terça-feira, 31 de julho de 2018

Os e-mails da escola enchem-me de pânico.

Nem vos vou falar das chamadas. Sinto um calorzinho muito rápido a percorrer-me o corpo todo desde os pés até ao peito. Fico logo preparada para o pior - sofrer de ansiedade não é fácil, mas receber e-mails da escola também não, ahah. 

Um dos que de vez em quando vou recebendo - e não, não me deixa preocupada (apenas paranoica) - é o que fala dos piolhos. "Há um surto de piolhos aqui e acolá, tomem as medidas necessárias para que não se torne num evento maior..." blá blá.


O meu coração não fica a bater mais rápido por causa dos piolhos, mas fico a coçar-me toda e, claro, muito mais atenta ao que a Irene faz com as mãos. Olho para ela e, de repente, parece que, mesmo não tendo piolhos, não pára de se coçar. 

A única maneira de parar esta paranoia é fazendo o teste. 

O outro dizia que o algodão não engana, eu digo que Paranix não engana. Além de ser número 1 no tratamento de piolhos em Portugal e na Europa, acaba por ser uma facilidade enorme tratarmos dos nervos e do assunto porque tem uma linha completa de deteção, prevenção e tratamento contra piolhos e lêndeas. Ah! E sem inseticidas que não é algo que me apeteça colocar na cabeça da Irene, se puder evitar.


Primeiro,o localizador de lêndeas. Dve ser aplicado com o pente no cabelo seco (bem coberto o cabelo, atenção) e depois passar bem por água. Se houver lêndeas sacanitas, ficam pintadas de vermelho, tipo TCHARAAAAM, em apenas 2 minutos!!! 

Caso não haja lêndeas coloridas na cabeça dos nossos filhos é seguir caminho e passar para a fase da prevenção :) Com o champô de proteção ou o spray repel em ação sinto-me sempre muito mais “preparada” para estes emails!


Se houver, é passar para a fase da ANIQUILAÇÃO TOTAL! Ahah, brincadeira! É a fase do tratamento, que em apenas 10 minutos é 100% eficaz em apenas 1 tratamento! Podem saber tudo sobre os produtos, claro, no site da Paranix, aqui.

Estou munida agora da linha completa de deteção, prevenção e tratamento contra piolhos e lêndeas da Paranix! Cá em casa, não vai haver piolhos que resista :)

Entretanto já me zanguei com a Irene porque decidiu ir posar com outra mãe para a caixa de Paranix. Sempre que sair de casa, tem que me avisar, senão... ai, ai!


Este post foi escrito em parceria com a marca Paranix.
"100% eficaz numa só aplicação" - Ensaios clínicos demonstraram 100% de eficácia de Paranix Champô de Tratamento no tratamento contra piolhos e lêndeas, numa infestação de nível europeu. Estudos in vitro e ex vivo demonstraram a eficácia de Paranix Spray de Tratamento contra piolhos e lêndeas após um período de aplicação de 10 minutos. O produto também foi clinicamente testado após uma aplicação de 15 minutos; “Marca Nº1 em Portugal e na Europa” - Portugal: Dados HMR, Mercado Anti-parasitário Capilar, MAT Abril 2018, Farmácia + Mass Market, Valor e Volume; Europa: IMS Health, Data of Head Lice Europe, MAT Q4 2017, Pharmacy, Value and Volume; Os produtos de tratamento de Paranix (Champô e Spray de Tratamento) são Dispositivos Médicos para o tratamento da pediculose. Paranix Localizador de Lêndeas é um Dispositivo Médico utilizado para evidenciar lêndeas. Paranix Champô de Proteção é um dispositivo médico utilizado para prevenção da disseminação da pediculose. Apenas para uso externo. Evitar o contacto com os olhos ou as mucosas. Em caso de contacto com os olhos, lavar abundantemente com água. Não usar em caso de alergia a algum dos ingredientes. Paranix Spray de Tratamento está indicado para crianças com mais de 6 meses. Paranix Champô de Tratamento, Paranix Localizador de Lêndeas e Paranix Champô de Proteção estão indicados para crianças com mais de 2 anos. Paranix Repel é um produto cosmético. Leia cuidadosamente a rotulagem e as instruções de utilização. Manter fora da vista e do alcance das crianças.



domingo, 29 de julho de 2018

Querem fazer check-in no hotel dos meus sonhos?

Estou agora de férias num hotel que é óooptimo, mas dei por mim a pensar em como seria um hotel que fosse eu a criar e a gerir: querem fazer check-in no hotel dos meus sonhos? 

No hotel dos meus sonhos: 


AMOSTRAS DE LENÇÓIS E ALMOFADAS

- Assim que se completasse a reserva do hotel, ser-nos-iam enviados por correio três exemplos de tecidos de lençóis, almofadas e também de colchão. Assim, quando fossemos dormir, seria na melhor cama possível para os gostos de cada um. 


QUESTIONÁRIO SOBRE PREFERÊNCIAS

- Haver um mini-questionário (não mais de 5 minutos) em que os futuros hóspedes - só os que achassem giro - pudessem responder a várias perguntas sobre as suas preferências, dando hipótese ao hotel de os surpreender com apontamentos que os fidelizariam para todo o sempre. Por exemplo: flores preferidas, prato preferido, músicas preferidas para determinados momentos, melhor memória de infância (imaginando que seria fazer pão artesanal, poderiam criar uma actividade nesse sentido), etc. 


SER SEMPRE O MESMO EMPREGADO A LIDAR CONNOSCO

- Isto, claro, também seria perguntado no questionário das preferências: qual o seu empregado ideal? E, depois, se calhasse o senhor Ruben, seria o senhor Ruben a tratar de tudo o que tivesse a ver connosco: marcar jantar, deixar já claro que a Irene ainda precisa da cadeirinha, que é melhor pedir a sopa com algum tempo de antecedência para ir esfriando... 


HAVER INTERCOMUNICADORES EM TODO O HOTEL

- Ser o próprio hotel a proporcionar uma maneira de podermos deixar as nossas crianças a dormir no quarto e podermos vadiar ou ingerir algumas quantidades aceitáveis de cocktails no bar sem estarmos preocupadas com isso. Um intercomunicador que desse para toda a área do hotel com câmera. 


SALA DE ACTIVIDADES IDEAL

- Ui! Se já acharam que as minhas outras ideias eram perfeitamente utópicas, imaginem criar-se uma sala para crianças que não fosse uma sala, mas um jardim. Algo extremamente orgânico e com óleos essenciais de um anti-histamínico qualquer forte para andarem sempre tontas e a cairem para o lado. Quando as fossemos buscar estariam já a dormir.  Com animadores que não me enervassem por quererem muito conquistar o meu afecto e confiança, mas também não daqueles que acham que "eles crescem sozinhos, no meu tempo levei reguadas e estou aqui que sim senhor". 


Isto sou eu a ser super sexy de férias. Atenção que o Rúben ou Raquel também teriam de possuir uma máquina que custasse além de 2000 euros e editarem as fotografias todas sugerindo as melhores para o nosso instagram depois de uma formação em Social Media coiso.



PISCINA DE CRIANÇAS

Uma piscina em que o xixi estaria sempre a ser filtrado, mas que seria quentinha na mesma. Sempre que cada criança dissesse "mãe" ou "pai", apareceria alguém igual a nós que lhe diria "sim, filha, ai que giro!" e ainda desse um mergulho com ela ou dois para não parecer só maternidade ou paternidade à distância. 


ROUPA ARRUMADA

O senhor Rúben ou a menina Raquel fariam a maravilha de arrumar a nossa roupa toda, cumprindo os requisitos de transtorno obcessivo-compulsivo que eu tinha preenchido no questionário de preferências. Tudo por cores. Ou tamanhos. Ou... 


ROUPA PASSADA E LAVADA

Nunca haveria roupa por lavar ou suja. A roupa já usada seria rapidamente arrumada dentro da nossa mala, pronta para ir quando fosse preciso. Assim que acabassem as férias, a mala já estaria feita. 


SANITA ANTI-PUNS E CHEIROS

Quantas de nós queremos estar à vontade neste tipo e parto que se quer diário? Não queremos estar preocupadas pela pessoa que vai connosco ter acesso ao verdadeiro odor do nosso interior. E já que o interior é o que conta, que o deixemos à imaginação e idealização de quem nos ama ou que poderá vir a amar ou o que for. Isto é mesmo muito necessário, pensando bem, era só isto que eu queria. 


Pronto. Se forem muitas a dizer que fariam check-in, abro mesmo o hotel "a Mãe é que sabe". :)


sábado, 28 de julho de 2018

Não se sintam sozinhas...

Porque não estão. Ser mãe pela primeira vez tem tudo de difícil (acredito que de 2ª e 3ª também, mas só falo do que sei, eheh). Lembro-me perfeitamente, nos primeiros meses de Irene, num grupo de mães ter perguntado: "Posso pô-la despida na banheira dos adultos? Como fazem vocês para impedir que os detergentes que usamos para limpar a banheira lhes façam mal ao pipi, por exemplo?".

Muitas riram-se (não foi por mal) e perceberam obviamente que se tratava de uma mãe que está a passar por tudo isto pela primeira vez (ainda assim a pergunta não me parece assim tão totó e eu responderia que há sempre a hipótese de comprar detergentes ecológicos e biológicos). Porém, fiquei a sentir que estaria sozinha neste mundo com as minhas preocupações. 

Se é verdade que podemos e devemos descansar as mães de "primeira viagem" (odeio a expressão), acho que muitas das dúvidas podem ser pertinentes também para repensarmos qualquer coisa. Esta questão dos detergentes poderá ser um gatilho interessante para que algumas de nós comecemos a repensar as escolhas de "químicos" que fazemos e que pomos os nossos bebés em contacto no chão, nos talheres, no banho...

... a verdade é que, com o tempo a passar, isto vai deixando de ser algo que nos incomode porque há tantas outras coisas para nos preocuparmos... Durante os primeiros meses de vida, então... Senti que as minhas principais prioridades e preocupações fossem que ela sobrevivesse (uma), que não morresse (parece a mesma, mas é outra) e que eu também sobrevivesse (é outra). 

Por isso, mães de primeira viagem, não se sintam sozinhas. Todas nós temos pensamentos e preocupações que aos olhares das outras parecerão absurdos, mas não somos todas iguais. E são também as nossas preocupações e gostos que nos distinguem. Para muitas mães, a questão dos detergentes é uma mariquice e "por amor de Deus, deves ter muito tempo livre", para outras a questão dos detergentes é importante, mas estão a borrifar-se se comem vegetais. Vai mudando de mãe para mãe. 

Ou, no meu caso, preocupam-se com tudo ao mesmo tempo (parece) e dão em malucas. Eu não consigo saber que as coisas lhe fazem mal e não me lembrar disso quando deixo que ela as faça ou quando vejo que estão a acontecer. Vivendo e aprendendo :) Tem sido uma luta grande a "descontracção", ainda estou a tentar encontrar o meu/nosso equilíbrio, mesmo que ele tenha de mudar todos os dias. 

O yoga tem-me ajudado imenso, sinto que mais uns meses e poderei ter um maior controlo sobre a minha cabeça e fritar menos :)




Ps - Tenho os detergentes ecológicos e biológicos lá em casa, mas ainda não consegui habituar-me ao facto de não terem aquele cheiro "a lavado" ao qual fui habituada... Devagarinho :)



quarta-feira, 25 de julho de 2018

Coisas para fazer neste Verão. ♡

Há uns tempos (há dois anos, mas como já tenho 30 já digo "há uns tempos" quando já passou muuuito tempo) fiz uma lista que ainda tem dado jeito a algumas pessoas: 60 actividades para fazer com eles em casa




Neste momento, de férias, temos feito imensas coisas: 


- Fazer pizza em casa;

Podem comprar a massa ou fazê-la em casa. 

- Fazer pão com chouriço;

Podem usar a mesma massa da pizza. 

- Aguarelas e lápis de cor;

Não falha. Até para nós, para termos o famoso momento Mindfulness. 

- Passear;

Só. Sem ser com o intuito de comprar alguma coisa. 

- Ensinar a fazer as tarefas domésticas; 

Eles sentem-se mais crescidos e estamos a formá-los, eheh. 

- Ler muito;

Ler muitos livros e com calma, sem ser só antes de dormir. Desligar a televisão. Aproveitar o tempo "a mais". 

- Jogos...

Trouxe o diablo (mais para mim que ela ainda não gere bem), o Twister, o Quem é quem, Legos, Traga Bolas... Preferência para coisas que se possam fazer em conjunto para criar memórias e ligação. 

Tenho a cabeça tão calma que nem estou a conseguir pensar em mais nada, mas também trouxe as bolinhas de sabão, claro. :) O que levam nas vossas malas para eles? 

Como são os avós de hoje em dia?

É sempre um exercício muito pouco sociológico e com base em experiência própria e na dos que me rodeiam, espelha 0,000001 da realidade provavelmente, mas estas foram as conclusões que retirámos de um jantar de amigos: os avós de hoje, regra geral, aproveitam especialmente a "parte boa" da relação e não sentem (e/ou não podem ter) tantas obrigações. Isto porque os avós de hoje ainda trabalham e ainda precisam de ter tempo para si próprios, ainda são novos de espírito, e sentem que têm muito para viver, ainda querem aproveitar a vida e gozar de umas férias descansadas, em silêncio, recuperando o tempo perdido; ainda querem sair à noite ou ir ao teatro ou ao cinema ou a um concerto; ainda querem ir para um hotel ao fim-de-semana com o namorado(a); ainda precisam de sentir a vida a pulsar. Muito menos ir buscar à escola. Menos ainda ficar com os netos em casa enquanto os pais trabalham: não tenho uma única amiga a quem isso aconteça (só uma colega e o neto já é mais velho, tem 12 anos) e acho que só tenho uma minha vizinha que fica com a neta até às 19h, mas deve ser cada vez raro.


Tenho mixed feelings relativamente a isto. Já tive pena por as minhas filhas não terem essa oportunidade quando são muito pequeninas - o que me fez querer ficar em casa ano e meio com a Luísa-, mas, a bem da verdade, não trocava a juventude e a força dos meus pais por nada. Acho até percebo aqueles avós que, mesmo reformados, não iriam adorar ter os netas em casa. Percebo. Eu acho que, caso um dia venha a ter netos, também não me iria apetecer muito, após anos e anos a criar duas pessoas, não ter finalmente o meu espaço e o meu tempo, as minhas rotinas e as minhas necessidades. Pensando bem, eu não tive isso enquanto neta e não acho que me tenha feito falta. 


Depois falámos também da perda daqueles hábitos de família que pareciam estar enraizados na nossa cultura como o “domingo é almoço na casa dos avós”. Por um lado, é uma pena (gostava de trazer para casa restos em tupperware - ahah brincadeirinha), mas, pensando bem, gosto de não ter planos fechados para, enquanto família, podermos fazer o que nos apetecer, estarmos com quem quisermos, ir passear, o que surgir. Se calhar é bom que nada seja estabelecido e rotineiro a esse ponto e que vamos marcando à medida das nossas vontades, em casa do avô, da avó, dos avós, cá em casa (muito raro, sorry ahah) ou num restaurante ou... nada. Não combinar nada também sabe bem.



Os meus pais e os meus sogros, apesar da distância física, são presentes, vêm apagar muitos fogos (por exemplo, quando a Luísa teve aquele problema na anca, a sinovite temporária da anca, todos se revezaram para que eu e o David não faltássemos muito ao trabalho - só fiquei em casa com ela dois dias inteiros, espaçados), noto que gostam muito de estar com elas e que percebem que eu e o David precisamos de ir descansando e tendo uns momentos a dois, pontualmente. E elas adoram-nos. Eu sei que temos mesmo muita sorte. <3




Avó e neta a combinar na roupa (foi ao acaso eheh).

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Babywearing: imprescindível na nossa vida!

É uma das perguntas que mais me fazem: que mochila recomendas?

Tenho pena de não recomendar há quatro anos: teria sido bom sinal, sinal de que tinha usado muito quando a Isabel era bebézinha. Usei um sling emprestado, usei um marsúpio sem qualquer ergonomia (onde ela ficava com as pernas todas penduradas) e só descobri o mundo das mochilas ergonómicas e dos panos já a Isabel tinha um ano e tal. Veio a tempo, claro: usamos até hoje e, em casa com a Luísa, foi o meu kit de sobrevivência.

Primeiro usámos um Ergobaby, depois uma Boba4G. São ambas boas tanto para as nossas costas como para a criança. E a Boba dá até aos 20kgs (4 anos +-) - sendo que a Isabel ainda não tem sequer esse peso. Levamos em passeios pela cidade, no campo, para a praia, em viagens - essencialíssimo - e usei até para conseguir fazer alguma coisa em casa. Não me ajeitei muito bem com pano elástico, mas adoro cruzar-me com alguém na rua a usar, sou desajeitada e dou-me melhor com mochilas mesmo. São baratas? Não, não são. Mas tendo em conta a utilidade, acho dinheiro muito bem empregue. E... já vi várias à venda em segunda mão até. Peçam emprestado, se tiverem amigas com uma. Peçam como presente de vários amigos próximos, como prenda de nascimento. 

Aqui todos usam: mãe, pai e até avó e avô já usaram. <3

Há alguns grupos de Babywearing e até lojas especializadas e com imensa oferta: vão lá, experimentem várias, aconselhem-se com quem sabe. :)

Ergobaby 360 na nossa viagem a Barcelona
Boba4G no nosso passeio por Aveiro

Em Aveiro

Em Barcelona, às costas do pai

Na praia da Fuzeta, com o avô


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Amamentação: vamos fazer o desmame.

Amamentar a Luísa foi das melhores experiências da minha vida. Nunca encarei a amamentação apenas e só como forma de alimentar as minhas filhas, sou do team que acha que amamentar é apego, é amor e é conforto para o bebé (não é a única forma, claro). Já muito escrevi sobre este tema, senti-me muito feliz quando soube que ajudei muitas mulheres a conseguirem fazê-lo, a procurarem ajuda, desmistifiquei algumas questões e passei-vos, acima de tudo, a minha experiência e sensibilidade sobre o assunto. Acredito que seja o melhor para o bebé e até para a mãe. Mas acho também que tem de ser algo desejado e tem de ser uma dança a dois. Sou das que acha que não compensa se a mãe não gostar da experiência e não julgo quem não o faz. Nem sempre percebi, mas sempre fiz um esforço consciente para não o expressar: se não gosto que metam o bedelho nas minhas escolhas, também não tenho o direito de fazê-lo aos outros. Acho que sou assim um bocadinho com tudo na vida e tenho bem presente a máxima que a minha mãe usava muito: "se não tens nada de bom para dizer a alguém, cala-te". "Nada de bom" no sentido de "nada construtivo", acho.

O que faço com amigas próximas que estão com dificuldades e querem amamentar (é nessas que concentro esforços) é ajudá-las a encontrarem ajuda especializada, perguntar a quem sabe e passar-lhes informação, responder-lhes com o que li, aprendi ou vivi e estar lá para todas as decisões que tomem. A amamentação é um tema que me apaixona, talvez por ter sido amamentada até aos dois anos e tal e por ter essas imagens fotográficas na minha cabeça toda a vida. Talvez por ter tido uma experiência difícil com a Isabel (e ter durado até aos 9 meses apenas). Talvez por ter tido uma experiência maravilhosa com a Luísa (nem sempre, mas com as dificuldades a serem ultrapassadas).

Amamentar durante a noite já não estava a ser bom para mim e parei de o fazer há cerca de dois meses. Contei-vos aqui como fiz o desmame nocturno. No nosso caso, foi fácil, ela estava preparada, reforcei só os momentos de conexão com ela (só as duas, durante o dia), para que não fosse um corte abrupto. Rapidamente percebeu que maminha, a partir dali, era só de manhã. Passou a ser só por volta das 6h30, acordava, mamava e voltava a dormir. 

Até que comecei a ter cada vez mais presente a minha vontade de desmamar. É uma coisa meio esquizofrénica porque aqui e agora, quando vos escrevo, sinto saudades. Quando a estou a amamentar não sinto grande vontade de o fazer (não que não goste, mas não tiro especial proveito e não me apetece quase nunca) e sinto que já está pronta. Durante o dia, ela não pede - acho que só pediu uma vez e eu disse, com calma e compreensão, "amanhã de manhã, amor". Aceitou. 

Combinei com o David que vamos aproveitar as férias para o fazer (ou pelo menos tentar - sim, que eu sou menina para voltar atrás se achar que está a ser violento). Esta semana já aproveitei para ir dizendo que a mãe está cansada e que as maminhas precisam de fazer mais óó (foi a desculpa que arranjei para ela não mamar à noite e ela aceitou). Eles vão mais cedo para o Algarve os 3, vai estar 4 dias sem maminha e depois tentarei arranjar alguma coisa para fazer com ela, nem que tenhamos mesmo de nos levantar às 6h30 e ir dar uma volta, tomar o pequeno-almoço no jardim, eu lá me lembrarei de substituir esse momento por outro qualquer. Vou aproveitar que vou estar duas semanas só para elas (e em que devo fazer um detox de internet, como vos falei aqui) para facilitar todo o processo.

Depois conto como correu. Para já, segurança na minha decisão e afastar culpas, remorsos e medos. Foram dois anos e 3 meses maravilhosos. Ela é uma criança muito amada e feliz. Vamos continuar a ser uma da outra, de muitas formas possíveis e para sempre.

Atenção: cada criança e cada mãe têm contextos únicos, timings e sensibilidades diferentes, não tomem decisões baseadas nas minhas, ponderem bem e peçam ajuda de especialistas para alguma dúvida. O desmame deve ser feito, de preferência, de forma gentil e não tem sequer que ocorrer por pressão dos outros, deve ser uma decisão pessoal, da mãe e/ou do bebé (de preferência de ambos). Não tem de obedecer a nenhuma ou data lançada por outros - é até mãe e filho quererem. 

Fotografia que eu adoro: Isabel Saldanha

No último verão


 www.instagram.com/joanapaixaobras 
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Vou fazer um detox... de internet.

Uma blogger dizer que está a pensar seriamente em fazer um detox de internet deve ser mais ou menos o mesmo que um dono de um restaurante vegan incluir no menu carne de vaca. Já ando com esta ideia a pairar há algum tempo e cheira-me que vai ser desta.

Tenho vontade de aproveitar pelo menos a primeira semana de férias em família tal e qual como os meus pais faziam connosco: sem internet, sem redes sociais, sem telemóveis na mão a mostrar tudo. A Isabel Saldanha dizia uma coisa que me pareceu interessantíssima (como aliás tudo o que ela diz e escreve, sou fã!), que era mais ou menos isto: as crianças já não têm espaços vazios no seu percurso, sem registos, para que possam criar, por elas, as suas próprias memórias. Estamos constantemente a mostrar-lhes como elas eram, o que fizeram, a cada segundo, sem que possam usar a imaginação para recriar esses momentos.

Mais do que isso, eu quero aproveitar estas férias apenas para viver e estar, olhar o mar, olhar para elas e olhar para dentro. Nos momentos em que estou a fazer scroll para ver o que os outros andam a fazer, quero ler uma ou duas revistas (tenho a Tribo para ler, por exemplo), um livro (algum recente que recomendem?) e ainda vou tentar fazer Yoga.

Para isso, vou deixar alguns posts preparados e agendados, mas não planeio vir aprovar e responder a comentários.

Tirarei fotografias às minhas filhas, claro, mas isso já os meus pais faziam há 25 anos e eu adoro fazê-lo. Mas estava a pensar mesmo em desativar os dados. Partilho convosco e volto às redes uma semana depois. Nessa semana off, espero que os amigos e família telefonem se houver uma novidade mais especial e o resto vou sempre a tempo mais tarde, certo?

Para isto correr bem, era fixe que o David também alinhasse para não haver cá grandes tentações e estarmos na mesma onda. Acho que até para as miúdas ia ser muito fixe.

Conseguiriam?


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Encomendei a comida das garotas para as férias.

Foi um dos meus maiores descansos nas férias no ano passado: levar comida já feita para as garotas. E, sendo essa comida saudável e de origem biológica, melhor. Este ano vamos repetir a dose: já estive a escolher as refeições que vou levar. Saber que a maioria dos pratos que as miúdas vão comer são variados e nutritivos e que basta aquecê-los é quase tão bom quanto ir para um resort com pulseirinha no pulso (ahah). 
No ano passado levámos só sopas da Bebé Gourmet, este ano levo algumas sopas e alguns segundos. As miúdas vêm quase sempre estoiradas da praia (nós gostamos muito de ficar até tarde), muitas vezes já vêm a adormecer no carro, e é fixe ter logo ali à mão as refeições delas, despachá-las e depois poder jantar à vontade, depois de já estarem a dormir, com calma. Ao almoço comem o que comermos (e às vezes  sandes de atum com tomate e alface comem), ao jantar comem bem. Só para terem uma melhor noção das ementas disponíveis, escolhi estas: arroz de bacalhau, frango com maçã, molho de coco e arroz thai, perca na massa com coentros, hambúrguer de feijão com cenoura e arroz alegre, filete de pescada assada com puré de batata, sopa de espinafres e grão, sopa de cenoura com hortelã e sopa de alho francês e batata doce. Não levo para todos os dias, até porque devemos ir jantar fora uma vez, mas a nossa primeira semana fica mais relaxada desta forma. Aconselho vivamente!



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Já não faço topless

A propósito do post da Joana Gama sobre a nudez das crianças na praia, contei-lhe que antes de ser mãe fazia topless e agora já não fazia. Pus-me a pensar se teve a ver com o facto de ser mãe ou com o facto de ser mãe e ter as mamas descaídas ou se teria a ver com o facto de me reconhecerem em bastantes sítios (no outro dia o David foi sozinho à Decathlon e uma senhora foi falar-lhe; o sábado numa feira em Loures fomos abordados; etc, etc). Eu pensava que tinha mais a ver com o facto de não ter as mamas que tinha antes de ser mãe e amamentar, mas acho que a sensação de alguma de vocês poder vir ter comigo estando eu sem top na praia me deixa desconfortável.

Sempre fiz topless. Não fazia sempre, nem todos os dias, nem em todas as praias e, caso os meus pais estivessem com amigos, punha a parte de cima, por pudor, mas caso fosse sozinha ou só com os meus pais ou com o David ou com amigas fazia. Caso fosse jogar raquetes ou fazer caminhadas punha, mas se estivesse na toalha era certo e sabido. Eu sou das que não adora marcas de bikini e a sensação de nadar sem parte de cima é incrível. E se calhar até tenho um lado mais naturalista e tudo. :) Nunca me fez confusão alguma ver alguma mulher a fazer topless, não me causa nenhum desconforto.

Tenho pena de não me sentir já confortável e de nem conseguir identificar bem a razão. Se calhar quando arranjar umas novas volto a conseguir (ahah).

E vocês? Alguém já fez ou fazia? É um tabu? Qual a vossa relação com o vosso corpo e com este assunto?


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