quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Vai um mini-break?

Para que não seja bimbo, "mini-break" é o que diz a Teresa Guilherme quando vai para um (literal) pequeno intervalo durante a Casa dos Segredos. Achei por bem explicar, não vá haver gente aqui com mais do que um dedo de testa ;)

Não sei se leram o post em que, basicamente, me chibei toda de que estava louca para engravidar outra vez e que constituirá como motivo para me despedirem de fininho... Está aqui o post, está fofinho. Sim, eu sinto coisas!


Quando é que peço ao marido para me fecundar outra vez? Estou cheia de dúvidas. Quero que a Irene não tenha de ser privada do máximo da minha atenção (e quando digo do máximo, estou a falar a sério) por ter que estar a ser mãe de um recém nascido, mas também não queria que tivesse uma grande diferença de idades do irmão ou irmã. 

Não sei se prefiro "aviar tudo de enfiada" e ter uma lesão cerebral por passar tantos anos seguidos sem dormir tranquila ou se prefiro um "mini-break" e depois voltar a levar tareia no focinho. 

O meu marido já não vai para novo (temos uma diferença de 9 anos e não se ponham com coisas que foi ele que me veio falar de filhos, não fui eu que engravidei para prender o "velhote") e não queria que o meu próximo filho só conhecesse o pai já acamado e com uma algalia. 


E os ciúmes? Eu tenho dois irmãos, um com menos 10 anos que eu e o outro com menos 20! Já nem são bem irmãos, não é? São mais filhos! Eu nunca tive ciúmes dos meus irmãos. Até virou um bocado ao contrário: lembro-me de querer ser a mãe de um dos meus irmãos, queria que ele fosse meu. Sim, digno de terapiazinha. Fui, mas havia tanto para falar que isto de querer ser mãe do irmão acabou por ser esquecido. Era pior se quisesse ser namorada dele, digo eu. Apesar... do rapaz ser bastante atraente, não me escaparia se, bem, não fosse meu irmão. 

Qual é a idade certa para uma menina ter uma irmã ou irmão? A idade em que fica entusiasmada por ter um bebé para ajudar a cuidar e não um pedaço de carne que lhe rouba a mãe?

Sentimos culpa quando temos dois pequeninos por não dividirmos a atenção de forma igual, mesmo que um precise de mais atenção que o outro? Sou muito dada a isso da culpa e também não acho que me fizesse bem à cabeça. 



Queria que a Irene fosse tratada como filha única até deixar de ser. Foi mais ou menos o mesmo comigo, visto que só tive o primeiro irmão aos 10, mas aí o meu marido tem quase 47... E eu terei 38, já vai ser uma gravidez daquelas em que provavelmente me têm de furar a barriga para fazer aquele exame doloroso que tem o nome parecido com uma figura de estilo das aulas de português.

Mães que têm já uma ninhada ou filhas que têm irmãos a dar com pau ou com outra coisa qualquer... Preciso da vossa ajuda, não sei o que fazer, além de que quero botar outro lindo ser neste mundo porque tenho saudades do cheiro daqueles cocós de quem só bebia leitinho. Não estou a gozar. Adorava aquele cheiro a iogurte, mais um assunto para uma terapiazita, eu sei. 



Fotos do site We Heart It


8 comentários:

  1. Boa noite, vou contar-lhe um pouco da minha experiência.
    Tenho dois filhos, um menino e uma menina, com uma diferença de 24 meses. Sempre foi meu desejo ter 3 filhos (e todos rapazes), convicta da minha vida que iria ter o primeiro aos 30, o segundo aos 32 e o terceiro aos 34 anos (lol - completamente alucinada). E que seria de parto normal, com epidural (sim, porque também não sou assim tão masoquista). Mas para mim, só fazia sentido se assim o fosse. Resumindo, o que me aconteceu, o meu primeiro filho foi de cesariana, o pós-parto foi horrível, fartava-me de chorar o tempo todo. O único pensamento que me passava pela cabeça era "Mas o que é que eu fui fazer?! Não sou capaz de tomar conta de um bebé. Socorro!!!". Quando fui à consulta de rotina passado os 6 meses, rematei a mesma, perguntando quando é que poderia engravidar, novamente. Porque estava a correr tudo maravilhosamente bem, logo na 2ª semana de vida começou a dormir 6 horas seguidas, não teve cólicas. Até tinha receio de dizer isto às pessoas, não fosse o destino encarregar-se de me castigar e tudo mudar. A médica disse-me para esperar cerca de 12 meses, no minimo.
    Assim foi!! Doze meses se passaram e passados mais 4, engravidei. Na 3ª ecografia da minha 2ª gravidez, quando eu me apercebi que era uma menina, dei uma gargalhada que de certeza que se ouviu pela clínica toda. E novamente, uma cesariana em cima, mas um pós-parto muitíssimo menos doloroso. Os pensamentos durante a minha 2ª gravidez, foram sempre muito contraditórios. "Lá fui eu novamente, fazer asneira!!! Estava tão bem com um filho só. Filho perfeito e ainda por cima, tão pequenino, e já está a ser "castigado" com menos colo. Que péssima mãe, estou a ser para ele. Como é que irão ser as coisas, quando ela nascer?!". Por outro lado, pela minha experiência ter um irmão (no meu caso uma irmã mais velha) faz todo o sentido e quanto mais próximos em termos de idade, mais se identificam, enfim blá blá blá.
    Resumindo e concluindo, quanto mais projetamos a nossa vida neste plano, mais nos apercebemos que não temos controlo sobre nada. É deixar fluir, acontecer, improvisar é no que somos melhores, não só como seres humanos, mas como mulheres, como mães. Por algum motivo, é que temos intuições e o melhor que temos a fazer é segui-las. Cada caso é um caso.
    Sei que não foi uma ajuda da minha parte, mas uma coisa é certa, não mudava nada. Amo os meu filhos.

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  2. Se ponderas e questionas, é a altura certa ☺️ acho eu! Nós, mulheres, e ainda mais quando mães, somos muito intuitivas. Não vale a pena pensar muito sobre determinados assuntos: ou se sente, ou não. E, claro está, cabe ao nosso bom senso gerir a situação. E também ao nosso esforço, não nos enganemos a nós próprias... Conclusão: eu iria cutucar de imediato no marido 😉

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  3. Tsccchhhhh... Ora e, 'se-bem-me-alembro' (nao nao foi (nao tem sido) assim ha tanto tempo mas entendem-se as ditas lesoes q referiu) tinha a mais velha 10 meses (eu 25 ou 26) quando engravidei do mano NR.2 (eu 27) quem por sua vez tinha 12 meses quando engravidei do NR.3 (eu 29), o qual por sua vez tinha 20 meses quando engravidei do nr.4 (eu 31). Ate agora, quem com 27 meses e nao faço ideia se estarei ou nao gravida do NR.5 (tudo a fazer figas!!!!). Espero nao tenha sido confuso mas sim de condução intuitiva á minha opiniao :) quanto a amniocintese fiz no NR.4 por opção, ainda tinha 31 anos e achei por bem dramatizar a coisa com esta experiencia extra (detestei, nao tenho quase gordura na barriga ( :D ) e como tal fez muita impressão. Ainda assim prefiro este ao teste da glicose...

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  4. Ahhh, esquecia-me: a situação emocional nao é linear, ate porque somos todos diferentes. A primeira adoptou o 2° logo ali. O 2° ignorou o 3° com uma pinta cabal. O 3° tentou nivelar-se ao 4°, embora o adore absolutamente, pelo q nao se pode interpretar como ciume (nunca tentou acabar com ele, pronto). Agora tudo anseia em xitex pelo 5° elemento :/

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  5. Culpas todas as mães têm... sempre! Aquilo que julgas ser retirar atenção à Irene, não é. É o melhor presente que lhe podes dar. Um irmão, um companheiro!
    O pior é sempre para os pais: duas crianças pequenas é sempre mais complicado. No entanto, se deixares passar muito tempo, pode ser mais complicado o retornar às fraldas. À medida que vão crescendo, os nossos filhotes vão-nos dando mais liberdade para programas mais giros (alimentação igual à nossa - menos 1001 tralhas atrás, sem carrinho, sem fraldas,...). Prepara-te psicológicamente para o que aí vem e força nisso!...

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  6. Por aqui são dois, um menino de 5 e uma menina de 2, engravidei da 2ª tinha o 1º 2 anos e 1/2, são "best friends" adoram-se. Adoro vê-los juntos.
    Embora ache que a diferença de idades de 3 anos é a ideal, o certo é que dei comigo a pensar muita vez que faltei ao irmão quando ele ainda precisava muito de mim, principalmente durante o periodo da gravidez.

    Menor diferença de idade não imagino, nem quero imaginar, dois a acordarem a meio da noite, dois a sujarem fraldas, dois a fazerem birras do mesmo género (qualitativo e quantitativo), dois a terem que ser alimentados.
    Assim, 3 aninhos na minha opinião é o timming perfeito, quando um começa a ganhar autonomia, chega outro completamente dependente. Embora como digo por vezes penso que mais um aninho de diferença não faria mal, mas depois também se perdia aquela cumplicidade linda que existe entre eles.
    Os ciumes... existem e acho que irão existir sempre! Mas faz parte do crescimento e eles têm de aprender a lidar com isso.

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  7. bem eu tenho diferença de dois anos e meio quando nascer o proximo mas já estou para o casal.

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  8. Hahahahahah também adoro esse cheiro de cocó!! Tenho duas meninas com três anos e meio de diferença. Sinto-me sempre culpada, por deixar a bebé na cama acordada ( adormece sozinha ) e ir brincar com a mais velha; por deixar a mais velha na escola e conseguir dar mais atenção à bebé... Enfim, eu arranjo sempre maneira de culpar-me por alguma coisa, sou bastante imaginativa. Se és assim também, borrifa-te e faz o que sentires e o que o instinto te mandar. Cá estaremos para te ler!

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