segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Mães que tudo sabem (#05) - Joana Paixão Brás

Já que andamos a entrevistar mães para o nosso blog, que tal também darmos a atenção devida à nossa betinha aqui do pedaço? Também é mãe, também "sabe tudo", ela é: Joana Paixão Brás!!

Aplausos moderados, sff, que isto não é uma tasca, senão não estava cá a Joana. A outra, claro.



1) Já disseste várias vezes que gostavas de ter "para aí uns 8 filhos". Agora que a Isabel tem quase 11 meses, manténs ou ganhaste cabecinha?

Hahaha mantenho, porque está no terreno do sonho. 8 não, credo!, 4 adoraria. Mas acho que vou ficar pelos três. Ou pelos dois, quando chegar aos dois e achar que estava era maluquinha de ter pensado em quatro.

2) Tu és muito visual, sonhas muito acordada, muitas vezes estipulas objectivos com aquilo que consegues pintar na tua cabeça (salvo seja, não literalmente que não és indígena). A maternidade está a ser tal qual imaginaste?

Está, está a ser melhor até. Era mesmo isto que eu queria, uma bebé calminha que me faz rir muito, um pai e namorado muito presente, um amor sem fim... e vou parar por aqui porque senão isto fica lamechas.




3) Que cuidados tiveste/estás a ter com a Isabel que o irmãozinho ou irmãzinha dela já não deve ter direito por já teres mais "andamento" nisto da maternidade?

Sinceramente, acho que já não vou estar a ler este mundo e o outro de cada vez que o irmãozinho der um pum. Vou confiar mais em mim. Talvez não tenha tanta preocupação em não o deixar ver TV. E muito provavelmente vai de boiões com mais facilidade quando tivermos de sair e pronto. Ah! E as fotografias e os vídeos... talvez não tenha tempo para fazer tantos e queira aproveitar estar mais com eles em vez de estar sempre atrás da lente.

4) O que te faz querer ser mãe tantas vezes? É para teres mais gente ainda a gostar de ti? É para poderes vestir todos com jardineiras da Osh Kosh de igual e tirar fotos? É porque gostas de uma casa cheia? Se for a última, podes sempre morar num atelier que, assim, já fica cheia só com a Isabel.

Hahaha É só para fazer fotografias em escadinha, com eles todos de gola e meias até ao joelho, claro. Estou a gozar. Sempre quis ter muitos filhos porque acho que os irmãos são mesmo o melhor que podemos dar aos nossos filhos, os maiores companheiros (aproveito para mandar um beijo grande ao meu), adoro famílias grandes e unidas, confusão q.b. à mesa, a fazerem teatros para a família no Natal, miúdos a brincarem e a partilharem e, claro, a meterem a mesa e a ajudarem. Lá estou eu a ser romântica e visual.




5) E tu como mãe? Surpreendeste-te contigo de alguma forma?

Eu sempre achei que teria jeito para ser mãe e quero acreditar que sou e vou ser uma boa mãe. Só me surpreendi com o bom humor com que às vezes fico depois de uma má noite. Sempre adorei e precisei de dormir, mas não é que fico mesmo feliz por ela existir e não me apetece mete-la num caixote do lixo?

6) O que é que a Isabel te tem ensinado? Sim, que não são só eles a aprender...

Tem-me ensinado a ser mais organizada, a gerir melhor a minha vida, a ser menos perfeccionista em algumas coisas e mais prática e, claro, dar mais importância ao que a tem e a fazer escolhas, a não querer ir a todas, a não fazer fretes. A respirar fundo, a tentar ter calma. Não vou sequer falar do amor incondicional que nunca antes tinha sentido e de ela me ter ajudado e ensinado a ser mãe. Ah, já falei.




7) És uma mãe muito activa. Gostas imenso de sair para passear, estar com os amigos, de vida louca, citando Fanny. Tem sido difícil para ti moderar? Ou não tens moderado de todo? Sentes falta da tua vida dantes?

Tenho moderado, combino muito menos saídas, já não consigo (nem quero) ir a tantos aniversários nem jantares, mas de vez em quando sabe-me bem! Vou-me revezando com o pai dela porque acho que nos faz falta estar com amigos, longe dos compromissos e da rotina. Mas muito pontualmente, só para manter a sanidade mental. Tento combinar mais lanches onde possa ir com a Isabel e combinamos almoços ou jantares em casa uns dos outros, para ela poder dormir as sestas dela. Ah! E já sabem que eu não tenho horas de chegada, é quando a princesa acordar das sestas! Disso não abdico.

Não sinto falta da minha vida anterior porque adoro esta e acho que consegui encontrar um equilíbrio, deixo-a com a avó para ir ao cinema uma vez por mês e já a deixei um fim-de-semana para ir passear a dois e soube-nos muito bem. Mais tempo que esse por enquanto não consigo, nem quero. Incrível como isto está tão bem feito que essas coisas deixam de ser importantes e passamos a gostar mais de outro tipo de programas e passeios a três.

8) Muito do que és enquanto mãe foi por teres sentido tanta coisa boa da tua ou estás em freestyle e, por acaso, sai-te tudo bem?

Muito do que sou se deve à minha mãe. Queria tentar fugir ao discurso dos Óscares, mas é difícil, porque acho mesmo que o facto de ter sido tão amada e tão estimulada, de terem brincado tanto comigo e me ensinado valores tão importantes (tanto a minha mãe como o meu pai - um beijinho PAI!), me ajudou a ter auto-estima, ambição, mas também a ser abnegada. Gosto de pensar que sou assim, como mulher e como mãe, por causa deles. Agora, não acho que seja condição para se ser uma boa mãe. Felizmente muitas mães dedicadas e ternas não tiveram o melhor dos exemplos, mas aprenderam o que não fazer.



9) Em que tarefa de mãe não és nada boa? Ou, vá, menos boa porque "a mãe é que sabe".

Não sou boa a gerir o frigorífico e a planear as refeições e acho que acabo por pôr a miúda a comer a mesma sopa durante uma semana (ou quase, porque alterno com outra, mas deve ser um enjoo, pobrezinha). Não devia estar tanto tempo no telemóvel e aproveitá-la mais. Devia ser mais organizada, mas acho que estou a melhorar.

10) És mãe há praticamente um ano. O melhor ano de sempre? Ou, médio, porque agora é que vem aí a parte mais gira da Isabel?

Todas as partes são giras: a gravidez (adorei), o nascimento (tive um parto maravilhoso!), os primeiros minutos, dar mama pela primeira vez e ficarmos juntinhas, os esgares a dormir, os primeiros tudo (banho, roupinha, papa, gatinhar, dente...) mas vê-la agora a fazer porcaria, a provocar-nos gargalhadas, a dançar, a tentar falar e andar é uma maravilha! Não sei se pode ser melhor, será que pode? Há mães que me dizem que é sempre a melhorar, mas este para mim foi o melhor ano de sempre! Para o ano serão os melhores dois anos de sempre e por aí em diante.




11) a Mãe é que sabe?

Agora tenho de dizer que sim para não estragar todo o conceito do blogue, mas acho que o pai também sabe, se quiser saber. Agora, que temos um instinto de leoas único e que somos nós a ter a palavra final, não me lixem, é que somos mesmo! HAHAHA (riso tipo Cruela).



3 comentários:

  1. Ahh! Ahh ahhhh!!! Adorei a foto do pandã Oshkosh, nós temos essa foto! :) (e agora elevada a clichê tem outra dimensão). E Joana sim, 4 filhos, 5, 6, viva a vida (mãe de 4, and counting, apoia)

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    1. Eheh também quero essa foto, óbvio! Beijinhos, mãe de 4!

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