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domingo, 17 de setembro de 2017

Não fazia uma festa de aniversário há 10 anos.

A sério. Ou 9, vá. 

Convenci-me a mim mesma que era porque não gostava de festas de aniversário mas foi porque, até agora, passei por uma fase (grandota, irra) em que o tempo estava sempre enublado com alguns períodos de sol (demasiadas previsões do tempo na rádio). Agora que tempo está sempre solarengo (o quanto odeio esta palavra...), mesmo quando chove, troveja ou me queiram cortar um pezinho, estão a voltar a mim as coisas que gosto de fazer. 

E eu gosto de fazer festas de aniversário.

Convidei os meus amigos mais próximos, aqueles mesmo mesmo mesmo mesmo e acabou por ser um grupinho muito pequenino (já não estamos nos 20 em que se convida a malta toda, acho eu), mas impecável.


Um grande obrigada a esta malta toda que me atura desde... os meus 16 anos - como a Rita. Ou desde o 6A como o Miguel, ou desde o 12º ano e todos os dias como se fossemos namoradas como a Susana, ou como a Joana Paixão Brás que fizemos um filho ou como a Ana que sou eu, mas a vestir-se em beta e ainda a morar na linha.

Esta festa de aniversário serviu para me mostrar que ao longo da minha vida fui construindo outra família. Família de pessoas que genuinamente gosta de mim por aquilo que sou (toda a gente ali me conhece sem merdas) e que escolhe continuar na minha vida.

Se há tanta gente que eu adoro e que admiro a gostar de mim é porque eu sou do caraças. Dizem que o nosso valor (vá, discutível) é uma média entre os nossos 5 amigos mais próximos e, se assim for, eu sou mesmo do cacete (como diz outra alma que me ilumina e que só pode ir lá ter mais tarde mas que tem sido a melhor prenda que este ano me deu).

A vida é tudo ao mesmo tempo e nós somos tudo o que fazemos, sentimos, respiramos, as pessoas que temos ou que nos têm...

Não fazia uma festa de aniversário há 10 anos. Andei perdida.

Já cá estou.

Adivinham-se uns 30, lá está: do cacete.

Obrigada também a vocês por fazerem parte disto. Por lerem a minha cabeça tão nua e por tanto amor que me passam.




Tenho 31 anos e sinto que isto só agora começou. Como diz a Fanny: "roda no ar".

Sim, acabei este post citando Fanny.


Vestido (meu favorito): Mahrla



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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Algo que me ajudou muito quando a Irene foi para a escola.

A Irene foi para a escola - sortuda - pela primeira vez aos dois anos e meio. Já era "tão crescida" que conseguimos explicar o que ia acontecer e até esteve uma semana a gostar de ir. Depois percebeu que, mesmo quando não queria que iria e as coisas complicaram-se. 

Na altura fantasiei com uma espécie de Bipper (lembram-se?) com o qual ela me poderia enviar um boneco e eu responder com outro ou algo do género. Fica para alguma de vocês - mães empreendedoras a nadar em dinheiro - seguir com isso. Como acho que ainda não há, inventei um smile na mão dela a esferográfica e um smile na minha. Disse-lhe: sempre que precisares de miminho tens aqui o smile que te lembra da mamã e do papá que estão a penar em ti, sempre. Funcionou para mim também. Ao longo do dia lembrava-me que ela poderia ver a mão e sentir-se acarinhada. 

Pensei em tatuar o smile na minha mão e tudo, pelo significado que tem para mim e que teve para ela, mas fui aconselhada a não tatuar a mão pela tinta não aguentar "em ordem" muito tempo. 

Este ano, no primeiro fim-de-semana em que foi para o pai levou uma pulseira especial. Tanto ela como eu temos no pulso uma pulseira muito simples - foi ela a escolher no site - com uma borboleta (engraçado o significado, já que falamos de um afastamento natural do crescimento dela e meu). Disse-lhe o mesmo: vais estar muito feliz com o pai e com os avós, sempre que olhares para a pulseira, a mamã estará a pensar em ti e, se calhar, a olhar para a dela. 


Deve haver outros sistemas giros, vocês podem ou já devem ter criado o vosso, mas gosto muito destes dois. Eu tenho, porém, a tendência de tornar físicos os meus sentimentos com piercings e tatuagens e colares e...  Não sei como será convosco.

Sei que a Irene gosta. E que, pelo menos, o momento em que o fazemos é especial. Se depois funciona, não sei. Mas, por exemplo, com os smiles era já ela a pedir que os fizesse de manhã.


Só quero que ela saiba e sinta que a amo mais do que tudo no mundo. A minha missão é que ela tenha uma grande fasquia do que é ser amada para saber o que é bom para ela e o que é mau.

Fotografia: The Love Project 
Pulseira: Portugal Jewels
Smartwatch: Fóssil 


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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

8 Coisas Inesquecíveis

Ah que isto me soube pela vida. Até à minha amiga Susana que, pelo que viu no telemóvel, o stress dela desceu ao ponto de até se esquecer de ver o stress no telemóvel outra vez - há um sistema de medir isso e outras coisas nalguns telemóveis com o dedo e tal. 

Até a minha rosácea foi recuando aos poucos, com calma, fazendo com que eu voltasse a parecer os 16 anos que tenho. Isto sim, foram umas férias como deve ser, mesmo com filha. Se levar a Tia Susana  fez com que não me tivesse de esmifrar 65% das vezes na piscina nem que tivesse de ser eu a contar 34878423 histórias de baratas porque a Irene teve esse apetite? Yup. Mas não foi só a companhia que fez destas férias das melhores de sempre. 

Eis o que fizémos de inesquecível no Vila Galé Clube de Campo e em Beja (se escrever Braga lá mais para a frente ignorem que tenho uma pequena disléxai - de propósito que sou muito divertida): 


Dar "o comer" aos animais

Não há melhor do que ouvir esta expressão. Vem normalmente de alguém que gosta de dar "o comer" aos outros. No próprio Clube de Campo tínhamos uma quinta pedagógica onde a Irene pôde dar pêras Rocha (da herdade) aos animais e também algumas folhagens à socapa. Imaginam o que é terem uma quinta ali à mão para irem sempre que vos apetecer com os miúdos? Nestas fotos que vêem foi ali "um bocadinho" antes do jantar. Que privilégio. 







Vá, já espeto isto num grupo de amamentação no facebook (esse mesmo), mas vocês levam com esta fotografia na mesma que está adorável.


Passear e tirar fotografias do camandro ao pôr-do-sol 



Parecem fotografias de gente profissional, apesar de a Susana ter tanto jeito para a fotografia como eu tenho para fazer embrulhos de embalagens não rectangulares.

Manhãs passadas no Jacuzzi a intimidar pessoas com este olhar da Irene para ficarmos à vontade. 


Adoro esta "Who farted?" face.


Tirar fotografias do camandro ao pôr do sol mas em cenários que davam para a capa da Pais e Filhos 



Isto se ela não estivesse a usar 85% de roupa de hipermercados ou equivalente. 

Escusado será dizer que renovei os wallpapers todos aqui da menina...


 Segundo consta, fui jantar "ao melhor restaurante da minha cidade". 

Apaixonámo-nos por esta Vovó Joaquina. Foi o Google quem sugeriu, a Susana e eu achámos que era instagram friendly, vimos que tinha comida para mim (sou muito esquisita, tenho um paladar alargado ao nível do de um puto americano) e fomos. Além da decoração ter sido no ponto (fez-me lembrar um pouco o Fábulas no Chiado), a simpatia dos empregados deu-me quase vontade de pedir o número de telefone a um ahah. Além disso, a comida estava maravilhosa, a carne estava bem selada e tenra, tudo optimamente bem temperado e pensado ao nível das texturas também. Uma boa forma de servir comida portuguesa, regional, sem reinventar ao ponto de parecer totó, mas tratando-a com carinho e amor - mais ou menos o que o empregado me sugeria ahah. Recomendo vivamente. Ah! Deu Doors. 







Bem em frente à Vovó havia esta casa criativa tão bonita, cheia de Origamis ou de filhotes da não-queimada.




Depois voltei para o restaurante que estava com medo que a Irene marchasse o pão quentinho todo. Raio da miúda.




Passeámos de Jipe com o Rúben 


Inscrevemo-nos no balcão da Emotion lá no Vila Galé Clube de Campo e como não havia bom tempo para vôos de balão (yyyyyuuuppppp), contentámo-nos (e bem) com uma viagem de Jipe com o Rúben. Um bom moço que nos presenteou com imenso conhecimento sobre as aves dali e outros animais, além de umas pêras acabadas de apanhar. 

Ora, sobre aves: 

Há a Poupa que é muito bonita mas que todo o ninho dela é feito com cocó. Até há a expressão "poupa, poupa, mas o ninho é feito de merda". São muito bonitas, apesar de porquinhas - que é o que penso de algumas miúdas com 20 anos que por aí andam (ressabiamento puro haha). 

Há outro pássaro que, quando quer impressionar, faz uma dança esquisita, arranca penas do peito e as lança no ar tipo "make it rain". Acho que elas ficam doidas e depois é ir aviando o aviário todo. 

Sobre cavalos: 

Eles têm um garanhão que se chama Ruby da Broa que passa alguns meses de fomeca de amor à séria. Depois possuem várias fêmeas que já não sabem o que hão de fazer mais à sua vida. Quando o garanhão chega ao grupo está todo peitinho para fora e cheio de saúde, mas quando volta está esmifradinho, magrinho e a ter que repousar. Como um stripper malandro numa despedida de solteira de uma cinquentona (não sei o que quero dizer com isto). 

Fomos à capela pelo que se poderão casar por lá se acreditarem no amor e na "igreja". É gira e fresca - comentário mais extenso possível haha. 

O Rúben disse imensa coisa, mas o resto não teve tanta piada. Rúben, foste o funcionário destacado no questionário do hotel. Espero que pingue qualquer coisa. 








A Irene andou no Colombo em Beja.

É o nome do burrito querido que fez com que a Irene sorrisse desta forma. Inscrevi-me no balcão da Emotion também (fica logo na recepção, para quem for). 






Tivémos tempo para ter tempo.

Ler a apanhar um solzinho, ali enquanto não chegam as sopas ou enquanto se seca da piscina. Tão simples. Só ler. Levei os livros que a Irene escolheu no site da Maria Minho, todos portugueses e confesso que me entusiasmo com capas (além do conteúdo) e a maior parte é lindíssima. 




Ela estava a fotografar a Susana que nos estava a fotografar. 
Não me lembrei da útima vez que me sentei com ela no chão só porque sim, para estar ali um bocadinho à sombra. Viva Alentejo. 


Houve ainda mais coisas boas destas férias em Beja que vos irei contando. Estas foram aquelas que vocês poderão repetir, tranquilamente, a menos de duas horas de Lisboa (por exemplo) e, por isso, mesmo que já tenham queimado as férias todas, têm sempre os fins-de-semana. É Beja, vai estar calor até Dezembro ;) 




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terça-feira, 29 de agosto de 2017

As primeiras férias só com a mãe.

Chegámos ontem. São as primeiras férias desde que o pai da Irene e eu deixámos de estar juntos. Tive a ideia de convidar a minha melhor amiga Susana para vir connosco, ela é a "Tia Susana" e nós somos "o clube das amigas". Um dia mostro-vos o nosso sinal tribal. 

Fiz a minha primeira viagem devagar - vinha à conversa. Não olhei para que horas eram e não estava tão importada assim se ela faria sesta ou não. "Férias são férias", descubro eu o que isso quer dizer. 

Chegámos ao Vila Galé Clube de Campo em Beja. Toda a gente nos disse que era indicado para crianças por ter piscinas, quinta pedagógica, parque infantil, muito sítio para eles correrem e cá estaremos até quinta. As três no mesmo quarto, o clube das amigas. 

Estou deslumbrada e a ver tudo em câmera lenta. A Irene está e parece feliz e melhor do que isso só se eu já coubesse num 36.

Agora já me ensinaram como se senta num baloiço sem parecer que a seguir vou pegar num Luís Simões - são uns camiões que estou sempre a ver na auto-estrada. 

Não há onde secar os bichos, improvisamos. Férias é isto: descomplicar. 

Aproveitar a melhor amiga para me libertar de algumas tarefas. 

Já mandei vir um da net lá para casa, espero que se adapte bem a um T2. 

2 minutos antes de uma grande birra. 

Com a grande birra a acontecer, mas também a acontecer um grande gémeo. 

Costumamos gritar "a mãe vai para o chão", por causa de uma brincadeira no verão do ano passado. 

A fotografia que fala amor. 

Uma enorme vaca que por cá anda. 

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

As birras da Irene

A Irene faz birras. São sempre razoáveis. A Irene tem três anos. 
As birras da Irene são porque quer algo e não consegue ou não tem ou não dá. 
As birras da Irene são adoráveis porque é a maneira infantil e bonita que tem de dizer que quer muito, ao ponto de (ainda) não se conseguir controlar.
A Irene tem 3 anos, a Irene não se censura. 
Irene tem sono, a Irene tem vontade de comer, a Irene fica entediada, a Irene não compreende as razões dos adultos. 

A mãe vê, a mãe explica, a mãe abraça, a mãe ajuda. 
A Irene acalma, a Irene (às vezes) percebe, a Irene espera, a Irene consegue. 




A mãe da Irene faz birras. Raramente são razoáveis. A mãe da Irene tem 30 anos.
As birras da mãe da Irene são porque quer algo e não consegue ou não tem ou não dá.
As birras da mãe são totós porque é uma maneira infantil e impaciente que tem de dizer que quer muito algo e (ainda) não se saber controlar. 

A mãe da Irene tem 30 anos, a mãe da Irene (ainda) vai crescendo. 
A mãe acalma, a mãe percebe, a mãe espera, a mãe consegue. 

A Irene também é as birras. 
A mãe da Irene também. 

3 anos, 30. 

Reconhecer, compreender, aceitar ou mudar. 
Amar. 
Incondicionalmente.



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