3.26.2019

Há gente a viver no Luxemburgo, por aí?

Isto se calhar vai soar um bocado a maluquice, mas da boa espero. 

No final de abril, vamos os quatro uns dias até ao Luxemburgo. Além da capital, onde vamos ficar a dormir, queríamos ir conhecer algumas cidades e, já agora, dar um pulinho até à Bélgica e também à Alemanha. Trier, Saarburg, Echternach, Vianden, ainda nem sabemos bem, mas está tudo aqui na lista. De carro, é num instante e 5 dias no Luxemburgo darão para algumas destas cidades.

(Se tiverem outras sugestões, apitem pff e digam também o que não podemos perder mesmo no Luxemburgo, se faz favor)

Estava eu aqui a pensar - porque às vezes recebemos e-mails de pessoas que nos seguem e que estão fora de Portugal, cheias de saudades-, se não poderia ser giro combinarmos um encontro no Luxemburgo no sábado de manhã ou no domingo, uma horinha. A ideia era conhecermo-nos, trocarmos experiências, falar um bocadinho sobre maternidade e as nossas preocupações, fazer desabafos e dar-vos também a oportunidade de conhecerem mais pessoas na mesma situação e que vocês nem sabiam: quem sabe ainda ficam amigas? É uma ideia muito estapafúrdia?

Posto isto, de acordo com as respostas que tiver, penso se isto é coisa para ter pernas ou se fica para outra altura. Se sim, sugiram também algum espaço porreiro onde isto pudesse acontecer, um café, um pavilhão, um jardim ou terraço (mas de preferência coberto, digo eu).


O que acham da ideia? Há gente por aí do Luxemburgo que alinhasse?

3.24.2019

Os pais dos amigos da Irene vão deixar de me falar, mas...

Ando a pedí-las e já ouvi das boas. No outro dia, numa festa de aniversário de um dos amigos da Irene (foi no Jardim Zoológico), a mãe (adoro-a) disse-me: "Isto é tudo por tua culpa, por causa da festa do ano passado". Queixava-se que tinha subido a fasquia a nível de festas de aniversário e que, por causa disso, os miúdos tinham ficado mais exigentes. Percebo o desespero. A primeira festa da Irene - ainda o blog não tinha levantado vôo - foi cá em casa com um pão de ló e uns papéis recortados à volta (foi adorável e mais do que suficiente). 

Assim que ela me disse isso, lembrei-me de quem tinha levantado a fasquia das festas para a Irene e foi claro... JOANA PAIXÃO BRÁS. A senhora que me introduziu a todos os conceitos betorros do smash the cake e ter fotografias com enquadramento de peluches para por os bebés à frente, sei lá. 

O que vale é que nunca temos dificuldades em encontrar parceiras magníficas (graças a vocês, thank you). Este ano não foi excepção. Quis o destino que conhecesse a mãe do Manel num hotel para onde fui passar férias no Verão do ano passado e quis o destino que ela abrisse uma das ideias mais geniais de sempre (a meu ver, se calhar a vosso ver foi o Betadine - isso é lá convosco). Que ideia? Um angariador de serviços para festas de aniversário. Chega de andar aí a fazer mil e cinquenta perguntas nos grupos de mães a ver o que é de confiança ou não e repetir os mesmos posts sempre que os miúdos fazem anos para saber se alguma coisa mudou. A Ana e a sócia (yo, man) acharam que tinham de contribuir para o diminuir da ansiedade parental no que toca a isto das festas de aniversário e quiserem facilitar-nos a vida com a Party Office

Nem preciso de vos explicar nada, porque um site pensado por duas mulheres interessadas e focadas dá numa plataforma facilmente navegável. Qualquer sugestão que tenham, a Ana e a sócia (yo, man) terão todo o interesse em ouvir porque a ideia é... fazer-nos felizes (enquanto encaixam algum para a família, pois bem). 

Nisto, tudo o que existiu na festa - à excepção dos amigos da Irene e respectivos pais e familiares, foi tratado através da Party Office

A saber: 

- A esplêndida Planner e decoradora @PartiesLove - com o bolo feito por @Cake.addicted e catering pelos @bombons_da_joana (cakepops, cupcakes e copinhos com fruta e doce);

- Balões da @1001_festas

- Fotografias pela doce @Piccola_stories e

- Animação a cargo da Playbus



Já viram estes saquinhos tão queridos com brindes lá dentro? Tudo dentro do tema que a Irene mais queria: Os Mundos de Mia.

Eu só não dei o título a este post de "comovi-me com a mesa dos bolos" porque não iriam acreditar, mas aconteceu. Já viram os pormenores das borboletas? Tanto amor e carinho aqui... Que arte... Toda a gente ficou... espantadíssima. Agora que tivemos mais uma festa "de beta", acho que já posso usar superlativos à vontade. Chiquérrimo.

E a Mia versão bolo? Tanto pormenor... o cabelo, as asas, as botas. Caramba. Espero que haja prémios deste tipo de pastelaria e que as senhoras envolvidas nisto ganhem o Óscar equivalente à qualidade do trabalho. 

Estes brigadeiros foram a minha desgraça. Bem que tentei não trazer os restos para casa, mas fui obrigada e foram todos comidos pelo caminho... desde Belém até Benfica... Rapidinho... 

Nem sei o que vos diga. Não imagino nada mais mágico do que isto. Como subir a parada nesta mesa? Só se com brilhantes a serem deixados cair do tecto por uma maquineta qualquer e que fossem comestíveis. Isto já nem é decoração de festas de aniversário e pastelaria, isto está ao nível de... sei lá criação de cenário para palco, para cinema... Não sei.

E as fotografias captam muito bem a harmonia da mesa a nível de cores, carinho... sabores... sente-se bem o ambiente mágico. Mas achavam que ficava por aqui? Pela mesinha? Não. Aqui a blogger Joana Gama rebentou a Internet (não tive controlo nisto, foi a Party Office que tratou de tudo, ahah, senão a miúda seria recambiada a um pão de ló e a uma velinha que nunca mais acaba para cuspir o bolo todo de maneira a ir todo para casa - e também ficaria uma festa bem fofa, diga-se de passagem, ahah).

Vejam-me só... os unicórnios, os cogumelos mágicos (não desses mesmo mágicos), e não aparece a fotografia, mas a Irene ainda foi brindada com duas árvores (cerejeiras) do lado direito para compor o espaço... Foi aqui que comecei a ter um ataquezinho de pânico e pensei "eu não vou arrumar nada disto", ahah. 




O unicórnio da Mia com ar de boss por saber que rebentou a internet com este catering e decoração. Olhem só para o ar dele de "... easssyyyy... Pipoca mais Doce... isto só começou agora, muahahha". 

A festa foi no fantástico espaço da Terra dos Sonhos. Recomendo vivamente: espaço exterior, espaço interior, tudo bonito e adaptado aos miúdos (com copa e tudo) e com total segurança. Não tivemos que nos preocupar com nada. 

Vejam só esta entrada. Nem o meu casamento teve tanta atenção (e ainda bem que teria sido um desperdício, hahah). Tanto amor, querida Ana e sócia (Yo) da Party Office. Nem sei o que vos diga. 

A Terra dos Sonhos é uma organização social, sem fins lucrativos, focada na promoção da saúde emocional de crianças, jovens e idosos. Sensibiliza e inspira a sociedade para a importância do bem-estar emocional e mental na qualidade de vida e saúde física das pessoas. Neste link têm tudo o que precisam de saber para colaborar. Confesso que não estava tão por dentro da sua missão e que agora irei informar-me mais e contribuir. Que boa causa. É a de todas nós também, certo? Obrigada por nos terem recebido. Foram acima de amáveis.

A Irene adorou a festa, também porque finalmente a deixei andar de t-shirt e de pernas ao léu. Além disso estar pintada pela PlayBus como Wonder Woman deixo-a na pele da super-heroína a tarde inteira.


Baby Luísa :) É assim que elas falam das bebés, não é? Baby L., vá :D 


Sinceramente? Acho que a Irene teria amado a festa mesmo que fosse algo mais simples e intimista. Felizmente que tivemos a sorte de conhecer a Ana e este ano as coisas desenrolaram-se assim. Foi fantástico, foi de sonho e, sabem que mais? Stressei-me 0 porque sabia que tudo iria correr tranquilamente por estar sobre a alçada da Party Office. Porém, no próximo ano, quem sabe se não apenas um bolo no parque com os amigos? Nem tudo tem de ser grande, nem tudo tem de ser muito, este ano foi (e são memórias que nunca se apagarão), mas nós sabemos, mais que ninguém, que o sorriso dos nossos filhos é tão grande quanto a brincadeira e isso... podemos dar-lhes em qualquer circunstância.

Posto isto...estava a pensar em pedir à Party Office para oferecer uma festa de aniversário a uma das famílias que nos leia... o que acham?? :) Eheheheheh.






Os 3 principais conselhos para quem quer amamentar

Amamentar sempre foi algo que eu quis fazer: fazia parte do meu projecto enquanto mãe. Acho que por saber todos os benefícios e por sentir que seria algo natural, biológico. Fazia-me sentido. Mas acho que o principal motivo era muito emocional e estava centrado nas fotografias que eu já tinha visto da minha mãe a amamentar-me "até tarde". Até tarde porque ela me dizia que naquela altura já havia muita propaganda ao leite de fórmula e que não conhecia muitas mães que o fizessem até aos dois anos. Foi o meu caso. 

E ver-me na praia, no final do dia, com aquela luz mágica, no colo da minha mãe, com os pezinhos já grandes e gordos despidos e todo aquele amor, fez-me querer replicar aquela experiência.

Agora, não foi nada fácil. No entanto, tinha a minha mãe e o David à minha volta a darem-me força mas também a dizerem-me que eu seria igualmente excelente mãe se pegasse num biberão. Não o quis fazer. Não o fiz. E superei aquele primeiro mês mais complicado. Depois veio a fase boa. Depois da boa, muitas fases menos boas (quando tive de voltar a trabalhar aos 3 meses da Isabel) e outras boas, de superação. 


Mas, depois da minha experiência, e de ter procurado ajuda e de ter recibo muito amor, mas também muita informação (que gostava de ter tido antes), senti como que uma missão ajudar outras mães que quisessem amamentar. Muitos textos foram escritos sobre este tema por mim e pela Joana Gama.

Desta vez, aproveitámos a nossa visita ao Centro do Bebé para colocar esta questão à Constança Cordeiro Ferreira: quais os 3 conselhos mais importantes para quem quer amamentar?


Vejam o vídeo, subscrevam o nosso canal do Youtube, e sigam o Centro do Bebé no instagram e no Facebook e contactem-nos não só para o curso de preparação para a parentalidade e para o pós-parto, mas também caso tenham algumas dúvidas e dificuldades na amamentação.

Esperamos que gostem!

Querem deixar alguma dica que vos "salvou" a amamentação?



3.22.2019

"Uma palmada não faz mal nenhum".

Custa-me, cada vez mais, ver e ouvir defensores de palmadas nos filhos.

Não julgo quem já perdeu a cabeça. Começo por dizer que eu própria já o fiz e tenho coragem de dar o corpo às balas e de o assumir aqui. Não me orgulho, no entanto. Não acho que seja necessário. É sim, sinal de descontrolo da nossa parte, mas convém que arranjemos ferramentas para não nos passarmos e, acima de tudo, ferramentas que tenham resultados efectivos a médio e longo prazo. Que ensinem algo. Os nossos filhos são quem nós mais devemos proteger e defender. 

Mas custa-me, mais ainda, em pleno século XXI, que haja quem escolha bater. Quem decida, conscientemente, que o vá fazer. E que não se aperceba de que há outras formas de educar ou que uma educação sem violência física não tem, necessariamente, que ser uma educação sem regras e sem limites. Ouço e leio que quem anda por aí a bater nos pais e a cometer crimes devia ter levado mais em criança (provavelmente houve falta de atenção, amor e/ou limites). Ou quem diz, ainda, que levou de cinto e grandes tareias e hoje está muito agradecido por isso, que está de muito boa saúde e que faria igual. Ou ainda "há crianças e crianças". 

Este tipo de discurso faz-me alguma confusão, confesso. Normalizar a palmada, o enxota moscas, o tira-pó do rabo, ou o que lhe queiram chamar, e encará-lo até como uma forma de amor chega a ser perverso. É um contra senso.

Não, não acho que os estalos que os meus pais me deram me tenham perturbado ao ponto de ficar com traumas, mas também não foram eles que me balizaram e fizeram de mim uma pessoa melhor. Preferia que tivessem tido outras ferramentas, outras escolhas. Mas na altura era "normal".

Hoje já se fala nisto. Já se sabe que não se pode. Que é proibido. E que não lhes faz bem nenhum, pelo contrário. Potencia comportamentos violentos. E nós temos de os ajudar a conter e a resolver frustrações, não a potenciá-las ainda mais.

É difícil fugir a este modelo correctivo? Acredito que sim. Esta normalização está-nos muito marcada. Foram anos e anos a ver acontecer. Era assim que se fazia. Mas ainda bem que se fala cada vez mais nisto e que nos apercebemos, com trabalho de psicólogos, pediatras, especialistas, que não faz sentido. Que não é bom.

A autoridade e a imposição de regras não têm de implicar palmadas. Não se bater não significa que estejamos a ser permissivos. Há consequências para as acções e regras que cada família deverá definir. A mim, ajuda-me muito ler sobre disciplina positiva para arranjar alternativas que, por muitas vezes estar presa a um modelo mais clássico de educação, nem que passariam pela cabeça. E, às vezes, uma conversa e um abraço resolvem birras monumentais. Noutras vezes não.

Mas palmadas, não. Em ninguém. Nunca.





Podem ver tudo o que já escrevemos sobre disciplina positiva aqui.



3.21.2019

Vou ter que ter mais bebés, é isso?


Tenho passado menos tempo com ela por causa do trabalho e dantes não era assim. Dantes, quando tinha o tempo contado, um sítio onde “picava o ponto” sabia que tanto dava que dia da semana fosse ou como tivesse corrido o dia que podia ir a correr buscá-la, praticamente sempre à mesma hora. Agora já não é assim.

Agora tenho que a distribuir por familiares e amigas para poder trabalhar. Tenho trabalhado mais à noite (não há muita stand-up comedy de manhã, o Maluco Beleza também começa às 19h) e isso mudou por completo muitas das nossas rotinas.

Vivemos as duas sozinhas e, por isso, não há grande coisa a fazer. “A Mãe vai trabalhar, filha, mas amanhã vou ver se te vou buscar mais cedo”. Não me pesa muito no coração porque é o que tem de ser e até lhe faz bem sentir o carinho dos braços de outras pessoas e outras formas de acabar o dia, mas a “mãe ir trabalhar” nestas horas é diferente.

Acabei de ver a antestreia do primeiro episódio da Rua Dálmatas 101, vocês (plebe que não tem acesso a antestreias, sabem como é #bloggerlife) vão poder ver a estreia neste sábado 23 de Março no Disney Channel. É mais do que “um canal de desenhos animados”. É irresistível fugir à magia da Disney e a tudo aquilo que nos volta a fazer sentir, relembrando quando fomos nós a ficarmos loucas com os desenhos (no meu caso, muitas cassetes VHS em português do Brasil).






A Mãe e o Pai dos 99 dálmatas têm que ir trabalhar (a mãe é médica e o pai trabalha num quartel de bombeiros) e, assim, os filhotes ficam entregues ao seu espírito matreiro (não consigo escrever esta palavra sem me rir, confesso) e também curioso durante o dia, atrapalhando-se uns aos outros, mas muito mais do que isso.

Gosto de desenhos animados que passem coisas positivas e a Rua Dálmatas 101 é um claro exemplo disso.

Estar retratado a mãe e o pai vão trabalhar e em que as crias reagem naturalmente a esse facto sem sofreguidão por saberem que voltam é fantástico. Muitas mães sofrem imenso quando os deixam na escola e principalmente quando eles reagem a chorar ou a implorar que fiquemos com eles...

Ver o apoio que os irmãos dão uns aos outros em momentos de maior stress (quase me comovi com um momento de carinho no episódio entre manos, a sério) é uma referência tão útil para que compreendam melhor a empatia e uma das possíveis reações ao desconsolo dos amigos e irmãos...

E, claro, também a personalidade super única de cada um e que, à semelhança de quando havia a febre das Spice Girls (eu era a Sporty Spice – a fingir que ainda pareço, ahah), que faz com que os nossos filhos se revejam mais numa personagem do que noutra ao mesmo tempo que exploram outras perspectivas da sua própria identidade.







Numa época em que a estrutura da “família tradicional” começa a deixar de ser tão frequente, é maravilhoso que uma série (só podia ser da Disney e cujo filme original surgiu em 1961) mostre outros modelos de amor e de família. Sabiam que 54 dos Dálmatas são resgatados de abrigos, lojas de animais e das ruas? Isto, além de encorajar esta sensibilidade face à adopção dos animais, torna inevitável fazer o paralelismo com as famílias que também acolhem crianças e que passam a ser seus filhos e irmãos. Swwwwweeet e útil.

Como é ser um irmão mais velho e mais novo? Para a Irene, filha única, é interessante ver essa dinâmica. Perceber que todos têm o seu lugar, independentemente da sua antiguidade e que, acima de tudo, o que mais conta é o amor e a personalidade de cada um.

Vejam aqui o genérico, para terem uma ideia do ritmo e das aventuras:


Há uma frase que a Irene aprendeu recentemente com uma pessoa da nossa família que é: “o amor chega para todos”. Numa família com 101 cães não há como não passar essa mensagem. J

Têm é de ter cuidado porque isto dispara a vontade de ter mais bebés. Não necessariamente no primeiro episódio em que demonstram um pouco da loucura que é manter uma casa limpa com 101 cães por lá, mas... também nenhuma de nós têm assim uma ninhada, certo? Digo eu.

Sigam a Disney nas várias redes sociais para não perderem um episódio dos “vossos” desenhos animados preferidos J