quinta-feira, 23 de julho de 2015

Como é que os pais da Irene se conheceram.

Não nos conhecemos numa noite de stand-up. Era uma noite de stand-up só de mulheres, em Lisboa, a convite da Luísa Barbosa (ex apresentadora MTV/5 para a Meia Noite e agora Fama Show). Fui uma das comediantes. Já não actuava há muito tempo e estava só a "fazer texto novo" estava, portanto, muito insegura, mas a treinar o meu "estou-me a borrifar para isto" para não morrer com um AVC. 

A Rita Camareneiro (ex tudo, até psicóloga, mas actual apresentadora do Curto Circuito), depois de olhar para o público, disse-me: "Sabes quem está ali? É o Frederico Pombares!". Eu, para não me fazer de inculta disse: "Ah, 'tá bem, boa!". Ela depois disse: "não vais lá dizer nada?". Eu: "não sei quem é!". Ela: "é um dos que fez o Último a Sair, rubricas do É Como Diz o Outro para o 5, etc, etc, etc". Eu: "Ah, sim, ouvi falar do Último a Sair, mas não tenho nada para lhe dizer". 

Lá foi ela dizer qualquer coisa. Que o admirava, provavelmente. Eu não fui, porque não tinha mesmo nada para lhe dizer e, também, porque sou falsa tímida. Estava sozinho numa das mesas do bar com um copo raso à frente. Mais tarde vim a saber que estava à espera de alguém. Que, por acaso, também conhecia. Era um colega meu comediante (ele continua a ser comediante eu é que acho que já não) e que também já me tinha dado umas dicas de improv (teatro de improviso).

Antes de actuar, pensei em adicionar esse tal Frederico no Facebook porque gostava de ter contactos do meio para saber o que andavam a fazer. Adicionei-o. Mais tarde vim a saber que ele recebeu imediatamente o invite no iphone, ele que estava ali sentado e eu tão perto e que achou isso muito infantil. 

Estava muito nervosa, há vários meses que não fazia stand-up e, naquela altura, estava mais virada para improv já que actuava semanalmente na Comuna. Levei até as folhas comigo para não me esquecer de nada e ia apalhaçando por cima. Não sem antes andar a ir lá para fora e voltar para fumar 5 cigarros dizendo sempre em voz alta (era muito barulhenta e sem classe, hão de reparar pelos "gajos e gajas e putos" no vídeo mais abaixo hehe) que estava muito nervosa. 

Actuei. Diverti-me. Depois fui sair com toda a gente que me tinha ido apoiar. 

              

Pronto. Fica aqui o vídeo de texto que nunca tinha experimentado antes e de todo o meu nervosismo. Podia dizer que sempre fui melhor do que isto, mas nem por isso. Já agora, este era o meu aspecto antes de ser mãe. 

Pronto. Fui sair. E já não me lembro quanto tempo depois, recebo uma mensagem do grande Frederico Pombares a dizer que eu tinha graça, que tinha uns "pensamentos" engraçados e que tinha pena que eu tivesse levado folhas. Fiquei histérica e lá me dei ao trabalho de ir ver o currículo do homem à net para ver se me iria arranjar trabalho. Depois lá percebi que não. Que ele trabalha com malta que ja anda nisto há anos e a única coisa na qual eu ando há anos é nuns All Star pretos. 

Conversamos. Daquelas conversas que duravam muito tempo e depois não se falava durante mais tempo ainda. As coisas foram-se arrastando, tranquilamente, ambos fazíamos a nossa vida. 

Apresentei o Rock in Rio desse ano com a SIC Radical e, deixem-me dizer, que houve dias em que eu estava fabulosa. O Frederico tem por hábito ver os concertos na televisão dos festivais e apanhou-me por lá. Decidiu mandar umas bocas. Ele dava-me feedback nos meus directos e eu desabafava com ele e ria-me com ele e tentava fazê-lo rir nos directos. Retomamos a conversa. 

(tão giro estar a relembrar-me de tudo isto e ele agora estar ali na cozinha a fazer o jantar...)

(se tiverem curiosidade em ver os directos  que fazia com ele a ver, estão todos aqui)


                             

Este é um dos vídeo de que as pessoas mais me falam (como se me falassem muito disto), que é "eishh e aquilo dos óculos!".  Depois lá trocava mensagens com ele sobre o que ele tinha achado.

O resto não preciso de vos contar. Obriguei-o a pedir-me em namoro tal e tal. Começamos rapidamente a morar juntos (ambos sabíamos que era a sério). Sete meses depois pediu-me em casamento. E casámos em Las Vegas. Essa história já vos tinha contado aqui no post "Até que a morte nos separe". Claro que quis um casamento válido em todo o lado e obriguei-o a casar/transcrever  em/para Portugal também. Não, brincas!

Agora somos pais. A filha do humor: Irene Pombares. 

(depois conto-vos o resto da história, se vos interessar - interessa? - que ele voltou com o jantar e agora tenho mesmo de ir comer).







4 comentários:

  1. Ohwwwww .... muitassssss felicidades beijinhos

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  2. Adorei a história! :D
    A minha tem muito menos piada
    Conheci o meu marido num chat, falámos da Guerra das Estrelas e de gatos. Uns dias depois andávamos juntos, 2 anos depois casámos e agora 10 anos depois temos uma pirralha linda, que com 3 anos já gos a da Guerra das Estrelas. Família "nerd".
    Bj

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  3. Tinha 13 anos quando o vi na praia a jogar futebol (ele tinha 18) e em modo piadinha disse ás amigas "era aquele que me levava ao altar!!!".
    Aos 14 recebi uma mensagem no telemóvel (um tijolo espectacular que pesava uns 2kg), era ele. Quando percebi quem era lancei o livro de geografia ao ar (tinha teste no dia seguinte) e a partir desse momento foram milhões de mensagens trocadas. Ficamos amigos e um dia começamos a namorar. Como era muito novinha e os miudos com 19 uns atiradiços, decidi me afastar dele.
    Um dia, aos 16 anos, enviei-lhe uma mensagem. Até aí não consegui namorar com ninguém...eram todos muito infantis e desinteressantes. Ele já namorava há uns meses mas deixou-a... disse-me que nunca me conseguiu esquecer.
    Estamos juntos há 12 anos, com um filho de 3 anos e a planear outro. Não me vejo com outra pessoa.
    :)

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  4. Muito me ri com os teus vídeos! Tens imensa graça!! :D
    Depois continua a história :P

    Kiss Kiss*

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