que foram aparecendo e já lá vão 18 meses..:) adoro acordar com ele e as suas maminhas servem para ir acordando tmb,faz.festinhas na barriga,na maminha solta e assim desperta para mais um di a..:) adoro o vosso Blog e ainda bem que amamentas és um exemplo... :) como figura publica Isso é otimo...a ver se deixamos de ser ets bjinhos



Marta Vaz

Das coisas que mais gosto: vê-la revirar os olhos com prazer, e vê-la suavemente a fechar os olhos para dormir. Antes de ser mãe não sabia que dar de mamar também é isto!


Tânia Azevedo

:) Quando ela, agora já com 2 anos e ainda a mamar, se vira para as maminhas e diz: "Ai, minhas mimis..." 


Raquel Horta 

Fui mãe pela 1a vez aos 20anos e confesso que nunca pensei mt no assunto. Foi tudo surgindo naturalmente. No início não foi fácil, apesar de toda a informação que tive, ele mamou apenas até aos 6m. Com o segundo foi igual, mas talvez por já ter alguma experiência, correu melhor. Sempre tencionei dar-lhes mama até eles perderem o interesse mas confesso que algumas vezes me passou pela cabeça antecipa-lo. Nunca tive coragem para o fazer! 
Regressei ao trabalho, extraia na hora de almoço, e com um falso desmame aos 9 meses (não sabia na altura que existiam falsos desmames), desmamou mesmo! Com a 3a gravidez veio o desemprego e felizmente! Aos 18m mama a toda a hora do dia e da noite. É uma criança super sociável, activa, e come de tudo e mais alguma coisa! 
A mama cura os dói-dóis todos, qd está chateado ou com sono é a mama que procura. É também a forma dele dizer que está feliz por me ver. E é tão bom... um privilégio que só as mães têm, mas que não dura para sempre, é aproveitar enquanto podemos <3


Vania Gomes 


Para mim amamentar foi e é uma batalha constante..,foram muitas as dificuldades encontradas que tentei e tento superar!! E cada vez que penso em desistir.... não consigo!! O momento em que o tenho perto/coladinho a mim...os suspiros que ele faz como se quisesse dizer....finalmente é de uma sensação incrível !!!
Não sei por quanto tempo mais vou ter leitinho...mas enquanto tiver e o pouco que tiver não c ou desistir!!! 


Liliana Pereira 

A mama não é só alimento, é conforto, carinho, analgésico, sonorifero, brincadeira e tudo o mais. A mama cura todos esses males! A sério! Antes de ser mãe não fazia ideia e convenci-me que só com sorte iria ter leite. Foi graças a este grupo e à minha conselheira de amamentação que percebi que todas conseguimos amamentar com a informação, apoio e aconselhamento certos. Se até mães adoptivas amamentam! ;) a todas as mães que desejam amamentar: procurem ajuda certa e acreditem em vocês! Mesmo que o início seja atribulado, compensa muito! Eu ouço os outros bebés dos vizinhos a chorar todas as noites e penso que a minha nunca o fez. Só por aí: abençoada maminha!! :)


Paula Ribeiro

Vou no terceiro filho. Amamentei todos. O primeiro 8 meses. Não me recordo bem o que aconteceu, já lá vão 16 anos, mas ele deixou por ele. Do segundo foram 2 anos e meio e terminou tb quando ele decidiu, hoje tem 8 anos. Neste momento tenho uma pintainha que faz 10 meses daqui a dois dias e continua a querer muita maminha.. Adoro tudo! A complicidade, o olhar doce, a urgência quando a vou buscar à escolinha e tenho de dar mama antes de a colocar na cadeira do carro. A simplicidade, a facilidade de estar sempre pronto! Por aqui, mais uma vez, vamos continuar até a  querer. Espero que muitos mais meses!


Tânia Costa

Eu adoro amamentar! Quando estava ainda grávida havia a hipótese de não poder amamentar por causa de uns comprimidos que tinha de tomar para o distúrbio do pânico e da ansiedade. Mas a minha menina foi o que eu precisava para conseguir largar os medicamentos e poder amamentar e dar-lhe o melhor. Fazemos hoje 3 mesinhos de só mama e adoro quando ela já para de mamar só para sorrir e balbuciar qualquer coisa. Não há melhor sensação! :)


Vânia Santos 

Do que mais gosto de amamentar é sem duvida a troca de carinhos e as brincadeiras que ela já com 17 meses vai fazendo entre chuchadelas. Mas outro dos pontos positivos é que em qualquer situaçao de saídas que se prolonguem inesperadamente nunca lhe falta comida pois tem sempre a maminha para matar a fome! :) É fantástico e mágico mas também muito prático! :)


Matilde Campos

Amamentar é aquele momento só das duas. Em que somos só uma outra vez, é uma extensão dos 9 meses em que estivemos ligadas. Vinte meses depois ainda há aquela calma, aquela pausa, aquela fusão indescritível.


Maria Teixeira

21 meses depois e ainda é assim
Muitas dúvidas, muito apoio e fundamentalmente muita vontade!
Foto de Maria Teixeira.


Catarina Martins

Para mim amamentar não é só alimentar. É um acto de amor e de entrega a um ser que depende totalmente de nós. É sinónimo de coragem para enfrentar a sociedade e a família quando nos desmotivam (porque se o bebé chora é fome, etc). É saber que na maminha tudo passa e aqueles minutos nossos são colo e mimo para eles e para nós.
Amamentar e prolongar a amamentação é, para muitas mães, um desafio. Nos primeiros meses pelas dores ou incómodos e pelo cansaço acumulado, porque ninguém nos diz q a nossa vida vira 180º e porque todos os bebés/filhos de amigas "todos" dormem toda a noite e não choram nunca. E após os 6 ou 12 meses é desafiante pela falta de informação da família, amigos, profissionais de saúde, etc a respeito das vantagens da amamentação prolongada. 
Por isso, apesar de para mim nos primeiros meses só me ter custado o cansaço, porque tive um óptimo suporte em casa(marido), vale a pena amamentar porque é o melhor para o bebé, porque ajuda a mãe a voltar ao corpo pré-gravidez e porque, no final de contas, nos valida que o nosso corpo é mesmo uma grande máquina e que temos tudo o que precisamos para vencer os desafios a que nos propomos, basta querermos e munirmo-nos da ajuda que precisarmos (marido, família, CAMs, etc). 
Em resumo, para mim Amamentar é Alimento, Amor, Colo, Felicidade e VÍNCULO seguro. 

Madalena Silva

leite materno, amor liquido que alimenta a barriguinha mas tb o coraçao, momentos magicos que eu e o meu filho tivemos, o acordar de manha e sentir a mao dele na minha cara a dizer maeeee teta, e ter um acordar maravilhoso de dar o pequeno almoço e o bocadinho nosso com muitas festinhas, olho no olho. Á noite o melhor momento para relaxar antes de dormir, tanto para ele como para mim <3. Tenho imensas saudades desses momentos ja passaram 10m desde que ele disse que ja nao queria com 26m, ainda agora com 36m ainda vem ter comigo tira a minha roupa, encosta a cabeça na minha pele e ali fica h<3  é tao relaxante tao bom <3

Ana Nascimento

Para mim o melhor é quando sinto o seu corpo relaxar nos meus braços, deixar-se ir, confiar em absoluto em mim, que ali está seguro. Vê-lo rir-se com a maminha na boca, largar e fazer aquele som de "rolha" a saltar qdo vê algo interessante a passar.. São tudo momentos que adoro viver. Para mim faz parte da forma como o quero amar, como lhe quero ensinar que pode confiar, que pode deixar-se ir. E agora aos quase 15 meses começam a aparecer outras formas, diferentes, de sentirmos esta proximidade. Porque tudo evolui, tudo muda, faz parte. Sinto-me tão feliz quando o vejo ser mais independente de mim, quanto quando o vejo precisar de mim para adormecer ou gerir uma emoção mais forte. Sei que o caminho é assim, com passos para a frente e para trás, mas o ninho está cá sempre, mesmo quando ele voar de vez!


Liane Dos Santos Machado

Ao fim de 32 meses, ela estar a mamar e a avó materna (que amamentou a mim 2 anos e à minha irmã 2 anos e meio) perguntar "ainda sai leitinho amor?" e ela largar a mama e responder "Shim vovó!" "E é bom o leitinho da mamã?" "Shim, muito muito gostoso!...Ver mais


Ana Henriques 

Amamentar é a melhor sensação do Mundo! São momentos de uma cumplicidade indescritível, nos quais me perco nos olhos da minha filha, deliro c o seu toque, suspiro c o seu arzinho de conforto pleno e sorrio c as suas macacadas e caretas.. Maminha é alimento, é berço, é quentinho bom, é reguladora de bem-estar do organismo, é sobretudo um ninho de Amor incondicional. 
É tb um processo de adaptação e de (re)conhecimento mútuo, lento, difícil ao início, c/ altos e baixos, mas do mais compensador q há!

Raquel Seco 

Segunda filhota...perfeita noção de que nem sempre é fácil, tenho que querer muito e ser segura das minhas decisões...tenho que confiar em mim e nos meus instintos...somos mamíferos e salvo raras excepções não tenho porque não conseguir....e tudo vale a pena...o milagre de amamentar os laços e a cumplicidade...mesmo com todo o desgaste (que rapidamente melhora) e noites mal dormidas ( ambas mamaram sempre muito de noite)...mas tudo vale a pena e sempre confiei e deixei fluir ( por x dificil quando se tem filhos "magrinhos")...e na primeira foram 30 meses e nesta 6 em exclusivo e mais dois com alimentação complementar em que ela pp deixou algumas mamadas snif snif....não há nada mais bonito no mundo!!!


Susana Duarte 

Gosto muito de amamentar porque além de ser a opção mais saudável é económico e prático. Quando saio à rua não tenho de me preocupar se levo biberão esterilizado, termos com água quente e pó, o meu filho não tem de estar à espera a chorar enquanto preparo a comida, nunca está frio nem quente demais, não tenho de lavar não sei quantos biberões por dia e esterilizar os mesmos, não tenho de ir ao supermercado porque a lata está a acabar...

Carla Mota Portelinha

Saí da Maternidade sem conseguir amamentar a minha bebé nascida às 34 semanas. Há beira de uma depressão pós parto, sintia-me desesperada e sem sentimentos.Após uma semana encontrei no centro de saúde uma enfermeira que me ajudou a por a bebé no peito. Todo o amor e vontade de viver por aquele bebé surgiu no momento que senti que estava a alimentar a minha filha.


Sara Paiva Rebelo 

Mãe a 14 dias sempre sonhei em ser mãe e amamentar, cresci a ver a minha mãe e cunhadas a amamentar por isso era algo que sempre vi e apreciava. Contudo só agora, ao ser mãe descobri o verdadeiro valor deste acto, além de todos os benefícios práticos d...Ver mais



Vânia Silva 

Mae á 12meses e 12 meses de muita maminha!! adoro o ar dela após cada mamada! aquele olhar de carinho que faz o dar beijinho e festinha na mama!! Muito bom e isso vale por tudo! e claro que nao sei o stress que é andar com biberoes e aguas fervidas atras de mim! muito pratico e saudavel


Rute Almeida 

Para mim o melhor de amamentar é ve-los crescer na maneira como reagem à mama. Primeiro com aquele efeito de sono imediato que os deixa KO, de boca aberta a escorrer leite. Meses depois o sorriso maroto que parece agradecer o mimo. Quando começam a falar o pedido expresso, a exigência da "ota" quando "esta não tem" e o fecho da sessão com um "já tá" enquanto ja correm colo abaixo para mais brincadeira. Depois vem a partilha que o ursinho de peluche (ou o dinossauro de plástico) também quer maminha, ou mesmo o bebé do vizinho que chora. Ate que um dia começam as recusas, o "hoje não quero maminha", alternadas com pedidos urgentes porque estão com sono, ou mal dispostos ou com saudades. E um dia chega o "o não quero mais, já não preciso de maminha que sou grande" e nós no meio da incredulidade por termos um filho tão crescido, sentimos o coração cheio pela missão cumprida, sabemos que demos o melhor de nós e que o ajudamos a crescer nessa segurança que ele já não precisa agora.

Nao sei se é um testemunho que ajuda alguém que no principio do caminho não se imagina a amamantar de forma prolongada. Mas é o meu testemunho, real, de uma mãe que queria amamantar 1 ano, depois descobriu que conseguia 2, e num segundo filho que 2 eram pouco e que o bom mesmo é serem eles a decidiu o fim do tempo, que é deles afinal.