sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O pipi muda de tamanho com o parto?

Para esta questão que tanto assombra mulheres como respectivos pipis, as autoras Joana Paixão Brás e Joana Gama decidiram - além de serem honestas - convidar um especialista neste assunto: o Paulo que veio trazer o almoço de Uber.





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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Aquela mãe à janela...

Espreitei e vi. Lá em cima, num segundo andar, ela estava com um bebé, que imaginei ser uma menina, ao colo. Pequenina, pequenina. Tinha dias. Haviam chegado a casa há pouco. Ela pousava os lábios nos poucos cabelos, sentindo-lhe certamente o cheiro, aquele cheirinho incomparável, a bebé. Olhava para a rua. Tinha luzes de Natal ao seu lado, nem sei o que brilhava mais. Tinha um olhar tão doce, tão meigo, tão maravilhado com tudo. Era mãe. Estaria a cantar-lhe uma canção? A fazer-lhe uma promessa? A dizer-lhe que foi tão mas tão desejada que nunca mais iria largá-la? Que a iria engolir com beijos?

Aquela mãe tinha um olhar tão mágico. Estava tão feliz.



E eu voltei aos primeiros dias das minha primeira filha. Aquele bebé quentinho no nosso colo, aquele futuro todo por viver, aqueles sons e esgares, tudo tão desejado, mas ao mesmo tempo tão assustador. Não posso precisar, mas acho que alternei entre um olhar que assegurava plenitude e outro que revelava medo. O orgulho e a insegurança. A felicidade e a dor, física, mas não só. Não tive o David ao meu lado o tempo que precisei. Foi só uma semana e uma semana é pouco. Chorei copiosamente mal ele fechou a porta. Fiquei sozinha com uma bebé que eu ainda não conhecia bem, da qual nem sempre compreendia o choro, e nem sempre tive a certeza de que eu bastava para ela. Foi um processo que me fez crescer, ganhar calo e também criar uma relação forte, tão forte, com ela. Teve de ser. Já nem sei se a memória me falha, mas agora acho que me safei bem. Demorava horas para sair de casa. Lembro-me de uma vez em que telefonei ao David, já desesperada, porque não conseguia fechar o carrinho, estava eu num parque de estacionamento ao pé da praia, ela no carro a chorar e... daquela vez em que o cocó dela me sujou a roupa toda e eu não sabia que era preciso andar sempre com uma muda também para a mãe, na mala. Foram os 3 meses mais intensos da minha vida. E, afinal, passaram a correr. Quando eu já estava a começar a saber dançar aquela dança, tive de voltar ao trabalho, o David estava fora de Portugal e aí é que senti o que eram dificuldades: ela deixou de querer mamar, demasiado habituada aos biberões na minha ausência, eu com as mamas a rebentar porque nem sempre conseguia tirar leite durante as horas de trabalho; as saudades dela; as saudades dele e a falta dele para me ajudar nas más noites; as consultas; a gestão de tudo... não foi fácil. Não foi. Fez-se. Já passaram 4 anos, quase 5. Voltei a ser mãe. Voltei a casa e estive um ano e meio com a minha bebé. Voltei a trabalhar, mais um ano. E agora voltei novamente a casa. Descobri que vamos alternando sempre entre a confiança em nós e o cansaço, as dúvidas e medos. Que não há fórmulas certas, só um coração cada vez mais cheio e, às vezes, apertado.


Não sei que planos, que contas e que expectativas tinha aquela mãe à janela com o bebé ao colo. Nem sei sequer se estava plena, tranquila ou se, às vezes, se sentia assustada. Mas tinha um brilho único. Era mãe. Era mãe para sempre. 

A Irene fingiu que acreditava no Pai Natal.

Por que escrevemos Pai Natal com letra maíscula? Será que era por ser inicialmente um santo? Ou será que é um resquício de crença no indivíduo que distribui prendas à parva pelo mundo inteiro e que tem probabilidades de vir a ter gota? 

Neste Natal decidiu-se (meio à última da hora) continuar com o meu irmão vestido de Pai Natal. Já no ano passado não tinha colado decentemente - apesar de ter deixado uns 10% de dúvida - e este ano foi "pior ainda". 



A Irene, quando chegou o "Pai Natal" (o melhor é pôr entre aspas não vão vocês pensar que, por ser blogger, tive direito ao verdadeiro Pai Natal lá em casa), fez uma festa incrível e, quando ele - sem falar (está sempre rouco o nosso Pai Natal, senão ela reconheceria a voz) - lhe pediu uma bolacha, ela foi a correr buscar.


Brincou muito a abrir os presentes. Animou o Natal da família inteira e até decidiu que queria dormir em casa da avó. Dormimos. Antes de adormecer (uma eternidade até conseguir, deve ter sido da quantidade absurda de Guylian que emborcou mais ou menos de fininho), disse-me que não acreditava no Pai Natal, que sabia que tinha sido um menino com barba a fingir, mas que tinha gostado na mesma. 

Não lhe tinha perguntado nada e tenho pena que ela já não acredite, mas foram demasiadas pistas. Nomeadamente ver um Pai Natal em cada centro comercial e ter um aspecto diferente. Começou a desconfiar. Meh. 

E os vossos? Como foi a relação deles com o Pai Natal?

Nota: Só agora reparei que... ahahah além de não falar, o Pai Natal também usa óculos escuros, ahah. Estamos mesmo a subestimar a miúda, credo. Ahah. 


segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Neste Natal divirtam-se mas com moderação.

Hoje é dia 24 de Dezembro, o dia menos provável de lerem posts na internet ou, pelo menos, assim espero. 

Porém, tal como fazemos com os nossos filhos, é importante relembrarmos as regras antes de começar a loucura do dia de hoje. Vamos a isso: 

  • Não perguntar àquele tio que já tem 50 anos e que continua sozinho como tem estado a sua vida amorosa, a não ser que seja para lhe explicar como funciona o Tinder e para aumentar o espectro de busca e alargar até aos 90 anos e Faro. 


  • Não andar atrás das crianças a perguntar sobre namorados e namoradas porque é fixe que não fiquem com a ideia que toda a gente que é divertida e de quem gostem seja para ter um romance, mesmo que fantasioso. 


  • Não entrar na cozinha com o ar mais cansado do mundo e perguntar a quem está naquele ritmo frenético de lavar loiça e de limpar loiça se querem ajuda. Não se pergunta quando se quer ajudar, trabalha-se - sou perita nesta.

Em 2017. 

  • Evitar que nos salte a tampa se vier à baila um assunto que levemos a peito como por exemplo, literalmente, a amamentação ou, então, a "palmada na hora certa" ou se o "casados à primeira vista" é uma óptima maneira de promover o amor. 

  • Não sentir que somos responsáveis pelos silêncios que existem e não sentirmos necessidade de fazer conversa por estar esquisito. 

  • Experimentar não usar as crianças para apressar o Natal e acabar com o ambiente constrangedor. 

  • Tentar não comentar o aumento de peso ou a perda de peso ou a velhice dos familiares que já não víamos há, se calhar, um ano. 

  • Não nos passarmos quando nos disseram que "nunca te vi assim tão gorda, mesmo". 

  • Tentar não ser este o ano em que começamos a ficar loucas com papel de embrulho e a querermos dobrar tudo simetricamente para aproveitar para o ano seguinte. 

  • Ter a certeza que os chocolates de sempre já não têm tanta graça porque, como já somos adultas, já podemos comprar chocolates sempre que nos apetecer. 

  • Treinar ainda de manhã a cara do "ahh, adorei, esta terrina da Vista Alegre tem tudo a ver comigo e o quanto adoro animais, wow" e evitar mostrar a urgência em encontrarmos o talão para irmos trocar por umas calças de ganga decentes push-up. 


Mais alguma que se lembrem? Para já é isto que me apoquenta. Feliz Natal a todas e obrigada por nos seguirem :) <3 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Os 6 melhores livros de maternidade.

Aqui está, garotas. Sabem que sou a mãe que lê deste blog. O que quer dizer apenas isso. Vocês que não costumam ler sobre maternidade, não estão a fazer mal, é outro estilo. No entanto, por muitas leitoras saberem que sou eu a geek disto (pelo menos comparativamente com a outra autora aqui da loja), têm pedido para dar sugestões de livros sobre maternidade e aqui vão elas.

É mais um vídeo no nosso novo canal de youtube. Subscrevam e, já agora, deixem aqui em baixo as vossas sugestões, pode ser? 






quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

"mas por que não choras em frente à Irene?"

Pelo menos foi o que me apercebi. Há uns posts valentes, já não sei há quanto tempo, nem sei em que post, houve um comentário vosso que disse: "mas por que não choras em frente à Irene?". Isto porque eu tinha escrito que tinha feito um esforço enorme por me conter. 

Na altura pensei qb naquele comentário, mas na semana passada, dei-lhe ouvidos e chorei. Claro que não comecei a chorar tipo louca sem motivo algum só para lhe "mostrar sentimentos", ahah. Mas, estávamos as duas a não nos conseguirmos entender e eu fiquei mesmo muito frustrada e ela também. 

Acabei por chorar porque me apetecia e porque era importante que ela percebesse que, quando digo que estou cansada ou que está a ser difícil e que não aguento mais é a sério. Chorei e disse "e isto deixa-me triste porque quero ser a melhor mãe do mundo" - sem pressões, hã?. 



Ela olhou-me nos olhos e disse: "mas tu és...". Quando reparou que estava a chorar, disse: "os adultos também choram?". 

E eu, sorri e disse: "Sim, filha, choram. Choram, fazem birras, ficam zangados, tudo. Não és só tu. Os crescidos também.". 

Acho que aquele momento que parecia ser de frustração e de desentendimento acabou por nos aproximar mais e deixar bem claro para mim que eles precisam de ver as nossas emoções. Eu que tenho um medo que me pelo de lhe gritar - já ouvi berros que chegassem... - tenho mesmo que dar espaço para que ela veja todas as emoções em mim para também validar as suas. 

Foi bom. Eles arranjam sempre maneira de nos ensinar o que precisamos de aprender, não é? E obrigada pelo comentário construtivo desta querida leitora que estará algures aí perdida pela internet :). 

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Puseram-me um par de patins!

Obviamente que estou a falar de ir patinar no gelo. Aqui - que me lembre, mas também é por isso que a memória é selectiva, muhaha - nunca ninguém pôs um par de patins à querida. A não ser agora: a Irene e a Isabel. 

No dia em que gravámos o vídeo que lançamos no domingo - já viram? - em que falamos no motivo pelo qual não fui ao casamento da Joana, quanto dinheiro fazemos com o blog ou como nos conhecemos - aproveitamos e fomos buscar as miúdas à escola. Primeiro fomos buscar a Irene que depois foi surpreender a Isabel e a Luísa. Adoraram e queriam ir no carro juntas, grande estrilho com as cadeiras... Acabamos por conduzir o carro uma da outra para que elas fossem juntas e a Luísa não se separasse da mãe. Haja paciência. 

Depois, como todas queriam (excepto as adultas da questão) fomos patinar no gelo. Apesar das fotografias, a Irene não gostou naaaada e a Isabel revelou-se ser uma força enorme, de uma persistência inabalável. Que miúda incrível. 

Claro que me levou a pensar "no que poderei estar a fazer de errado com a minha", mas também não é obrigada a gostar de patinar. Eu também não gosto de abacate. 




A Joana teve de ficar a tomar conta da Luísa, por isso eu - que ando a voltaren - tive de andar a dar voltas com as duas. Não foi péssimo, mas prefiro cair de boca num rochedo.

Recomendo, porém, a pessoas com mais habilidade no que toca à patinagem e que precisem de um motivo forte para pôr aparelho.

Vá, um bem-haja.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

O presente ideal neste Natal é...


Meninas, eu sei o que querem ter no número 1 da cartinha ao Pai Natal. 
Atentem no que vou aqui fazer.

Meninos que nos leem só porque as vossas esposas, namoradas, companheiras, mães dos vossos filhos, amigas coloridas partilharam este post. Não foi engano nem para verem a colcha da cama. É uma maneira subliminar de vos dizer “QUERO PARA O NATAL!”. Pronto. Vejam lá o que fazem à vossa vidinha, façam-nas desembrulhar à frente de toda a família aquele trem de cozinha com panelas em aço inoxidável que é vê-las meter o melhor sorriso, o número 31, e depois logo veem se não vos aparece, como por magia, uma malinha à porta no dia seguinte. Posto isto, só têm de ir aqui a este linkzinho da Lumea Prestige, da Philips e já ficam a saber o que está no topo da lista, sim?  

Meninas, dei o meu melhor. Pelo sim, pelo não, é ir fazendo um mealheiro e, se não for neste, fica para o próximo Natal, de vocês para vocês. 

[E quando eles nos perguntam o que queremos de presente e dizemos “oh amor, deixa lá, não quero nada” e eles acreditam mesmo?] 

Aconselhei e não paro de aconselhar esta maquineta, a Lumea Prestige, da Philips, porque estou mesmo, mesmo contente com os resultados. Já fiz as sessões todinhas e estou que nem posso com estas pernocas macias e sem pêlos. Agora é só ir fazendo manutenção em casa e pronto: acabou-se o stress de passar a lâmina a correr ou de marcar depilação para não conseguir ir e ter de desmarcar. Para quem não tem vida e tempo para gabinetes de estética, esta solução é a ideal. Não é barato, mas o barato às vezes sai caro e, por vezes, mais vale investir em algo que nos traga conforto e que seja mais duradouro. (Isto se acharem que é algo de que precisam mesmo e em que possam investir).


Coisas a saber:
- não doi ou não é suposto doer (se estiver a doer, não devem estar a usar a intensidade adequada)
- tem um sensor smartskin que indica qual será, à partida, a intensidade indicada (dá para pelos louros escuros, castanhos e pretos e também a vários tons de pele, desde muito branco a castanho escuro)
- também dá para fazer depilação no buço e traz um acessório diferente para essa parte do corpo
- é relativamente rápido (15min a fazer as duas meias pernas por exemplo, axilas e buço é ainda mais rápido)
- é bastante fácil e intuitivo de usar e de posicionar no corpo
- tem uma APP que serve de calendário e que nos envia notificações com os agendamentos das sessões


Algumas de vocês levantaram algumas questões no primeiro post e eu juntei mais algumas que me surgiram na segunda vez que escrevi sobre o assunto. Podem ler aqui. Se tiverem outras dúvidas, digam.

*Este post foi escrito em parceria com a Philips.

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domingo, 16 de dezembro de 2018

Porque é que a Joana Gama não foi ao casamento da Joana Paixão Brás?

Finalmente, uma das maiores polémicas do ano que passou está respondida. Provavelmente numa resposta inesperada, mas é a mais pura das verdades. Se há coisa que possam esperar deste blog é  isso: a verdade. Estamos a poucos momentos de sermos o Hernâni Carvalho dos blogs. Ou o Artur Albarran. 

O drama. O horror. A Mãe é que sabe. 

A Joana e eu, como já vos dissemos, estamos mais disponíveis agora e um dos nossos intuitos é estar mais aqui. E, especialmente, em formato vídeo. Olé. 

É de aproveitar que ambas nascemos com estas carinhas fantásticas e com este carisma inegável. Além de que já devem estar fartas de nos ler, não? Ou, pelo menos, a mim - Joana Gama. 

Ora então, vamos a isto. A um de muitos vídeos para vocês no nosso canal de youtube. Sendo que o primeiro vídeo teria de ter as respostas às vossas perguntas, para nos conhecerem ainda melhor. 

As perguntas aqui respondidas são: 

- Como nos conhecemos. 

- Quanto dinheiro fazemos por mês com o blog. 

- Por que a Joana Gama (eu, uhhh) não fui ao casamento da Joana Paixão Brás. 

Espero que gostem e que façam subscrever para serem das primeiras a ver os nossos vídeos :)




Gostaram? Eram as respostas que tinham imaginado? Comentem aqui em baixo que iremos responder :) 


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Despedi-me.

Depois de um ano a trabalhar numa agência de comunicação, despedi-me. 

Foi um ano maravilhoso, em que aprendi muito, em que cresci imenso (e já tenho 1,74m). Foi, acima de tudo, e depois de ter estado em casa um ano e meio com a Luísa, uma oportunidade para sentir que ainda estou no mercado, que posso dar as voltas à vida que quiser, que se me esforçar posso aprender a fazer outras coisas... enfim, senti-me reconhecida. Fiz amigos. Conheci gente boa e excelentes profissionais.

Entretanto, andava-me a custar bastante chegar à escola delas às 19h00 todos os dias. Eram sempre as últimas a sair, às vezes estava a chover e apanhava trânsito e sentia-me impotente, nervosa e triste. Saía às 18h30 e não havia grande margem. A funcionária que ficava com elas chegou a perder o autocarro à minha conta. Se por um lado, sabia que elas estavam muitas horas na escola, por outro tentava desculpabilizar-me/nos: é a vida. Nem toda a gente tem avós que possam ir buscar. Nem todos saem às 17h. Tem de se fazer pela vida. A vida é como é. 

Só que eu precisava de fazer isto. De mudar, mais uma vez, de vida. De tentar outras coisas. 

E agora estou a trabalhar a partir de casa. A fazer consultoria. A escrever para o blogue. A gravar vídeos. A fazer locuções. E a preparar coisas novas. Vamos lá tentar ter os meus próprios horários, gerir o meu tempo, ir buscá-las bem mais cedo, a ter uma folha de papel em branco onde tudo começa do zero. 

Com todos os riscos, a ansiedade e o stress de não ter um ordenado fixo no final de cada mês. Com incertezas. 

Com (alguma) coragem. Já sei que sei fazer outras coisas. Já sei que posso sempre voltar a um ttrabalho mais convencional. Tenho duas mãozinhas. Adapto-me ao que tiver de ser. 

Mas agora sou eu. 

Vamos a isto. (Wish me luck!)





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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Estivemos juntas e...

queremos saber.

Queremos saber o que querem saber de nós. Do que querem que falemos. Que perguntas têm para nos fazer. O que mais vos apoquenta? Que temas gostariam de ver debatidos? O que querem que exploremos?

Façam todas as perguntas. Vamos responder a uma delas... ou a várias já no próximo vídeo. JUNTAS!






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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Amanhã é o dia! Acho que estou mais entusiasmada que ela!

Tenho imensa sorte de ter a Irene numa escola onde as mães - so far - têm sido muito porreiras. Adoro a mãe de uma das melhores amigas dela. Acho-a impecável, fabulosa e com óptimo sentido de humor (ela nem lê o blog, por isso nem estou a dar-lhe graxa) e a mãe da outra melhor amiga da Irene também (essa acho que já lê, por isso não quero que fique esquisito, haha, fico com vergonha). 

Já há algum tempo, a Irene foi convidada para ir a casa de uma das amigas. Foi no Verão e estiveram a brincar na piscina e até fizeram sesta juntas (fiquei louca, só me apeteceu que a mãe da amiga fizesse babysitting...). Eu nunca cheguei a convidar de volta porque, como não tenho piscina, achei que nunca seria tão divertido. Até que... a Irene começa a pedir, a pedir e a pedir. 

A Isabel da Joana Paixão Brás na esquerda e a minha Irene à direita. Ambas com um mês de vida :) 


Tem pedido muito que o A. durma com ela no quarto e o pai dele no sofá da sala (what the hell hahah), mas também quer muito ir à casa das amigas e que elas venham cá. Agora que já tenho mais cabeça para pensar nisto, porque não? Só porque é durante a semana? Siga!

Amanhã é dia da Irene ter, pela primeira vez, uma amiga da escola cá em casa e aposto que vai ser excelente. Se calhar até para mim que vou poder ler o meu livro em paz, ahah. 

Costumam fazer isto? 

E esta semana ainda deve haver encontro com a sua amiga preferida fora da escola: a Isabel da Joana Paixão Brás ;) Certo, Joana? 

domingo, 9 de dezembro de 2018

O Pai Natal veio cá a casa!

Não sei quem ficou mais eufórica: se eu, que sabia da surpresa e que lhes andava a a anunciar que íamos ter uma visita especial, se elas, quando viram que ele existia mesmo. 
O Pai Natal veio cá a casa... e foi a Um Dia de Magia que organizou esta grande surpresa. 


Primeiro estranharam, depois já só queriam conversar com ele e mostrarem-lhe que eram fãs. A Isabel mostrou-lhe a carta que tínhamos escrito e clarificou bem os presentes que queria, não fosse haver algum engano. A Luísa ia buscar os brinquedos preferidos dela, a Isabel tudo o que tivesse a ver com o Natal: até apareceu na sala de Rufolfo e tudo e acabou por me dizer que tínhamos de ir buscar cenouras para dar às renas. (-"onde estão as renas, Pai Natal?" -"estão lá em baixo" -"quero ir ver!" [aaaaaaaa.... pois.] -"estão num jardim um bocado longe para não se assustarem com os carros") Pelo meio, ainda se lembrou de ir buscar o livro sobre o nascimento de Jesus (que amor!). 











Foram minutos mágicos, sem a confusão de um centro comercial (nunca as tinha levado), em que se sentiram em casa e em que pudemos deixar mais uns pózinhos de perlimpimpim no ar. Tão bom!







Vestido e túnica - Phi Clothing
Se também quiserem fazer esta surpresa aos vossos filhotes, netos, sobrinhos, já sabem: a Mafalda e a Luciana da Um Dia de Magia trazem-vos o Pai Natal até à vossa porta. Vale muito a pena! 



Ah! E este Pai Natal é muito divertido e tem muito jeito para eles e eu acho que isso fez mesmo a diferença!


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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Pai obriga filha a ir a pé para a escola por ter praticado bullying.

Já viram aquela "notícia" do pai que, pela filha ter sido bully e, portanto, suspensa do autocarro da escola, embora em intencionado, a obrigou a fazer o caminho a pé para a escola? Está aqui no Notícias ao Minuto, se quiserem ler e ver (o vídeo...). 

Não há qualquer dúvida que o pai está a agir como acha melhor. Que não julga nem sente estar a prejudicar a filha de alguma forma e que, ainda para mais, está a contribuir para um mundo onde o bullying um dia possa não ser um assunto por estes motivos. Agiu e de acordo consigo mesmo. Não há julgamento aí. Todos temos de tomar decisões difíceis baseadas no que sentimos e pensamos e todos corremos o risco de não serem as melhores... mas ninguém é perfeito. 

Não quer isso dizer que estes casos não sirvam para discussão e talvez para uma evolução conjunta. Tal como ainda ontem propus com o post do "A mãe vai andando..."

O pai está a fazer tudo certo de acordo com as suas premissas, mas o que é o bullying? Na prática, são actos de violência física ou psicológica constantes e intencionais. É o que diz a wikipédia.  Importante discutir aqui a "intencionalidade" da coisa, porém. É intencional, mas não consciente, tal como provavelmente esta medida do pai. 

Sem ser na prática, o bullying certamente virá de alguém que tem uma imensa necessidade de se sentir aprovado pelos outros (todos precisamos). Aquela criança está a demonstrá-lo de uma forma socialmente inaceitável e magoando e traumatizando o outro. Está a ser bully. 

Sendo este alguém (o bully) uma criança, há a possibilidade de estar a imitar um comportamento que já tenham tido consigo ou que seja repetido no seu ambiente. Um pai com este grau de determinação e de firmeza já poderá ter tido atitudes, por exemplo, que tenham feito com que a criança se tenha sentido maltratada psicologicamente sem que ele se tenha apercebido. Este poderá ser um deles. 


Este "walk of shame" até à escola, à vista do seu pai (cálculo que maioritarimente por questões de segurança da filha), não deixa de ser, em si mesmo, um acto de bullying (isolado, já que não tenho conhecimento da relação entre eles). O pai que, como reparámos, é extremamente sensível ao bullying (poderia ser interessante divagar sobre os porquês), decidiu aplicar uma medida muito recta com a filha. Esta, ao frio, porque foi bully pela 2ª vez e suspensa do autocarro da escola, vai a pé até à mesma, durante 5 miles - 8 kilómetros. Vamos acreditar que, algures a meio, a atitude do pai terá mudado e que os dois terão conversado sobre o assunto, feito "as pazes" e o pai a terá levado à escola ou, pelo menos dado uma valente boleia a mais de metade do caminho... Não sabemos. 

Não deixa de ser bullying. Não intencional, mas bullying. 

A criança aprende toda uma linguagem de "seguir o que pensa que está certo" sem olhar a contextos e forma. Ou, ainda, através da tristeza e da raiva reprimida ou lidar com este tipo de autoridade e de disciplina, poderá ter que a deixar "sair" quando se sente perto de alguém que não a fará sentir-se insegura: os mais novos da turma, os mais pequenos no autocarro ou até alguém que já a tenha provocado antes mas de quem se consiga defender. 

Aprender a lidar com a raiva, com a frustração, tristeza e com a mágoa é crucial. À semelhança de qualquer coisa que introduzamos no nosso corpo, terá que sair. Ao nos agarrarmos a esses sentimentos ou ao não sabermos trabalhá-los, ficam em nós e depois saem de forma descontrolada: discutindo mecanicamente com os nossos parceiros, falta de tolerância no geral, pessimismo e violência psicológica ou física. Creio que todos ou quase todos seremos bullies nos "piores" momentos da nossa vida. 

O que se passa com esta miúda? Qual será a sua história? E a do pai? E a do pai com o bullying? 

Seja como for, é verdade que, enquanto pais não somos santos, não deixamos de ser humanos a criarem humanos e, por isso, é impossível ter uma postura drunfada e sempre calma e consciente todo o tempo. Ainda para mais quando sentimos que o que estamos a fazer é aquilo que achamos que é o melhor não só para os nossos filhos, mas também para o mundo. 

É aqui onde entra a empatia e o auto-conhecimento. 

Já tendo percebido o que me ser bully, consigo empatizar com outros bullies e perceber que algo de errado se passa ou já se passou com eles. Já tendo sido alvo de bullying também percebo e sinto as consequências de se ser a vítima óbvia numa situação desse género. 

Gostaria muito de saber que o pai, além desta consequência que lhe terá aplicado com os argumentos que sentiu necessidade de expôr (talvez também para ter aprovação alheia por algo intuitivamente lhe cheirar a esturro), também terá tentado perceber o que se passa com a sua filha e tentar ensinar-lhe ou proporcionar-lhe a oportunidade de aprender ferramentas para gerir as suas emoções ou, até, garantir que estará a ter o máximo de apoio que precisa da família, amigos e, se necessário, de um profissional. 

Os comentários a esta notícia deixam-me com o coração apertado por todas as crianças cujos comportamentos serão visto como desafiantes e não como uma incapacidade óbvia de expressar o que sentem e o que precisam. 

Tenho as minhas dúvidas que a filha tenha aprendido com esta "lição" alguma coisa que a ajude a lidar com o que sente. Talvez o medo de ir novamente a pé para a escola a motive a deixar de agir desta forma e neste contexto, mas outro comportamento irá surgir e talvez ainda menos óbvio para os adultos conseguirem ajudá-la já para não mencionar que poderá também vir a ser mais perigoso.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

"A mãe vai andando!"

Para muitas de vocês que acompanham o nosso blog, têm reparado que vamos reflectindo sobre coisas que vamos fazendo. Aquele pensamento que, geralmente, me surge depois de ter deitado a Irene, uma espécie de "processamento" do que aconteceu durante o tempo em que estive com ela, o que podia ter feito melhor ou que fiz bem, aproveito para escarrapachar aqui. 

Não só porque me habituei a pensar a escrever desde sempre, mas também porque muitas de vocês poderão ter as mesmas questões e ajudarmo-nos mutuamente. 

No outro dia, a meio de uma birra, utilizei o "olha, a mãe vai andando" e fui ameaçando sair de fininho do sítio onde ela estava. 

Na prática isto resulta, é só preciso passar o tempo suficiente para que o medo se apodere deles e venham ter connosco, venham ainda zangados, com medo ou o que seja. Mas será mesmo a melhor técnica? 

A Irene já verbalizou algumas vezes que tem medo que eu desapareça. Acho que, quando a disse a primeira vez ainda não tinha vindo de quem já sabia que a morte é uma realidade, mas sim de algo muito mais primitivo. Talvez também porque como o "pai saiu de casa, quem sabe se a mãe um dia não sairá também. 

Desde aí e sempre que consigo nos momentos que considero apropriados, vou sublinhando e mostrando à Irene que a mãe veio para ficar. Que nunca, nunca irá desaparecer. O ano passado, na escola dela, a frase que a educadora mais dizia e que eu repetia era "a mãe volta sempre" (o que é diferente de "a mãe vai andando").


Prefiro dizer que nunca fugirei, que nunca desaparecerei. As minhas ausências não têm que ser sentidas como tal mas como também uma nota do meu tipo de presença. Claro que há timings. 

Quando ela era bebé e se passava da cabeça só porque eu saia da sala ou o desespero total dela quando eu saia de casa para ir trabalhar... não é o timing perfeito para, verbalizando, mostrar-lhe o quer que seja, mas começa-se o trabalho por aí também. Pesquisei e li um pouco sobre ansiedade de separação nos bebés. 

Adormeço a Irene. Deito-me com ela na cama e abraço-a ou faço-lhe cafunés. E é um prazer imenso para ambas (foi um longo caminho até aqui da minha parte porque já desesperei horrores a adormecê-la, a ter fantasias de a abanar e de tudo o que tivesse à mão para que ela adormecesse quando EU queria). 

Quero mesmo que ela sinta que os pais (falarei sempre mais por mim) são estanques. Que não fogem. Que a amam incondicionalmente. E que - agora menos unânime - somos uma equipa. 

A nossa relação é algo de parte a parte. É, tento eu, de respeito mútuo. Aliás, nem é de tentar, é mesmo o que surge entre nós. Ela exige respeito, exige ser ouvida e sente-se brutalmente ofendida quando não a oiço ou quando me imponho à vontade dela. Ontem fez uma birra enorme porque não queria vestir as calças que lhe tinha vestido à socapa, enquanto ela estava distraída. Sentindo que isso era uma falta de reconhecimento da minha autoridade, insisti. Quando me acalmei - ainda para mais a Irene está doente e, por isso, tenho de lhe dar o desconto - percebi que as calças novas que lhe tinha comprado e que lhe ficavam maravilhosamente bem (a quem vê de fora) apertavam-lhe na barriga. Ela não gostava por isso, porque lhe apertavam na barriga. 

Claro que depois de ter tirado a etiqueta, fiquei furiosa, mas não vou obrigar a Irene a andar o dia inteiro a andar com calças apertadas na barriga pelos 12 euros que me custaram ou por me sentir insegura se ela respeita a minha autoridade ou não. Independentemente de como me sinta, existe o facto de: a miúda não se sente confortável com as calças. E isso tem de ser importante. Mais importante que 12 euros ou que o meu ego. 

Por tudo isto e pela nossa dinâmica, percebo que o que me leva a dizer "a mãe vai andando" é um acto de falta de paciência e da minha forma de fazer birra "Quero que ela venha, já, agora, sem ter que estar com merdas". Ainda para mais o argumento que estava a dar para não ir comigo era "Só vou se tiveres prendas!". Eu que nem a encho de prendas, enfim. Deixa-me ainda mais enervada. Apesar de já ter percebido por aqui que é uma fase. O materialismo será sempre mais apelativo às crianças, mesmo que tenhamos de educar para o resto. 

A Irene não tem feito sesta na escola. A Irene entrou para uma sala nova este ano com colegas mais velhas que, a fazerem o que têm de fazer, a têm feito sentir pequena. E a Irene, afinal, já estava a cozinhar uma gastroenterite. E eu, perante a situação e a minha ignorância momentânea (e também tenho os meus motivos para ser menos paciente e compreensiva) fingi que me ia embora sem ela. 

Nem resultou, não esperei, talvez, o tempo suficiente.Talvez também pelo óptimo trabalho que tenho feito com ela em dizer-lhe que não fujo, mas não é a ferramenta certa. Isto de ser mãe, como todas sabemos, implica muito amor, muito sacrifício, tempo e... disponibilidade para nos pormos de cócoras e falarmos com eles, tentarmos ver o que é que eles nos querem dizer por trás daquela forma tão infantil (ahah, pois...) de manifestarem o que sentem. 

Essa responsabilidade é nossa. E de criarmos pessoas que um dia venham a reagir assim com os filhos e com os outros. Em vez de nos tornarmos todos bebés crescidos que cobram uns aos outros o que acham que precisam como precisam e não que se foquem na conversa que não se consegue ter. Temos que entender os outros antes que eles se entendam. 



Compaixão, empatia, amor, carinho, aceitação. 

No meu caso começa primeiro pela minha filha e, depois, vou conseguindo fazer comigo. Também temos que ser compreensivos connosco como somos com eles... Fica para um outro post, pode ser?