quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Dar prioridade às grávidas

Ontem assisti a uma discussão sobre o que é legítimo e o que não é. O que é do bom senso e o que nem devia sequer estar a ser discutido.
Eu não sou a grávida que precisa de prioridade sempre. Mas confesso que lá para as 38 semanas uma ida ao supermercado já não era pêra doce. Doíam-me os rins se passava muito tempo em pé. E o pipi. "E por que não encomendavas pela internet?" Pois, pergunta legítima. Acho que sempre tive aquela mania de mostrar que era uma grávida super activa e que estava bem e fiz questão de trabalhar até ao fim. Às vezes davam-me prioridade e eu agradecia e não aproveitava. Outras vezes sim, dependia de como me sentia. Não sou a grávida que usa logo o lugar de estacionamento das grávidas às 5 semanas. Penso "se calhar, vem agora aí alguém a seguir com 32 semanas que precisa mais. Ou com 5 semanas que precisa mais". O tempo de gravidez não é, para mim, o único factor a ter em conta. Cada gravidez é diferente.
Agora, a verdade é que já me chateei uma vez quando pedi, delicadamente, prioridade (acho que deve ter sido a segunda vez) e a rapariga da frente, acompanhada pela mãe, de seus 56 anos, me disse que ali não havia caixas prioritárias. Eu tinha na minha mão dois pacotes de leite e pão e não me estava a sentir lá grande coisa. Fiquei com cara de cu, bufei e disse-lhe "ora muito obrigada pela gentileza". Nem a rapariga da caixa se pronunciou. Alguma coisa deve ter ficado a levitar sobre aquelas cabeças, espero. Ou então não, que há pessoas demasiado umbiguistas.
A verdade é que não está na lei esta coisa da prioridade para as grávidas em locais privados. Há um Artigo 9. algures, mas para organismos públicos, que define isto como prioridades no atendimento (copiei de um grupo do FB) :
"1 - Deve ser dada prioridade ao atendimento dos idosos, doentes, grávidas, pessoas com deficiência ou acompanhadas de crianças de colo e outros casos específicos com necessidades de atendimento prioritário.
2 - Os portadores de convocatórias têm prioridade no atendimento junto do respectivo serviço público que as emitiu."
Por isso, nos sítios públicos impera apenas o bom senso, de quem lá trabalha, de quem está nas filas, das grávidas, das mães e pais com filhos de colo. Sim, porque também já vi famílias com filhos bem crescidos, 4, 5 anos - e calminhos - a "tirarem lugar" a outros casos prioritários. Não me caiu bem, mas não me armo em Zorro a impor o meu sentido de justiça.
Regra geral, sempre me senti bem mimada e bem tratada perante o meu estado de graça. E até com a filhota ao colo, quase sempre me perguntaram se queria passar. Umas vezes passei, outras não. Avaliava a situação.
E vocês? Como lidam com isto? São umas lambonas das prioridades? Aproveitam tudo a que têm direito? Como é?

37 comentários:

  1. Esta tem sido a minha luta desde que engravidei e fui mãe! Não sou uma fundamentalista das prioridades mas confesso que me faz muita confusão a cegueira momentânea que acomete as pessoas que estão numa fila prioritária e magicamente deixam de ver grávidas e bebés pequeninos (parece que olham para todo o lado menos para o óbvio). No mundo ideal, não tinha de haver leis nem filas prioritárias...o bom senso das pessoas ditaria que nesses casos específicos, passaria à frente quem mais precisasse disso. Mas penso que ainda falta muita mudança de mentalidade para isso um dia poder acontecer.

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    1. Concordo consigo. Mas nao sr chama bom senso mas sim civismo!!! E irrita-me tanto quando vejo este tipo de situaçoes....😠

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    2. Não acrescento uma vírgula! Concordo :-)

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    3. Numa me irei esquecer do rosto da senhora que me respondeu mal qdo numa manhã em que me sentia enjoada pedi o lugar prioritário para grávidas no comboio....ou me sentava ou caía para o lado.um jovem deu me logo o lugar.. Já a senhora disse "eu já tive gravida e nunca pedi lugar nenhum, no meu tempo não havia nada disso blá blá bla ". Nem respondi.. Mas senti a solidariedade de algumas pessoas que tb viajavam nesse comboio.... A resposta dela foi típica de uma senhora nos seus 60 e ressabiada...

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    4. Numa me irei esquecer do rosto da senhora que me respondeu mal qdo numa manhã em que me sentia enjoada pedi o lugar prioritário para grávidas no comboio....ou me sentava ou caía para o lado.um jovem deu me logo o lugar.. Já a senhora disse "eu já tive gravida e nunca pedi lugar nenhum, no meu tempo não havia nada disso blá blá bla ". Nem respondi.. Mas senti a solidariedade de algumas pessoas que tb viajavam nesse comboio.... A resposta dela foi típica de uma senhora nos seus 60 e ressabiada...

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  2. Confesso que sou muito certinha no que diz respeito às prioridades. Ainda ontem fui ao Jumbo comprar leite e fui para a caixa prioritária já que só lá estava uma pessoa à frente. Algures na fila atrás de mim: uma mãe com filho ao colo. E eu atrasada para ir buscar o Tiago. E mesmo assim alertei a menina da caixa de que havia gente com prioridade na fila. Felizmente a senhora recusou.
    Quando estive grávida aproveitei as prioridades quando sentia que devia fazê-lo. Lá está às 5 semanas tive de aproveitar no Continente porque não me estava a sentir nada bem. Outras vezes recusei e cheguei inclusive a dar prioridade a outras pessoas que senti que tinham mais do que eu - e nem sempre grávidas (já tentaram ir às compras de muletas? Pois.)
    Mas também ouvi muito comentário maldoso e mal intencionado.
    É mesmo uma questão de bom senso e de sentido de dever.

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  3. Também acho que não tem a ver com o tempo de gravidez... a mim bastava-me estar parada para começar a ver tudo a andar à roda e quase desmaiar... por isso, uma vez dirigi-me à caixa central do supermercado onde faço as compras e perguntei o que tinha de fazer para poder usar a caixa prioritária, uma vez que não me davam prioridade e a funcionária tb não chamava para passar... a resposta foi simples, sempre q tinha as compras feitas ia à caixa central avisar, elas ligavam para a colega que me chamava logo ou abriam outra caixa... fazia isto quando o marido estava fora (2 meses fora 2 em casa) e pq não há entrega de compras em casa pela net aqui na minha zona...

    Mas à minha mãe que uma vez deixou passar duas grávidas à frente dela seguidas quase lhe batiam eheheheh

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  4. Joana parece que me leste o pensamento. Ainda ontem, durante o almoço na cantina da empresa se falou neste tema, mais concretamente no que toca ao uso do elevador por quem tem carrinhos de bébé no Centro Comercial (aqui na nossa zona o CC tem uma placa de prioridades nos elevadores), ora duas colegas que não foram e nem tencionam ser Mães afirmaram que isso é totalmente descabido, que a existir prioridade assim, é apenas para chegar primeiro à loja e comprar primeiro. Contrapondo, dissemos que nems empre uma criança está disposta para esperar, resposta "Isso faz parte de ser Mãe" e "Logo depois vem outro elevador". Eu acho que isto é tudo uma questão de formação civica, que não abunda em muita gente, já me aconteceu num serviço público ter "dupla" prioridade, gravidez + profissão, e como me sentia perfeitamente bem cedi a minha vez e aguardei com a senha normal.
    Bom senso deve imperar nesta questão das prioridades, tudo bem que as temos, mas devemos avaliar se devemos sacar no "crachá" das prioridades e exibir a "pança" ou a criança, porque na fila pode sempre estar à nossa frente uma Mãe atrasada para ir buscar o filho à escola.

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  5. Vivo na Holanda. Aqui irias apanhar um desgosto, não há prioridade para ninguém.

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  6. E nos transportes públicos? Faz-me confusão, com tanto lugar vago, a mania que as pessoas têm de se sentarem logo nos lugares reservados! Aí, tem que imperar o bom senso e a cortesia (ambos em vias de extinção, infelizmente) pois não há "regulador" como supostamente na caixa do supermercado. Também sofrem da tal cegueira/surdez momentânea. Ou porque o livro ou a história que vão a ler é muito absorvente ou aproveitam para uma "sestinha" de olho entreaberto ou então foi o torcicolo da noite passada que não deixa virar a cabeça para o lado do corredor…
    No supermercado, também me causa estranheza que entre 30 ou 40 caixas a funcionar, haja pessoas que me metam nas prioritárias e depois ainda reclamem! Tal como a Joana, não vou a correeeeer para pedir prioridade mas quem para ali vai tem que ter consciência de que não são uma caixas iguais às outras. Assisti há umas semanas num Continente, que, por sinal, tem caixa exclusiva, a um casal que se colocou atrás de mim, abandonou o carrinho e foi fazer o resto das compras. As pessoas que iam chegando, pais com crianças de colo e grávidas, foram passando, mas os senhores quando regressaram fizeram questão de ocupar o seu lugar. Despejadas as compras no tapete, com o olhar altivo de quem quer dizer "hmpf, olha os espertos, queriam passar à frente…", os senhores foram avisados pela funcionária de que deviam retirar-se, pois a caixa não era prioritária, mas sim, exclusiva. Lá meteram o rabo entre as pernas, a reclamar (ela) e saíram.
    Já ouvi de tudo, desde "gravidez não é doença" ao "haviam de ver como era no meu tempo blá blá blá"...enfim.
    Mas o que mais me revolta é que grande parte dos comentários desagradáveis que ouvi tenham vindo de... mulheres! As mesmas que deviam apoiar-se e dar graças a Deus pelo facto de hoje existirem conquistas que não existiam no tempo delas. Olhe, a mim, consola-me deixar passar, sempre, quem precise, seja lugar prioritário ou não. É uma questão de respeito pelo próximo.
    Ana

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  7. Nunca estive grávida, e para mim é uma questão tão simples que penso que nem se devia colocar. Acho que nem sequer deveriam haver caixas prioritárias, pois para mim todas o são. Em qualquer caixa, em qualquer sítio, se há uma grávida, um idoso, um deficiente, etc., deveria automaticamente ter prioridade. E, se vir que a pessoa atrás de mim tem muito poucos artigos (e eu tiver muitos mais), também costumo deixar passar.

    Acho que se resume a uma questão de civismo, que infelizmente não abunda neste país.

    O problema é que por vezes a falta de civismo vem da pessoa com prioridade. Uma vez, na Conservatória, vi uma rapariga com uma criança que pediu prioridade. Achei um pouco estranho, a forma dela estar com o miúdo, fiquei com a impressão de não ser filho dela. Quando ia a sair, mesmo atrás dela, está a mãe do miúdo à entrada da Conservatória à espera, e a outra a gabar-se de ter passado à frente de toda a gente. Enfim.

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  8. Já tive um pouco de todas as situações.
    Também não vou a correr, ou ía quando estava grávida, para todas as prioridades a que tinha direito.
    Algumas vezes em supermercados, principalmente, cheguei a "alertar" as pessoas da fila que era uma caixa prioritária e que eu com aquele barrigão tinha prioridade. Algumas deixavam passar mas com má cara ou reclamando "para dentro", outras pediam imensa desculpa pois nem tinham reparado.
    Também me aconteceu, assim que cheguei à caixa, ser a colaboradora que me chamou para o inicio da fila.
    Já com a minha filhota no colo, mal disposta, chorava que se desunhava, eu no fim de uma enorme fila supostamente prioritária e ninguém "me viu". Não tive meias medidas, falei com a colaboradora e passei mesmo à frente de todos, temos pena...
    Em alguns supermercados existe caixa exclusiva, tem um telefone junto à caixa, basta levantar o auscultador e chamar alguém. Imediatamente vem uma operadora para atender.

    Fiquei parva quando uma vez uma colega minha saiu do trabalho há hora de almoço, foi ao shopping e demorou pouquissimo. Estranhei.
    Disse-me que foi sempre à andar, estacionou nos lugares prioritários. Fiquei, what, mas não levavas a filha!!!!!!!! Tinha no carro a cadeira, foi a justificação... WTF?!

    O que falta é civismo, é o que é.

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  9. Estou grávida de 35 semanas e sinto que não há o mínimo de civismo e de educação para com as grávidas.
    Não sou daquelas que exige sempre a prioridade, mas se me for "dada" costumo aceitar, sobretudo agora em fase final da gravidez.
    Como já foi aqui referido, parece que as pessoas sofrem de "cegueira momentânea" quando vêm uma grávida. Um bom exemplo disto é por exemplo quando me dirijo à charcutaria do supermercado e ninguém é capaz de me dar vez. Desde cedo na gravidez que não consigo estar parada, sinto-me mal, então ando a deambular em frente da charcutaria até chegar a minha vez.
    No momento de pagar escolho a caixa prioritária e fico um pouco desagradada com o facto de ver pessoas com meia dúzia de coisas a usar aquela caixa, quando têm mais 20 ou 30 caixas disponíveis bem como área de self-service para pagamento.
    Faço as compras habituais no Continente da minha área de residências e as pessoas que estão na caixa olham frequentemente para o fim da fila para ver se há alguém com prioridade. O mesmo não acontece noutros supermercados onde já fui como o Pingo Doce e Minipreço. Mesmo quando me dão a prioridade, os restantes clientes parece que ficam ofendidos com a situação e ficam a reclamar.
    Desde que comecei a sentir dificuldades em entrar/sair do carro que estaciono no lugar das grávidas, e sim, já reclamei com uns jovens que estavam dentro do carro na conversa, no lugar reservado às grávidas, mostrando a minha barriga :) pois eu tive de ir estacionar num lugar normal!

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  10. Eu sou a típica chata que dá prioridade a todas as grávidas e mães com bebés pequenos, seja num transporte público, num WC,...
    Quando engravidei deram-me prioridade pela primeira vez por volta das 32 semanas lol a minha barriga sempre foi minúscula. E sempre senti que davam prioridade pelo tamanho da barriga lololol Lembro-me perfeitamente de ir aos CTT já com 40 semanas e alguns dias e ninguém me chamou para ser atendida, mas também não reclamei, se calhar fui tótó. Mas já os CTT não eram um organismo público, se calhar foi por isso... lol Mas rejeitei quase sempre a prioridade porque me sentia bem.

    Actualmente o que mais me incomoda é precisar do elevador para transportar o carrinho de bebé porque há locais onde a alternativa é escada rolante (logo não é alternativa) e preciso esperar um monte de tempo para apanhar um com espaço para o carrinho. O exemplo mais gritante é o El corte ingles de Gaia, tanto que deixei de lá ir, acho um cúmulo de preguiça a malta usar o elevador para tudo, e mexer faz tão bem!!

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    1. É exactamente essa a situação que mais me incomoda - os elevadores, alguns dizem exclusivo a... mas as pessoas continuam a utiliza-los como se não soubessem ler. No outro dia, no ECI de Lisboa, depois de deixar passar 3 elevadores cheios de pessoas sem problemas em andar de escadas rolantes - passei-me e mandei-os ir de escada rolante e perguntei se não sabiam ler.
      Enquanto grávida raramente aceitei prioridades. Não costumo reclamar. Principalmente em centros comerciais - se não me sinto bem, não vou passear para o centro comercial. Mas incomoda-me muito a falta de civismo.
      São as prioridades a grávidas ou crianças de colo (o meu caso actualmente), os elevadores e os lugares de estacionamento (e esses utilizo com frequência os de famílias numerosas, quando estão disponíveis - coisa rara). Quando alguém pára o carro num lugar de deficientes então dá-me uma coisinha! As pessoas simplesmente não têm respeito pelos outros!

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    2. Quanto a estacionar em lugar de deficientes quando não o são, nem comento. Apetece-me chegar lá com um paralelo e partir-lhes o carro todo...

      Quer dizer, agora que penso nisto, se não têm realmente uma deficiência e estacionam nesses lugares, são deficientes são (da cabeça)!

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    3. Há uns meses quando ainda amamentava tive que parar o carro num lugar de deficientes pk o CC simplesmente não tinha lugares de gravidas ou de familia numerosa ou com bebés de colo. Foi uma paragem de emergência pois a bebe ja chorava com fome, parei, amamentei e fui-me embora. O que vi nessa meia hora foi realmente vergonhoso. Havia 6lugares, eu ocupei o segundo dps de mim houve imensa gente a estacionar sem qualquer tipo de pblm, alguns foram rápidos (não que sirva de dsc) mas outros não e o segurança veio ter foi comigo repreender-me (eu estava a amamentar) e não fez nada aos outros carros. Estes carros não deviam ter um dístico?

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  11. Infelizmente ontem senti pela primeira vez (às 35 semanas de gravidez) essa falta de civismo no supermercado... Estava com imensas dores, uma pressão enorme na bexiga, e obviamente que na caixa prioritária ninguém me deu a dita prioridade... É certo que nunca precisei, mas ontem precisava e não tive! Se fosse hoje que me sinto bem, teria chamado atenção da incompetente funcionária e pedido o livro de reclamações, para que nunca mais se esquecessem da enorme placa que ostentam junto à caixa... Mas lá está, estava demasiado mal e só queria ir para casa!

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    1. Célia bastava pedir às pessoas ou à funcionária, afinal estava numa caixa prioritária. A funcionária está a trabalhar, pode não ter reparado. Agora chamar de incompetente à funcionária é também uma falta de respeito. É uma pessoa que está ali sabe lá há quantas horas de pé, também tem dores, não é só a empregada que está ali para nos servir e que não tem estudos. E sim peça o livro de reclamações e reclame sim junto de quem manda. E diga que se calhar devia haver formação adequada às funcionárias e já agora que se lhe dêem também melhores condições de trabalho, pois assim estariam certamente mais atentas a estas situações. Já agora, sabe que as funcionárias também engravidam? E que também são postas a fazer turno na caixa prioritária? Somos todos seres sencientes.
      Ana.

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  12. Eu uso quando necessário, irrita me profundamente ir ao Continente e estar lá uma caixa prioritária aberta e ver tudo menos pessoas com necessidades e se for preciso ao lado estar uma gravidona numa fila. Comigo já aconteceu eu chegar a caixa e as pessoas que estavam à minha frente na fila fingiram que não me viram, quando me viram e bem ! Se for a uma farmácia e estiver cheia tiro senha prioritária. Agora na Segurança Social é óbvio que tiro senha prioritária ! SEMPRE !!!! Eu dou me ao trabalho de levar a minha filha só para ter prioridade, se não passo lá o dia e mais que fosse.

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  13. Nunca comento, mas desta tenho de o fazer!
    No meu caso a partir das 30 semanas custava-me muito fazer as compras, então só fazia quando tinha mesmo de ser e quando era só meia dúzia de coisas.
    No Continente não tive problemas, no pingo doce também não, mas quanto ao Lidl foi a maior "porcaria" (para não dizer o que realmente sinto) total ignorância e falta de respeito e bom senso mesmo na caixa prioritária nunca me cederam passagem (os clientes faziam de conta e os funcionários nem chamavam). Agora com ele ainda bebé levo-o no carrinho, mas já aconteceu ir ao Continente e ele começar a chorar e ter de pegar nele ao colo, então dirigi-me à caixa prioritária (porque eram filas enormes) e a querida funcionária disse que ali não podia ser atendida porque bebés de colo é só no público que tem prioridade 😱! O Lidl continua igual e o pingo doce nada de queixas, o melhor no atendimento! Enfim...

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    1. Esqueci de dizer que nessa vez que me foi recusado o atendimento prioritário no continente, houve logo as pessoas todas da caixa normal ao lado que assintindo àquela situação me chamaram-me para passar à frente deles, tive muita sorte mas fiquei como um pimento com vergonha 😂

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  14. Eu também vi ontem uma discussão sobre as prioridades e acho que como em tudo se houvesse bom senso não seriam precisas regras. Usei várias vezes durante as 3 gravidezes mas também prescindi quando achei que estava bem à espera. Se vir alguém na fila do supermercado com um miúdo aos gritos não tenho qualquer problema em deixar passar primeiro. Mas devo dizer que me irrita o endeusamento da grávida e da criança e a absoluta indiferença perante as pessoas de idade. Parece-me óbvio que, nem que seja por respeito por uma pessoa de idade, se pode ter a gentileza de perguntar se precisa de passar à frente.
    Mafalda

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  15. Eu andava com um barrigão gigantesco e ninguém me dava lugar no metro. Aliás, deram-me duas vezes e imagina: foram dois homens!!!

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    1. Ainda hoje grávida de quase 40 semanas e com um barrigao enorme tive de fazer a viagem no metro em pé pois ninguém me cedeu o lugar e quando um homem que também viajava em pé pediu se alguém me cedia o lugar ainda se ouviu assim atirado para o ar que no metro não existe lugares reservados... Agradeci a gentileza e reiterei que espero que aquela pessoa nunca venha a precisar desses mesmos lugares e ve-los negados por falta de civismo. Acho que temos de pensar um pouco mais nos outros do que no nosso umbigo e perceber que hoje aquela pessoa está a precisar mas amanhã podemos precisar nós! Acho que está e uma questão de civismo e educação

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  16. Joana houve uma vez que fui com a minha filha às compras (ainda nem tinha 1 ano) e estava muita gente nas caixas. Visto que estava num pingo doce e na caixa prioritária e a senhora não me disse nada eu pedi se seria possível ser atendida 1o porque ela já estava a chorar. A senhora da caixa ficou muito indignada por eu ter pedido aquilo pois só se ela estivesse ao colo é que eu podia passar...nunca tinha ouvido tal coisa até porque eu também trabalhei num pingo doce portanto apesar de ela não o querer eu passei à frente!😜

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  17. Talvez com a sociedade que temos deveria existir caixas EXCLUSIVAS,como existe num continente que na caixa não esta la ninguem,mas tem uma campainha,e é so para prioritarios.Toca-se e passado um pouco vem logo alguem atender.Assim nao tem alguem "preso" a uma caixa exclusiva nem a pessoas a fingirem nao ver o obvio.

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  18. Sempre pedi prioridade em filas, lugares no metro, etc. Não só por mim mas por todas as grávidas e pessoas com deficiência deficiência que têm direito a isso.
    Porque ficam na fila com um barrigao à espera que vos mandem passar? Eu fazia um sorriso, pedia licença e dizia que ia passar, apontando delicadamente para o símbolo. Fizeram má cara? Sim, mas nunca disseram nada. No metro chegava aos lugares e dizia "boa tarde, um dos senhores dá-me o lugar por favor ?" Enquanto não posso fizerem nada vai mudar.

    Hoje em dia, já não estou grávida, nunca mas nunca mesmo, entro numa caixa prioritária.

    Maria Inês

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  19. Olha, eu moro num país que se diz "moderno" e "progressivo", mas onde grávidas só tem prioridade no parque de estacionamento da Babies R' Us. Também é o país onde a "licença de maternidade" dura 12 semanas e traduz-se nisto: "O seu trabalho estará assegurado quando regressar, mas não lhe daremos 1 cêntimo durante essas 12 semanas. E não peça mais do que 12 semanas."
    Por isso (e outros motivos!) sou completamente a favor de prioridades para mulheres grávidas. Quantas vezes tive que enfrentar longas filas, andar debaixo de chuva torrencial e carregar a minha filha nos parques de estacionamento do supermercado, com um barrigão? Se houvesse a oportunidade, concerteza que usaria tudo e mais alguma coisa prioritária. :)

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    1. Bom dia,

      Qual é o país? Obrigada! Ana

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    2. Suíça, não é Mirela?

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    3. Tenho quase a certeza que é o único país "desenvolvido" que não oferece uma licença de maternidade decente. Estados Unidos.

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  20. Muito pertinente, esta questão. De acordo com a minha experiência, vivemos num país de umbiguistas, sim. fazem de conta que não veêm o sinal de caixa prioritária nem as grávidas ou crianças de colo... Se a menina da caixa diz "Desculpe, mas tem de dar prioridade `s senhora grávida, esta é uma caixa prioritária." a pessoa diz "Ai sim?! Não reparei. Então e agora ficou aqui?!..." Enfim. Bufei muitas vezes quando estive grávida, cheia de dores, à espera e ainda a levar com maus modos de gente estúpida, porque não pode ser adjetivada de outra coisa. Ainda antes de isso me tocar na pele, assisti a uma "senhora" que foi obrigada a dar prioridade a uma mãe com um bebé de colo, numa caixa prioritária, e ficou a reclamar "ai, mas que luxos agora. No meu tempo não havia nada disto e as pessoas não morriam." Deu-me vontade de a espancar por tamanha estupidez. Depois há lugares e lugares, há hipermercados (como o Continente) que formam as funcionárias das caixas prioritárias para estarem atentas e cumprirem as regras (sem serem as grávidas a ter de se colocar num banco a mostrar a barriga bem alto e a gritar que têm prioridade) e há outros hipermercados (como o Pingo Doce) onde ir a uma caixa prioritária ou a outra qualquer é exatamente igual. Cheguei a perguntar porquê e responderam-me que as pessoas é que têm de dizer, têm de reclamar. Como????? Agora, há uma outra questão que ainda não percebi bem como funciona e se houver alguém que me explique, eu agradeço. Depois de parir, se eu quiser ir às compras, num saltinho entre uma mamada e outra, com o bebé no carrinho, visto que se o levar ao colo não tenho como pegar nos sacos, tenho prioridade ou não? Tenho mesmo de levar tudo ao colo? A criança e as compras? Ou o facto de ter um recem-nascido a precisar de muitos cuidados, não conta?
    Obrigada pelo "espaço de antena".

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    1. Tem prioridade sempre. A lei fala em "bebés de colo" e não "bebés ao colo". O que interessa são as necessidades do bebé, por isso qualquer até aos 2 anos tem prioridade, independentemente da forma como é transportado :)
      Basta fazer um exercício rápido: o bebé quando está no carrinho deixa de precisar de comer? de mudar a fralda? deixa de ter as suas necessidades normais? não, pois não? então tem de se despachar para as suas necessidades poderem ser atendidas :p

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  21. A mim já aconteceu o contrário. Costumo estar atenta quando há casos prioritários, seja em transportes seja em serviços - não me custa nada ceder o lugar ou a vez mesmo não sendo "obrigada", porque me parece uma atenção que faz sentido. Se fosse ao contrário também ia gostar que tivessem essa gentiliza comigo.
    Por outro lado já fui por várias vezes interpelada de forma pouco agradável por senhoras grávidas (ou pelos seus acompanhantes) por estar na fila prioritária do supermercado (entenda-se que é um supermercado pequeno e muitas vezes é a única que está a funcionar). Ora eu não tenho olhos nas costas. Se chegar uma pessoa prioritária e me pedir para passar não me custa nada ceder o lugar. Mas quando uma pessoa prioritária chega e se coloca atrás de mim, eu não adivinho. Há necessidade de, em vez de pedirem, começarem a bufar sonoramente, ou a comentar com os acompanhantes "que está aqui esta parada à frente e nem dá a vez a grávida", ou ligarem a alguém para falarem da "falta de respeito e de civismo", ou de perguntarem à funcionária, em tom agressivo, se podem passar? Já por vezes tive de dizer um educado "desculpe, não a tinha visto" - sincero! - e levei com a piadinha do "Ah claro, estou pequenina". -_-
    Acredito que as pessoas prioritárias infelizmente levem com muita gente indelicada que não queira saber de prioridades alheias, mas apenas do seu umbigo prioritário. Mas mesmo assim acho que nem 8, nem 80. Perguntar se se pode passar não ofende - às vezes quem está à frente simplesmente não se apercebeu.
    Um beijinho Joanas e continuação de bom blog, gosto muito de vos ler! :)

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  22. Eu sou da opinião de que se existem lugares, filas, senhas para prioritários, são para ser usados e quem não é prioritário devia deixar esses sítios livres para quem o é ou simplesmente cederem a vez como é sua obrigação.

    Quando estava no início da gravidez do mais novo (que tem agora 2 meses) ia no autocarro com o mais velho (na altura com uns 16/17 meses) no sling. A barriga não se notava nada mas eu tinha receio de cair ou assim. Uma senhora de idade, que ia de pé junto a mim perguntou se ninguém dava lugar à menina com o bebé ao colo. Ninguém "ouviu'. Só uma voz lá atrás disse que se eu conseguisse lá chegar que me cedia o lugar, mas o autocarro estava mesmo muito cheio e eu não me aventurei. Às tantas a senhora de idade diz novamente em alto e bom som que acha incrível ninguém se levantar para eu me sentar. Então uma jovem, que ia no banco à minha frente e que estava muito embrenhada na leitura, olha para mim e diz-me: ah desculpe não tinha reparado, se quiser eu pego no seu bebé ao colo. E eu fiquei: WTF?! A sério, só pensei, não é possível. Mas depois disse: o que eu queria mesmo era o seu lugar. E ela lá se levantou a contra gosto.

    O meu marido nestas coisas não tem paninhos quentes, vai logo com a atitude abram alas que esta é a fila dos prioritarios! Nós temos um de 2 anos e um bebé por isso precisamos mesmo de passar rápido nas caixas! E eu agora também refilo. Há dias, estava na fila dos prioritarios e a senhora à minha frente fingiu que não me viu, mas como o bebé estava a dormir passou. Só que às tantas um artigo não passava num scanner e a moça da caixa teve de fazer alguns telefonemas até acertar com o departamento certo. Entretanto o pequeno acorda e desata num berreiro. Eu perguntei se ia demorar muito. A senhora que não me deu a prioridade nem um pedido de desculpas. Não crítico a funcionaria pois ela não me tinha visto e estava a tentar fazer o seu trabalho.

    E agora refilo sempre! No outro dia era uma senhora com uma filha de 8 anos a tentar passar à frente na fila da zara. Levou logo com um "a fila é atrás de mim". Foi-se embora toda empertigado para outra caixa. Tenham paciência, não façam os outros de estúpidos!

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