1.05.2016

Mães que odeiam ser mães

Uma amiga disse-me para escrever no google "odeio ser mãe" e ver o que de lá saía. Alertou-me para o facto de haver blogs de Mães que odeiam ser mães. Calculei que as houvesse, mas nunca me passou pela cabeça que poderiam ser tantas. De facto, apesar da minha experiência ser altamente compensadora, faz sentido haver casos em que não o é. Pessoas que não sentem o tal amor incondicional e que se arrependeram do passo que deram. É difícil, estando no pólo oposto, compreender o que está na outra margem. Mas tento não julgar. Só imagino o inferno que deve ser confrontarmo-nos, todos os dias, com um papel para o qual não somos desenhadas. E que papel! O mais importante de todos, aquele que define e molda a vida de outra pessoa, por quem somos responsáveis. Não consigo imaginar (até dói) o que poderá ser olhar para um bebé, para uma criança, que nos tem como ídolos, como referência máxima, que precisa tanto de nós, que nasceu de uma decisão nossa, sem ter culpa de nada... olhar para ela e não sentir o que é suposto? Achar que pode ser "só" uma depressão pós-parto, mas esse sentimento prolongar-se pela vida fora? Que tormento! Como vivem estas mulheres? Como sobrevivem? Passou-me, por momentos, a palavra "egoísmo" pela cabeça - ou pelo coração - mas mais uma vez esforcei-me por não julgar. Muitas delas não conseguem sequer contrariar esse sentimento, desajustado daquilo que é expectável aos olhos da nossa sociedade. Não deve haver coisa pior que alguém não conseguir sentir-se Mãe. Ser mãe e não ser, no coração. Que dor. 

Talvez por isso seja cada vez mais imperativo desconstruir a maternidade romântica em que a sociedade nos quer fazer acreditar. Deixarmo-nos de falinhas mansas quando o assunto é sério. Mostrar a realidade. Nem sempre é bom ser Mãe. Nem sempre é fácil. E às vezes é difícil a vida toda. E mais, nem toda a gente quer ser mãe. Temos de parar urgentemente com esta coisa da pressão do "vais ficar para tia" ou do "então é para quando?" ou do "não sabe o que é o amor a sério". Pararmos com este endeusamento da maternidade e com o bullying contante a quem decide não ter esse papel. Parece que uma vida só é legitimada quando se é Mãe. Como se as outras vidas, de quem escolhe não o ser, fossem menores. Como se essas pessoas fossem egoístas. Como se elas não conhecessem o verdadeiro significado do amor. Por que julgamos tanto quem sente as coisas e a vida de maneira diferente da nossa? Para nós é tudo lindo e maravilhoso e mesmo quando não é, compensa tudo. Mas quem nos diz que para a vizinha da frente compensaria? Talvez se parássemos com esta pressão social, as "mães que odeiam ser mães" pudessem ser menos. Talvez houvesse menos pessoas a sofrer, em silêncio. E menos crianças que não são amadas como merecem ser. 


 
 *Fotografia We Heart It

91 comentários:

  1. Durante muitos anos não quis ser mãe, pelas referências que tinha dis meus pais.
    Eles não são maus e tenho a certeza de que fizeram o melhor que sabiam, e com certeza mais do que fizeram com eles, mas não souberam fazer-me sentir amada e segura. Não tenho memória de um beijo ou um abraço dos meus pais na minha infância. Muito menos um "gosto de ti". Para eles ter filhos era algo esperado pela sociedade e um passo natural. Era também uma grande responsabilidade, uma chatice, uma grande despesa, um sem número de coisas chatas. Era assim na altura, naquela vila... é o que gosto de pensar: era cultural, não sabiam fazer melhor. Hoje em dia tenho uma relação distante com eles, apesar de ser filha única. Vivo a milhares de quilómetros e, feliz ou infelizmente nunca tive saudades de casa.
    Nunca me faltou nada de primeira necessidade física, nem amor que a minha avó me dava bastante, mas a figura dos pais nunca foi sinónimo de amor e aconchego. Acho que a culpa é muito da pressão social, que impinge a parentalidade como uma obrigação. Não é, nem pode ser. Fui mãe quando me senti preparada para amar alguém mais do que a mim própria e gostei tanto que acho que nasci para isso. Talvez os meus pais não tenham nascido para ser pais mas ainda bem que foram porque eu gosto muito de andar por cá e adoro ser mãe.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Adorei o post mas ainda mais este comentário. Porque me dói imenso sempre que vejo crianças cujos pais não deviam ser pais.. Crianças que as vezes até pensamos que não deviam existir, porque os pais não as deviam ter tido. Mas ainda bem que existem, porque enquanto existem existe também a esperança de que um dia, mesmo sem terem tido os pais que mereciam, vão ser os pais que uma nova criança merece. Porque ao contrário do que muitas vezes pensamos, nao somos o mundo inteiro dos nossos filhos. Se fossemos, eles estariam refens do que lhes damos e passamos (ou do que não damos e passamos), estariam condenados. Mas as crianças são do Mundo, não são dos pais, e ainda bem! Porque há muito mundo onde encontrar amor, esperança, força, felicidade! Parabéns por ter superado o que lhe deram, por ter crescido muito além do abraço e do beijo que não recebeu!

      Eliminar
    2. Ainda bem que és bem resolvida!
      Tenho amigas que não tem paciência para os filhos, custa-me ver...dá me tanta pena das crianças, é um grau de exigência por conta de não terem paciência...
      Bjs

      Eliminar
    3. Este comentário foi removido pelo autor.

      Eliminar
    4. Sou mãe cuidei com carinho amor afinal coloquei no mundo mas pois tinha problemas com método anticratacepivo quando nasceram tive dressao pós parto mas nao depressão de nao cuidar eu olhava e penssava meu Deus o q fiz porque hoje ja sao grande mas pra falar verdade não nasci para isso me culpo muito por isso como tive problemas com meu utero aos 35 tive que fazer estetectomia tirei colo e uteto e hoje vivo muito bem pois sei q nao corro mais risco tem pessos q nao entem você ama seu filho mas nao ama fato de ser mãe gente oideo choro de criança o barulho q elas fazem quando vejo criança nao maltrato não judio mas chega me arrepiar falo pros meus filhos meus queridos não tenham filhos eles me respodem a porque vc ja teve mas ba percebi eles tbm odeiam o choro o barulho e sempre digo no mundo de hoje nao e facil criar filhos pesso perdao a Deus todos os dias mas se pudesse voltar tras eu nao teria abri mao de terminar meus estudos abri mao de trabalho porq tinha filhos enfim ninei minha vida agora hoje tenho 40 anos sofro de um problema cronico na coluna devido aos partos normais pois nao tinha como fazer cesaririana pois eu chegava no hospital ja estava nascendo vivo um dia em pe em dia na cama e meu esposo diz a mesma coisa nos nao deveriamos ter tido simplismente acabei com minha vida quem quzer me xingar me julgar pode sim como ja disse odeio ser mãe mas nao negligenciei eles tiver tudo do bom e do melhor deixer de viver pra viver pir eles e hoje sofro de uma depressao crônica severa a 10 anos tenho q tomar remedios pelo resto de minha vida mas o bom disso tudo q sao filhos bons honestos e respeitadores mas posso de dizer q minha vida podia ter sido diferente


      Eliminar
    5. Perfeito. Exatamente assim que me sinto.
      Não negligencio meus filhos, mas fico sempre pensando como seria minha vida sem eles...

      Eliminar
    6. Nossa, estava tão mal achando que eu era o pior ser humano da face da terra... Li isso e vi que tb existem outras pessoas que pensam assim tb. Eu nunca quis ter filhos, nunca me interessei por crianças, odeio o choro delas... Engravidei tomando remédio, pensei que fosse melhorar... Nossa, não aguento o choro do meu filho, ele puxando a minha calça, ele não querendo comer. Não posso fazer nada, amo cuidar da casa e nunca mais pude fazer isso... A não ser quando a minha mãe fica com ele pra mim... É o meu momento mais feliz... Tá sendo muito difícil pra mim. Eu sinto muita falta de ficar sozinha, depois que vc tem filho não fica mais. Eu não vejo graça de brincar com bebê, acho que quando ele crescer um pouco eu vá me interessar mais pelas brincadeiras... Parei de trabalhar pra não jogar ele na creche, porque é assim que eu me sentiria se tivesse que deixar ele com estranhos. Tem hora que me pergunto se não seria menos estressante pra ele ficar longe de mim. Se eu pudesse voltar atrás, não teria filho de jeito nenhum. Esse mundo tá muito difícil mesmo.

      Eliminar
    7. Fui mãe muito jovem. Engravidei por descuido. Minha filha, de certa forma, roubou minha juventude. Meus melhores anos. A culpa não era dela. Mas segui em frente. Ela crescia e só me dava trabalho na escola. Sempre dei muito valor aos estudos. Confesso que tenho parcela de culpa nisso. Poderia ter me empenhado mais, mas era muito jovem e queria dar um jeito de aproveitar minha juventude concomitantemente com a existência dela. Meu marido pouco me ajudou na criação da menina.
      Ela cresceu, ficou adolescente e minha vida era ficar atrás dela para não engravidar. Só gostava de diversão e rapazes.
      Fui tolerando as atitudes dela, me comprometiam, me entristeciam, me amarguravam. Só pedi uma coisa pra ela na vida: estude.
      Era uma surpresa atrás da outra.
      Ficou grávida aos 21 anos de um vagabundo. Eu tratei de fazê-la tirar.
      Torrava meu dinheiro. Mal trabalhava.
      Conheceu um rapaz de pouco estudo e aos 26 anos engravidou.
      Não quis saber, tchau.
      Teve o filho sozinha, sem minha ajuda de qquer tipo.
      Se eu a acolhesse ela largaria o filho pra eu cuidar, ou seja, passaria metade da minha vida agora cuidando do filho dela.
      Hoje, eu sou a aberração. O monstro.
      Sinto me assim o tempo todo.
      Mas não aceito a vida que ela escolheu pra ela.
      Ela cansou de me ofender e não quero isso pra minha vida.
      Tenho mais de 50 anos.
      Não sei quanto mais vou viver, mas seja quanto for, não quero ela do meu lado.

      Eliminar
    8. Nossa querida que triste. Mas ainda bem que vc nao pegou o filho dela para criar, vc nao é um monstro nao, pode ter certeza, queria o bem dela, mas ela rejeitou isso. Seja feliz e aproveite a sua vida fazendo coisas que gosta, ainda há muito o que se viver.

      Eliminar
    9. TAMBÉM NÃO ACHO QUE VOCÊ SEJA UM MONSTRO, pelo contrário, é uma heroína! Ter filhos rebeldes é uma das piores coisas da maternidade, dentre outras! Mas tenha certeza que ela vive o que escolheu, portanto não se culpe! como já dizia minha mãe "quem pariu Matheus que balance"...você pariu o seu e balançou, agora é a vez dela! Siga a sua vida sem remorsos ou culpa! SEJA A HEROINA!

      Eliminar
    10. Tenho um só filho, minha esposa deu depressão pós parto e não quis ter outro. Não culpo muito ela, mas queria bastante ter outro, sofro em silêncio com isso, para não passar essa dor que sinto.

      Também fico triste pelo meu filho, por ele não ter um irmão, não terá sobrinhos, penso que não será fácil pra ele administrar essa situação. Peço a Deus que tire esses pensamentos da minha cabeça, pois não quero mais sofrer com isso.

      Meus pais já faleceram, tenho 05 irmãos e vários sobrinhos, isso que me dá um pouco de força, mas nada tira minha infelicidade. Já pensei em adotar uma criança, mas não sei se será a solução, valorizo muito o parentesco consangüíneo.

      Estou com 45 anos e 20 de casado, aliás a idade do meu filho, minha outra esperança é que ele se case e tenha no mínimo dois filhos, acho que os netos podem trazer a paz que preciso para meu coração!!!

      Eliminar
    11. Pra amiga que conta que foi mae jovem, me vi no seu relato. Tive meu filho as 18, hj tenho 40,0 sao 22 anos tendo trabalho e preocupações. Quando ele era pequeno, eu nao me importava de cuidar, gostava de dar banho, fazer comida, brincar, passear. O problema foi apos os 12 anos, de lá pra cá todos os tipos de problemas, e nunca ajudou o fato do pai ser um m***. Hoje eu sustento meu filho mas ele é um peso pra mim, afinal em casa somos 1 adulto trabalhando (eu) pra sustentar 2. Se eu fizesse isso e visse retorno, do tipo ele estudando (nao frequentando a faculdade), ele mantendo a casa arrumada nao me importaria, mas me doi muito passar o dia trabalhando e chegar em casa e ver um peso morto no sofa. Me doi mais ainda depois de toda a minha luta e exemplo ver que ele tende mais a seguir os exemplos da familia fracassada do pai. Enfim, cometi o erro de engravidar aos 18 e estou pagando por isso a 22 anos. Não é que eu nao ame meu filho, amo mais que tudo e todos, mas me sinto cansada de carregar esse peso.

      Eliminar
    12. Também tive pais assim e além da falta de amor houve violência física e psicológica que me trouxe problemas em adulta como a depressão. Quero ser mãe mas tenho medo de não conseguir dar conta do recado e cair em desespero.

      Eliminar
  2. Eu adoro ser mãe, mas já tive medo de o ser e de vir a não gostar!!

    ResponderEliminar
  3. Acho que não me atrevia a fazer essa pesquisa :) há coisas que prefiro nem saber.

    ResponderEliminar
  4. Parabéns por falares nisto, pessoalmente nunca foi uma prioridade, mas adoro ser mãe e o meu filho.

    No entanto não é tudo cor de rosa, e não defendo nem apregoou que é tudo uma maravilha, porque não é.

    Curiosa, fui pesquisar e dei com um blogue em que centenas de mulheres se arrependem de ter sido mães e sofrem duplamente, por não gostarem e viverem com essa culpa e terem de fingir que são felizes.

    Sou completamente contra à ideia que todas temos que ser mães, há uma pressão enorme da sociedade, só fui mãe aos 37 anos, e só faltava dizerem que era má pessoa...enfim.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quando comecei a pensar se queria ou não filhos, tentei me analisar o máximo possível e fui atrás de amigas minhas que tinham acabado de ter. Quase todas me falavam " se soubesse que era tão difícil esperaria um pouco mais". Também percebi que elas não se sentiam muito bem em falar abertamente que era difícil. De alguma forma isso me marcou muito e junto com minha auto análise, cheguei à conclusão que o papel de mãe não era para mim.Sofri e ainda sofro preconceito por ter feito essa escolha, já chamaram eu e meu marido de covardes! Mas a verdade é que ninguém vai viver a minha vida por mim e por isso eu escolho o que quero fazer com ela, agradando ou não aos outros.
      Estes dias acabei pesquisando sobre o tema e me deparei com uma série de blogs e comentários sobre o assunto e confesso que fiquei em parte feliz e em parte triste.Feliz por ter ido atrás das informações e por não ter cedido às pressões das pessoas para ter um filho, mas triste por saber que tantas mulheres passam por uma angústia em suas vidas ( muitas vezes em segredo ) pois não tiveram a informação que precisavam ou porque lhes contaram uma história de conto de fadas.
      Também concordo que a verdade deve ser exposta, todas merecemos isto.

      Eliminar
  5. Fiz a pesquisa... eheheh... sou curiosa por natureza...

    Mesmo antes de ler este texto já imaginava que houvesse mulheres a quem a maternidade não dissesse nada... não somos todos iguais...

    Sou mãe de uma doçura de 9 meses (tenho sorte porque tenho muito apoio da família e ela é uma bebé muito tranquilo e "colabora" comigo...)...
    Eu sempre sonhei ser mãe mas sempre o pensei associado à minha profissão... para mim, ser mãe a tempo inteiro não fazia qualquer sentido porque achava que deixaria de ser eu se não existisse a profissional... hoje dava tudo para que a minha vida me permitisse dispensar a vida profissional para ficar com a minha Bomboca... mas tenho amigas que não aguentaram o período completo da licença de maternidade... e nem por isso gostam menos dos filhos...

    Não gostar de ser mãe é muito diferente de não amar os filhos...

    Na pesquisa "odeio ser mãe" deparei-me com testemunhos e/ou relatos de situações de mães que ponderam ou fizeram mal aos filhos e para mim isso ultrapassa o limite do gostar ou não de ser mãe e passa para o foro da psiquiatria... e é, porque nem toda a gente nasceu para ser mãe que eu acho que a politica que permite a entrega de crianças para adopção existente em alguns países benéfica para mães e crianças.. acredito que as crianças são muito mais felizes no seio de famílias que verdadeiramente as desejam e as mães seriam menos amarguradas por terem de ter uma vida que "odeiam"... mas isto é a minha opinião e vale o que vale...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. ..."acredito que as crianças são muito mais felizes no seio de famílias que verdadeiramente as desejam"... Na verdade... não são. TODAS as crianças, sem exceção, preferem estar com os pais, do que com uma família cuidadora. TODAS. Mesmo com falta de comida, afeto, cuidado... elas preferem os pais que conhecem.

      Eliminar
  6. Também fui fazer pesquisa e fiquei arrepiada com o que li. Entendo que haja pessoas que têm uma determinada expectativa sobre a maternidade, e a vejam gorada pois percebem, tarde de mais, que vao ter de abdicar de muitas coisas. Ser mãe é isso, é ter sentido de abnegação pelos nossos filhos. Lamento que essas mulheres não sintam aquele amor sem limites e que por outro lado vejam isso como uma prisão. Mas verdade seja dita, na grande maioria das vezes é a mãe que abdica das coisas que gosta, do descanso, etc e para o pai a vida continua normalmente.

    ResponderEliminar
  7. Joana Veloso11:09 da tarde

    s menos bons.
    Quando me perguntam como é ser mãe respondo-lhes com aquilo que gostava que me tivessem dito a mim, incluindo as coisas menos boas (que não considero más). Mas também lhes digo que não trocava todas estas coisas por nada deste mundo. As boas e as menos boas...

    São assuntos tabus que deviam deixar de o ser porque não há razão para isso e evitávamos que muitas mulheres se tornassem mães que odeiam ser mães e que muitas crianças sofressem sem o carinho que merecem.

    Parabéns pelo blog, sigo religiosamente.

    ResponderEliminar
  8. Sejamos honestas, ser MÃE é uma tarefa monumental, e escrevi a palavra em maiúsculas porque ser MÃE e muito diferente de ter filhos. Ser mãe, querer sê-lo, fazê-lo bem, e gostar de o ser, são conceitos muito diferentes.
    Ter uma grande decepção com a maternidade é extremamente fácil. .. tiramos cursos de preparação para o parto quando na verdade precisavamos de formação para depois do parto. ..precisamos que nos dissessem e ensinassem a lidar com o corte abrupto e brutal com (quase) tudo aquilo que éramos e nos definia enquanto mulher. Precisávamos que nos dissessem que é tão legítimo ter filhos como não os ter, mas que se a nossa escolha fosse a 1a então teríamos que ser MÃES e não apenas "mães". Em.contrapartida, se não quiséssemos enveredar por esse caminho, isso não faria de nós piores pessoas nem aberrações da sociedade.
    Sou MÃE de 2 rapazes que amo de todo o meu coração e por quem daria a vida sem.exitar...e aqui começa a pressão da sociedade, sempre que falo das coisas menos boas da maternidade, sinto necessidade de explicar que AMO os meus filhos e que não me imagino sem eles, caso contrário as outras pessoas pensam que não é assim.
    Digo que sou MÃE porque é assim que quero ser para os meus filhos...escolhi tê-los e por isso são responsabilidade e tarefa minha...não descarto os meus filhos para ninguém (já bem basta a escola para nos separar), estou lá nos bons e nos maus momentos, sou a amiga, a educadora, a cuidadora, a professora, a cozinheira, a enfermeira..e tudo o mais. Quero que os meus filhos se recordem de mim como estando presente. ..como aquela que todos oa dias lhes diz que oa adora e que eles são o meu coração.
    Sou também aquela que chora muitas vezes depois de os deitar pelo cansaço, pela frustração de não conseguir fazer tanto pelos meus objectivos como por eles, por pensar que num futuro poderei não estar cá quando eles precisarem de mim e por sentir saudades da liberdade que a vida sem filhos nos proporciona. São momentos menos bons, tenho-os e assumo, mas se isso acontece é porque efectivamente escolhi assim e estou sempre presente para os meus filhos, e nunca achei que isso beliscasse o que sinto por eles.
    Ter filhos é fácil. ..ser MÃE é a coisa mais difícil do mundo, mas pode muito bem vir a ser a nossa melhor obra!!! Nunca pressiono, pergunto ou recomendo ser mãe. ..prefiro sempre falar das dificuldades que as pessoas vão encontrar e dizer que a vida NUNCA mais vai ser a mesma...vão "comprar" preocupações que estarão sempre presentes, angústias para todo o futuro, vão abrir mão de tanto que é fundamental que o façam em consciência. ..Caso contrário, não o façam. ..aproveitem a vossa vida, viagem, experimentem, tirem cursos de tudo e um par de botas, cometam loucuras, sejam "egoístas"... é a vossa vida, têm direito a isso. A partir do momento em que são pais "perdem" esse direito. ..ganham a obrigação de pôr os filhos em 1o lugar, ganham a obrigação de os proteger, os acompanhar e de estar sempre presentes. A contrapartida: um sentimento novo, um tipo de amor que dificilmente conhecerão com outra coisa.
    Eu costumi dizer que a Natureza faz as coisas bem feitas e que há uma razão para os pais amarem TANTO os seus filhos...porque essa é a única forma de superar a dificuldade da tarefa! :-)

    ResponderEliminar
  9. Já eu sempre quis ser mãe é sempre disse que o seria cedo e assim foi aos 23 anos estava grávida e aos 24 nasceu o meu príncipe. É óbvio que nem tudo foi um mar de rosas mas foi sempre maravilhoso pq fui presenteada com um filho espetacular e que graças a Deus não me deu muito trabalho. Mas, é importante salientar que a sociedade é muito inquisidoramente pois se n temos nenhum não sabemos o q é amar incondicionalmente, somos egoistas etc mas também se só temos um só nos dizem que é péssimo só ter um, que vai ser egoista, que têm personalidades horríveis etc. Isto pq eu e o meu marido decidimos que só iríamos ter o próximo qdo decidíssemos ter e não por imposição de ninguém. Qdo decidimos e fiquei grávida era tudo a dizer que já não iam ser irmãos, que ele já tinha 8 anos, que era muita diferença... Ao qual eu respondia que nós é que éramos os pais e não o irmão é que não estamos velhos para sermos pais (31/32) e que foi na altura que achámos certae ninguém tinha nada haver com isso. E assim foi e agr temos a princesa com 3 meses e o príncipe com 8 anos e adoram-se ❤️��

    ResponderEliminar
  10. No fundo estas mulheres queixam se da vida que perderam, das coisas que deixaram de fazer, de viver em função dos filhos, vivem agarradas à vida que tinham, angustiadas com o que perderam e nem conseguem dar valor ao que é ser mãe.
    Muito por culpa de uma sociedade em que a mãe é que se anula e o pai faz a sua vidinha igual a sempre.
    Não é fácil...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim! Sou muito sensível também a essa questão, não sei se leu o post: http://amaeequesabeblog.blogspot.pt/2015/08/os-pais-nao-tem-que-ajudar.html

      Além disso, vivemos numa época em que se perdeu a noção de rede, de comunidade (em que os vizinhos ajudavam, a família) e a solidão está muitas vezes disfarçada pelas fotografias no Facebook..., o que torna tudo mais difícil.

      Eliminar
    2. meu marido me ajuda e muito, e mesmo assim sinto falat da vida de antes

      Eliminar
  11. Divulguei este texto no meu blog. Gostei muito da reflexão – sem julgamentos crueis e com entendimento para conosco.
    Beijos.

    ResponderEliminar
  12. Desculpe o desabafo, mas há alguém na mesma situação?
    Estou realmente decepcionada e frustrada com a maternidade.
    Não imaginava que minha vida se tornaria tão difícil.
    Tudo é extremamente desgastante quando se trata do meu filho.
    Parece que as coisas só pioram com o tempo.
    Não come absolutamente nada (e não estou exagerando. Nada mesmo), não quer dormir, faz manha e pirraça para tudo.
    não sou uma mãe idealizada pela sociedade. Sou uma mãe exausta que sonha que todo esse pesadelo um dia chegue ao fim.
    não consigo ficar sem meu filho, mas odeio ser mãe.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Odeio ser mãe. Engravidei tomando remedio. Nem tive chance de interromper. Sem sintomas, fui descobrir aos 3 meses de gestação. Em uma fase linda da minha vida. Tinha acabado de conseguir o meu emprego. Tive que largar tudo para cuidar dela. Sonhos e planos jogados no lixo. O pai não ajuda com a criação. Resumindo, tudo nas minhas costas, e eu não amo ele e não tenho como me manter pois não consigo arrumar um emprego depois de 6 anos parada. Cada birra dela, cada choro me faz querer morrer. Pela vida que não terei, pela felicidade que me foi arrancada das minhas mãos. Tomo antidepressivos pois eh o meu momento de felicidade. Quando apago a noite toda e fico como estou em vida. Morta para o mundo. Acordar eh um tormento com o pensamentor das coisas que eu tive que jogar fora para ser mãe. Tem dias ruins e tem dias piores. Tento cuidar dela e administrar um casamento falido dia após dia. Mas a dor me consome e me faz querer morrer.

      Eliminar
    2. o primeiro passo é arrumar emprego e dps larga seu marido pq vc não o ama ele e ele não te ajuda com a criação dela coloca ela na creche se for grandinha pague alguém p olhar,se for preciso minta para empresa q não tem filhos eles não gostam de contratar mulheres que tem filhos pequenos , saia p trabalhar nem que seja p vender doces na rua ,eu passei o mesmo q vc , se vc ficar 24h em casa cuidando de filhos vai enlouquecer com trabalho vc vai se sentir melhor e vai ter dinheiro p comprar suas coisas e fazer o que gosta vai até curtir passear com sua filha.

      Eliminar
  13. Desculpe o desabafo, mas há alguém na mesma situação?
    Estou realmente decepcionada e frustrada com a maternidade.
    Não imaginava que minha vida se tornaria tão difícil.
    Tudo é extremamente desgastante quando se trata do meu filho.
    Parece que as coisas só pioram com o tempo.
    Não come absolutamente nada (e não estou exagerando. Nada mesmo), não quer dormir, faz manha e pirraça para tudo.
    não sou uma mãe idealizada pela sociedade. Sou uma mãe exausta que sonha que todo esse pesadelo um dia chegue ao fim.
    não consigo ficar sem meu filho, mas odeio ser mãe.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Dá para adoção e se livra desse peso. Filho e velho, são atraso de vida.

      Carlos

      Eliminar
    2. Imbecil, incessível, a Luana esta precisando de consolo e vc vem falar uma merda dessa, vc que é um péssimo ser humano, sem empatia, Luana não se sinta mal, várias mulheres estão pensando o mesmo que vc só que não admitem, espero que vc possa se sentir melhor um dia, e não deixe que as pessoas te façam sentir pior. Abraço!

      Eliminar
    3. Luana não se sinta mal, várias mulheres estão pensando o mesmo que vc só que não admitem, espero que vc possa se sentir melhor um dia, e não deixe que as pessoas te façam sentir pior. Saiba que vc não esta sozinha! Abraço

      Eliminar
    4. Uma terapia fará bem a todas que passam por esta situação.

      Eliminar
    5. Uma terapia fará bem a todas que passam por esta situação.

      Eliminar
    6. Terapia não muda nada.

      Eliminar
    7. Oi Luana. Sinto-me exatamente como você. Sou mãe solteira pra piorar, tenho menos tempo pra mim, nenhum tempo pra lazer e nenhuma companhia. Isso de não aguentar ficar sem o filho mas de tbm não gostar de ser mãe, me identifico totalmente.
      Tenho muitas crises de ansiedade, acredito que no fundo vou encontrar o pq de não gostar da maternidade em algo externo e ao mesmo tempo inerente. Odeio tanta opinião a respeito da minha filha, tanta reprovação pq ela está na creche com 1 ano para que eu tenha alguma chance de retomar a vida profissional e social. É dificil e dói muito constatar que, se eu pudesse voltar no tempo, não teria sido mãe.

      Eliminar
  14. Me identifiquei muito com o primeiro comentario tambem não me lembro de nenhuma demonstraçao de afeto por parte dos meus pais, sempre batalharam para não deixar faltar nada para min e meu e irmão mas, o mais importante faltou carinho conosco.Quando me casei tive muitos problemas no meu casamento amava meu marido mas não demonstrava nunca fui uma esposa carinhosa talvez devido ao que presenciava entre os meus pais como se dá uma coisa que não se teve.
    Por isso tinha muito medo de ser mãe e repetir o mesmo erro.
    Mas graças a Deus tenho uma filha e estou conseguindo ser uma mãe diferente da minha.
    Esse blog foi uma valvula de escape pois nunca tinha falado sobre isso com ninguém.

    ResponderEliminar
  15. É complicado. De fato, é muita responsabilidade criar e educar um ser-humano para o mundo. E este fardo, sem duvida, recai muito mais sobre os ombros da mãe do que do pai. Acho que o problema é que idealizam demais as mães e a maternidade. A sociedade deveria discutir sobre a maternidade real, aquela cujas mães são de carne e osso, que enfrentam problemas, sentem sofrimentos e angustias. Quando isso acontecer, a frase "eu odeio ser mãe" deixará de ser um tabu e será tratado com compreensão e sem julgamentos.

    ResponderEliminar
  16. Parabens pelo texto... Nunca quiz ter filhos, pois sempre soube que não tinha paciência com crianças, mas as pessoas sempre dizem que com o seu e diferente e ainda tem o marido que adora criança. Agora estou aqui sofrendo pois sei que meu filho não tem culpa de nada. E me sinto horrível por passar por isso!!

    ResponderEliminar
  17. Eu amo o meu filho mas sinto uma saudade tremenda da vida que tinha antes... Não sei se voltaria atrás no tempo se me dessem a hipótese de não o ter... às vezes é exaustivo. Muitos nos dão a ideia de que é fácil e caímos no engodo. AMo o meu filho mas certamente nao precisaria dele para me sentir completa (ainda nao me sinto)... Espero que as coisas melhorem quando ele se tornar mais interactivo e independente.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. te entendo completamente, sinto o mesmo.

      Eliminar
    2. O pior de tudo é que com o passar dos anos VEM OUTROS PROBLEMAS! Nada fica melhor!

      Eliminar
  18. Uma terapia fará muito bem passo por muitas dificuldades em educar a minha filha e também não vejo a maternidade como a melhor coisa do mundo.Que bom encontrei este blog,pois estava achando que somente eu tinha este pensamento.

    ResponderEliminar
  19. ter filho é uma merdaaaaaaa. odeio

    ResponderEliminar
  20. Nunca quis ser mãe. Caí na idiotice de arriscar e.. sou infeliz! Compreendo perfeitamente quem pensa o mesmo e não acho nada de estranho! Embora seja possível criar um ser, não significa que gostemos que a nossa vida passe a ter aquele "ser" para sempre. Não fiquei mais realizada, não fiquei mais feliz, Fiquei mais cansada, desgastada... E, depois, as pessoas, "e os sorrisos, que bonitinha".. ainda irritam mais, obrigam-me a fazer de conta que também acho bonito e que estou contente. "Ter crianças é uma alegria, enche uma casa..." Pois, claro! Eu não acho nada que enche uma casa, acho profundamente narcisista e egocêntrico quem o diz, pois parece que os filhos vêm ocupar um vazio. A minha vida nunca foi um vazio. Mas, com a minha filha está a ficar. Odeio ter uma rapariga. Todos dizem que sou boa mãe e eu sofro em silêncio. Dava tudo para nunca ter sido. não invejo quem tem filhos. E, só consigo compreender quem gosta se de facto eles vieram preencher alguma "falha". Eu não preciso que um ser olhe e ria para mim.. Eu vivo bem comigo mesma. Tive de desistir de algumas coisas, fiquei menos perspicaz, cometo erros com mais facilidade, não consigo manter a concentração numa coisa "verdadeiramente" como conseguia. Eu não escondo do meu marido e sei que ele sofre.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Só li verdades!
      Sinto-me igual a você. Ser mãe tem sido uma chateação sem fim, pois me deixei de lado, meus sonhos, minha vida, enfim, tudo!
      Hoje, minha vida se resume a cozinhar, limpar a casa e cuidar de marido e filho.
      Como eu queria minha vida de antes novamente, minha liberdade de ir e vir onde quisesse, e na hora que quisesse.
      Nossa, eu era feliz e não sabia.
      Nada será mais como antes, nunca mais.
      Que pena! :(

      Eliminar
    2. acabei de digitar Odeio ser Mãe e aqui estou. Depois que eles entraram na adolescência não os reconheço mais, não nos suportamos mais. Sinto-me presa, com as asas cortadas e a ingratidão e apatia deles com relação aos meus sentimentos ferem-me mortalmente. Parece que morro um pouco a cada dia. Fui mãe aos 23. Hoje tenho 40 e sou infeliz, mas embora pense que eles têm culpa porque sabem o que fazem, eu deveria saber contornar isso e dar amor, mas nem mais consigo abraça-los. Já procurei todo tipo de ajuda, mas nada funcionou... é uma tristeza enorme porque não queria sentir isso....

      Eliminar
    3. Ola me chamo vanessa.tenho uma filha de 4 meses.linda mesmo,mas to sofrendo em.silencio amooo loucamente mh bb mas odeio ser mae
      Aparte q mh bb tem um carater forte chora demais....��ontem ela teve uma crise nao tinha nada era manha nao para de jeito nenhum comecei a chorar de tristesa frustracao decepcao com mh vida.pq engravidei sem planejar...nao queria ser mae agora!tenho vontade de fugir!tento da o meu melhor mas nao basta mh vida ta um inferno eu nao durmo.eu nao tenho tempo para nada meu marido m ajuda mas ele tbm m cobra atencao.ando esgotada sem animo m vejo no espelho ja nao me reconheco .a noite eu so quero dormir perdi vontade de fazer sexo...to infeliz
      M perdoeee ...m sinto so em uma prisao

      Eliminar
  21. Eu n gosto de ser mãe...mas n ouso falar isso em voz alta pq tenho certeza d q me julgariam e jogariam na fogueira igual faziam c as bruxas no passado...meu marido é um paizão realizado e me faz sentir pior do q já me sinto!amo meu filho mas n suporto a ideia d t q cuidar exaustivamente de outra pessoa...meu filho tem 3 anos e desde q nasceu dá mt trabalho...n come,é mt danado e desobediente...sair d casa c ele é mt cansativo...me sinto péssima por sentir isso...sou frustrada!

    ResponderEliminar
  22. Acho que ser mãe não é tarefa fácil mas questões pessoais podem levar a tal atitudes,penso que existem um fator de os pais os trataram como um bibelo intocável e se tornaram seres humanos narcisistas. Não foram preparados para qualquer situação onde tudo é mediatismo mas noites online pode ser tão extenuante querer ter devemos ter o obrigação em montar uma estrutura para palavras tão cruéis .....porquê estamos colocando seres humanos no mundo queremos menos violência amor e
    paz,ninguém é obrigada fazer o papel de mãe mas antes de planejar a maternidade planeje uma estrutura ...

    ResponderEliminar
  23. Mas que estrutura? Alguém adivinha se pequeno/a vai ser o exemplar de bebê fofinho que não trabalho nenhum ou o oposto (não dá descanso nenhum??) Ninguém está preparado para correr mal a experiência, ninguém pode planear estruturas sem saber o que precisa.
    Pode sim desenvolver soluções ao longo do tempo e tentar ter paciência e desfrutar o máximo que puder da experiência.
    A minha verdadeiramente não está a ser a melhor, em nada.... Mas nada nos podia preparar para isso. Os cursos pré parto não preparam para as coisas que podem correr mal.
    Há que ter força e dose de paciência extra.

    ResponderEliminar
  24. Eu estou passando por um drama parecido.
    Meu marido eh alemao e eh infértil. Em um certo momento do nosso casamento me senti preparada para ter um filho, pois sentia que ele era o homem com o qual queria dividir minha vida para sempre. Lutei muito para termos nosso filho, passando por 4 tratamentos de fertiliza,cao in vitro até que finalmente fiquei gravida, uma gravidez super complicada, tive preeklampsie, mas gra,cas a deus meu filho lindo nasceu com saude. Ele eh u menino tranquilo, não da trabalho alem do normal para qualquer crian,ca e eu o amo muito. Porem meus problemas são outros.
    Vivo longe fora do Brasil ha 12 anos, não consegui me realizar profissionalmente aqui, não tenho apoio familiar para ajudar a cuidar do meu filho, tendo que estar presente 24 horas tdo o tempo. Meu marido ajuda muito, mas desde que tivemos nosso filho não fazemos nada somente como um casal. Ele perdeu totalmente o interesse em sair para nos divertimos um pouco, ter um lazer sem ter que levarmos nosso filho junto pq não quer pagar uma baba, etc, e isso pra mim tem sido muito frustante. Nos perdemos como casal, eh como se meu marido tivesse colocado nosso filho entre nos e isso me afastou dele, hj eu não o amo mais e não consigo mais ser feliz nesse pais, não consigo mais ter prazer em viver aqui e gostaria de voltar para o Brasil, mas ele não quer deixar eu levar meu filho.
    Ele eh um pai muito amoroso, meu filho eh muito grudado nele, muito mais do que comigo. Quando converso com ele, que tem 6 anos, sobre ir viver comigo no Brasil, o mesmo não quer, diz que quer viver aqui na Alemanha.
    Eu tenho sentido muito desejo em voltar para o Brasil sem meu filho. Quando penso racionalmente, aqui a vida eh muito mais proveitosa pra ele, boas escolas, ambiente mais seguro, uma casa grande, um pai cuidadoso e amoroso, que tem carro *eu não tenho no brasil( os amigos que ele já conhece enfim, toda uma estrutura, lingua e cultura que ele já conhece e um futuro mais promissor.
    Sinto um desejo incontrolavel de voltar para o brasil, fico noites sem dormir, sem saber o que fazer, pois não consigo me imaginar uma vida inteira aqui, com um homem que não amo mais só pra não ficar longe do meu filho. E caso eu me separe, não tenho vontade de viver mais aqui.
    Me sinto culpada por querer ir embora sem meu filho, mas também não tenho certeza se seria infeliz longe dele, as vezes penso que sentirei saudades, mas que conseguirem viver mesmo longe e somente vendo-o uma vez por ano.
    O que VC podem me dizer desse sentimento que eu tenho?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. cara vc é louca de volta para o Brasil ,aqui seu filho pode ser tonar um marginal cantador de funk ,engravidar uma menina biscate e vc temq sustentar neto ,num pais onde o desemprego esta alarmante a ponto de advogados trablhar de caixa de supermercado ,é loucra vc trocar um pais como alemanha por essa latrina q chama Brasil ,quem dera se eu pudesse arrumar um alemao emora na alemanha ,e outra familia é seu pai e sua mãe ,parente é uam merda ,um dia seus pais vao morrer e o que sera de vc nesse lixo de Brasil.Porque vc n tentar ser youtuber igual a flavia carina da uma olhada no youtube ,vc pode ganahr um dienhiro co videos.

      Eliminar
    2. Eu passei por situação semelhante. Depois de 4 anos de sofrimento eu fugi. Tinha a opção de ter ido sem os meus filhos que tinham 1 e 3 anos na época. Mas naquela época eu achei que eles não viveriam sem mim, não me perdoariam e nem eu viveria sem eles. Hoje eles estão adolescentes. Sofri como nunca para criar esses meninos sozinhas e hoje são dois ingratos que ainda defendem o pai (que era violento). Se fosse hoje não teria tanta culpa em deixa-los, desde que você não se esqueça nunca que é mãe. Mas se o problema for só com seu marido não pense duas vezes, saia daí. Eu estou fora do meu país hoje, mas não há nada como o nosso lar e volto para o Brasil assim que puder. Viver na Europa não é o glamour que os brasileiros pensam e temos valores que o brasileiro não reconhece

      Eliminar
  25. Ta difícil pra mim ,amo meu bebé, mas tem dias q so queria sumir .meu marido se diz o melhor pai do mundo nao me ajuda em nada e quando digo nada e nada mesmo ,nao olha o bebe nen prs eu tomar banho nao compra nada pro meu filho ,meu filho tem um ano e ate hoje tudo q deu foi uma toca e uns tres pacotes de frauda .so se importa com ele ,alem de todo stress emocional twnho q me virar pra dar as coisas pro meu filho sozinha .me sinto tao so mas ama meu filho

    ResponderEliminar
  26. A maternidade é ardua, tem dias q nossos pensamentos nos maltratam tanto, o sentimento de arrependimento, de culpa, insegurança e preocupaçao, nós maes somos 99% responsaveis por fazer a coisa funcionar, todo o peso fica em nossas costas, mesmo q recebemos ajuda do pai, avós, enfim, mas é a pobre mae q levará sempre a maior carga de trabalho, pediatra?? É a mae, administrar os remedios? Mae, dar a comida, fazer a comida, o estresse pq eles nunca querem comer, é um universo recheado de culpa, abrimos mao de nossas carreiras, de nos cuidarmos, ficamos com aqueles kilos a mais, relacionento marido e mulher jao nao é o mesmo etc, etc, é um cansaço diario, fisico e mental, pq inevitavelmente vamos ama-los e esse amor faz com q nos acabamos p dar conta de td, ve-los felizes e saudaveis, amo meus filhos, mas hj sinto me numa prisao sem data para ganhar mha liberdade novamente, nao sei se vale a pena, mas qdo nao temos achamos q so qdo termos seremos felizes, um erro, realmente o filho é da mae mesmo, pq mesmo o pai ajudando, fala serio ser pai é moleza, agora experimenta ser mae

    ResponderEliminar
  27. Eu tive filho com 18 anos, hoje ele tem 10 anos. Sempre fui muito forte, não via problemas e dificuldades, pois sempre tive sonhos. O tempo foi passando e as coisas ficaram mais difíceis, enquanto é bebê você consegue fazer tudo do seu jeito, depois é uma grande dificuldade. O meu marido só serve para fazer cara de paisagem...Sempre trabalhei, mas agora estamos todos cansados dessa correria e então resolvi parar por um tempo. Mas é a minha cabeça, como fica? E o medo de não conseguir outro emprego futuramente, e o medo do casamento acabar, é a falta de dinheiro, é a falta de sonho, é a falta de expectativa? E o maridão? Vivendo a vida dele como sempre. As dificuldades, escolhas e tudo mais que possa surgir é assunto para mãe resolver. Difícil, penso que seria melhor morrer...
    Se amo meu filho? Lógico que amo, se não não abriria mão dos meus sonhos por ele.

    ResponderEliminar
  28. Se eu tivesse um desejo para realizar, não pediria nada que não fosse voltar o tempo para antes da gravidez. Jamais teria me tornado mãe. A maternidade não é para mim. Sinto-me muito triste o tempo todo! Queria muito ser uma boa mãe e amar o meu bebê. Sinto falta da minha vida de antes.

    ResponderEliminar
  29. Odeio ser mãe, achei que era um monstro e talvez eu seja, mas o fato é que odeio ter de cuidar, educar, exemplar, ouvir a voz, ter que controlar horários, levar aos lugares, ter barulho de criança pela casa, brinquedos, gastar meu dinheiro com eles, meu tempo
    Odeio o fato de ser responsável por eles. Um dia achei que isso era depressão pós parto, pq eu era uma boa mãe antes do meu segundo filho nascer, aí ele foi morar com a tia aos 2 anos e o mais velho ia todo fim de semana para o pai e a vida parecia normal, até que tive o terceiro e o segundo voltou a morar comigo. São 3 crianças em casa, percebi que o problema era ser mãe e não depressão, pelo contrário, saber que tenho que passar anos com eles ainda, sendo mãe ativa e participativa, pq é isso que a sociedade me obriga é que me deixa em depressão
    Meus filhos não devem gostar de mim, não dou atenção, não os ouço ou enxergo, faço tudo para cumprir uma obrigação apenas, da hora que acordo a que vou dormir. Perdi vários empregos por conta deles, várias boas oportunidades que não daria para incluir eles, e não foi por eles que abri mão e sim por medo de ser crucificada. Esse sentimento sufoca, angustia, ninguém entende e aí perguntam: "Pq teve filhos então?" Pq ninguém te diz que isso pode acontecer, pq floreiam tanto a gravidez e a vida de mãe que vc nem num pior pesadelo imagina essa possibilidade
    Odeio guardar isso pra mim, odeio fingir todo o tempo
    Desculpem desabafar assim

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. não tenho vontade de ser mãe, mais poxa pra que vc foi ter 3 ainda.

      Eliminar
    2. Procurei esse tema por curiosidade pq estou tentando adotar ja tenho 3 mas amo crianças, só que tenho medo de não dar mais conta

      Eliminar
    3. Eu tento usar a empatia em todos os momentos, mas não dá pra ler que a pessoa odeia ser mãe e tem 3 filhos!!! É muita falta de responsabilidade.

      Eliminar
    4. Realmente que estranho, odeia ser mãe e tem tres.
      Que mundo vai entender né.

      Eliminar
  30. Graças a Deus encontrei um lugar onde posso dizer odeio ser mãe sem ser escurrassada, julgada, apredejada e queimada. Infelizmente não posso dizer perante a sociedade como me sinto, me sinto péssima sendo mãe, gostaria muito de ser uma mãe melhor, mas realmente meu filho me irrita profundamente, tenho vontade de sumir todos os dias. Eu cuido dele lógico, mas tem momentos que preferia se ele não tivesse aqui, eu o amo com certeza, não faria mal nenhum a ele, não consigo nem imaginar. Mas se eu pudesse voltar atrás com certeza não seria mãe nem em outras vidas. Ainda depois de ler diversos relatos parecidos com os meus me sinto extremamente frustada, triste e com vergonha de como me sinto em relação a maternidade, mas é muito bom em meio a frustração e tristeza pode desabafar.

    ResponderEliminar
  31. Olá, eu sou assim. Entrei aqui hoje por que sei do mal que traz para meus filhos, por mais que me esforce amor não pode ser fingido, eles no fundo sabem, e já consigo ver os resultados disso, estou em um buraco dês de segunda, e não consigo sair. Estou fazendo o meu melhor sabendo que esta faltando é uma tortura,você perguntou o que elas sentem, eu me sinto torturada, uma ninguém, por que fico a cada instante me passando por alguém que não sou, só que agora eu estou muito depressiva e não consigo me levantar é agoniante também por que eles precisam de mim no quarto ao lado. Eu nunca quis ser mãe, tive péssimos exemplos, e no momento da minha vida que não tenho auto estima, identidade, sanidade, e não posso falar para minha mãe que tem boas intenções mas no fundo é como eu, e me faz mal sem querer e aos meus filhos tambem. Meu esposo é uma boa pessoa mas ele também não estava pronto para ser pai, nem para um casamebti, ele também faz o que ele entende por certo, ele não entende que tenho pensamento acelerado , não consigo dormir na hora que posso, e o extremo do cansaço vem quando eu NAO POSSO DORMIR, ele não entende... Não compreende que tenho depressão, então não posso contar com ninguém pra cuidar das crianças nas crises mais negras, que acredito ser consequência de fingir o tempo todo. Eu queria muito, muito, conhecer alguém com os mesmo sentimentos , e vida que eu tenho é que venceu. Por que desistir dos meus filhos da minha família não é uma opção, nenhum de nós seríamos felizes com essa decisão.

    ResponderEliminar
  32. Tenho dois filhos, apesar de ter sido dificil a maternidade foi gratificante mas no segundo filho que esta com dois anos sinto um esgotamento fisico e mental tao grande que nao gosto de ser mae em varios momentos, de ter que cuidar e ter paciencia ate que ele cresca um pouco como o outro de sete e eu possa ter sossego. Nao me importo em cuidar e me dedicar mas o meu filho e muito agitado eu durmo pouco e nao posso fazer qualquer atividade alem de ter que cuidar do outro filho ainda. Se soubesse nao teria tido o segundo filho pois no momento estou infeliz, nao tenho aquela sensacao de prazer em ser mae. Estou muito cansada mesmo.

    ResponderEliminar
  33. Sonhei em ser mãe, tive pressão para ser mãe também e meu 1º marido para ser pai, hoje tenho 3 filhas, uma de 24, outra de 21 e outra de 12. Eu me separei duas x, com o primeiro tive as duas mais velhas e do segundo eu tive a caçula. Eu admiro todas as 3 e agradeço porque são inteligentes e saudáveis, contudo eu sofri alienação paterna do 1 ex e hoje eu vejo que isso transformou as minhas filhas mais velhas em relação ao que pensam sobre a minha pessoa. Eu sofro muito, pois tive que estudar mantendo as duas mais velhas que na época eram pequenas e ainda trabalhar como vendedora. Percebo que nenhuma delas me procura e a caçula talvez vá para o mesmo caminho. Me culpam por eu ter sido e ser uma mãe muito severa, mas eu tive que ser dessa forma, embora elas não me compreendam, hoje eu estou bem afastada das duas mais velhas porque cansei de procurá-las, são esnobes, arrogantes, acham que sabem tudo, mas quando há um probleminha sempre correm à minha pessoa. Às vezes parece que eu nem existo na vida delas ou que nem tive filhas, fazem pouquíssimo caso de mim. Me sinto um nada, quando eu dava conselhos sempre rejeitavam e nunca aceitavam como se fossem grandes conhecedoras da vida. Eu percebi que quanto mais se alonga o tempo, mais eu quero estar longe e totalmente me isolar delas e da vista delas. Isso é horrível! Já a caçula só sonha em morar com o pai, eu fico para morrer, esse nunca ajudou em nada. Fico tão desolada, em mim só há arrependimento, parece que tudo que vivi foi um faz-de-contas e nunca existiu. O amor, a ternura, o apego da infância... Eu sei que os filhos crescem e não são para nós, mas me chateio porque não me sinto valorizada como a mãe que fui sendo protetora, amorosa, severa sim, mas sempre querendo o bem de todas. Meu maior desejo é sumir da face da terra!

    ResponderEliminar
  34. Odeio ser mãe. Foi a pior coisa que me aconteceu. Quem me dera voltar no tempo e refazer minha vida. Quem me dera recuperar as noites em que não dormi (como essa), quem me dera poder viver a minha vida. Estou exausta. Sinto que minha vida não tem sentido, que ela não me pertence. Odeio o fato de estar aqui acordada e o pai do meu filho estar dormindo, tranquilamente. Odeio saber q vou, mais um dia trabalhar sem ter tido uma noite de descanso e que assim será sempre. Não culpo a criança, mas como eu queria não tê-la em minha vida. Desculpe, não sou um monstro. Cumpro o meu papel, mas tudo é uma faxada. Dentro de mim só há dor, tristeza e frustrações. Fora de mim existe uma personagem que finge estar tudo bem apenas pra tentar sobreviver mais um dia. Ser mãe é um pesadelo.

    ResponderEliminar
  35. É necessário falar sobre o outro lado da moeda tb: Filhos de mães que nao estavam preparados para ser mães. Tenho 34 anos e estou grávida do meu marido.É meu primeiro filho. Eu escolhi. Meu maior medo é o de ser parecida com minha mãe: uma mulher incapaz e despreparada para maternidade. Eu não morri de fome e parece que para ela isso basta de consolo. Mas acho que a maternidade passa longe de apenas fazer uma criança crescer. Eu gostaria de não ter nascido ao invés de ter tido uma mãe dessas. Eu tenho passado muito mal nesta gravidez e não tem sido fácil mas daí a dizer que eu odeio uma escolha que foi unicamente minha passo longe. Não! Eu não serei a merda de uma mãe que minha mãe foi. Dizer que não gosta da maternidade é tão tabu quanto um filho dizer que não gosta da sua mãe também. Eu não arrisco dizer isso em voz alta pq muitas pedras virão, e meu maior medo é o de falhar como mãe e minha filha ter o mesmo sentimento que eu tenho pela minha mãe. Ou seja: nenhum!

    ResponderEliminar
  36. Acho muito engraçado quem diz odeio ser mãe e o fez duas, três vezes. Ou é muito idiota ou muito incoerente. Ou as duas coisas. Não consigo entender.

    ResponderEliminar
  37. Eu odeio ser mãe. Mais amo meu filho e mato e morro por ele.
    Antes de engravidar todos diziam pra mim ter um filho. Cai na besteira de parar com a injeção e depois de 7 meses soube que estava gravida de 3 semanas.
    Foi minha maior felicidade ate ele nascer e eu passar por tudo sozinha sem apoio de ninguem da familia por perto. Não porque eles não queriam me ajudar. É que minha familia é pequena tenho apenas uma irmã ela trabalhava fazia faculdade. E minha mãe tbm trabalhava e pra ajudar moravam distante de mim.
    Quando eu ia jogar o lixo fora eu n sabia o que era mais pesado:o lixo ou a criança. Pra tomar banho? So se ele tivesse dormindo ou eu tinha que levar ele pro banheiro comigo.
    Meu Deus era eu pra tudo até hoje.
    Eu me sinto sufocada,as vezes tenho vontade de sumir largar ele com o pai e nunca mais voltar.
    Confesso que n queria sentir isso. E ler os comentários me deixou mais aliviada em saber que não sou a unica a sentir essas coisas.
    Hoje tenho 25 anos e meu filho 5. Mais eu olho pra ele e me pergunto todos os dias:o que eu fiz da minha vida? Pra que eu escolhi ser mãe ?
    Confesso que se eu pudesse voltar atrás eu não teria feito essa escolha nunca.
    Me traumatizei e não pretendo passar por isso nunca mais na minha vida. Não quero mais filhoooo. E quando minhas amiga comentam que pretendem ter filhos eu logo falo: não façam isso vcs vão se arrepender,explico pra elas tudo o que sinto e como é ser mãe. Se eu tivesse tido essas informações no passado jamais teria feito essa escolha.
    Adiei todos meus planos e hoje vejo eles cada vez mais distante de acontecer. Me culpo todos os dias.
    Ser mãe pra mim foi a melhor e pior escolha.
    Mais ele ta crescendo graças a Deus.
    Faço tudo e mais um pouco por ele.
    Mais quando ele crescer e quiser ir embora com o pai dele (porque nos separamos a 1 ano) eu que n vou impedir. A escolha vai ser dele. E tenho certesa que minha consciência vai estar limpa porque a minha parte estou fazendo enquanto ele é pequenooo.
    Amooo ele mais que a mim mesma. Mais n gosto de ser mãe. Isso n é pra mim. E descobri isso tarde demais

    ResponderEliminar
  38. Caraca quanta mulher presunçosa e passivo agressiva por aqui hein? Ser mãe é uma merda, ponto, pelo menos pra mim é mesmo e eu ainda engravidei por causa de um erro de um psiquiatra e negligência do mesmo, se não eu não tinha filho não, odeio ser mãe odeio com todas as minhas forças e rezo pra morrer todo santo dia da minha vida, não gostou do que eu escrevi? Então me acha e faça o favor de me dar um tiro bem na testa pra me apagar logo, eu odeio ODEIO a vida e não é de hoje, eu achei que ser mãe me inspiraria de novo a amar a vida mas não. Olha a mulher no comentário ali que criou a menina e só se ferrou, você cria pra pessoa virar um lixo de ser humano. Eu não maltrato minha filha, ironicamente me esforço pra ser a melhor mãe do mundo, mas que eu queria morrer eu quero sim.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Entendo você. Passo por isso. Dói tanto!
      A minha vontade é apenas morrer.

      Eliminar
    2. Te entendo. Muitas vezes eu penso em morrer. E como seria bom acabar com tudo isso. Eu sempre penso como seria bom ter morrido no parto. Não iria levar para o túmulo essa dor e sentimentos ruins que tenho. Minha alma estaria limpa de tudo isso. Mas infelizmente eu não morri. Estou aqui. Sofrendo todos os dias dessa minha vida miseravel. Com a dor dos sonhos que eu tive que interromper. Engravidei tomando pilula. Não era para ser. Mas aconteceu. E durante os meses que eu descobri que estava gravida. Eu rezava para morrer de parto e não ter tido tempo para me arrepender.
      K

      Eliminar
    3. Quando olho a merda de vida que tenho,um homem que mim trai e dois filhos desobedientes de 9 e 5 anos ,só penso em morrer, não quero matar ninguém só quero morrer pra parar de sofrer .

      Eliminar
  39. Esse assunto é muito delicado e complexo.

    ResponderEliminar
  40. Já tive uma fase onde adorei ser mãe...a maternidade era tudo pra mim... mas hoje minha filha mais velha tem 15 anos, não valoriza nada que faço pra ela, reclama sempre, meu filho do meio tem 13 anos e também é um menino muito difícil, responde mal, briga o tempo todo... resolvi escrever pois estou me sentindo muito mal por me arrepender tanto... acho que talvez quando a pessoa tem filhos depois dos 35, ela aproveite mais maternidade sem tanto arrependimento,pois não abriu mão da sua vida para ter que cuidar dos filhos, se realizou profissionalmente,aproveitou a vida, seja casada ou solteira. Ter filhos sem preparo, sem condições, e ainda com homens que não vão te ajudar, também ajuda a desistir...

    ResponderEliminar
  41. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  42. Acredito que a grande questão é as expectativas que temos a respeito da maternidade e posteriormente dos nossos filhos que amamos desde a barriga, só descobrimos que ser mãe não é comercial de margarina quando temos nossos filhos e descobrimos que o auge da nossa realização como mulher não é a maternidade e temos que silenciar nossas frustrações pois vivemos numa sociedade que vislumbra a maternidade de uma perspectiva de que toda mulher, é ou vai se tornar uma supermãe. Acredito que maes que apesar de todos os questionamentos internos conseguem olhar para os filhos e sentir orgulho de quem eles se tornaram vai sim afirmar que todas as renúncias valeram a pena, para as mães que se dedicaram a fazer o melhor é mesmo assim não vão ter está expectativa realizada espero que tenham forcf para buscar outras realizaçoes sem fazer conosco o que a maioria da sociedade faz silenciar para fingir que não existe.
    Somos mulheres e devemos nos apoiar, afinal estamos em busca de outras mulheres para sentir que não estamos sozinhas que o que sentimos importa.

    ResponderEliminar
  43. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  44. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

    ResponderEliminar
  45. Amo minhas filhas, mas odeio ser mãe. Na realidade só quero um pouco de compaixão, me sinto sozinha, exausta, e todos só julgam. Não ajudam. Mas querem que sejamos sempre aquela mae amorosa, dócil, gentil. Que carrega tudo nas costas,que não tem tempo nem pra si,+ que deve está feliz. Pq se ser mãe e algo maravilhoso, ainda não encontrei essa etapa do maravilhoso... Não tenho + amigos, vivo pra elas, por elas e ainda sou julgada por esta cansada e tudo +... Marido não ajuda em nada, e carga e só tua... Affs da vontade se sumir por uma dias, semanas sei la. Só pra poder dormir, ler um livro, escutar uma música... Amo minhas filhas,cuido e educo. + Odeio ser mãe.

    ResponderEliminar
  46. Minha querida é muito triste sua historia , a minha mãe passou por isso e ela é uma mãe maravilhosa e eu q tive o amor dos meus pais odeio a maternidade mais amo minha filha. Mais se eu pudesse voltar no tempo nao teria filhos.

    ResponderEliminar
  47. Vamos montar um grupo no wpp pra desabafar e tentar nos ajudar tmb odeio ser mãe. Quem quiser me add 31982078427

    ResponderEliminar
  48. Eu amo meus filhos,mais se não os tivesse não teria ,acabei com minha vida ,com meu corpo ,não tenho amigos,só consigo chorar ,minha casa não Fica arrumada,quando penso que terminei de arrumar eles já bagunçou tudo de novo,sou casada mais vivo infeliz pois descobrir a algum tempo que meu marido mim trai,não estou trabalhando tenho medo de mim separar e não conseguir manter eu e meus filhos, a maternidade foi a minha pior escolha ,todas as mulheres que ele mim trai não tem filhos ,e estão bem cuidadas ao contrário de mim que não tenho tempo nem pra arrumar meu cabelo,antes eu era vaidosa amava mim cuidar ,hoje não tenho nem tempo e nem dinheiro pra isso,mim sinto tão mal e tão triste que já pensei em morrer varias vezes pra ver se esse desespero passa.

    ResponderEliminar
  49. Eu acho ser mae horrivel... fico p morrer quando minha filha faz pirraca... nao gosta de comer nada.. chora e faz pirraça para td... Sei q a culpa foi minha, mas minha família fez mta pressão serrada p eu ter. Hj em dia sou uma mãe frustrada. Me separei do pai dela quando ela tinha 1 ano. Hj sobra td p mim! Ele ate vai buscar, visita, mas o peso é td p/mãe. Eu nao quero ter outro filho nunca mais. Ela é meu amor, uma fofurinha. É meu chuchu!! Mas sinto mta falta da liberdade de ir e vir.

    ResponderEliminar