5.23.2019

Não vou trair a Joana Paixão Brás... mas há outra mulher na minha vida.

A Joana, até agora, tem estado a reagir bem. A verdade é que além deste casamento por aqui com a Joana, agora tenho... uma amante: a Rita Camarneiro. Já a conheço há milhares de anos (até foi ela a responsável pela Irene existir, um dia conto-vos).

Não vou estar menos presente por aqui. Vou estar, dividida, vá. O meu coração de mãe está aqui, a minha alma de comediante está com a Rita. Não é por mal, mas... opá. Não sei. Ficou esquisito? 

Fotografia de Edgar Keats.
É um programa que nasce nos estúdios do Maluco Beleza do Rui Unas, mas que assenta por completo na nossa essência de... bem, pessoas... engraçadas? Não sei, não sei o que vos diga.

Já temos instagram, sigam-nos se não forem facilmente chocáveis: https://www.instagram.com/bananapapaia/

E ontem fomos ao Maluco Beleza Liveshow. Querem ter uma amostra daquilo que vai acontecer? Então, vá:







Vai passar a sair aos domingos à noite. Para já é um episódio por semana, mas depois logo se vê. Andamos as duas cheias de ataques de ansiedades e a tremer do olho, mas aqui vamos nós. 

Quem desejar-nos boa sorte? ;)



Descobri a solução para mim: acordar às 06h30 da manhã

O dia de hoje correu mesmo, mesmo bem. E eu acho que sei porquê: levantei-me muito mais cedo.


Costumo acordar só quando as miúdas acordam (vantagem de quem não tem horários e cujas filhas ainda não andam na primária) e costumava gostar deste sistema. Elas levantavam-se, vinham para a nossa cama, ficávamos ali na ronha, passávamos pelas brasas. Era bom. 

Mas eu sentia que o dia não rendia. E, se quero continuar a tirar uma hora por dia para fazer desporto - ando a fazer treino com PT duas vezes por semana, Yoga uma e Pilates uma -, continuar a ter a casa mais ou menos organizada, tempo para trabalhar e estar descansada quando as vou buscar e estar presente, acho que é esta a única solução. Hoje fui fazer análises e exames, cheguei a casa, estendi a roupa, arrumei a louça da máquina, fui treinar, fui ao lixo, fiz o jantar, fui aos correios, trabalhei, fui buscá-las, brincámos, banhos, jantar, e ainda tivemos tempo para três histórias antes de dormir. Coisa que, acordado mais tarde, não teria acontecido. Alguma coisa teria ficado por fazer. 

Tenho de me reajustar, agora que sou freelancer. De ganhar mais tempo, de me organizar de outra forma. E eu li há uns tempos que até há grupos de pessoas que partilham esta filosofia de acordar bem cedo: o 5am club. A primeira vez que li 5 da manhã ri-me. Mas a verdade é que quem acorda mais cedo tende a ser mais produtivo, mais proactivo, consciente, além de que, dizem, reduz ansiedade e depressão. Encontrei o texto sobre isto. 

Há todo um ritual matinal que não passa, como devem imaginar, por ir para o instagram mal se acorda. :)  Esta filosofia partiu do Robin Sharma, autor do livro O Monge que vendeu sua Ferrari. A primeira hora do dia deve ser dedicada a exercícios físicos durante 20 minutos (eu encaixaria aqui a saudação ao sol, do yoga), 20 minutos a planear o dia e a definir objectivos e outros 20 a ler ou a estudar algo novo. 20/20/20.

Claro que depois temos de nos deitar mais cedo. Beber muita água. Alimentarmo-nos bem.

Agora que as miúdas já dormem razoavelmente (apesar de ainda acordarem quase todas as noites), até acho "fazível". Ou acho hoje, que estou bem-disposta. Mas se nunca tentar e persistir, como saberei?

E vocês, o que acham disto? Conseguiriam?



Fotografias: The Love Project




5.22.2019

(Quase) TUDO sobre Madalena Abecasis

Não é todos os dias que estas duas moçoilas vão a Cascais. Ainda tivemos esperança que a Tia Lena (@madalena_abecasis no instagram) nos convidasse para almoçar uma lagostinha mas, ao que parece, os seus criados estavam a planear uma refeição apenas para 200 pessoas (todos os primos que ela tem com 88 apelidos) e não a contar connosco.




Há quem diga que os banquetes da série Game of Thrones foram inspiradas nas refeições familiares diárias de Madalena e nós não duvidamos.

Querem saber mais? 

Esta é a primeira parte, vá.






Gostaram? Então, já sabem o que têm a fazer depois de limparem as vossas lágrimas de comoção por terem tido acesso a este conteúdo. Subscrevam o canal para ficarem a par de mais novidades, sim? 

E se a festa dela fosse diferente?

Eu tento ser descomplicada, palavra. Mas, às vezes, tenho receio de que uma filha sinta que está a ser menos apaparicada e que, mais tarde, se sinta triste com isso. Não faço tudo igual para as duas sempre sempre (até porque elas são diferentes) e até lido bem com isso, só que também não queria exagerar. 

A Luísa não teve festa de anos no ano passado, quando fez dois anos. Fomos para Dublin os quatro e cantámos os parabéns no aeroporto com um queque improvisado pela minha mãe. Sinceramente, zero arrependimento, foi maravilhoso e valeu muito a pena para todos. 

E, este ano, estava a pensar fazer, outra vez, algo diferente. Vou cantar os parabéns e apagar as velas na escola dela, dia 31, coisa que sempre fizemos com a Isabel e que eles adoram. No sábado, vamos com os primos até ao Wildy, em Monsanto. Vai ter música, magia, arborismo, jogos... acho que é uma festa de anos à maneira, não? Nesse dia, temos a primeira comunhão da prima à tarde e no dia seguinte um baptizado, por isso, achei que umas quantas horas passadas ao ar livre, com a irmã e os primos, no meio da natureza e com actividades para eles, seria o programa mais giro que lhe poderíamos dar. Ela adora passear, adora rua, adora campo (ou não tivesse nascido e dado os primeiros passos em Santarém, comido relva e feito sopas de terra), por isso acho que é perfeito. Depois cortamos o bolinho em casa. 

Não é a festa mais “convencional”, mas acho que passa bem e que ela vai ficar feliz, que é no fundo o mais importante. 










Fotografias: The Love Project




5.21.2019

E o final do GoT? (spoilers, sim, muitos spoilers)

Epá e este final? 

Quantos enters é que tenho de dar para esta frase não aparecer na miniatura no post ali no Facebook? 

Já está. Epá e este final? Já fui mais fã do Jon Snow. Aquela meia trepadela que ele deu à tia não me entusiasmou por aí além. Bom rabo, sim, mas senti que sabiam que eu estava a ver e que não estavam a gostar. O Jon Snow da minha imaginação deixava de ser cocózinho e dava-lhe uma trepadela que deixaria os orifícios dela a deitar fogo como a boca dos dragões. 

Mas não. Muito amor. Muita saudade no amor e uma espécie de... parecer que já sabiam que estavam em família, com o desconforto que é habitual quando se faz amor dentro da própria família. Nunca é totalmente fixe. 

Já disse que ele tinha um bom rabo? Eu também quando me agacho toda 50 vezes por semana. De resto é comprar calças caras para não parecer que o meu rabo se está a derreter pelas pernas. 



Tal como muitas de vocês tive uma crushzinha por este actor fantástico mas comecei a ficar enervadinha com a nhónhice dele com o "és a minha rainha, és a minha rainha". Parecia já um refrãozinho dos Santa Maria ou algo do género e o rapaz, tão dado à sensatez, estava a matar-me o semi-pau que me dava ser tão corajoso e lutador e afins. 

Vá lá que matou o bicho. E ainda bem. Gostei também o trabalho de artesanato que o dragão fez com a cadeirinha de ferro e veio a calhar bem porque o novo rei já vinha sentado. Fantástico!

O raio do Tyrion não sai daquele posto. Tem-lhe corrido bem a carreira de freelancer mas não tem variado muito. Não consigo deixar de pensar nos furos nas roupas do homem que tem feito aquele crachá. Parecem aqueles que me costumavam aparecer na zona da cintura. Não sei se era traça, se era do cinto ou... dos chineses ou o...

Sinto-me desapontada porque foram algumas seasons a ver penteados invejáveis das Sansas da vida e da Rainha dos Fritos e nem um Do It Yourself ou algo do género. Nada. Quer dizer que tenho de gastar dados do youtube? No me gusta. 

Tirando isto tudo... A Arya é a maior. Não há de conhecer a banca da Benefit na Sephora mas, já que perguntam, digo-vos que aquela farfalha ocular até lhe assenta. Que coragem. Também passou por muito, desde a ter que lutar cega a... não me lembro do resto, mas foi complicadote. 

E a mázona? A da varanda? Não gostei nada quando ela cortou o cabelo. Ficou igualzinha ao quadro do menino que chora só que com menos inteligência emocional. A rebentar tudo pelos ares e a fazer filhos a torto e a direito para se sentir mais preenchida (literalmente). Uma chatice. Gostei que o maninho tivesse voltado para lhe dar uma mãozinha (lol). Foi bastante tétrico vê-los empedrados. 

Acho que até gostava deles. 

Sacanas destas séries em 2019 que questionam a dicotomização habitual que o ser humano faz da realidade para uma simplificação da leitura e consequentes conclusões, não é? Querem ver que os bons não são sempre bons e os maus... what?

Pronto. Tudo muito giro. Gostei muito. Já não me afeiçoei tanto à série nesta season por saber que ia acabar, mas foi muito lindo. Irá sempre descer-me o leite quando ouvir a música do genérico. Quase que tenho vontade de ler os livros, não tivessem eles capas tão cocós de aparecer no instagram. 




5.20.2019

Leriam o diário dos vossos filhos ?

Por muito estranho que isto pareça, a Irene já tem um diário. Com código e tudo. Foi uma exigência dela. 

Sei que andou a passear com uma das avós no outro dia e viu um diário num centro comercial. Chegou a casa e pediu-me um. Como sempre que acho o pedido razoável digo: “em princípio sim, se vir algum, vou comprar”. 

Comprei e tem sido uma paixão enorme. Faz sentido que também tenha interesse no diário (embora inicialmente nem sequer soubesse para que serve) porque começa a treinar as primeiras letras. Já sabe praticamente escrever o seu nome (andou a escrever M em vez de N e nem reparei, teve de ser o pai, haha), mas pouco mais. De resto tem-me pedido para que eu escreva coisas de maneira a que ela consiga imitar. Tão giro. Nunca tinha presenciado este início de escrita. Começou com a lista de compras, ser ela a pedir um bloquinho para fazer a lista e agora quer um diário. Giro.


Partilhou o código com uma amiga, a Constança. Gostam muito uma da outra. Ao ponto de ter sido a única a quem ela revelou o código. Relembro que nem ela sabia para que servia o diário. Aos 5 anos quis ter algo seu, que parecesse secreto, embora ainda sem segredos para lá escrever. Digo eu, mas na volta já terá os seus. Como quando diz foi fazer xixi e não fez. Gira. 

Lembrei-me que fui muito de ter diários. E, pelos vistos, continuo a ter. Este blog é uma espécie disso mesmo. Fui tendo diários desde que me lembro. E houve um, pelo menos, que chegou a ser lido. Não tinha código nem cadeado. Um psicólogo diria que eu queria ser apanhada, mas nem por isso. Escondia-o como um caderno normal entre os meus livros ou, numa fase posterior, debaixo da última gaveta da minha secretária. 

Lerem-me o diário foi horrível para mim. Muito menos eu ter que saber que o fizeram, ter sido confrontada com isso. Creio que falava muito dos rapazes por quem estava apaixonada e com quem namorava. E talvez tenha sido daí que tenham tirado a conclusão que eu não pudesse ir de férias para o campo de férias naquele ano por ser “muito arisca com os rapazes”. Ou anos depois, não sei. 

Nunca cheguei a ir ver o que queria dizer. Fui ver e ainda não compreendo. Sempre entendi que quisesse dizer “badalhoca” ou algo do género. Diz aqui que não corresponde “aos bons modos”. Na volta tem a ver com isso, não sei. 

Agora sei o que me levava tanto a querer que gostassem de mim. Continuo a querer, olhem eu: escrevo um blog, faço vídeos, sou comediante... Está cá tudo na mesma.

Sei que estava no quinto ou no sexto ano. O meu caderno tinha uma fotografia dos Offspring na capa e na contra-capa. Impressa numa impressora já com falta de tinta amarela, então estava tudo azul ou lá o que era. 

Não gostei da sensação de me terem lido o diário. Senti que a minha privacidade não era algo a ter em conta. Como se de alguma forma não estivesse segura sequer a pensar, na minha própria intimidade. 

Se precisasse de ler o diário da minha filha, lê-lo-ia? Sendo completamente honesta, só tenho a certeza de uma coisa: se o lesse, ela nunca iria saber. Nunca lhe diria isso. Nunca a faria sentir-se violada dessa forma.

Se calhar sou péssima na mesma, mas pondo-me numa situação em que falar com a minha filha fosse impossível (por eu ser incapaz ou por ter uma relação com ela que se baseasse em medo e controlo), talvez lesse o diário, sim.

Não sei se aos 15 leria. Não sei se aos 16. Aos 17 muito menos. Sei que se estivesse extremamente preocupada que talvez fosse ler o diário dela.

Agora digo-vos, seria a minha derradeira tentativa. Só depois de tentar tudo. Desde questionar a minha forma de educar e amar, a tentar criar uma estratégia de apoio para a minha filha e para a família, a educar-me ao máximo, a tentar incluir outros players no jogo, a deixá-la em paz... Seria apenas na base do desespero TOTAL. E só porque confio em mim ao ponto de saber que o que leria não seria julgado nem alimentado com medo. Seria sim informação para a ajudar melhor e à família.

As mães são capazes de coisas extremas, mas têm de estar centradas.

Eu acabei por escrever os meus diários em DOS. Tive de me educar a criar documentos sem ser em windows e protegê-los com uma password para ter direito a algum ar livre. A poder processar as coisas, mas sempre a medo. Em tudo.

Às tantas creio que a noção de privacidade se alterou em mim e vejo o quão libertador é dizer-se a verdade. Não por haver quem diga a mentira, mas a transparência e ser-se tão genuíno quanto se sabe ser traz uma música muito mais saudável ao mundo. Trazendo amor, compaixão e começando por nós mesmos.

Quero muito nunca ter que ler o diário da Irene (quando ela souber escrever, vá). E todos os dias faço o melhor que sei. Tal como sei que os meus pais, dentro do que têm para me dar, também fazem o mesmo.

E vocês? Leriam o diário dos vossos filhos?






Estou a pensar fazer uma cirurgia plástica

Desde que escrevi este texto sobre mamas, em 2014, que muita muita coisa mudou. Mais uma filha, que mamou até aos dois anos e tal. E se as minhas mamas já não eram enormes, agora ficaram mesmo mesmo mirraditas e descaídas. Eu já tinha um desejo antigo de pôr implantes. Amigas minhas puseram, ali nos vintes, mas eu não tinha disponibilidade financeira e, verdade seja dita, na altura não era prioridade. 

Neste momento, quero fazê-lo. Apesar de todo o discurso de aceitação e de nos amarmos como somos me fazer sentido, acho também que isto poderá mudar a relação que tenho com o meu corpo. Deixar-me mais confiante, mais feliz. Em podendo e querendo, por que não? A primeira coisa que andei a procurar na internet foi, em caso de querer ter mais algum filho daqui a uns anos, se comprometeria a amamentação. A resposta é não. Seria uma razão para eu não fazer, por exemplo. 

A escolha do médico que fará a operação é, também para mim, muito importante, se não das coisas mais importantes. Nestas coisas, acho que as recomendações são essenciais e ver o trabalho em si também. Por isso, falei imenso tempo com uma amiga que foi operada por este médico, o Dr. João Bastos Martins, e que adorou não só o resultado, como a sensibilidade dele em todo o processo. Minutos antes da cirurgia, ela estava com receio (acho que o facto de sermos mães ainda acrescenta um peso diferente a estas escolhas) e ele disse-lhe, de forma muito calma, que ia a tempo de pensar e que não tinham de avançar. Ainda sem o conhecer pessoalmente, ganhou logo pontos. E depois vi, claro, os antes e depois todinhos (acho que sou um bocadinho viciada em antes e depois de tudo, sejam de operações, casas, dentes, dietas...): e os resultados são incríveis e super naturais, tal como eu quero. 


Agora só falta perceber se estamos em sintonia, na consulta, e se todas as minhas dúvidas e receios se dissipam. 

Qual o tempo de recuperação? 
Qual o tamanho indicado? 
Qual o formato, de forma a ficar com aspecto natural? 
Por onde é mais aconselhado fazer, no meu caso? 

E mais? Querem ajudar-me?
Há desse lado quem já tenha feito esta operação ou que conheça de perto quem terá feito? 
Que perguntas não posso esquecer-me de fazer ao médico?

5.19.2019

Aladdin: e se pedíssemos 3 desejos?

Quando era criança, acreditava que tudo se poderia realizar. Mesmo. Fechava os olhos e sonhava. E foi esse poder, essa magia enorme, que me foi dando força para traçar o meu caminho. Um dia um professor disse-me que eu não poderia ser jornalista de televisão, por ser gaga. E eu provei-me, anos mais tarde, que os limites do nosso potencial não podem ser definidos pelos outros. Nem mesmo por pequenas características que não nos definem. Com amor, com amor-próprio, seremos sempre melhores e únicos.

Vi o filme de animação do Aladdin vezes sem conta, tinha a cassete, com dobragens em português do Brasil. E tinha ainda um livro, que até hoje guardei, e que elas adoram. Está assinado: "Joana Isabel". 

Claro que adorava a história de amor, que eu sempre fui uma romântica, mas era mais do que isso. Cativava-me aquela princesa, Jasmine, que não se contentava em ser princesa, fechada num palácio e que só queria ser livre. Achei-a corajosa, desde o início. Pouco resignada. A querer ajudar o povo de Agrabah. As minhas princesas preferidas são assim: fortes. Cativava-me também a história de amizade entre o génio e o Aladdin.

E, claro, aquela lâmpada mágica. 3 desejos. Ao longo da vida, fui pedindo 3 desejos diferentes. E agora, em vésperas de estrear o filme Aladdin em todas as salas de cinema - é já dia 23 de Maio!!! - chegou-nos o desafio: que desejos pediríamos ao génio da lâmpada? Nós, adultas, e as nossas filhas, de 2 e 5 anos.

Vejam o vídeo aqui, que está tãooooo giro:



* lâmpada, génio e caderno Aladdin - Disney Store

Não se esqueçam nunca de SONHAR! Dia 23 de maio, já sabem, Aladdin vai dar o mote. Estou desejosa de ver. Adorei o Dumbo e cheira-me que ainda vou gostar mais deste. 

E vocês, que desejos pediriam? E os vossos filhos? Perguntem-lhes e partilhem connosco, queremos saber!


5.17.2019

Já temos vencedora do primeiro a Mãe é que sabe ajudar!

Depois de estarmos a preparar isto durante meses: desde o design da nossa Maria Bouza ao rebranding do blog para ficar tudo em sintonia, a apresentação a possíveis marcas parceiras para termos prémios para vocês, ao passatempo, às finalistas... chegamos finalmente à fase de anunciar a vencedora. 




A vencedora é.... 


PAULA GONÇALVES!!!!!

PARABÉNS!!!








E vocês vão ter novidades em breve sobre tudo isto :) Vamos marcar a ida a casa dela para lhe dar ajuda e força e encher-lhe aquele rabo maternal de presentes :)

Obrigada a todas pelas mais de 300 inscrições e vamos fazer disto um hábito: as mães ajudarem-se umas às outras. Se possível, enchendo-as de sopa para a semana ou o que cada uma puder, claro ;)




5.16.2019

Mães que vivem sozinhas com os filhos merecem uma estátua!

"Seja por divórcio, seja porque o marido está no estrangeiro, ou porque trabalha fora, seja por que razão for, opcional ou não, ter os filhos apenas sob a nossa alçada todos os dias, cuidar deles, brincar, acalmar os pesadelos, passear, cumprir horários, educar... É DOSE. E eu cheguei a esta conclusão tendo o David presente ao fim-de-semana, nem quero imaginar quem só tem de quando em quando... ou NUNCA! 

Por motivos profissionais (dele), vivemos assim em abril e maio. Além das saudades que todas sentimos (e ele também, claro), foi duro. É duro a falta de apoio, aquele time breakzinho, aquela ida à casa de banho mais demorada enquanto se faz uma passagem rápida pelo feed do telemóvel, porque sabemos que o outro está lá. Não há um jantar feito pelo outro, não há um "pergunta ao pai", não há aquele apoio perante uma birra, até porque às vezes é preciso é ter ideias para contornar as crises. Não dá para tirar um intervalinho, é contínuo, é sem paragens e sem desculpas. 

Não é fácil, pois não? Ou sou eu que tenho uma tendenciazita para a vitimização - o que também é possível, porque com o cansaço (lá está a queixinhas em acção), a nossa margem para resistir e aguentar tudo diminui substancialmente!

Vocês, que vivem só com os filhos, merecem uma estátua. A sério que sim. "Eu não aguentaria muito mais tempo", saiu-me várias vezes. Claro que aguentaria, se tivesse de ser. Mas sai do pêlo, desgasta, cansa."

Escrevi este texto há dois anos. Neste momento, também só temos pai ao fim-de-semana. Já é mais fácil, elas já colaboram mais, já se entretêm mais sozinhas quando eu preciso de fazer alguma coisa, já não há maminha nem uma bebé sempre colada a mim e tenho o escape de estarem as duas na escola, coisa que há dois anos não acontecia.

No entanto, continuo a sentir falta de poder ir jantar fora com amigos uma vez por mês; ter alguém com quem me revezar nos banhos ou nos jantares durante a semana; ter alguém que as adormeça uma vez por outra. Alguém com quem partilhar momentos e que ajude a resolver algum conflito (duas cabeças pensam melhor do que uma).

Mas tudo se faz. Agora, vocês mães* que são só vocês, 24/ 24 horas... mereciam mesmo uma estátua!

Fotografia: The Love Project

Por eles, tudo, claro. E acredito que aquela felicidade espontânea, aquele abraço mais demorado sem termos pedido, aquele "gosto de ti, mãe" no final do dia ao adormecer seja suficiente para repor as energias para mais 24 horas. Queixamo-nos mas queixamo-nos com o coração a transbordar.

*Válido também para pais, claro


E bebés com brincos?

Acordei e fiz o que qualquer pessoa normal faz: fui ver as redes. Tenho de parar com este hábito, bem sei. No entanto, é agradável enquanto o corpo ainda não se mexe estar a ver coisas. "Tragam-me coisas para ver!" - como se fosse imóvel e tivesse milhares de lacaios. 

Não é porreiro para começar um dia com calma e feliz porque nos põe a cabeça logo a mil. E foi o que aconteceu. Encontrei um post sobre furarmos as orelhas das crianças antes delas darem o consentimento. 


E era um post que poderá parecer exagerado aos olhos de muita gente. Eu confesso que estou com paninhos quentes neste assunto. Já dou a minha opinião, mas queria também saber a vossa. Acima de tudo gostaria que mães que tenham furado as orelhas dos seus bebés me explicassem o que as levou a fazê-lo e também quais os contras de o fazer quando ponderaram a questão. 

Dei uma olhada rápida na internet sobre o assunto - porque tenho de sair, senão estudaria isto durante três anos ou quatro - e, tanto quanto parece, é uma tradição latina. E é realmente o que me parece. Algo tribal. Da mesma maneira que aquelas tribos furam as bocas para por discos ou para por arcos no pescoço, por aqui houve e ainda há a tradição de furar as orelhas dos bebés. Será sinónimo de riqueza? O ornamento? 

Visualmente confesso que não desgosto. E já vi bebés que ficaram muito a ganhar a nível estético com os brincos (vão bater-me por esta afirmação, já sei), mas quando se pensa um pouco mais nas coisas começa a ficar esquisito, diria. 

Claro que dá para encolher os ombros e dizer "oh, mas são só furinhos nas orelhas". Tudo a encolher os ombros parece diminuído, mas isto vai mais longe. Além da questão da dor (que existe, mesmo que não se repare por algum motivo por estarem a mamar, por exemplo), da questão estética que está a ser decidida pelos pais, estaremos também a imprimir uma pressão de género? Que, por ser menina, tem de ter as orelhas furadas?

A Irene já me pediu milhares de vezes para furar as orelhas. Acho que furei as minhas aos 4 anos por ter pedido à minha mãe e lá fui (e, por acaso, agora tenho mais de 10 furos nas orelhas e ela não gosta...), mas vou esperar até que ela seja maior. Para ter a certeza do que quer fazer. Até lá põe autocolantes a fingir de brincos ou usa uns  brincos de mola que sairam no disfarce de Lady Bug.



Percebo que isto pareça tudo um exagero, mas mesmo as coisas que estão mais distantes da nossa opinião habitual poderão fazer-nos pensar e, pelo menos, justificar de outra forma as nossas atitudes.

Ah e, por favor, não usem o argumento "furaram-me as orelhas em bebé e não fiquei traumatizada" porque, como é óbvio, vocês irão ser as últimas pessoas a saber do impacto que teve em vocês. E isto aplica-se também ao "levei muitas latadas e não fiquei traumatizada"... Somos sempre os últimos a saber do impacto que essas coisas têm em nós porque nós estamos dentro do cenário. 

Quero mesmo saber: ritual? aparência? prenda para o bebé? 



5.15.2019

Luxemburgo e Alemanha: a nossa viagem

Não estava à espera que fosse tudo tão bonito.
Assim que os nossos primos emigraram e nos começaram a enviar fotos que percebemos que tínhamos de lá ir - por todas as razões. 
Comprei as viagens às escondidas do David e foi esse o presente dos 35 anos dele, que ficava a calhar no dia do regresso.

Depois de uma viagem atribulada (com direito a 3 pessoas de 4 a ficarem mal-dispostas e a uma dela ter vomitado no avião - a Luisinha), lá chegámos ao Luxemburgo. Nesse dia, demos uma voltinha pelas redondezas, fomos buscar a prima delas à escola a pé (estava na sala da meditação. são eles que escolhem para que sala querem ir, no ATL, que giro!) e passámos por campos com ovelhas, tudo muito calmo e verdinho. 

No segundo dia, fomos até a um sítio inesperado, na Alemanha, a 35kgs do Luxemburgo. Foi o momento UAU - ou WOW - da nossa viagem. Depois de um caminho pela floresta, numas plataformas de madeira, chegámos a Baumwipfelpfad Saarschleife (sim, nem eu sei dizer ou escrever, fui copiar claro)... uma vista incrível sobre o rio Saar que serpenteia e dá uma curva de quase 180 graus por entre a vegetação frondosa, a mais de 1000 metros abaixo do miradouro onde nos encontrávamos. Impróprio para quem tem vertigens, mas lindíssimo. Fica em Orscholz, para quem quiser visitar.





Ai que fofinhos de ténis iguaaaaaais 



Depois, fomos até Trier, a cidade mais antiga da Alemanha. Vale muito, muito a pena. Queremos voltar lá um dia porque ficou imenso por explorar, como a casa do Karl Marx, o anfiteatro ou as termas imperiais. Conseguimos ir até à Porta Nigra, o principal portão da cidade, do século II, imaginem. A praça principal é lindíssima (praça do mercado), com mercado de fruta e flores, vinhos, gelatarias e restaurantes - antes e uma fonte muito bonita (o ambiente que se vive é excelente) e, a uma curta distância, dois monumentos imponentes, como a Catedral de São Pedro, a mais antiga da Alemanha, ou a Igreja de Nossa Senhora, a Liebfrauenkirche, da fase inicial do estilo gótico, lado a lado. Vale a pena entrar. Tudo isto é pertíssimo.



Só vos digo que este carrinho de gémeos EchoTwin da Chicco é muito, muito bom para quem tem filhos com idades próximas e gosta de viajar.
Só tenho pena de não me ter apercebido disto já nas outras viagens que fizemos com as duas! Vai connosco nas próximas viagens, de certezinha!

Destaco 3 coisas no carrinho: o facto de reclinar totalmente, o facto de ter uma capa para a chuva que nos permitiu andar na rua num dia muito chuvoso e, claro, o facto de poderem ir lado a lado a dar a mão, a falarem e a rirem-se <3 









Esta cidade aguçou-nos a curiosidade pela Alemanha (Berlim está na nossa lista há que séculos, mas fomos colocando outras cidades à frente) e gostávamos de ir também até Frankfurt, Düsseldorf, etc, etc.

Claro que o nosso foco acabou por ser a capital do Luxemburgo, Luxemburgo. Acho que se lá voltássemos agora, ainda teríamos coisas para ver. Não é a toa que lhe chamam "a mais bela varanda da Europa". A cidade tem pontes enormes (a ponte Adolfo é qualquer coisa de imponente), vales incríveis e é tudo muito verde, arranjadinho, bonito. Obrigatório: descer até ao Grund (tem elevador) e deixarem-se perder pelas ruas e passear perto do rio. Caminhámos até ao Palácio Grão-Ducal, à Catedral de Notre-Dame, passámos pela Praça Guillaume II... e Chemin de la Corniche. Fomos ainda à zona mais moderna, onde está o Mudam - o museu de arte moderna. Para os miúdos, aconselho o parque Edouard Andre, que tem um barco de madeira enorme para eles explorarem, com escorregas. Adoraram.























No último dia, fomos até Vianden, no norte do Luxemburgo, com um castelo construído entre os séculos XI-XIV, no meio do verde. O caminho até lá é muito bonito e o passeio junto ao rio também. A pequena cidade parece sair do filme Chocolate. Até o escritor Victor Hugo ficou fascinado pela região e viveu por lá. Na Segunda Guerra Mundial, a cidade foi invadida pelos alemães e serviu como base para que invadissem depois Sendan, em França. Almoçámos por lá (foi lá que cantámos os parabéns com um bolo óptimo improvisado e comprado a umas portuguesas simpáticas que lá trabalhavam) e demos um passeio junto ao rio Our, que tem uma vista linda para o castelo.










Todo o percurso feito entre cidades é lindo! Passámos perto de Saarburg (mas já não tivemos tempo de visitar) e fiquei com a pulga atrás da orelha com Cochem, na Alemanha, que me parece muito bonita, assim como o castelo Eltz, lá perto.

Adorámos o Luxemburgo e o facto de estar perto de outros países e de chegarmos a qualquer lado em menos de uma hora. As autoestradas gratuitas, os campos a perder de vista, as misturas de línguas e culturas. É uma surpresa, das boas. Vejam os vídeos e mais fotos aqui, no meu instagram.

Já conhecem? Ficaram com vontade de conhecer?

5.14.2019

"Este puto é um mal-educado!"

Ainda bem que abriram o post apesar do título sugerir que fosse um post todo moralóide e cheio de cenas. Não é. 

Está um dia tão bonito - estou a escrever isto segunda-feira à tarde - e só gostaria que toda a gente tivesse a mesma sorte que eu (e umas quantas vocês) de aproveitar. Nem sempre retiro prazer destas coisas mas outra coisa que ninguém nos disse é que... ser feliz também dá trabalho. 

No outro dia, a folhear uma revista muito gira chamada Lunch Lady (uma revista australiana), deparei-me com um artigo mesmo muito interessante, que fez mesmo muito sentido.

Eu feita parva no meio da minha sala a tirar uma fotografia com o temporizador do telemóvel.

Revista Australiana Lunch Lady que tem várias receitas de snacks e refeições saudáveis, artigos sobre parentalidade inspiracionais e muito anúncios de slow fashion e de compra consciente. 

Lembrei-me só das parvoíces que a Super Nanny andou para aí a dizer a a espalhar num meio de comunicação tão abrangente como a televisão mas, mais uma vez, o dia está bonito e vou focar-me no que é bom e positivo - dá trabalho. 

Encontrei um artigo nessa revista chamado "Love Bombing" em que estiveram à conversa com um psicólogo infantil (assim parece que estão a dizer que o psicólogo não tem maturidade: "gostei do psicólogo, mas era um pouco infantil") chamado Oliver James.


E ele, neste artigo, propõe uma abordagem muito interessante quando sentimos que os nossos filhos estão a falar uma linguagem completamente diferente da nossa, quando fazem tudo ao contrário, quando parece que se comportam mal só para nos enervar, etc. Isto é, quando a relação entre pais e filhos fica definida por falta de comunicação, entendimento, tensão e conflito. Quando é esse o estado "normal". 

Acho que todas nós já passamos por isso enquanto filhas ou, mesmo enquanto mais, há fases mais bruscas que outras, em que nos encontramos menos com os nossos filhos. Já me aconteceu. E vai acontecer mais vezes, certamente. 

Apesar de todos andarmos à procura de soluções milagrosas, de comprimidos que resolvam problemas emocionais e relações. As coisas até poderão funcionar assim no que toca a uma candidíase recorrente (vá), mas não no que toca a construir uma relação em família. 

Porém, este "Love Bombing", esta ferramenta, atitude ou comportamento, vá, promete e tem cumprido mudanças muito intensas nas dinâmicas familiares. Parte da premissa que existe algo comum a todos os comportamentos problemáticos como a agressividade, desobediência, hiperactividade, timidez, ansiedade social. É o medo que os une e a resposta sistemática (e primária) de "fight or flight". 

Apesar deste artigo do público falar muito da experiência em moscas da fruta, também explica bem (em português) o que é este mecanismo de fuga ou de paralisia.


Voltando ao psicólogo infantil ( na na na na na - ler a cantar de forma imbecil), quando as nossas crianças sentem medo, reagimos de forma adequada que é abraçando-as. Quando têm outras reacções, visíveis através destes comportamentos originados pelo medo, respondemos de maneira oposta: sem empatia, com mais conflito, rejeição e castigo. Isto cria uma dinâmica, não é? Que aumenta, ainda por cima, aquilo que causa o comportamento da criança e que provoca a nossa reacção também primária, insegura e territorial...

Acredito que somos nós, os adultos e os pais, quem tem o dever de terminar com esta dinâmica ou de, pelo menos, dar o nosso melhor. Estando conscientes do que estamos a fazer. 

O tal psicólogo propõe então isto da "bomba de amor" que consiste em passar um dia inteiro (ou ainda mais tempo) em que é a criança quem escolhe tudo aquilo que quiser fazer: as actividades, a comida, a conversa, tudo. Sendo a única coisa que o pai tem que fazer é estar presente, disponível e com peito aberto para amar a criança (não estar preocupado com outras merdas e respeitar o que está a ser feito, vá). 


Isto traz algumas descobertas fantásticas para ambas as partes, sabendo os pais brincar. Não é o mesmo que tempo de qualidade, atenção. PAra que isto funcione é imperativo que seja criado um espaço DIFERENTE da rotina diária. Até poderá ser planeado com antecedência pela criança, podemos atribuir a conotação de "eish que grande dia que aí vem" como fazemos com os aniversários... podemos dizer-lhes para escreverem (ou enumerarem) uma lista de coisas que querem fazer...

A ideia é dizer que sim. Enchê-las de amor. Vão sentir-se mais seguras, sentir que ganharam um pouco mais de controlo e faz maravilhas pela relação. Os pais, fora daquela bolha habitual de "má onda", são capazes de voltar a olhar para os filhos como as crianças que são em vez de "inimigos" ou representantes ambulantes do seu fracasso enquanto pais. 

Não podem dizer "não faças isto ou aquilo" ou "não temos tempo para aquilo" ou "isso é parvo". Durante um dia - desde que não se ponham em perigo ou não queiram ir ao País de Dori (não sei onde é que é isto que a Irene quer ir), digam que sim. Aceitem a brincadeira. Podemos não ir ao País de Dori, mas podemos ir dar um passeio no jardim e fingir. Alinhemos.



Claro que isto é um artigo resumido. Não está aqui a salvação da humanidade, isto faz parte de uma filosofia maior que é "deixar as crianças serem crianças" e a importância de brincar. Tenho ali outro livro para ler sobre isso, depois também vos digo qualquer coisa.

Achei isto muito interessante. Já conheci pessoas que, nestas fases, desesperadas recorrem imediatamente a um psicólogo (ferramenta que conhecem e não tenho nada contra), mas ter esta ideia aqui debaixo da manga para quando for preciso só me parece útil. 

O que acham vocês?