sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Primeiro filho? Não é preciso comprar tudo novo!

Depois de se saber que se está à espera do primeiro filho, as maiores dúvidas são - a par do "vou dar conta do recado?" "Vou conseguir sobreviver à privação de sono?" ou "vai chamar-se Henriqueta ou Camélia?" - o que é mesmo essencial comprar? E é aí que damos por nós todos baralhados e, a depender de todos os opinanços à nossa volta, teríamos uma lista de 79 páginas, frente e verso com mais de 891654 itens. E como é o primeiro filho, estamos mais inseguros e somos até capazes de ficar convencidos de que precisamos mesmo de um fato de astronauta para o momento da muda da fralda. E compramos. Em primeira mão porque para o nosso filho tem de ter tudo do melhor que há no mercado e a brilhar. Esta é a lógica, exagerada, mas com um fundinho de verdade.

No meu caso, acho que não fui sempre atrás desta lógica, por já ter amigas e família já com filhos e por acreditar muito nas coisas emprestadas ou em segunda mão. Antes de ter o blogue que, como sabem, nos possibilita ter acesso a pouco de tudo o que é artigos de puericultura, comprei no OLX, por exemplo, uma banheira de bebé e roupa. Dinheiro bem gasto, artigos impecáveis e, ao mesmo tempo que poupei bastante dinheiro, ajudei alguém e ajudei o ambiente. Sim, sim, consumimos demasiado, compramos demasiado plástico, e essa é também uma preocupação minha. Nem sempre mas quase sempre.

Para mim, o OLX é um dos melhores sítios para se encontrar tudo o que procuramos. Com a aplicação no telemóvel então nem se fala. Além de ser fácil a pesquisa, onde podemos escolher o tipo de artigo, o estado e o preço, e até a localização que nos for mais conveniente, podemos facilmente falar com o vendedor por chat para saber mais pormenores, negociar valores, o que seja, e receber notificações. Das coisas que mais gosto na aplicação é poder guardar os favoritos numa listinha e depois ver tudo com mais calma e escolher melhor. Há de tudo, mas o que tenho visto ultimamente são muitos produtos de qualidade a preços muito bons. Há mais de 100 mil artigos de bebé e criança



É um mundo, mas é bastante fácil navegar nele e escolher o que mais nos agrada e para a nossa carteira. Já o disse mil vezes, uma das melhores coisas que podem comprar é uma mochila ergonómica ou um sling para transportar os vossos bebés. Por cá gostamos imenso do nosso ergobaby e já vi que no OLX há imensos à venda a um preço espectacular, como por exemplo este aqui.
Depois, por exemplo, uma banheira Shantala, que eles adoram. Por que não poupar 50% na compra de uma? E cama de grades, que é para usar tão pouco tempo, dá perfeitamente para comprar em segunda mão e encontra-se muitas vezes já com colchão e roupa de cama (estou seriamente a pensar colocar lá a nossa à venda).
Sem falar de carrinho de bebé! Eu sou das que considera um essencial (não tanto quanto uma mochila ou pano mas quase), tive emprestado nos primeiros tempos da Isabel e deu imenso jeito. Há imensas opções por aqui que me parecem em óptimo estado!



Só têm de fazer o download da App aqui e começar a navegar. BOAS COMPRAS!

PS. Tenham em atenção todos os pontos do vendedor porque há quem não aceite devolução (o que não significa que as coisas não estejam em bom estado).

Espero que tenham gostado das minhas dicas. Quero saber as vossas. O que vale a pena comprar no OLX?


* post escrito em parceria com o OLX




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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Um truque para eles não ficarem tão tristes quando os deixamos de manhã.

A Irene entrou o ano passado na escola mas, entretanto, já mudou de escola uma vez. Claro que todas as crianças são diferentes e os processos de adaptação também, mas a educadora da minha filha este ano (e metade do anterior) que é só... um anjo, sugeriu, para que a Irene não ficasse tão ansiosa, que a entregasse precisamente no início das actividades do quarto (nesta escola não há salas na infantil, mas quartos).

Despeço-me da Irene, antes dela entrar na sala e, quando ela entra, entra logo na lógica de ficar sentada a ler um livro ou de fazer um bolo, ou um teatro ou no passeio. 

A passagem do testemunho é muito mais fácil. Chora quase nada (quando chora) e a minha manhã começa sem um peso gigante nos ombros (por muito que nos façamos de fortes, aquela despedida seguida deles ficarem a chamar por nós, dói muito). 

Não deve dar para toda a gente. As horas mandam em nós e há quem - como eu - tenha de picar o ponto no trabalho, mas com os meus horários consigo.

Fica a dica, mesmo assim. Força para todas as mães que vão com o coração apertado deixá-los na escola... sei bem o que é. Muitos dias, mesmo muitos dias assim. Um dia passa.



 Outro truque que nos ajudou muito aqui

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Meus amores, a nossa vida vai mudar

Meus amores,

a nossa vida vai mudar.
Vamos ter de ser uns camaleões e adaptarmo-nos ao que lá vem. O que já temos e fomos construindo servirá de alicerce para os novos tijolos que iremos empilhar.
Vai valer a pena. Vão ver-me mais feliz, mais desafiada e realizada, mais confiante.  Vão ver-me menos mas prometo que vos compensarei de cada minuto perdido com um olhar ainda mais atento, uma dança ainda mais maluca e um abraço ainda mais demorado.
Vou ser melhor. Sentir-me melhor e, por isso, melhor mãe também. Um dia irão perceber e, quem sabe, dar valor a cada esforço, a cada vitória. Vou ser malabarista do tempo, mas prometo tentar não deixar cair nenhuma bola. Se deixar, felizmente, estará alguém para que não toque sequer ao chão. Afinal de contas, somos ou não somos uma equipa? E se,  por ventura, uma das bolas cair ao chão, apanhemo-la como se nada fosse, com a maior das naturalidades, e continuemos o espectáculo. 

Vamos ter saudades de muitas coisas? Sim, vamos. Vamos construir outras. Outras memórias, outras vivências, outras amizades, outras aprendizagens.

Queridas filhas, querido David, 

Amo-vos.
Vamos dar conta. 
Vamos a isso. 















Túnicas - Bastidor Colorido
Sapatos - Hierbabuena
Laços - Lemon Hair Lovers 
Botas - Zilian 



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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Stressam muito de manhã?

Eu stresso. 

Como é o início do dia em que já sistematizei tudo aquilo que quero fazer, a manhã parece-me uma espécie de obstáculo para começar a aliviar a minha ansiedade. Tenho de enviar aquele mail, redigir aquela proposta, ainda tenho aquela reunião, não me posso esquecer de ir buscar as botas da Irene... e, entretanto, está a Irene a dizer que não quer usar aquela camisola, mas outra. Ou que o iogurte não era aquele, ou que quer que eu brinque com ela na cama. Tudo me parece um obstáculo. 

Um dos truques que comecei a apreciar foi acordar mais cedo. Deito a Irene a horas porreiras e ela acaba o sono mais cedo e podemos gozar a nossa manhã com calma (e eu posso gozar a minha noite mais à vontade). 

Também é possível sermos só nós a acordar mais cedo e adiantarmos tudo o que pudermos enquanto eles dormem para, quando acordarem, temos só tempo para eles, mas no meu mundo real, isso não acontece. 

Podemos, porque não, deixar o máximo de coisas possíveis preparadas no dia anterior como o lanche (se não tiver coisas frescas que se estraguem), a roupa para o dia seguinte, etc. 

Descobri ainda num blog (só poderá ser o da Catarina Beato porque não leio blogs - how ironic -  no geral) o truque dos 5 minutos para lidar com a hora do caos. A Catarina aplica muito o truque para o final do dia por ser especialista nas manhãs, como diz. Eu acho que, de manhã, também faz muito sentido.



Apertar e abraçar a Irene. Poder observá-la e senti-la relembra-me de quais são as minhas verdadeiras prioridades e relativiza os e-mails da trampa ou que, afinal, se não for buscar hoje as botas, até poderei ir amanhã.

O meu objectivo (que consigo cumprir 99% das vezes, mas ela ainda só tem 3 anos) é um início de manhã sem nervosismos, gritos, ameaças ou recompensas. E, no cenário mais perfeito de todos, ainda aprecisar a amanhã e aproveitar para começar bem o dia.


Coisinhas giras: 

Fotografia - Joana Hall




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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Segredo de beleza prático e acessível

Tenho acne desde os meus onze, doze anos. A minha pele sempre foi uma desgraça e nem com a maternidade, ao contrário do que me diziam, melhorou. Fiz imensos tratamentos, desde antibióticos a peelings, gastei imenso dinheiro e nada. Tenho marcas, manchas e lá chega, de vez em quando, uma borbulha nova, para me recordar de anos e anos em frente ao espelho, chateada. Conformei-me. Mais ou menos. Esta sou eu, é a minha pele, a minha história, as minhas hormonas. Quando não estou muito bem com isso, maquilho-me.

Agora que experimentei o CC Cream da bioten, que é natural, sem parabenos, sem parafina e que ainda por cima hidrata e tem factor de protecção SPF20, sou bem capaz de fazer disto um ritual diário. 

Conseguem perceber o antes e o depois
  


Credo, nunca os meus poros estiveram tão expostos. Só me "maquilhei" com o creme de correcção de cor Skin Moisture da bioten  (tom claro, no meu caso), pus rímel e um baton rosa. Já está. Tão simples e a dar-me logo aquela luminosidade que dá uma confiançazinha extra. 

Este CC Cream:
- hidrata 
tem Hydro Nutrient 24H e extrato de marmelo 100% natural
- disfarça imperfeições
tem pigmentos minerais e activos naturais avançados
- protege a pele da radiação solar
tem factor de protecção SPF 20






Um tudo-em-um que uniformiza o tom de pele, que hidrata por muitas horas e que me ajuda a parecer uma mulher de 31, mãe, em vez de uma adolescente de 14 anos, com borbulhas em erupção. E que, ainda por cima, é acessível, não chega aos 7 euros, à venda nos super e hipermercados. De uma marca que tem uma preocupação acrescida com o ambiente, com ingredientes 100% naturais e métodos de extracção amigos do ambiente. Gostei!





*post escrito em parceria com a Bioten
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Os livros que me ajudam a ser melhor mãe.

Já a proposito de um post há uns tempos em que escrevi sobre as birras da Irene ou coisas que tenha aprendido com isto de ser mãe, deixei "no ar" que um dia iria escrever sobre os livros que me acompanharam na descoberta da minha voz e postura enquanto mãe. Tenho perdido vontade de ler sobre o assunto e, no meu caso, isso quer dizer que me sinto mais segura - é bom sinal. 

Li muitos livros menos bons até chegar a estes. Todos nos parecem excelentes quando sabemos pouco. De repente, comecei a construir as minhas opiniões e a escolher melhor o que combina comigo e sustenta o que me sai do coração: 




É o livro da minha GO que me ajudou desde o início até ao fim. Não vale a pena andar aí a picar muitos mais. É um resumo óptimo a todos os níveis. Pelo menos foi o que senti. 



Por acaso não sei com quem andará o meu ou "os meus", já que tenho mais do que um para emprestar. É o livro que se deve oferecer a uma recém-mae e pai. Explica muita coisa, desconstroi muita coisa e protege muito os nossos filhos das nossas angustias e ansiedades, salvando-nos também de muito. 




É uma continuação. Para mim, até porque os acompanhei quando sairam, vieram nesta ordem, mas poderão começar por qualquer um dos lados. A lógica da Consntaça é - digo eu - que a mãe só conseguirá abraçar se se sentir abraçada e se tiver braços.... Ler os dois é crucial.





Ajudou-me tannnnto este livro. Tanto. Li antes de ser útil, mas fiquei com tudo na cabeça. Agora sei como devo falar com a Irene para evitar conflitos desnecessários apenas por uma questão de linguagem, além de saber transmitir precisamente o que quero (dentro daquilo que controlo) verbalmente com ela. Abriu-me a mente para a importância da comunicação com os filhos (não fosse essa precisamente a minha área profissional). 



Recomendado por uma grande amiga psicóloga e que fez todo o sentido. Compreender como funciona a Irene para saber o que é dela, meu ou inerente à nossa espécie e necessidades. Parece-me um bom guia, tanto quanto eu consigo saber.


E claro...


O livro de um blog conhecido que retrata de forma bastante real os desafios e recompensas dos dois primeiros anos enquanto mães com humor à mistura. 


Também gosto muito de livros para a Irene que podem consultar nesta rubrica do Eu sou o Marcelo só que ninguém sabe



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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Não sei para onde vou.

Não sei para onde vou. Tenho 31 anos e não sei o que o futuro me reserva. Não sei bem o que vou fazer. Não que tenha dúvidas do(s) meu(s) talento(s), mas tenho medo. Tudo me parece difícil de concretizar ou não sei bem como lá chegar. Pelo menos não sem pesar todos os prós e os contras e encaixar as minhas filhas em novos projectos. Não sem ponderar bem o que desejo para elas e para mim, enquanto família também.

Agora que já provei o gostinho de as ir levar tarde e buscar cedo (e o bem que isso nos faz) é como se o regresso para um trabalho mais "convencional", no qual os horários esticam, me causasse alguma angústia. Mas a vontade de uma nova aventura está lá. A vontade de voltar a sentir-me livre criativamente, de voltar a estar com pessoas, de trabalhar em equipa, de sentir aquele nervosinho de prazos a terminar, de metas por cumprir. 

Só estou bem aonde não estou? Sim, talvez. Sempre fui esse bichinho inconformado que nunca consegue estar parado. Estudei para ser jornalista, mas acabei por me apaixonar pelo entretenimento. No entanto, grávida da segunda filha, despedi-me para poder ser mãe a tempo inteiro e dona de casa. Tive a experiência mais maravilhosa da minha vida ao estar um ano e três meses dedicada à minha filha mais nova, em casa. Não trocava pelo emprego mais bem pago do mundo. Fizemos ajustes, mudámos de cidade. Zero arrependimento. Fez-me ser e estar mais presente na vida delas. Mas agora que ela já se adaptou tão bem à creche, que já fizemos este desmame, sinto que posso dar o próximo passo. Queria uma coisa estável, que me garantisse um ordenado ao fim do mês, mas que me deixasse livre para criar. Que não fosse monótono. Voltar a trabalhar em televisão? Trabalhar numa agência de comunicação, quem sabe numa área mais virada para o digital? O que vou ser a seguir? Está tudo em aberto e isso é bom, só pode ser bom. 

Claro que às vezes me chateio por não ter a certeza absoluta da minha vocação. Invejo, de certa forma, aquelas pessoas super decididas, que sempre souberam o que queriam ser, estudaram para isso e são isso. Deve ser menos um peso na vida delas. 

Mas como posso eu ficar chateada por gostar de fazer coisas diferentes? Por ter optado pela família numa altura em que achei que seria o melhor para todos? Por querer sorver o melhor da vida? 

Tomei a decisão que me fez ser mais feliz. Fui e sou uma privilegiada. Mas agora sinto que a minha felicidade também passa pela minha autonomia financeira, pela minha vontade de voltar a ser activa e por trabalhar, mantendo, claro, esta minha paixão que é o blogue. 

Futuro, aqui vou eu.
[Wish me luck]








Fotografias - The Love Project
Penteado e maquilhagem - Cut by Kate
Camisola e calças - Ivens

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E porquê "a Mãe é que sabe"?

Bom dia a todas, já agora! Isto de escrever os posts na altura em que vou publicar é engraçado por haver esta sensação de "directo" que, em tempos, vivi no meu trabalho quando acordava malta. É giro! 

Bom, fizemos três anos na sexta-feira. A brincar, a brincar (que não é tão a brincar assim porque nos sai do pêlo) já passaram três anos e 2837 posts.

Começamos por ser três, com a Marta Cardoso que podem ver aqui com o magnífico Lucas aqui e entre mim e a Marta (podem ler tudo o que ela escreveu aqui), não se sabe bem quem terá tido a ideia para o nome. Eu acho que fui eu e ela acha que foi ela, mas tanto dá porque... a Mãe é que sabe. 

O nome deste blog, para mim - se calhar para a Joana Paixão Brás será por outro motivo e, para a Marta, ainda outro - faz sentido por causa da quantidade de bitaites que toda a gente dá sobre isto de ser mãe. Vivi uma altura muito complicada em que não me conseguia ouvir no meio de toda a minha insegurança e mesmo depois de ter sido acusada de não ter instinto maternal tentei continuar a batalhar para saber o que é que deveria fazer pela Irene para que ela fosse mais feliz - como se tivesse outra escolha. 

Ilustrações da Sara-a-Dias.


a Mãe é que sabe. 

a Mãe é que sabe e, quando não sabe, sabe o que há de fazer. Demora mais tempo ou menos, estando ela bem ou menos bem, feliz ou infeliz, mas a Mãe é que sabe. A mãe é que sabe a história quase toda (nunca ninguém sabe tudo) e, por isso, com o amor no peito, decide. 

Não há etiqueta no que toca a educação de crianças. A Irene ontem deitou-se mais tarde que "a hora", mas soube-lhe bem ir jantar fora tendo sido ela a propor. E facilmente - porque já estive do outro lado - poder-se-ia julgar que eu era negligente por ela estar a jantar tarde, já com algum sono. 

No meio de tudo isto, o dever da mãe - a meu ver que vale o que vale e, se calhar,lá está, só para mim e para a Irene - é informar-se. Depois da informação, qualquer decisão será válida se vier do peito, do coração. 

Tanto eu como vim a saber que a minha mãe (claro que não será coincidência) não nos arrependemos grandemente de decisões nossas porque, quando as tomamos, não sabemos mais nada além do que nos guia no momento. A única maneira de termos a certeza que é a melhor decisão (possível) é se for a que vem de um lugar de amor e paz.





Porque há decisões que tomamos por estarmos cansadas ou tristes ou zangadas, mas que não nos deixam tranquilas. Que, mais tarde, voltam para nos morder o esqueleto por não termos feito outra coisa. Paz. Tomemos as decisões conscientemente, com amor. 





Que amor mais belo e mais puro que o nosso pelos nossos filhos? Quem mais e melhor que nós é capaz de os amar? Sabemos. Sabemos olhando para os olhos deles, se precisarmos, o que está certo. Temos é que nos dar tempo para sentir. E silêncio. 

Se for preciso até deitarmo-nos com eles à noite só para os ouvir respirar. Muito se esclarecerá dessa forma. De dentro para fora, sem cabeça. Indo buscar o que há de mais... básico em nós. No escuro. Com a nossa cria ao lado, que respira e que foi feita em nós. 



Claro que o Pai também sabe, mas aqui falamos nós. Sobre nós. O que a Mãe sabe também vem do Pai. Do Pai dela, do Pai dos filhos, de todos os pais. Muito do que a Mãe sabe só surge sem dor se o Pai a fizer saber que é amada e que está tudo certo. 


Para mim, é daqui que vem o nome. a Mãe é que sabe e, quando não sabe, faz por saber. 



Parabéns a vocês todas e a nós, Joaninha que escrevemos mais de 2800 posts. 


- Obrigada, Marta, sabendo que ainda fazes parte do blog, mas agora da Arábia Saudita. :) <3 



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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Quando temos de adormecer sozinhas



Tem sido uma fase particularmente difícil. No meu caso os meses mais difíceis com o Sebastião não foram os primeiros três, como para a maioria das mães. Tive um bebé tranquilo, que dormia imenso, que acordava para mamar, dava um ar de sua graça e voltava a adormecer. Para mim o difícil é agora. Um bebé de cinco meses que desde há um mês quase não dorme nada. Birras monumentais para adormecer, no início ao fim do dia, agora ao longo do dia inteiro, muitos despertares nocturnos, muitos pedidos de atenção durante o dia, muito colo, muita agitação e muita resmunguice. Se antes podia sentar-me a jantar descontraída com o meu marido, talvez ver uma série, irmos até casa de amigos, agora tudo isso está fora de questão. Já li três livros diferentes sobre o sono, tenho pesquisado imenso, tentei uma rotina, não funcionou, tentei outra, voltou a não funcionar. Há dias em que não sei bem para onde me virar. O que fazer a seguir. Se aquela é a hora em que lhe devo dar banho, se lhe dou mama antes ou depois, se o mantenho connosco ou se o levo para a cama. Há dias em que estou perdida com tanta informação. Em que falo ao telefone com amigas de amigas que são mães na réstia de esperança que me digam alguma coisa que não saiba já. Há dias em que me sento a olhar para ele enquanto chora descontroladamente, depois de eu já ter tentado tudo, colo, mama, banho, música, white noise, e choro também. Ou rezo baixinho. Há dias em que estou quase quase a descontrolar-me e pego no telefone só para ouvir outra voz, apenas alguém que me diga que vai correr tudo bem. Para respirar fundo. Mas depois percebo que, na verdade, não está lá ninguém. E que toda a gente se pode ir embora, excepto eu. Que o pai está em viagens de trabalho, que a avó está a trabalhar e longe de nós, que as amigas têm pouca experiência. E toda a gente faz aquele sorriso condescendente quando digo que tenho sono, muito sono. E até acham estranho porque ele tem um ar tão bem disposto e dizem que vai passar. Mas não passa. Não passa e nós, mães, não nos podemos ir embora. Não podemos bater com a porta e voltar quando nos apetecer. Porque tudo o que queremos naquela altura, não é de alguém que venha com mais uma teoria de como fazer o seu bebé dormir em três dias, nem de histórias da carochinha de alguém que tentou qualquer coisa e resultou, nem de novos conselhos para nos baralhar mais os dias. O que nós queremos, verdadeiramente, e não temos coragem de pedir, é de alguém que nos bata à porta, passe uma mala com um pijama e uma escova de dentes para a mão e diga “Esta noite trocamos, vais para minha casa e eu fico aqui.” Porque todos os bebés são diferentes e o que resulta com os outros pode não resultar com o nosso. A única coisa que permanece é o que sentimos. E toda a solidão, frustração e cansaço que está cá dentro, passa para dentro deles. Como se fossem esponjas. Agora digam-me, qual é a sensação de tentar adormecer quando se sentem desamparadas?




Joana Diogo
A Joana escreve no O que vem à rede é peixe
 
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E se levássemos os bonecos dos nossos filhos ao hospital?

A minha mãe conta que eu, quando era criança, tive uma fase de terror a batas brancas. Apanhei uma vez uma profissional de saúde que não conseguia encontrar a minha veia para tirar sangue e andou ali duas, três, quatro, cinco vezes a chafurdar, sem desistir. Imagino que deva ser muitooooo difícil para o profissional, mas pelos vistos para mim também foi. Lá assumiu que não estava a conseguir e deu lugar a outra profissional que, coincidentemente ou não, encontrou a veia à primeira. Se na minha altura houvesse uma iniciativa tão fixe como esta do  Hospital dos Pequeninos, eu teria provavelmente conseguido superar aquele trauma mais rápido. 

Este projecto, da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa (AEFML), já vai na XVI edição e a ideia é, claro, reduzir a ansiedade ou medo que algumas crianças sentem em ambiente hospitalar ou na presença de um profissional de saúde. As crianças, entre os 3 e os 7 anos, só têm de levar os seus bonecos ou peluches doentes e brincar com eles naquele ambiente que recria um hospital, desmistificando assim todos os procedimentos, com espaços como a farmácia, a consulta, as análises, a operação e por aí fora...



O Hospital dos Pequeninos decorre em dois grandes momentos:
· Um fim de semana dedicado às famílias no Pavilhão do Conhecimento nos dias 18 e 19 de Novembro, entrada livre e gratuita!
· Para as escolas que efectuem marcação, dias 20 a 24 de Novembro no Refeitório I dos Serviços de Acção Social da Universidade de Lisboa ("Cantina Velha da UL")



Para mais informações poderão consultar o Site do Hospital dos Pequeninos, o Facebook ou contactá-los para o e-mail hpequeninos@aefml.pt ou para o número de telefone 217 818 890


   
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