segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Esta mãe anda por aí?

No Domingo à tarde fomos lanchar a uma Padaria Portuguesa que há em Telheiras. Tinha fotografias giras num site e fomos. A Irene parece que anda com problemas de barriga e só descobri isso quando lá chegámos. Por acaso levei fralda para trocar porque achei que já tinha despachado os números 2 do dia. 


Toda contente por ter, afinal, levado a fralda extra fiquei um pouco aflita por não saber onde lhe trocar a fralda. Não queria mudá-la em frente a toda a gente, mais para não incomodar pessoas a lanchar e isso.

Fui à casa de banho com a Irene e não havia trocador. Encontrei uma mãe afónica (voz sexy - deve ser do tempo) que estava a ajudar a sua filha mais crescida a fazer xixi na sanita. Partilhei com ela a minha preocupação e ela não hesitou e tentou dar soluções: mude-a ali na outra sala que acho que está vazia (não estava) ou "eu ajudo-a, só um momento".

Fiquei tão quentinha com esta reacção. adoro saber que nos entre-ajudamos que, se for preciso, mudamos mais aquela fralda daquela bebé que não conhecemos, filha de uma mulher que nunca ouvimos falar. Aceitei a ajuda, mas pedi primeiro para ver se me desenrascava sozinha: deitei-a em cima do tampo da sanita, pus o quispo a fazer de almofada e para a separar da parede e, muito dentro dos limites, consegui tratar de tudo. Fiquei contente por me ter desenrascado - não me tenho em conta como muito hábil. Fiquei ainda mais contente por aquela mãe tão querida que queria ainda limpar um segundo rabo naquele pequeno intervalo de tempo.

Procuro esta mãe para lhe agradecer, mas também todas as mães que alguma vez algum dia ajudaram outra mãe que não conheceram para dizer que estas coisas ficam na nossa cabeça e que nos fazem sentir que, afinal, vivemos num mundo com alguns laivos de decência e compaixão.

Irei sempre lembrar-me de ajudar outra mãe que me pareça cheia de casacos ou com uma fralda por mudar ou...

Vamos a isto? 

12 comentários:

  1. Ainda se encontram pessoas simpáticas e disponíveis...sabe bem!

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  2. Já me aconteceu, uma mãe se oferecer para me ajudar quando eu, já com um mega-barrigão, tentava ajudar/empurrar a minha filha mais velha a subir uma espécie de parede de escalada de um dos divertimentos do parque infantil de um centro comercial...
    Nem deve imaginar essa mãe o quanto lhe agradeci (na altura) e ainda hoje agradeço aquele gesto simpático.

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  3. Como é q não existe fraldário na Padaria Portuguesa? --

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    1. Da mesma forma que a maioria dos espaços não tem um simples muda fraldas de parede...

      Eu quando assim é tento arranjar uma cadeira/banco/caixote de casa de banho onde possa colocar os meus pés. Depois deito a miuda nas pernas e vamos a isso eheheh

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    2. Ui isso implica grande ginástica e agilidade da mãe :) da última vez juntei 2 cadeiras no restaurante e zumbas! A malta adapta-se. Mas este espaço por acaso faz-me mais confusão não ter, porque é um espaço relativamente recente! E como a Ana disse, bastava um simples muda fraldas de parede!

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  4. Acho que as mães são naturalmente solidárias. :) Quero acreditar que sim. Nunca me aconteceu nada parecido mas, se vir alguém a precisar de ajuda vou tentar superar a timidez e oferecer-me para ajudar (dentro das minhas parcas possibilidades de rapariga extremamente trapalhona).

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  5. Já o fiz e devo dizer lhe q a reação de quem ajuda também é quentinha :)

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  6. Já o fiz e devo dizer lhe q a reação de quem ajuda também é quentinha :)

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  7. Por acaso uma coisa que faz muita falta nas casas de banho de restaurantes e cafés deste Portugal são uns banquinhos ou degraus para os miudos subirem para poderem lavar as mãos. Só quando os temos é que nos apercebemos da falta que faz pois não dá jeito nenhum estar com eles ao colo e ensaboar-lhes as mãos. Por favor, lancem a ideia. Beijinhos

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  8. Já me aconteceu o mesmo. Ter de mudar no tampo da sanita.
    Mas como quando somos mães parece que viramos super mulheres e nada é impossível, tudo se resolve.
    Se no caminho alguém se oferecer para ajudar é, sem dúvida, ainda melhor.

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  9. Tento estar sempre atenta e disponível para ajudar...
    E sei que sabe bem receber ajudas como ajudar...
    E eles crescem e continuamos sempre a precisar de uma mão ou de uma dica de quem já vai mais à frente :)

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  10. Joana!! Nesse espírito de ajudar as mães (não tem nada a ver com o que vou perguntar, mas faz de conta), tenho uma dúvida existencial e peço a tua ajuda / opinião.
    Tenho uma filha de um ano e meio. Como adepta da amamentação e desmame natural, a minha filha mamou enquanto quis e deixou de mamar quando já não quis mais (até aos 13 meses). Mas assalta-me esta questão.
    Como é que se concilia o desmame natural com uma segunda gravidez? Como é que se explica: "filha, acabou a tua vez e agora é para o mano?"
    Aqui há dias uma mãe que deu de mamar até aos 3 anos da filha e que tem agora um bebé, contava-me que a filha mais velha lhe diz que tem saudades da maminha e pede para a mamar. Ela explica-lhe que tem de ser para a bebé, que é pequenina e tal, mas a filha pede para "mamar por cima da roupa da mãe." Até me parte o coração.. Como se explica?

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