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terça-feira, 18 de julho de 2017

A minha filha merece uma exposição no Tate.

Corro o risco de parecer aquelas mães maluquinhas que vêem logo pequenos génios têm eles 12 dias de vida e fizeram um cocó em forma de caracol ou bolçaram para o colchão e ficou um Pollock. Nada disso, as minhas filhas são perfeitamente normais, com imenso talento para desarrumar e para danças contemporâneas no chão enquanto fazem birra, além de atingirem agudos que nem a Maria Callas conseguia atingir.

Vá, tinha de fazer esta introdução para não parecer demasiado contentinha por ter uma filha que parece gostar muito de fotografar (sim, todos gostam, regra geral). Tenho um medo que me pelo de lhe emprestar a minha Canon, mas a miúda fica tão entusiasmada, mesmo quase não aguentando o peso da dita, que eu não lhe consigo dizer "não". Claro que não tem noção de enquadramento, é tudo ao calhas, mas eu olho para tudo isto com ternura (menos quando me enche um cartão inteiro com fotos de garfos e eu fico sem espaço para o resto). 

Vejam lá se, a preto e branco, não poderiam estar numa exposição num Tate Modern? Hã hã? Ah pois é. Já vi coisas com menos interesse. (ahah)
[Estou a gozar]

Sister.


Smiling father.


Light.

Mother and child.

(a mãe já vai)



Reflexos.

(meio copo de água)

Inexpugnável.

(ahah)
Garfo e caroços de azeitona.

Fotografias: Isabel Brás da Silva
Edição: Joana Paixão Brás

Ler também: Já dormem as duas juntas.



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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Miúda, miúda

As fotografias ficam sempre aquém do que ela é. 
Da astúcia, da meiguice, da malandrice. 
Esta miúda é um furacão. 
Mesmo com mais tempo, às vezes apresso-me e apresso-a.
Tiques de muitos anos, que demoram a sair da pele. 
No outro dia disse-me "vá, estou atrasada para o parque!". 
Esponjas, esponjas. 
E não é bem isto que eu quero que ela absorva. 
Quero que saiba que temos tempo. Para o que interessa temos tempo.

Aprendeu a deitar a língua de fora, quando se zanga. A dizer "és má" e "és mau".
Mas também aprendeu a dizer que "a mana não é má" quando ela faz algum "disparate".
Ou "o Pipo não é mau", quando me zango com ele.
Tem um sentido de justiça qualquer, uma pureza que me fascina.
No outro dia eu disse "mau, Maria" e caiu o Carmo e a Trindade. "Não sou má, Maria". Até chorou. Claro que não, filha, nunca disse que eras má. És boa.
Há equívocos ainda, muitos.
Mas sei que lá no fundo sabe que a adoro e confia muito em mim.

Começou a falar em cocó e em xixi com risinhos parvos (a que eu acho imensa graça).
Começou a responder "nada" para se esquivar quando lhe pergunto "o que estás a fazer, filha?".
Começou a ter um sentido de posse mais apurado, agora com a irmã.
Mas também calha emprestar-lhe alguma coisa, perguntar à irmã se quer brincar com ela, ajudar a distraí-la no carro quando vai a chorar, dar-lhe a mão e fazê-la rir.

Amo-a. Com tudo o que ela é.
Com os choros (às vezes tenho a sensação de que chora muito, mas ainda bem que se expressa),
Com as birras.
E com o mau feitio.
Com os desafios, as patetices, o bicho carpinteiro, os "nãos" e os gritos.

Ela é tudo isso e é muito mais.
Isabel, meu amor.


As flores que ela plantou com o João.

Toda orgulhosa.
 
Depois, explicou-me que aquelas não se podiam apanhar, só as selvagens.

Levamos o selvagem muito à letra cá em casa, como podem ver pelas ervas que crescem em todo o lado eheh



Estas eram para a avó





Vestido - Boboli
Sandálias - Maria Pipoca

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quinta-feira, 16 de março de 2017

3 anos hoje.

3, meu amor. 3 aninhos. Recordo aquele dia em que te tive, às 2h38, num parto lindo, cheio de boas energias, de mãos dadas com o teu pai, como se fosse hoje. Não tive medo, só felicidade. Agora tenho. Como não ter, depois de saber amar alguém mais do que a mim própria? Como não ter, depois de saber o que era aquela coisa de que todos falavam do "amor incondicional"? Como não ter, depois de descobrir a razão pela qual eu cá estou. É por ti. É para ti. Dizem que não nos esgotamos nos filhos, mas eu sei que começo e acabo em ti. Começo e acabo na tua irmã. Não há ninguém, ninguém neste mundo que eu queira ver mais felizes. E tu... tu foste a primeira. A que fez de mim mãe. A que me fez perceber que, por mais que as noites fossem mal dormidas, havia uma razão maior. A que me ensinou a crescer. A que me tornou enfermeira, actriz, palhaça, cozinheira. A que veio virar esta vida de pernas para o ar (e ainda bem). 

Parabéns, filha. Que não percas nunca esse sorriso, essa alegria espontânea, essa felicidade ao acordares e ao perceberes que já está de dia. E hoje é o teu dia. Que sejas muito, muito feliz, meu amor. Pequenino e grande. Enorme. O maior de todos os amores.












Camisola e coroa - Bordado a Cores
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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Carnaval, assim até gosto de ti.

Não resisti. Assim que o fato de Capuchinho Vermelho chegou, comecei logo a magicar cenários aqui perto de casa para contar a história. Tenho um gosto enorme em fotografá-las, estamos no campo, têm estado dias lindos... tínhamos as condições todas para umas fotografias bonitas. E cá estão. Tivemos a sorte de ter o pastor a pastar as ovelhinhas e a Isabel adorou. 
Carnaval, assim até gosto de ti <3




















Sim, eu sei, tenho MESMO de lhe cortar a franja (a fita ainda espalmou mais a dita e zás, olhinhos)

Afinal até é bom porque tapa o sol.


















Gostaram?


Fato de carnaval - Imaginarium
Cesta - Tiger

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Esta miúda...

Como é que isto aconteceu?
Como é que, de repente, tenho aqui, diante dos meus olhos uma miúda, que já gosta de tranças como a Elsa e capaz de fazer frases grandes com complementos circunstanciais e com os verbos todos bem conjugados?
Como é que já tenho aqui, diante de mim, uma menina de coração grande, disposta a tudo para fazer a irmã sorrir, preocupada quando ela chora, cheia de empatia, capaz de lhe mandar brinquedos no carro para a distrair, por livre e espontânea vontade, de olhar maroto, língua de fora e sons estranhos para fazer a irmã rir às gargalhadas?
Como é que, de repente, tenho alguém que me quer ajudar a fazer o jantar, a dar banho à irmã e a mudar-lhe a fralda e a espalhar os cremes, sabendo avaliar quando a irmã está assada? :)

Não sei como isto aconteceu, surpreendo-me todos os dias. Como está crescida! Ainda se recordam do primeiro post em que ela apareceu (Isabel, pessoas. Pessoas, Isabel)? Awwwwww... dois anos e está assim!

Nota-se que ando numa fase boa de enamoramento com esta miúda, depois do desabafo do outro dia? Estou mesmo. Apesar das birras, ela é a minha menina, ora crescida, ora bebé.















Coisinhas que podem ter achado giras:
Vestido Lanidor
Casaco Zara
Galochas Igor - foi ela quem escolheu o que quis calçar ;)

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