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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

E porquê "a Mãe é que sabe"?

Bom dia a todas, já agora! Isto de escrever os posts na altura em que vou publicar é engraçado por haver esta sensação de "directo" que, em tempos, vivi no meu trabalho quando acordava malta. É giro! 

Bom, fizemos três anos na sexta-feira. A brincar, a brincar (que não é tão a brincar assim porque nos sai do pêlo) já passaram três anos e 2837 posts.

Começamos por ser três, com a Marta Cardoso que podem ver aqui com o magnífico Lucas aqui e entre mim e a Marta (podem ler tudo o que ela escreveu aqui), não se sabe bem quem terá tido a ideia para o nome. Eu acho que fui eu e ela acha que foi ela, mas tanto dá porque... a Mãe é que sabe. 

O nome deste blog, para mim - se calhar para a Joana Paixão Brás será por outro motivo e, para a Marta, ainda outro - faz sentido por causa da quantidade de bitaites que toda a gente dá sobre isto de ser mãe. Vivi uma altura muito complicada em que não me conseguia ouvir no meio de toda a minha insegurança e mesmo depois de ter sido acusada de não ter instinto maternal tentei continuar a batalhar para saber o que é que deveria fazer pela Irene para que ela fosse mais feliz - como se tivesse outra escolha. 

Ilustrações da Sara-a-Dias.


a Mãe é que sabe. 

a Mãe é que sabe e, quando não sabe, sabe o que há de fazer. Demora mais tempo ou menos, estando ela bem ou menos bem, feliz ou infeliz, mas a Mãe é que sabe. A mãe é que sabe a história quase toda (nunca ninguém sabe tudo) e, por isso, com o amor no peito, decide. 

Não há etiqueta no que toca a educação de crianças. A Irene ontem deitou-se mais tarde que "a hora", mas soube-lhe bem ir jantar fora tendo sido ela a propor. E facilmente - porque já estive do outro lado - poder-se-ia julgar que eu era negligente por ela estar a jantar tarde, já com algum sono. 

No meio de tudo isto, o dever da mãe - a meu ver que vale o que vale e, se calhar,lá está, só para mim e para a Irene - é informar-se. Depois da informação, qualquer decisão será válida se vier do peito, do coração. 

Tanto eu como vim a saber que a minha mãe (claro que não será coincidência) não nos arrependemos grandemente de decisões nossas porque, quando as tomamos, não sabemos mais nada além do que nos guia no momento. A única maneira de termos a certeza que é a melhor decisão (possível) é se for a que vem de um lugar de amor e paz.





Porque há decisões que tomamos por estarmos cansadas ou tristes ou zangadas, mas que não nos deixam tranquilas. Que, mais tarde, voltam para nos morder o esqueleto por não termos feito outra coisa. Paz. Tomemos as decisões conscientemente, com amor. 





Que amor mais belo e mais puro que o nosso pelos nossos filhos? Quem mais e melhor que nós é capaz de os amar? Sabemos. Sabemos olhando para os olhos deles, se precisarmos, o que está certo. Temos é que nos dar tempo para sentir. E silêncio. 

Se for preciso até deitarmo-nos com eles à noite só para os ouvir respirar. Muito se esclarecerá dessa forma. De dentro para fora, sem cabeça. Indo buscar o que há de mais... básico em nós. No escuro. Com a nossa cria ao lado, que respira e que foi feita em nós. 



Claro que o Pai também sabe, mas aqui falamos nós. Sobre nós. O que a Mãe sabe também vem do Pai. Do Pai dela, do Pai dos filhos, de todos os pais. Muito do que a Mãe sabe só surge sem dor se o Pai a fizer saber que é amada e que está tudo certo. 


Para mim, é daqui que vem o nome. a Mãe é que sabe e, quando não sabe, faz por saber. 



Parabéns a vocês todas e a nós, Joaninha que escrevemos mais de 2800 posts. 


- Obrigada, Marta, sabendo que ainda fazes parte do blog, mas agora da Arábia Saudita. :) <3 



O meu instagram e o d'a Mãe é que sabe :)
a Mãe é que sabe Instagram

domingo, 5 de novembro de 2017

FORBES - A Mãe é que Sabe no TOP5 de blogues de família! OBRIGADA!

Há 3 anos, por estes dias, estávamos a escrever os primeiros textos daquele que viria a ser o nosso blogue, o a Mãe é que sabe. No meio de tantos blogues de família, não sabíamos bem no que iria dar, mas tínhamos sonhos. Talvez o nosso maior sonho fosse chegar a muitas pessoas e fazer a diferença, de alguma forma, na forma como se encara a maternidade. Mais do que um diário, tocar em assuntos que não víamos ser tocados em mais lado nenhum, ou não da forma que achávamos que mereciam, ou não da nossa forma. Quisemos, desde o primeiro instante, mostrar-nos como somos: felizes, infelizes, vulneráveis, fortes, despudoradas, mais ou menos românticas, parvas. Quisemos, desde o primeiro instante, falar de nós, das nossas dúvidas, das nossas certezas. Quisemos, desde o primeiro instante, comunicar. Não negamos (não negámos nunca) que, a par do puro prazer em escrever, em emocionar (e emocionarmo-nos), da necessidade em desabafar e em ter desse lado carinho e compreensão, de ajudar, da vontade de fazer rir, divertir, da vontade de debater e de informar, queríamos também deixar a nossa marca. Fazer uma marca. Criar. Sermos reconhecidas pelo nosso esforço. Sermos pagas para que pudéssemos investir neste cantinho, dar de nós, ver recompensadas as horas e os minutos que lhe dedicamos e em que podíamos estar a fazer outras coisas.

O meu maior desejo é, e sempre foi, partilhar. Emoções, ideias, descobertas. Partilhar amor. Desconstruir mitos. Crescer com a maternidade, tocar em feridas, desconstruir ideias românticas que às vezes fazem com que exijamos mais e mais da vida ou de nós e que nos fazem achar que somos más mães. Exorcizar demónios. Fazer um registo dos nossos dias, guardar memórias. Falar com humor das coisas mais corriqueiras. Falar a sério. Fazer listas parvas de coisas que observamos. Mostrar coisas de que gostamos, que compramos ou que gostaríamos de comprar, ou coisas que nos oferecem e achamos que merecem ser vistas, de marcas giras, de marcas pequenas, de marcas portuguesas, de marcas sustentáveis, de marcas grandes com as quais nos identificamos. Já fomos pagas para escrever. Já fizemos parcerias. Continuaremos a fazer. Sendo fiéis ao nosso estilo, aos nossos gostos. Já recusámos muita coisa com a qual não nos identificamos ou não consumimos ou não queremos que as nossas filhas consumam, nem aconselhamos que os vossos filhos o façam.
Já errámos, já dissemos disparates, já pedimos desculpas, já voltámos atrás, evoluímos e desejamos continuar a evoluir, como bloggers mas principalmente enquanto pessoas. Com a vossa ajuda, também. Quantas vezes já aprendi coisas com os vossos comentários ou com os vossos emails? Quantas vezes me deram coragem e força? Quantas vezes me emocionaram e fizeram chorar? Quantas vezes já corei na rua quando me abordaram e me disseram que gostam de nos ler? Quantas pessoas espectaculares já conheci à custa do a Mãe é que sabe? É impagável. Além de escrever ser altamente catártico, receber abraços em troca, perceber que de alguma forma ajudámos alguém, é a melhor sensação do mundo.

Temos responsabilidade também. Influenciamos. E não me refiro só às pessoas que começaram a fazer desporto impulsionadas por um post ou que foram fazer bolinhos de côco ontem depois da receita que sugeri nos stories do instagram. Ou que fizeram esgotar uns lápis que sugerimos ou um macacão que vesti. Influenciamos na forma como encaramos a vida, os afectos, de como gerimos as birras ou como resolvemos assuntos pessoais, que expomos aqui. É um peso enorme ler que, afastada de casa e dos amigos, somos as únicas pessoas em quem uma mãe emigrada confia. Isto tornou-se ENORME. 

E as coisas enormes às vezes também se tornam difíceis de levar ao colo. Ficam pesadas. Parecem maiores do que nós. Para o bem e para o mal, ter um projecto grande, que chega a tanta gente, é difícil. O escrutínio a que nos expomos, a dureza com que às vezes nos tratam, as palavras que nos dirigem vindas de almas a quem não conseguimos chegar e que se escudam atrás de um teclado, no anonimato, com a simples vontade de nos atacar para se sentirem superiores, sem nos conhecerem intimamente, sem saberem como estamos e de que forma algo nos pode afectar, é um jogo difícil de jogar. Já foi mais difícil, vai-se ganhando calo, criando uma capa, dizendo para nós próprias que aquilo que disseram sobre nós não nos define e diz mais de quem escreve do que de quem é alvo. É um processo. E faz parte. Assumir que nunca agradaremos a todos faz parte do crescimento. O lado positivo de ter o a Mãe é que sabe é mais forte. 

Eu, Joana Paixão Brás, e a Joana Gama, fazemos parte do Top 5 de bloggers de família mais influentes de Portugal, pela revista Forbes. Foi com uma enorme alegria e satisfação que recebemos esta notícia e este reconhecimento. Estar numa lista de bloggers, influenciadores, comunicadores tão experientes e conceituados soube-me a pato [Parabéns à Rita Ferro Alvim pelo primeiro lugar na categoria família, ela merece!]. É uma conquista que nunca imaginei ser possível em tão pouco tempo. É bom, mas bom. Deu-me vontade de sambar. É um "vale a pena", mesmo com todas as dores de parto, com todas as dúvidas e com todos os dias em que a inspiração demora a chegar.

Obrigada, Forbes.
Obrigada, Joaninha (Gama) por seres a melhor parceira [e amiga] que eu poderia ter.
Mas principalmente obrigada a vocês, que nos seguem, que nos lêem, que nos partilham, que nos motivam. 
São 3 anos muito bons. 

2018, nos aguarde.










 
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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Caguei no blogue.

Há dias em que não apetece. Como em qualquer trabalho. Como em qualquer relação. Até como em alguns momentos no papel de mãe.
Há dias em que apetece faltar ao trabalho, mas não convém. Não sem justificar a falta. Não sem dizer alguma coisa às pessoas que aqui aparecem religiosamente todos os dias (obrigada).
Publicamos por aqui todos os dias - começámos a saltar o sábado, porque achámos que merecíamos algum descanso. De resto, é muito, muito raro falharmos (muito menos às 21h, o primetime). É como se fosse um canal de televisão, nunca encerra, muito menos a esta hora. Podia escrever um post sobre a vacinação e o sarampo, mas sinto que já fui tudo dito (blogues, imprensa, FB). Podia desabafar sobre estar 24h/24h horas com um bebé em casa, mas não estou para aí virada. Podia fazer um compile do que foi acontecendo estes dias, mas para isso há o instagram.

Há dias em que gosto mais de estar por lá. Será que é porque o sinto mais como um hobby? Será porque adoro fotografia e acho um piadão aos stories? Será porque dá menos trabalho? Não sei. É injusto e sinto-me muitas vezes como se estivesse a trair esta relação com o blogue, uma relação muito mais duradoura e que me dá muito mais: mais prazer, mais leitoras, mais feedback e também mais dinheiro (sim, não vou negar o evidente). É este casamento que eu quero manter e é também por isso que dá tanto trabalho (e prazer, tipo pescadinha de rabo na boca).

Mas hoje... hoje caguei no blogue. 

Vou aproveitar que elas já estão a dormir para:
- ver um episódio do Por Treze Razões (sabem do que estou a falar)?
- comer um quadradinho de chocolate 75% cacau e beber um cafezinho
- desfrutar um bocadinho do sofá até adormecer. [ou até uma delas me acordar rrrrrr].

O meu patrão vai compreender. Sou eu.










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O nosso canal de youtube é este.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Somos como a Cristina Ferreira.

Também temos as nossas biografias. Não lançamos foi um livro com isso, mas ainda vamos a tempo.

Fotografia do nosso fim-de-semana no Vila Galé Évora.
Joana Gama. A mãe que queimou as pestanas de tanto ler livros mas também porque apagou uma vela demasiado perto. A mãe que acha bimbas as coisas queridas, mas por não ter jeito nenhum para combinar roupas. A mãe que demorou meia hora para perceber que o frasco se abria no sentido contrário (é burrinha, sim), talvez tenha sido por parte do cérebro ter ido no parto e a outra ter sido queimada por estar um ano e meio em casa com a Irene. Para já não quer mais filhos porque está a gostar de ter tempo para ir ao ginásio e daqueles 10 minutos no sofá à noite antes de começar a babar aquilo tudo. 


Joana Paixão Brás. A mãe calma e da paz. É tão tranquila que a Isabel chora em mute ou chorava. Agora a cantilena é outra. Agora é a Luísa, a irmã da Isabel que é muito calminha até porque tem sempre a mama da mãe na boca. Apesar da Joana já ter feito o desmame dos folhos da Isabel, já conseguiu repor o seu vício com a Luísa que só falta um pedaço de salsicha para parecer um folhado. Depois de ser produtora de televisão, de momento dedica-se à produção de miúdas em Santarém. Muitas apostas são feitas pelo concelho de que virá aí um terceiro. E é bem capaz. Sempre tem mais festas de aniversário para planear e fotografias amorosas para editar. 

Mais diferentes, só se uma de nós fosse um pinguim.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Passados dois anos...

E continuamos aquele blog que nunca se mostra no seu pior (até porque ele nem existe):

 

 

Que só vos mostra e escreve coisas mesmo muito interessantes:


 


E isto. E são ambos exemplos do mês que passou. Maravilha.


Que nunca é "too much information": 

Mamas. 

Rolhão mucoso. 


Naaaada lamechas: 

A Mãe que cresce em mim.

Ela pediu-me um irmão.


E sem piada nenhuma: 

10 coisas que gostava que a minha filha compreendesse.

As mini-me.


Digam o que disserem (coisas boas e coisas más) fazemos filhas do caraças e somos uma equipa maravilhosa. Mães, bloggers e bffs nascidas praticamente ao mesmo tempo, os três papéis indissociáveis. 

Não poderia ter encontrado ninguém melhor para partilhar um blog comigo. A Joana, além de ter uma escrita encantadora, é extremamente perfeccionista, criativa, ponderada e verdadeiramente sincera nas partilhas que faz de si e da sua visão do mundo. É muito apaixonada, é desorganizadamente muito organizada e um dos vários dons que tem é o da visualização - consegue construir tudo na cabeça com quer que seja e qual o caminho até lá com uma facilidade que só uma beta consegue. Gosta de dar o seu melhor em tudo, o que nem sempre faz com que os seus dias fossem tão fáceis como deveriam, mas quem ama tudo com o corpo todo é assim. 

Joana, além de te querer dizer que estou verdadeiramente grata por trabalharmos juntas, fico feliz por termos embarcado neste projecto que nos obriga a manter contacto, porque uma química como a nossa, a nossa daquela noite em que fomos o marido uma da outra quando eles foram sair, não pode ser desperdiçada. 

Temos um bebé juntas e não tivemos de marmelada uma com a outra. Apesar de eu saber que estás desejosa, mas tens de ter calma que isto não é assim. 

Um brinde aqui ao estaminé. Um brinde (de água que estamos as duas a dar leite pelos tetos) à nossa amizade e parceria. Um brinde a quem nos lê e gosta de nós. Um brinde a quem gosta imenso, mas que só escreve coisas más por ter coisas por resolver na sua vida (giggity).

É amor. Amor é o tema deste blog. Amor e parvoíce. E Manteiga.











domingo, 8 de maio de 2016

10 motivos para (não) ter um blog.

Sempre tive blogs toda a minha vida. Vá, desde que existe internet. Sempre tive necessidade e vontade de escrever porque, de alguma forma, não vos sei explicar bem, é assim que organizo a minha cabeça. Não consigo parar para falar comigo no dia-a-dia e isto, assim, ajuda-me a sistematizar, a perceber o que sinto, quem sou (ai que bonito).  A dificuldade e as gratificações de ter um blog dependem muito do que pretendemos com ele. Já tive vários: 

- Um diário - sem qualquer pretensão de ser lido por muita gente. Funcionando praticamente como arquivo pessoal em que publicava fotografias dos meus afazeres, contava o que tinha feito e, ocasionalmente uns desabafos mais intensos quando havia desgostos amorosos ou problemas familiares ou do género. 

- Um álbum - ser menos escrita e mais fotografia (e aqui tanto dá para ser mais no registo de diário como de portfolio se se interessarem por fotografia a sério - tive os dois). 

- Um blog artístico - com desabafos super encriptados e reflexões filosóficas da vida muito ao estilo de uma pita intensa a passar por uma fase de auto-descoberta com muito drama à mistura e não assinado.

- Este blog. Um blogue de maternidade, que funciona como diário, mas que junta reflexões, fotografias com qualidade (outras nem tanto) e com algum humor e que pretende ser lido por muita gente, por vocês. 


Os três primeiros géneros são "apenas" para gratificação pessoal (o mais importante). Ou para poupar dinheiro num psiquiatra ou para ter registo das nossas coisas partilhando com aqueles que nos apetecer (porque não havia facebook na altura e, por isso, só chegava ao endereço quem soubesse dele). Surpreendi-me porque o primeiro e o terceiro tiveram ainda muita gente a ler. Fazia um post por dia ou menos. 

Quanto a este blogue, é um blogue que dá imenso trabalho. Convém mesmo - e daí também sermos duas (para além da pluralidade) - escrever frequentemente para vocês não se esquecerem de nós. A sorte é que ambas temos aquela necessidade de escrever e de partilhar que vos falei ali ao início. 

Já estão a morrer com tanta seca? Tá bem. 

Isto tudo para dizer que os 10 motivos para ter um blog (e para não ter) dependem muito do que quiserem de um blog e, portanto, do retorno que quiserem ter. Suponhamos, só para simplificar que queriam ter um blogue de sucesso como o nosso (ahah). 

10 motivos para ter um blogue: 

1 - Podemos partilhar com um grupo grande de pessoas coisas que nos unem e que nos fazem sentir normais. 

2 - Ficamos com um arquivo muito engraçado e genuíno daquele período de tempo.

3 - Podemos um dia vir a ter um negócio com o blog, sem comprometer a qualidade dos conteúdos e não passando a ser um estendal de publicidade (bom, isso depende de cada uma). 

4 - Menos tempos mortos (porque uma mãe não está suficientemente ocupada, não é?) e sensação de se ter embarcado num projecto. De alguma forma sentimo-nos empreendedoras. 

5 - Aliviar conversas menos interessantes para os nossos amigos. 

6 - (já me estou a ver à rasca) Se escreverem muito e bem (cof... cof) fica mais de metade do trabalho  feito para publicarem um livro. 

7 - Os familiares têm acesso a informações mais detalhadas sobre o que vai na vossa cabeça (isto pode nem sempre ser bom).

8 - Podemos inspirar e informar pessoas de alternativas que poderão fazer sentido para a vida delas (só me lembrei desta agora? que chatice! as haters vão dizer "mas a do negócio lembras-te logo, sua vacarrona!). 

9 - Tirarmos dúvidas com outras mães sobre mezinhas e pedirmos opinião nalgumas decisões. 

10 - Um espaço em que escrevemos e que há alguém que nos queira ler. 

10 motivos para NÃO ter um blogue: 

1- Para se ter sucesso dá um trabalho que é só estúpido. 

2 - Temos de interromper os nossos fins-de-semana para escrever posts como é o caso. 

3 - Parece que temos de ter uma sensibilidade super apurada, uma enorme auto-censura e "medo" para não podermos dizer o que realmente pensamos e não magoarmos sempre alguém. 

4 - Demora muito tempo até se conseguir desenvolver um negócio rentável proporcional ao esforço empregue (nós ainda não conseguimos!).

5 - Temos de lidar com várias sensibilidades dentro das nossas famílias sobre o que podemos expor, que fotografias publicar, do que podemos e não podemos falar. 

6 - Estarmos completamente expostas à opinião de qualquer pessoa e termos de lidar com isso. 

7 - Ficar tudo registado nos arquivos da internet. Se fizerem uma pesquisa pelos nossos nomes vão aparecer coisas que se calhar não gostaríamos que fosse a primeira impressão que alguém tivesse de nós. 

8 - Levarmos com bocas de quem não percebe o que nós fazemos numa de "ai vai lá escrever mais um post, ó blogger", "porque eu sou blogger", blá blá. Existe um preconceito. 

9 - Termos de lidar com uma vertente "empresarial" que não nos agrada e tratar de publicidades, orçamentos, pormenores, negociações... (blergh). 

10 - Nunca podermos relaxar porque sabemos que temos de arranjar conteúdo frequentemente. 


Mais uma vez, não se aplica a TODOS os blogues. Peguei no que sinto. Somos um blogue que não se importa com a concorrência porque sabemos os benefícios que ter um blogue traz principalmente à "cabeça". E porque sentimos que não somos concorrentes umas das outras por sermos todas diferentes. 

E vocês, bloggers ou ex-bloggers, querem acrescentar alguma coisa? O link para o vosso blog nos comentários por exemplo? 

;)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Querem ver-me a mexer?

Só me vêem em fotografias, mas neste caso (que sorte) vão poder ver as minhas bochechas e a minha boca em itálico (quase tanto como a Bárbara Guimarães) a falar.

Este foi um convite feito pela Marta que é  The Coolunista, fez uma série de vídeos para ajudar novas bloggers e decidiu convidar-nos para falarmos sobre como conciliar o trabalho com o blog (e, no nosso caso também, a maternidade). A Joana Paixão Brás, infelizmente, não pode ir - exctamente por não dar para conciliar com o trabalho, que engraçado), mas eu fui e apostei numa camisa de Zebra para parecer que percebia de moda.

Azares dos azares... Pareceu uma entrevista algo Zoológica.

Eu cá gostei muito de ir, até porque foi logo uns dias depois de pintar o cabelo, por isso estava impecável.


              


E vocês? O que acharam? ;)

Joana, fizeste falta. Será que irias com um padrão dálmata? ;)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Há quem pense que somos um casal.

E daríamos um bom casal ou não? ;) Fomos entrevistadas para a NiT (depois claro que contamos tudo assim que for para ser publicado) e, no final, como tinham de nos tirar umas fotografias, fiz-me logo ao bife para enviarem para nós que assim sempre temos coisas giras para mostrar. A Joana decidiu ir de branco como o "anjinho" que é. Assim parece o Light Side of The Force e eu fui com um vestido que não entendo!! Já explico... vão lendo as legendas! (sff, que também é bonito)

Este vestido é da colecção Outono Inverno, mas é de manga curta. O que é que é suposto fazer com isto? Eu pus uma long sleeve, pronto, mas isto é um bocado à anos 90. Na prática o que é que é para fazer? 

Reparem no sorriso maroto da Joana, ela sabe que se abrir a boca toda que fica com aquelas mini covinhas adoráveis. Ela sabe! Quando dizemos que "a Mãe é que sabe", estamos a falar da Joana, pois pois! Eu, no fundo, achei que era a melhor maneira de lidar com o sol a bater-me nas trombas. 

Decidimos assumir que sim, que daríamos um bom casal lésbico. E como sei que a Joana é muito muito apelativa para os mandriões, decidi fazer cara de que o bebé é meu. É meu. 

Tentem ignorar o meu pedaço de lombo ali de lado. Isto, aos poucos, vai ao sítio. A Joana é a segunda grávida mais elegante do país. A primeira todas sabemos quem é, não é? É.

Aqui quis parecer jornalista e séria, ao mesmo tempo que desviava a atenção dos flancos (banha lateral), mas fiquei igual a um irmão do meu pai que era pastor e usava o cabelo comprido - não correu bem. A Joana com o sorriso das covinhas, não falha! Sacana!
   
O momento em que me dá um pequeno AVC e me esqueço de abrir um olho e deixei cair um braço. Acho que, no fundo, metade do meu corpo adormeceu, mas ninguém deu por isso. 

Ainda hoje na entrevista nos perguntaram se alguma vez nos zangámos por causa do blogue ou por causa de outra coisa qualquer e fiquei muito feliz por sermos tão, mas tão compatíveis. Respeitamos o espaço de ambas, ela sabe lidar comigo e eu gosto muito dela (eu sou a de azul, para que não restem dúvidas) e este é o nosso filhote. No fundo, sim, somos um casal.

Obrigada a vocês pela paciência de lerem as nossas parvoíces.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Surpresa!

Não estavam à espera de nos ver assim, pois não? 





A nossa ideia é: já que nenhuma de nós está espectacular, mais vale ir para o lado feio para ninguém nos julgar. 

Para dizer a verdade, eu até estava espectacular, mas a Joana teve que se maquilhar à pressa no carro com a minha maquilhagem e não seria justo eu estar a dar tudo. 

Hoje de manhã tivemos uma reunião sobre o blog e tal e 2016 vai ser um ano diferente (espero bem que sim, senão mais valia ser 2015 e não mudar o último algarismo). 

Pronto. Agora tenho de trabalhar um bocadinho, mas era só para dizer que gostamos muito de vocês. A grávida e eu.