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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Último dia com 31 anos

Sabem o que acho disto de fazer anos? Adoro! Continuo a adorar. E cada vez mais: sinto-me cada vez melhor, mais calma e serena, menos exigente comigo e com a vida, no geral. Continuo sonhadora mas já não vivo angustiada. Aprendi a apreciar as conquistas dos outros de forma a que não me sentir uma falhada por não conseguir ou não ter. Aprendi a rodear-me de quem me quer bem, a dizer "não" mais vezes, a ter mais confiança em mim. E isso só tenho conseguido com a idade, só ela me tem trazido esta tranquilidade. Eu era muito exigente. Eu era muito ansiosa. Eu queria o MUNDO e parecia que enquanto ele não chegasse eu não estaria completa. Aprendi a sentir-me completa mesmo estando incompleta: tinha demasiadas coisas na minha lista, lista essa que nunca parava de crescer. Insatisfação, sabem? Acho que nem era coisa de menina mimada, era coisa de quem achava que tinha de provar ao mundo e a si mesma que conseguia. Ser, ter, ter, ter, ser. 

Agradeço às minhas filhas por isso. Ainda não me sinto com a plenitude que desejaria, mas estou a caminho. Umas aulas de Yoga, meditação e espero conseguir. Separar o essencial do acessório. Ser e sentir mais do que ter: não ando a comprar nem metade do que comprava, uso roupa de há anos e anos e está tudo bem com isso: prefiro poupar para viajar e para casar. Sim, tudo luxos, mas acreditem que há uns anos eu achava que tinha de conseguir TUDO e TUDO AO MESMO TEMPO. Agora sei estabelecer prioridades. 

Último ano nos 31 e este ano foi um ano em que percebi que não faz mal (voltar a) mudar e que é bom estarmos os 4 juntos, a pouca distância uns dos outros, mesmo que isso implique viver mais a correr e viver num T2 minúsculo e sem elevador na cidade. Que eu posso e consigo trabalhar numa área diferente daquela em que sempre trabalhei (televisão) e que consigo estar bem e realizada. Que não faz mal ter "falhado" mais um ano nas operações bikini/verão/não sei quê: quando começar a dormir durante a noite, logo terei cabeça para me levantar às 6h30 para ir correr. Está tudo bem como está: é o possível e o possível é suficiente.

Venham os 32 anos ainda com mais força e amor, o resto vem!

Foto tão fixe do Pau Storch - lembrem-me só, da próxima vez que me passar pela cabeça usar o macacão com fecho atrás, que é uma péssima ideia, principalmente quando se está naqueles dias... vocês sabem.
Por alguma coisa estava guardado no armário há meses...

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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Fui à televisão falar sobre rivalidade entre irmãos

Ou sobre preparar a chegada do segundo filho. Não é fácil para quem esteve aquele tempo todo sozinho, a ter a atenção toda, o mimo todo, a disponibilidade toda dos pais. 
Assim que fui convidada para ir ao Queridas Manhãs para falar sobre o tema, pus-me a pensar no que tinha feito consciente ou inconscientemente para que o processo não fosse doloroso para a Isabel.

- Contei-lhe bem cedo a boa notícia
- Deixei que participasse nas escolhas das roupas, do boneco e de tudo o que pudesse envolver a irmã (disse-lhe que a primeira roupa ia ser a da Isabel quando era bebé e ela sentiu-se especial)
- Quis que fosse das primeiras a ir conhecer a Luísa ao hospital e fiz com que, quando ela chegasse, eu não estivesse com a irmã no colo
- Disse-lhe que ela ia cuidar dela e ajudar em tudo e sempre a envolvemos no processo - ajudar a trocar fraldas, etc
- Pedi para a família mais próxima também lhe comprar um brinquedo, um jogo ou um livro
- Deixei que fosse a Isabel a mostrar-lhe a casa
- Pedi a todas as visitas que primeiro lhe dessem atenção a ela e só depois lhe pedissem para irem conhecer a irmã
- Arranjei quase todos os dias tempo só para ela (acordávamos as duas mais cedo e tomávamos o pequeno-almoço juntas só as duas)
- Tentei sempre verbalizar o meu amor por ela e dizer-lhe o quão especial ela era; ir ao quarto dela quando ela me chamava de noite (ajudou a Luísa dormir bem nos 6 primeiros meses); continuar a fazer parte de muitas das rotinas - dar-lhe banho, etc

Fiz algumas coisas "erradas" pelo caminho, se pensar bem [mas sem culpa, estamos sempre a aprender]:
- Responsabilizá-la e dizer-lhe tantas vezes o quão crescida ela era (comecei a vê-la como maior do que ela realmente era, por comparação e posso ter exigido um bocadinho mais do que era suposto)
- Usei algumas vezes a desculpa da irmã ser bebé e mais pequenina para desvalorizar alguns atos (normais, é certo) da Luísa, desvalorizando as reações da Isabel - se fosse agora, tentaria sempre validar os sentimentos da Isabel - "eu sei como é chato, Isabel"; "a mamã também teve um mano e realmente é uma chatice quando o nosso mano nos puxa o cabelo, mesmo sendo sem querer";
- Não fiz programas com a Isabel as vezes que acho que deveria ter feito: ir mais ao parque só com ela, ir à comer um gelado só com ela, etc. Tudo o que fazia em exclusivo acabava por ser em casa, de manhã ou à hora da sesta da irmã (acredito que a Isabel desejasse que a irmã dormisse 45 horas de seguida para poder ter-me em exclusivo)
- ralhar com as duas quando discutem; dizer que têm de ser amigas ou que fico triste quando discutem; tirar-lhes o objecto da zanga e escondê-lo, entre outros disparates

Estou a ler um livro que me começa a ajudar muito chamado Irmãos Sem Ciúmes (quando terminar, prometo vir aqui deixar algumas dicas). Este é um tema que me interessa imenso e que acho importantíssimo para nos ajudar a ajudá-los, até porque estas questões os definem e podem ter efeitos pelas suas vidas fora.

Cá está o link para o programa de hoje, aqui.

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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Já estão no nosso grupo do FB?

Meninas, o prometido é devido, e já criámos grupo no FB para todas as mães e não-mães que sabem: está... 

AQUI

Adiram e convidem as vossas BFFs para que possamos deixar dúvidas parvas e menos parvas por lá, desabafar e dizer asneiradas à vontade (com moderação, sim, somos todas umas ladies). Cuidado e não convidem a sogra para depois andarem a cortar-lhe na casaquinha.

Ainda não pensámos bem nas regras do grupo (tirando o facto de só aceitarmos mulheres), mas vamos fazê-lo em breve e só espero que - com ou sem regras - não dê muita peixeirada, como em alguns que vou vendo, e que se mantenha com classe. :) 

Até lá!!! 



Foto do Pau Storch com a MariAna Ferro do A Mãe já Vai (já estás no nosso grupo, MariAna? Válaver)

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Estamos a fazer o desmame noturno!

Tenho algum receio de que estes post possa incentivar-vos a que tentem também o desmame sem que estejam preparadas (vocês e eles). Aconselho-vos, primeiro, a tentarem perceber o vosso bebé, a lerem, pesquisarem, a falarem com Conselheiras de Aleitamento Materno, de forma a que o façam da forma mais delicada e menos abrupta possível para todos. 

Conto-vos a minha história. Estou muito contente com a forma como está a correr o desmame noturno, agora que a Luísa já fez 2 anos. Foi fácil, muito mais do que eu imaginei. Se calhar também só foi fácil porque ela já está preparada, não sei. 

Já há algum tempo que, durante a noite, não me apetecia dar-lhe mama e tentava dizer-lhe que tinha de fazer óó, pegava-a ao colo ou dava-lhe festinhas, pedia ao David ou dizia-lhe que as maminhas estavam a dormir. Normalmente, ela zangava-se e eu raramente levava aquilo até ao fim, até porque não gostava de vê-la sofrer nem queria que a casa fosse abaixo, acordasse a irmã ou o prédio todo. Desisti.

Na semana passada, depois de falar com a Patrícia Paiva (quem me tem ajudado com a amamentação, desde sempre, enchi-me de coragem e calma, e que é CAM na Amamenta Setúbal), fez-se luz: precisava de reforçar outros momentos de conexão com ela durante o dia - e só com ela, em exclusivo. Assim o fiz, dei-lhe banho, sozinhas as duas, li-lhe uma história na cama e, quando ela me pediu maminha (o nosso ritual antes de dormir), eu disse-lhe apenas que à noite as maminhas têm de fazer óó e que já estavam a dormir. Expliquei que estavam cansadas e que precisavam de descansar. Choramingou (mas eu esperava todo um berreiro, que não chegou a acontecer). Disse-lhe que a mãe estava ali e que íamos dormir agarradinhas. De manhã, com a luz do sol, as maminhas acordariam e já podia. E não é que ela entendeu? Adormeceu relativamente rápido para o que eu estava à espera e dormiu melhor que o costume.

Segundo dia igual e desta vez tive de a adormecer ao mesmo tempo que a Isabel. Isto tudo já no quarto delas (desde que pede para dormir no chão que temos tentado mudá-la e está a correr bem). Demoraram mais um bocadinho (quando são as duas põem-se a falar e a brincar), mas a noite depois foi muito melhor. E já vamos no quinto dia, ou quinta noite. Demoram mais a adormecer e a Luísa acorda às 6h, é verdade, mas tem dormido a noite toda, o que, para mim, e dadas as mudanças, é um autêntico milagre. [Atenção que o desmame não significa que eles acordem menos vezes (até sei de um caso que piorou bastante. No nosso caso, não sei se ainda irá regredir e voltar a acordar - já não alimento grandes expectativas quanto a este assunto ;) ].

Parece-me estar óptima durante o dia. Faz conversa, lá com o português dela, sobre o facto de durante a noite não haver maminha mas de forma tranquila, parece-me. De manhã, é ouvi-la rir-se muito de felicidade por poder mamar.

Ainda não a sinto preparada para o desmame total (ela adora mamar) e quero fazer tudo com muita calma, não tenho pressa nenhuma. Durante o dia, não me incomoda mesmo nada, até gosto. Não ofereço e só dou quando ela pede, sendo que às vezes tento adiar e que perceba que, às vezes, tem de esperar. Durante a semana, só acontece de manhã e, às vezes, depois da escola. Durante o fim-de-semana, pede mais uma ou duas vezes.

Tudo certo.




P.S. Tentem não gogglar muito sobre este assunto, que já encontrei por aí umas supostas "estratégias de desmame" que têm suposta informação a sustentá-las muito pouco científica...
Este artigo, porém, é muito fixe.


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domingo, 10 de junho de 2018

Vamos de lua-de-mel sem as miúdas, SIM!

Uma das coisas que me têm perguntado alguns amigos e família (e até em comentário anónimo um pouco desiludido ao post de ontem) é se as vamos levar de lua de mel. A resposta é: NÃO!

Sem culpas.

Ainda não sabemos ao certo para onde vamos, mas de uma coisa tenho a certeza: não as vamos levar. 

Queremos dar-nos a este luxo sozinhos. Queremos mergulhar no mar, fazer refeições às horas que mais nos apetecer, dar as mãos e respirar fundo, ler livros ou simplesmente não fazer nada.

Não somos muito de passear sem elas, verdade. Gostamos de andar com elas às costas, de as ter debaixo de olho, por mais cansativo que possa ser, faz-nos sentido assim. O máximo que tivemos sem a Luísa foram 4 dias, e foi no mês passado (já não viajávamos só os dois há quase 4 anos). O máximo sem a Isabel uma semana, quando esteve de férias com os avós no ano passado. E desta vez vamos mais dias, uns 12. 

Mas sabem que mais? Elas vão ficar lindamente, nos sogrinhos! "Ah mas como é que vais fazer com a mama da Luísa?" Até lá já a terei desmamado durante a noite, logo vos conto como está a correr esta etapa, e vou confiar que vai ficar bem também. (Eu terei muito provavelmente que levar máquina para extrair e aliviar. Sim, ainda tenho bastante leite).

Vamos sobreviver e chegar mais felizes ainda. Merecemos este descanso. Queremos ter férias de pastar ao sol e molengar como já não temos há 5 anos. A culpa não vai morar aqui. As saudades vão. Mas essas só vão dar-nos cada vez mais certeza de que as nossas filhas vieram encher-nos de amor e que foram a melhor escolha das nossas vidas.

Só que com um cocktail no bucho enquanto ganhamos uma corzinha por fazer praia fora do período 7h30-11h, ou deixar cair uma gota de baba enquanto adormecemos ao sol, vai ser só INCRÍVEL.


Longo suspiro...


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O nosso hotel na Irlanda era maravilhoso!

Acho que nunca tínhamos ficado num hotel tão elegante. Não é muito comum nas nossas viagens ligarmos a isso, mas desta vez foi diferente. Quisemos juntar o útil ao agradável e fazer uma espécie de lua de mel com as miúdas, com tudo a que temos direito: já que não vão connosco na nossa lua de mel e vamos bater todos os recordes de tempo longe delas, quisemos dar-lhes (e a dar-nos) este miminho. Foi especial.


Intercontinental Dublin
Ficámos no Intercontinental Dublin porque, apesar de não ser no centro-centro, nos pareceu perfeito para o que desejávamos e não nos custa nada caminhar (nem sei bem quantos kms fizemos ao todo). Logo que chegámos, ficaram radiantes só de ver um lago com repuxos. "Piscina!", gritou a Luísa. À entrada, o funcionário, que era sul-americano (não me recordo o país), era uma simpatia e começou a dizer umas palavrinhas em português e as miúdas acharam-lhe muita piada.






Dica importante: Reservámos directamente com o hotel porque, além de ficar mais barato, traz outras vantagens - tinha lido o post das Dicas da Bá sobre este programa de fidelização, o IHG Rewards Club e que fala de um estudo que mostra que a marcação diretamente nos hotéis permite elevadas poupanças: 28 milhões de euros por ano em toda a Europa. E eu usava normalmente aqueles sites de comparação de preços... [bem estranhava aquelas estratégias de marketing do "último quarto!", "mais 3 pessoas estão a ver esse hotel"]. O IHG tem vários hotéis, como o Holiday Inn, onde já ficámos, por exemplo, e assim vamos acumulando pontos e tendo outras vantagens, como late check out ou outras benesses, consoante o caso e o hotel. Por isso, não vos digo para não usarem comparadores de preços que até dão jeito, mas no final reservem directamente com o hotel, que é melhor :)

Recepção
A recepção é lindíssima, com um candelabro enorme, e com uma sala e bar em frente enorme e com muita luz. Vemos logo o jardim, muito verdinho e com outro repuxo - jardim que vimos aliás todas as manhãs ao pequeno-almoço - encantador!



Piscina
No primeiro dia, já lhes tínhamos dito que iríamos até à piscina e assim foi. Aliás, fizemos um primeiro dia praticamente só de hotel: já chegámos a seguir ao almoço e queríamos descansar - saímos para ir jantar lá perto e ir fazer umas comprinhas ao supermercado.
A piscina era na zona do SPA, coberta, mas com uma vidraça grande a dar para um pequeno jardim, de onde vinha muita luz. Tinha horários específicos para crianças (e acho lindamente, há que dar algum descanso a quem vai para ali sem filhos e para descansar!) - horários bastante alargados, atenção. Estava muito quentinho e ficámos lá até a pele dos dedos engelhar toda. :) À saída vestimos os nossos roupões - elas ficavam a coisa mais apetitosa deste mundo.











Pequenos-almoços
Na manhã seguinte, descobrimos a perfeição. Eu sei que sou uma fácil no que toca a comida, mas foram os melhores pequenos-almoços de hotel de sempre, a sério. Ainda hoje me babo toda a pensar neles, que reforçávamos bem para depois só almoçarmos algo mais leve e mais tarde. Tinha tudo. E quando eu digo tudo, é mesmo tudo. Desde refeições quentes, a imensos tipos de queijos e iogurtes, saladas, fruta imensa, muitos pães, escuros, claros, fatiados, bolos, flocos, frutos secos, ovos mexidos, cozidos ou omeletes feitas na hora com o que quiséssemos, sumos naturais e ainda uns smothies deliciosos (o de banana era uma coisa...) e várias opções para celíacos. Se vos disser que demorávamos quase uma hora a tomar o pequeno-almoço, não vos estou a mentir. Até porque, quando elas descobriram que havia melancias pequeninas, comeram umas 20 cada. 5estrelas: o melhor do hotel.










Quarto e a casa de banho
O quarto era espaçoso (vejam aqui o vídeo nos highlights do instagram)- puseram-nos uma cama para a Isabel e um berço para a Luísa e sobrava ainda imenso espaço - e a casa de banho era branquinha, grande, com chuveiro e banheira (onde elas tomaram banho todos os dias, para matar as saudades e relaxarem de dias intensos (em nossa casa só temos chuveiro). A cama era enorme e com um colchão mesmo mesmo bom.




Refeição no quarto
Na noite seguinte, estávamos tão cansados que achámos que o melhor era mesmo comer no quarto depois do banho. Encomendámos pizzas e saladas e lá fizemos o nosso banquete. Fruta e uns iogurtes bio de coco que comprámos no Tesco (vamos muito a supermercados quando estamos a viajar, abastecemo-nos de tudo o que é bom, até para tentar compensar a falta de sopas delas). Ficou mais barato do que se tivéssemos ido comer fora e sentimos como um luxo: aquelas bandejas a chegarem ao quarto parecia cena de filme :)




Família louca. Foi tão bom!


Juro que a miúda é tão leve que não danificou os arbustos (e sim, dissemos-lhe que não se fazia mal o fotógrafo se apercebeu)

Esta semana sai post sobre as mini-férias com dicas dos sítios que visitámos em Dublin, vai demorar mais um bocadinho a escrever ;)


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quinta-feira, 7 de junho de 2018

O que andam estas sacanitas a tramar?

Adoro esta sequência de imagens. Acho que se percebe perfeitamente que a Isabel está a desencaminhar a Luísa. O que acham que lhe está a dizer? Para que lado da força a está a levar?

Ter irmãos também é isto. Este desafio, esta rebeldia vivida a dois. Esta cumplicidade.











Estavam a combinar entrar para o lado de lá do balcão, para irem ver o forno das pizzas. Safadinhas.

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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Sonhei que estava grávida

E chorei, chorei muito. Acordei a soluçar de tão real que era.
Foi mais um pesadelo. É algo que não faz parte dos nossos planos a curto e médio prazo (para o David, nem sequer a longo).

Tudo porque eu ando com mais barriga (não ando a comer o que devo) e a Isabel, na mais pura das inocências, me perguntou se eu estava grávida de um menino. Sim, ela adorava ter um mano. Respondi-lhe que não, que estávamos muito felizes com as nossas filhas maravilhosas e que ela, quando fosse grande, poderia ser mãe também, se quisesse.
Aquilo ficou de alguma forma a marinar dentro de mim porque sonhei e foi tudo demasiado real. Dentro do sonho, eu entrava um bocado em pânico. 

Adoro ser mãe, mas não me imagino nos próximos anos com mais um filho. Não tenho disposição, vontade, paciência nem tenho uma rede de ajuda suficiente para que eu consiga não considerar um terceiro filho como um fardo. Elas ainda são pequenas, não são independentes e dão muito trabalho. Depois, sonhamos com o nosso casamento, com a lua-de-mel e ansiamos por uma semana de férias sem filhas. Para o ano, a Luísa já irá com os meus sogros, as primas e a Isabel para a praia em Junho uma semana. E eu vou adorar ter esse tempo para nós. 
Além disso, um terceiro filho implicaria carros diferentes, mais custos nas creches e mais investimento monetário. 
Depois, tenho 31 anos e tenho tempo para pensar, com calma, daqui a uns anos nesta hipótese. 

Um filho é um filho. Tenho a certeza de que daríamos a volta, que o iríamos amar muito e que ele nos iria fazer muito felizes. O cheirinho dos bebés mexe comigo, tenho saudades das minhas filhotas bebés, mas consigo racionalizar e concluir que não quero mais, por agora (e não sei se um dia quererei ou quereremos).




Quantos têm ou gostavam de ter? Também têm sonhos com gravidez?



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segunda-feira, 4 de junho de 2018

As 10 coisas que mais me irritam nas crianças no geral e nas minhas em particular

As crianças são o melhor do mundo, que são. São curiosas, conseguem ver o lado bom das coisas, confiam e não têm vergonha de dançar na rua. Mas, convenhamos, há coisinhas que, por mais que sejam sinal de que estão a crescer e bem, que se exprimem e que estão a construir as suas personalidades, irritam e não é pouco. Há dias que irritam mais que outros. E há dias em que não irritam nada e que até nos dão vontade de rir.


01 - Querem sempre a última uva.

[e quem diz a última uva diz a última bolacha, a última tudo].

Quando é que se começa a fazer cerimónia e a deixar a última, como gesto de boa educação? Lá para os 24?

Lá vou eu partir a última ao meio só para evitar que se esventrem uma à outra... [sim, sim, venham cá dizer que elas têm de aprender a ceder e a resolver os seus conflitos sozinhas que só eu sei quando já tenho a cabeça em água com “mais uma birra”]


02 - Querem sempre a mesma coisa, ao mesmo tempo.

Acaba por ser redundante. Mas é isto: Se a Luísa quer o pai, a Isabel também quer o pai. Se a Isabel quer a mãe, a Luísa também quer. Se a Isabel quer a colher vermelha, porque é a cor do Benfica do pai, a Luísa já não quer a amarela. Se a Luísa quer a amarela, a Isabel pensa melhor e afinal também quer a amarela porque é a cor preferida, claro. [lá a argumentar, ela é boa]. Apetece-me comprar pratos, toalhas e roupa, que é para não nos chatearmos.


03- Conseguem mudar de ideias no mesmo minuto.

A fita que eles às vezes fazem para conseguirem qualquer coisa e assim que a têm, afinal não era bem aquilo. A Isabel arena entre defender-se a dizer que eu percebi mal ou a admitir: “enganei-me, mãe”. Pede-me arroz, quando eu tinha era massa feita, por acaso até faço arroz, vá, não custa assim tanto dar-lhe esse miminho, e afinal ela queria mesmo, mesmo era massa. A imagem que me vem à cabeça é despejar-lhe o prato de arroz em cima da cabeça, passo a redundância. (Calma, é uma imagem à Ally Mcbeal). Às vezes digo que agora vai ter de comer o arroz; outras vezes não chego a fazer-lhe o arroz, que isto não funciona como discos pedidos nem estamos num hotel.


04 - Não nos deixam mudar a fralda, vestir, pôr um chapéu, sair do banho, sentá-las na cadeira do carro.

É a fase da Luísa (2 anos). É tudo um drama sem igual. Nunca quer nada. Não quer viver basicamente.


05 - Querem ser os primeiros em tudo.

Eu quase que aposto um mindinho em como se eu propusesse à Isabel ser a primeira a comer todos os macacos do nariz, ela aceitaria, e de bom grado. A vida é uma competição. Ser a primeira a chegar ao carro, a subir as escadas, a comer, a fazer chichi. Tudo vale. Também não pode comer menos fatias de melancia do que a irmã. Nem dar menos goles de água. Seriously?


06 - Querem passar a vida em parques infantis.

Não odeio mas não aprecio. Não precisava de ter conhecido 3 parques em Dublin, ainda por cima um deles indoor. Não havia mesmo necessidade (por alguma coisa ainda não pus os pés na Kidzania). Miúdos histéricos, crianças aos gritos, pedidos para andar de baloiço de 3 em 3 minutos. “Mas ainda agora andaste”. Fazemos isto por eles e vê-los felizes compensa tudo, mas convenhamos, não é assim o mais idílico dos cenários. E eu adoro crianças (não parece, mas adoro). :)


07 - Resolvem as coisas com a trilogia gritos-chão-bater.

Reconhecem esta trilogia? “Não, o meu filho não faz nada isso”. Ora então, muitos parabéns! Não sei se já alguém te disse isto, mas cá vai: o teu filho não é perfeito, o teu filho não é normal! O normal é eles terem confiança suficiente com os cuidadores para com eles libertarem as suas frustrações da forma mais animal possível, enquanto não conseguem dominar os seus sentimentos nem têm outras estratégias para se acalmarem. É irritante? É, muito. Mas aprendamos a lidar com isto da melhor maneira, nem que seja com um grande copázio de vinho. Lá para os 35 anos melhora.


08 - Têm timings do caraças.

Desde interromperem cenas à noite que já não eram feitas há séculos (e se calhar está ali o porquê), a quererem sempre muita sede e comichão e calor seguido de frio quando é hora de dormir, venha o Diabo e escolha. Muito espertinhos: não querem cá maninhos nem pais e mãe com paciência para mais filhos.


09 - Comportam-se muito melhor com os avós, tios, primos, vizinhos e até desconhecidos.

Na casa dos outros são uns anjos. Portam-se lindamente, comem tudo e nem acordam durante a noite, quando connosco acordam 3 a 4 vezes, os sonsos. [Sim, conheço a explicação para isto, mas não invalidava que uma vez por outra pudessem ser uns querubins connosco só para variar].


10 - Terem uma luz, uma energia e uma gargalhada que nos derrete e faz esquecer todos os pontos anteriores.

Pelo menos até à próxima birra.


No Intercontinental Dublin, onde estivemos 4 dias - num próximo post conto-vos tudo das nossas mini-férias! :)

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