terça-feira, 21 de junho de 2016

Devolvam-me a minha filha!

Não quero pintar um mundo de cor-de-rosa, dizer-vos que tudo corre às mil maravilhas e que a Isabel continua a mesma. Tem sido duro. Um caos, por vezes. Já cheguei a pedir, retoricamente, "devolvam-me a minha filha!". Já cheguei a achar que foi cedo demais, que ela ainda é muito bebé para uma mudança destas na vida dela, que nos precipitámos. Acho que, num momento ou noutro, todas as mães de dois passam por estas questões, mesmo que a resposta depois seja "que disparate" ou "vai tudo correr bem" ou "é só uma fase". Temos de ser fortes e arranjar paciência onde ela, no meio de noites mal dormidas e hormonas mais ao rubro, não abunda. 

A Isabel anda mais embirrenta, mais carente, mais nervosa. Dorme pior. Come pior. Chama muito por mim, com um "a minha mããããe!", que se ouve de certeza no Porto. Nos primeiros dias e na nossa chegada a casa, a normalidade parecia imperar, mas passados uns dias notámos diferença. É normal e até é saudável que ela exteriorize tudo (já eu, consta que fiquei gaga porque nunca manifestei os meus ciúmes e interiorizei tudinho). Custa-me não a conseguir ajudar. Fico cheia de pena dela.

Acho que estamos a fazer tudo para que sofra o menos possível: quando acorda de manhã, às 6h30, sou eu quem lhe vai dar os bons dias, pôr na sanita, vestir, brincar, dar o pequeno-almoço e brincar de novo. Depois a mana acorda para mamar e ficamos ou na sala ou na minha cama as três, ela dá-lhe colinho e festinhas e o pai depois leva-a para a escola (continua a adorar ir à escola e não têm notado diferença nenhuma no comportamento dela por lá, até faz melhor a sesta e tudo). Quando chega da escola, brincamos, tenho tomado banho com ela de chuveiro, que passou a adorar, e depois tentamos jantar todos juntos, mesmo que seja com a Luisinha na mama e que eu coma só umas garfadas. A seguir, sou em quem a deita, depois das histórias, tal como ela pede. Aqui pelo meio, tento que participe em pequenas coisas, como ir buscar a fralda da mana e empolamos a importância dela nestas rotinas. Aqui pelo meio, atira-se bastante para o chão, pede leite e depois já não quer leite (mas tudo em gritos, qual drama queen), chora quando não pode pegar na mana ao colo (por estar a mamar, por exemplo), fica zangada sem que consigamos descortinar o porquê, e por aí fora. Sinto que o tom de voz dela agora é mais em moinha.

Mas uma coisa é certa: ela adora a irmã. E eu, apesar de gostar de saborear todos os momentos e não tendo pressa, já sonho com o dia em que a mana sorria para ela e lhe devolva todo o amor que a Isabel lhe dá. 


Sigam-nos no instagram @aMaeequesabe
E a mim também;) @JoanaPaixaoBras

41 comentários:

  1. Joana

    Os meus mais velhos têm uma diferença de idade quase idêntica (23 meses) e posso dizer, do que me lembro (já lá vão 12 anos,) que 2-3 semanas de convivência com o novo bebe, não é nada.
    As birras vão durar meses (bom, para ser mesmo realista devia dizer pelo menos 12 anos, mas não quero desanima-la). Mas são birras e passam, e depois estão bem, e depois voltam as birras, e depois estão bem, e repete-se por aí a fora o dia todo.
    É mais que normal, e vai ser assim durante muitos anos.
    Acho um enorme exagero todo esse cuidado (aliás até será contraproducente).
    A Isabel tem de perceber que tem uma irmã e que atenção é a dividir por dois, e que vai ser assim a partir de agora e para sempre.
    Custa um pouco no inicio mas ela habitua-se rapidamente (tem sido assim com todas as famílias do mundo).
    Estar a mae sempre a trata-la e a fazer tudo e mais alguma coisa para que não sinta diferença nenhuma, não faz sentido.
    Sou muito sincera: "janto com a bebé na mama, mesmo que só coma uma garfada, para a Isabel não sentir diferença"!!??!! A sério, há diferenças, uma bebe (a irmã) que entrou para a família e a Isabel tem de se adaptar. Faz birra 1 semana, 2, 3, ou 1 mês-2 meses e depois acaba por percber que a irmã está ali e é assim.
    Não exagere. Faça a sua vida de mãe recente como faria normalmente. Ainda são só duas filhas por isso dividindo entre o pai e a mae é possível pelo menos um estar com a Isabel. Não faz sentido a mãe ter de estar sempre lá.
    (é que não é possível manter isso por muito tempo - por isso mais vale iniciar esta nova etapa como ela será sempre - a atenção a partir de agora é dividir por duas, e por isso a Isabel tem de perceber que umas vezes a mãe pode e outras não, mas está o pai e vai dar ao mesmo)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nao concordo nada! Tambem tenho duas, 22 meses de diferença... O dificil aqui é percebermos que o lema não é dividir, mas sim multiplicar... Multiplicar o amor, a atenção, as brincadeiras, os carinhos... A dividir serão elas que terão de aprender mais tarde, quando tiverem de partilhar bem materiais... O resto... O resto multiplica-se!!!!

      Eliminar
    2. Também sou mãe de duas princesas, 22 meses de diferença... E revi-me neste texto! É tão dificil essa fase, mas é mesmo isso, só uma fase... Depois vêm outras, tambem dificeis, mas esta será talvez a pior pois é tambem o nosso impacto com a realidade e com a nova logistica...
      Posso dizer que agora que a minha mais nova tem 1 ano, embora volta e meia lá calhe uma birra ou outra, a minha mais velha (agora com quase 3 anos)cresceu imenso, aprendeu a gerir conflitos com a irmã comportando-se como irmã mais velha, e já se brincam muito as duas... Nunca pensei que a minha mais velha fosse mudar tanto, uma vez que no inicio eram tantas birras e foi tudo tão dificil...
      Vai melhorar Joana... Muita paciencia, e muitas conversas com a Isabel... Faça-a sentir-se especial e importante como irma mais velha (q.b. claro!)... Eles entendem tudo... Pode levar tempo, mas entendem... Boa sorte! :)

      Eliminar
    3. Percebo o seu comentário e concordo com parte. Mas, tendo nós optado por ela continuar a ir para a creche, eu não posso (e não quero) também demitir-me assim do papel de mãe dela nas horas em que estamos em casa. Claro que o pai também entra nesta equação e, principalmente ao fim de semana, é ele que vai passear com ela, às compras, à piscina, etc. É ele que faz muitas das coisas que antes partilhávamos em casa, para que eu possa continuar a ser mãe da Isabel, sendo da Luísa também. Eu queria hipoteticamente, quando estava grávida, continuar a fazer muitas das coisas que fazia antes com a Isabel e tenho conseguido, até porque tenho a sorte de ter uma segunda bebé muito calminha. Continuar a ter tempo para a Isabel, com a irmã na mama ou sem, é para a minha cabeça, a melhor gestão, mas é também aquilo que me faz feliz.
      O que para mim tem sido mais difícil de gerir são as birras. Mas já tive hoje amigas com filhas da mesma idade (e sem irmãos bebés) a dizer-me que as filhas estão iguais, o que de certa forma me "tranquilizou".
      Beijinhos a todas! E obrigada pelos conselhos também.

      (Ah e a parte das garfadas com a Luísa na mama: não foi isso que eu disse. Nesse caso não é para a Isabel não sentir a diferença. É para eu tentar jantar mesmo. Nesse caso, a "culpada" é a Luísa, que se atesta bem a essa hora antes de ir dormir e chega a estar uma hora e tal na mama).

      Eliminar
    4. Ola Joana
      Era mesmo isso que ia dizer, isso parece muito mais um problema da idade, diz que as grandes birras são dos 2 aos 4 anos.
      Os meus filhos tem uma diferença um pouco maior, e eu passei uma gravidez bem complicada, depois quando a irmã nasceu a adaptação até foi bastante rápida. Embora nos primeiros tempos faça mesmo o nosso coração ficar apertadinho.
      Hoje brigam, choram, fazem queixinhas, dão abraços e muitos beijinhos em suma adoram-se
      e ao fim de 2 anos ( ele 5 ela 2 ) já não vivem um sem o outro.
      Por isso, é só descontrair e fazer o que pensa que está certo, POIS É DE CERTEZA O MELHOR A FAZER :D
      Vai tudo correr bem!!

      Eliminar
    5. Joana desculpe mas vou responder ao anónimo das 9:19 (o comentário inicial à meu).
      Eu não mencionei que tínhamos de dividir o amor. Quanto ao amor esse multiplica ( no meu caso quadruplicou ou até mais - tenho 4)mas o tempo e a atenção tem de ser dividida ( o dia continua a ter 24horas, mas agora as 24h têm de ser a dividir pela duas).
      Não quer dizer que dar menos tempo de atenção diminua os mimos e os cuidados com eles, aliás nós (mães) aprendemos a gerir tão bem o tempo, que fazemos o mesmo em menos tempo (i.e., damos a mesma quantidade de atenção, fazemos tudo o que pedem, mas em muito menos tempo).
      O que eu me referia é que acho melhor a criança perceber desde logo que há uma mudança na rotina da família. Agora há mais alguém que também precisa da mãe, e vai ser assim para sempre.
      Já passei por isto 3 vezes e em todas as reacções foram diferentes, mas a nossa forma de agir foi sempre a mesma. No inicio custa (toda a gente pensa - no que é que me fui meter) mas rapidamente tudo entra nos eixos
      E sim Joana, é preciso uma dose extra (gigante) de paciência para aturar as birras. Mas passa. E depois vêm outras birras e outras coisas.
      A Joana sempre me pareceu muito calma (do que mostra aqui no blog), por isso se se mantiver assim vai de certeza correr tudo bem.
      bjn e boa sorte

      Eliminar
  2. Não stresses muito com isso... Ela está a entrar na fase da birra. É normal, é uma fase horrível em que nos questionamos de tudo mas é natural eles quererem testar todas as barreiras possíveis e imaginárias...
    Para juntar a essa fase existe a Luísa que não te permite dares-lhe toda a atenção do mundo, sem dúvida que isso deve intensificar a birra, mas acredita que a iria fazer com ou sem mana...
    Por isso tenta relaxar, ela volta ;) o meu voltou (mais tarde do que o normal, segundo dizem, mas voltou). Por isso a Isabel não será diferente ;-)
    Coragem!

    ResponderEliminar
  3. Parece-me tudo normal..... Tu és uma mãe muitoooo dedicada, e isso é optimo, mas claro que a Isabel sente mais as coisas, e não quer dividir a mãe. Eu não tenho a experiencia de dois, mas tenho quase a certeza que depois dessa fase vem uma espetacular, em que a Luísa já brinca com a Isabel e ambas vão até descartar-te um bocado eheheh :)

    ResponderEliminar
  4. Acredito que o cansaço seja muito, e que as dúvidas e a irritação se acumulem. Mas é uma fase. Daqui a umas semanas tudo é passado. E o que nos pode deixar felizes nessas situações, é que damos o nosso melhor, apesar de todas as limitações. E o nosso melhor não é perfeição, é autenticidade, aquilo que somos, como somos.

    ResponderEliminar
  5. Joana, temos filhos com as mesmas idades e diferenças, o meu filho mais velho é de dezembro de 2013 e o mais novo de Maio deste ano. Tudo se gere. Claro que tento estar com o mais velho ao máximo, mas concordo com o primeiro comentário, acho que estás a exagerar nos cuidados. A Isabelinha não pode viver numa bolha, tem de aceitar a realidade que já não é mais a rainha da casa, existe uma irmã que vai ser a melhor amiga dela e com quem vai sempre partilhar a mãe e o pai. É mais difícil para nós do que para eles. Até o meu bebe nascer eu tinha pesadelos a pensar como iria ser tudo, mas depois ele chegou e é tudo tão "simples"... Não é saudável para vocês viveres em stress constante, preocupada com o que a Isabel vai pensar ou sentir em relação às novas rotinas.
    Tudo se consegue!
    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada! Mas calma, eu não estou em stress constante! Hehe tenho momentos! Acho que os teria com ou sem Luísa. :)
      Beijinhos

      Eliminar
  6. Querida Joana...
    A minha Matilde tem 2 anos feitos em Abril.. e está a passar a fazer da negação, da birra, do excesso de mimo, da independência... e quando leio a tua descrição, consigo encaixar quase tudo na minha Matilde... só falta uma mana pequenina. :)
    Isto para te dizer que além da mana, a Isabel poderá estar a passar pela mesma fase "menos boa" que a Matilde... e tudo junto, "desarruma" qualquer cabeça.
    Minha querida Joana, muita força, muita paciência e acima de tudo, muitas felicidades para a vossa família...
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  7. Joana, quando diz que tenta estar presente nas rotinas onde "fica" o pai? Com a Luisinha? Será que essa mudança não terá também influência? Lembro-me de referir que havia muitas coisas que faziam à vez... Numa tentativa de não a fazer sentir a falta da mãe e de não sentir ciumes, acabamos por ser nós, mesmo sem nos apercebermos, a trocar as rotinas... É importante para uma criança sentir segurança nas rotinas e não uma presença de compensação constante!beijinhos e Continuação de uns dias felizes

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O pai fica de manhã a dormir mais uma hora com a Luísa, por exemplo (até porque tem kms pela frente e trabalho e anda a dormir mal e porcamente também). Depois, quando chega do trabalho, brinca com a isabel, passeiam na rua se eu estiver a dar mama, muitas vezes faz o jantar, da-lhe o jantar (quando a menina não quer comer sozinha lol). Ele não desapareceu. Mas eu é que faço questão de continuar a fazer muitas das coisas que fazia antes (e consigo felizmente por ter uma bebé calminha e dorminhoca). Não sinto que a esteja a compensar! Estou é a (tentar) continuar a ser mãe dela, uma mãe presente [até porque optámos por que ela continuasse sempre a ir à creche].
      Sinto é uma mudança enorme nela, mas talvez tudo também coincida com os terríveis dois anos (amigas que já hoje me vieram dizer que as filhas estão iguais, mas sem filhos mais novos).
      É ter paciência. :) beijinhos e obrigada pela preocupação

      Eliminar
    2. A princesinha está a "ficar rebelde"😄 anime-se, as "birras" das adolescência serão piores!😉 uma boa dose de paciência e uma noite bem dormida fazem milagres... Eu, por exemplo, se tiver uma má noite, basta um gesto de contrariedade dela que já vejo como uma boa birra 😉😄😄 aproveite a calma da Luisinha para descansar durante o dia! Felicidades

      Eliminar
  8. Nunca costumo comentar mas....Tenho uma filha de 8anos e tenho um baby de 4 meses...ao início foi muito complicado a Rita estava habituada a ser a rainha da casa e não ter que partilhar atenção com ninguém...E ainda por cima o meu marido passa a vida no estrangeiro e ela ficava sempre comigo com todos os mimos. As birras inicialmente foram muitas,agora apazigou mas ainda as faz, principalmente quando eu estou a dar de mamar! Todos os cuidados que está a ter eu também tento ter!mas a hora de mamar e sagrada quarto sem stress só eu e o pequeno Tomás!Não a certos nem errados quando se faz de coração!!!Amor e paciência são os ingredientes essenciais!

    ResponderEliminar
  9. Vieram-me as lágrimas aos olhos na ultima parte... passei por tudo isso, embora a minha mais velha tivesse 4 anos quando a irmã nasceu.
    Entrei em depressão pós parto pois queria a frustração de não conseguir dar a atenção à mais velha como queria apoderou-se de mim!
    Sofri muito, mas hoje, passados 7 meses posso dizer como toda a gente lhe diz: é só uma fase.
    Finalmente a mais pequenina retribui já todo o amor que a mais velha lhe dá. Adoram-se... parecem almas gémeas. Quando uma chora a outra chora também, quando uma sorri a outra sorri também! já dormem juntas e são tão felizes! E nós pais, mais felizes não poderíamos estar!

    ResponderEliminar
  10. As minhas filhas mais velhas têm exactamente a mesma diferença de idade. Por acaso no nosso caso o pior foram os 2 últimos meses de gravidez e não a chegada da bebé. Acho lindamente que incluam a Isabel em tudo e lhe dêem atenção mas concordo com quem comentou acima: não vale a pensa tentar reproduzir a vida a 3. Agora são 4 e vai ser assim de agora em diante. De vez em quando a Isabel vai ter de esperar e de vez em quando é a Luísa a ficar à espera. É esse o novo normal. Também é preciso ver que aos 2 anos começam as birras por isso se não fosse a chegada da irmã era outra coisa qualquer.

    ResponderEliminar
  11. Olá Joana, que difíceis (e ao mesmo tempo que bons) que são estes primeiros tempos a quatro, não é? O meu filho mais velho tinha mais um ano de diferença da irmã do que a Isabel, e também sentimos que, durante uns tempos, estávamos todos meio "baratas tontas" e com os nervos à flor da pele. Eu acho que demora algum tempo até nos habituarmos à nova dinâmica da estrutura familiar. De um dia para o outro as rotinas mudam, e o papel de cada um também. E depois somos demasiado exigentes connosco próprias, porque não queremos que o filho mais velho se sinta posto de parte, e talvez nos esforcemos demais para que tudo seja igual ao que era, de uma forma que não é natural. Eu acho que é tão normal isso acontecer... há mesmo uma certa desorientação nos primeiros tempos que, com o tempo, vai acalmando. Aos poucos cada um encontra a sua nova posição, os protagonismos são divididos de uma forma mais espontânea e sem culpas. Acho que o truque é tentar não esperar nem exigir demasiado de ninguém, a começar por nós ;) Beijinhos!

    ResponderEliminar
  12. Concordo com o primeiro comentário. No meu caso, qd a segunda nasceu o pai "ficava" com a mais velha, eu com a mais nova. Não lhe dava toda a atenção, mas explicava-lhe que agora "temos a mana". Birras algumas, mais qd a irmã se começou a mexer do que qd era recém nascida. Trate com normalidade, vai passar.

    ResponderEliminar
  13. Ai mãe o que será de mim...tenho uma Matilde com quase 4 anos e estou grávida de gémeas...ainda estou de 5 meses mas as diferenças cá em casa ja são muitas...as birras já estão mais intensas já se começou a falar como bebé...mas no fundo o pior está para vir...e o melhor também... ;)
    Ela "dá " todos os dias um beijinho em cada mana e despede se delas quando vai para a escola... é o amor de manas a falar
    Quando nascerem apesar de ser bastante difícil conciliar quero fazer como a Joana tentar fazer coisas com ela, sem esquecer as manas, mas também sem deixar de apoia-la nesta fase que é difícil para ela....a mãe era só dela e agora de repente tem de dividir com mais duas...vai acostumar-se, vai doer a todos mas o importante é que passa....e eu também me vou passar ahahahah força Joana <3

    ResponderEliminar
  14. Bem fico meio aliviada de ler este texto...afinal não sou a única, ainda ontem comentava com o meu marido depois de os miúdos adormecerem e com a cabeça a latejar das birras da mais velha, só gostava de ir a casa de alguém como a nossa e confirmar que é normal que não é só a nossa que parece uma casa de gente doida!nestes 9 meses do mais novo ela já esteve terrível, já melhorou...piorou..e melhorou e já me convenci que vai ser sempre assim.Mas ficamos numa insegurança tão grande será que estamos a fazer as coisas bem, será que ela vai odiar o irmão, será que o irmão me vai odiar porque as vezes ela consome tanto da minha atenção que coitadito nem consigo brincar com ele em condições...enfim depois lá vêm aqueles 5 min de cumplicidade entre eles que fazem com que tudo faça sentido e acalma o nosso coração...e arrematamos o assunto nesse dia com um ok é só uma fase amanhã vai ser melhor.
    Paciência Joana vai tudo ficar bem :)

    ResponderEliminar
  15. Já levo dois meses dessa mesma realidade. O meu filho mais velho tem 3 anos e também se ressentiu do nascimento da irmã (algumas birras para chamar a atenção). Durante o primeiro mês quis chegar a todo o lado e, por isso, vivi num stress constante. Posso dizer que esse meu estado nervoso comprometeu seriamente a minha produção de leite e, consequentemente, toda a amamentação. Por isso, digo-lhe, muita calma. Com o tempo, tudo melhora e os mais velhos começam a encarar tudo com mais naturalidade. Por cá, já vemos melhorias....

    Filipa

    ResponderEliminar
  16. Joana, a minha acordava a noite a dizer a mãe é minha. Foi duro, sofri por ela e com ela mas um ano passado não tenho dúvidas que ela ganhou tanto mas tanto com o irmão :) enche-me as medidas vê-los juntos. Vai passar é o que ficará será tão mas tão bom :)

    ResponderEliminar
  17. Os meus rapazes têm 24 meses de diferença e felizmente cá por casa a adaptação ao bebé foi muito fácil. Houve uma ou outra situação de ciuminho, como pedir para brincar com ele quando estava a dar de mamar ou pedir para ser eu a deita-lo. De resto fui sempre alternando com o pai o banho e o deitar/historia e fomos conseguindo. Foi muito bom quando o pai ficou no mês de licença e eu ia levá-lo à escola, íamos de autocarro, depois metro, ele adorava e claro tinha muito mimo extra! Vão com calma que os miúdos adaptam-se bem às circunstâncias! É uma fase maravilhosa e é fantástico ver a interaccao deles! O meu bebé adora observar e rir para o mano, é uma delícia! Muitas felicidades!

    ResponderEliminar
  18. Joana,poderia ter sido eu a escrever isto há 1mes atrás,soubesse eu expressar-me tão bem :)
    O bebé tem 2meses,o mais velho 2anos e meio.
    Quando o irmão veio pra casa (e já 1bocadinho ainda na gravidez),ele foram birras nunca antes vistas,ele foi acordar à noite e levantar-se uma data de vezes,ele foi xixis e cocós nas cuecas,ele foi uma excitação tal que até falava a gritar!! Quantas vezes pensei "Mas o que é que fomos fazer,era tudo tão simples,parece outra criança!!"
    Para agravar a culpa,sempre a culpa. Porque não chegava a tudo,multiplicar é bonito na teoria,mas a verdade é que só temos 2bracos e as maminhas não se dão ao pai,nem as horas se esticam.
    Falei comigo mesma,percebi que agora era mesmo assim é que quanto mais me ansiava mais isso se reflectia nos dois pequenitos e além disso é pai é tão importante pra eles como eu e o amor do pai aconchega tanto como o da mãe (ou deve)!
    Agora já é tudo tão mais simples,uns dias com muitas birras,outros numa paz de céu,outros assim assim! Mas sempre melhores do que antes porque agora temos o mano e o carinho que o mais velho de dedica é tão bom! Nunca lhe deu uma palmada,um apertão,tao cuidadoso porque nós avisamos que ele é pequenino,temos de ter cuidado para não o magoar ;)

    ResponderEliminar
  19. Eu costumo explicar este comportamento assim.
    O teu marido é so teu, certo????
    Se outra mulher entrasse ai em casa e tivesses de o partilhar como te sentias? ???
    Imagina isto na cabeça de uma criança! !!!

    ResponderEliminar
  20. Ainda bem que sou filha única! E não me choca nada a ideia de ter só um filho e não lhe dar irmãos :)

    ResponderEliminar
  21. Joana vê o post que a Sara Carbonero fez relativamente ao mesmo tema... acho que foi ontem. :)

    ResponderEliminar
  22. Eu tenho uma menina de 2 anos e em breve mais uma menina e este texto não me assusta nada. Espero que na hora H continue tão confiante. :) Concordo com a Joana em praticamente tudo, também eu vou tentar dar a mesma atenção à minha filha mais velha que tenho dado mas fazendo-a perceber, sempre, que existe outra menina na nossa vida e que isso será maravilhoso para ela. Felizmente a Lara entusiasma-se muito facilmente (espero que seja sempre uma coisa positiva na sua vida) e nós temos feito um grande filme à volta do bebé, sublinhando sempre que é algo maravilhoso ter uma irmã. Até agora tem resultado bem. Também acredito que o amor se multiplica, o amor entre todos, e que mais do que retirar-lhe alguma atenção dos pais, a bebé vai ser sobretudo mais uma fonte de amor também para a Lara. Se calhar sou eu a romantizar demasiado as coisas mas a única coisa que consigo imaginar é que as irmãs serão, mais cedo ou mais tarde, mais importantes na vida uma da outra do que os próprios pais. Convições de uma filha única que sempre desejou muito um irmão.

    ResponderEliminar
  23. Olá!
    Os meus filhotes também tem 22 meses de diferença e foi muito complicado o primeiro mês! O mais velho sentiu muito, praticamente não olhava para mim e como não falava ainda nada de jeito era muito complicado percebe-lo! Mas faz parte do processo de ter um mano!! Estranha-se e depois entranha-se :) agora, passados dois anos, já não faz nada sem o mano! Os ciúmes são normais, manifestam-se muitas vezes mas... Fazem parte!!
    Com calma e tranquilidade tudo se faz!!
    Um beijinho

    ResponderEliminar
  24. Joana 300% ctg! Aqui,passado um mês continuamos na mesma! Sabia que não ia ser fácil mas ver algumas atitudes da mais velha parte-me o coração... melhores dias virão!!

    ResponderEliminar
  25. Os meus filhos têm 25 meses de diferença e nunca senti ciumes no mais velho em relação ao mais novo, nem houve qualquer mudança no comportamento dele, birras, nada... Pelos vistos fui uma sortuda. Correu tudo muito bem nesse aspecto.
    Já hoje, tenho outros problemas. O mais novo está quase a fazer 3 anos, e é este o ciumento lá da casa. Faz cenas enormes, quando brinco com o mais velho está o tempo todo a reclamar e rezingar e gritar e puxar por mim... às vezes é mesmo MESMO difícil lidar com ele. Tento por tudo integrá-la nas brincadeiras, mas não gosta mesmo nada de me partilhar com o irmão...
    Enfim, haja paciência e firmeza e muito amor... e um dia tudo há-de ser mais fácil... Espero eu...

    ResponderEliminar
  26. Força joana 😊 💗 as tuas meninas sao adoráveis 😃

    ResponderEliminar
  27. Revi-me em cada parágrafo! Sou mãe de dois meninos um com 18 dias outro com 4anos. Não se trata de ser tarde ou cedo, a verdade é que por mais que se faça (e a verdade é que fazemos muito e só assim o pai e eu nos sentimos felizes) o meu filho mais velho sente o seu lugar em risco e questiona constantemente o amor que temos por ele. As birras sem razão, o choro fácil abalam e muito a nossa paciência...

    ResponderEliminar
  28. Obrigada Joana pela partilha.... sinto tudo aquilo que descreves neste texto.... tenho uma bebé de 7 meses e um filho com 3 anos e penso imensas vezes que se calhar nos precipitámos quando resolvemos ter outro bebé tão cedo... sempre quisémos ter mais do que um filho e que a diferença de idades fosse pequena. Mas hoje em dia quando vejo o meu filho num turbilhão de emoções fico com o coração pequenino pequenino ... São birras de manhã à noite todos os dias por mais que nos desdobremos .... Depoislá há um dia em que ele nos surpreende e tudo parece harmonioso.... :) Enfim, espero, mesmo, que seja só uma fase! E que um dia ele consiga gerir isto tudo da melhor forma. Beijinhos e força!

    ResponderEliminar
  29. Olá Joana, tenho 2 filhos, uma princesa de 4 anos e um príncipe de 9 meses. Essa expressão "devolvam a minha filha" é tão minha!!!!Por aqui notou-se logo na gravidez... A minha filha esteve comigo e com a minha mãe alguns bocados até aos 3 anos e meio. Foi maravilhoso!!Uma menina meiga, calma, um doce!! Quando engravidei e porque tive uns problemas tive que alterar certas coisas com ela. Logo aí comecei a notar.. E como ia para a escola dia 1 de Setembro pela primeira vez, comecei a insistir mais no comer sozinha, vestir sozinha, ir ao wc sozinha.. Começou a guerra! Dia 1 de Setembro foi para a escola, não foi muito mau, fazia uma birrita de manha mas ficava bem.. O mano nasceu a 23 de Setembro (sei que foi mt perto do inicio da escola e bla bla bla! Mas calhou assim, e 3 anos para mim era o limite de ficar comigo, pois já precisava de outros estímulos). O mano nasceu, ela andava apaixonada! Mas então tive alguns problemas no pós parto, 2 semanas depois de ele nascer ficou internado (por causa de ela andar na fase de andar sempre doente com o inicio da escola), depois viemos para casa e andávamos com o máximo de cuidado para ela andar longe dele (péssimo pois ela queria andar sempre em cima dele, coitadinha..) depois ele começou com problemas na amamentação!! Uffffaaaaaaa!!!!Só chatices!!!! Ela acordava com birras e deitava se com birras!!!!!!!deixou de comer!!! Foi horrível!!!!!!!!O problema é que ela tava a tentar encaixar se na nova vida..e nós também! Não foi fácil, não é fácil ainda, fizemos muitas coisas mal, tentamos tudo...Está melhor agora...Mas a minha menina...devolvam-me a minha filha!!!!!! Calma..Ta a fazer o melhor que pode, eles sentem muito a chegada dos manos.. E nós também!!

    ResponderEliminar
  30. Olá Joana, tenho 2 filhos, uma princesa de 4 anos e um príncipe de 9 meses. Essa expressão "devolvam a minha filha" é tão minha!!!!Por aqui notou-se logo na gravidez... A minha filha esteve comigo e com a minha mãe alguns bocados até aos 3 anos e meio. Foi maravilhoso!!Uma menina meiga, calma, um doce!! Quando engravidei e porque tive uns problemas tive que alterar certas coisas com ela. Logo aí comecei a notar.. E como ia para a escola dia 1 de Setembro pela primeira vez, comecei a insistir mais no comer sozinha, vestir sozinha, ir ao wc sozinha.. Começou a guerra! Dia 1 de Setembro foi para a escola, não foi muito mau, fazia uma birrita de manha mas ficava bem.. O mano nasceu a 23 de Setembro (sei que foi mt perto do inicio da escola e bla bla bla! Mas calhou assim, e 3 anos para mim era o limite de ficar comigo, pois já precisava de outros estímulos). O mano nasceu, ela andava apaixonada! Mas então tive alguns problemas no pós parto, 2 semanas depois de ele nascer ficou internado (por causa de ela andar na fase de andar sempre doente com o inicio da escola), depois viemos para casa e andávamos com o máximo de cuidado para ela andar longe dele (péssimo pois ela queria andar sempre em cima dele, coitadinha..) depois ele começou com problemas na amamentação!! Uffffaaaaaaa!!!!Só chatices!!!! Ela acordava com birras e deitava se com birras!!!!!!!deixou de comer!!! Foi horrível!!!!!!!!O problema é que ela tava a tentar encaixar se na nova vida..e nós também! Não foi fácil, não é fácil ainda, fizemos muitas coisas mal, tentamos tudo...Está melhor agora...Mas a minha menina...devolvam-me a minha filha!!!!!! Calma..Ta a fazer o melhor que pode, eles sentem muito a chegada dos manos.. E nós também!!

    ResponderEliminar
  31. Estou grávida de 27 semanas e tenho a Alice com quase 16 meses, quando o Lourenço nascer eles terão cerca de 20/21 meses de diferença e assusta-me esta mudança de comportamento da mais velha... vamos ver, espero conseguir "não dar em doida" eheheh
    Boa sorte e melhores dias virão!
    Uma beijoca! ��

    ResponderEliminar
  32. A Luísa foi o melhor presente que podias ter dado à Isabel. Boa sorte para as novas rotinas, o teu maravilhoso instinto de mãe vai ajudar-te 😊 Beijinhos

    ResponderEliminar
  33. Olá,

    Os meus têm 4 anos de diferença e foi igual!! É normal que uma criança sinta ciúmes ou necessidade de mais atenção quando aparece um irmão! E concordo com a forma como se tem esforçado para manter as rotinas que tinham!! Dizem-me muitas vezes: quem precisa de mais atenção é o mais velho, porque o mais pequeno não sente tanto. Por isso, muitos miminhos extra, porque mesmo com 4 anos ainda são uns bebés!!

    ResponderEliminar