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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Sonhei que estava grávida

E chorei, chorei muito. Acordei a soluçar de tão real que era.
Foi mais um pesadelo. É algo que não faz parte dos nossos planos a curto e médio prazo (para o David, nem sequer a longo).

Tudo porque eu ando com mais barriga (não ando a comer o que devo) e a Isabel, na mais pura das inocências, me perguntou se eu estava grávida de um menino. Sim, ela adorava ter um mano. Respondi-lhe que não, que estávamos muito felizes com as nossas filhas maravilhosas e que ela, quando fosse grande, poderia ser mãe também, se quisesse.
Aquilo ficou de alguma forma a marinar dentro de mim porque sonhei e foi tudo demasiado real. Dentro do sonho, eu entrava um bocado em pânico. 

Adoro ser mãe, mas não me imagino nos próximos anos com mais um filho. Não tenho disposição, vontade, paciência nem tenho uma rede de ajuda suficiente para que eu consiga não considerar um terceiro filho como um fardo. Elas ainda são pequenas, não são independentes e dão muito trabalho. Depois, sonhamos com o nosso casamento, com a lua-de-mel e ansiamos por uma semana de férias sem filhas. Para o ano, a Luísa já irá com os meus sogros, as primas e a Isabel para a praia em Junho uma semana. E eu vou adorar ter esse tempo para nós. 
Além disso, um terceiro filho implicaria carros diferentes, mais custos nas creches e mais investimento monetário. 
Depois, tenho 31 anos e tenho tempo para pensar, com calma, daqui a uns anos nesta hipótese. 

Um filho é um filho. Tenho a certeza de que daríamos a volta, que o iríamos amar muito e que ele nos iria fazer muito felizes. O cheirinho dos bebés mexe comigo, tenho saudades das minhas filhotas bebés, mas consigo racionalizar e concluir que não quero mais, por agora (e não sei se um dia quererei ou quereremos).




Quantos têm ou gostavam de ter? Também têm sonhos com gravidez?



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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Ainda ninguém falou do melhor de estar grávida!

Como é que é possível? O que será o melhor de estar grávida? Como assim, não se lembram? Ou, grávidas, não me digam que não estão gratas por isso...




Vá, depois desta foto quase aleatória de 3 ovos, vou dar algumas pistas. 

Não é a vontade constante de fazer xixi.

Não é a vontade súbita de fazer um corte parvo de cabelo do qual depois nos vamos arrepender quando virmos as fotografias. 

Não é o podermos vestir roupa justa na barriga visto que por algum motivo, a sociedade acharengraçado que andemos todas na rua a parecer um Ovo Kinder.

Não é o passarmos a sentir todos os dias que não temos um único motivo sozinhas. 

Não é o começarmos poder a passar à frente nas filas todas.

É...

Estão prontas?

NÃO TEREM QUE LIMPAR A AREIA DOS GATOS!!!!


\

Hoje estava a limpar a areia dos gatos e lembrei-me: houve aí uns tempos (quase um ano) em que não tive de levar com este cheiro ácido que me prefura o nariz e que me maltrata o cérebro. Será que não tinha gatos? Foi aí? Nãaaaaaaaaaaao! Foi depois de ser fecundada e da GO (ginecologista obstetra, para as leitoras que ainda não passaram por aí) dizer "ahhh por causa da toxoplasmose, agora a areia dos gatinhos vai ter que ser mudada por outra pessoa". Lembro-me de conter o meu sorriso na altura, para não parecer que tinha dado um ênfase exagerado e talvez infantil, mas o que sentia por dentro era um pouco isto:



Claro que também foi bom sentir os pontapés, comprar as roupinhas, fazer a mala para a maternidade e etc, mas... NADA, NADA que se compare a não ter que limpar a casa de banho de DOIS gatos diariamente. 

Se algum dia tiver um segundo filho, vai ser certamente por já estar farta de mudar a areia dos gatos outra vez. Ahhhhh.... A pensar, a pensar...

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quarta-feira, 21 de março de 2018

Sou das que adora estar grávida!

Dito assim parece que estou grávida, não estou (nem vou estar, pelo menos não nos próximos anos, que fui pôr o Diu de cobre). Do que leio por aí há muita gente que sofre bastante na gravidez ou que deseja que passe rápido mas eu digo-vos: não sei se houve fase da minha vida de que eu tenha gostado mais, tirando com elas cá fora, claro (mas só quando não me sentia toda descontroladita). Tirando pequenos episódios, eu adorei estar grávida. 
Tirando os enjoos no primeiro semestre (da Isabel, que da Luísa só enjoei um dia, numa bomba de gasolina), tirando o teste de glicose e o teste em que me espetaram um cotonete no rabo (sim, sim, depois percebi que não era suposto ter doído, mas algo ali não foi bem feito), não me lembro de ter estado mais algum dia mal. Não inchei, não sofri de dores, não tive de ficar acamada, trabalhei até às quase 38 semanas, enérgica e bem até ao fim.

Da segunda gravidez, acusei mais cansaço por ter uma filha bebé (a Isabel tinha um ano e meio quando engravidei), mas gostei muito - e principalmente a partir do momento em que fui para casa - não trabalhei (trabalho convencional) nos últimos 3 meses!

Se houve altura em que eu me senti bonita foi na gravidez. Sentia-me tão bem, tão feliz que toda eu era luz e boa energia. E depois o sentir a bebé cá dentro, a nadar e a dar pontapés, é algo inexplicável. Bom mas bom.

Mais alguém do meu team grávida ou até têm/tiveram razões para serem queixinhas? 



Pela lente do David




Já bem perto do fim da gravidez, pela Rita Ferro Alvim, Crush 



Primeiras fotos grávida


A mão da avó Rosel


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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Também têm uma "parceira de gravidez"?

Não sabia bem que nome dar àquela(s) amiga(s) que ficaram grávidas ao mesmo tempo do que nós e ficou assim: "parceira de gravidez".

Na gravidez da Isabel, descobri que a minha cunhada estava grávida no dia em que lhe contei! Foi muito giro! Fomos oferecer-lhe um body tamanho zero, para revelar a nossa novidade, e ela achou que a mãe dela/minha sogra já se tinha descosido toda e contado. Não, afinal estávamos as duas grávidas! A Isabel nasceu dia 16 e a Alice dia 17 de Março de 2014. Chamamos-lhes "primas gémeas". Além da cunhada, tive, claro, a Joana Gama, que conheci no grupo Mamãs de Março de 2014, de que já falámos imensas vezes.

Na gravidez da Luísa, assim que vou contar à minha amiga Catarina (7datarde), no aniversário dela e ali ainda um bocado às escondidas, ela também me contou que estava grávida! De 8 semanas ambas, aparentemente! Foi tão, mas giro! Para mim, que tinha acompanhado as outras duas gravidezes dela, poder viver uma ao mesmo tempo foi muito bom. Nasceram com menos de um mês de diferença: a Luísa e a Maria Leonor.

É bom ter uma "amiga de gravidez" porque:

- temos com quem desabafar tudinho, quando mais ninguém nos atura
- temos momentos cúmplices em que enviamos whatsapp com fotos da barriga e outras lamechices
- vamos vivendo com grande expectativa a nossa e a outra gravidez
- vamos partilhando dicas
- comparamos barrigas e estamos sempre muito mais cansadas e maiores do que a outra (eheh)
- os filhos ficam com a mesma idade e podem vir a tornar-se grandes amigos

E por aí: também têm/tiveram uma "parceira de gravidez"? Falem-me sobre isso.

The Love Project Fotografia


 
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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Fiz um teste de gravidez e...

A minha mãe e o David andavam há que tempos a dizer que eu estava com barriga de grávida. Que não enganava ninguém. E que os meus apetites deviam ser por isso. Tanto me chatearam a cabeça que eu, apesar de lhes ter dito mil vezes que era da porcaria do pão e dos doces e do leite que voltei, pontualmente a beber, lá fui gastar 15 euros num teste.

Da gravidez da Isabel, descobri numa ida à obstetra (aliás marquei consulta com a ginecologista que se transformou em obstetra naquela hora). Contei-vos aqui como descobri que estava grávida. Da gravidez da Luísa, lá umas amigas me convenceram a fazer o teste. Não estava nada à espera (como sempre, nunca percebo quando estou grávida). Contei-vos aqui a novidade.

Desta vez, sabia que o resultado seria "não grávida" (como achava das outras vezes ahah), mas confesso que tinha o coração estava a palpitar. Depois de eles tanto comentarem o tamanho e forma redondinha da minha barriga, parecia que estava já a sentir o bebé. Claro que eram gases da porcaria do pão que ando a comer... ;) Foi um alívio perceber que não estava grávida, mas - serei doida? - fiquei um bocadinho triste. Não sei porquê. Acho que por sentir que, se fosse agora, seria de certeza (era um "já está, já está"). Não sendo, acho que nunca será. Porque, acho, não me vai apetecer voltar a estas noites de caca, não me vai apetecer voltar ao caos do pós-parto e, sobretudo, voltar a sentir falta de tempo para mim. Vai faltar-nos coragem, depois de voltarmos a encontrar alguma estabilidade, depois de já conseguirmos equilibrar tudo. Acho eu. No entanto, o David, já aliviado, dizia que, a ser, gostava que fosse outra menina (não sei se ele me vai perdoar a inconfidência).


Tenho uma coisa para vos contar: NÃO ESTOU GRÁVIDA! Tenho mesmo de evitar o pão.


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terça-feira, 16 de maio de 2017

A um mês de ti

Daqui a um mês já te tenho nos braços. Não sei se fico feliz ou aterrorizada. Sei que não estou preparada para te receber. Acho que não estamos nunca, verdadeiramente. Tenho o teu quarto pronto, as roupas lavadas à mão e organizadas por tamanhos, tenho as tuas primeiras roupas guardadas com o máximo carinho na mala da maternidade. O teu pai diz imensas vezes que te quer conhecer e eu fico a rebentar de orgulho só de ouvir essas palavras. Toda a gente diz que és pequenino, inclusive a primeira pessoa que te vai tocar e que quer trazer-te mais cedo. Eu quero que venhas no momento em que estiveres pronto. Sem horários e datas definidos, sem injeções e comprimidos que te façam apressar. Estamos numa luta os dois contra o mundo aqui fora. Toda a gente tem demasiada pressa e paciência a menos. Mas eu já aprendi que és pequenino mas tens imensa energia. Deixas-me dormir à noite e durante o dia estás acordado comigo, detestas que pouse o que quer que seja em cima de ti, refilas e dás pontapés. Quero ser perfeita para ti, como sempre quis ser para todos, contra o que luto há vários anos, mas tu vieste aguçar essa necessidade. Espero que saibas que, se tentar demais, é porque quero que tenhas o melhor de mim. Que vou tentar lembrar-me de dar um passo atrás e respirar fundo sempre que esteja assoberbada de ideologias, que te vou proteger ao máximo de pessoas tóxicas e palavras sem sentido. Que não te vou proteger do mundo. Muito pelo contrário. Assim que chegares tens dois animais para te imunizarem e para te fazerem feliz desde o primeiro dia. Com risos, correrias, brincadeiras na terra do parque e no chão da sala. Vou levar-te comigo para todo o lado, vamos querer que conheças a ásia e todos os outros continentes. Vamos querer que sejas do mundo. Mas acima de tudo que sejas o que quiseres ser. Que sonhes, que libertes o que tens de melhor, com melhores ou piores notas, com mais ou menos atenção na escola. Queremos que sejas a melhor pessoa que puderes ser, sem diplomas ou categorias profissionais. Queremos que sejas simplesmente feliz. 


Joana Diogo


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domingo, 30 de abril de 2017

Estás grávida? Bem-vinda à maior aventura da tua vida.

Inspira.
Expira.
É mesmo verdade.
Estás grávida.
É normal teres medo.
É normal estares com borboletas na barriga.
É normal não saberes bem no que te meteste.
E ao mesmo tempo estares a viver um sonho.
É desejado. Muito. Tinhas a certeza de que querias um filho.
Mas mesmo assim tens incertezas.

Vais sentir aquele amor que dizem ser maior que tudo?
Vais, mesmo que não o sintas logo, como estás à espera, vais sentir esse amor incondicional. Dá-te tempo.

Vais dar conta?
Vais. Mesmo que pareça que não sabes bem o que estás a fazer, confia. Sono? Fome? Frio? Aconchego? Pouco a pouco vais perceber. Vais saber ouvir o teu bebé. Vais perceber que às vezes o colo resolve tudo. E compras um pano ou uma mochila ergonómica. Ou ambas. E o teu calor, o bater do teu coração vai acalmá-lo. Se não acalmar, pede ao teu coração para se acalmar. Respira fundo. Sai de cena e volta a entrar. Está a chorar. Muito. Mas vai passar.

Vais ter sono e endoidecer?
Vais. Vais sentir-te um zombie. Vais desesperar. Vais achar que estás a enlouquecer. Se calhar vais ter de pedir ajuda. E pedes. Se calhar vais achar que não vais sobreviver. E vais. E aguentas. Mais um dia. E outro. E arranjas as melhores formas de dar a volta. Dormes uma sesta. E outra. Deixas o bebé meia hora com o pai. Ou a avó. Ou alguém em quem confies. E dormes um bocadinho. Enches a banheira e relaxas. Esses 10 minutos vão fazer milagres. Aquele cheirinho, aqueles esgares, boquinhas e sons perfeitos também.

Por agora desfruta.
Dessa barriguinha.
Desse tempo de espera.
Vê uma série se não adormeceres.
Faz amor se te apetecer.
Passeia se os pés não ficarem tamanho 45.
Compra uma roupinha tamanho 1 e delicia-te.
Se tiveres de estar na cama, lê Carlos Ruiz Zafón, vê um bom filme, aproveita agora (é uma seca, sim, é fácil falar, sim, mas é temporário).
Se trabalhares, vai passar num instante e ao mesmo tempo sentes que demora (que coisa mais estranha, mas habitua-te a este sentimento dúbio: vai acontecer com todas as fases do teu bebé).

Prepara essa cabeça e esse coração.
Para ouvires bitaites de todo o lado, até de quem até agora não conhecias a voz.
Para teres de fazer ouvir-te perante tantas dicas e contradições. Sê humilde mas filtra. És tu - e o pai - quem decidem.
Para quereres chorar e logo a seguir sorrires. É uma montanha russa de emoções difíceis de controlar. Deixa-a subir e descer e fazer loopings. Logo, logo, vais relativizar tudo. E até ter saudades dos primeiros tempos. Que loucura.

Cala internamente as vozes que dizem que o estás a mimar demais com colo. Cala internamente as vozes que dizem que o teu leite é fraco. Cala internamente as vozes que dizem que ele tem de dormir na caminha dele.
Não duvides do teu instinto animal, de protecção. Não duvides que o teu cheiro cura tudo (e não estou a falar desse bolçado no pijama). Não duvides que os teus braços dormentes são em vão. Ele esteve 9 meses no teu corpo a sentir-te. A serem um só. Ele quer-te. Pele a pele. E tu também vais querer esse mimo todo. Também tu precisas daquele cheirinho viciante e daquela pele macia por perto, colada à tua.

Estás grávida e ainda falta tanto, mesmo não faltando.
Queres conhecê-lo. Queres conhecê-la. Queres conhecê-los (ui! plural, coragem a dobrar!).
Está quase. E vai ser difícil para algumas, mais fácil para outras.
Mas bom. Muito, muito bom. No momento ou à distância. Mas intenso. 
E depois de passado o turbilhão, ficarão a restar as saudades.

Estás grávida. Bem-vinda à maior aventura da tua vida.

À minha grávida preferida do momento (e a todas as outras)

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sábado, 15 de abril de 2017

Ela quer dois irmãos e agora?

Quem não quer? Não consigo imaginar nenhuma criança que pense que gostaria de ser filha única para o resto da vida. Eu sinto que tive as duas experiências, por acaso. O meu primeiro irmão nasceu quando eu tinha 10 anos e o outro quando eu tinha 20. 

Mesmo assim, apesar do primeiro irmão, sinto que sempre fui tratada como filha única pela minha mãe. E não vejo isso de ser "filha única" como uma desvantagem. Nunca percebi muito bem o "mimo demais", o "nota-se mesmo que és filho único". Acho que não é preciso ter irmãos para se perceber uma data de valores. Percebe-se também tendo-os, mas se não se tiver, pode-se chegar lá na mesma. 

No outro dia, quando conhecemos este cão maravilhoso de uns vizinhos nossos, ela fartou-se de dizer que "A Necas é irmã do cão". 

O Frederico olhou de lado para o cão e tentou encaixá-lo na minha agenda para conseguir averiguar onde é que o Melvin e eu tínhamos trocado algumas carícias. O que é facto é que tanto saindo ao Melvin como ao pai, teria o mesmo formato de olhos, mas não me vou alongar para ver se me escapo a esta questão como uma senhora. 


O mais giro foi, no outro dia, quando a Irene disse que queria ter dois irmãos: uma menina chamada Helena e um menino chamado Farmácia.


Quando antes me falava de irmãos e eu ainda estava indecisa, confesso que me tocava mais no coração. Agora, mais racional, percebo que é um grau de parentesco que está a perceber e que já vai reconhecendo nalguns amigos como a Luisinha e a Isabel. 

Já lhe tentei explicar que a mãe tem uma coisa no pipi chamada DIU, mas ela perguntou se dava pontapés e se um dia ia sair quando eu fizesse força. Expliquei que esperava que não que se quisesse que mais coisas saíssem do meu pipi, poderíamos experimentar ter um farmácia para ver até se deixava de ter de comprar Ben-u-Ron. 



Olhem lá se o rapaz não é sensual? Os donos que me perdoem estes innuendos. Senti que havia clima entre os dois, mas nunca fui avante, não se preocupem.


Outros textos: 

"Quando é que eu tenho o próximo?"

"Ela pediu-me um irmão." 

"Vou pôr um DIU."

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

8 coisas a fazer antes de ter um bebé.

#1 Mudar imensas vezes a areia dos gatos.

Depois, se não formos imunes à toxoplasmose, não convém que mudemos nós a areia e podemos ficar com saudades. 




#2 Olhar imenso para o pipi 

Quiçá até conversar um pouco com ele. Ele vai sentir a nossa falta durante 9 meses. 




#3 Fazer amor em várias posições que não a de frango.

Só para nos despedirmos daquelas posições em que não estamos tão expostas ou até daquelas em que parecemos uma pessoa que pratica yoga e que gosta muito de sexo. 

#4 Ir ao dentista.

Literalmente. Tratar dele se for engraçado. Depois de ter um filho, isto das traições cai pior. Brincadeira. Tratar da dentuça toda que depois a ben-u-ron e a brufen não há grande coisa que nos acuda. Contar com os 9 meses de gravidez mais não sei quantos de maminhas e tetinhas e não sei quê. 

#5 Usar todas as lingeries mais atrevidas que tenham.

Depois, quando estiverem grávidas e mesmo uns tempos depois da criança nascer, as mamas não vão caber nos soutiens do costume (vão parecer um mocaccino entornado) e o pipi também não caberá tão bem nas cuecas. Fica a parecer quando tentamos embrulhar algo em papel de alumínio e não tirámos papel suficiente.



#6 Fazer análises.

À vida, ao tempo, à conjuntura, ao buço da melhor amiga... e ao sangue! Convém mesmo saber se o nosso corpo está em condições ou se parece aqueles panos húmidos nojentos que às vezes deixamos no lava-loiças e que estamos em negação sobre a quantidade de bactérias que terão.

#7 Deixar de tomar contracepção

Parecendo que não, é importante. Há quem dia que, quando tomamos contracepção, não há grandes probabilidades de ter um bebé. Pelo sim, pelo não, acho melhor tirar ou deixar de tomar. 

#8 Arranjar esperma.

Maria engravidou sem badalhoquices, mas a maior parte das pessoas é capaz de precisar de um pouco de sémen para gerar vida. Somos muita boas e multi-task mas ainda não conseguimos fazer isto dos bebés sem essa parte da equação. Podemos tentar, quer dizer. Nada nos impede. Se calhar se fecharmos os olhos e pensarmos só em coisas boas... 

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domingo, 22 de janeiro de 2017

A ti, grávida cheidanerves.

Nem todas levamos a vida numa de "ai, o que tiver de acontecer, acontece". "Vai correr tudo bem". Há umas quantas de nós que se enervam, que têm medo de não estar a fazer bem as coisas, que têm medo que o corpo não funcione em condições ou que toda a humanidade tenha um segredo fatal sobre isto da maternidade e que nós sejamos as únicas a não saber. 



Sim. Eu era uma dessas pessoas. Achava que, além de não estar equipada para ser mãe fisicamente (não sei porquê, achava que o meu corpo talvez nunca viesse a funcionar, desde pequenina) também não seria capaz de ser a mãe que eu precisaria de ser para ser feliz (sim, tenho noção do quão egoísta parece ser esta afirmação).  

A verdade? É como tirar a carta de condução. Antes de tirarmos parece (para estas algumas, claro), muito assustador e "demasiada coisa ao mesmo tempo", depois começamos a reparar nas pessoas que nos rodeiam e que têm carta e que nem todas parecem ser guardadoras de um potencial gigante para a condução e começamos a apercebermo-nos de que talvez seja possível conseguirmos. 

O problema? Não há aulas para isto de ser mãe. Não andam connosco durante umas 100 e tal aulas a explicar regras (das quais nunca nos iremos lembrar - o mais próximo disto são as aulas de preparação para o parto) e depois conduzem connosco num automóvel até nos sentirmos seguras o suficiente para fazermos um exame e, se passarmos, podemos ser mães. 

Neste caso, em princípio, decidimos e depois temos logo as chaves na mão para levar o bicho a passear, sendo que convém que ele sobreviva (e nós também). A parte boa é que temos 9 meses para nos habituarmos à ideia, mas temos também 9 meses para nos minarmos por dentro e para que as pessoas "da nossa vida" não nos acalmem, antes pelo contrário. 

Gostava que me tivessem dito estas coisas (podem rir-se à vontade, mas teriam ajudado): 

- Não és menos de que qualquer outra mulher que seja mãe. 

- Lá por não seres perfeita, não quer dizer que não mereças ser mãe. 

- O amor pelo teu filho encaminhar-te-á sempre para as decisões mais certas.

- Tu vais sentir o amor de que toda a gente fala. O teu coração não está morto. 

- O teu medo, em ti, é sinal de que queres muito que tudo corra pelo melhor. 

- Não depende tudo de ti, mas no que depender darás o teu melhor (porque amarás) e é isso que importa.


Depois de tudo isso que senti e que, de vez em quando ainda sinto - mas que quanto mais vou amando a Irene mais me vou amando a mim - cá estamos. A Irene tem praticamente três anos e é feliz e eu também.

Tudo começou naquele dia em que, numa de loucura, achei que era capaz.



Outras leituras: 

"Estás grávida se..."

"Não sou mãe galinha, sou mãe informada". 

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Guarda o meu amor por ti

Quero que nunca te esqueças que foste a minha única escolha. A pessoa que escolhi para passar o resto da vida ao meu lado. Aconteça o que acontecer, venha quem vier, tu serás sempre a minha escolha. Quem se vai juntar a nós pode ser qualquer pessoa. Vamos ajudá-la a atingir o seu máximo potencial, vamos amá-la incondicionalmente, mas o meu amor maior serás sempre tu. Tenho medo do amor que estou prestes a conhecer. Esse amor que dizem ser mais que a vida, um amor animal, que vem das entranhas. Espero, sinceramente, que ele não me cegue em relação a ti. Tu que me deste a mão quando mais precisei, que me ouviste quando só conseguia soluçar, que me viste acabada de acordar sem qualquer beleza artificial, tu que já me viste do avesso. O meu coração nunca se vai esquecer de ti, mesmo que outra pessoa comece a ocupar o mesmo espaço que ocupas dentro dele. És, no meu mundo inteiro, a única pessoa que me vê realmente como sou, que acredita no que poderia ter sido e nunca tive coragem de ser, que vê sempre o melhor de mim em tudo, que me encoraja a ser o que conseguiria ser. Desculpa não acreditar tanto como tu. Desculpa fazer de conta que não te ouço porque tenho medo de perder o que já tenho. Mas ouço, meu amor. Ouço-te sempre e o meu coração concorda sempre contigo. Quando, um dia, me esquecer de dizer que gosto de ti, que te amo acima de tudo, que és o meu amor maior, por favor guarda estas palavras dentro de ti. Protege-as do mundo lá fora.


Fotografia Ties

Joana Diogo
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domingo, 1 de janeiro de 2017

O Japão fica para depois

Durante meses fizemos planos, acertámos datas, riscámos o calendário vezes sem conta, esperámos e desesperámos. Quando percebemos que já não era uma missão feliz pelo desgaste que estava a causar, sentámo-nos os dois frente a frente num jantar no centro de Lisboa e decidimos deixar a natureza seguir o seu rumo. Confiar no destino. Sorrimos muito depois de tomada a decisão, deixámos de carregar o peso da pressão nas nossas costas. Ajustámos os planos para o que nos faz mais felizes, acertámos datas, informámo-nos de preços, decidimos levantar voo. Algumas semanas depois combinámos marcar a tão esperada ida a dois nesse mesmo dia. Mas nunca chegámos a comprar os bilhetes.

No meio de análises de rotina, sem qualquer preparação, numa sala cheia de gente, abri o envelope e fiquei meio desorientada. Confirmei com o enfermeiro que estava de passagem e a resposta que tive “Não está grávida, está gravidíssima” levou-me a pegar no telefone e a dizer-te sem rodeios “Já não vais ao Japão”.


A vida acontece enquanto não damos por ela. E agora já temos o nosso guia turístico cheio de informação, conselhos de amigos que já partiram por este caminho, planos traçados, à semelhança de qualquer viagem que já fizemos. Prestes a levantar voo, vamos aprendendo a cultura, a língua de quem vai chegar a nós dentro de meses, o roteiro do nosso destino quase definido. Só não sabemos bem para onde vamos, quais serão as escalas que vamos fazer, o quanto levamos e vamos trazer na nossa bagagem, as memórias que vamos guardar desta que será, sem dúvida, a viagem mais aventureira da nossa vida. Desta vez já fazemos check in para três, reservamos noites em branco, sabemos o jet lag que nos espera. Desta vez levamos menos coisas na mochila e mais espaço disponível para voltarmos com o coração mais cheio. Cheio deste amor que dizem ser o maior de todos.

A viagem da nossa vida vai começar, estamos na pista de lançamento e vamos cada vez mais depressa, não sabemos muito bem onde vamos aterrar, mas temos a certeza absoluta de que desta vez não voltamos iguais. Voltamos mais cheios de amor.

Joana Diogo

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