6.26.2015

Mais um post que vai dar chatice, já sei.

Nota: todas erramos. temos só de melhorar. eu erro e continuarei a errar, mas pensarei sempre sobre o que o faço e tentarei sempre melhorar. 

Tenho uma janela que dá para uma creche. 

Vejo todos os dias pais a irem deixar os miúdos e a irem buscá-los.

Hoje uma mãe, quando foi buscar a filha, bateu-lhe. 

Não existem "enxota pó" das fraldas nem das mãos. A palavra é mesmo esta: bateu-lhe.  É sempre bater. 

Bater é mais do que deixar marca física. Bater é quebrar a confiança que existe, neste caso, entre a criança (que lá por muitas vezes perdoar, não significa que seja estúpida) e a pessoa que era suposto amá-la acima de tudo e protegê-la do que a magoa. A pessoa que era suposto ter o carinho e o coração para descodificar tudo o que ela não percebe, para passar a perceber e da melhor maneira para ser mais feliz e para contribuir para que todos sejam mais felizes. 

Já pararam para pensar o que "diz" uma palmada? "A mãe magoa-te sempre que fizeres algo deste género". É isto que é para ensinar? É este tipo de relação que querem criar? A mãe que dá o beijinho de boa noite e a mãe que lhe bate? 
 
Por estes costumes, às vezes enraizados, é que se popularizou a expressão "mãe é mãe". Porquê? Mãe pode não ser mãe. Mãe pode ser má e estúpida. Mãe é mãe se for mãe. Mãe que não for mãe, não merecia ter sido. 

A Mãe erra. Muito, mas tenta melhorar. A diferença é essa. 

Não quero saber se esta mãe estava cansada. Se teve um mau dia. Se estava com candidíase e muito irritadiça. Não quero saber. Tal como o coração desta criança que, se não chora por ter sido magoada, chora por ter sido quebrada a tal confiança. Pela mãe lhe meter medo em vez de fazê-la sentir-se amada. 

A mãe bateu-lhe porque ela fugiu. A menina já corre e a mãe ficou assustada. Reagiu a quente e deu-lhe para lhe bater e gritar: NÃO FOGES MAIS DA MÃE! 

Somos todas muito aceleradas, fazemos muitas coisas ao mesmo tempo e o chamado "tempo para nós" é para despacharmos outras coisas, mas há momentos. Há aquele momento na cama antes de adormecer em que, de olhos fechados, poderíamos pensar um bocadinho em quem mais amamos. Aquele número dois mais demorado na casa de banho. Enquanto estivermos a adormecê-los, aproveitar o escuro e a parte mais silenciosa para pensarmos no que andamos a fazer.

Eu não serei uma mãe que bate. 

Levei muita palmada e algumas "lamparinas" e isso não me fez ter uma relação melhor com a minha mãe. Não me lixem, não venham com coisas a dizer que "as pessoas não sabem, não foram ensinadas de outra forma". 

Mesmo as mais estúpidas se devem sentir mal depois de bater numa criança. 

Gosto de pensar que sim. Apesar de saber que há mães que gostam de bater nos miúdos em público para serem vistas como fortes e disciplinadoras. Nojo. 

Nunca li nada sobre isto (tenho umas luzes daquilo que se chama de disciplina positiva), nem a Irene alguma vez levou alguma palmada. Não é esse o meu papel. Nem o de ninguém. 

Se todas perdêssemos um tempo a pensar na lógica que tem isto de batermos nos filhos, aposto que ninguém "de jeito" bateria. 

Há uns tempos toda a gente ficou chocada com aquele PSP que bateu num homem em frente ao filho. Por que é que ninguém fica chocado quando vê UMA MÃE (ou pai) a bater num filho? Por que é que isso é aceitável? Por que é que "se estamos cansados" eles podem levar uma palmada? 

Temos de ser mais inteligentes que isto. Caem-me lágrimas por pensar em todas as mães que o fazem e que não se sentem mal depois, que não tentam fazer melhor. Não pelas mães, pelos filhos. Pelas pessoas que criam. Pessoas que podem não ser infelizes, mas que poderiam ser muito muito mais felizes e gostar mais das mães não só porque "mãe é mãe".

As crianças não podem ter medo dos pais. Isso não é educar. Isso é ser estúpido. 

Epá, não me lixem.

O que se poderia fazer nesta altura? Explicar. Ter calma. A mãe que tem medo poderia dizer à filha isso mesmo. Que tem medo que lhe aconteça algo. As vezes que forem necessárias. Se a filha ainda não compreende, tem de ter mais atenção para esta não lhe fugir. 


68 comentários:

  1. Partilho da mesma opinião, ainda hoje de manhã conversava sobre o mesmo assunto com o meu marido. Contava lhe a respeito da minha mãe que nunca me bateu nem me levantou a mão. Pelo menos quando era criança :) a primeira estalada (e merecida!) que ela me deu já eu tinha 13. Hoje estou grávida de 5 meses e meio e quero com todas as minhas forças ser a mãe amorosa e paciente que a minha sempre foi para mim. Já não está aqui connosco e não poderá partilhar a infância da neta mas é sempre recordada pelo extremo respeito que sempre teve comigo :)
    Raquel

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  2. Concordo com tudo o que dizes!! Não imagina o que me dói ver uma mãe bater num filho!! O meu já tem 4 aninhos, ouviu uns quantos raspanetes mas nunca uma palmada , nunca!! Obrigada pelas tua palavras!! Beijinho da Mamã Babada e do Pequeno Rei

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  3. Joana, concordo com tudo o que escreveu. E dito isto, confesso que já bati nos meus filhos. Não foram os meus melhores momentos e preferia não o ter feito. Mas há momentos em que uma pessoa fica a ver vermelho e eu não sou um modelo de paciência. Mas normalmente quando lhes bato ou grito, passado um bocado respiro fundo e vou falar com eles. Peço-lhes desculpa. Explico-lhes que estou nervosa e a culpa não é deles. Fazemos as pazes e eu vejo que eles percebem que a mãe não é perfeita, mas que não tem problemas em pedir desculpa quando erra.
    Porque eu passo a vida a errar. E por isso mesmo, cada vez tento julgar menos as atitudes dos outros, porque eu sei lá que vida tiveram naquele dia, e se o coração não está ainda a bater a 1000 à hora com o susto e se não se arrependeram no nanossegundo seguinte e se não chegaram a pedir desculpa à filha.
    Já julguei muito e já disse muitas vezes "nunca". E muitas dessas cuspidelas que dei para o ar já voltaram a aterrar na minha testa.
    É óptimo ter as melhores intenções. Mas cuidado a julgar.

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    1. O importante é tentarmos sempre melhorar. Nao é errar que nos torna piores maes. É nao tentarmos fazer sempre melhor :)

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  4. Obrigada pelos conselhos. Li-os com muita vontade, principalmente pela forma tao genuína como os apresentaste. Por acaso vi a linguagem corporal da mae depois de bater e nao deu mesmo para interpretar de maneira a ser solidaria sequer. Pedir desculpa, como faz tambem é muito importante. Nem toda a gente consegue, mas o mais importante é querermos sempre melhorar :) obrigada pelo testemunho. Fez-me pensar :)

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  5. Obrigada pelos conselhos. Li-os com muita vontade, principalmente pela forma tao genuína como os apresentaste. Por acaso vi a linguagem corporal da mae depois de bater e nao deu mesmo para interpretar de maneira a ser solidaria sequer. Pedir desculpa, como faz tambem é muito importante. Nem toda a gente consegue, mas o mais importante é querermos sempre melhorar :) obrigada pelo testemunho. Fez-me pensar :)

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  6. Marta Branco10:01 da tarde

    Antes de ser mãe não via problema na palmada correctiva, depois de o meu Francisco nascer mudei de opinião e ando extremamente interessada no modelo da Disciplina Positiva que me parece extremamente lógico. Difícil vai ser convencer o meu marido :( a criança tem 10 meses e ele já muitas vezes o ameaça com uma palmada...

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    1. É complicado e depois passamos por hippies...

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  7. Eu discordo.
    Levei algumas palmadas correctivas e não só.
    Isso não me fez amar menos a minha mãe. Fez-me sim aceitar que há regras, limites e hierarquias.
    Sou hoje uma mulher com carreira, marido e filho de 2 anos que deixo ao cuidado da minha mãe sem qualquer trauma.
    Convém as criancas saberem que a vida só é uma democracia quando chegamos a adultos com autonomia. Até lá há regras! E com miúdos pequenos não se vai lá com palavras bonitas e diálogos e psicologia da treta.

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    1. Meu Deus! :O
      "Não se vai lá com palavras bonitas e diálogos e psicologia da treta"?!
      Está a querer dizer que se deve bater nas crianças mesmo que estas, não tendo entendimento e maturidade suficiente para perceberem o que fizeram/ disseram e que por palavras e explicações adequadas à idade, provavelmente vão cometer o mesmo erro porque são inocentes, deve se usar a violência?!
      Gostava que lhe "batessem" cada vez que erra no trabalho, por exemplo?

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    2. Não, não! Estou a fizer para os deixarmos fazer tudo que eles querem para depois assistirmos a cenas como a que presenciei num supermercado onde um miúdo de 8 anos agrediu a avó e esta só disse " não bens mais comigo ", como se o puto se importasse muito em perde o programa divertido que é ir ao supermercado com a avó. Daqui a uns anos entra por uma escola adentro aos tiros porque a professora deu-lhe má nota.
      É preciso limites. Uma palmada na hora certa basta para eles perceberem o que está errado.

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    3. * " não vens mais comigo...

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  8. Querida Joana,

    Já sabem que vos admiro imenso e que gosto muito do blog, apesar de ter 19 anos e não ser mãe.
    Este post foi mais uma prova para quem vos segue e quem vos acabou de conhecer de que são humanas, super racionais e excelentes exemplos de mães.

    Os meus sinceros parabéns!

    Beijinhos

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  9. Leio diariamente o vosso blog, apesar de não ser mãe é ter apenas 21 anos, mas este post fez-me pensar e relembrar-me de um episódio, entre mãe e filho, numa loja de um centro comercial..
    A mãe saiu da loja sem a criança dar por isso é completamente desorientada corria os corredores chamando pela mãe. Por sua vez, a mãe estava a porta da loja a gritar pelo nome do filho.
    Assim que viu a criança dentro da loja, agarrou-a violentamente pelo braço e bateu-lhe! Bateu-lhe imensas vezes!!
    Fiquei com o coração pequenino e cheia de vergonha por presenciar aquele momento... O menino procurava desesperadamente pela mãe e o que "recebeu em troca" foi literalmente porrada!

    Beijinhos e parabéns pelo vosso blog ��

    Rita

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    1. Que "bom" exemplo...

      Obrigada, Rita! Beijinhos!!!

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  10. Concordo que não se deve bater mas não conheço nenhuma criança que tenha ficado traumatizada por levar uma palmada...A minha mãe batia-me e eu não tinha medo dela, aliás eu amava e amo a minha mãe e sei que quando ela me bateu foi por eu leva-la aos extremos, tinha consciência disso, as crianças não são burras e sabem ser mazinhas...já o meu pai nunca me bateu e eu tinha um medo tremendo dele. Depois de escrever este texto espero sinceramente que nunca venha aqui escrever que levantou a mão à sua filha pois acredito que fez sentir muitas mulheres péssimas mães quando nenhuma mãe que ama o seu filho bate nele pk tem vontade...Sempre ouvi dizer e levo isso como um lema de vida "Nunca cuspir para o ar que nos pode cair em cima"

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    1. Se cair, caiu e dar-me-a muita forca sentir que nao agi bem. Nao somos perfeitas, mas pelos nossos filhos deviamos tentar. So isso. Bater por sistema ou achar que se fez bem é sinal de muitos outros erros. Sempre para o lado da crianca que nao tem culpa nenhuma.

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    2. Joana acredita que se tenta, eu detesto bater nos meus filhos e evito ao máximo apesar de eles às vezes bem merecerem...Vou dar um exemplo, o meu mais velho com 4 anos estava sempre a dizer palavrões, falei com ele, castiguei, expliquei sempre sem lhe bater até ao dia que ele me chamou um nome muito feio, nem me lembro da mão me fugir, nem ele de pensar o que tinha dito, o certo é que nunca mais disse uma palavra feia, agora até diz "fulano disse uma asneira"...não foi na base do respeito teve de ser na base do medo e não me importo nada que o meu filho tenha medo de mim desde que não diga palavras feias....Já o meu mais novo tem 2 anos e não lhe bato por ser ainda inocente mas sei que vai levar umas palmadinhas porque com 2 anos é pior que o irmão. Falamos daqui a uns tempos...beijinhos

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  11. Nunca podemos dizer que não quer ser esta mãe, a minha mãe bateu-me e não foram poucas às vezes com razão outras sem razão, nunca me bateu em público sabia que quando entrasse pela porta já sabia o que me esperava, não me fizeram mal e não deixei de gostar da minha mãe. Agora eu sei que não quero ser como a minha mãe, mas quando está a fazer disparates e ser teimoso "sacudo-lhe o pó" e ele respeita a seguir pode não ser por muito bem mas entendeu e não preciso ferir uma palmada nem sempre fere fisicamente pode ferir mais psicologicamente. Regras é o que é preciso nesta sociedade e que se está a perder, agora eu não digo que tipo de mãe quero ser ou não ser, não sei o futuro não sei como ele vai ser, até aqui tem sido um anjo depois não sei :)

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  12. Ah e nunca devemos criticar quando não conhecemos a pessoa e apenas estamos a ver não sabemos a vida que essa pessoa leva, a vida não é um mar de rosas :)

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    1. E que culpa tem a criança disso? Pq nao podemos opinar e críticar? Podemos ter opiniao sobre tudo menos sobre outras maes? Estamos abrangidas por alguma coisa? Eu posso dizer o que quiser, mas cada mae é que sabe. Eu sou uma. Acho que cada mae que se sente muito afectada com este tipo de testemunhos é porque interiormente sabe que nao conseguiu fazer melhor. E sente-se mal com isso. Acho isso bom sinal. A ideia é melhorar e nem todas temos paciencias de monge 😊

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  13. Concordo inteiramente. A Disciplina Positiva devia ser algo mais conhecido.... a maioria das pessoas pensa que só a bater se criam regras :P

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    1. É esquisito, não é? Tanta gente a não se questionar sobre "como se fazem as coisas"...

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  14. Eu também pensava assim, até que a minha garota com 2 anos resolveu levantar-me a mão quando é contrariada. Eu pedi com jeitinho, expliquei, mostrei-me triste e por aí fora. A última lamparina que levei tinha acabado de assistir a uma notícia dum miúdo que partiu o pé à professora e pensei que já chegava. Deu e de seguida apanhou e só tentou mais duas vezes. E pronto espero que não se repita porque não me dá prazer nenhum, mas também não quero criar um vândalo que não respeite ninguém. Se tiver de ser com uma palmada será.

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  15. Concordo com tudo.
    Mas... Já bati e apesar de não me orgulhar sinto que a minha filha não me ama menos por isso. A Irene ainda é pequena, mas a minha tem 7 anos, e consegue levar as pessoas ao limite. Os miúdos são desafiadores, a minha chega a ser mal educada. Não estou a dizer que que a solução é bater, mas no seguimento do que viste, a minha por ex saia do prédio todos os dias a correr para a estrada. Fartei-me de explicar, alertei para o que poderia acontecer, mas ela continuava a fazer em jeito de provocação. E aí meus amigos, prefiro que chore ela com uma palmada, do que eu chorar por ver uma filha morrer atropelada. E como está situação há outras...

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    1. Compreendo a sua logica e obviamente que fez por bem e nao por nao saber controlar-se quando desafiada, mas o que sinto é que la por acharmos que nao haja mais ferramentas antes das palmadas, nao quer dizer que nao as haja. Beijinhos para a familia 😊

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    3. Tenta-se sempre tudo primeiro, a palmas deverá ser a ultima opção, de preferencia que não seja preciso.
      Bjs

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  16. Se conseguir apenas com conversa que a criança faça o que lhe pede, acho muito bem que nunca lhe levante a mão... Agora, espere para ver se a sua filha não seja o desafiadora o suficiente e teimosa o suficiente para lhe tirar esse propósito... Tenho a dizer-lhe que nenhuma mãe gosta de bater num filho, e que eu própria já pensei tal e qual como escreveu.... Agora, e por experiência própria, digo-lhe que a questão não é tão linear como quer fazer parecer. Quando a criança lhe levantar a mão, e depois de lhe tentar explicar que isso ê errado, ela continuar, (isto é só um mero exemplo), diga-me o que fazer.

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    1. Iria aconselhar-me com alguem que pudesse ajudar. Bater para dizer que nao se bate, para mim, nao me parece certo, compreende? Acho que e preciso paciencia. Muita. Muita. Apesar da minha filha ser pequenina, tambem sou filha e sei o terror que pode ser. Ha motivos para as criancas agirem como agem, mas dai serem adultos a criarem-nas e nao outras criancas. Deviamos ir mais longe, mesmo que nos faca cair cabelos. Sermos desafiados é isso mesmo. Temos de estar à altura.

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    2. Blá, blá, blá...

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    3. As palmadas nao lhe fizeram grande efeito para faltar assim ao respeito a quem se deu ao trabalho de lhe responder com maturidade. :)

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    4. Sou a comentadora inicial. Respondendo: a Joana tem apenas uma filha, ainda pequena. Quando tiver mais do que um, mais velhos, e por conseguinte, desafiadores, quero ver a paciência (muita, muita, muita) que vai ter. Como disse, na pratica, as coisas não são tão lineares. Se a conversar as crianças ficavam convencidas, acho que nenhum pai perdia a cabeça e se punha a distribuir "sacudidelas" de pó.

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    5. Cara Joana, quando se é anônimo, não pode concluir que é a mesma pessoa... Vi agora que assumiu erradamente que o anônimo seria o mesmo...

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    6. É o inconveniente de não se assinar o que se escreve. Porém, acho que a resposta pode ser adaptada quase na íntegra. :)

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    7. Não vejo como a resposta se adapta, mas enfim... No seguimento dessa resposta, tenho a dizer-lhe que como já sou mãe há mais tempo que a Joana, de mais que um filho, certamente já me deparei com mais situações a resolver... Por conseguinte, vou aguardar serenamente, que nos anos vindouros possa pôr em pratica tanta maturidade. Continuarei a acompanhar o blog para que me de conta dos seus desafios.:)

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  17. Na teoria concordo mas o post exagerado. A tua filha só tem ano e meio. Daqui 2 ou 3 anos voltamos a falar... eu também já dei uma palmada e não me sinto má mãe por isso. Mas o teu post deve ter magoado muitas mães que devem ter-se sentido péssimas. Se é isso que pretendes que as mulheres sintam ao vir ao blog... acho sempre os posts da JPB mais pessoais e menos "quero criar polémica e mostrar como sou uma excelente mãe e as outras não prestam "

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    1. Concordo!

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    2. Tb n exageram,o post é em forma de desabafo,nem acho q seja para se auto valorizar,ate pk a Joana reconhece quando erra...a história da fralda,sentiu se mal por não ter trocado logo...
      Todas somos excelentes mães à nossa maneira,as q se sentirem "péssimas"talvez carreguem alguma culpa..
      Com isto não estou a concordar nem discordar com as palmadas,o meu bebe tem 5 meses e não posso dizer q n o vou fazer pk n sei,contudo adoraria q não fosse preciso usar as ditas palmadas...Mas acho impossível.

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    3. Está enganada, anónimo. :)

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  18. Oh meu Deus!!!!!!
    Eu levei estaladas, palmadas da minha Mãe, do meu Pai e NÃO morri!!!!
    Graças a isso sou uma pessoa BEM educada, tenho valores, tenho princípios, respeito os outros e sei estar no meu sítio.
    Vejo por aí tanta criança, tantos adolescentes mal educados, a fazerem birras em qualquer sítio, a responderem e a levantarem a voz aos Pais, aos Avós......
    Ai de mim se eu (ou algum dos meus irmãos) levantava a voz, respondia mal, amuava e batia com as portas......só faríamos isso à primeira....porque à segunda.....
    Hoje somos PESSOAS que sabemos estar, dizer "por favor", "obrigado(a)", "com licença", "bom dia/boa tarde/boa noite" e por aí afora.
    Eu não sou Mãe mas, tenho sobrinhos. Nunca os vi nas idas aos Super Mercados a fazerem birras e a pedirem que querem "aquilo" e "mais aquilo". Se isso acontecesse perguntar-lhes-ia, ou os Pais, se tinham dinheiro para pagar.
    Agora as crianças, os adolescentes querem tudo de marca.....nem batalham para conseguir aquilo que desejam.....os paizinhos, os avózinhos que ofereçam.....

    Bom fim de semana para todos!

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    1. É sempre assim: os outros não sabem educar, os filhos sao mal-educados, o mundo está perdido. Por outro lado, eu fui bem educada pois até sei dizer "obrigada", "se faz favor" e "bom dia".., isto tudo porque levei umas lambadas bem merecidas.
      Quando levantamos os olhos da nossa biqueira do sapato podemos ver o horizonte. Experimente, poderá ver coisas maravilhosas.

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    2. Anónimo, não me leve a mal, mas não consigo mesmo estabelecer uma conversa sobre este assunto consigo. Não concordo com uma única palavra. Talvez só com o facto de me ter desejado um bom fim-de-semana. Para si também!

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    3. Desculpa,mas és tão "boss" Joana xD é por isso q t admiro :) keep going..

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  19. Bom dia, Joana,

    sigo o blog há muito tempo, tenho muita vontade de ser mãe mas, infelizmente, por motivos profissionais não é ainda a hora certa. Adoro a forma espontânea e transparente que reportam aos vossos temas, acho que fazem apreciações muito justas, mas hoje não consigo concordar.
    Tenho dois sobrinhos, uns amores que eu adoro. O mais velho tem 5 anos e a mais nova tem 3. São uns verdadeiros amores, se não forem contrariados.Porque se forem...Cai tudo!!! Duas crianças que não conhecem a palavra não, que não sabem gerir a frustração, que quando falta uma peça do puzzle desatam aos pontapés a tudo, a chorar aos gritos, birras de fugir e conseguem por toda a família em busca da peça perdida. "Coitadinhos dos meninos..." Ou porque se lembraram e deram uma lamparina na mãe e ela fica a olhar e nada diz ou porque chamam nomes ao pai e o pai acha natural!!!! Eu não sou mãe! Mas não preciso de o ser para saber que isto não está correto. Se calhar, faltaram muitas conversas entre estes meninos e os pais, conversas que explicassem aquilo que é respeito, educação, saber estar, frustração. Porque isso faz parte da vida. Acho que a superprotecção não é benéfica. As crianças devem ser protegidas, mas não é por ouvirem um não, ou até mesmo por levarem uma palmada na hora certa que vão ficar traumatizadas. Aliás, a Joana, que tenta sempre estar bem informada daquilo que discute, sabe que há estudos que demonstram as consequências das crianças protegidas em demasia. Acho que hoje em dia a pressão sobre os pais é tanta, tanta teoria que defende o modelo de educação Y ou Z que os próprios pais se vêem enfiados numa bolha de ar, com medo de falhar, medo de traumatizar, medo de ferir. E então fazem o oposto. Protegem, defendem, não aceitam uma crítica construtiva: "quando tiveres os teus filhos, logo falas". Tudo deve ser feito com peso conta e medida. Tudo. Porque existem várias formas de repreender, e por mim falo. Houve muitas coisas que me foram ditas quando eu era pequena que me marcaram, feriram e magoaram muito mais que as vezes que os meus pais me sacudiram o pó. Mas pelo menos eu tenho a certeza de uma coisa. Nenhum pai (que queira verdadeiramente ser pai), gosta de ver os filhos a sofrer, mas também não deve gostar de os ver esbarrar-se no futuro. Porque as crianças um dia serão adultos. A Joana acha que crianças que fazem o que querem e bem lhes apetece, que não conhecem regras, que não sabem o que são limites serão adultos seguros? Provavelmente não. Porque toda a vida tiveram alguém por trás que lhes resolvesse os problemas e as frustrações. Essa é a minha crítica, o exagero inerente à disciplina positiva. Porque são crianças e não entendem. Eduquem com amor. Se na hora certa vos parecer melhor dar uma palmada, dêem. Se for com amor, a palmada vai doer dez vezes mais no coração que na mão ou na fralda. Mas pelo menos ensinem, eduquem e deixem as crianças falhar para que depois possam aprender.

    Ana.

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    1. Desculpe a resposta rapida depois de tanta dedicacao da sua parte, mas: nao bater nao é nao educar. A disciplina positiva tem ferramentas que sao tambem muito custosas para nos de implantar. Essea pais estão algo perdidos, sim. E percebo o cenario catastrófico que pintou sobre a generalidade dos pais hoje em dia e sinto essa pressao tambem. Porem, nao e essa pressao que me faz buscar outras formas de educar a minha filha. É o meu amor e sentido critico relativamente ao que se faz e faço. Deixar as criancas falhar é uma das ferramentas da dp (por alto).

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    2. Tem razão em vários pontos: as crianças não tem que ser super-protegidas e precisam de ser educadas, precisam de ser orientadas e não podem ser poupadas a todas as frustaçoes da vida. Não poderia concordar mais consigo. O ponto onde não concordo é que tem que entrar a palmada. Pegando no exemplos que deu: O menino perdeu a peça do puzzle? Que procure, que arrume melhor as peças da próxima vez. Se pedir com jeito e educação posso até ajudar a procurar a peça. Não é preciso dar palmadas alguma. Também há que ter em atenção algo: as crianças não têm a nossa maturidade e é normal que façam birras. Faz parte do desenvolvimento delas, qualquer psicólogo, pediatra lhe dirá isso. É inevitável que façam birra. As pessoas á volta é que podem escolher como vão reagir á birra. Com palmadas? Cedendo a qualquer custo? Com paciência, calma e firmeza? Acredite que dar a palmada é fácil, perder as estribeiras é fácil, gritar também é fácil. Difícil é a arte do auto-controlo.

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  20. Joana, li o post e todos os comentários em cima e as suas respostas e de fato, vamos esperar quando a sua Irene tive 3, 4, 5,anos..
    Eu sou mãe há 9 meses, também não quero ser uma mãe que bate.. Por tudo e por nada. A sua Irene vai desafiá-lá, vai-lhe faltar ao respeito, vai ser insubordinada e a Joana como qualquer mãe vai ficar exasperada! Como disse sou mãe há 9 meses, a minh filha é um amor, mas agora que já começou a ouvir o não já vai.mostrando a sua personalidade..obviamente que nunca lhe bati nem o pai! Mas somos realistas!
    Só acho que não devia exagerar e afirmar com tanta convicção o NÃO e o NUNCA.., cuidado

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    1. Fiz uma nota inicial. Vou dar o meu melhor e acredito em mim. Se não conseguir, melhorarei. ;) Se errar, sentir-me-ei mal, como escrevi e não irei repetir. Se repetir, tentarei ainda com mais força... não vou é achar que fará bem à criança e que bater é um requisito para educar as crianças e que é aceitável. Acontece, mas não devia. E não quero.

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  21. Estou incredula! A sério que há pessoas a defenderem a violência nas crianças? Eu tenho uma bebé de um ano, há dias em que me tira fora do sério: ou porque não adormece a horas, ou porque faz asneirolas a toda a hora. Era incapaz de bater na minha filha, principalmente da maneira que algumas mães o fazem. Onde? Onde é que está o amor nessas alturas? Pedem desculpa depois? Ficam arrependidas?
    Também são a favor da violência doméstica entre marido e mulher e acreditam que quando um pede desculpa, depois de lhe ter dado um espancamento é sinal de que está arrependido?!

    Carregamos um bebé dentro de nós durante 9meses, quando eles nascem nós somos o Mundo deles, nada os faz mais feliz do que ter a nossa atenção. Assim sendo, só a nós nos cabe fazer com que nos continuem a olhar da mesma maneira.

    #LOVEWINS

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  22. Concordo na teoria. Depois tive um miúdo de 4 anos que às vezes só me obedece - ou pára coisas inenarráveis - se lhe der uma palmada. E a doer. Ah, adoro, acho o método mais educativo do mundo. Nem imagina o quanto fico feliz, depois. Até pulo de alegria. É assim: não opinemos sobre o que se passa na casa dos outros, boa? A Joana tem uma filha ainda muito pequenina. Não sabe nada sobre a cena que viu, nada. Nem sobre o que eventualmente a justificou. A minha irmã também tem filhas calmas e tudo ali é zen. Claro que é contra palmadas. Todos somos, até sermos pais. Ou sermos confrontados com situações que nos obrigam a fazer o que menos desejávamos. Por isso, eu, das mães que já bateu, digo, não me venham com cenas, pá. Não opinem sobre o que não sabem.

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  23. Na minha infância levei muito, principalmente da minha mãe. Umas vezes com "razão", outras sem razão nenhuma. Do meu pai levei duas vezes e as duas sem razão.
    Se isso me educou e me levou a ser quem sou hoje? Sim, levou-me a ser uma criança, uma adolescente e uma jovem adulta insegura e ansiosa. Sim, levou-me a que ao longo da minha vida e até já adulta eu ainda olhasse a minha mãe e a visse com a mão levantada, e a que, por mais que me esforçasse, não conseguisse olhar para ela e lembrar-me de um momento de amor entre nós. Sim, levou-me a ainda sentir mágoa do meu pai, mesmo jovem adulta. Sim, levou-me a procurar ajuda e a resolver os meus medos e controlar a minha insegurança e ansiedade. E, sim, hoje que tenho 29 anos e um filho de 10 meses, levou-me a prometer a mim mesma fazer tudo diferente dos meus pais!
    Não sei o dia de amanhã, não sei qual será a personalidade do meu filho, mas sei quem sou e o que vivi! E não, não verei o meu filho como reflexo de mim mesma, encolhido de medos e receios perante o mundo por não dever fazer isso, ou não dever dizer aquilo, ou por não comer o prato todo, ou sei lá mais que "razões" a minha mãe tinha!
    Desculpem o desabafo, mas apesar dos anos este assunto ainda me toca e não podia deixar de comentar.

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  24. Resumindo e baralhando: não é aceitável bater nas crianças mesmo quando elas provocam, desafiam, e são mal educadas... Devemos ter muita paciência e explicar que estão a proceder mal (eu disse que elas estavam a ser mal educadas não disse?...) mas, pasme-se, caso a Joana bata na filha, daqui a uns anos, num momento de fraqueza, vai perceber que errou, e vai tentar sempre melhorar, isto é, dar educação sem bater... Porque, o que os outros pais fazem, é bater por sistema, bater para educar, sempre... Os outros pais, não tem a elevação moral da Joana para melhorarem, para serem uma "Mãe" como a Joana... Não lhe parece ser esta a sua ideia? É que lendo o texto e os comentários foi com esta ideia que fiquei...

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    1. Sim, acredito que haja pais que batam por sistema e que nao tentem melhorar. Como tambem ha pais que ja tenham batido,nao tenham gostado e facam o melhor que podem para que nao se repita. Dos dois grupos, incluir-m-ei no segundo. Se houver tres (que ha), incluir-me-ei muito desejavelmente no terceiro: os que nao batem. Quando falo de mim, falo de todas as pessoas que pensam como eu. Contra os pais que batem por sistema, sim. Os outros, se se sentirem mal, se pedirem desculpa, se evitarem repetir a todo o custo sao bons pais na mesma. É uma aprendizagem. Mas so aprende quem acha que precisa de aprender e nao costuma ser essa a logica desses pais como ja vimos aqui nalguns comentários. Eu nao me elevo. Para dar a minha opiniao e para me dar a conhecer tenho de falar do que concordo e nao concordo.

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    2. Então acha que tem como seguidores do seu blog pais que batem por sistema, pais que acreditam que só a bater é que se educa? Não me parece! Isso revelaria país completamente alheados de como se deve criar uma criança, o que nao me parece compatível com pais que lêem blogs sobre essa tema ou similar. Por outro lado, ao ler os comentários feitos, vai-me desculpar, mas penso que, na sua grande maioria, são de pais com mais experiência de vida que a Joana, e que, por isso opinam de maneira diferente da sua. Eleva-se sim, quando diz que vai sempre aprender, vai sempre melhorar, vai fazer tudo de tudo para ser a melhor mãe possível, o que é de todo louvável, mas di-lo numa acepção em que entende que os outros pais não o fazem, não se esforçam, não tem o mesmo tipo de pensamento. Para si, esses pais não aprendem, preferem ficar a errar, ao contrário de si, que vai tentar sempre melhorar. Parece-me que se está a elevar sim, e a rebaixar os outros pais.

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    3. Concordo com tudo o que escreveu, Anónimo das 21:26!

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    4. Anónimo, parece-lhe mal. Nunca disse que as pessoas que lêem o meu blog são pessoas que batem por sistema, nem entendo qual o motivo que a levou ir por aí. Também acho que pais que achem por bem bater por sistema não sejam o target de blogs de maternidade, mas isso leva-nos a algum lado? O facto de terem mais experiência como pais, torna-os exactamente isso "pais com mais experiência", mas isso não quer dizer que as suas opiniões valham mais que as minhas. Quer dizer que as experiências que eles tiveram moldaram a sua opinião como, certamente, as minhas moldaram a mim. Se sente que, quando eu digo que eu quero melhorar, estou a dizer que esses pais não, sim, está certa. Acho que há pais que batem por sistema e que não vêem nisso um erro e que não tentam melhorar. Qual é o problema que tem com esta afirmação? E sim, esses pais, serão o contrário de mim. Não estou a elevar-me, nem a rebaixar ninguém. Estou a dizer o que eu faço e tentarei fazer sempre e o que acho que ESSES pais não fazem. As pessoas que escreveram mais "contra" o que escrevi são as que advogam uma palmada na hora certa, não me parecem ser essas as que batem "por sistema". Até acredito que são as que depois pedem desculpa e que se arrependem e depois tentam fazer melhor. Sinto que talvez esteja a perder algum do seu tempo com uma questão que nem sequer tem por onde se lhe pegue, mas estou cá para a continuar a entreter, se quiser. Prometa-me é que não me pegou de ponta e não está só a ver se me "chateia" por gozo, que não está a "implicar" só porque sim. ;) Ah! Se acha que não há mais que batam por sistema e que a bater é que se educa, fico mesmo muito feliz por si. É óptimo sinal! ;)

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    5. Cara Joana,
      Acho que está, digamos, aborrecida, por lhe andar a responder... Sinto muito! A minha intenção não é essa, nem nunca foi, por isso abandone a ideia da perseguição, porque efetivamente, não estou a chatea-la por gozo ou implicancia, como sugere. Quanto ao facto de andar a perder o meu tempo consigo, nisso tenho de lhe dar razão: ao ler a sua resposta, tenho mesmo de admitir que estou mesmo a perder o meu tempo. Dito isto, vou sossega-la e dizer-lhe que, termina hoje e agora a minha participação nesta discussão. Não perco mais tempo a tentar explicar-lhe o meu ponto de vista, que, no geral, nem é contrário ao cerne do seu, mas que acha o seu completamente desfasado da realidade que é a vida.
      Assim sendo, passo a responder-lhe a apenas algumas observações do seu comentário. Quando diz que não percebe onde eu fui buscar a ideia que as pessoas que leem o seu blog são pessoas que batem por sistema, fui retirar, entre outras tiradas, aqui: ..." Mas só aprende quem acha que precisa de aprender e nao costuma ser essa a logica desses pais como ja vimos aqui nalguns comentários...".
      Mas lembra-se porque comecou este Post?? Porque viu da sua janela uma mãe a bater numa filha, e jurou a pés juntos que não ia ser uma mãe desse género... no correr da discussão já levantava a hipótese de um dia bater também, mas que seria um erro que ia sempre corrigir, para nunca mais acontecer... Ou seja, o seu post não se destinava aos pais que batem por sistema (ESSES), mas sim a qualquer pai que levantasse a mão a um filho, independentemente do motivo... Você crucificou, de forma leviana e pouco informada esses pais. E é essa sua ideia que julgo inaceitável, infantil até... E, como já estou a perder mais tempo do que queria, digo-lhe apenas, que espero que um dia, quando efetivamente tiver vivido situações que tenha de atuar com a sua filha (não agora pois a menina tendo 18 meses não faz nada que a leve a esses extremos), venha aqui dar novamente a sua opinião, mas de outra forma, que não com a leviandade que a deu agora. Passar bem.

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  25. Tenho uma filha com 2 anos, que me desafia até na mais simples tarefa do dia a dia. Faz birra atrás de birra e não é por falta de atenção, ou cuidado nosso, pais, tem mesmo um feitio muito forte. Já dei umas palmadas, confesso, muito poucas mas dei. E as únicas vezes que dei foi depois de ela me levantar a mão, eu explicar e tentar com calma resolver. Até ao dia que me acertou mesmo pq eu lhe tirei o babete depois da sopa e era ela a tirar. Senti me mal, até chorar eu chorei... Foi uma palmada de nada, mas que me dói tanto ou mais do que a ela. Tenciono não o fazer, vou tentar não o fazer mas não posso deixar que ela me faça isso.

    Não me aconselhem profissionais, já fui e está tudo muito bem com ela. Não tem falta de nada e ē uma menina super feliz, mas que ferve em pouca agua e está ainda a aprender. Lidar com os não e frustrações da vida.

    Se concordo, não. Não se deve bater, e sinto me muito mal as poucas vezes que o fiz.

    Beijinhos

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  26. Vanessa Cardoso12:14 da manhã

    Por vezes acho que vivo num mundo à parte...
    Não achei que estivesse a insultar ninguém, a rebaixar ou a criticar. Acho que deu a sua opinião e cada um deve saber respeitá-la.
    Cada um educa o seu filho como quer, e cada um acha o que deve achar, se acha que é a bater que se educa, está no seu direito. Pessoalmente, tenho como objetivo evitar ao máximo bater no meu filho, concordo com a Joana, acho que é uma quebra de confiança e é agressão... No entanto não sou o melhor exemplo de paciência e auto-controlo. Contraditório? Sim é. Mas lá está, vou tentar, vou errar e vou tentar melhorar, tal como a Joana disse.

    A minha mãe era adepta da palmada, tão adepta que quando eu, sem querer, fazia alguma coisa que ela não gostava (estava a arrumar a loica e partia um copo por exemplo), escondia e tremia de medo. Ela não me "batia por sistema" era só quando eu fazia asneiras, mas não conversava primeiro, não perguntava o porquê, batia e o assunto ficava arrumado.
    Não é esta a relação que quero com o meu filho, quero evitar ao máximo bater-lhe, se acontecer acontecerá, mas vou chorar, arrepender-me e querer voltar atrás no tempo. Vai ser um último recurso, e com muito autocontrole e paciência minha, não vou precisar de lá chegar.

    Beijinhos para as 4 e muita paciência JG

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    1. É isso mesmo, Vanessa. Agora sou eu que digo que me revejo muito no seu post! Beijinhos!

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  27. Olá Joana,

    Acompanho o seu blog há algum tempo e Adoro! Sabendo á partida que isto seria algo muito comentado aguardei para ver opinião de outras Mães de primeira viagem ou não que de certo têm muito para contar... Não sabe o que ando a matutar nisto desde que escreveu...e não pude deixar de comentar/partilhar! Tenho um filhote de 2 anos que amo e adoro mas confesso e já lhe bati. Na altura chamei "sacudir-lhe o pó", porque realmente a força aplicada foi nenhuma, mas a ofensa que lhe causou foi muita! A realidade é que em alturas de crise ele entra em modo "mostro" e não ouve! estava literalmente aos berros porque não queria ir para casa, deixei-o rebolar-se na terra tornando-se num "croquete"(todo cheio de areia) até que o levantei "bati-lhe" no rabo de fralda e disse que a mãe já tinha dito que era para ir para casa, e não é que o menino assim meio chocado com a mãe (do género estás aqui?! não te tinha visto..) lá fez o que mandava...desde então já lhe bati algumas vezes (as vezes não é bater...isto soa tão mal...é tocar-lhe no sentido de o fazer prestar atenção ao que estou a dizer!) Na verdade não sei bem a minha posição em relação a bater...certo que não é positivo bater numa criança sem que a mesma entenda que agiu errado e que o fez com conhecimento, e que talvez em relação ao exemplo que deu não seria isso que faria....mas a verdade é que na relação pai/filho cada um faz o melhor que sabe, dentro da educação que teve e daquilo que acha correto...verdade é que se é agressão num casal, num filho para o seu pai mais idoso porque não é quando ao contrario?! dai eu pensar tanto no seu post, e de querer partilhar que apesar e eu ver os dois lados da moeda verdade é que já bati no meu filho...

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  28. Cara Joana, hoje bati pela primeira vez no meu filho de 2 anos. Senti-me péssima, arrependida, exausta. Coloquei no Google "bati no meu bebé de 2 anos" na busca de algo que me fizesse sentir melhor e não uma merda. Dei de frente com este testemunho e obrigada! O seu testemunho fez-me sentir execrável. O que me valeu foram os testemunhos das outras mães. Não concordo com a violência em si, seja ela em que forma for e a quem for. Já percebi há algum tempo que a maternidade é feita de erros. Hoje errei, hoje aprendi. Mas não vou pedir desculpa ao meu menino, prefiro que ele perceba, quando todos os outros recursos estão esgotados, que existem limites AGORA. Também confirmo, através do seu testemunho outra realidade que aprendi desde que sou mãe, julgar os outros é um grande NÃO na minha vida. Não a julgo a si, antes agradeço. O seu testemunho fez-me perceber... Que nada é perfeito,

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