terça-feira, 31 de março de 2015

A minha mãe acha que fui trocada à nascença.



Eis o nosso segundo livro. 
Gosto de pensar que o primeiro é o meu (este) que lancei o ano passado e que foi um êxito tão grande que já não se vende em lado algum (acho que só enviaram meio exemplar para cada loja) e que o segundo é aquele do qual vou falar agora da Sara-a-Dias.

Apesar da Sara não ser uma das autoras do blog, o blog não seria tão sexy sem ela. Acho que ninguém nos teria dado uma primeira oportunidade tão facilmente. Vestiu-nos o blog, espremeu-nos as borbulhas, pôs-nos base, fez-nos a monocelha e tornou-nos muito bonitas. Isto tudo para dizer que é a ilustradora que nos montou o blog. 

Além de me estar a colar desmesuradamente e sem vergonha nenhuma ao sucesso da Sara-a-Dias com este livro, associando-o a nós, acho que este livro também é nosso por outros motivos.




O livro da Sara-a-Dias é a Sara (e a sua família) com as entranhas todas de fora. Ela revela coisas que, se fosse eu, levaria meia dúzia de tabefes mas, ao que parece, a família da Sara tem tão bom humor como ela e a mãe não me parece não estar a gostar de ser a segunda protagonista desta trama toda. A mãe foi com boa cara, pelo menos, ao Há Tarde da RTP com a Vanessa Oliveira e o Herman José. 



É o nosso livro porque a Sara fala de tudo aquilo que as crianças da época viveram. Qual das Spice Girls era a nossa preferida? As brincadeiras às lojinhas. A professora que se roçava nos cantos da mesa da sala. O miúdo que tinha uns dentes enormes. Ser apanhada a passar um bilhetinho na aula. Ter um bocadinho de vergonha da nossa mãe quando tenta ser engraçada. 

Não tenho uma irmã mais nova como ela, mas sinto ter passado quase por tudo o que está por lá, neste livro. Não é um Fausto de Goethe, mas ainda bem. É um livro que nos faz sentir coisas e pensar noutras e isso, para mim, é arte (wooowww, por esta ordem de ideias até um folheto de compra e venda de carros é arte, mas... e não será? Hmmmm)



Ah! E estava a referir-me só ao conteúdo, que estúpida! A Sara-a-Dias é ilustradora. É uma novela gráfica. Não. Isto não quer dizer que são gráficos a curtirem uns com os outros e a engravidarem alternadamente do jardineiro. Quer dizer que a Sara-a-Dias ilustrou à sua maneira toda a sua história. Só para que vejam, mesmo que não houvesse ilustrações, teria adorado o livro na mesma. 

Aqui entre nós (que estupidez), acho que ela tem tanto jeito para fazer rir como para ilustrar. 

Óptima, óptima prenda para dar a alguém (como se houvesse prendas para não dar alguém). Uma coisa diferente. 

É um livro que fica bonito na estante. É um livro que se lê tranquilamente mesmo sendo daquelas mães que não dorme muito e faz-nos sentir coisas boas.

Obrigada, Sara-a-Dias



Nota: Espero que, apesar do livro não ser nosso, não te importes que esteja ali do lado direito do blogue. É mesmo como se fosse. <3




Sem comentários:

Enviar um comentário