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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Puseram-me um par de patins!

Obviamente que estou a falar de ir patinar no gelo. Aqui - que me lembre, mas também é por isso que a memória é selectiva, muhaha - nunca ninguém pôs um par de patins à querida. A não ser agora: a Irene e a Isabel. 

No dia em que gravámos o vídeo que lançamos no domingo - já viram? - em que falamos no motivo pelo qual não fui ao casamento da Joana, quanto dinheiro fazemos com o blog ou como nos conhecemos - aproveitamos e fomos buscar as miúdas à escola. Primeiro fomos buscar a Irene que depois foi surpreender a Isabel e a Luísa. Adoraram e queriam ir no carro juntas, grande estrilho com as cadeiras... Acabamos por conduzir o carro uma da outra para que elas fossem juntas e a Luísa não se separasse da mãe. Haja paciência. 

Depois, como todas queriam (excepto as adultas da questão) fomos patinar no gelo. Apesar das fotografias, a Irene não gostou naaaada e a Isabel revelou-se ser uma força enorme, de uma persistência inabalável. Que miúda incrível. 

Claro que me levou a pensar "no que poderei estar a fazer de errado com a minha", mas também não é obrigada a gostar de patinar. Eu também não gosto de abacate. 




A Joana teve de ficar a tomar conta da Luísa, por isso eu - que ando a voltaren - tive de andar a dar voltas com as duas. Não foi péssimo, mas prefiro cair de boca num rochedo.

Recomendo, porém, a pessoas com mais habilidade no que toca à patinagem e que precisem de um motivo forte para pôr aparelho.

Vá, um bem-haja.

sábado, 24 de novembro de 2018

Quem mais faz isto?

No outro dia, quando vi os pais de uma colega da Irene a interagirem, apercebi-me que, se calhar, andamos todos a usar a mesma técnica: falar inglês perto deles. Neste caso é uma professora também de inglês (acho eu) que usa a técnica, mas eu também já tinha tentado por isto em prática, eheh.

Agora voltei a usar. Não sei se é porreiro porque não deve ser fixe para as crianças saberem que os pais estão a falar de coisas que "são segredo" à frente deles, mas... a malta tem que comunicar, não é?

Há uns anos aprendi língua gestual(só o abecedário) num livro da minha prima, ensinei a turma toda a falar e acabámos por copiar um ano inteiro uns pelos outros (as respostas de história demoravam mais algum tempo por uma questão de comprimento, mas de resto, funcionava). Isto interessa-vos para quê? Pensem que, de repente, todos poderíamos comunicar sem eles saberem, hã? Mais importante que isso, só como embuchar snacks de Nutella sem nunca sermos apanhadas. Por que é que inventaram aquela porra? Foi alguém daquele espécimen muito raro de pessoas que come tudo o que lhe apetece e não engorda porque tem "o metabolismo muito acelerado", só pode. 

A Irene nota quando estou a falar inglês ao pé dela e pede "heyyy, digam-me o que estavam a falar!" e, depois, lá inventamos qualquer coisa, mas... vocês devem ter os vossos truques. Também vão para o inglês ou comunicam em suaíli ou... para casais que já estejam juntos há milhares de anos... só com os olhos? 

Entretanto, aproveito para vos dizer que estou a ter um fim-de-semana maravilhoso. Segunda-feira vou ter uma reunião muuuito importante no trabalho e depois de uma semana em que a Irene esteve doente, está a saber ainda melhor uns dias aqui no "campo". 

Aproveitem o vosso fim-de-semana para sair do "andar a mil", está a saber-me bem :) Eu e estas calças de fato-de-treino que foram das melhores comprinhas que já fiz nos últimos tempos. 



sexta-feira, 29 de junho de 2018

As 5 coisas mais parvas que já fiz

Estava indecisa se penderia para as 5 coisas mais parvas que já fiz ou que já me aconteceram. São diferentes e tenho histórias igualmente parvas em ambas.
Mas vamos lá às que já fiz. Soa-me ao jogo do Eu Nunca, mas não vai ser assim tão hardcore.

- Já descolorei as sobrancelhas com creme em casa.
Meu Deus do céu. Achei que tinha as sobrancelhas demasiado escuras para a cor do meu cabelo e zás. Fiquei para morrer, perdi a expressão do olhar, tudo. Acho que tinha 13 anos.

- Já me besuntei com coca-cola antes de apanhar sol. A sério, o que nos deu geração de 80, para ter feito tanto disparate junto? Acredito que agora seja impensável ainda alguém fazer disto com as amigas (espero).

- Já contei um segredo que não devia e expus uma pessoa. Era criança, mas lembro-me da sensação de interdito e de saber que o que estava a fazer não se fazia.

- Já manchei uma cadeira belíssima num restaurante todo fino com período. Não estão bem a imaginar o drama que foi e a vergonha. Já não sabia se haveria de fingir que me tinha cortado, se despejava um copo de vinho na cadeira ou se trocava de cadeira com a mesa do lado. Felizmente, fiz o correcto e contei à host o que se tinha passado.

- Já paguei gasolina e não abasteci. E nem foi assim há tanto tempo assim, toda fritinha.

Tenho muitas mais, desde ter feito uma franjinha à bairro alto, daquelas bem altas, a ter perdido telemóveis e carteira de férias, ao deixar em cima de um banco de jardim, mas e vocês? Não se armem em santinhas e contem lá! Dificilmente superam a minha a cadeira...




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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Vocês ainda têm alma festivaleira?

Às vezes sinto que tenho combater o facto de me sentir cansada e de achar sempre que, apesar de adorar música e de me divertir muito em concertos, não vai compensar. Eu adorava ir a festivais: o primeiro de todos foi o Sudoeste e tinha 14 anos. {A minha mãe também foi e ficou a acampar connosco e tudo!} Já fui ao Marés Vivas (primeira prenda que o David me ofereceu), ao Alive, ao Rock in Rio, ao Super Rock Super Rock (quando ainda era no Meco), acho já andei um pouco por todo o lado. E eu achava que, mesmo com filhas continuaria a ir. Pois bem, menos, muito menos. Fui ver o Justin Timberlake (não foi festival mas vocês percebem) tinha a Isabel uns 2 meses e não adorei. Mamas cheias de leite e um sofri um bocadinho com o telemóvel sem bateria e sem saber se estaria tudo bem. Acho que nunca mais fui a nenhum para dizer a verdade. Fui este domingo! Voltei a arranjar coragem (uma pessoa já não vai para nova e fica com o corpo a doer, sim sim) e lá fui com o homem. Tinha bilhetes também para sábado mas achei melhor não abusar e preferi ficar em família e a descansar, a ganhar fôlego para domingo. Ofereci à minha mãe, que ela sim tem alma de festivaleira! 🤟🏼


Foi incrível! Diverti-me imenso, dancei muito! Tanto que agora quero ir ao Alive também! :) Uma noite é uma noite, não tira pedaço! 💪🏼 (Vá, vamos fingir que a hora e meia à procura de táxi ou de Uber não aconteceu. Rrrrrrrrrrrrrrr)



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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Vou de fato de treino para o trabalho.

Nunca pensei que esse dia chegasse. Ainda no outro dia, um dos meus colegas, o Paulo, mas não quero estar aqui a dizer nomes, foi de fato-de-treino para o trabalho e estive ainda umas boas horas a fazer-lhe um bullyingzinho. De repente, eis que... talvez depois de me plantada a ideia na cabeça... vou de fato de treino para o trabalho! 

Mãe, sei que estás a ler isto e que não há nada mais que te possa desiludir que saber que a tua filha mais bonita vai feita cliente frequente da Decathlon (não é um post pago, calma haters da vida ;)) para um sítio onde se trabalha e onde há "pessoas". 

A verdade é que é por uma questão prática. Não vou fazê-lo todos os dias, claro. Nos outros, para compensar, vou de fato e gravata. Mas dá-me mais jeito assim. Tenho aproveitado para fazer algumas aulas de exercício físico à hora de almoço: Yoga e, hoje, Pilates. 

Apesar de morar perto do trabalho, não quero entre a minha chegada e saída para as aulas andar a trocar de roupa uma vez e depois outra. Jasus. Pagam-me para ser produtiva, ahah. 

Por isso, simples. Vou de fato-de-treino (com a classe possível) e tento não me ausentar muito da minha secretária, vá. Já ando numa de usar menos make-up (não me maquilho durante a semana vai já quase um mês) e agora passei ao fato-de-treino ocasional. 

Qual será o próximo passo? 

Claro que tenho sorte que no meu trabalho dá para fazê-lo. Digo eu. :)

Não ando assim a fazer "a árvore" pelos corredores da rádio, por isso o ar é ligeiramente mais compostinho. 




quinta-feira, 7 de junho de 2018

O que andam estas sacanitas a tramar?

Adoro esta sequência de imagens. Acho que se percebe perfeitamente que a Isabel está a desencaminhar a Luísa. O que acham que lhe está a dizer? Para que lado da força a está a levar?

Ter irmãos também é isto. Este desafio, esta rebeldia vivida a dois. Esta cumplicidade.











Estavam a combinar entrar para o lado de lá do balcão, para irem ver o forno das pizzas. Safadinhas.

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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Ter o período ao mesmo tempo que as amigas é uma coisa... isto é todo um outro nível.

A Joana e eu temos o blog juntas já há uns anos e só não sincronizamo o período por eu ter metido um DIU metido até ao apêndice. 

Há dois dias bati com a cabeça na esquina de uma prateleira na cozinha e, como algumas saberão, vivo sozinha com a Irene. Até fiquei mal disposta e eram 20h ... esperei que passasse e... segui com a minha vida. Tinha que ser. 

Tenho uma cova na cabeça agora (como se já não bastasse tudo o resto que já não "bate bem" nela, ahah) e ontem só me doia quando tocava. Hoje estou com dores nas costas todas e em todo o lado, mas deve ter sido do impacto. 

Se amanhã não tiverem posts meus é porque fui desta para melhor, mas o mais provável é que nos escangalhemos nas duas. Cada uma com o seu encanto, claro. 

Peço desculpa pelo meu francês.


Mais mães por aí com... muita pancada? Jasus.

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domingo, 4 de março de 2018

Coisas totalmente aleatórias do fim-de-semana

- A Luísa pôs-se ontem de pé e hoje até andou! Devia estar de repouso mas só pode ser bom sinal de qualquer forma!

- Estendemos roupa. Apanhámos que começou a chover. Sol. Estendemos. Chuva e mais chuva. Está neste momento estendida encharcada. Caguei. Senti-me estúpida, claro. Tempo perdido!!!

- Começámos a dar-lhes banho numa banheira pequenina em vez de chuveiro. Choravam que se desunhavam porque tinham frio, ou ia água para os olhos ou sei lá o quê. Agora, sentem que estão num jacuzzi e também não se gasta assim tanta água. É o que há! 😀


- Estes são os Óscares com menos filmes vistos da minha parte. Cá em casa adoramos cinema e tentamos ver tudo de uma ponta à outra, mas este ano não deu. Não vimos todos os nomeados para melhor filme sequer. Mas se tivesse de arriscar, ganharia o Três Cartazes, melhor filme e melhor atriz principal. Melhor ator Gary Oldman. Desertinha para ver os vestidos!!! (A Sofia Cerveira está lindona com um Luís Carvalho!).

- No Festival da Canção aposto na Cláudia Pascoal, gosto da interpretação e a música é bem bonita. Já espreitei as outras e este ano, sim senhor! 

- Não tenho as unhas arranjadas, restos de gelinho, uma desgraça que nem me apetece sair à rua amanhã.

- Hoje só me apetecia ir gastar dinheiro em roupa. Nem saí de casa que é para não estar com ideias. Para isto até ia com as unhas todas a descascar.

- Tenho uma técnica nova: quando elas estão chatinhas ponho-as na varanda.


Brincadeirinha! (Se bem que não é má ideia!) 


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Acho que prefiro ter a casa suja.

Agora que falei aqui na minha satisfação ao usar uma máquina de borbotos, aproveito e partilho convosco outras coisas que me deixam louca lá por casa: 


1) Quando o chão é acabado de aspirar e vejo uma migalha ou o que seja.

Ter a casa impecavelmente limpa dá-me mixed feelings. Porque quando está suja, entro num estado de média negação, mas quando está limpa estou num estado de constante alerta e insatisfação constante por não está perfeita. A Irene, na escola, tem um jardim com areia e quando me esqueço de lhe tirar os sapatos na banheira ou lá fora, para mim é o equivalente a me dizerem que não há internet durante uma hora. 

2) Aquela limpeza rançosa. 

Aiiii e quando achamos que está tudo muito bem limpo mas, afinal, com outra luz conseguimos ver exactamente a trajectória do pano? Aqueles azulejos que pareciam imaculados afinal denunciam que a sua limpeza foi feita com aquele paninho humido que achamos que tudo resolve e que para tudo serve, mas estamos só a molhar coisas e a deixá-las secar. 

3) O paninho húmido

Aquele paninho amarelo que vamos usando para tudo (falei sobre isso no ponto anterior, só para apanhar as marotas que não estejam a ler isto de seguida - eu sei quem são) e que vai secando, ao abandono no lavatório. Por alguma razão achamos que por ser o paninho amarelo que não acumula bactérias e micróbios e serve para lavar loiça, limpar bancadas, mas também para dar um toquezinho na camisola da miúda caso se tenha sujado de iogurte. 




4) A limpeza da pressa

Quando a casa está até aparentemente limpa mas que se nota perfeitamente que não houve grande tempo e dedicação pelas coisas não estarem organizadas simetricamente. Ao contrário de muita gente, gosto muito que me arrumem as coisas nos sítios. Desde que não sejam criativos demais. Agora ando afilita à procura do cabo que liga o teclado do computador ao computador (para carregar) e não faço a mínima ideia onde possa estar. Não me surpreenderia se estivesse na gaveta das meias. 

5) Aquela meia que fica de fora da cor da máquina que pusemos a lavar. 

Acabámos de por a máquina a lavar. Durante duas horas ou lá o que é sentimos aquele alívio de não ter de estar com um pedaço de sabão azul e branco num tanque mas, de repente, observamos aquela meia. Aquela meia que não foi com a roupa escura e que vai fazer não só que fique uma meia a mais no cesto da roupa quando a roupa for passada por não ter par, mas também por ficar a outra no cesto da roupa suja que queríamos mais que tudo que ficasse vazio. Sei que há aquela máquina de roupa que dá para pôr meias à última, mas ainda não me apareceu lá em casa. 

6) Quando há a magia do lixo.

Está tudo ok, tranquilo, podemos fechar o saco de lixo para ir pôr o lixo. De repente, a porcaria de uma tampa de iogurte que... tem de ir. Não pode ficar ali, nem vamos inaugurar um saco de lixo só para aquela tampa, então lá vai a miúda espetar o dedo dentro do saco para enfiar a tampa do iogurte bem lá para baixo. 

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Qual terapia, qual quê! A solução para todos os nossos problemas está aqui.

Miúdas, não estão bem a ver a descoberta que eu fiz. Agora percebi porque é que o meu casamento não resultou tão bem quanto gostaria. Agora sei porque é que às vezes me enervo com coisas que não valem a pena. E até agora já percebi a solução para os meus problemas de pele. 

UMA MÁQUINA DE TIRAR BORBOTOS. 



Vocês não estão bem a ver o quão bem aquilo me faz e a tantos níveis. Além de ficar com camisolas com muito melhor aspecto (parecem novas, algumas), todo o acto de retirar o borboto com a máquina e de despejar o borboto da máquina me deixa visivelmente mais feliz. Talvez até com aquele glow de grávida que nós conhecemos, mas sem usar camisolas às riscas ou então aquelas que parece que têm um bebé a espreitar pela barriga (assustam-me). 

Ah, não sabia o que me ia acontecer. Sinto-me muito grata por aquela maravilhosa tarde em que, passeando com a Irene aqui num supermercado local me atirei a uma máquina de 5 euros que me veio salvar a vida. 

Liga-se à corrente, agora está sempre carregada, não vá eu ver um borboto aqui e acolá. Quase que nem vejo Netflix por causa disto. Quase que é equiparável a papar uma caixa inteira de barritas Kinder sempre que vou a uma bomba de gasolina. Quase. Ou a quando se corta uma etiqueta de uma roupa a estrear na manhã seguinte às compras. 

Quero deixar aqui os meus agradecimentos a quem quer que tenha pensado nesta maravilha que sinto mesmo que, se toda a gente a usasse, o mundo seria um lugar bem melhor. 

Obrigada.


E um lamento a todas as neuróticas que, tal como eu, agora olham para a camisola e pensam: "hmmmm... tanto para tirar...". É assim que começa a melhor aventura das vossas vidas, gente. 
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Tenho 31 anos e um dente de leite.

Gosto muito de vos fazer sentir normais. Ok, é só metade verdade. Eu gosto mesmo é que vocês me façam sentir normal. 

Aqui a menina tem uns dentes aparentemente impecáveis, parecem 10 chiclas (de nada, Porto) todas espalmadas, maaaaaas por dentro está tudo a gritar socorro qual o nosso corpinho por dentro de uma malha rasquinha da Berskha e sem nada por baixo. 

Eis senão quando há aqui um dente de leite. Que resiste. Que não sai faça chuva ou faça gomas da Hussel pelo gargalo abaixo. 

Um dente de leite que aguentou uma sessão de desvitalização na semana passada, mas que esteve até hoje a odiar-me e a deitar olhares gulosos ao Brufen que está em cima do balcão da cozinha. 

Este dente que hoje vai levar uma segunda sessão de desvitalização que, muito provavelmente não irá resolver nada. E nisto o que se passa? A menina aos 31 anos vai por um implante, muito provavelmente. Além de não ter poupanças para isso - acho que dá para por 1/3 de implante - não estou a conseguir lidar com um implantezinho na boca.

Ainda se fosse nas mamas... dois assim redondos para não ter que usar soutien para fingir que não estão ambas deprimidas. 

Ah! Isto porque tenho o dente de leite, mas não tenho definitivo por baixo. Maravilha. Tenho dores.



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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Pronto. Ficou apaixonada!

Depois do nosso fim-de-semana passado no Vila Galé Évora (ainda tenho que vos descrever toda a nossa experiência, a Joana Paixão Brás - raio da beta, tanto nome -  até tem um vídeo e tudo para vos mostrar e tudo, mas primeiro tem que lhe passar a febre de Paris ou lá o que é). 

Pronto. A Irene ficou apaixonada pela Isabel. Não parou de falar da Isabel a caminho de lá, enquanto lá estavavamos e agora até a bonequinha que vinha na Bububox deste mês se chama Isabel. 

Felizmente já começa a dar nomes decentes aos bonecos. Até aqui era sempre "menina". 

Está aqui feita a homenagem. A Isabel teve esta empatia com bonecos bem mais cedo (deve sair à mãe com aquela fome toda de maternizar e de ter filhos até se espatifar toda) e também já teve um boneco em homenagem à Irene, era de outra etnia, o que não deixa de ser lindo que eles não façam distinção nenhuma entre cores de pele. 

Pronto. Aqui está a Isabel da Irene. 

A perguntar-se se a miúda não poderia por um pouco de máscara porque o cabelo poderia estar mais suave.


A dar maminha, sabendo que é jovem e que, portanto, seus tetos estarão bem mais acima do que os da mãe.


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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Até que idade podem dizer piu-piu?

Já que temos a Diana Lopes (terapeuta da fala) à distância de um e-mail, decidimos fazer-lhe algumas perguntas. Vejam lá alguma vos dá jeito! Obrigada, Diana :)





O que se deve fazer com os miúdos que comunicam por gestos para estimular a linguagem? 

Muitas crianças usam gestos para conseguirem o que querem. A  linguagem gestual pode ser uma ponte, mas deve ser superada. Se os pais/cuidadores entregam sempre à criança o objecto simplesmente apontado, a criança habitua-se e não aprende a usar a fala quando quer alguma coisa, sabe que basta apontar para adquirir o objecto pretendido. Isso, por vezes, leva à substituição da linguagem oral pela gestual. Embora a criança ainda não fale (ou mesmo quando fala) os pais/cuidadores devem explicar o que é aquilo e promover a oralidade incentivando-a a falar. Por isso, no momento em que a criança aponta para a água, é indicado que os pais perguntem "queres o quê?" esperando que a criança faça o pedido, incentivando-a a falar. Caso não o faço devemos dar o feedback: "Queres água? Então diz, eu quero água por favor". 




Até que idade podem dizer piu-piu?

Pouco depois dos 12 meses, surgem as primeiras palavras apesar de cada criança ter o seu ritmo de desenvolvimento! Geralmente são monossílabos ou repetições de silabas, por exemplo, “ó-ó” para cama/dormir ou “mã” para mãe, correspondendo sempre a pessoas ou objectos significativos para o bebé. No entanto, uma vez dita a primeira palavra, o vocabulário da criança multiplica-se rapidamente, à medida que começa a experimentar novas palavras e a juntar novos sons.

Aos 18 meses, o vocabulário do bebé pode incluir entre quarenta a cinquenta palavras, ou até mais, conseguindo compreender cerca de duzentas palavras. Por esta altura, já é capaz de compreender frases e ordens simples, iniciando a produção de holófrases (por exemplo, diz “áua” para transmitir a ideia de “quero água”) e é capaz de nomear objectos familiares. Por volta dos 2 anos, usará cerca de duzentas a trezentas palavras, em que 50% dos sons são claros e inteligíveis, e compreenderá cerca de mil palavras. Este desenvolvimento da linguagem da nascença até ao momento, permite ao bebé compreender ordens mais complexas, dizer o seu nome e construir frases com duas a três palavras. Desta forma, aos 18 meses já não é suposto usarmos um discurso infantil com a criança, será uma boa altura para começarmos a dizer que "o pássaro faz piu piu" em vez de "olha ali um piu piu".

As "coisas" devem ser sempre tratadas pelo nome, desde muito cedo. 




A Irene trata-se pela terceira pessoa e eu a ela, é grave? Devo fazer por alterar asap?

A Irene já tem 2 anos e 7 meses, sei que está dentro do que é esperado para a idade.

A Irene trata-se na terceira pessoa em todas as situações?  Na creche, como se refere a si própria, a Irene ou eu? Se se referir a ela na terceira pessoa em todas as situações, devemos começar a usar o "eu". Uma das consequências de se tratar sempre na terceira pessoa é o não reconhecimento  do significado do "eu".

Com os 3 anos, surgem capacidades gramaticais, como por exemplo, o uso de plurais e preposições, assim como a aplicação de questões no seu discurso (“a chamada idade dos porquês”). O vocabulário da criança é variado, permitindo-lhe compreender frases simples. Porém, na sua expressão as frases ainda são telegráficas respeitando a estrutura básica (Sujeito-Verbo-Objecto), por exemplo (“Irene quer leite”). É também nesta faixa etária, que surge a manipulação dos sons da língua através de jogos com rimas e de segmentação silábica, que será a base para a aquisição da capacidade de leitura, posteriormente. 

É uma boa altura para deixarem de se tratar na terceira pessoa dando o Feedback correcto à Irene.




O sono e o desenvolvimento da linguagem?

Não existem estudos concretos que confirmem que o sono seja benéfico ou prejudicial para o desenvolvimento da linguagem. Contudo, pela experiência e pelo que observamos sabemos que o sono tem um papel fundamental em todas as fases de desenvolvimento da criança. Uma noite de sono mal dormida pode ter como consequência uma diminuição na atenção e na concentração também porque a criança fica mais birrenta. Assim, se não estamos concentrados/ birrentos a aquisição de novas informações (palavras novas, por exemplo) é prejudicada.




Contacto ocasional com os avós que insistem em falar abebezado é de corrigir os avós ou não tem influência? 

Acabei por já falar um bocadinho desta questão do falar "abeberando" na questão "até que idade devemos dizer piu-piu".

Este acaba por ser um assunto sensível para os avós.

Quando dou algumas orientações aos pais, mais cedo ou mais tarde, acabo sempre por ouvir "mas Diana, eu faço isso mas quando ele está com os avós, é para esquecer. Os avós deixam-no fazer tudo o que ele quer, como quer (......)".

Os avós têm um papel muito importante na vida das crianças e no seu desenvolvimento. A relação de afecto, carinho e cumplicidade com os avós marcam a vida de uma criança para sempre. Os avós contam histórias, mimam, dedicam muito tempo aos netos e a grandes maioria das vezes acabam por ter mais paciência para os netos do que tinham com os filhos. 

As crianças aprendem a falar pelos estímulos que recebem das pessoas que os cercam, ou seja, a criança só aprende a falar ouvindo alguém que fale com ela. Por este motivo, é muito importante darmos padrões correctos de fala às crianças, mesmo que sejam bebés. ~

Acaba quase por ser uma regra, quando as crianças começam a falar acabam sempre por pronunciar uma ou outra palavra de forma incorrecta mas a família cheia de felicidade de ouvir o rebento a falar tem a tendência de imitar a forma como a criança fala porque acha bonito, engraçado. Contudo, mesmo no meio das palavras "engraçadinhas" que são pronunciadas pela criança de forma incorrecta, o adulto deve sempre dar o feedback correctivo.

Da mesma forma que ninguém dá um alimento estragado a um bebé, não devemos também dar um exemplo de fala errado, visto que a criança imita o adulto. 

Por isso, avós, dar muitos mimos, muito carinho, brincar muito mas usar sempre um discurso pouco infantil com a criança. 



A linguagem e as emoções. A ajuda nas birras. 

A criança tem uma expressão verbal limitada, e é através do comportamento que frequentemente expressa o seu mal-estar. As manifestações do comportamento podem tomar várias formas e, em diferentes crianças comportamentos idênticos, podem ter diferentes significados. Vejamos, como exemplo, as vulgares "birras", comuns em crianças pré-escolares, e que vão normalmente tornando-se menos frequentes com o crescimento, quando a criança passa a ser mais competente a usar a palavra para exprimir o seu pensamento e emoções. Quando falamos em "birra", referirmo-nos habitualmente a um estado de agitação em que a criança chora e berra, normalmente a seguir a uma frustração. O facto de não se conseguir expressar, fazer os outros entender o que quer, leva a um estado de frustração. 


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