quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Isto é tão, mas tão importante!

Ando cada vez mais preocupada com o uso excessivo dos tablets lá em casa. A minha filha já chegou a entrar num pranto quando lhe disse: "já chega, filha". Mandou-se para o chão a espernear como se lhe estivesse a arrancar um mindinho com um alicate.

Nem por acaso hoje dei com este artigo: Em casa da Kate Winslet não se brinca com tablets.

"É uma luta complicada quando dizem ‘mas este e aquele têm um, porque é que eu não posso ter?’ E eu digo-lhes ‘bem, porque tu podes ir subir antes àquela árvore’."
Lá em casam ouvimos e dançamos as duas (às vezes os três) com os Caricas e ela vê Baby Tv sentada na cadeira da papa, enquanto tomamos banho (para não andar pela casa a cirandar sozinha), mas ultimamente noto que ela está a ficar viciada. Se dantes era fácil desligar o tablet e sugerir para fazermos outras coisas a seguir, agora, por ela, continuava a ver. Já aconteceu conseguir alcançá-lo e trazê-lo até nós para que pusessemos os bonecos.

Achava que lá em casa até usavamos moderadamente o tablet e que ela até via pouca televisão, mas pelos vistos, para ela, "não chega". Temos de pensar numa estratégia rapidamente para substituir o tablet ou dar-lhe mesmo um sumiço.

Estou a exagerar? Talvez, mas acho que ela é mesmo pequenina para estar já alienada e para preferir aquilo ao puzzle de madeira com animais que lhe ponho à frente. Não pode ser! 

19 comentários:

  1. Por aqui sofremos do mesmo mal, por isso deixámos de usar computadores, telemóveis e tablets na presença da Piolha. Tem resultado, mas se apanha algum a jeito pede bonecos ou música. Por isso fica tudo escondido!

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  2. Antes de ser mãe, sempre fui contra a utilização excessiva que se faz dos telemóveis e dos tablets junto das crianças. Depois de ser mãe, a minha opinião não mudou. Como é óbvio, tanto tempo passamos agarrados ao telemóvel, ou a tirar-lhes fotografias ou a mandar uma mensagem, que eles ficam fascinados com aquilo: o Tiago por exemplo assim que me vê de telemóvel na mão desata a sorrir para a câmara, já sabe que é para isso que serve. Mas vou lutar até ao fim para ser como a Kate Winslet. Lá em casa pomos-lhe muita música de criança, deixo-o ver alguma televisão, mas acima de tudo tento que ele brinque e jogue com as suas coisinhas, tento dar-lhe atenção quando ele a pede, tento estar junto dele ou que venha ele para junto de mim quando tenho de andar de um lado para o outro a arrumar as coisas e a fazer jantares e afins. Ele ainda é pequenino e por isso é fácil manobrar, mas já cheguei a ter de desligar a televisão porque ele, na cadeira da papa, estava sempre a voltar-se para ela.
    Não quero mesmo ser daqueles pais que assim que chegam ao restaurante dão o tablet para as mãos dos meninos (até porque não temos nem vamos comprar um tablet!). Isso sempre me fez confusão, não quero deixar-me transformar nesse tipo de pessoa (sem qualquer crítica a quem o faz, só não se coaduna com a forma como eu quero educar o meu filho!) :( E, quanto a isso, só me compete a mim tentar fazer à minha maneira. Se vou ser bem sucedida? Não sei. Mas vou tentar!

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  3. Não somos muito dado a tecnologias lá em casa e ainda bem.
    A pequena gosta de falar ao telemóvel com as avós. Mas nunca mexeu, nem no tablet. Muito menos ver lá os bonecos.
    Vê alguma coisa na TV ou por vezes no computador (com o pai).
    Mas nada de exageros, pois também acho que não lhe faz bem. Terá muito tempo para isso quando crescer. :-)

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  4. não acho que esconder seja a melhor solução. o fruto proibido é sempre o mais apetecido. ca por casa a princesa fez agora 1 ano, adora o computador e o tablet e os telemóveis mas sabe que não são para ela porque lhe dizemos que não e ela repete ''naum naum''. ela está comigo em casa e a tv ca em casa está ligada o dia inteiro, mas a minha filha não sabe o que é o panda nem o Disney junior, cá em casa só se vê o zig zag e para ela chega. e quando nos apetece ver outra coisa que não bonecos para ela é igual, está habituada, não faz fitas se não estiver a dar bonecos, alias, para ela é tão normal a tv estar ligada que nem lhe liga grande coisa. diverte se mais a brincar com os brinquedos dela. e espero que assim continue.

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  5. Os meus (quase 8 e quase 5 anos) não mexem em tablets sozinhos, nem em telemóveis. Muito de vez em quando (geralmente quando precisamos que eles estejam sossegados sem andarem a trepar coisas) lá os deixamos jogar um jogo no telemóvel, mas é só. Não há cá autonomia neste departamento. Sabem e podem ligar a televisão e pôr DVD, mas isso também é racionado: nem sempre acontece e, quando acontece, pode ter tempo contado.

    A minha filha (a mais velha) pede muito um smartphone. A resposta é sempre a mesma: terás um telefone (não necessariamente smart!) quando EU precisar que TU tenhas telefone...

    Se calhar estou a aliená-los e atrasar-lhes o crescimento. Seja. Quero que saibam conviver, que saibam brincar e que não se aprisionem, numa idade tão curta, em tecnologias que são potencialmente perigosas (porque eles podem não ter o discernimento para as usar como deve ser).

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  6. Olá Joana, a minha menina tem 9 anos... Desde o seu primeiro ano de escola que ela comenta que os amigos têm telemóveis, tablets, e até conta no facebook, o que na minha opinião (que vale o que vale, nada!!!) é ridículo!
    Cá em casa raras são as vezes que mexe nos nossos telemóveis, e poucas vezes joga no pc... Sou capaz de a deixar com jogos educativos ou mesmo até estudar por lá, mas sempre com supervisão e em tempo reduzido, há birra e drama quando é para parar mas acho que se tem de por limites...
    Mara

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  7. Olá. Eu só tenho um mês e pouco disto mas ja tinha reflectido, chegando à conclusão que faria todos os esforços para que o meu filho usufruisse de uma infância sem a influência destas tecnologias, ciente porém da dificuldade que seria. No entanto, já neste mês que passou falhei redondamente durante as primeiras semanas! Não que ele já veja tv ou tenha conta no facebook!mas eu própria estava a deixar a tecnologia entrar num dos momentos mais importantes entre mãe e filho: a amamentação. Por exemplo, para não adormecer a dar lhe mama de noite passava o tempo no face e no instagram e quando dava conta tinha o meu filho a olhar para mim e eu fixada no ecrã. Não quero começar já a perder momentos com ele portanto deixei me disso! É um esforço maior mas converso muito mais com ele.

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  8. Lá em casa não há gadgets informáticos para ninguém, nisso aqui esta mãe não é nada diplomática :p Acho que nos perdemos todos um pouco no facebook, emails, páginas da internet e etc, e não nos lembramos de como nós gostávamos de brincar à apanhada, às escondidas, À cabra-cega, etc, e é isso que tento fomentar lá em casa, as brincadeiras do "antigamente" ( e agora senti-me quase peça de museu ahahahahah), de modo a que o tempo juntos seja realmente aproveitado juntos.
    É claro que também vemos o disney junior na televisão e o panda e etc, mas quando o vemos também é juntos, são manias aqui minhas :p

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  9. Acho que tens mesmo é que te habituar à nova manifestação de descontentamento... é mesmo assim. Tudo tem de ser doseado e negociado. Vedar totalmente tb não me parece solução, mas sim, dosear e fazê-la perceber que não pode ser só aquilo, dás e avisas logo que daqui a pouco vai ter de entregar, vais avisando e chega uma altura em que tem mesmo de o entregar. Trocar por outra coisa que ela goste muito, talvez, ir brincar com ela a qualquer coisa, de certeza que troca o tablet por uma sessão de cocegas e pulos com a mãe em cima da cama, ou irem fazer o jantar para o pai na cozinha de brincar. Se der uma dessas manifestações designadas de "birra", vai de abracinho e dizer que se compreeende que tb gostamos muito do tablet mas que há outras coisas muito giras e importantes para fazer.

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    1. Eu exatamente dessa forma com a minha filha. :) Ela hoje usa o tablet de vez em quando e, quando chega a hora de parar, já não faz birras. Nem creio que faça um uso excessivo do mesmo. Acho que esconder de todo não é a melhor opção. Claro que, em casa, eu e o meu namorado também não usamos muito o tablet. O exemplo tem que vir de nós.

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  10. A minha filhota já fez 18 anos, só agora adquirimos um tablet para ela porque é uma boa ferramenta na faculdade. Aprendeu cedo a mexer em computadores. Cheguei a ensinar-lhe como se montava peça a peça um computador, e até lhe deu jeito nas aulas de informática. Ela dá muita importância às relações familiares e com amigos, mas menos no campo virtual. Felizmente moramos no campo e ela sempre preferiu brincar na rua com as amigas do que andar a brincar com gadgets. Já vi várias vezes em restaurantes familias inteiras agarradas a tables e a smartphones enquanto esperam, para mim isso é de uma estupidez incrível, é assim que penso.

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  11. A minha filha tem quase 20 meses e mexe num iPad muito à vontade, usa-o para ver desenhos animados e para jogar. Já fui totalmente contra a sua utilização (principalmente antes de ter filhos) mas agora já não sou. Mas ela não usa o iPad todos os dias, nem sequer todas as semanas. No início, quando lhe tirava o iPad, chorava imenso, até que deixou de o fazer. Fomos explicando que poderia estar a jogar durante 15 minutos, depois era tempo de brincar com os pais. Aos poucos foi-se habituando e agora já não faz birra. Não critico opções diferentes da minha, cada pai saberá e fará o que é melhor para os seus filhos. Acho que o segredo está no equílibrio. Esta é a minha posição, para já. Falo mais sobre isto aqui: http://www.vinilepurpurina.com/2015/09/01/sim-a-minha-filha-de-17-meses-usa-o-ipad/

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  12. Podem fazer umas plasticinas caseiras, são ''comestiveis'', e as crianças adoram! Vai certamente preferir isso á TV ou Tablet. Comigo resultou!!!
    Atenção, haverá sempre vestígios de plasticina por toda a parte! :)

    Beijinhos, Margarida

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    1. Já fizemos três vezes, sim, e foi um sucesso mas não dá para fazê-lo todos os dias :) tenho é de descobrir uma coisa muito prática (ou varias) que ela goste tanto de fazer quando está na cadeira de papa a ver-nos tomar banho, que a distraia 10 minutos. Livros, só aguentam se formos nós a contar a história, senão vão para o chão passados poucos minutos, jogos igual, lápis de cera igual.

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  13. Nao esta a exagerar e eu estou com o mesmo problema. O meu filho esta viciado no Mickey Mouse!!!!!!

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  14. Joana,

    Tenho duas miúdas (7 e 3 anos). Um dos sinais dos tempos em que vivemos é uma das primeiras palavras que a mais nova conseguiu pronunciar foi "tauê" (tablet).
    As minhas filhas veêm televisão sem restrições, mexem no tablet (há um em casa) e, de vez em quando mexem no meu telefone (o do pai não tem jogos). No entanto, pouco tempo passamos em casa, sempre que podemos vamos ao jardim, vão comigo à praça comprar legumes, à padaria, sempre que possível a pé para a escola. Às vezes chego à sala e digo "basta de tv/tablet/telemóvel, vão brincar!". Elas queixam-se e vão.
    Todo este discurso para dizer que, acho não valer a pena demonizar a coisa. Desde que tenham os gadgets, mas também o reverso da medalha... Não me parece problemático. Ainda ontem levei a mais nova ao oftalmologista. Na minha mala ia o tablet, esperámos uma hora pela consulta e ela não pegou nele. Na sala de espera havia brinquedos, lápis e folhas. Eu, criança nos anos 80, vivi o "boom" dos doces e refrigerantes. A minha mãe não me deixava comer nada! Nem gomas, nem chupas, nem sumos! Resultado? Quando me apanhei com dinheiro gastava-o todo no quiosque a comprar doces...

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  15. Não estás a exagerar. É a evolução dos tempos, tudo está muito diferente de há algum tempo atrás, as coisas evoluem em contra-relógio e nem sempre são para o bem de todos.
    Eu não sou mãe portanto não sei aconselhar mas tenho acompanhado o blog e acredito que tomarás a decisão mais acertada!

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  16. O cenário cá em casa é semelhante, mas a culpa é toda nossa que estamos viciadissimos nos tablets e tlm. Eu tento o menos possível pegar no tlm na presença dele. O tablet não uso tanto, só ao serão quando ele já dorme. Mas já pede o panda e os caricas de vez em quando. O pai cede facilmente ao tablet na hora da refeição mas eu tento que ele não dependa disso, alterno com outras coisas, por exemplo: estojo de lata com lápis de cor + caderno (enquanto põe e tira os lápis e rabisca o papel, vou dando a comida); animais em plástico com um botão na barriga que faz o som do respetivos (compramos na Kid to Kid, artigos novos e há sempre, custam 2,5€ e sempre foram um sucesso, mas depois da ida ao zoo ainda mais! Alinha os animais à volta do prato e "dá-lhes de comer"), outras vezes é mesmo o Panda que acho muito bom para desenvolver vocabulário, dançar e cantar! Não podemos evitar que eles interessa hajam com estes novos gadjets mas podemos fazer com que valorizem outras coisas. Pelo menos estou a fazer um esforço nesse sentido, até para diminuir a minha própria dependência!

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  17. Cá em casa os meus filhos têm um tablet, a minha filha tem 10 anos (quase 11) e só está autorizada a usar o tablet ao fim-de-semana depois de ter os trabalhos de casa feitos e depois de estudar, é uma das melhores alunas da turma. :)
    O meu filho tem 5 anos e está autorizado a usar o tablet para ver os videos do Michael Jackson, que de outra forma como é que ele saberia as coreografias e as letras de cor, e jogar aos jogos que há da idade dele. Se lhe dissermos que não pode usar, ele não se chateia, e o tablet é só para usar em casa... não sai de casa para jantares fora, nem para viagens, nem para nada.
    Também não concordo com demonizarem o uso dos tablets até porque se eu quisesse fazer como a bela Kate e mandar os meus filhos treparem +árvores, o mais certo é terem de entrar em propriedade alheia para o fazerem. :)

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