sexta-feira, 22 de abril de 2016

Como se adaptou à nova creche?

Foi tudo muito mais fácil e rápido do que eu previa. Do conjunto das mudanças por que passou nos últimos meses, era esta a que mais me assustava. 

Falei-vos de como a Isabel adorava a escolinha dela (esteve lá praticamente 3/4 da sua vida) e de como estava a ser complicado para mim segurar as lágrimas nas despedidas. Sabia também que a passagem para a nova escola deveria ser - em se podendo - gradual, para não ser tão drástica, confusa e dolorosa.

No primeiro dia, foi duas horas, de manhã, e correu tudo bem.
No segundo dia, começou a choramingar assim que saímos de casa, quando lhe disse que ia para a nova escolinha. Chegou lá e não queria ir para a sala de maneira nenhuma, alapando-se a mim. Partiu-me o coração. Mas respirei fundo, disse-lhe que a mãe já viria buscá-la e fui buscá-la depois do almoço, antes da sesta. Pedi que me ligassem a contar como estava a correr e, para meu alívio, parou de chorar nem 5 minutos depois. Voltou a chorar quando viu os meninos a descalçarem-se para a sesta e lhe disseram que ela não precisava (hehe). Cheguei eu e veio a correr, eufórica, para mim.
No terceiro dia, fomos levá-la - pai e mãe - e o David ficou angustiado quando ela ficou a chorar, na sala. Tentei acalmá-lo, dizendo-lhe que ia passar em poucos minutos. Assim foi. De vez em quando, lembrava-se e perguntava por mim, mas tudo controlado. Almoçou, dormiu a sesta e lanchou. Fui buscá-la às 16 horas.
No quarto dia, não chorou e foi toda contente para o pé dos amigos. Já sabia alguns nomes de cor e contou-me tudo o que fez e o que comeu.

E assim foi: a adaptação foi mais rápida e menos dolorosa do que eu esperava. Sinto que adora lá estar, que vem de lá feliz (há dias em que não quer vir embora e gosta muito de me mostrar os cantos à casa), que aprende imensas coisas, que está vivaça, comunicativa, engraçada. Já percebi que adora o Afonso (e cheira-me a paixão, porque também lhe dá com os pés - literalmente, ouvi dizer...) - no outro dia até me veio tentar contar a história da cadeira (teve de ser afastada da cadeira perto dele, depois de um "carinho" daqueles, mas depois pediu desculpa). Tudo normal, portanto. E tudo a correr muito bem nestes quase dois meses. Além disso, tenho a sorte de - tirando praticamente só os dias em que vou a Lisboa trabalhar - a poder deixar mais tarde e de a ir buscar cedo e isso, para mim, está a ser qualidade de vida. Para ela, para mim, para todos.

Conclusão: se vão passar por um caso semelhante de mudança, não sofram por antecipação. Tudo se resolve e, muitas das vezes, com menos complicação do que andámos a imaginar.


7 comentários:

  1. Em Setembro a minha pequena deixará a creche para mudar para o jardim.
    E sim, já ando a "sofrer" só de pensar como serão as manhãs na escola nova.
    Mas não sou só eu, na creche a educadora e a auxiliar já andam a "sofrer" de saudades...

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    1. Idem... Tb já ando a sofrer por antecipação, sobretudo pq ainda não arranjei o 'tal' sitio para colocar o meu filho

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  2. Pois, mas não vale a pena iludir. Nem sempre é fácil. No meu caso, por exemplo, a mudança de creche foi muito dolorosa para ela. Demorou mais de um mês a deixar de chorar.

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    1. Claro, há as duas possibilidades (também vi uma coleguinha sofrer mais, durante umas boas semanas). Mas sofrer por antecipação também não ajuda nem resolve nada (e eu andei de coração apertado quase um mês, antes). É esperar e ver como corre.

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  3. Eles adaptam-se muito rapidamente e melhor que nós. :)
    Há pouco tempo tive que passar uma semana longe da minha filha, eu e o pai tivemos que ir ao continente de repente e a Lara ficou com a avó na nossa casa...
    Ficámos os dois com o coração bem apertado (para minha surpresa o pai parece que ainda ficou pior que eu).
    Correu tudo lindamente, ela perguntava por nós mas não chorava (tem 2 anos) e quando chegámos, estava ótima e foi como se nada fosse.
    Claro que não quero repetir a experiência (acho que sou daquelas pessoas que nunca vai conseguir ir de férias, mais do que 2 ou 3 dias sem os filhos) mas correu muito melhor do que esperávamos.

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  4. O meu bebé começa a integração na creche dia 09. Terá 8 meses e picos. Estava a precisar deste post,obrigada :)

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  5. Acho que cada bebe é um bebe e todos reagem de forma diferente. Mas acima de tudo se passarmos uma energia positiva c as mudanças ou apenas o deixar na creche eles sentem essa energia e vão ficar bem também. Se estivermos ansiosos eles irão também ficar ansiosos.
    A minha filha foi c 6 meses. Custou-me imenso mas percebi desde o primeiro dia q quem ia ficar c ela estava de coração ali o q me descansou imenso. E ainda hoje a minha filha estiva os braços para essa pessoa e mais ninguém na creche. Agora q está mais crescida e já tem 1 ano já percebe q a vou deixar lá, mas tento sempre dizer-lhe "a mãe vai mas volta logo logo".

    Joana foi bom ler este teu post é perceber o quão bem tu estás e feliz pela tua opção :) mesmo...

    Beijinhos para ti e para a Isabel.

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