terça-feira, 26 de setembro de 2017

O desfralde da segunda filha: o que vou fazer de diferente?

Tudo e nada. Depende dela, dos timings dela e de como for reagindo ao desfralde. 

Eu, que não tinha grandes expectativas em relação ao desfralde da Isabel, nem andei a estudar o assunto aprofundadamente, acho que correu bem. Não sei se foi mais rápido que o “normal”, ou mais demorado. Não sei se foi mais cedo ou mais tarde. O que eu sei: foi calmo, sem stress – para a miúda e para nós – e até divertido. Sim, divertido. Nunca pensei festejar tantos cocós e xixis, nem andar a contá-los com tanta emoção. 

Como começou: um dia, no primeiro dia do ano, tinha ela 1 ano e 9 meses, achou engraçado ir ao penico e fez um cocó. Fizemos uma festa. A partir daí quis sempre ir fazer o cocó no penico. O chichi foi mais tarde, “só” lá para os dois anos e meio (verão) começámos a ver alguma regularidade e aproveitámos o bom tempo para incentivar, mas só tirámos a fralda à noite aos três, com alguns descuidos entretanto, que considero normais.

Coisas que ajudaram:
- esperar pelo interesse da parte dela
- ter na casa de banho penico e/ou redutor disponíveis, assim como um banquinho para subir para a sanita
- vestir-lhes roupas fáceis de despir: esqueçam os macacões e jardineiras e calças com cintos…
- ir perguntando e colocando, em períodos de tempo cada vez mais espaçados, na sanita ou penico – e sempre antes de sairmos de casa/viajar de carro
- oferecer cuecas com os bonecos que ela mais gostava
- cueca-fralda na hora da sesta e à noite para que, assim que se levantasse, fosse fazer sozinha à sanita
- o livro da Princesa que faz cocó era a história que mais pedia quando estava na sanita (mas não usámos a tabela com os autocolantes)
- incentivar a que nos avisem quando têm vontade de ir à casa de banho
- elogiar, festejar cada conquista, mas nunca fazê-la sentir culpada aquando dos acidentes: nunca ralhar, gritar, ameaçar, etc. “Não faz mal, filha, para a próxima consegues fazer na sanita!”

Segunda fase do desfralde

Quando eles já conseguem ter o controlo, talvez esteja na hora de os deixar autónomos para fazerem o processo todo sozinhos. Eles gostam de ter espaço para tal. Pelo menos a Isabel começou a pedir-me para sair da casa de banho ou então a chamar-me quando já lá estava. Ensinar-lhes, caso ainda não o tenhamos feito, a levantar a tampa, a puxar a camisola bem para cima, a limparem-se, a puxar o autoclismo, a vestirem-se e a lavar as mãos.


AJUDA PRECIOSA!

- ter toalhitas específicas para a incentivar a limpar-se: no caso das raparigas, explicar que é da frente para trás e explicar que se passa uma ou duas toalhitas, até uma sair limpa.
Usamos as Kandoo, as únicas apropriadas para esta fase, que vamos recarregando numa caixinha colorida que eles conseguem abrir e fechar sem dificuldade, retirar as toalhitas uma a uma, e que são próprias para ir para a sanita. (sim, estas são descartáveis, podem ir para a sanita!). Melhor ainda: além das de aromas, este ano foram lançadas as sensitive, para peles mais sensíveis. Impecáveis, fáceis de usar por eles e ficam com os rabitos hidratados (têm uma loção suave que mantem o ph neutro da pele).

Conclusão

Por mais dicas que vos possa dar, o meu maior conselho é: não ter expectativas surreais, só porque ouvimos que a filha da prima da vizinha desfraldou com 11 meses ou porque o mais velho numa semana já não usava fralda, muito menos ter em conta o “tão crescido e ainda usa fralda?!”. Ninguém melhor que nós conhece o nosso filho e não há mal nenhum em esperar mais um bocadinho, adiar se percebermos que estão a ficar demasiado frustrados e… relaxar. A seu tempo, vamos conseguir. Eles têm de estar preparados.
Por isso, não sei o que vou fazer de diferente com a segunda filha: vou ter de esperar pelos sinais dela. O que espero fazer igual: ter calma e paciência.



Bons desfraldes!

(Como vai isso? Querem deixar dicas?)

Ah! Vejam aqui, além de jogos e desafios porreiros para eles, textos que nos podem ajudar no desfralde deles e noutras etapas da sua autonomia.





*post escrito em parceria com a Kandoo


 
www.instagram.com/joanapaixaobras
a Mãe é que sabe Instagram

21 comentários:

  1. Já fiz dois desfraldes sem qualquer drama. Fizemos as apresentações à sanita uns meses antes em alturad chave. Antes do banho, qd acordavam... alturas em que sabia que iria haver sucesso. Qd achei que estavam prontos, no inicio da primavera um dia tirei a fralda e não voltei a pôr, nem para ir à rua, andar de carro, nada...resguardos nas cadeirinhas, redutor desdobravel na mala e fralda só para dormir. Em 3/4 dias ja não tinhamos descuidos. No segundo desfralde apenas levou um pouco mais de tempo o cocó porque ela era presa e so conseguia fazer em pé. Mas passados 2/3 meses tb tinhamos essa situação resolvida.

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    1. Onde arranjou o redutor desdobrável?

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    2. É da Bebeconfort, mas sei que não o encontrei lá, veio de uma loja online de artigos para bebes e crianças no Porto. Uma aquisição, na minha opinião, indispensável para qualquer criança em fase de desfralde e mesmo depois, os meus usaram à vontade até aos 3/4 anos, ou seja até se sentirem confortáveis em se sentarem numa sanita grande sem pensarem que vão ser engolidos por ela, já para não falar na questão da higiene de crianças sentadas em sanitas publicas. Aiii....

      http://www.bebeconfort.com/pt-pt/alimentacao-e-cuidados/redutor-de-sanita-dobravel.aspx

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  2. Do primeiro filho correu bem, desfraldou com 2 anos e 5 meses, quase em simultâneo de dia e noite. Já houve um ou outro descuido, mas faz parte. O mais pequenino não quer bacio para nada cá em casa, mas na escola já passa umas temporadas (tem 21 meses mas está já na sala dos 2 anos). Tudo sem pressas e ao ritmo deles. Acho que é assim que deve ser! Faz-me uma certa confusão haver teorias e livros a explicar como fazer o desfralde, quando é uma coisa tão natural (na maior parte das vezes).

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  3. Não percebo bem estas correntes do "deixa andar", se for preciso volta-se a pôr fralda, tudo para os meninos não ficarem com traumas. Tudo tão cheio de mimimis que até cansa. Não me parece que os meus pais tivessem tido estes cuidados todos e não fiquei com problemas.

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    1. UAU.
      Hoje em dia há mais respeito pelas crianças. Antigamente é que tudo se arrastava para baixo do tapete e estava tudo bem, na onda do deixa andar...

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    2. Antigamente tb se achava q as mulheres eram seres inferiores, que era normal ter escravos, que a terra era plana - uma comparação a dar para a hipérbole? Certamente, mas só serve para demonstrar que as mentalidades e a ciência evoluem, a nível psicológico temos cada vez mais noção de como funciona o cérebro das crianças, é normal que isso seja tido em conta na maneira como lidamos com elas. Os nossos pais fizeram o melhor que sabiam, com q informação q tinham na altura. Hoje em dia temos outro conhecimento, portanto faz sentido que façamos o melhor possível - o que quase sempre quer dizer q fazemos melhor que os nossos pais.

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    3. E no entanto, o teu comentário foi publicado como anónimo. Ok. 😀

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    4. Concordo consigo anónimo.. faz me alguma confusão ser tudo ao ritmo das crianças, explicar-se tudo às crianças e deixá-las fazer tudo porque são crianças. Opiniões!

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    5. Sem deixar de respeitar as crianças, não se esqueçam que a noção de limpeza vem de fora para dentro... têm que ser os adultos a ensinar as crianças a serem limpas, a fazer os xixis/cocós no sitio certo, tal como as ensinam a lavar as mãos, os dentes, etc. Não ficam à espera que a criança esteja pronta para querer tomar banho, pois não?

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  4. Olá a todas! Pegando na questão do filho da vizinha que desfraldou com 11 meses alguém me pode dar dicas acerca do que responder quando alguém acha pouco normal o meu filho de 13 meses ainda não andar?! Muito obrigado!

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    1. Uhmmm?! Que vai muito a tempo? Mas está tudo tontinho? 🙈

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    2. "O senhor/senhora nao percebe muito de criancas, pois nao?" assim com um ar paternalista. É a verdade, só quem nao percebe muito do assunto pode ter essa opiniao. E se alguém responder "eu tenho x filhos" é reponder "E no entanto, nao percebe muito do assunto... Talvez seja melhor informar-se. Se quer continuar a dar opinioes sem lhas pedirem, ao menos que sejam minimamente úteis."

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    3. Diga-lhes assim, "olhe, ainda bem que pergunta, porque isso é algo que a maioria das pessoas não sabe, que curiosa a ignorância". Até aos 18 meses é completamente normal. Apenas há um espectro amplo de normalidade, entre os 9 e os 18 meses, mais ou menos, imagem 9 meses de normalidade para a aquisição da marcha!!! por isso vai sempre haver mães, tias e primas vitoriosas "o meu andou aos 3 meses".
      Por isso diga assim, o meu filho ainda tem quase 6 meses para aprender, acho que chega, não? Começou a desenvolver outras coisas :) isto tudo com um sorriso bem orgulhoso do seu menino (que acredito que seja fácil fazê-lo)!

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    4. Com 13 meses ainda não anda!!! Isso não é nada normal!! Responda assim às pessoas :)(estou a brincar claro)
      Não ligue... as pessoas gostam muito de comparar. A minha filha começou a andar aos 10 meses, mas em comparação aos 13 meses não dizia nada de jeito... cada criança tem o seu ritmo, uns falam mais cedo, outros começam a andar mais tarde...

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    5. Diga que é um modelo novo, que não anda...
      O meu começou com 16 meses, foi uma maravilha. Foi no primeiro dia após o regresso de férias na praia. Foram umas santas férias à conta de ele não andar.

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    6. A filha da Tété do blogue 'Ando lá por fora... volto já' começou a andar muito tarde e ela parecia não se preocupar muito com isso. Pode tentar pedir-lhe dicas para "aguentar" as opiniões alheias.

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    7. A minha filha começou a gatinhar aos 12 meses e a andar aos 16. Chegaram a fazer-me comentários semelhantes. Eu simplesmente dizia que cada criança tem o seu ritmo e que ela ia andar quando estivesse preparada. E que eu não tinha pressa. E não dava mais importância ao assunto.

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    8. Ahah, estava eu a ler os comentários descansadinha e eis que falam de mim. :) O post já tem uns dias mas pode ser que a All Star volte aqui e por isso deixo o meu testemunho. :)

      A minha filha não andou apenas muito tarde. Ela decidiu que a ia tentar bater algum recorde e fazer a mãe ouvir mais de 1000 vezes a pergunta "Então ainda não anda?". Na verdade, aos 12 meses a pequena ainda nem sequer se punha de pé. E não gatinhava (nunca gatinhou). Nem sequer ficava de pé junto ao sofá ou agarrada aos móveis. Arrastava-se sentada, a alta velocidade, e já devia achar que fazia uma coisa super fixe e que não valia a pena fazer mais esforços.

      Aos 16 meses aguentou-se de pé pela primeira vez na cama. Aos 17 meses e meio aceitou pela primeira vez ser colocada no chão e ficar de pé, em vez de sentar ou encolher as pernas como se o chão a queimasse. Aos 20 meses e meio começou a andar sozinha, quebrando a minha aposta de que começaria a andar apenas quando tivesse 2 anos. :)

      Podem portante imaginar a quantidade de vezes que ouvi "Ainda não anda??", mal sabendo as pessoas que até tarde ela nem de pé ficava. Para esta pergunta, a resposta variava entre um simples "não" e algo ligeiramente mais completo como "não, ainda tem tempo", "não, é preguiçosa", "não, e até aos 18 meses é normal (depois tive de deixar de usar esta)" ou "não, mas já fala imenso (verdade)". A pergunta em si não me incomodava por aí além mas a insinuação de que algo se passava de errado com a minha filha deixava-me em brasa. Aí ficava-me geralmente por um olhar duro para pessoas com as quais não tinha grandes confianças ou uma resposta breve como "ainda tem tempo" para pessoas próximas. Pode-se sempre fazer uma piada como "Ah, não tenho qualquer pressa. Dizem que quando começam a andar, acaba-se o sossego e ela assim é um anjo!". E não deixar nunca que nos minem a cabeça com ideias de que "já vai tarde e isso não é normal". Quanto muito marca-se uma consulta e pergunta-se a opinião a um médico, coisa que admito que não fiz por efectivamente sempre ter achado que estava tudo com a minha filha e que ela precisava apenas de tempo. :)
      Eu acho que opiniões ouvem-se sempre. As mães cujos filhos andam aos 12 meses, têm muitas vezes de ouvir "Ainda não fala? Isso não é normal!". A minha filha começou a falar cedo, a falar muito, a fazer frases. Ainda não tem dois anos e canta e tenta contar histórias. E à conta disto já ouvi que puxo demasiado pela menina, que exijo muito dela (menos na parte do andar em que devia ter puxado e exigido mais :D ). Não há hipótese, mesmo que os nossos filhos façam tudo nos tempos certos, haverá sempre alguém que acha que eles deviam fazer qualquer coisa mais cedo ou mais tarde. Por isso o meu conselho é....ignorar. :)

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  5. A minha filha começou a gatinhar aos 12 meses e também só começou a andar aos 15, nunca me disseram nada mas a mim fez-me alguma confusão porque comparava com outras crianças. Não faça isso, não se preocupe para já e não se deixe afetar com perguntas parvas e inconvenientes a ignorância é muito atrevida! A 1ª pediatra aos 18 meses disse-me: se ela aos 2 anos não falar tem de ir para a creche!!! Pois mas os pais somos nós e estamos muito satisfeitos com a evolução dela com os meus pais. Sempre se explicou muito bem mas só assim que fez os 2 anos é que começou a falar e foi de um dia para o outro. Hoje com 2 e meio até conversas faz! Como mães queremos o melhor pra eles e ninguém se preocupa tanto como nós mas temos que ter muita calma e respirar fundo muitas vezes para não mandar-mos á merda muita gente (peço desculpa)

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  6. Obrigado a todas! Começou a andar esta semana a 3 dias de fazer 14 meses!

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