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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Voltou mais cedo das férias com o pai.

Como vos contei (podem ler aqui em "Uma semana sem ela, vou sobreviver?"), estive uma semana sem a Irene, pela primeira vez. Sei que muitas de vocês têm de passar por períodos mais alargados, até há quem tenha custódia partilhada e, desde que os filhos são bem bebés, passam uma semana com cada pai, mas isto para mim foi difícil. 

Claro que não foi horrível. Tenho muitas coisas que quero fazer e que só posso fazer quando ela não está comigo. Nomeadamente: nada. A minha cabeça abranda em quase 75% e vejo outras qualidades minhas - das quais normalmente tenho saudades - a regressarem a mim mesma. Uma semana deu para ter um laivo da Joana que não está sempre preocupada com tudo o que tenha a ver com a Irene. 

A Irene divertiu-se muito com o pai e com os avós de férias. Fiquei de coração cheio a vê-la na piscina a brincar. Pareceu o timing certo para já passar uma semana inteira sem mim e agora tive a certeza. No entanto, no último dia, perguntou várias vezes por que é que ainda ia dormir um dia à casa do pai e não vinha logo ter comigo. 

Estava na dúvida se abria a excepção ou não. Visto que a conversa tinha sido "a mãe está a trabalhar, só pode a partir de terça". Ainda para mais agora com o regresso à escola, não queria muito que ela percebesse (mal) que existe alguma maleabilidade nestas situações - quando a mãe diz que tem de ir trabalhar, é porque tem de ir. Porém, como em tudo o que tenho aprendido nisto de ser mãe até agora - o meu coração dizia que sim. Afinal de contas, a minha filha estava a dizer-me que tinha saudades minhas e eu, a morrer de saudades dela, só tinha mais que lhe dizer que sim. 

Fui educada a ver todas as combinações como contratualizadas, como se não pudesse haver flexibilidade ou se pudesse seguir algum tipo de fluidez. Reconheço como uma boa qualidade minha esta pseudo-fiabilidade, mas há que "deixar a vida entrar". Se a minha filha perguntar duas ou três vezes por que é que não podia dormir comigo não é motivo suficiente para quebrar um plano, o que seria? 

E que parvoíce que é a minha cabeça. Acreditam que a minha cabeça ainda questionou se podia ser apenas curiosidade? Como se eu não fosse "uma mãe que desse saudades"? 

Afinal sou! E hoje fiz-lhe umas panquecas de espelta com linhaça, banana e ovo (ahah nunca pensei usar sequer estas palavras alguma vez na vida, quanto mais tê-las na minha cozinha) numa frigideira que comprei o ano passado... e pensei: "Porra, ela até tem sorte!".




Claro que não é por causa da porcaria das panquecas, mas acho que a Irene até tem uma mãe porreira. Imperfeita, mas porreira. Vocês conseguem ver o quão incríveis são? 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Uma semana sem ela... vou sobreviver?

Tenho estado sem ela um pouco aqui e outro ali, mas nunca uma semana. Há abertura para que seja menos tempo da parte do pai, mas acho importante que ela passe a semana inteira com o pai, para que tenham contacto continuado  nas rotinas durante uma semana, mesmo que de férias. 

Eu tenho a custódia da Irene, não é o cenário mais frequente actualmente (do que dizem), mas é o que se adequa melhor ao nosso cenário. 

Esta semana vai-me custar tanto como, provavelmente saber bem, mas... tenho o coração apertado. Ainda para mais, depois de termos passado tantas férias juntas agora no Verão, o meu corpo parece ainda mais colado ao dela para adormecer, para tudo. 

Ela tem de crescer, ser de mais mundo e, neste caso, nem é "mundo", é o Pai. Vai para uma casa fantástica com o Pai e com os avós, vai ser só fabuloso. A mãe também vai aproveitar o fim-de-semana ali pelo meio e esticar a perninha na praia, mas... ahhh...

Quando ela voltar já vem mais crescida e não vi! 

Alguém que me perceba? Ou vou só receber comentários de mães a dizer que sou isto e aquilo porque não se quê?




Já agora, tudo o que tenho escrito sobre divórcio, aqui e aqui


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O que tem facilitado para a Irene na troca de casas.

Não sou experiente nisto. 

É o meu primeiro divórcio, se calhar lá para o segundo ou para o terceiro, já faça isto com uma perna às costas, ahah (não pretendo divorciar-me mais vezes, claro, parece que não sabem brincar, que chatas). 




Porém, como filha de pais divorciados, acho que tenho a "sorte" (ehh optimismo) de ter aqui uma perspectiva também interessante. Por isso, coisas que o Frederico e eu fazemos para tornar as coisas mais fáceis para a Irene: 

- Não falarmos mal um do outro, antes pelo contrário.

Sei que é difícil (mais para umas que para outras), mas é mesmo o melhor a fazer. 

- A miúda não andar com malas de roupa para trás e para a frente. 

O Frederico tem roupa da Irene (que ele e os pais dele compraram) na casa dele e na minha também tenho a que comprei para ela. Acontece algumas vezes algumas ficarem em sítios diferentes e, por isso, periodicamente fazemos uma vistoria e trocamos, mas sem pressas. Intencionalmente visto roupa "do pai" quando ela está em minha casa para que ela sinta que a roupa é dela e não do espaço onde está. 

- Associar coisas ao outro pai. 

Sempre que posso, referir que o pai também sabe fazer ou também gosta para que ela sinta que as duas pessoas - apesar de não estarem casadas e de não viverem juntas - têm uma ligação entre si, que se conhecem e que se respeitam. 

- Encorajar positivamente a ida para a casa do outro.

Mostrar que não há territorialismos. Que a mãe não é adversária. Que a mãe fica contente por ela querer ir para a casa do pai. Que sabe que ela gosta e precisa dele e que isso é bom. Atenuar a sensação de "lealdade" nela. 

- Conversar e partilhar fotografias/vídeos com frequência.

Estar a par do que se passa na casa do outro tanto quanto necessário e possível. É importante - a meu ver - que ela assista a esses momentos e que perceba que existe comunicação entre os dois lados. Os pais continuam a ser um plural apesar de já não serem um casal. 

- Aceitar a troca de brinquedos entre uma casa e outra.

Aceitar as sugestões da Irene quando quer trazer determinado brinquedo ou levar. Os brinquedos são dela. Devolvo quando já não são objecto de atenção. 

- Avisar a Irene como vai ser a semana dela a nível de trocas. 

Tentamos manter a rotina, mas aviso-a sempre quando é que é dia do pai a ir buscar e quando é que dorme ou não. 

São algumas dicas que me consigo lembrar para já e que queria por à vossa consideração. Isto é o que fazemos no nosso cenário em que a Irene está maioritariamente comigo, fins-de-semana alternados com o pai e quartas-feiras com dormida alternadas ou fim de dia (consoante seja fim-de-semana de dormida ou não). Nada simples, bem sei, mas dou o meu melhor diariamente para que seja o melhor e mais fácil para ela. 

Querem acrescentar dicas? 


Se quiserem ler mais coisas que tenha escrito sobre o divórcio, carreguem aqui. 


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Não pensem que lá por ser blogger que o meu divórcio foi/é fácil...

Não pensem que lá por ser blogger que o meu divórcio foi/é fácil .

Há muita coisa que temos conseguido fazer com que funcione e muito melhor do que estaríamos à espera, mas ainda me parte o coração quando, nas passagens da Irene da casa do pai para a casa da mãe, existem momentos de grande tristeza dela.

Ficamos sem saber bem como agir. Ela expressa que está triste e o que depreendo é que lhe faz confusão quando passa a ter um, deixar de ter o outro.

Já tenho recebido algumas dicas como fazer as trocas na escola ou nalguma actividade. Quero muito ajudá-la porque lhe dói.

No meu caso lembro-me que quando chegava à casa a mãe estava sempre muito zangada, mas depois passava.

Querem dar alguma dica ? ❤️







quinta-feira, 21 de junho de 2018

A arte do "cagar para isso".

Não vou dizer que é fácil, porque não é. No entanto, vai ficando cada vez menos difícil. 

Por me ter divorciado, há imensas coisas que não vou poder controlar na vida da Irene (quando está com o pai). Penso muito no que a minha mãe poderá ter tido que "engolir" por eu ir sair à noite com o meu pai antes dos 18 e coisas do género ('tadinha, Dona Sílvia <3). 

Há coisas que têm de ser ditas. Coisas que têm mesmo que acontecer, recomendações. E, por acaso, tenho "sorte" em ter um ex-marido que valoriza as minhas opiniões e decisões e que respeita o que é melhor para a Irene. 

... mas claro que nem tudo é perfeito. 

Há coisas que não gosto e que não posso alterar. E temos também que aceitar a diferença e perceber que, pelo menos no nosso caso, as coisas que acontecem na casa do pai são o regime de excepção e não o da "regra". 

Custa não dizer nada, mas isto do "cagar para isso" é uma arte. 

Há coisas que, no momento, nos parecem o final do mundo e uma "afronta". Coisas que, se ligassemos naquele momento à outra pessoa seriam "COMO É QUE FOSTE CAPAZ DE FAZER UMA COISA DESTAS?". Mas que, horas depois (se forem do género furioso como eu, ahah), parecem ser só uma coisinha de nada e que acabámos de evitar uma discussão, piorar o ambiente e, acima de tudo, o nosso dia e o tempo com os nossos filhos. 

É uma arte. Vamo-nos aperfeiçoando. Estou a aprender. Mais do que ter razão, quero é estar sossegada e que sejamos os três felizes (embora não em conjunto). 



O Yoga tem ajudado, andar a escolher ser feliz também e saber que compensa muito ter uma boa relação com o ex marido também, por isso: inspira... expira... inspira... expira... 



sexta-feira, 2 de março de 2018

Um ano depois, o que nos diz a Irene sobre os pais se terem separado?

Já vos contei o que tivemos em conta como estratégia para responder às dúvidas da Irene relativamente ao pai deixar de morar lá em casa. Dissemos, ambos (não muitas vezes, nem me lembro de serem mais do que duas), "a mãe e o pai são muito muito amigos, mas já não são namorados". 

Fez mais uma pergunta aqui e acolá, mas nada que me tivesse deixado sem fôlego ou que me fizesse sentir muito triste - talvez por ter mesmo a certeza da decisão que foi tomada. 

No outro dia, quando abracei o Frederico no final de uma conversa importante e à frente dela, ela disse, confusa: "mas vocês não são namorados, parem com isso!!". Acabamos por lanchar os três e fiquei contente por ela ter a sorte disso acontecer. Ponho-me sempre no lugar dela e no quão confuso é parecer que cada pai pertence a um mundo diferente e que nunca se cruzam. É importante para ela, julgo eu, ver que somos uma equipa mesmo que não vivamos juntos ou que já não sejamos namorados. 



Não tem feito grandes perguntas, o que não sei se será bom ou mau. Sei que pergunta sempre quem é que a vai buscar à escola e praticamente todos os dias, apesar de termos uma rotina, mas ainda não compreende os dias da semana. Já aconteceu, ao vir embora da casa do pai dizer que não o quer deixar sozinho e, desde aí, que lhe tentamos passar mais informação sobre os dias do pai sem ela: "o pai não está sozinho, está cheio de amigos, olha aqui o tal e tal e tal". 

Agora, o que tem sido mais complicado para ela (do que nos diz) é perceber porque é que não posso ir para a casa de férias para onde já fomos todos juntos um ano. Ela continua a ir lá com o pai e os avós, no Verão, mas eu não "posso ir". Quer muito que eu fique lá e que não seja "só para um beijinho". Aqui confesso que ainda ando um bocadinho às apalpadelas e desconfortável. Talvez me toque um pouco mais fundo. Seria mais fácil se a casa fosse outra, talvez. Talvez não associasse tanto a "todos juntos", mas não é essa a questão, claro. 



Tem sido muito mais "simples" do que a minha cabeça tinha imaginado. E fico genuinamente feliz quando me diz que tem saudades do pai. Quer dizer que não só que tem saudades do pai, mas também que se sente à vontade comigo para partilhar isso. Que não nos vê em equipas diferentes. 


Mais sobre a separação e a Irene: 



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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Não quero dividir a minha filha.



Não tenho muito más lembranças de andar sempre com um saco para a frente e para trás à sexta-feira e ao domingo. Era rápida a fazer a mala para a casa do pai. Eram só dois dias e a roupa que levava não era minimamente relevante. Não naquela idade.

Gostava até de voltar "à casa do pai" e de ver as minhas coisas de lá.

Como se fossem mais privadas, mais secretas. Não tinha a minha roupa, não sentia que me incomodasse levar o saco, mas não queria que a Irene passasse por isso.

Então, tanto eu como o pai dela tentamos minimizar essa gestão. Ela tem roupa na casa da mãe e do pai. A única coisa que vai de um lado para o outro todos os dias de dormida é o coelhinho com que dorme e o boletim de saúde e cartão de cidadão. De resto, claro que há bonecos preferidos que têm de fazer a viagem, daqueles que vão mudando todas as semanas.


casa
Fotografia por 
The Love Project


Por outro lado, não me parece saudável esta divisão tão estanque dos objectos. Lembro-me que sentia que era duas pessoas, mudando até de voz consoante o pai com quem estivesse. Eles são muito diferentes um do outro, também tive que me adaptar muito. 


Queria que a Irene visse as coisas como fluídas. A casa do pai e a casa da mãe são só sítios dela e ela não está dividida. Já vos contei que não falamos mal um do outro, ok, mas como continuar esta filosofia noutras coisas?

A roupa do pai e os pijamas da roupa do pai que vêm para cá, vão devolvidos. A roupa da mãe também. E há brinquedos que não queremos que saiam das nossas coisas senão "fica sem eles". Por isso a solução que temos arranjado é: duplicar quando necessário.

A Irene tem uma viola pequenina (acho que é um ukelele, afinal) que ama na casa do pai e, para não andar com ela para a frente e para trás, comprei-lhe uma também. Tem a azul na casa do pai e a rosa na casa da mãe.

Vamo-nos entendendo aos poucos.

O ukelele chega na terça-feira, vai-se passar. :)

Cabelo por: Nela Cabeleireiros


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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

É difícil ser mãe sozinha, não é?

A Irene tem pai e avós, claro, mas no dia-a-dia, a logística de estar sozinha com ela é complicada. Também surgem muitas coisas positivas com o divórcio - senão não teria acontecido - mas há umas tantas que me têm esgotado muito também. 

Nada parece horrível porque é ela. E porque somos nós, mas a verdade é que há dias em que a energia desaparece e em que tudo parece mais cinzento. 

Fotografia Joana Hall


- ROTINA MATINAL

A ansiedade de manhã é maior. Sozinha tenho de me assegurar de tudo o que se passa ser feito com tempo e a horas. O pequeno-almoço tem de ser preparado, a miúda tem de estar arranjada e eu também me tenho de arranjar pelo meio. Já desisti de me maquilhar em casa, ligo a televisão enquanto tomo banho para me dar alguns segundos de descanso e ela toma o pequeno almoço no meu quarto para estar mais perto de mim e menos sozinha enquanto tomo banho. Claro que podia preparar o lanche no dia anterior (que inclui fazer um desenhinho para ela sorrir quando o for comer), mas raramente acontece. 

- CHEGAR À ESCOLA

Sou eu quem a levo e comigo o desprendimento é smais complicado do que quando era com o pai a levá-la. No meio de tudo isto é já tarde e tenho horas para picar o ponto no trabalho, embora gostasse de ficar lá mais tempo a brincar com ela. Tive de desistir do ginásio de manhã porque levá-la uma hora mais cedo para estar uma hora no ginásio a treinar e ainda tomar banho à pressa para vir trabalhar não estava a resultar para nenhuma das duas. 

- IR BUSCAR à ESCOLA

Não há cá "deixa ver se ele pode ir buscar hoje". Tenho de a ir buscar, quero ir buscar o mais cedo que puder, mas ser todos os dias a pessoa que tem essa obrigatoriedade, além de não ajudar nalguma flexibilidade no trabalho com tarefas e afins, é uma responsabilidade grandalhona. 

- TAREFAS DA CASA

Ter que, naquela hora ou horas que temos com eles de, pelo meio, arrumar a loiça, tratar da roupa, preparar o jantar, dar banho, dar a comida, comer, lavar dentes, história... 

- ADORMECER

Aquele ritual que, quanto mais cansadas estivermos, mais difícil é. Demora tanto meia hora como duas e, pelo caminho, a paciência vai diminuindo enquanto o sentimento de culpa aumenta. Temos de ser nós, não há outra hipótese. 

E isto é quando nenhuma das duas está doente ou se tem de levar trabalho para casa ou... 

Hoje estou muito cansada e tenho de pensar em "largar" rotinas antigas para incluir mudanças que me facilitem a vida, mas não consigo pedir mais nada à minha cabeça de momento.

Sinto-me feliz, grata, mas esgotada. Melhores dias virão em que não acordo a sentir que o meu corpo não parou de correr a noite toda...

Mães "sozinhas" têm truques? 



O meu instagram e o d'a Mãe é que sabe :)
a Mãe é que sabe Instagram


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Divorciei-me e pediram uma fotografia da famíla na escola.

Até me vieram suores frios. Imediatamente a primeira solução: "cada um tira uma com ela e leva duas.". Pronto. 

Não. Isto não é pensar na miúda. Pensar na miúda é a representação daquela fotografia e qual será o impacto dela na parede comparativamente com as dos outros pais. Nós somos uma família. Diferente daquela que tanto o Frederico como eu consideravamos a ideal, mas somos. É o pai e a mãe dela e a filha dos dois.



Estamos os três a fazer caretas. O humor desempenha um papel fulcral, lá está, na nossa família e é esta a fotografia que a Irene vai ter da família na parede da sala dela na escola.

Tivemos por de parte alguns constrangimentos, mas achamos que foi a decisão certa para nós. Ela quer uma destas fotografias no quarto da casa do pai e outra no quarto da casa da mãe e assim será. Faz sentido.

Para nós.

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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Vantagens de nos darmos bem com o ex.

Não vou mentir e dizer que é tudo um mar de rosas. Não para já, pelo menos. Sei de estórias de ex que se juntam no Natal com as madrastas e padrastos à mistura e em que se sente que há uma família e feliz. Há muitos tipos de famílias, porque não? 

Divorciei-me recentemente e estamos a aprender a lidar um com o outro. Esbarramos contra paredes, noutras vezes comovemo-nos em conjunto por sermos quem mais ama a nossa filha - nem sempre é fácil de gerir. 

Simplesmente sei que vale a pena o esforço. 

Vantagens de nos darmos bem com o ex:
(também deve haver desvantagens, mas faz parte do "esforço" não falar disso, eheh)


 A criança não sente o ambiente negativo entre ambos - mesmo que achemos que eles não sentem nada, sentem sempre.


É genuíno o carinho e respeito com que falamos do outro, sem precisar de dizer, a morder a língua "sim, o teu pai é muito divertido". 

Podemos dar recados e ter alguma esperança de sermos ouvidas como: "evita, por favor, vestir-lhe pijama de mangas compridas que ela tem pele atópica e no Verão, como está calor, precisa de respirar mais um pouco".  É uma frase muito comprida, se não nos dermos bem, é provavel que fique só no "evita" e, no resto do tempo seja um "o que é que esta cabra quer, já dei para isto... bazaaaaaaa" na cabeça deles. 

Conseguimos obter mais informação relevante como se foram passear e onde. Gosto de saber para poder perceber cansaço da parte da Irene e para poder conversar com ela. Saber que ela viu pavões ou que foi ao Aquário Vasco da Gama faz com que eu possa falar sobre o dia dela, mesmo quando não foi comigo. 

É bom para articular refeições. Evita-se que a miúda coma douradinhos 2 refeições seguidas ou carne de vaca. É um pormenor, bem sei, mas acho uma atenção querida.

Existe maior flexibilidade na troca de dias e de horas para a conveniência de cada um e com tranquilidade. 

Ficamos, enquanto adultos, verdadeiramente libertos - tanto quanto possível - da relação falhada, sem que isso nos consuma diariamente e em todas as pequenas decisões que tenham que ver com o filho. 

 Podemos orquestrar momentos de brincadeira: hoje à saída de casa, quando fui levar a Irene ao Frederico, perguntei se ele tinha chamado um médico ao domicílio porque estava a caminho a "Dra. Matilde". A Irene tem uma mala de médica e ultimamente gosta de fingir que se chama médica matilde. 

Quando chegamos, o Frederico tinha passado aqueles minutos a desenhar nas suas pernas várias maleitas para a Dra. Matilde curar e assim que ela chegou à casa do pai, começou logo a trabalhar. 

Tem um arranhão, um prego preso na perna, um bróculo
 e uma dentada de tubarão para a "Dra.Matilde" tirar. 

Claro que acabou nisto (o que me leva ao  seguinte): 






Recebermos fotografias adoráveis da pessoa que mais amamos no mundo inteiro, mesmo quando não estão connosco, inesperadamente por whatsapp. 

 Acaba por funcionar como "boa publicidade". Ter um casamento falhado e um filho não abona a favor de ninguém no mercado, mas ter um bom ambiente com a ex-mulher (com as devidas distâncias, claro) faz com que o divórcio bem sucedido seja um turn-on - pelo menos na minha cabeça. Nenhuma madrasta ou padrasto quer iniciar uma relação já com imensos problemas de antemão e um futuro parceiro com a cabeça feita em água. 


Já que falo em boa publicidade, este é o instagram do Frederico. Também tem alma de blogger, mas com um ligeiro gosto por comer e cozinhar. Nada demais. ;) Não vai ter uma série em que é só ele a comer e nada. Tem alguma piada. A suficiente para ter aceitado casar com ele. 


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