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4.26.2019

Tive uma ideia!

Estava eu a fazer a lista dos 20 livros preferidos cá de casa, para 2 e 5 anos (difícil, difícil, mas dei o meu melhor) e lembrei-me de vos desafiar para algo que poderia resultar na escola dos vossos filhos. Caso haja educadoras desse lado, esta ideia também é para vocês.

Já vos contei que tenho um viciozito com livros infantis (e elas pelos vistos também já foram contagiadas) e que uma coisa boa foi ter descoberto que havia biblioteca muito boa perto de casa (procurem nas vossas imediações e se calhar até se vão surpreender!).

A par disso, a escola das miúdas começou há um mês e pouco uma biblioteca! Um projecto muito giro, com alguns livros (um armário), um cartaz ao lado para se escrever o nome da criança e que livro leva: todas as 5as feiras leva para casa e todas as 2as feiras devolve. A par disto, inventaram uns saquinhos de pano - feitos de t-shirts recicladas, pareceu-me, em que das mangas/alças fizeram as asas do saco e amarraram a parte de baixo [imaginem fizeram umas tiras em baixo às quais deram nós]. ADOREI a IDEIA! Não é algo giro a implementar?


Não sei qual a facilidade que as escolas têm em comprar livros, mas imaginem que cada criança levava um livro para oferecer à escola, novo ou em segunda mão, quantas possibilidades não haveria de rodar livros por todas as casas, todas as semanas?



Segundo dados recentes, em 2018 venderam-se apenas 11,7 M de livros, quando em 2009 eram 14,9 M... isto é preocupante! Daí que seja muitíssimo importante estimular-lhes o gosto pela leitura desde pequeninos. É o nosso momento, antes de apagar as luzes e ir dormir, todos os dias. 

O que acham da ideia? Faz sentido? Propunham? 



4.23.2019

20 livros dos 2 aos 5 anos

Já devem saber da minha predilecção por livros. Não tenho assim grande pancada por mais nada, não perco a cabeça com brinquedos e também já não perco a cabeça com roupa para elas (estou muito mais contida),  mas livros infantis SIM SIM SIM! Ando a melhorar bastante e até já descobrimos que a biblioteca ao pé de casa é fantástica (ah! e a escola das miúdas também já tem: vejam aqui a ideia que eu tive para sugerirem nas vossas!).

Mas se vejo um livro que penso que elas vão gostar, que me vai ajudar a explicar alguma coisa ou que nos vai fazer bem, nem sempre resisto a comprar. É o nosso momento antes de ir dormir, sempre.

Comecei a comprar livros ainda grávida e temos uma biblioteca que "sim, senhor".



Vai daí, se também estão comigo na luta ou se precisam de alguma dica para oferecer num aniversário ou numa data especial, escolhi 5 livros recentes (cá em casa),  de que gostamos muito.


Cuquedo e Um Amor que Mete Medo 

Se já conhecem o Cuquedo, este é a sequela, mas desta vez com romance pelo meio. Uma espécie de “quem quer casar com a Carochinha?” com humor e com sustos. Divertido e muito fácil de entender, acho-o perfeito logo para os 2 anos [a Luísa gosta imenso das repetições e dos sustos], mas com 4 também se torna giro porque o decoram e contam na boa.




A lagartinha muito comilona

Este é bom logo para os 2 anos: além de aprenderem como uma lagartinha nasce de um ovinho e se transforma em borboleta, aprendem os nomes dos alimentos mas também a contar (e depois a borboelta fica com as cores de tudo o que consumiu. Giro, colorido, didático.




Truz Truz

"Truz Truz! Quem é?! É a menina pequenina que tem uma meia rota no pé!" É assim que começa uma lengalenga com muitas personagens diferentes que batem à porta, em diferentes estações do ano, num texto sempre em rima para que eles adivinhem tudo o que aí vem. Escusado será dizer que cá em casa já sabem completar tudo. Ideal a partir dos 2 anos também. [Há outro livro com o mesmo nome que me parece giro giro também, alguém conhece?]




Meninas Pequenas, Grandes Sonhos: 
Frida Kahlo
Este tem entrada directa no meu coração, já que a Frida é uma das minhas personagens históricas preferidas (desde que vi o filme que fiquei absolutamente rendida). A Isabel ficou fascinada com a história dela que, apesar de algo violenta, tem esperança, tem poder, tem luta. Adoramos. Este é a apontar mais ali para os 4, 5, 6 anos (se bem que a Luísa ouve e não se queixa ahah). Fiquei super curiosa com a restante coleção. Women power!




Há um tigre no Jardim
É só maravilhoso. Quando a avó lhe diz que viu um tigre no jardim, a Nora acha que está demasiado crescida para acreditar nessas tontices. Afinal, toda a gente sabe que os tigres vivem na selva e não em jardins! Até pode haver libelinhas do tamanho de pássaros, plantas que tentam comer girafas de peluche, ou um urso-polar que gosta de pescar… Mas a Nora continua a ter a certeza, certezinha, de que é impossível existir um tigre no jardim… Ou será que existe mesmo?" Óptima forma de lhes mostrar que, nos momentos "aborrecidos" e de tédio basta usar a imaginação, que tudo é possível!





Não sou rabugento!
Este foi comprado um bocado ao acaso mas revelou-se uma história bem gira. O que é isso de ser rabugento? E será que quem é "rabugento" não terá razões para isso? O que estará por detrás do "mau feitio"? Óptima forma de lhes ensinar que não devemos rotular os outros e que há bons corações por detrás das capas. Sobre a amizade e a falta que isso nos faz. Entre os 3 e os 5. 




O Livro Zangado, O Livro com Sono, O Livro com Medo

Se tivesse de eleger o que mais as ajuda a lidar com as emoções, esta trilogia ficava em primeiro lugar, empatado com O Monstro das Cores. A literacia emocional para mim é das coisas mais importantes de todas e se trabalharmos bem o reconhecimento das emoções estamos a treinar a empatia, o amor-próprio e a ajudá-los até na auto-regulação. Estes são logo para os 2 anos e ajudam-nos a encontrar técnicas para se acalmarem nas birras, a deixar de ter medo antes de dormir, a acalmarem-se antes de adormecer, etc. 



O Monstro das Cores vai à Escola

E por falar em O Monstro das Cores - talvez o meu preferido de todos -, há um novo para ajudar os miúdos na entrada numa nova escola: "O Monstro das Cores está um bocadinho nervoso. Hoje é o seu primeiro dia de escola e não faz ideia do que isso seja. Não tenhas medo, Monstro! Esperam-te muitas aventuras e muitos novos amigos." Talvez o tema muito específico, mas não deixa de ser giro para todos - diria que 5, 6 anos seja o ideal.



A Ovelha que Chocou um Ovo
Esta é a história de uma ovelha muito vaidosa da sua lã, mas depois de ser tosquiada perde a suavidade e fica um autêntico ninho de ratos. Só que isso até lhe trouxe vantagens: amigos que surgem de forma inesperada. Bonita lição: mais vale grandes amizades do que um cabelo perfeito. Dos 2/3 anos aos 5 anos à vontadinha.



A toupeira que queria saber quem lhe fizera aquilo na cabeça

Este é para rir, puro entretenimento. Muito divertido e dá logo para os 2 anos, claro, que é quando eles entram nesta fase mais escatológica, mas tem interesse até bem mais tarde. O livro tem mais de 30 anos mas só agora entrou nas nossas vidas. vale pena. Então a toupeira percorre o campo todo à procura de quem lhe teria feito aquele bonito serviço na cabeça: se a pomba, se o cavalo, se a lebre e por aí fora, imaginem...





Sozinho em Casa e E.T.

Que saudosismo que estes livros me trouxeram, Deus meu! Estes são claramente daqueles que nos dão um prazer enorme em contar-lhes porque trazem muito da nossa infância com eles.

Adoro tudo: apesar de adaptados (imaginem, o senhor velhote que limpava a neve e aterrorizava a criança no Sozinho em Casa aparece de outra forma na história - e ainda bem), estão uma delícia! As ilustrações são muito giras e as histórias são aquelas que já conhecemos. A partir dos 4 anos, funcionam muito bem.



Adivinhas Coloridas

Não sei se os vossos se interessam por adivinhas, provérbios e lengalengas mas a Isabel começou a gostar muito já para o fim dos quatro anos. Destes três que lhe ofereceram nos anos, o preferido é o das adivinhas - tem de acertar nos animais, alimentos, pelas descrições (normalmente em rima). Não esperava que tivesse tanto sucesso, mas ainda ontem foi o livro que escolheu antes de ir dormir. Este é, na minha opinião, para putos a partir dos 5 anos.




Bem-Vindos ao Nosso Mundo
E, por fim, um livro que é mais uma enciclopédia mas que não deixa de ser maravilhoso. Desde comidas, animais de estimação e brincadeiras, passando por saudações, roupas ou chapéus, há tantas maneiras de dizer e fazer as coisas no mundo inteiro. O problema deste livro é ser impossível chegar ao fim, por isso NUNCA o leio antes de ir dormir (ou então negoceio muito bem que são só 3 páginas). Desde que começámos a viajar para outros países (e desde que tem colegas do Brasil, por exemplo), que a Isabel tem muita curiosidade em saber palavras e costumes do mundo inteiro. Tem muito interesse em saber as bandeiras também [se souberem de um livro ou jogo sobre bandeiras, digam - que ela ia adorar e eu bem preciso ahah]. 



Espero que tenham gostado, que vos seja útil e partilhem também os vossos livros e as histórias que mais os cativam! 


4.09.2019

Os livros que temos lido todas as noites.

Sabem quando há alguns livros que lemos repetidamente? Não os nossos, mas os deles? A Irene recebeu estes dois livros no aniversário dos 5 anos e ainda não conseguimos parar de ler (eu já teria conseguido, mas ela quer e... pronto).

Por acaso gosto muito deles porque têm óptimas mensagens. Senão vejamos ;)


O ANDRÉ SEMEÃO NÃO TEM UM CAVALO


É a história de uma menina que está farta que o seu colega, André Semeão, diga a toda a gente que tem um cavalo. Ela tem a certeza que ele não tem. É impossível. Ainda por cima diz-se pela escola que ele almoça de graça na escola e que a casa dele é pequena demais até para ele e para o avó, quanto mais para um cavalo. 

Depois de negar publicamente ao André Semeão, enquanto ele viajava pela sua imaginação, que tinha um cavalo, reparou o quão triste ele tinha ficado. 

A mãe levou-a a casa do André Semeão e os dois, depois de brincarem em conjunto, ficaram a conhecer-se. A menina chegou à conclusão que o André Semeão era o menino com mais imaginação da escola inteira e que o cavalo dele era um cavalo maravilhoso. 

Aponta para a necessidade de sensibilidade. Para a empatia. Para o respeito pela imaginação... E também nos relembra do nosso papel enquanto pais nestas situações. 

É da Fábula. Uma das nossas editoras preferidas. Minhas, vá, a Irene está a borrifar-se para as editoras. 





O FRIGORÍFICO DA MAGUI


É a história de duas amigas que brincam juntas todos os dias. Uma delas é a melhor a correr e outra a escolar. Quando uma delas têm fome e vai a casa da Magui repara que ela não tem nada no frigorífico. A Magui confessa que a família não tem dinheiro mas pede-lhe para prometer que não vai contar a ninguém por ter vergonha. A amiga prometeu.

Os dias foram passando e a amiga não conseguiu descansar sem conseguir arranjar formas de ajudar a Magui, ainda para mais tendo noção da discrepância da vida da Magui e do irmão e a dela e da sua família. 

Numa das tardes, elas ajudam-se mutuamente. A que não consegue bem escalar, agarra a mão da Magui que subiu mais depressa. 

Eventualmente, decidiu contar à mãe. E a mãe ficou muito feliz por poder ajudar a Magui e a família. No livro a Magui e a mãe recebem a ajuda de bom grado, não sabemos como terá sido a conversa entre as mães. 

A Magui ficou semi-chateada pela amiga ter contado, mas a amiga disse-lhe "TU és mais importante que qualquer promessa". 


Gosto que tenha ensinado que há promessas que devem ser quebradas. Tal como há segredos que devem ser contados, se é que me entendem... Atiça o espírito crítico. Formas de entreajuda e, acima de tudo, conclui com várias ideias das crianças diminuirem a quantidade de frigoríficos vazios pelo mundo fora, deixando claro que é uma missão de todos nós. Uma óptima reflexão sobre amizade também. 

É da Booksmile. Outra editora que gostamos. :)




12.20.2018

Os 6 melhores livros de maternidade.

Aqui está, garotas. Sabem que sou a mãe que lê deste blog. O que quer dizer apenas isso. Vocês que não costumam ler sobre maternidade, não estão a fazer mal, é outro estilo. No entanto, por muitas leitoras saberem que sou eu a geek disto (pelo menos comparativamente com a outra autora aqui da loja), têm pedido para dar sugestões de livros sobre maternidade e aqui vão elas.

É mais um vídeo no nosso novo canal de youtube. Subscrevam e, já agora, deixem aqui em baixo as vossas sugestões, pode ser? 






11.29.2018

Este livro é mesmo delicioso!

Foi a primeira coisa que comprei quando soube que estava grávida. Pronto, a segunda.
A primeira foi um babygrow mínimo, para anunciar ao David que ele ia ser pai. E para anunciar a toda a família.
A segunda foi um livro. Estava decidida. A minha filha iria ter uma biblioteca repleta de histórias, de cores, de sonhos. Podia nem vir a ter mais brinquedo nenhum. Mas livros teriam de fazer parte da nossa rotina.
Comprei-lhe um livro a cada mês da minha gravidez. Escrevia-lhe cartões a acompanhar os livros, para que, mais tarde, soubesse todo o amor que havia nas palavras e no coração. Comovia-me. Comecei a ler-lhe histórias com dois meses. Antes de dormir, íamos para o cadeirão, e contava-lhe uma história. Durante algum tempo, a mesma. Ainda nem falava e já fazia gestos, já conhecia a história de trás para a frente. E esta paixão por livros vem dali. Não há um único dia que não contemos uma história: eu, o pai ou quem ficar com elas. É dos momentos mais ternos do dia.

Os livros são as coisas mais valiosas cá por casa. A Isabel nunca estragou nenhum. Já a Luísa… bem, uns quantos já estão colados a fita-cola. No entanto, continuamos a deixá-la explorá-los, não nos faz sentido de outra forma.




O último a vir cá para casa é uma pequena maravilha: O Narciso com pelos no Nariz”, que ganhou o último Prémio de Literatura Infantil do Pingo Doce (podem encontrá-lo por lá a, apenas, 3,99€!!!). Isto é serviço público, acreditem. A história é tão bonita, de uma relação entre dois irmãos, tão cheia de suspense e de sentimentos lindos, de rasgos de humor e de descobertas, que vale mesmo a pena. Então agora que a Isabel nos revelou que tinha um namorado, que se chamava João, e que ele brincava muito com o Rock, foi um tiro mesmo certeiro. [Sim, ainda estou em choque! Ahah! Apesar de não ter dado muita importância porque são mesmo pequeninos, são amigos e pronto]. A Rita tem nove anos e quer desvendar um mistério: o irmão mais velho, o Filipe, não anda bem e ela acha que é culpa da magia negra. Poesia, violência na escola, coragem e amizade: há de tudo naquelas páginas. Até paixão. E mais não digo. Leiam (e leiam-lhes, porque, mesmo que os vossos filhotes não entendam tudo, alguma coisa fica, mais não seja o momento que estão a ter convosco).



A Andreia Penso Pereira e a Ana Granado (que, por acaso, é filha do meu professor preferido da faculdade, o António Granado) estão mesmo de parabéns pelo texto e pelas ilustrações, respetivamente. Sem querer desprezar todos os vencedores das edições anteriores (que temos cá por casa, óbvio, e de que gostamos muito, principalmente do Orlando – o Caracol Apaixonado), este é mesmo fantástico! [Já agora, também podem seguir a Ana Granado no instagram, no “Diário de uma Mãe Ilustradora”, que eu já sigo há que tempos e é demais!]



Este prémio é uma iniciativa de louvar, que revela verdadeiros talentos, e que, a um preço muito simpático, torna os livros acessíveis a muitas famílias e, assim, promove o gosto pela leitura dos mais novos.







Acho uma ótima prenda de Natal: um livro é sempre uma ótima prenda.

Boas leituras!

  

[Como é um tema muito pedido, um dia destes fazemos o nosso TOP de livros cá de casa, prometo!]
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9.12.2018

Não lhe vou dizer que posso morrer!

Disseram-me que as histórias que leio à Irene não têm interesse. Não vou dizer que foi um dos meus irmãos e o meu padrasto nas férias que me disseram isso.  Acho que seria desagradável (olá João ;)). Reparei que "a malta" ficou decepcionada por não haver muitas aventuras nos livros da Irene (os que levei, que foram dois, vá) e isso fez-me pensar. 

Haters: 

Claro que fez pensar, algo que não te faça pensar? 

Ai, lá vem mais uma liçãozinha de moral dela em como ser melhor mãe porque os livros não sei quê?

Aposto que é para dar um abracinho a uma marca qualquer para ter mais uns quantos livros de graça. 

Ai, não tem mesmo mais nada que fazer. Se tivesse a minha vida...


Ouvi-vos a todas antes de começar, mas se vos desse mesmo ouvidos nunca escreveria nada em lado algum e, por isso, temos de aprender a seguir. Vou seguir. 

Muitos dos livros que a Irente tem, até agora, não são aqueles "clássicos" do Capuchinho Vermelho e afins. Achei que até agora, para a Irene, ainda não era a altura de a introduzir a noções de "bem e mal" e a coisas tão grotescas como "foi comida pelo lobo e o caçador abriu-lhe a barriga...". 



Agora que já está a ficar mais crescida, acho que já lhe consigo explicar melhor que o que vê nas histórias que por exemplo "o lobo não é mau só porque tem fome e precisa de comer".  Não a vou conseguir privar ou proteger de várias coisas distorcidas que a nossa cultura tem, por isso, o que posso cultivar nela é o sentido crítico.

- Não achar que por toda a gente fazer algo que é o que está certo para nós. 

- Não achar que por estar escrito que é verdade.

- Não achar que toda a gente que faz coisas erradas, é gente má.

- Não achar que por sentirmos algo como mau que é isso que merecemos... 

Etc., etc... 

As Irene leu ontem comigo dois livros: o do Capuchinho Vermelho e Hansel e Gretel. A segunda, especialmente, deixou-me mais inquieta porque a "Madrasta convenceu o pai a abandonar os filhos na floresta e ele assim fez". Mesmo apesar do final em que o pai diz à madrasta para se ir embora e fica com os filhos, não deixa de os abandonar duas vezes na floresta e deles terem assassinado uma senhora no forno que queria comer um deles. 

What the hell? Principalmente aos 4 anos quando ainda não separam bem a realidade da fantasia. Não me apetece muito lidar com medos surreais da Irene. Já lido com os fantasmas da vida, os monstros da vida... para quê introduzir como vi no outro dia no início de um filme de animação uma perseguição de pessoas armadas dentro de um carro? 

Além de que o paralelismo com a vida dela é terrível. O pai um dia poderá ter uma namorada. E onde está a mãe? Não lhe vou dizer que a mãe morreu. Não lhe vou dizer que, aos 4 anos, a mãe pode desaparecer porque não se controla nada nesta vida.

Muitas das vezes estamos em automático nestas coisas mas nem nos apercebemos das mensagens que estamos a passar aos nossos filhos. Como vejo muita gente na rua a usar t-shirts com mensagens completamente diferentes daquilo que a pessoa é. Até me tem feito rir, honestamente. Pessoas com tshirts a dizer sports, ou instagramer, ou inflluencer ou... 

Tudo passa para eles. Tudo é uma mensagem. 

Bom, seja como for, atrevi-me e li esses dois clássicos (depois de já ter dado uma olhadela antes de saber se lhe podia ler os livros) e preparei-me para responder às perguntas de forma proveitosa e também de a ir observando à medida que ia lendo. 

Não acho que compense para já a euforia da aventura de matar uma bruxa dentro do forno ou de se sentir que se pode ser comido por alguém ou que um pai nos pode abandonar se a mulher dele (má) disser. Não quero sequer que ela saiba que há quem abandone os seus filhos ou que as mães podem morrer. Ela tem 4 anos. 

Poderá haver outras aventuras, outro tipo de livros, mas ela tem gostado dos que lhe leio e muito. E eu também os leio com prazer. Os clássicos ontem que lemos, são livros lindos e maravilhosos - refiro-me às ilustrações, à paginação, ao feel das páginas... - e tenho mais uns quantos clássicos arquivados que lhe quero ler um dia. mas now its not the time. 


Haters: 

Um texto todo deste tamanho para dizer que não lê alguns livros - que afinal até leu - à miúda?

E um texto mais confuso, Joana, não há?

Ai, não vou ler isto tudo, deve estar mas é louca.

É a Joana Gama que está a escrever? Só gosto da outra. Caguei.


Isto é, mesmo aos 4 anos da Irene, mesmo com 4 anos (haters: 4 anos e acha que sabe alguma coisa disto), ainda estou sujeita a repensar tudo o que faço com comentários alheios (nem foram nada de mal, nem nada, imaginem se fossem ahah). Ouvir comentários e tê-los em conta é bom porque às vezes poderei estar a fazer algo com o qual não concorde, mas agora sei que lá por o que eu faço ser "contra" o que me foram dito, não quer dizer que esteja errado. É só diferente. E faz sentido que seja. Quero que seja assim.

Eu não sou totó. Sei que há aventuras que não metam abandonos e homicídios, mas acho que perceberam o que quis dizer. 

Haters: 

Não, não percebemos. Nunca percebemos. 


Seja como for, no que toque à Irene e enquanto ela precisar que assim o seja (e eu), as mães são imortais. 

'Tá. 






6.13.2018

Querem um Natal inteiro de livros no Verão?

Andamos deliciadas com os livros da editora 20|20, da Booksmile e, especialmente da Fábula. Muitos deles são lidos por mim à Irene à noite. São alguns dos preferidos dela. E queríamos muito partilhá-los convosco.  São uma escolha pessoal minha para vocês, até já as partilhei com a Joana Paixão Brás que ainda no outro dia (bem à Joana) fez um piquenique com as histórias à mistura no jardim da Estrela. Lindas <3

Ainda bem que isto é um blog para mães, senão os rapazes nem olhariam para o livro com aquele decote, ahah. 

Aquilo que têm de fazer:


Fazer like na página da 20|20;


 e comentar este post aqui em baixo taggando três amigas


(vai aparecer quando o passatempo estiver on) 

E, pronto, já chega :)

Já agora, são estes os livros. Há algum pelo qual já estejam apaixonadas? 


Dou-vos os resultados daqui a uma semana em comentário à vossa participação no Facebook, ok? É o métido do costume. :) 


4.05.2018

Eu sou o Marcelo só que ninguém sabe (#08)

A pedidos de várias famílias (na verdade foi só uma leitora que nos enviou um e-mail - obrigada, leitora), aqui está de volta "Eu sou o Marcelo só que ninguém sabe". Sou fã de livros infantis, é um (guilty) pleasure e como não há grande tempo para ver televisão cá em casa, acabam por ter uma atenção especial. 

Hoje, quando começámos a brincar com este só me apetecia partilhar convosco. Ofereceram à Irene imensos livros - não soubemos quem deu o quê por a maioria das prendas só ter sido aberta em casa - e este era um deles. 



Vejam que querideza. 


Tentem abstrair-se do facto de ser um Zoo e de isso não ser porreiro para os animais (isto sou eu já a semicerrar os olhos com os comentários das mães sensíveis a este tipo de questões - e com razão!). 






É um livro com figuras destacáveis, muito fáceis de montar (é suposto serem eles, mas para a Irene ainda não dá) e... cria um mundo de fantasia, com ilustrações amorosas. Além disso, todas as figuras têm os seus nomes o que parece mesmo que estamos a recriar uma história com a "Mãe e o Manel" ou... os outros que já não me lembro mas que a miúda decorou. 



Fica a sugestão. E obrigada a quem quer que tenha tido esta ideia fabulosa... Gostou muito! 

Nota: o Facebook decidiu mudar o seu algoritmo e a partir de agora vai mostrar-vos mais posts dos vossos amigos e menos de páginas onde fizeram like. Querem saber quando publicamos coisas?
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