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3.18.2019

E dicas para ir passear de auto-caravana?

Gennteeee, essas famílias por Portugal fora ficaram cheias de vontade de também ir passear por aí, não ficaram? É impressão minha ou há cada vez mais auto-caravanas? Não sei se será por sugestão ou se sempre andaram por aí. Seja como for, fico contente. É engraçado que tenho a  reação dos motoristas da Carris quando se vêem uns aos outros: sorrio e aceno ou lá o que é. 

Não sou perita nisto, mas aprendi algumas coisas com esta viagem e que, do que percebi no último post (que podem ler aqui) até querem que vos passe algumas dicas, sendo elas: 


- Contactos: 


Andei à procura na internet de imensas caravanas aqui e acolá e as daqueles sites, aquelas mais sedutoras como as semi pão de forma e afins não tinham casa de banho. Nós não queríamos ficar presas aos parques de campismo nem somos muito fãs de ir para balneários. Somos, talvez, as betas do campismo. Ter uma casa de banho e um sítio para tomar banho com água quente na nossa caravana era... crucial! Talvez um dia nos aventuremos a ir com menos condições mas, para já, quero dondocar. 

A minha amiga Sónia e o Ricardo gerem a Om Free Rentals (têm conta no Facebook e no Instagram). Perguntem pelos valores da Caravana da Joana do blog e ele saber-vos-á dizer. Há umas melhores há outras mais simples, mas desta posso falar à vontade. 



- Não sejam logo lambonas: 


Mas isto também é muito pessoal. Não fui logo fazer o sul da Europa e afins para me ambientar à coisa. Fizemos uma viagem pequena, de Lisboa a Nazaré com algumas paragens pelo meio. Foi fantástico e... não nos tínhamos importado nada de prolongar mais uma semaninha, confesso.

- Não entrem em survival mode: 


Não se esqueçam que uma auto-caravana é uma casa sobre rodas. E... isso significa que podem pará-la num parque ao ar livre, mesmo à porta do supermercado. Levem papel higiénico, guardanapos e afins, mas tudo o que precisarem de abastecer... continua a existir depois de entrarem na autocaravana. E, se forem nesta onde fui, tem talheres, loiça, tudo. 


- Vive-se melhor com internet: 


Se calhar sou só eu. Mas gostei de ter o conforto de poder ouvir música à fartazana e, se me apetecesse, de espetar com um episódiozinho na Irene dos Mundos de Mia só para ter uma meia hora de silêncio. O espaço não é enorme e, por isso, de vez em quando tem de haver controlo de danos, mas nada de especial. Só viu um episódio em 5 dias ou lá o que foi, ahah. 




- Levar alguém que não seja "mariquinhas" a conduzir coisas novas: 


Eu, para estacionar aquilo, deveria ter 2 avczinhos só com os nervos, mas felizmente levei a pessoa mais do que certa comigo. Hiper entusiasmada por experimentar e a conseguir sempre estacionar aà primeira - que nervos. Não é ciência nuclear, mas pode enervar. 


- Fazer cocós nos restaurantes e afins: 


Os não caravanistas que me perdoem, mas... como devem saber... as caravanas não têm saneamento, não é? Aquilo vai para um depósito que depois se deve ir despejando. Mas, até lá, os cocós ficam a boiar ali perto do sítio onde me sento (emoji vómito) e é desnecessário, digo eu. Vamos deixá-los ir à vida deles e presentear os estabelecimentos vários com o nosso antigo bolo alimentar. Não há nada de mal nisso. Ainda. 

- Descansar: 


O dia de auto-caravana cansa tanto como um dia de praia no Verão. Não se armem em campeãs e se ponham a mamar cafés à maluca porque o melhor é aceitar que estão cansadas e "deitar cedo e cedo erguer".



- Arrumar imediato: 


Enquanto que  a Marie Kondo não fizer um livro sobre as arrumações em caravanas, estou cá eu para vos dizer que é imprescindível que esteja sempre TUDO arrumado. Não só por uma questão de segurança - não me apetecia levar com livros na testa - mas também por feng shui. O espaço é pequeno... se estiver desarrumado... menos paz, de certeza. 


Outra dica? 

Não esperem mais!!!! Experimentem!!! Foi das melhores experiências da minha vida, a sério :)


12.24.2018

Neste Natal divirtam-se mas com moderação.

Hoje é dia 24 de Dezembro, o dia menos provável de lerem posts na internet ou, pelo menos, assim espero. 

Porém, tal como fazemos com os nossos filhos, é importante relembrarmos as regras antes de começar a loucura do dia de hoje. Vamos a isso: 

  • Não perguntar àquele tio que já tem 50 anos e que continua sozinho como tem estado a sua vida amorosa, a não ser que seja para lhe explicar como funciona o Tinder e para aumentar o espectro de busca e alargar até aos 90 anos e Faro. 


  • Não andar atrás das crianças a perguntar sobre namorados e namoradas porque é fixe que não fiquem com a ideia que toda a gente que é divertida e de quem gostem seja para ter um romance, mesmo que fantasioso. 


  • Não entrar na cozinha com o ar mais cansado do mundo e perguntar a quem está naquele ritmo frenético de lavar loiça e de limpar loiça se querem ajuda. Não se pergunta quando se quer ajudar, trabalha-se - sou perita nesta.

Em 2017. 

  • Evitar que nos salte a tampa se vier à baila um assunto que levemos a peito como por exemplo, literalmente, a amamentação ou, então, a "palmada na hora certa" ou se o "casados à primeira vista" é uma óptima maneira de promover o amor. 

  • Não sentir que somos responsáveis pelos silêncios que existem e não sentirmos necessidade de fazer conversa por estar esquisito. 

  • Experimentar não usar as crianças para apressar o Natal e acabar com o ambiente constrangedor. 

  • Tentar não comentar o aumento de peso ou a perda de peso ou a velhice dos familiares que já não víamos há, se calhar, um ano. 

  • Não nos passarmos quando nos disseram que "nunca te vi assim tão gorda, mesmo". 

  • Tentar não ser este o ano em que começamos a ficar loucas com papel de embrulho e a querermos dobrar tudo simetricamente para aproveitar para o ano seguinte. 

  • Ter a certeza que os chocolates de sempre já não têm tanta graça porque, como já somos adultas, já podemos comprar chocolates sempre que nos apetecer. 

  • Treinar ainda de manhã a cara do "ahh, adorei, esta terrina da Vista Alegre tem tudo a ver comigo e o quanto adoro animais, wow" e evitar mostrar a urgência em encontrarmos o talão para irmos trocar por umas calças de ganga decentes push-up. 


Mais alguma que se lembrem? Para já é isto que me apoquenta. Feliz Natal a todas e obrigada por nos seguirem :) <3 

11.21.2018

Como é que nunca me lembrei disto antes?

A Irene, tal como a maior parte dos vossos filhos (espero), fica encantadíssima com aqueles brinquedos de cocó do supermercado: as bonecas em forma de animais, os doces miniatura, os gelados com peluche surpresa. Sinto que hoje em dia muitos dos brinquedos que há para os miúdos são as surpresas dos Kinder dos anos 90 mas em vários formatos. Haja paciência que tenho a casa cheia de miniaturas e nem sequer são Polly Pockets. Nem sei como arrumar aquilo (a não ser no lixo porque "ohh devem ter ido no aspirador, Necas..."). 

Antes de irmos dormir, em vez de ouvir uma história, ela tem preferido brincar com as bonecas-animal, mas reparei que isso era um bocadinho redutor a nível de géneros e de enredo. Era sempre a história de serem amigas ou deixarem de ser com o clássico "já não vais à minha festa!". 

No outro dia, pensei: falta-me uma família. Credo, não era assim que queria que soasse. Falta-lhe uma família no sentido em que ela não tem brinquedos em que possa brincar à mãe, pai, irmão (se quiser) e amigos do pai e da mãe. Então... comprei!

No que é que isto é útil? Além dela poder brincar assuntos que tenha na cabeça (as crianças também brincam para processarem situações, para interiorizarem e resolverem questões que tenham) também me dá a opção de poder ver o que anda ali a ser cozinhado e intervir. 

Isto é: imaginem que o pai (boneco) começa a dizer à mãe (boneca) para ela ir para a cozinha, que é aí o lugar dela... 

Espero que não aconteça. Seria péssimo sinal. Porém, na brincadeira, teria oportunidade de lhe mostrar o melhor cenário, de por as personagens a responder o "ideal" e de ter mais uma maneira para conversar com ela e na linguagem dela...

Eu gosto que ela tenha bons brinquedos, em vez de muitos. Tem muitos na mesma, é um facto, evito ao máximo comprar-lhe essas porcarias sem interesse nenhum e que acabam sempre no fundo da mala ou de um cesto qualquer no quarto, mas vêm parar cá a casa na mesma - não dá para controlar tudo e todos, não é? 

Gostei desta família que vi na Imaginarium e foi o que comprei. Fica a dica, caso tenham interesse em ver os vossos filhos a brincarem as famílias e ter uma maneira de lhe explicar mais coisas... eheheheheheheheeheh. 



Gosto que não tenham maquilhagem e olhos esquisitos... :) Pena serem de plástico, mas achei-os muito, muito queridos.


9.12.2018

Estou grávida. O que preciso de comprar para o meu bebé?

É preciso comprar tudo? Não. Já vos falámos aqui várias vezes que as mães (as famílias em geral) exageram nas compras para o bebé e tudo começa logo na barriga. Há um desejo de fazer o ninho e de que nada lhe falte e que nada nos falte e, de repente, achamos até uma colher (uma colher!!!) maravilhosa, o último grito e TEMOS DE TER, mesmo a criança só vá comer dali a 6 meses.

Depois, com os anos a passar, vamo-nos apercebendo de que é (quase) tudo um exagero. Quase nada é mesmo, mesmo, essencial. Contei-vos que tive muita coisa emprestada na primeira filha (o carrinho da minha tia, o berço que era da família do Raminhos (obrigada, Catarina e António), a banheira, etc, etc), comprei coisas em segunda mão (o roupeiro para o quarto dela, por exemplo), herdei algumas roupas das primas mais velhas, etc. A minha segunda filha pouco dormiu na cama de grades por exemplo: passou do berço para a nossa cama com barras laterais e depois para o chão. Cada família verá quais as melhores soluções mas uma coisa aprendi: não vale a pena adquirir coisas com muita antecedência e algumas delas mais vale experimentar primeiro (e, com sorte, emprestadas).

Não queremos sequer incentivar por aqui ao consumo desenfreado e seria excelente que cada um de nós fizesse escolhas cada vez mais ponderadas e mais amigas do ambiente também. Contra mim falo (mas já bem melhor e mais consciente). 

No entanto, também não sou careta e acho que há espaço para tudo, com ponderação: uns miminhos, uns objectos para decoração, uns brinquedos (poucos!), umas roupas especiais.
E há coisas que vêm ajudar-nos e facilitar as nossas vidas e são muito bem-vindas: babywearing! Da primeira filha não estava informada e usei, além de um ring sling emprestado pela Rita Ferro Alvim (obrigada!) - serei muito crava? LOL - , um marsúpio (os marsúpios não são bons para eles nem para nós). Depois, mais tarde, descobri o fantástico mundo das mochilas ergonómicas e dos panos. Com a segunda filha usei e abusei deles - se há investimento que se deva fazer, é este (ver em segunda mão se não puderem fazer o esforço; pedir emprestado LOL; quando perguntarem o que queremos ou precisamos, ver se não dá para fazer uma vaquinha entre vários amigos e familiares)... Ainda uso com a Isabel e ela já tem 4 anos, imaginem.

Descobri na feira Puericultura Madrid, a que fui na semana passada para conhecer as novidades das marcas, que agora a Boba já tem mochila para toddlers, com extensores (com fecho) para maior conforto das perninhas, acompanhando-os no crescimento. Boa ideia! Era o único senão que apontava quando usava com a Isabel, ficava marcada.

Por isso, fica a dica (mas experimentem várias opções antes: peçam ajuda no grupo do FB, Babywearing Portugal, vão a lojas experimentar mesmo já com o bebé e vejam de qual gostam mais e qual poderiam adquirir).  

Não faço ideia se é esta a Boba X, mas a que estou a falar dá para aumentar ali na zona das pernas até aos joelhos quando este bebé for mais crescido

Boas compras! E calma, muita calma quando vos perguntam: "então e já tens isto? E aquilo? E aquilo?" Filtrem, informem-se e não pirem. :)


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8.21.2018

Quero ser mais feliz do que isto (#1) - Adeus instagram!

Ahhhhhhh! Não sei se é por estarmos a chegar a Setembro e ter sido, desde sempre, o meu "começo de ano preferido" (por poder estrear cadernos e dossiers, livros com cheirinho a novo e também por ser o meu aniversário), ou se é porque estou "cheia de vida" por ter vindo de férias e, por isso, já me dou ao luxo de pensar nalgumas coisas com vista a resolver outras. 

Acabou-se o instagram!
Quer dizer... não acabou, acabou. Mas... acabou na medida em que o abria mais de 40 vezes por dia. Em que, em vez de estar a brincar com a Irene, estava a ver o feed de coisas que não me interessam mais do que a minha filha e stories de pessoas que vejo todos os dias no trabalho.... 

Não preciso de estar sempre on. Porque é que tenho de saber no PRECISO momento quando é que alguém me comentou alguma coisa ou leu uma mensagem? Eu é que mando nisto! Eu é que, quando tiver tempo para ir ver se tenho mensagens, vejo se tenho mensagens - simples! 

Já reparei que "assim que me chamam", que me sinto pressionada a ir e naquele instante (por causa da curiosidade e da vontade de resolver rápido - ansiedade) e, por isso, mudei aqui algumas coisas: 

- Só vou ao instagram duas vezes por dia - estou a prever aquela volta matinal na cama, mais por alto e aquela volta à noite, antes de dormir. Se, por acaso, houver algum motivo ESPECIAL, poderei abrir a meio do dia ou quando isso estiver a acontecer, mas é uma excepção e não a regra. 

Isto foi em Outubro de 2015 :) Agora é The Love Project, conheçam a Joana Bandeira. :) 

Depois desta resolução (que comecei a por em prática ontem), reparei que podia fazer mais umas quantas coisas por mim para "ganhar mais tempo" na vida real e andar menos ocupada a ver a vida dos outros (por acaso não sigo muitas contas de "malta", fiz uma razia às contas que seguia para ver se tornava o meu feed mais interessante): 

- Desliguei as notificações do instagram (TODAS! Mensagens, comentários, amigos a fazerem directos, tudo!). Se calhar, para vocês, isto não tem grande impacto, mas sendo eu uma pessoa conhecida de categoria rafeirinha (tipo z, vá) em que 80% do meu trabalho passa por redes sociais, isto é big deal! 

- Desliguei as notificações do mail do trabalho. Isto já foi há uns tempos, mas a verdade é: se estou no trabalho, estou a trabalhar. Se não estou no trabalho não quero estar a stressar com coisas que não estão no meu horário e, por causa disso, também prejudicar o meu trabalho por "fazer tudo em cima do joelho". Não era melhor profissional por estar sempre atenta ao e-mail, fosse a que hora fosse.

- Desliguei as notificações de grupos no whatsapp. Nada nunca será importante ao ponto de ter de ser notificada disso ao ponto de interromper o que estou a fazer no grupo dos pais da ex-turma da Irene, do meu grupo de comediantes ou de amigos do colégio ("aiii eu vi logo que esta também tinha ar de betinha" - não sejam venenosas!). 

- Desliguei as notificações do mail pessoal e do mail do blog - Pelos mesmos motivos: nada de responder à pressa e de serem "as outras pessoas" a mandarem no meu tempo. Eu é que decido quando é que posso ir ao e-mail e, por isso, estar em condições de dar a melhor resposta possível. Acredito que vou poupar muito trabalho assim e que farei trabalho de melhor qualidade. 

- Desliguei uma luzinha que pelo menos os Samsungs terão (alguns) que notifica quando é que recebemos uma mensagem ou não, mesmo que o telefone tenha o ecrã apagado.  Não quero sentir a tentação de interromper o que estou a fazer para ver algo que ainda lá estará daqui a minutos. 

- Tirei o icon do instagram e do Facebook do ecrã principal - Vocês não têm a noção quantas vezes fui hoje em automatico à procura do icon no sítio do costume... 


Hoje já olhei muitas mais vezes para a Irene. Ela não teve que me chamar nem 1/10 das vezes para olhar para ela. Não fiquei irritada por ela me interromper porque não estava hipnotizada com aquela trampa. O tempo parece que alargou e consegui fazer mais coisas e acho até que a minha disposição mudou. Sei que é o primeiro dia de desmame, mas aqui vou eu. Acho que é uma boa decisão. 

Também estou a por outras em prática. Depois conto-vos. :)



7.25.2018

Encomendei a comida das garotas para as férias.

Foi um dos meus maiores descansos nas férias no ano passado: levar comida já feita para as garotas. E, sendo essa comida saudável e de origem biológica, melhor. Este ano vamos repetir a dose: já estive a escolher as refeições que vou levar. Saber que a maioria dos pratos que as miúdas vão comer são variados e nutritivos e que basta aquecê-los é quase tão bom quanto ir para um resort com pulseirinha no pulso (ahah). 
No ano passado levámos só sopas da Bebé Gourmet, este ano levo algumas sopas e alguns segundos. As miúdas vêm quase sempre estoiradas da praia (nós gostamos muito de ficar até tarde), muitas vezes já vêm a adormecer no carro, e é fixe ter logo ali à mão as refeições delas, despachá-las e depois poder jantar à vontade, depois de já estarem a dormir, com calma. Ao almoço comem o que comermos (e às vezes  sandes de atum com tomate e alface comem), ao jantar comem bem. Só para terem uma melhor noção das ementas disponíveis, escolhi estas: arroz de bacalhau, frango com maçã, molho de coco e arroz thai, perca na massa com coentros, hambúrguer de feijão com cenoura e arroz alegre, filete de pescada assada com puré de batata, sopa de espinafres e grão, sopa de cenoura com hortelã e sopa de alho francês e batata doce. Não levo para todos os dias, até porque devemos ir jantar fora uma vez, mas a nossa primeira semana fica mais relaxada desta forma. Aconselho vivamente!



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6.26.2018

Estamos a começar o desfralde da Luísa


É engraçado como, mesmo tendo estado no mesmo forno e tendo os mesmos pais, elas são tão diferentes em tantas coisas. Também no desfralde me parece que vão ser. Por esta altura, a Isabel fazia cocó na sanita ou no penico (que usou pouco tempo) e já estava lançada no desfralde. A Luísa começa agora a ganhar interesse em ir à sanita fazer chichi mesmo que não faça nada (fez uma vez, fizemos uma festa com aplausos e tudo e deve ter ficado tão orgulhosa que agora vai lá imensas vezes). Mesmo não fazendo, o interesse já é óptimo, claro. E é giro ver o papel da irmã mais velha nas mais pequenas coisas e nas conversas que vão tendo. A irmã ensinou-a a subir para o banquinho e a virar-se ao “contáio” (sim, que a Luísa escalava a sanita e chegou a enfiar um pé lá dentro) e agora diz que já não precisa de redutor, tal como a irmã.

Começámos já a usar cueca-fralda durante o dia e vai à casa de banho sempre que pede. Na hora da brincadeira, também já limpa o rabinho do bebé ou das bonecas com as Kandoo (calma, que elas voltam para a caixa, nada se estraga): já sabe abrir e fechar a caixa na perfeição e aquelas mãos sapudinhas conseguem tirar as toalhitas uma a uma. Toalhitas essas que são descartáveis pela sanita!

A grande novidade cá em casa – mas que não posso ter à mão de semear, senão usavam até para limpar janelas - são as toalhitas Aquas que dão para qualquer fase e até para bem antes do desfralde: são excelentes, por exemplo, para recém-nascidos e têm 99% de água, sem qualquer tipo de perfume ou fragância. Basicamente são tão suaves que dão para qualquer parte do corpo e para qualquer idade (já experimentei para desmaquilhar e são óptimas) e ainda são biodegradáveis, também descartáveis pela sanita, o que é uma excelente notícia!

É tão bom vê-las a limparem a boca uma à outra e a terem momentos de grande cumplicidade, quando não estão a arrancar olhinhos. 😅 Vejam o vídeo:



E agora é esperar por ela e pelo verão para passarmos às cuecas. Que seja tudo sempre uma brincadeira, sem pressão. E com a irmã por perto, a ajudar.


*post escrito em parceria com a Kandoo





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5.11.2018

Calem-se um bocadinho!

Tem mesmo que ser! 

Como vos contei há uns posts, no outro dia a Irene e eu estivémos a rever vários vídeos em que ela era pequenina e ainda estava eu toda escarafunchada do parto (e da cabeça - ainda em processo, ahah). E reparei numa coisa: não nos calamos. 

Até poderia dizer que "é só no momento dos vídeos", mas todas sabemos que isso não é verdade. É quando eles são queridos, quando estão a chorar, quando encontramos alguém, quando vamos tirar uma fotografia, quando...  Nem é o facto de falarmos muito com eles - acho que isso é suposto. 

É mais o não lhes darmos tempo para responder e imprimirmos ali um ritmo frenético assustador - agora vão dizer-me que fui só eu e que vocês são todas mães do yoga e dos óleos essenciais? 

Temos que lhes dar tempo. A cabecinha deles para ligar é como os modems antigos quando ligávamos à net. E, depois, ainda têm de aquecer um bocadinho e só depois é que reagem.

Por isso: "Como é que faz um cão?"


.
.
.
.
.
.
.
 Ão. Ão.


E não:

"Como é que faz um cão, bebé? Como faz um cão? O cão faz como? Ão??? Ão??? Como é bebé? Como é? É como? Aiii que bebé tão lindo... !"






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2.04.2018

5 coisas a não fazer quando se vai viajar com filhos

Já ando para vos escrever este post há que séculos. Agora que começamos a sonhar com uma viagem com as miúdas e outra sem, para este ano, resolvi reunir um conjunto de cinco recomendações para quando decidirem pegar na filharada e ir com ela de avião a qualquer parte do mundo. 

1)  NÃO vão de mãos a abanar no que diz respeito a slings, panos, mochilas ergonómicas ou carrinhos. 
Ouçam o que eu vos digo: por muito que não vos apeteça andar com monos e que achem que eles andam bem a pé ou que não vão querer andar "presos", nada vos vai fazer mais falta que isto. Claro que depende sempre do propósito da viagem: se é para ficarem a  num resort ou se é para fazerem quilómetros e andarem por museus, restaurantes e cidades. Mas, para mim, pelo menos um carrinho bengala, fácil de transportar e onde eles possam dormir, e uma mochila ergonómica é ponto assente. Na última viagem os quatro, até Barcelona, levámos duas mochilas e um carrinho e foi o que nos safou. Sim, a Isabel é super bem transportada numa mochila - se a mochila for boa, pode aguentar até aos 20kgs sem que seja desconfortável para eles ou nos doa as costas. Temos a Boba 3g e um Ergobaby. Íamos revezando as miúdas no carrinho (levamos o bengala Noa da Bébéconfort).

2) NÃO levem toda a cozinha às costas: as sopas, os tomates biológicos, as bolachas de aveia com alpista, o iogurte de não sei quê.
Eu gosto que elas comam bem, na maioria das vezes, mas de férias, minhas amigas, não estou nem aí. Não é por uns dias que fico com o sobrolho a tremer. Se não comem sopa todos os dias, compro fruta algures; se comem carne dois ou três dias seguidos, não me apoquento. Nunca fomos para nenhum destino muito exótico, verdade seja dita, mas até acho que aí o verbo que iria mais aplicar seria "descomplicar". É uma boa maneira de os "obrigar" a experimentarem coisas novas, pumbas. Agora lembrei-me da minha primeira ida a Paris com o meu irmão e primo a fazermos concursos de puns no quarto de hotel, por estarmos a ser alimentados a porcaria e ri-me.
Isto não invalida que se leve coisas para o avião, isso sim, acho uma jogada de mestre: fruta, bolachas, pão, snacks, podemos levar tudo o que for para os miúdos comerem e isso pode evitar birras e ajudar a passar o tempo. Tudo o que for para nos poupar a stress extra na viagem, melhor.
3) NÃO se esqueçam de, caso vão sem o pai das crianças e não sejam casadas, levar uma autorização reconhecida por advogado/notário.
Ai filhas, se eu vos contasse o que me aconteceu quando fui viajar com a Luísa... Vou contar. O meu pai, advogado, estava a preparar o tal documento, mas entretanto resolvemos saber se era mesmo preciso o esforço. Enviámos email ao SEF a perguntar se seria. Responderam-nos que não. "Menor, filho de pais em união de facto (filiação estabelecida quanto a ambos os progenitores que vivem em condições análogas às dos cônjuges): A autorização de saída deve ser emitida e assinada por um dos progenitores, apenas se o menor viajar sem nenhum deles; caso o menor viaje com um dos progenitores não carece de autorização, desde que não haja oposição do outro."
Posto isto e com o email em minha posse lá fui eu toda gaiteira para o aeroporto. Resultado: tudo muito bonito, mas a companhia aérea não nos deixaria embarcar sem a declaração assinada pelo pai. Que maravilha. A menos de uma hora, isto. Suei do bigode. Lá consegui, até hoje nem sei bem como, que a declaração fosse de mota por meio de um colega do meu pai, no meio do trânsito da segunda circular, ter com o David a Carnaxide, que ele assinasse e que fosse por email ou fax ou que foi até ao aeroporto. Um sufoco. Por isso, mães e pais deste país, levar declaração caso não estejam casados e um de vocês não viaje com os filhos. Pela lei não é preciso, mas depois na prática podem exigir. Enfim.

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4) NÃO esperem que os vossos filhos se portem que nem adultos em ponto pequenino, não se chateiem nem queiram saltar pela janela do avião ou não se mandem para o chão no restaurante.

Se nós, adultos, às vezes exasperamos em viagem, imaginem eles. Sítios novos, coisas novas, pessoas diferentes, espaços confinados... Para eu não ter logo expectativas muito altas, na primeira viagem da Isabel, a Londres (aqui), a Isabel fez logo uma birra valente no aeroporto que é por causa das coisas. Por acaso, depois no avião, até foi tranquilo. Levámos arsenal: lápis e folhas, uma mala que comprei na Alehop com ímans de olhos e bocas e narizes de animais giríssima e que dava minutos e minutos de brincadeiras, e livros. Convém levarem algumas novidades para os agarrar, nem que seja um livro para pintarem ou autocolantes. Vá, um tablet com jogos ou videoclips do Panda também pode ajudar, não me vou armar em moralista antitablets. Usado com moderação, tem vantagens, e nos restaurantes no país ou cidade que forem resultar é, por vezes, um alívio. :)



Depois, é tentar fazer alguns programas que lhes possam agradar (na viagem a Barcelona, e porque também já conhecíamos a cidade, acabámos por ir a parques, para elas poderem andar de baloiço, e foi bem giro) e planear bem o dia, de forma realista, sem grandes expectativas e listas enormes a cumprir, de forma a poder ir descansar a casa/hotel a meio ou então chegar a casa mais cedo e já não sair. Ver bem se vale a pena subir 300 escadas até ao castelo, ver se compensa aquele museu onde se paga bem, se provavelmente àquela hora, o miúdo vai estar com fome, etc, etc. E, mesmo depois desse desprendimento, houver umas birritas, É NORMAL. Respirar fundo. (Por acaso queixo-me zero delas em viagem, são sempre uma surpresa muito positiva, tirando um ou outro voo de regresso).



5) Não digam nunca "isto não são férias!"
Até porque não é verdade. É verdade a parte em que não se descansa o corpinho, mas a verdade é que muito provavelmente serão as férias mais incríveis, de que se vão recordar daqui a uns anos. Por mais que possamos chegar mais cansados do que saímos, por mais que as unhas dos pés encravem de tanto caminhar, de uma ou outra birra que nos pareça despropositada, por mais que chova e que isso nos estrague alguns planos, não há nada mais enriquecedor do que passear com os nossos filhos. Para nós e para eles. A dinâmica em família, o desafio, a aventura, a descoberta de sítios novos e sabores novos, o aprender algumas palavras novas (e vê-los a repetirem), o facto de podermos estar felizes e passar-lhes isso é impagável. A Isabel ainda hoje se lembra da viagem a Barcelona e sabe que foi lá que aprendeu algumas coisas de espanhol (para a próxima tento o catalão). Por isso, "isto não são férias" é uma frase muuuuuito injusta. São outro tipo de férias. E um privilégio.


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1.07.2018

Quando não souberem o que oferecer a crianças... ofereçam livros!

Um livro é a prenda mais revisitada lá em casa. A par da família dos coelhinhos e dos lápis e canetas para pintar, é ao que mais "brincamos".

Comecei a fazer a biblioteca da Isabel quando ela estava na minha barriga. Começámos o ritual da história antes de ir dormir com meses, talvez uns 6, se não me falha a memória. Desde cedo que vi nela interesse em acompanhar o que lhe queríamos contar, com variações na voz, com diferentes sons e personagens. Com a Luísa, nem sempre foi assim, nem sempre consegui que ficasse concentrada a escutar uma história e a acompanhar as imagens, mas agora já lá chegámos. Mais ou menos. Ainda acontece não termos acabado e já estar a ir buscar outro. Mas este ritual, o ritual de ler, é algo que sempre fiz questão de lhes incutir (e começa logo, ainda antes de acharmos que estão preparados). Vou rezar para que o mantenham, sempre, mesmo quando isto concorrer com os desportos, a música, os jogos, os amigos, os festivais, os telemóveis. Que guardem sempre uma vontade de se evadirem com histórias e personagens. Que levem sempre um livro para a praia. Que tenham vários de cabeceira.

Este é o livro do momento cá em casa (pedi a uma tia delas no Natal, quando me perguntaram o que elas queriam. Elas não sabem mas querem muito livros! eheh). Comecei a fazer a biblioteca da Isabel quando ela estava na minha barriga.





O Cuquedo uma lengalenga muito divertida que a Isabel já sabe de cor e salteado. É simples e tem piada. As ilustrações são bonitas. É fácil de contar. E já há a sequela (O Cuquedo e Um Amor que Mete Medo) que tenho de lhe oferecer nos anos. No outro dia, quando fui buscar a Isabel à escola, estavam a desenhar o cuquedo e a senhora cuquedo por isso já percebi que há romance no ar.

Fica a dica, quando estiverem, como nós, sempre à procura de livros para eles. São os "brinquedos" que faço questão que tenham.



Depois, um que mostrei nos stories do instagram e que estaríamos a adorar não tivesse a Luísa dado cabo de duas páginas é este, O Monstro das Cores, em que as emoções são explicadas através das cores. [A personagem principal é um monstro que muda de cor consoante o que está a sentir e a sua amiga explica-lhe o que significa estar triste, estar alegre, ter medo, estar calmo e sentir raiva.] Organiza os sentimentos em frasquinhos. Giro, giro. 

Ainda nesta onda de explicar os sentimentos, este. O Livro Zangado ajuda a explicar a raiva, a ira, e ajuda a lidar com as zangas. Quando a Isabel está zangada, normalmente pergunto-lhe de que cor acha que está e lá se lembra do livro e da cor vermelha e lembra-se de contar até 10. (Temos também O Livro com Sono).

Hoje ofereci este à prima da Isabel e da Luísa, que fez anos, e espero que ela goste muito. Conheci este autor, o Hervé Tullet, através da Joana Gama e, coincidentemente, foi uma das histórias na hora do conto lá em Santarém, que deixou os miúdos todos super atentos. Oh! Um Livro com Sons! leva-nos ao mundo da imaginação através das cores e quem faz os sons somos nós, carregando o dedo na página). Muito divertido, muito estimulante e um óptimo passatempo para pais e filhos (a prima fez 5 anos e acho mais apropriado para essa idade, ou a partir dessa idade).

Só mais um! Nas nossas férias em Azeitão os nossos amigos tinham este e foi risada garantida: A Toupeira que Queria Saber Quem lhe Fizera Aquilo na Cabeça. Aquilo é um cocó. Risadas garantidas, com um tema tão escatológico abordado de forma tão natural e divertida. Não temos, mas está na lista.



Pronto, já têm aqui uma listinha bem jeitosa para a vossa biblioteca. Quando não souberem o que oferecer, ofereçam livros! Livros nunca são demais.

Quero ideias para a troca. Digam-me coisas: quais são os vossos preferidos?


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