sexta-feira, 29 de junho de 2018

Deviamos andar com os côcos à vontade!

É só isto.

Vocês também sentem um alívio dos diabos quando chegam a casa e atirar o soutien para a cadeira do quarto ou para o sofá?

Por que é que fazemos isto a nós mesmas? Quero muito que as mamas nativas como as minhas se tornem a moda neste Verão.

Quero muito chegar ao trabalho, sem soutien e sentir que toda a gente olha e pensa "caramba, vou operar-me para ter umas daquelas". 

O decote em vez de ser em cima, poderia passar a ser por baixo dos bolsos das calças, sem problema. Quando fosse para apertar as mamas com os cotovelos para as tornar mais cheias num acto de flirt, não há problema se ficarem entre as coxas das pernas, por mim. 

Estou é farta de usar soutien. Sinto-me apertada. As minhas mamas não são tão subidas e, pior, acho que as de ninguém - mamas gratuitas - são! Isto é como deve ter começado a porcaria da moda dos espartilhos!

Houve uma lambisgóia qualquer que, à minha semelhança, queria ter uma barriga daquelas tão lisas que quase poderiam ser incluídas numa secção de móveis envernizados no Ikea e, então, decidiu enrolar-se toda em fita-cola ou washi-tape (se fosse blogger). A moda pegou e... quando deram por ela... andavam já todas com os tetos na testa e sem conseguir respirar.

Daí resultou o soutien (não faço ideia do que estou a falar), 1/4 de espartilho, porque a malta gosta de ter contacto visual com as suas próprias mamas.

Tenho as mamas na nuca com este soutien. 


Por que razão é que o estrabismo de mamas não é aceite? Sinto que as minhas mamas se divorciaram algures no tempo e, mesmo quando não estou deitada, quer cada uma refugiar-se na sua respectiva axila. É o espaço seguro delas. 

Quando era necessário tirar leite para a Irene, bastava-me fazer de galinha com os braços e enchia copinhos da Avent que era uma maravilha. 

Seja como for, quero andar com os côcos à vontade, mas isto só funciona se ninguém fizer batota. Se andarem por aí duas ou três lambonas a usar na mesma e aproveitarem à má fila porque temos as mamas nos joelhos... não vale! 

Temos autorização para dar uma chapada nas mamas nessas sacanas. 

Combinado?

Pronto.

Bom fim-de-semana.

As 5 coisas mais parvas que já fiz

Estava indecisa se penderia para as 5 coisas mais parvas que já fiz ou que já me aconteceram. São diferentes e tenho histórias igualmente parvas em ambas.
Mas vamos lá às que já fiz. Soa-me ao jogo do Eu Nunca, mas não vai ser assim tão hardcore.

- Já descolorei as sobrancelhas com creme em casa.
Meu Deus do céu. Achei que tinha as sobrancelhas demasiado escuras para a cor do meu cabelo e zás. Fiquei para morrer, perdi a expressão do olhar, tudo. Acho que tinha 13 anos.

- Já me besuntei com coca-cola antes de apanhar sol. A sério, o que nos deu geração de 80, para ter feito tanto disparate junto? Acredito que agora seja impensável ainda alguém fazer disto com as amigas (espero).

- Já contei um segredo que não devia e expus uma pessoa. Era criança, mas lembro-me da sensação de interdito e de saber que o que estava a fazer não se fazia.

- Já manchei uma cadeira belíssima num restaurante todo fino com período. Não estão bem a imaginar o drama que foi e a vergonha. Já não sabia se haveria de fingir que me tinha cortado, se despejava um copo de vinho na cadeira ou se trocava de cadeira com a mesa do lado. Felizmente, fiz o correcto e contei à host o que se tinha passado.

- Já paguei gasolina e não abasteci. E nem foi assim há tanto tempo assim, toda fritinha.

Tenho muitas mais, desde ter feito uma franjinha à bairro alto, daquelas bem altas, a ter perdido telemóveis e carteira de férias, ao deixar em cima de um banco de jardim, mas e vocês? Não se armem em santinhas e contem lá! Dificilmente superam a minha a cadeira...




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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Truque para ficar mais tesudona de fato-de banho.

Estou longe de estar apresentável de fato de banho ou de bikini na internet (para a vida real, porém, estou óooooptima), mas estou a trabalhar nisso fazendo exercício físico (yoga, pilates e fitness), melhorando a minha alimentação e esforçando-me para ser mais feliz, no geral.

Um dos truques que tenho usado é: nos dias em que o almoço me parece algo praticamente impossível, tenho à mão as barras substitutas de refeição da Depuralina. Adoro a Nutriberry porque além de ter um sabor doce (adoro coisas doces, parece mesmo que estou a cometer um pecado, mas sem cometer, hehe), tem um alto teor em proteína que contribui para o crescimento e manutenção da massa muscular. Ganho tempo, está equilibrada nutricionalmente para ser comida com frequência (sempre acompanhada com água) e sabe mesmo muito bem.


Um bom rabo já tenho, agora falta só a barriga e cuidadinhhhoooooo!!!

Presenteio-vos com uma sexy mother foca (estava mesmo a fazer de baleia que deu à costa, mas pode ser foca para o trocadilho).




É bom, não é? Já com agradecimento à Depuralina (e ao exercício físico e genética).

E vocês? Como fazem para conseguirem aproveitar o dia ao máximo (possível)?


Post escrito em parceria com a agência de comunicação. 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Quais são as últimas coisas que lhes dizem antes de adormecer?

Ontem, a minha mãe foi lá a casa fazer-nos também uma visita e acabámos por falar as três das últimas coisas que a minha mãe me dizia antes de adormecer. No outro dia lembrei-me delas enquanto adormecia a Irene. 

A minha mãe dizia algo como: 

"Boa noite. Dorme bem. Sonhos cor-de-rosa. Dá palha ao burro... e come... também!"

Disse isso à Irene e ela gostou muito. 

Nem sempre lhe digo porque quando digo uma vez ela pede-me para repetir umas mil (e nem sempre estou relaxada ao ponto de admitir essa possibilidade). 

Geralmente digo: "Boa noite, filha, adoro-te, dorme bem..."




Ontem foi mais ela a dizer "boa noite, mãe elástica" e eu disse "Boa noite, Violet". 

terça-feira, 26 de junho de 2018

Estamos a começar o desfralde da Luísa


É engraçado como, mesmo tendo estado no mesmo forno e tendo os mesmos pais, elas são tão diferentes em tantas coisas. Também no desfralde me parece que vão ser. Por esta altura, a Isabel fazia cocó na sanita ou no penico (que usou pouco tempo) e já estava lançada no desfralde. A Luísa começa agora a ganhar interesse em ir à sanita fazer chichi mesmo que não faça nada (fez uma vez, fizemos uma festa com aplausos e tudo e deve ter ficado tão orgulhosa que agora vai lá imensas vezes). Mesmo não fazendo, o interesse já é óptimo, claro. E é giro ver o papel da irmã mais velha nas mais pequenas coisas e nas conversas que vão tendo. A irmã ensinou-a a subir para o banquinho e a virar-se ao “contáio” (sim, que a Luísa escalava a sanita e chegou a enfiar um pé lá dentro) e agora diz que já não precisa de redutor, tal como a irmã.

Começámos já a usar cueca-fralda durante o dia e vai à casa de banho sempre que pede. Na hora da brincadeira, também já limpa o rabinho do bebé ou das bonecas com as Kandoo (calma, que elas voltam para a caixa, nada se estraga): já sabe abrir e fechar a caixa na perfeição e aquelas mãos sapudinhas conseguem tirar as toalhitas uma a uma. Toalhitas essas que são descartáveis pela sanita!

A grande novidade cá em casa – mas que não posso ter à mão de semear, senão usavam até para limpar janelas - são as toalhitas Aquas que dão para qualquer fase e até para bem antes do desfralde: são excelentes, por exemplo, para recém-nascidos e têm 99% de água, sem qualquer tipo de perfume ou fragância. Basicamente são tão suaves que dão para qualquer parte do corpo e para qualquer idade (já experimentei para desmaquilhar e são óptimas) e ainda são biodegradáveis, também descartáveis pela sanita, o que é uma excelente notícia!

É tão bom vê-las a limparem a boca uma à outra e a terem momentos de grande cumplicidade, quando não estão a arrancar olhinhos. 😅 Vejam o vídeo:



E agora é esperar por ela e pelo verão para passarmos às cuecas. Que seja tudo sempre uma brincadeira, sem pressão. E com a irmã por perto, a ajudar.


*post escrito em parceria com a Kandoo





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segunda-feira, 25 de junho de 2018

É isto, não é?

Onde é que li isto? 

"Aprendemos a ser pais quando somos filhos e aprendemos a ser filhos quando somos pais". 


Faz-me cada vez mais sentido. 


Decidi há muitos anos que, se fosse mãe (ou, na altura, acho que ainda pensava "quando fosse" - depois houve uma altura em que deixei de querer ser e depois, como sabem, fui na mesma, ahah), iria fazer tudo de maneira diferente. Agora sei que talvez não tudo, mas sinto que sei o que quero fazer, mesmo que ainda vá tendo de ir conhecendo o caminho. 


Sei que o que tenho de fazer pela Irene é fazê-la compreender todas as suas capacidades. Fazê-la sentir o que é amor na pele (para não se contentar nunca com menos) e ensiná-la a amar (para não se contentar nunca com menos). 

Quero que ela saiba que não há limites. Que consegue tudo aquilo em que acreditar, mesmo que aquilo em que acredite vá mudando todos os dias. 

Quero que não tenha medo de imaginar, de supor, de mudar de opinião, de se enganar e de aprender com isso. Quero que ela saiba que deve zangar-se, deve dizer que não, deve dizer que sim, deve sorrir, deve ser palhaça, deve ser bem educada, deve fazer o que sentir sempre que é verdadeiro.  Quero que sinta. 

Quero que veja sempre o que está além do imediato. Que as pessoas parecem más, mas na verdade estão zangadas ou magoadas. Isso não quer dizer que tenhamos de ser amigos de toda a gente, mas sim não nos ligarmos uns aos outros através do ódio. 

Quero que ela perceba que aquilo que ela é muda. Que ela não é o que lhe dizem ou o que costuma achar que é. É o que tiver de ser e o que for sendo e o que é muda consoante... tudo. Inclusivé se é amada ou não e se ama. 




Quero que saiba que pintar fora do risco está certo. Quero que proponha coisas impensáveis com a esperança que lhe digam que sim. Sim, Irene, podes pintar-te toda. 

Quero que se lembre dos meus sins e que procure como dizer sim ao longo da sua vida. 

Quero que saiba que o meu papel não é ir à lua por ela, mas é mostrar-lhe que a carrego até onde puder e que lhe mostro um dos caminhos. 

Agarra um bocadinho da lua, Irene. E vê se gostas. Se não gostares, não tens de querer muito uma coisa só porque está longe. 

O que está perto é fabuloso também. Principalmente com os teus olhos. 

Vocês ainda têm alma festivaleira?

Às vezes sinto que tenho combater o facto de me sentir cansada e de achar sempre que, apesar de adorar música e de me divertir muito em concertos, não vai compensar. Eu adorava ir a festivais: o primeiro de todos foi o Sudoeste e tinha 14 anos. {A minha mãe também foi e ficou a acampar connosco e tudo!} Já fui ao Marés Vivas (primeira prenda que o David me ofereceu), ao Alive, ao Rock in Rio, ao Super Rock Super Rock (quando ainda era no Meco), acho já andei um pouco por todo o lado. E eu achava que, mesmo com filhas continuaria a ir. Pois bem, menos, muito menos. Fui ver o Justin Timberlake (não foi festival mas vocês percebem) tinha a Isabel uns 2 meses e não adorei. Mamas cheias de leite e um sofri um bocadinho com o telemóvel sem bateria e sem saber se estaria tudo bem. Acho que nunca mais fui a nenhum para dizer a verdade. Fui este domingo! Voltei a arranjar coragem (uma pessoa já não vai para nova e fica com o corpo a doer, sim sim) e lá fui com o homem. Tinha bilhetes também para sábado mas achei melhor não abusar e preferi ficar em família e a descansar, a ganhar fôlego para domingo. Ofereci à minha mãe, que ela sim tem alma de festivaleira! 🤟🏼


Foi incrível! Diverti-me imenso, dancei muito! Tanto que agora quero ir ao Alive também! :) Uma noite é uma noite, não tira pedaço! 💪🏼 (Vá, vamos fingir que a hora e meia à procura de táxi ou de Uber não aconteceu. Rrrrrrrrrrrrrrr)



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domingo, 24 de junho de 2018

Uma semana de filha única


A Isabel foi para o Algarve com os avós e com as duas primas, a Alice e a Laura. Despedi-me alegre e segura de que ela ia ter uma semana de sonho: piscina, praia, gelados, colo de avó e de avô que tanta falta faz. Quero que eles construam uma relação sólida, de confiança, e não tenho nenhuma dúvida quando a questão se coloca. Já é o segundo ano e no ano passado ela veio de lá incrivelmente feliz.

A Luísa ainda não foi. Irá para o ano. Ainda não é autónoma o suficiente e seria pesado para os meus sogros ir com 3 netas e mais uma bebé. Apesar de ela já dormir a noite toda (de sonho!, o que esperámos por isto) e de comer até melhor do que a Isabel, seriam complicadas as deslocações até à praia, há a preocupação adicional das destas e o facto de ainda não se expressar tão bem quanto as primas e irmã. Vai ter saudades da irmã certamente, mas estes dias passaram muito bem. Talvez sinta mais naquela hora em que ficava com a irmã na escola à espera que chegássemos. Seja como for, vai superar.



Quanto a mim, matei saudades dela no fim-de-semana. Afinal de contas, estivemos um ano e meio juntas. Não é muito nem é pouco: foi o que eu senti ser o melhor para as duas. O que eu precisava, talvez numa espécie de redenção, por ter voltado a trabalhar no dia em que Isabel fez 3 meses. Fez-me falta ter vivido esta forma de maternidade antes. Fez-me sentido. E foi possível, graças ao apoio de todos, mas principalmente do David. Foi uma decisão em família. Depois, quando eu achei que estava na hora de dizer adeus à vida doméstica (respeito enorme a quem cuida dos filhos e ainda trata de tudo em casa!), quando quis voltar a ter um trabalho, a desafiar-me e a estar com adultos, a ganhar o meu, o nosso, voltei. Tive mais uma vez sorte. Foi quando eu quis, num trabalho novo, numa área diferente. Senti que estava a começar do zero. Não me era uma sensação estranha, nunca foi. Foram para uma escola que é só espetacular, onde com as galochas saltam nas poças, vêm cheias de terra nas unhas e nos sapatos para casa, vão ao teatro, ao CCB, contam muitas histórias da Kalandraka, já foram andar a cavalo e até acamparam ontem no jardim (primeira noite de fora da Isabel sem ser com família) - é modelo MEM (um dia voltarei a falar neste tema). Mais uma vez tive sorte. Procurei e encontrei. Elas também. Vêm de lá muito felizes. E eu também fico.

Ficam as saudades. Aproveito estes pequenos e raros momentos para voltar a ter a minha bebé só para mim. Luísa, meu amor, minha pequenina, minha bebé.







Fato de banho Boboli 












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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Se é este o preço a pagar, estou arrependida...

Às vezes penso se não será a minha rosácea uma consequência de nunca me ter protegido  bem do sol  na cara... Tenho os olhos verdes e, quando chegava o Verão, a primeira coisa que queria era apanhar sol no cabelo para ficar mais loira, mas também para haver maior contraste para os olhos parecerem mais claros. Cada uma trabalha o que tem :)

Claro que é por aquela pressa adolescente de querer bronzear-me toda no primeiro fim-de-semana de sol e quanto mais queimasse a cara, melhor, porque estava a levar o bronze ao limite mas, se foi este o preço a pagar (ter de usar maquilhagem sempre que tenha de me sentir mais confiante para esconder a rosácea), não valeu a pena. 

Há maneira de nos bronzearmos saudavelmente, estamos fartas de saber. Usando um protector solar com um factor adequado e também evitando muito tempo expostas ao sol e, ainda para mais, nas piores horas. Agora e maneira de não ficarmos todas besuntadas na cara quando pomos creme? 

Nunca gostei. Ainda hoje tenho de escolher os meus cremes hidratantes com muito cuidado para não me sentir pastosa a seguir. Não gosto da sensação, além de que, com o calor, depois começo a escorrer creme por todo o lado e além disso não ser sensual, também não me parece excelente para stories no instagram ;)

Continuando ainda na gama Anthélios da La Roche-Posay de que vos falei neste post (abram porque é o protector que a Joana Paixão Brás e eu levamos connosco para onde quer que seja por causa das miúdas), tenho usado a Bruma Anti-Brilho 50+ FPS

Se virem com atenção, conseguem reparar na Rosácea. Neste dia, tinha 0 maquilhagem, este é o meu estado normal sendo que estou ligeiramente protegida pela sombra. 
É específico para o rosto, tem uma óptima proteção FPS50 contra os raios UVA graças ao sistema tecnológico filtrante XL-PROTECT, combinado com a água termal La Roche-Posay, que me acalma muito a pele e até o prurido (comichão para gente que não é fina) quando tenho surtos maiores por causa da pele atópica.


Além de ser giro ver a reacção delas ao que estamos a fazer. Esta fotografia foi claramente já para o blog, mas a verdade do momento foi mais esta, vá:

Obrigada à Luisinha da Joana Paixão Brás pela contracena e pelo pensamento "está toda frita, esta!". 
É altamente portátil, eficaz e não nos deixa besuntadas. Mais protegidas que isto só mesmo embrulhadas em papel de alúminio (não é muito prático).

Para terminar, deixo-vos com o meu ar mais apaixonado a olhar para o salvador da minha sensualidade facial neste Verão, com a recomendação de que juntem esta embalagem ao vosso saquinho da praia ou até de deporto se andarem a fazer coisas na hora de almoço ao ar livre como eu :)


Gostariam que fizessemos um passatempo para vos dar um cabaz da Anthelios da La Roche-Posay?

quinta-feira, 21 de junho de 2018

A arte do "cagar para isso".

Não vou dizer que é fácil, porque não é. No entanto, vai ficando cada vez menos difícil. 

Por me ter divorciado, há imensas coisas que não vou poder controlar na vida da Irene (quando está com o pai). Penso muito no que a minha mãe poderá ter tido que "engolir" por eu ir sair à noite com o meu pai antes dos 18 e coisas do género ('tadinha, Dona Sílvia <3). 

Há coisas que têm de ser ditas. Coisas que têm mesmo que acontecer, recomendações. E, por acaso, tenho "sorte" em ter um ex-marido que valoriza as minhas opiniões e decisões e que respeita o que é melhor para a Irene. 

... mas claro que nem tudo é perfeito. 

Há coisas que não gosto e que não posso alterar. E temos também que aceitar a diferença e perceber que, pelo menos no nosso caso, as coisas que acontecem na casa do pai são o regime de excepção e não o da "regra". 

Custa não dizer nada, mas isto do "cagar para isso" é uma arte. 

Há coisas que, no momento, nos parecem o final do mundo e uma "afronta". Coisas que, se ligassemos naquele momento à outra pessoa seriam "COMO É QUE FOSTE CAPAZ DE FAZER UMA COISA DESTAS?". Mas que, horas depois (se forem do género furioso como eu, ahah), parecem ser só uma coisinha de nada e que acabámos de evitar uma discussão, piorar o ambiente e, acima de tudo, o nosso dia e o tempo com os nossos filhos. 

É uma arte. Vamo-nos aperfeiçoando. Estou a aprender. Mais do que ter razão, quero é estar sossegada e que sejamos os três felizes (embora não em conjunto). 



O Yoga tem ajudado, andar a escolher ser feliz também e saber que compensa muito ter uma boa relação com o ex marido também, por isso: inspira... expira... inspira... expira... 



quarta-feira, 20 de junho de 2018

À madrasta do meu filho

Hoje escrevo à madrasta do meu filho.
Poderia escrever sobre os obstáculos da vida, sobre pessoas que nos desiludem, nos magoam de forma tão gratuita... Daria um livro...
No meio de um ano caótico de pessoas descartáveis, de desequilíbrios e pessoas desequilibradas, de abandonos e perdas, eis que aparece a madrasta do meu filho. Mais uma. Mais uma para destabilizar a vida do meu filho, entre guerras, mudas de casas, zangas e armas de arremesso. Mais uma. Meu Deus. O que seria dos valores da família no crescimento do meu filho? Estes amores de vai-um-venha-outro. Meu Deus. Que agonia. Por algum tempo andei em modo piloto automático com tal notícia. 
Até que reparei na mudança de comportamento do meu filho. Feliz. O meu filho voltou a andar feliz. A querer ir ao pai. A querer ir à família do pai. A querer contar todas as aventuras com as suas duas novas amigas. Feliz. O meu filho voltou a andar feliz. Afinal não seria mais uma. Afinal não seria tudo igual. Afinal, estaria para conhecer A verdadeira Madrasta do meu filho. E nisto, eis que a vida me prega uma partida e me coloca no hospital. Longe. De coração nas mãos. E eis que é a madrasta do meu filho que humildemente me tranquiliza. Me acalma. Me mostra que estará lá. Que cuidará. Sem cinismos. Sem superioridades. Sem guerras. Com uma doçura que me permitiu estar em paz.
Afinal existem madrastas boas. Afinal existem pessoas capazes de amar os nossos filhos e cuidar deles. E o meu filho encontrou essa madrasta. Essa amiga. Pouco importa o futuro. Pouco importa a relação dos adultos. Apenas a gratidão que fica à madrasta do meu filho. A ti. Obrigada. Obrigada por cuidares e por me respeitares como mãe. À madrasta do meu filho. Que o possas ser para sempre. Obrigada.
Porque as palavras devem ser usadas para o bem. O tempo para a gratidão. E as pessoas para a partilha. À madrasta do meu filho. Que os nossos filhos ganhem sempre. Que os nossos filhos sejam sempre o nosso caminho. Que os nossos filhos sejam o espelho da paz e respeito que precisamos para que cresçam meninos felizes, equilibrados e com valores. E porque família é quem cuida. Este texto é para a madrasta do meu filho.

Texto da querida Sílvia Duarte, obrigada pela partilha!
(Já agora, esta Mãe (e que Mãe!) tem um Campo de Férias em Santarém, o ICE Summer )



Fotografia João Baeta


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Lavar os dentes é uma festa!

Não tenho a melhor relação do mundo com dentes e dentistas. Ou não tinha. Já vos disse aqui, fiquei quase 4 anos sem ir a um dentista. Infelizmente, fiquei um bocado traumatizada com as extrações dos dentes do siso e nunca mais lá pus os pés, nem para tirar o último que tinha de ser retirado (sim, sim…) Claro que deu asneira e estou a desvitalizar um dente.

Não quero que as minhas filhas tenham a relação que eu tive com os dentes e com os dentistas. Comecei desde cedo a lavar-lhes a boca – à Isabel ainda comprei uma daquelas dedeiras de silicone, quando lhe nasceu o primeiro dente, com 9 meses. Com a Luísa já passava compressas molhadas com água, ainda ela não tinha dentes. Assim que começaram a ter curiosidade em agarrar a escova e em imitar-nos, passei-lhes as escovas para a mão. No caso da Isabel, sempre foi fácil, no fim da lavagem, dar “uma de mão”, ou seja, lavar eu mesmo a sério. A Luísa dá um bocadinho mais de luta, mas paciência. O que tem de ser tem muita força.

Ajudou, desde sempre, ter pastas a saber a fruta (apesar de só passar o tamanho de uma unha do mindinho delas na escova ou até menos) – chegámos a tentar um sabor menta mas odiaram – e escovas coloridas. Trocamos bastante de escovas de dentes, ou porque deformam um bocado ou porque não se torna muito higiénico. Lavamos todas as manhãs e todos os dias a seguir ao jantar. Quando eu me esqueço e já estou a caminho do quarto para lhes contar a história, elas são as primeiras a lembrar-me! Até a Luísa, no seu português macarrónico, se faz perceber muito bem com “détes!”. Quando tudo isto entra na rotina, não há como falhar. Tenho de ir com elas em breve ao dentista – a Isabel foi aos 2 anos quando partiu o dente da frente; a Luísa nunca foi. Acho muito importante criar-lhes bons hábitos. Com os dentinhos não se brinca, mesmo! [Eu que o diga quando tive a minha primeira dor de dentes a sério há um mês. Credo! Apanhava-me o cérebro, mal conseguia abrir os olhos, um horror! (parecia as velhotas no autocarro a queixarem-se, agora).]




Neste momento, estamos a experimentar umas novas escovas e pasta de dentes de uma marca norueguesa, a Jordan, que tem pastas e escovas para todas as idades. Não sei se já se cruzaram com elas no Continente, são muito fixes! Gostei do design da escova dos 0-2 anos mais larga na base, bastante ergonómica, com silicone, para que agarrem com maior facilidade e não escorregue. A dos 3-5 anos já tem um formato mais convencional, mas com desenhos de animais - a Isabel tem a do hipopótamo. As pastas, além de apelativas visualmente, com animais, têm 1450 ppm (flúor) e estão totalmente livres de sulfatos, o que me tranquiliza muito.

Por enquanto, é uma festa lavar os dentes (ainda não chegaram à fase mais porquita da adolescência, graças ao senhor!) mesmo tendo um temporizador, que vem com a escova da Isabel, para assegurar que ficam ali tempo suficiente.

E vocês? Quais são as vossas rotinas dentárias? É uma luta para eles lavarem os dentes ou arranjam estratégias porreiras?











O temporizador da discórdia (irmã mais nova a boicotar)

Já está, mãe! (a mãe agora vai só espreitar para ver se ficou tudo impecável e dá mais uma de mão)

A Isabel, a ser perfeccionista (e as tatuagens “do Portugal”?! lol) 

*post escrito em parceria com a Jordan



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