1.12.2016

Cada vez mais fartinha de Mães.

Calma, não me entendam mal. Gosto de vocês, gosto de nós. Somos umas leoas, queremos o melhor para os nossos filhos, adoramos este mundo e queremos partilhá-lo com todos, mas convenhamos: somos muito chatinhas. E mázinhas. Temos poucos filtros, como se nos pudéssemos escudar no nosso papel e na nossa experiência para dizer o que os outros devem fazer, sem pensar nas consequências.

Faço parte de alguns grupos no Facebook de Mães. Adoro, super úteis, com pessoas impecáveis, gente que se dá ao trabalho de responder a dezenas de publicações só para ajudar outras mães. É ali que se vê o espírito de entreajuda que nos une. As Mães têm um coração grande.
Mas é ali que se vê também muito cinismo. Muitos comentários desajustados, a armar ao pingarelho. Há temas que, regra geral, dão cocó: amamentação/leite adaptado, o sono do bebé e o "deixar chorar", o cosleeping, ir ou não para a praia com bebés...  Numa publicação em que a mãe pede conselhos para alhos (alho x ou alho y?), respondem "mas olha que bugalhos é muito melhor". Se fazem uma pergunta sobre leites de fórmula para o bebé, surgem sempre comentários que visam a opção da mãe em não amamentar, pouco inteligentes na forma de abordagem e muitas vezes despropositados. Partimos do princípio que a pessoa não está informada, podendo estar a mexer na ferida de uma opção difícil, mas a dela. Depois, já vi pessoas a pedir ajuda para as assaduras dos bebés e é o "Ai jesus, um rabo, não há noção nenhuma, publica-se tudo." Ou "não devia ter deixado chegar a esse estado." Julgamos demasiado. Às vezes queremos ajudar, com a nossa experiência, mas não temos tacto. Calçamos muito pouco os sapatos dos outros. 

Às vezes receio que o façamos por aqui, no nosso cantinho. A casa é nossa, verdade, só cá vem quem quiser entrar, as portas estão escancaradas, não temos tabus, somos genuínas, temos opiniões, mas corremos o risco de magoar alguém com elas. Têm o direito a chatearem-se, claro. A dizer que não concordam. Temos muitas coisas em comum, mas temos sensibilidades diferentes, gostos diferentes, vidas e experiências diferentes. Acho que é com essa pluralidade que saímos todas a ganhar. Mas... é sempre um risco. Não se deixem magoar: são só palavras. Faço esse exercício, quando nos dizem coisas feias, aqui no blogue. São só palavras. E às vezes não lemos o que lá está, lemos o que a nossa lente quer ler ou consegue alcançar. Às vezes também levamos tudo demasiado a sério e perdemos o sentido de humor. Arrrr... hormonas.


Mães, mães: esses seres fantásticos e tão "especiais", em todos os sentidos! 

E não, não estou fartinha de Mães. Só dos filtros que vamos perdendo e que, às vezes, nos ajudam a conviver com sanidade. Sejam bem-vindas, mães que dormem com os filhos até aos 30 anos, mães que põem os filhos nos quartos ao terceiro dia, mães que amamentam, mães que não o fazem, mães que não gostam, mães que gostariam, mas não conseguiram, mães que amamentam em público, mães que não o fazem, mães que beijam os filhos nos lábios, mães que vão de férias sem os filhos, mães que levam os filhos para todo o lado, mães que tomam banho com os filhos, mães que nem pensar!, mães que lhes dão comida aos 4 meses, mães que esperam pelos 6, mães que trabalham fora de casa, mães que se dedicam a 100% aos filhos, mães que são todas fit, mães que pesam mais 20 kgs do que gostariam, mães que põem os filhos na creche, mães que os deixam com as avós ou com amas... E por aí fora. São as opções de cada uma. Somos todas Mães. Exercício: tentar compreender mais. Julgar menos.

A mãe é que sabe. 



#vamosjulgarmenos #vamossermaisunidas #vamosrespeitarmaisasoutras #saossopalavras #muitacalmanessahora #amaeequesabe #japaravacomesteshashtagsirritantes

Como é que isto é possível?!


Isto sou eu a ser lerda provavelmente, mas alguém me explique como é que estas duas imagens são em dias seguidos (p'raí há duas semanas): a da esquerda de dia, a da direita à noite, na noite anterior. São tudo gases?! Não, não comi como uma lontra.

Não estou a encolher a barriga.


Também revivem a vossa infância com eles?

*Com a Irene dou  por mim a reviver imensas coisas da minha infância, a deparar-me com situações que antes não compreendia e, agora que sou mãe, já as compreendo. Gosto de vê-la em ponto pequeno e ver como me viam as pessoas. Gosto de ver que depois da Irene ser deitada, continuamos a falar sobre ela, a elogiá-la e chegamos a ter saudades dela a meio da noite, que faz muita falta. Está ela a brincar na sala, mais isolada de nós e, pelo canto do olho, todos vaidosos, vamos vendo o que ela está a fazer. Ela nem imagina que estamos a olhar para ela, a pensar nela, que falamos dela mesmo quando ela já está a dormir... 

É bom ver o resultado do amor em mini-pessoa. A Irene nunca existiria se o Frederico e eu não nos tivéssemos apaixonado e não seria tão feliz se não nos amassemos tanto os três. Bem, já estou a desconversar. Não era disto que queria falar, mas o nosso coração fica tão grande quando somos mães que facilmente doma qualquer conversa ou sentimento. 

Como estava a dizer, dou por mim a reviver imensas coisas de quando era mais pequena e uma delas era o desespero de quando estava doente. A minha mãe tratava muito bem de mim (até demais, acordava-me para me dar de comer - coisa que eu não gostava), sempre a perguntar o que podia fazer mais por mim, meticulosa com os medicamentos, horários, médicos, tudo. Nunca falhou. Porém, quando estava constipada era horrível. Virava-me para um lado da cama e não conseguia respirar e sentia o ranho todo a entupir-me o outro lado. Virava-me para o outro e a mesma coisa. Cabeça para cima, bem... vocês sabem como é. Houve uma altura (eheheh nem acredito que vou contar isto) que estava tão desesperada durante a noite que ia à gaveta das meias (na mesinha de cabeceira) e assoava-me a uma só para conseguir dormir melhor. Sim, é verdade. O pior? Já contei isto a algumas pessoas e não sou a única a ter feito isto! eheh

Eu não quero que a Irene passe por este desespero. À data da escrita deste post, a Irene está doente, com febres altas e ontem manifestaram-se os primeiros sintomas de gripe. Estava a demorar imenso tempo a adormecer não só pelo desconforto, mas também porque sempre que a deitava não sabia lidar com o nariz entupido e acordava. Infelizmente ainda não comprei as tais gotas de que já falámos aqui (Neo Sinefrina Criança), eu sei que até os pediatras as recomendam e tudo mas, sinceramente, quando ela não está doente, não penso nisso e acabei por me esquecer da última vez. Não quero que a Irene passe pelo desespero de ter que se assoar a meias ou acabe por acordar com ranhinho na testa (haha), vou sempre tentar ajudá-la ao máximo até porque o sono de qualidade é ainda mais importante quando se está doente, para a recuperação.

Mais pessoas que, em criança, tenham pedido socorro a meias? 


Não costumo estar maquilhada de pijama, seria só parvo. Ainda não me tinha desmaquilhado para andar toda vaidosa em casa ;)
*post escrito em parceria com a agência de comunicação.

Um linguadão em cada uma de vocês, já!

No domingo fui ao circo (sim, com animais) com a Irene. Nem sequer pensei no assunto dos animais, nunca tinha pensado. Tal como muitas de vocês, cresci com a naturalidade de ir ao circo e, sinceramente, ainda nada me tinha feito pensar nisso. Queria dizer-vos que... sim, só pensei nisso durante o espectáculo todo e agora já pensei no assunto. Realmente, apesar do Circo Cardinali ter todas as certificações possíveis e imaginárias e dos animais terem melhor aspecto que peluches, não é o ideal, não. 

Fui na mesma e a Irene na primeira parte não ficou muito contente. Teve medo pelo volume estar muito alto e teve medo também dos trapezistas porque, provavelmente para ela, a lógica estava a ser desafiada sem grande payoff. 

Adorou, porém (pareceu-me, talvez, o dia mais feliz da vida dela) o carrossel que estava lá fora. Vejam pelas imagens e vídeo.

"E a porcaria do linguadão, Joana? Puseste isso no título que, mais uma vez, caí na esparrela de abrir um post teu, mas não vejo nada de linguadões..."

Vão vendo que já explico!


Uma foto publicada por Joana Gama (@joanagama) a

Um vídeo publicado por Joana Gama (@joanagama) a

Uma foto publicada por Joana Gama (@joanagama) a

Nesta última fotografia foi assediada por algumas mulheres a dizer que estou cada vez mais bonita. Nenhum elogio sabe melhor que o elogio de outras mulheres. É sincero, desinteressado e com muita atenção ao pormenor...

Queria dar um linguadão em cada uma de vocês (depois de dar aqui um toque que estive a comer há bocado) por me terem feito sentir como me sinto ainda hoje (releio os comentários à última fotografia 10 vezes de hora em hora ahah).

Já lavei os dentes. Quem quer? ;)

1.11.2016

Este é só mesmo para nós (mães) lermos. Xiuuuu!!!

Post fresquinho acabado de escrever. Ainda nem digeri o jantar! 

O vosso dia foi bom? Já estão de pijama? É das coisas que mais gosto, chegar a casa e tunga, tirar a farta do "mundo" lá de fora e estar à vontade. Se não estamos à vontade em casa, onde vamos estar? A maior parte da populaça responderia "Colombo", mas vós não sois a maior parte da populaça. 


Queria só mesmo desabafar convosco para saber se isto também acontece (podem comentar anónimo) ou se sou eu que sou uma valente sacana.

Quando estão juntos em família e o vosso filhote rejeita a mão do pai ou o colo do pai porque quer o vosso, o que sentem? 

Confesso que sinto um misto de "TOMA!!!!!!! INCHAAAA" com um "INCHAAAA!! TOMAAA". 

Tento disfarçar, claro, que sei que não é um sentimento nobre e, às vezes, até tento pôr uma cerejinha para ninguém me topar: 

"Oh Irene, não queres o colo do pai? Porquê? Tadinho do pai!". 

Por dentro: "muahahahahahahahahahahahahhaahh". 

Sou cabrita? Ou há mais mais secretamente quentes por dentro? 

Ehehehehehehe.

Não desistam dos vossos saltos!


Acabei de ler um desabafo de uma mãe que queria saber onde podia vender os seus sapatos de salto-alto, já que desde que nasceu a filhota decidiu desistir deles.

Algo me diz que muitas de nós optam por essa decisão. Aliás, já antes de ser mãe, não usava saltos altos, nunca entendi o "sofrer" para bem parecer. Minto, a verdade é que achava que não sabia andar decentemente com eles e que todas as mulheres me canariam (reparariam) e saberiam que não era meu costume - vejam só a insegurança aqui do bicho.

Até que percebi que nem todos os saltos têm de estropiar o nosso mindinho, nem de nos deixar com os dedos dos pés como se tivessem estado desagradavelmente debaixo de um VW Polo. Há botas não muito altas e muito confortáveis, há botas mais altas e confortáveis na mesma... No fundo, da mesma maneira que há roupa para todas as ocasiões, também há sapatos a condizer.

Ninguém é obrigada a usar saltos, a não ser que isso a faça sentir melhor. Há mulheres que odeiam, outras que adoram. Outras que, como eu, depende do percurso que tenha para fazer e se há risco de se estatelarem todas no chão à Family Guy.
Também julguei que nunca mais fosse usar os sapatos de saltos que tinha (até porque os meus pés incharam imenso - engordei, pronto!), mas agora adoro tê-los ali e ter uma liberdade enorme de escolha.

Não desistam dos vossos saltos altos! Ninguém melhor do que nós sabe que hoje somos uma coisa e amanhã somos essa mesma coisa, mas de saltos. Somos um bicho de mudança constante.
Se alguem calçar o 38...  (antes da gravidez era um 37!).

*texto escrito a andar de comboio e de metro agorinha mesmo.

1.10.2016

As grávidas ficam (mais) burras

Não sei se é desculpa para podermos andar mais aluadas, não sei se tem a ver com as mudanças hormonais, mas o que é certo é que sinto que alguém me vem cá roubar uns pontinhos do Q.I. sempre que engravido (dito assim parece que foram muitas vezes). Já me tinham dito que as grávidas ficam mais burritas. Isto tem alguma coisa de científico? :)

Eu posso jurar a pés juntos que tenho os meus neurónios a chafurdarem na lama. Os dois. Ou numa praia na Bahia a tomar um chopinho e a comer um camarão grelhado. 

Memória? Nem vamos falar nisso, que é triste. Esqueço-me até de apontar as coisas na agenda para não me esquecer. Parece uma pescadinha de rabo na boca, esta. Mas é que, às vezes, são coisas quase doentias. Desço um lance enorme de escadas para ir fazer x. Chego lá abaixo, faço y, com a maior das naturalidades. Quando subo, lembro-me que era x que eu ia fazer. É assim para tudo. Vou a sítios de propósito para tratar de coisas e venho de lá sem nada resolvido, porque me esqueço. Vou ao supermercado comprar massa e venho de lá com arroz. Quero dizer Sebastião, digo Salvador. Quero lembrar-me se fiz um pagamento há duas horas e só há aragem neste cérebro. E sinto mesmo que não dou uma para a caixa! Escrever estas frases custa horrores! (menos, hahaha)

Nunca fui a pessoa mais organizada e memoriada (isto existe?) deste mundo, mas bolas! Está por demais! Volta tudo ao normal ou quê? Também se sentem ou sentiram (mais) lerdas? 


6 w / 14 w / 18 w

Querem vir connosco? Hoje à tarde?

Hoje todos os nossos planos mudaram mas, surpreendentemente não fiquei com o humor de uma grávida a quem não lhe dão prioridade no Dia. 

Éramos para ir com a Joana ao brunch do Myriad, mas à vinda do Pingo Doce reparamos que furamos os pneus do carro e, por isso, ficamos sem carro de 5 lugares. Assim sendo, uma amiga convidou-me para ir ao circo onde ela está a trabalhar (produção de um filme) e... vou! Querem vir? Vou com a minha família, vocês vão com a vossa, mas depois até gostava de vos conhecer.

É o último dia do circo! Não sei se me estou a fazer entender, mas não tenho bilhetes para vos oferecer, 'tá bem?  É mesmo um convite porque estou toda em pulgas - e se calhar vou estar até literalmente com pulgas no final do dia - porque acho que a Irene vai adorar!




Como é, pessoas de Lisboa? 

Mais infos aqui

E quando querem ser eles a vestir-se?


Adoro. Adoro ter já uma menina em casa. A formar a sua personalidade. (A sua, dela, não a sua, cara leitora hehe)
Gosto que, salvo algumas excepções, seja ela a escolher. Ao que vamos brincar, o que vai vestir, que bonecos quer levar a passear. Dou-lhe três opções, oriento-a mais ou menos (tem um leque de escolha enorme, por isso ajudo-a), mas fico feliz ao ver a carinha dela entusiasmada por ter voz. Sei que se eu quisesse, conseguiria manipula-la, mas para quê? Neste caso, as escolhas dela não implicavam nenhuma consequência negativa para ela (não ia apanhar frio, nem correr riscos com as galochas...), por isso vamos lá.

- Isabel, saia ou calças? 
- Xaia.
- Esta?
(Anuiu)
- Isabel, podem ser estes sapatos, ficam aí giros?
- Não, "etes". 

Eram umas galochas, amarelas. Íamos à festa de anos da prima Sofia e quando temos festas gosto que ela vá mais arranjadinha. Vaidosa, eu. :) mas pensei "e porque não as galochas?" Lá andou ela toda vaidosa a mostrar a saia e as galochas à família. 
Pelo sim, pelo não levei também uns sapatos, não fosse ela ficar desconfortável tantas horas. A verdade é que umas horas depois já estava "patos", "pés", pedindo para tirar. Fiz bem em levar a outra opção. 


E desse lado, já têm filhos opinadores? Já foram de capa de super homem e tutus para a creche? :) a partir de que idade foi difícil vestirem-lhes o que vocês queriam?

1.09.2016

A app preferida da Irene.

Assumimos. Ou, melhor, assumo eu: a minha intenção não era ter uma filha que visse televisão ou que passasse mais do que 2 min por dia no ipad. Vou ainda mais longe: adorava que a minha filha nem sequer soubesse (para já) o que é um ipad. Fui-me tornando mais tolerante ao longo dos tempos e tento diversificar as actividades, claro, mas já não sou tão contra tudo. Faz parte do crescimento, acho eu. E, também, de alguma preguiça e momentos de grande prazer por conseguir fazer "as minhas coisas" em 10 minutos em vez de numa manhã inteira. Bom, adiante...

*não é aconselhável que as crianças passem muito tempo a ver televisão. Menos perigoso a partir dos 2 anos mas está provado (algures) que as crianças que passam muito tempo a ver televisão/tablet dormem menos que as outras crianças, etc. etc. 

Depois do youtube e das milhares de músicas que a Irene gosta de ouvir, canções em inglês e tudo o resto que vocês também já apanharam por aí... Começamos a virar-nos para as aplicações e descobrimos algumas tão, mas tão engraçadas que lamento não nos termos virado para aí tão cedo. 

Uma delas é esta (ios): 



Não é bem "um jogo". É pôr uma mesa para o lanche, depois comer o lanche e lavar os pratos. No fundo espero estar a criar uma escravinha. Vamos com tempo. 

Podemos escolher a toalha mais gira... 



E, depois, há todo um mundo por descobrir a nível do serviço de pratos, que bolos, copos, que sumos, etc. Às vezes suja-se a toalha e tem que se usar os guardanapos para limpar, depois das pessoas comerem a fatia do bolo, temos de lhe servir outra e isto tudo ao som de dois tipos de música à escolha: uma espécie de música havaiana e jazz. Grande plus para uma aplicação para crianças: música de jeito, caramba!



E, no final, cá está, a loicinha toda lavadinha e ainda uns aplausos para ficarem todos contentes. Eu gosto desta aplicação. Idealmente claro que a miúda deveria estar a sujar-se na terra e a comer morangos que acabou de apanhar mas, aos poucos, tenho de ter uma visão um pouco mais... realista da vida (e os morangos andam a apodrecer estupidamente rápido). 



Se experimentarem, digam alguma coisa ;) Ou então troquemos aqui de cromos!

1.08.2016

Surpresa!

Não estavam à espera de nos ver assim, pois não? 





A nossa ideia é: já que nenhuma de nós está espectacular, mais vale ir para o lado feio para ninguém nos julgar. 

Para dizer a verdade, eu até estava espectacular, mas a Joana teve que se maquilhar à pressa no carro com a minha maquilhagem e não seria justo eu estar a dar tudo. 

Hoje de manhã tivemos uma reunião sobre o blog e tal e 2016 vai ser um ano diferente (espero bem que sim, senão mais valia ser 2015 e não mudar o último algarismo). 

Pronto. Agora tenho de trabalhar um bocadinho, mas era só para dizer que gostamos muito de vocês. A grávida e eu. 

As 5 piores coisas para se vomitar

(Hahaha) Nem preciso dizer quem sugeriu este título, pois não? É título a la Joana Gama, pois está claro! Calma, não vou fazer nenhuma lista de coisas que já vomitei, mas asseguro-vos que me custou imenso a última experiência (vou tentar não ser demasiado gráfica. Ainda aí estão?).

Segunda-feira estava eu a comer a minha torradinha e a beber o meu sumo de goiaba, quando lá tenho eu de pôr fogo no rabo para ir... coiso. Espero que não sejam muito impressionáveis ou que não estejam a comer uma torrada a esta hora. 

Mas, por acaso, não me posso queixar muito. Desta gravidez vomitei duas vezes e já vou nos quatro meses. Na gravidez da Isabel era o prato do dia, até aos quatro meses. Lá tinha eu de fazer maratonas no trabalho até ao WC, andava sempre nauseada - um horror - e perdi 4 kgs. Agora, perdi 5, mas do metabolismo acelerado e do trabalho e do stress, mas, não se preocupem, já recuperei 2 desde o Natal e já ando a comer como deve ser. Não por duas, que eu sou pessoa que se preocupa um bocadinho com o peso e não gosta de se descontrolar muito (recalcamentos da adolescência? Talvez).

Vamos lá agora à lista. Não a lista que a Joana Gama sugeriu, a da torrada, onde ficaria em primeiro lugar vomitar um Opel Corsa.

Quero saber: quais as coisas que mais vos enjoaram na gravidez?

Eu lanço já algumas que deram cabo de mim:

1) cheiro do tabaco
2) cheiro da gasolina (não havia de ser um shot...)
3) perfumes muito intensos
4) comprimidos Ginecomplex (das duas únicas vezes que vomitei nesta gravidez, foi depois de ter tomado isto só com água, antes de comer)
5) andar de carro (nem preciso estar grávida)


E mais?






Trabalhar de pijama? Nunca mais!

Estou, pela primeira vez na minha vida, a trabalhar a partir de casa. Quer dizer, mais ou menos. Tenho locuções e tenho de me deslocar. Reuniões. Continuo a fazer alguns trabalhos para TV, mas já não tenho a rotina fixa do acorda as 8h, toma banho, leva a miúda, vai trabalhar. Esta semana, por exemplo, houve um dia em que acordei com a Isabel (às 5h30 acordou, chamou-me a acabei por dormir com ela até às 8h), tomámos o pequeno-almoço, brincámos, vesti-a e o pai levou-a à creche, perto do trabalho dele. Eu tinha coisas para fazer no computador e decidi que passaria a manhã de pijama. E pior, que poderia levar o portátil para a cama e trabalharia ali mesmo. Tão errado! Tão, mas tão errado!

Não é que não passe alguns domingos inteirinhos de pijama e que mesmo assim tenha de trabalhar (quantos posts, emails e guiões já escrevi eu de pijama), mas senti-me na maior das misérias. Senti-me desleixada, pouco profissional e percebi logo que não ia resultar. Marquei almoço com um amigo só para ter um forte argumento para me arranjar minimamente e para sair do pijama e dos robes. Depois cheguei a casa e pus roupa para lavar e quis sentir-me activa e fazer muita coisa em pouco tempo, vocês devem conhecer a sensação. Agora que tenho "mais tempo" livre, tenho de dar no duro, em todas as frentes. So far, so good.

Mas ficar em casa de pijama a trabalhar? Nunca mais!

1.07.2016

Pronto, admito!

Já estou louquinha por saber o sexo (género, vá) do bebé. Não estava, mas agora fiquei. Quero dar-lhe um nome! :) Luisinha, se for menina. Duarte, se for menino. Ou Pedro. Ou... Ainda não está decidido, mas caso seja, decidimos na hora. Estes nomes ou outro de que nos lembremos e que faça sentido. 



#18semanas #jahabarriga




Estou em pulgas. Dia 11 tenho consulta, estarei com 19 semanas, pode ser que já haja mais alguma confirmação. E vocês? Com quantas semanas souberam?

Quando souber, faço uma mega (mini) produção fotográfica para revelar. Algumas ideias de sessões engraçadas para relevar o género do bebé: aqui.

A Irene não dorme uma noite seguida.

Não sou mãe há muitos anos, é verdade. Ainda me falta aprender muito. Aprender bem e aprender mal. Desaprender bem, ouvir menos bem, ouvir melhor, espernear, gritar, não gostar de ter gritado, dormir bem, dormir menos bem. Sei e reconheço que tenho um longo caminho pela frente. 

Agora, até aqui, descobri o truque. O truque para que tudo pareça menos monstruoso, menos cansativo, menos enervante. O truque para nos fazer sentir menos à mercê de algo incontrolável.

É aceitar. 

É confiar na natureza das coisas. 

Do que oiço, é um erro muito mais comum nas "mães de primeira viagem". Sentimo-nos inseguras e tudo nos parece de extrema importância e põe em causa o nosso valor, a nossa capacidade... tudo.

Como é que, depois de gerarmos vida, ainda conseguimos desvalorizar-nos tanto? 

Aceitar.



Quase 2 anos depois ainda não dormi uma única noite inteira, não mais de 3 horas seguidas (a maior parte das vezes), mas já não me queixo. Já não acordo zangada, triste, perdida. Acordo só cansada. 

Demorou muito até aceitar que é o natural. Faz parte. A verdade é mesmo essa. 

Mudar o foco. 

Aceitemos com naturalidade o que é, isso mesmo, natural. Deixemos de estar zangadas ou enraivecidas com circunstâncias incontroláveis. 

A Irene não dorme uma noite seguida. Pronto. Vamos a isso. 

A Irene às vezes demora uma hora e meia a adormecer. Ok. Amanhã é outro dia. 

A Irene hoje não quer dormir a sesta. Está bem. Deita-se mais cedo.

É isto. 

Ter calma. Ouvi-los. Tentar não desesperar simplesmente por não ser produtivo e por não fazer bem mesmo a ninguém. 

Ajudou-me.

Espero que vos ajude também.

Siga! 

É verdade e acabou.

Bom dia a todas (ainda não é meio-dia)!

Sabem aqueles dias em que parece que tudo vos corre mal e que têm o mundo todo em cima de vocês a espingardar? Que se sentem profundamente infelizes? Hoje é um desses dias. Nada de novo, mas tudo ao mesmo tempo. Temos dias assim, vocês sabem! Isto já passa, somos peritas a entrar em negação também... é só mais uns minutos.

Isto para dizer que não estou particularmente inspirada para hoje vos fazer um post todo compostinho. Porém, vi esta imagem no fim-de-semana (algures no Facebook, claro) e sinto que me ajudou a perceber alguns sentimentos que já tive quando vejo mulheres bonitas. 

Hoje, por acaso, apesar de estar um cocó daqueles verdes por dentro, estou impecável por fora. ah ah 

Não acham que isto é verdade mas que, às vezes, a nossa cabeça não funciona assim?



1.05.2016

Mas têm sempre de me chamar mãe?

Adoro que me chamem de mãe... adoro! Tudo começou com as enfermeiras do hospital (acho que até foi nas aulas de pré parto) e adorei. 

É esse um dos meus novos papéis, sou mãe e adoro.

Agora... sempre que ligar para uma escola para saber das mensalidades têm que me chamar mãe e mamã 48 vezes?



Eu bem sei que é porque não querem decorar o nome de toda a gente e porque assim parece tudo "muito familiar e amoroso", mas já me enerva. Vou começar a chamá-las de "funcionárias", tipo isto: 

- Bom dia XXXX.

- Olá, bom dia, estou a pensar em inscrever a minha filha em Setembro e vai ter dois anos e meio, preciso das informações normais para poder tomar decisões, etc.

- Olhe, mamã, a minha colega que costuma tratar disto, não está cá, mãe. Mas, mãe, posso dar-lhe algumas informações que jugo serem correctas para a mamã ficar a saber. Pode ser, mãe?

- Ok, funcionária. Diga lá o que souber na mesma, funcionária. Aqui a mãe (não a sua, apesar de insistir em tratar-me assim), quer muito saber, funcionária.

Será que está comprovado que ao chamarem-nos de "mãe" que amansamos? Reparo que quando é a pediatra da Irene a dizer que fico a sentir-me quentinha por dentro e acalmo-me um bocadinho, mas ao telefone e tantas vezes!!!!!

E vocês, mamãs? Gostam deste mamã em excesso ou sou eu que tenho tido azar, mamãs? Ok, mamãs? 

Mães que odeiam ser mães

Uma amiga disse-me para escrever no google "odeio ser mãe" e ver o que de lá saía. Alertou-me para o facto de haver blogs de Mães que odeiam ser mães. Calculei que as houvesse, mas nunca me passou pela cabeça que poderiam ser tantas. De facto, apesar da minha experiência ser altamente compensadora, faz sentido haver casos em que não o é. Pessoas que não sentem o tal amor incondicional e que se arrependeram do passo que deram. É difícil, estando no pólo oposto, compreender o que está na outra margem. Mas tento não julgar. Só imagino o inferno que deve ser confrontarmo-nos, todos os dias, com um papel para o qual não somos desenhadas. E que papel! O mais importante de todos, aquele que define e molda a vida de outra pessoa, por quem somos responsáveis. Não consigo imaginar (até dói) o que poderá ser olhar para um bebé, para uma criança, que nos tem como ídolos, como referência máxima, que precisa tanto de nós, que nasceu de uma decisão nossa, sem ter culpa de nada... olhar para ela e não sentir o que é suposto? Achar que pode ser "só" uma depressão pós-parto, mas esse sentimento prolongar-se pela vida fora? Que tormento! Como vivem estas mulheres? Como sobrevivem? Passou-me, por momentos, a palavra "egoísmo" pela cabeça - ou pelo coração - mas mais uma vez esforcei-me por não julgar. Muitas delas não conseguem sequer contrariar esse sentimento, desajustado daquilo que é expectável aos olhos da nossa sociedade. Não deve haver coisa pior que alguém não conseguir sentir-se Mãe. Ser mãe e não ser, no coração. Que dor. 

Talvez por isso seja cada vez mais imperativo desconstruir a maternidade romântica em que a sociedade nos quer fazer acreditar. Deixarmo-nos de falinhas mansas quando o assunto é sério. Mostrar a realidade. Nem sempre é bom ser Mãe. Nem sempre é fácil. E às vezes é difícil a vida toda. E mais, nem toda a gente quer ser mãe. Temos de parar urgentemente com esta coisa da pressão do "vais ficar para tia" ou do "então é para quando?" ou do "não sabe o que é o amor a sério". Pararmos com este endeusamento da maternidade e com o bullying contante a quem decide não ter esse papel. Parece que uma vida só é legitimada quando se é Mãe. Como se as outras vidas, de quem escolhe não o ser, fossem menores. Como se essas pessoas fossem egoístas. Como se elas não conhecessem o verdadeiro significado do amor. Por que julgamos tanto quem sente as coisas e a vida de maneira diferente da nossa? Para nós é tudo lindo e maravilhoso e mesmo quando não é, compensa tudo. Mas quem nos diz que para a vizinha da frente compensaria? Talvez se parássemos com esta pressão social, as "mães que odeiam ser mães" pudessem ser menos. Talvez houvesse menos pessoas a sofrer, em silêncio. E menos crianças que não são amadas como merecem ser. 


 
 *Fotografia We Heart It

Percebem agora por que sou a mulher mais feliz do mundo?



Podem seguir-me aqui: instagram.com/joanapaixaobras/

A minha miúda é a mais gira.

A mais gira e a mais feliz. Pelo menos gosto de pensar que sim. Que mãe não quer acreditar nisso? Acho que a beleza da Isabel está naqueles olhos enormes e vivos, na boquinha de lábios finos que se abre em inúmeros sorrisos, na energia de cada dança, de cada corrida, de cada gritinho histérico. Na surpresa do olhar, do "ó" e do "ah!" a cada descoberta, que lhe rasga o olhar, parecendo uma chinesinha. E a voz dela? Meu Deus! É um encanto, desde o primeiro choro. Meiga, macia, baixinha. Sou apaixonada pela minha filha e acho-a o ser mais perfeito do mundo. De pijama ou de vestidinhos de princesa, cabelo fininho e oleoso ou lavado e perfumado. E até quando faz boquinha de pato, quando está chateada. Quando diz "não" e me tenta dar uma palmada, para logo depois me vir dar um abraço e um beijo, como que a pedir-me desculpa. Às vezes sinto-a tão crescida que me assusto. Outras vezes confirmo que é apenas a minha bebé e que precisa de mim mais do que ninguém no mundo. 

Isabelinha, Isabelinha, fazes-me ter o peito sempre quentinho. E ver cada fotografia tua, que eterniza pequenas expressões, faz-me relembrar e reter cada momento para sempre. Comprovo nelas, mais uma vez, a tua felicidade. És a mais gira, miúda.


As fotografias do final de ano, em família <3



A cantar. Vai ser uma rock star! :)







[Um obrigada à mega costureira que foi das melhores descobertas de sempre 
(basta idealizar, que ela concretiza maravilhosamente) 
e outro à Teresinha, que nos tem deliciado com os laços da Petite Lacinhos]