10.22.2019

E os filhos que se portam muito pior com as mães?

Tenho ouvido isto a torto e a direito. E quando morava com o pai da Irene também reparei que acontecia entre nós. Hoje fui pesquisar se havia um motivo e claro que a internet tem imensas respostas para tudo - ainda que a maior parte seja cancro. 

Encontrei esta resposta que me agradou: 

Eles portam-se pior connosco porque sentem mais facilmente o nosso amor incondicional. Somos uma espécie de depósito para todos os sentimentos maus e, supostamente, se há alguém que consiga fazê-los sentir melhor somos nós. 

Isto não é contra os pais. Há muitos pais que são mães. E há muitas mães que não o são. Há avós que são mães, etc. É quem quer que assuma esse papel, até existindo "mãe" ou não. 

É como se tivéssemos direito aos sentimentos não processados, sem medo. Além disso, na escola, estão normalmente "contidos" e, quando nos vêem, somos a almofada, o quentinho, o útero, vá. 


Na primeira escola da Irene foi doloroso. Sempre que a ia buscar, ela desfazia-se em lágrimas muito aflita quando me via. Havia vários motivos para isso, mas era uma explosão gigante de tensão. Com o pai não tinha a mesma reacção, acho. 

E ainda bem que assim é. Assim temos oportunidade de os ajudar a lidar com os sentimentos da melhor maneira. Ainda bem que não se limitam connosco. E quanto mais espaço dermos, mais naturais vão ser e, por isso, melhor os conseguimos ver. 

Não deixem que vos convençam que eles reagem pior convosco porque os estão a mimar demais. Estão a amar como deve ser. E eles sentem isso. E agradecem assim.


Embora seja tão chato depois de um dia inteiro de trabalho, não é? 




Temos novo podcast para vocês e é sobre seeeeeeeexoooooooo:


10.21.2019

Vamos fazer sexo juntas?

A Joana bem que queria (podem ver pelos stories no nosso instagram aqui), mas ainda não aconteceu. No entanto, ganhámos coragem e acabamos de publicar o episódio no podcast. Ainda não ouvi todo, por isso não tive tempo para me arrepender. Sabem quando arrumamos "de ouvido" num lugar apertado? É o que estou a fazer hoje.



Isto é um frame da nossa sextape. Fica a vossa consideração quem é a dominante ou a passiva. Ahah.

Bom, adiante. Não há maneira de se desculparem de ainda não terem ouvido os nossos podcasts. "Olhem" só ;)


 


 





Nalgumas plataformas poderá demorar mais algum tempo a actualizar o último episódio, mas nada como subscrever para ficarem a par. Ainda está disponível nos Podcasts da Apple. 


Entretanto, não sei se repararam, mas lançámos um novo vídeo de ontem. Como falam (se é que acham bem falar) sobre homossexualidade e racismo com os vossos filhos?



Querem propôr novos temas? ;)




10.20.2019

Tive a Marie Kondo cá em casa!

Foi uma razia. A Joana Gama veio cá a casa com a Irene supostamente para as miúdas brincarem, mas quem se divertiu mesmo mesmo foi a Marie Kondo tuga. Eu já sabia que a Gama era toda organizada, mas não estava nada à espera que aquilo a que ela chamou "mandar as plantas mortas para o lixo" fosse uma limpeza daquelas à minha cozinha. Começou nas plantas, passou para as tentativas fracas de imitar tupperwares, pratos de plástico e copos das miúdas, decorações, foi tudo a eito, nem têm noção. 

Primeiro destralhar: "só precisas de 8 canecas!", depois tornar o espaço o mais minimalista possível, ganhando espaço para "esconder" tudo - até o azeite a Kondo bitchy me tirou do alcance. Já voltei a pôr no sítio, lamento, tem de estar ao lado do fogão. Mas foi divertido até. Eu tenho espírito para isto, se calhar se fossem vocês até lhe tinham dado um chuto no cu. Eu sei que preciso de ajuda nestas coisas. Apesar de achar que não tenho muitas coisas (roupa, sapatos nem grandes estantes, armários com tarecos e tralha), acabo por ter e - até - por ter dificuldade em me desfazer de muitas coisas. Vai-se a ver e sou acumuladora, num grau bastante reduzido, vá. Acho sempre "isto pode dar jeito para elas brincarem/colarem/recortarem" e vou guardando tralha. "Vou reciclar isto"; "vou pintar aquilo", "vou transformar isto em calções", "isto ainda vai dar jeito" e as coisas vão ficando, ficando, ficando. Acho que consumimos em demasia e custa-me deitar fora para comprar novo. Mas há um meio-termo que eu tenho de encontrar. 

Olhem, entusiasmei-me. A Joana Gama, em calhando, ainda dá uma perninha como personal organizer ou assim, que ela é talentosa para caramba nisto. Foi um alívio para mim e nem sabia que precisava mesmo disto. Cozinha já está bastante encaminhada (percebi que o destralhanço se vai dando com o tempo e não pode ficar só por aqui), móvel da sala foi hoje e - apesar de cansativo - foi ma-ra-vi-lho-so. Nunca pensei dizer isto sem estar a falar de uma viagem, de um filme ou de uma cascata de sushi, mas foi. Apetece-me viver. Ahah

Apesar das minhas graves dificuldades em desfazer-me dos tarecos, sobrevivi!
Percebem a postura da Gama, não é? Têm amigas assim duronas?


Racismo e homossexualidade: como explicámos às nossas filhas?

Bem, isto era para ser uma coisa e ficou outra. Deixámos a conversa fluir. A verdade é que, como pais, nunca temos certezas absolutas de como abordar certos temas, mas o mais engraçado é que, por vezes, nem temos de o fazer. Basta ver a forma descomplicada como eles resolvem os assuntos dentro deles e, afinal, somos nós que aprendemos uma grande lição: tudo é mais simples do que às vezes julgamos.



O que eu e a Joana Gama fizemos aqui foi um exercício sem termos aprofundado nenhum dos assuntos e sem estarmos sempre a tentar ser politicamente correctas no uso dos termos (as nossas opiniões são isso mesmo, com base na nossa sensibilidade e nos poucos documentários que fomos vendo, etc). Por isso, estamos à espera que venha desse lado mais alguma biblioteca sobre estes assuntos, sim? E até ajuda para a forma como nos referimos a "preto", "branco", se empregámos de forma errada a "etnia", etc. Queremos aprender. Sem "hate" desse lado, por favor.

Vamos a isso?





Entretanto podem seguir-nos também nos nossos instagrams: JoanaPaixaoBras e JoanaGama e claro, amaeequesabe.pt

Temos novo podcast, desta vez sobre sexo (estou corada só de pensar que vão ouvir, caraças).
Mas vá, coragem.

10.15.2019

Lembram-se quando a cama tinha picos?

Lembram-se quando souberam que estavam grávidas?

Da primeira vez que ouviram o coração do vosso bebé?

Os primeiros pontapés?

As contracções? 

A primeira vez que o seguraram?

A primeira vez que o viram ao colo de quem o fez convosco?

O caminho do hospital até casa?

A primeira vez que o viram a dormir na caminha que tinham preparado?

A primeira vez que, depois do leitinho, adormeceu no vosso peito?

O primeiro sorriso? 

O primeiro piscar de olhos para vocês?

A primeira vez que lhe deram banho e se tornou uma das coisas mais giras?

A primeira palavra?

Quando começou a saber sentar-se? A mexer-se ao som da música?

A rebolar-se de um lado para o outro? 

A mexer-se de surpresa sem que estivessem à espera?

Os primeiros passos?

A quantidade de vezes que andaram curvadas a segurar-lhe as mãos para que aprendesse a andar?

A primeira vez que comeu de uma colher?

Quando experimentou pão e gostou?

Quando andou de baloiço e não quis sair?

Quando a "cama tinha picos" porque não havia lugar para dormir que o vosso colo?

Quando lhe vestiam uma roupinha nova e parecia que tinham um bonequinho?

Quando cheirar-lhe a cabeça parecia ser o melhor ansiolítico do mundo?

Quando bastava fazer um som diferente com a boca para ele sorrir para vocês?

Quando voltaram do trabalho a primeira vez e morriam de saudades dele?

Quando saiam de casa com o coração pesado por saberem que ele iria sentir a vossa falta?

Lembram-se daquela noite em que ele adormeceu rápido demais e, quando se sentaram no sofá, fez-vos tanta falta? 

Lembram-se daquela sopa que não estava maravilhosa, mas que ele comeu na mesma?

Lembram-se dos sons dos animais que ele aprendeu a fazer? 



Não é impressionante que esse bebé tenha crescido e seja esta pessoa que têm convosco? Não é impressionante que tenha saído de nós, tenha sido cozinhado em nós e que agora tenha opiniões e saiba dizer o que quer? 

Quanta sorte temos? 

É raro lembrar-me que a Irene já foi a minha bebé, mas sempre que me ocorre apaixono-me mais um bocadinho. Por ela e por mim. 

Do que têm mais saudades? 


Caramba. Que sorte.



No último podcast falámos sobre as nossas relações passadas. Sobre a Joana ter sempre namorado com a mesma pessoa em corpos diferentes, sobre eu já ter tido uma relação semi-aberta e até do meu primeiro grande amor. Oiçam, pode se que vos traga boas memórias também ;)



10.13.2019

Estamos arrependidas disto...

Fizemos o exercício de voltar atrás e de nos lembrarmos das coisas das quais nos arrependemos de quando elas eram mais pequeninas. Achamos giro para inspirar a partilha entre todas nós e, quem sabe até, ajudar alguma mãe a ponderar algumas das decisões que tenha de tomar no momento. Querem dar uma olhadela?


Como sabem ou deviam saber (ahah), temos vídeos novos todos os domingos e aqui vai mais um! Subscrevam o canal e activem o sininho. Há mais recadinhos em baixo, não fujam!


Para além do vídeo ainda gravámos mais um podcast "a Mãe é que sabe" onde falamos de tudo menos de maternidade - só para desenjoar. Podem ouvir os quatro episódios nas plataformas habituais de podcast. Fica aqui para as mais preguiçosas, vá.


Para além disto, continuamos à procura de parceiros para o projecto "a Mãe é que sabe ajudar". O nosso e-mail está à vossa disposição em amaeequesabeblog@gmail.com.



10.10.2019

À leitora: ando cheia de mim, sim, e ainda bem!

Olá leitora que disse que eu andava tão cheia de mim que até enjoava. 

E ando. Ando cheia de mim, finalmente. Não sei se vomidrine fará efeito nestes casos, mas talvez afastar-se de "mim" temporariamente (ou desistir por completo) e rever por que razão isto a faz sentir-se mal disposta fosse mais produtivo.

Finalmente ando a tentar encher o que andava vazio. Finalmente consigo ter mais auto-estima e ir ganhando mais confiança. Se todos conseguíssemos encher mais um bocadinho o que anda vazio - de emoções, não de coisas -, se todos pensássemos um bocadinho mais em nós, se conseguíssemos enchermo-nos de coisas boas, talvez o mundo ficasse um bocadinho melhor, talvez não andássemos todos tão frustrados, tão magoados, tão revoltados, a ver o que os outros têm e nós não; o que os outros são e nós não. Se isso lhe faz confusão, talvez devesse rever, em si, por que razão isso a faz sentir algo negativo. Normalmente projectamos nos outros inseguranças nossas.

Percebi que deveria - enquanto consumidora de conteúdos, de redes - deixar de seguir algumas pessoas quando estive na eminência de lhes enviar mensagens ou comentar a forma como aquilo que diziam ou mostravam me incomodava, de certa forma. Como tenho, além de dedos no teclado, alguma consciência, antes de carregar no enter, apaguei e fiz unfollow. Até que ponto tenho de ser eu a definir o que os outros devem ou não mostrar, dizer e pensar? Até que ponto a minha opinião seria construtiva ou traria algo de bom àquela pessoa? Por que razão eu iria continuar a sentir coisas negativas a respeito de pessoas que eu nem conhecia e às quais só acedo a uma ínfima parte? Era bom para quem aquilo? Eu respondo por si: para ninguém.

Que bom que é eu andar numa fase em que me sinto mais cheia de mim, sem tanto medo de fazer ou dizer o que bem me apetecer, de falar sobre os assuntos que me interessarem com o tom que me surgir, de me mostrar em biquíni quando eu bem entender ou enrolada num lençol amarelo às pintas. Liberdade, tão bom que é vivê-la. E nada disto tem a ver com humildade ou falta dela. Nem tudo o que publico, penso e digo gira em torno de mim e do meu ego. Não ando propriamente apaixonada por mim, a olhar-me no reflexo da lagoa. Mas - e já o disse aqui - tendo começado a resolver várias coisas que me afastavam de um amor-próprio que tanta falta nos faz (porque não me castra, porque me lança para a frente, me desafia), estou sim, mais consciente. Do meu poder em mudar aquilo que penso e sinto sobre mim e sobre o que me rodeia. Do que posso melhorar. Gustavo Santos encarnou em mim e manda um oi.

“A tua opinião sobre ti próprio torna-se a tua realidade. Se tens todas essas dúvidas, então ninguém vai acreditar em ti e vai correr tudo mal. Se pensares o contrário, o contrário vai acontecer. É simples.” 50 cent - falei sobre isso aqui.


Linda comó sol - e pode olhar-se de frente 


E só para não dizerem que estou cheia de mim, passo a publicidade à minha clega, que eu adorooooo (a ver se me perdoa a dívida do almoço do outro dia). A Gama vai dar espectáculo com a sua outra clega, aquela super gata, a Rita Camarneiro (que agora está com os olhos todos lixados que é para ver se aprende o que é ser uma pessoa que é só médio-gira). É no próximo dia 24 no Maxime Comedy Club e era giro se se sentassem ao meu lado na plateia, a mostrar que não é por sermos pais que não sabemos rir a bom rir (eheh malucos do riso). 




Domingo voltamos com vídeo novo no Youtube, stay tunned (tão jovem que ela é). Subscrevam, pá.
Ciau!!!


10.09.2019

Fui abençoada com um problema de pele.

Bem sei que parece uma coisa contraditória até porque já sofri muito com isso. Desde antes da Irene nascer que sofro de rosácea, mas depois dela nascer tornou-se bastante pior. Ao ponto da minha melhor amiga ter soltado um "tens que ver isso, pá!".

Não conseguia andar sem maquilhagem e também não me parecia que a maquilhagem me fizesse melhor. Até cheguei a ir a uma clínica com um dermatologista que dizia que ao me queimar a cara superficialmente que a pele iria regenerar mas que, eventualmente, sendo crónico, a rosácea voltaria sempre. Tive a oportunidade de fazer esse procedimento de graça - regime de parceria aqui com o blog - mas, honestamente, queimar a cara não me pareceu viável, apesar do meu sofrimento. 

Isto fui eu há duas semanas com o mínimo de maquilhagem. Seria impensável em temos não me ter enchido de base. Obrigada à rádio da ESCS pela fotografia que capturou a minha beleza e o belo par de mamas que este soutien me faz - é sempre o mesmo. 


Deixei de reconhecer a minha cara ao espelho. Eu que sempre fui muito vaidosa da minha aparência... Pode ter-me faltado algumas coisas na minha infância, mas sempre me deixaram claro que era bonita. Agora, olhando-me ao espelho, tinha vergonha e não percebia o que é que fazia com que isto aumentasse ou diminuísse. 

Claro que há cremes que ajudam. Fui a algumas consultas e receitaram-me vários cremes de farmácia e outros até que vinham de não sei onde. Claro que atenuavam a vermelhidão e até as pustulas mas não me pareceu ser sistema. 

O meu raciocínio era: "o meu corpo está a reagir a alguma coisa e eu não vou estar a tratar os sintomas, quero tratar as causas". 

Quando tomei esta decisão, embarquei numa longa viagem de pesquisa, mesmo à detective. Reparei que vários factores influenciavam a evolução negativa da minha pele no rosto: 

- Dormir pouco; 
- Beber pouca água;
- Usar maquilhagem; 
- Stress; 
- Especiarias; 
- Derivados do leite; 
- Carne de porco (já que sou média intolerante, também a cara dá sinais disso);
- Chocolate... 

Estando atenta a isto, reparei que os factores mais influentes eram o sono e o stress. 

E, por isso, digo que fui abençoada com um problema de pele. É muito fácil para mim entrar em piloto automático na minha vida e sucumbir à ansiedade. Nem dou pelo tempo passar por estar tão enfiada dentro do ponteiro dos segundos. Porém, olhando-me ao espelho, percebo que não estou bem e que estou a falhar nos meus auto-cuidados. 

A cara é a primeira coisa que me denuncia (a seguir ao peso, mas isso são outros quinhentos ou, melhor, outros 71 e 200). 

Ultimamente, desde que sou freelancer e comecei a aceitar e ver o descanso como tarefa obrigatória para a minha sanidade mental, qualidade de vida e até de trabalho, a minha cara está muito melhor. Hoje quis maquilhar-me e nem usei base e acreditem que isto é uma vitória. Desde que todos os colegas de trabalho na minha empresa quando olhavam para mim perguntavam "o que é que te aconteceu à cara, miúda?". 

Sentir que a nossa cara está errada é horrível. Principalmente se forem umas beldades como eu. 

Agradeço este problema. É como um detector de fumo. Agora que o tenho vou-me guiando também por ele como se fosse uma espécie de melhor amigo. É aceitar e controlar e cuidar. 




Já agora, queria convidar-vos para o espectáculo ao vivo que vou ter com a minha amiga e colega Rita Camarneiro. É já no próximo dia 24 no Maxime Comedy Club. Vamos fazer um "banana-papaia" ao vivo e, em princípio, vamos fazer um roast uma à outra e vamos deixar de ser amigas. Ficam já avisadas que não há controlo nenhum de linguagem nem de temas. Não vai ser a "Joana do blog" que vão ver, mas a Joana comediante, vá. Ficam aqui com o cartaz do atelier que mais venero e a quem entrego quase todos os meus projectos por serem... PERFEITOS para branding, estratégia... tudo (sigam a Oland aqui). 


Fica aqui também o link para comprar bilhetes na Ticketline. Apressem-se porque só há 100 lugares e isto entre os meus ex-namorados e fãs da Rita enche rápido.

Se ainda não conhecem o nosso projecto, além de nos poderem seguir no instagram aqui, também podem dar uma olhadela na playlist dos nossos 13 episódios no Youtube (também estamos no Apple Podcasts e no Spotify, mas é mais giro ver):




Para além disto, se também sofrerem de ansiedade e tiverem problemas de pele, de músculos, intestinais, o quer que seja, pode ser que vos ajude verem a minha partilha no canal "a Mãe é que sabe" no Youtube:




10.08.2019

Joana Paixão Brás: O que ando a ver #02

Tenho visto mais TV do que lido. Mesmo assim, consegui ler uns 5 livros este verão (um deles adorei - “Só o tempo o dirá”, do Jeffrey Archer, que já emprestei à minha mãe e que ela leu em três tempos - queremos os outros dele!!!). Bem longe da quantidade de livros que eu devorava antes, mas vá, já me voltei a entusiasmar. Agora estou a ler um mais técnico: Educar pela Positiva - quando acabar, digo.

Mas bem, vamos lá ao que ando a ver ou vi recentemente.

Oh para mim a VER.
Já decidi que esta rubrica vai ter sempre fotos
zero relacionadas com o assunto.
A ver.

Série UNBELIEVABLE
Minissérie na Netflix com 8 episódios, sobre uma miúda que é violada. Mas será que foi mesmo? A polícia acha que não. Aliás, acusa-a de mentir. Anos mais tarde, noutro estado, duas polícias [uma delas a Toni Collette, que eu amo], encontram casos semelhantes ao descrito. Ficaram convencidos a ver?


Documentários EXPLAINED (ou RESUMINDO)
São episódios curtos sobre os mais diversos temas: por que não resultam as dietas; cultos; milionários; crise da água; por que ganham as mulheres menos; música... e por aí fora. Super bem feitos, rápidos, interessantes! Tenho aprendido imenso a cada episódio, andei viciada a ver todos (até os que achava, pelo título, mais desinteressantes) E agora a Leonor da Cadeira da Papa disse-me que havia também episódios sobre o cérebro “The Mind - Explained” e já comecei a ver o dos Sonhos. A-D-O-R-O!


Filme CALL ME BY YOUR NAME
Foi seguramente o meu filme preferido de 2017 e já está na Netflix. É a história de um amor nos anos 80, com o Timothée Chalamet (que ator, Deus meu!). A banda sonora é fantástica, adoro as personagens e chorei baba e ranho no fim: a descoberta, a paixão, a impossibilidade. Nota para a conversa entre pai e filho. Li recentemente - vai ter sequela. Que boa notícia! Vejam, vejam e venham cá dizer o que acharam.

Próxima coisa que está na minha lista: Joker, claro. Tenho a certeza de que o Joaquin Phoenix está brilhante, estou em pulgas [o homem cá de casa já viu e ainda aguçou mais a minha curiosidade!].
Quero séries filmes e documentários para a troca, combinado?


10.07.2019

Fui promovida.

Se soubessem...

A Irene, quando era pequenina, parecia chorar sempre mais ao meu colo do que ao colo dos outros - ainda que nunca tivesse gostado muito do colo de ninguém. Em cima de mim, chorava. Mas, ao colo do pai, calava-se. 

Claro que há milhares de razões para isso, mas eu cá escolhi as minhas: além de ser eu quem a amamentava e de "cheirar a leite" - aqui é que se aplica o "cheiras a leitinhoooo, cheiras a leitinho", ahaha - também era eu quem estava mais esgotada e ansiosa. Essas coisas sentem-se. Eles apanham o nosso cheiro a stress, a velocidade da nossa pulsação, além de não conseguirmos controlar a o tipo de movimentos que fazemos. Achamos que estamos a fazer tudo fingidamente calmamente mas, se fossemos filmadas por fora, notar-se-ia o desespero ou até a velocidade a tentar embalar a criança. De certeza que o pitch do "frère jacques" muda. 

Bom, no meio disto, tirando a mama, como disse, raramente tive a Irene ao colo ou se deitava na minha barriga, por exemplo. Até tenho uma fotografia da primeira vez que isso aconteceu para aí aos 6 meses mas também foi coisa rara. Ainda hoje, as únicas alturas em que consigo tê-la perto de mim é quando - excepcionalmente - vemos televisão juntas, quando a vou adormecer (pede a minha mão para fazer conchinha com ela) ou, então, quando está com muito sono e a convido para vir para ao pé de mim. 

Embora nada disto tenha mudado grandemente dado que não salta para o meu colo quando a vou buscar à escola; eu é que, com tempo, paciência, mudança de vida e terapia é que tenho vindo a saber apreciar melhor as vezes em que esses toques se dão e, por isso, já não me parecem tão poucos.. 

No outro dia fui promovida. 



A Irene começou a chamar-me mamã. 

Sempre fui a mãaaae ou a mamiiiinhaaa ou algo do género. Mas, de repente (não foi de repente, foi a resposta dela a todas as mudanças na nossa vida e o quanto isso nos tem deixado cada vez mais felizes - história que para mim faz sentido), fui promovida a mamã. 

Sou a mamã, agora. E este mamã não é usado só quando precisa de alguma coisa. É mesmo "mamã, o que achas disto?". Passou a ser o meu nome e estou em êxtase. Que carinho gigante. Que coisa fabulosa. A nossa relação tem evoluído imenso e isto foi apenas mais um dos sinais. 

Ontem fazia-me festinhas quando eu fingia que estava a dormir enquanto a estava a adormecer. Disse-me no outro dia que sou "a mais importante" e noto que confia no que lhe digo, que sou a sua melhor amiga. 

O pai também foi promovido a papá. 

E isso deixa-me tão feliz. Mostra que ela está mais à vontade connosco, menos nervosa, menos ansiosa, com mais espaço para ser criança e com menos pressão para se mostrar crescida ou para estar do lado dos adultos. Quanto mais confortável está em ser criança, mais surgirá o carinho - penso eu. 

Tem sido uma viagem grande. Desde deixar de trabalhar 8 horas por dia para outros e ficar louca de stress com coisas que nem me tocavam, a não ter uma relação que me pesava o coração e o corpo e não se revelava uma fonte de felicidade mas antes de mais pressão. A ter mais tempo para mim própria e não olhar para a Irene - com culpa à mistura - como consumidora do meu tempo pessoal. A estar mais com as pessoas de quem gosto e, por isso, lembrar-me de mais partes de mim e poder dar mais de mim à minha filha... 

Têm sido 5 anos e sempre a melhorar. 

O meu coração não poderia estar melhor. O coração desta mamã. 





  • Bom, esta semana voltamos a gravar vídeos e podcasts, não se apoquentem. Com a Joana fora, perdemos aqui um pouco das rotinas, mas vamos voltar em força esta semana e muito em breve - talvez ainda esta semana - vos apresentemos um dos vários projectos que vão sair este ano. Podemos dizer que vos vai ajudar a ser ainda mais felizes aí em casa. ;)
  • Podem seguir-nos no youtube para serem avisados sempre que sair um novo vídeo e também nas plataformas habituais de podcast: Spotify, Apple Podcasts, iTunes, SoundCloud e AnchorFM. O podcast chama-se "a Mãe é que sabe", mas prometemos falar de tudo menos de maternidade - só para desenjoar um bocadinho, o que acham?
  • Para além disso, que tal ajudarmos outras mães no início desta aventura? Juntem-se a nós no próximo "a Mãe é que sabe ajudar" enquanto parceiras. Enviem-nos um e-mail para amaeequesabeblog@gmail.com a mostrar a vossa vontade e dizemo-vos como podem participar (podemos demorar um pouco porque estamos a ir por ordem de chegada vs necessidades de reunião, etc). 
  • Sigam-nos também no instagram, o Facebook anda a castrar nos algorítimos e de vez em quando sentimos que estamos a escrever "para o boneco". Mas não estamos, pois não? Se nos seguirem pelo instagram pode ser que cheguem mais facilmente aos nossos conteúdos. ;)

10.06.2019

Piolhos?! Solução nova!

Tentem ler este post sem se coçarem. Já está, não é? Agora imaginem eu! Em Junho, as miúdas vieram de férias carregadinhas de piolhos. Se calhar já iam e eu não tinha reparado. Assim que vi um a passarinhar no cabelo da Luísa, o meu cérebro voltou até à minha casa de banho cor-de-rosa em Santarém, em 1992, e lá estava eu, de cabeça no colo da minha mãe, sobre uma toalha branca, e ela à caça de piolhos na minha cabeça. Horas daquilo. Horas! 

Já sabia o que tinha a fazer, agora que as minhas filhas tinham apanhado, pela primeira vez, piolhagem: Paranix(Loção de Tratamento, eficaz em apenas uma utilização) naqueles cabelos lindos e brilhantes e tentar não me enervar muito, enquanto me coçava toda. E foi quando, ao tomar banho com Champô de Proteção contra Piolhos e Lêndeas, numa de prevenção, me apercebi logo que também eu tinha apanhado. “Engraçado” (completamente entre aspas) que ter piolhos é super comum, já todos sabemos que não é sinal de falta de higiene e que acontece a todos, mas, mesmo assim, não consegui não entrar em paranóia. Lençóis a 60 graus, toalhas e mais toalhas, roupa e pijamas novos todas as noites, naqueles primeiros dias, e até peluches. Escovas bem lavadas, fechadas num saco e enfiadas no congelador. Claro que tive de fechar os olhos aos estofos do carro, ao sofá, às almofadas que não podem ir a lavar, ao capacete do skate e dos patins... e rezar.



Agora já não é preciso rezar (pelo menos por esta razão). Criaram Paranix Spray para o Ambiente, para ser precisamente usado em tudo o que não pode ir à máquina: desde carpetes, a sofás, a colchões... Mas como é que ninguém se tinha lembrado disto antes?! A ideia é evitar reinfestações - que foi o que nos aconteceu, claro, que um mal nunca vem só. Culpei o facto de dormirem juntas - e eu com elas, muitas vezes - culpei as toucas na natação, que às vezes trocam, culpei todas as crianças deste mundo que se cruzaram com elas, culpei-me a mim, que não lhes prendi o cabelo como deve ser todos os dias antes de irem para a escola. Vá, já passou. Inspira, expira. Ainda bem que há cada vez mais soluções para que estes bicharocos não levem a melhor. Acabei por lhes cortar o cabelo ainda um bom bocado, até para ser mais fácil passar os pentes durante o tratamento, etc, e foi o melhor que fiz.



Da próxima vez já tenho o kit completo Paranix, mas espero sinceramente que seja só daqui a muitos anos :) e, já agora, que a sorte não seja macaca só porque estou aqui na foto a mostrar-vos como usar Paranix Spray para o Ambiente sem precisar (que não seja como abrir o guarda chuva dentro de casa). Xô, piolhos! Já me cocei outra vez. E vocês?

*Post escrito em parceria com Paranix



Spray para o ambiente é 100% eficaz em 10 minutos, numa só aplicação - Brunton E., 2015. Apenas em piolhos.
Loção e spray de tratamento são 100% eficazes numa aplicação. Champô de tratamento é 100% eficaz - Estudos in vitro e ex vivo demonstraram a eficácia de Paranix Loção de Tratamento contra piolhos e lêndeas após um período de aplicação de 10 minutos. Paranix Loção de Tratamento é um dispositivo médico para o tratamento de pediculose. Leia cuidadosamente a rotulagem e as instruções de utilização.  Apenas para uso externo. Evitar o contacto com os olhos e as mucosas. Não usar em caso de alergia a algum dos ingredientes. No caso de irritação, comichão ou hipersensibilidade, suspender imediatamente o tratamento e lavar o cabelo com o champô normal. Indicado para crianças com mais de 6 meses. Manter fora da vista e do alcance das crianças. Paranix Champô de Proteção é um dispositivo médico utilizado para prevenção da disseminação da pediculose. Apenas para uso externo. Não engolir. Não utilizar em pele irritada. Evitar o contacto com os olhos e mucosas. Não usar em caso de alergia a algum dos ingredientes. Não indicado para crianças com menos de 2 anos. Manter fora do alcance e da vista das crianças. Leia cuidadosamente a rotulagem e as instruções de utilização.
Paranix Spray para o Ambiente é um produto Biocida. Não usar no couro cabeludo. Utilize os biocidas com cuidado. Leia sempre o rótulo e a informação relativa ao produto antes de o utilizar. Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Não temos sossego com a Luísa!

Que tínhamos uma filha-furacão, já sabíamos. Não sabíamos que ia começar a partir cabeças, a por medicamento da avó na boca e o diabo a sete. A Luísa é fogo. Até termos a Luísa, não sabíamos o que era ter uma filha tão curiosa e destravada. Sempre pronta para o disparate e para a aventura. O nosso coração tem andado num sobressalto nas últimas semanas. 

Senão vejamos.

Ainda não vos contei o que aconteceu quando estávamos em Miami, pois não? Assim de forma resumida: parque infantil, queda (que não vimos), queixa-se da cabeça, fica sonolenta nas próximas horas, sem energia, vomita a caminho do hospital. Eu já a pensar que não tinha escapado a um traumatismo, a querer chorar desalmadamente, mas a tentar transmitir calma. Que nunca tenham de passar por nada disto, é o que vos desejo, principalmente por não estarmos no nosso país. Torna tudo mais assustador. Não foi nada, ficámos atentos, siga.

Anteontem, quando já estava na cama e eu saí para lhes ir buscar água, levanta-se e vai até às cortinas, puxa aquilo com força quando eu estou mesmo a entrar e vejo o varão a cair-lhe mesmo em cima da cabeça. Primeira coisa que diz, desatando num pranto: "desculpa, mãe". Meu amor gigante. Ao contrário da outra vez, nesta há sangue por todo o lado, eu com as duas sozinha a hiperventilar mas sempre com uma voz calma que me vem sei lá de onde "vai passar, meu amor. Tem calma, respira fundo". O caminho para a casa de banho parecia traçado a giz vermelho, pus toalha a estancar, fui buscar gelo, telefonei para a Saúde 24 quando vi que estava a estancar antes de sair para as urgências. O David entretanto chegou. O golpe foi pequenino (aquela zona deve ser mesmo mesmo irrigada, caraças), fechou por si, não a deixámos dormir na primeira hora, bem-disposta e sempre atentos. 

Entretanto, caiu sábado de uma cadeira (estão a ver o género, não estão? Estáaaaa sempre a acontecer alguma coisa, não pára quieta). Domingo pôs um comprimido da avó na boca (ainda bem que é amargo e mandou fora, mas já deu para imaginar que tinha engolido outros e que teria de levar uma lavagem ao estômago ou sei lá). 

A lista não tem fim. Sempre ouvi histórias de miúdos dados a cabeças partidas e idas ao hospital continuas mas, com a Isabel, calculei que nos tivéssemos livrado. Tirando o dente partido, não há assim muitos mais incidentes. ´
Com a Luísa? Talvez tenha começado comigo, quando caí com ela - bebé - para não pisar o cão (ela saiu ilesa, eu nem por isso).
- Caiu do carrinho das compras, na véspera de fazer um ano - nem vos conto o susto, fomos de ambulância para o hospital, todo um aparato e uma médica que só faltou chamar-me coisas feias.
- Uma vez, com um ano e meio, que furou a língua de uma ponta à outra, com uma colher, seria? [a língua quase se separava, eu ia caindo para o lado] de uma forma que ainda hoje se vê a cicatriz (no hospital não fizeram nada, se bem me lembro...). 

[Isto a juntar ao mês inteiro que ficou sem andar, com uma sinovite temporária da anca; mas, vá, já estou a falar de algo que nada teve a ver com a tendência para o desastre ;)]

Pronto, acho que já dá aqui uma lista grandinha de sustos. Era agora dar um descanso aos pais durante uns anos, já está bom.

E os vossos? Também vos dão dores de cabeças destas?



Fotografia: Joana Sepulveda Bandeira do The Love Project





10.01.2019

Não sei que atividades escolher para as miúdas!

E acho que nem elas sabem bem. A ideia vai ser experimentarem esta semana as várias para conseguirem escolher. A Isabel teve, no ano passado, expressão dramática. Gostou muito mas disse-me que, este ano queria mudar.

Elas já têm natação, 1 vez por semana. Já o disse aqui, não faço questão de enchê-las de actividades extra-curriculares. Gosto que tenham tempo em casa, sem horários, sem planos. Gosto de ter tempo com elas, sem andar na correria do ir levar - ir buscar. Coitados dos meus pais que andaram comigo para todo o lado, todos os dias da semana. Eu gostava muito, conseguia conciliar tudo e não deixava de ser boa aluna (óptima, na verdade) por causa disso. Mas agora - como mãe - vejo bem que era um exagero. Uma prisão para os meus pais também (e éramos dois filhos). 

Acho-as pequeninas demais para andarem em tudo o que existe. Claro que amava que andassem já na música, no teatro, a Isabel adoraria ir para o futebol, mas calma. Têm tempo. 

Todas as actividades que quero acrescentar à natação (que é à segunda-feira) são dentro da escola e ali por volta das 16h. Inglês, ballet, expressão dramática, yoga. Yoga está já excluído porque coincide com a natação. A Luísa quer ballet, mas é logo a actividade mais cara, 25€. [Por pouco mais andam as duas na natação e custa-me um bocado, confesso. Também por pouco mais, andariam as duas no inglês, na escola]. Bem, mas parece-me que vai ser essa mesma. Esta semana podem experimentar as aulas e decidir ou ajudarem-me a decidir. 

E vocês? O que escolheram este ano (se é que escolheram alguma coisa)? 

Fotografia: Joana Sepulveda Bandeira do The Love Project



E se o 50 Cent tiver razão?

Sabemos a teoria: mais do que dizer como se faz, é fazer para que vejam. Mais do que ensinar-lhes que têm de dizer olá, agradecer, serem gentis com os outros, é preciso que nos vejam a fazê-lo. Que nos vejam a sê-lo. Mais do que dizer que são corajosas e fortes, ou que não faz mal chorar, ou que nos podem contar sempre tudo, é preciso que nos vejam ser corajosas, ou até a chorar, ou contar-lhes coisas sobre o nosso dia ou sobre nós para que percebam que há espaço para partilha, que não é unilateral. E que também nos vejam pedir desculpa, a reconhecer que erramos.

Mas será que o que dizemos sobre nós próprias à frente delas, não define também em parte as coisas que vão pensar e dizer sobre elas? Tenho uma grande amiga (olá Millia!) que há muito me diz que as expressões que dizemos sobre nós - “ai que parva!” “sou mesmo trapalhona”-, os rótulos que nos colocamos, mesmo que com sarcasmo ou no gozo, definem muito do que sentimos sobre nós, limitam-nos, e isso condiciona-nos muito. “Se não dirias isso à tua melhor amiga, não o digas de ti própria”. Sou muito castradora em relação a mim. Dantes achava que não era mau ser tão crítica e exigente, que era melhor ser a primeira pessoa a baixar as expectativas sobre mim para não defraudar ninguém e que até tinha graça. Talvez fosse apenas insegurança, mas eu até o via como um exercício pragmático de humildade. Só que o que achamos sobre nós, a prateleira onde nos arrumamos, pode definir muito aquilo que conseguimos atingir.

O 50 cent (sim, estou a citar o 50 cent eheh) disse uma coisa muito gira: “a tua opinião sobre ti próprio torna-se a tua realidade. Se tens todas essas dúvidas, então ninguém vai acreditar em ti e vai correr tudo mal. Se pensares o contrário, o contrário vai acontecer. É simples.” Se formos mais optimistas, mais positivos e mais gentis, coisas boas virão. Dantes acharia este discurso boring e demasiado concurso de beleza, agora acho-o essencial até (chamem-me velha). Por isso, mudar o mindset só pode ser bom. Sermos boas para nós próprias, sem estar sempre a acrescentar camadas de culpa, camadas de julgamentos, sem estarmos a reforçar sempre o que temos de “errado”, é libertador. Ainda estou a aprender a fazer isto, não é de um dia para o outro. A linguagem e o pensamento treinam-se. E conseguem mudar o (nosso) mundo.

Fotografia: Joana Sepulveda Bandeira do The Love Project


E é isto, por hoje. Espero que tenham gostado e assim me despeço, com cordialidade (haha),



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