Mostrar mensagens com a etiqueta separação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta separação. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Não pensem que lá por ser blogger que o meu divórcio foi/é fácil...

Não pensem que lá por ser blogger que o meu divórcio foi/é fácil .

Há muita coisa que temos conseguido fazer com que funcione e muito melhor do que estaríamos à espera, mas ainda me parte o coração quando, nas passagens da Irene da casa do pai para a casa da mãe, existem momentos de grande tristeza dela.

Ficamos sem saber bem como agir. Ela expressa que está triste e o que depreendo é que lhe faz confusão quando passa a ter um, deixar de ter o outro.

Já tenho recebido algumas dicas como fazer as trocas na escola ou nalguma actividade. Quero muito ajudá-la porque lhe dói.

No meu caso lembro-me que quando chegava à casa a mãe estava sempre muito zangada, mas depois passava.

Querem dar alguma dica ? ❤️







quarta-feira, 20 de junho de 2018

À madrasta do meu filho

Hoje escrevo à madrasta do meu filho.
Poderia escrever sobre os obstáculos da vida, sobre pessoas que nos desiludem, nos magoam de forma tão gratuita... Daria um livro...
No meio de um ano caótico de pessoas descartáveis, de desequilíbrios e pessoas desequilibradas, de abandonos e perdas, eis que aparece a madrasta do meu filho. Mais uma. Mais uma para destabilizar a vida do meu filho, entre guerras, mudas de casas, zangas e armas de arremesso. Mais uma. Meu Deus. O que seria dos valores da família no crescimento do meu filho? Estes amores de vai-um-venha-outro. Meu Deus. Que agonia. Por algum tempo andei em modo piloto automático com tal notícia. 
Até que reparei na mudança de comportamento do meu filho. Feliz. O meu filho voltou a andar feliz. A querer ir ao pai. A querer ir à família do pai. A querer contar todas as aventuras com as suas duas novas amigas. Feliz. O meu filho voltou a andar feliz. Afinal não seria mais uma. Afinal não seria tudo igual. Afinal, estaria para conhecer A verdadeira Madrasta do meu filho. E nisto, eis que a vida me prega uma partida e me coloca no hospital. Longe. De coração nas mãos. E eis que é a madrasta do meu filho que humildemente me tranquiliza. Me acalma. Me mostra que estará lá. Que cuidará. Sem cinismos. Sem superioridades. Sem guerras. Com uma doçura que me permitiu estar em paz.
Afinal existem madrastas boas. Afinal existem pessoas capazes de amar os nossos filhos e cuidar deles. E o meu filho encontrou essa madrasta. Essa amiga. Pouco importa o futuro. Pouco importa a relação dos adultos. Apenas a gratidão que fica à madrasta do meu filho. A ti. Obrigada. Obrigada por cuidares e por me respeitares como mãe. À madrasta do meu filho. Que o possas ser para sempre. Obrigada.
Porque as palavras devem ser usadas para o bem. O tempo para a gratidão. E as pessoas para a partilha. À madrasta do meu filho. Que os nossos filhos ganhem sempre. Que os nossos filhos sejam sempre o nosso caminho. Que os nossos filhos sejam o espelho da paz e respeito que precisamos para que cresçam meninos felizes, equilibrados e com valores. E porque família é quem cuida. Este texto é para a madrasta do meu filho.

Texto da querida Sílvia Duarte, obrigada pela partilha!
(Já agora, esta Mãe (e que Mãe!) tem um Campo de Férias em Santarém, o ICE Summer )



Fotografia João Baeta


 Sigam-nos também no Instagram:
E nos nossos pessoais:

sexta-feira, 16 de março de 2018

"Quero ir para a casa do Pai"

Isto foi no fim-de-semana passado. Tinha planeado ficar sábado inteiro em casa com ela a arrumar coisas, a organizar a minha vida, a fazer sopa - vocês percebem. Tinha acabado de arranjar uma prateleira do quarto dela e eis senão quando a Irene diz: "Quero ir para a casa do Pai!". 

Ela às vezes verbaliza que tem saudades ou, quando pergunta quem vai buscar, pergunta se é o pai ou se sou eu, mas nunca tinha sido tão clara: "Quero ir para a casa do Pai". 

Fiquei radiante. Dizer-me isso é sinal de à vontade. Dizer-me isso é sinal que reconhece o que sente e que verbaliza o que quer. Dizer-me isso é sinal (não que eu não soubesse), mas que gosta do Pai e quer o Pai. 

Disse-me que queria fazer uma videochamada.

Antes enviei umas mensagens ao Frederico a perguntar se ele teria disponibilidade e, apesar do fim-de-semana ser meu, porque é que eu achava importante que ela fosse desta vez e que isso não quer dizer que sempre que ela diga que terá que ir. 

Acho importante que haja a rotina, que haja o que está definido, mas sinto que, para a Irene, nesta altura, é importante que ela sinta que o Pai está disponível para a receber quando ela verbaliza que sente saudades dele. Numas vezes dará, noutras não. Desta vez deu. 

Fizemos a videochamada, ela fez um teatro de fantoches (com aqueles de dedos da Ikea), em que foram os bonecos a dizer que queriam ir para a casa do Pai. Passado um tempo lá foi o pai buscá-la e voltou a pô-la algum tempo depois que já tinha outras coisas combinadas. 

Fiquei muito feliz pela sorte que a Irene tem de a conseguirmos ver e ouvir e de ambos lhe podermos dar estes miminhos para que ela sinta que, apesar de separados, estamos unidos no que conta. 

Sei que isto não dará para todas as famílias. Há muitas relações que acabam depois de problemas sérios e que é difícil perdoar, esquecer. Há relações em que uma das pessoas está só concentrada em fazer mal por se sentir tão magoado e é tanta a dor que não se vê a criança. 

Para todas essas famílias, esses ex-casais, só peço que num dia de sol, como o  desta manhã, olhem para o sorriso do vosso filho ou filha e pensem: só isto importa. 

Mais amor, por favor. 


Damos o que podemos. Damos o que conseguimos. Nós temos muita sorte. Sinto que o Frederico e eu saltámos do barco antes dele se estampar contra a rocha e, por isso, embora nos tenha custado horrores, estamos os dois inteiros. 

Que bom ela querer ir para a casa do Pai e dizer-me. Ela sabe que a mãe fica, que a mãe não desaparece. Diga ela o que disser ou fizer. É amor incondicional.  


Nota: o Facebook decidiu mudar o seu algoritmo e a partir de agora vai mostrar-vos mais posts dos vossos amigos e menos de páginas onde fizeram like. Querem saber quando publicamos coisas?
👉 Aqui na página de Facebook da Mãe clicam onde diz “A Seguir” e seleccionam "Ver Primeiro"
Sigam-nos também no Instagram:
E nos nossos pessoais:

sexta-feira, 2 de março de 2018

Um ano depois, o que nos diz a Irene sobre os pais se terem separado?

Já vos contei o que tivemos em conta como estratégia para responder às dúvidas da Irene relativamente ao pai deixar de morar lá em casa. Dissemos, ambos (não muitas vezes, nem me lembro de serem mais do que duas), "a mãe e o pai são muito muito amigos, mas já não são namorados". 

Fez mais uma pergunta aqui e acolá, mas nada que me tivesse deixado sem fôlego ou que me fizesse sentir muito triste - talvez por ter mesmo a certeza da decisão que foi tomada. 

No outro dia, quando abracei o Frederico no final de uma conversa importante e à frente dela, ela disse, confusa: "mas vocês não são namorados, parem com isso!!". Acabamos por lanchar os três e fiquei contente por ela ter a sorte disso acontecer. Ponho-me sempre no lugar dela e no quão confuso é parecer que cada pai pertence a um mundo diferente e que nunca se cruzam. É importante para ela, julgo eu, ver que somos uma equipa mesmo que não vivamos juntos ou que já não sejamos namorados. 



Não tem feito grandes perguntas, o que não sei se será bom ou mau. Sei que pergunta sempre quem é que a vai buscar à escola e praticamente todos os dias, apesar de termos uma rotina, mas ainda não compreende os dias da semana. Já aconteceu, ao vir embora da casa do pai dizer que não o quer deixar sozinho e, desde aí, que lhe tentamos passar mais informação sobre os dias do pai sem ela: "o pai não está sozinho, está cheio de amigos, olha aqui o tal e tal e tal". 

Agora, o que tem sido mais complicado para ela (do que nos diz) é perceber porque é que não posso ir para a casa de férias para onde já fomos todos juntos um ano. Ela continua a ir lá com o pai e os avós, no Verão, mas eu não "posso ir". Quer muito que eu fique lá e que não seja "só para um beijinho". Aqui confesso que ainda ando um bocadinho às apalpadelas e desconfortável. Talvez me toque um pouco mais fundo. Seria mais fácil se a casa fosse outra, talvez. Talvez não associasse tanto a "todos juntos", mas não é essa a questão, claro. 



Tem sido muito mais "simples" do que a minha cabeça tinha imaginado. E fico genuinamente feliz quando me diz que tem saudades do pai. Quer dizer que não só que tem saudades do pai, mas também que se sente à vontade comigo para partilhar isso. Que não nos vê em equipas diferentes. 


Mais sobre a separação e a Irene: 



Nota: o Facebook decidiu mudar o seu algoritmo e a partir de agora vai mostrar-vos mais posts dos vossos amigos e menos de páginas onde fizeram like. Querem saber quando publicamos coisas?
👉 Aqui na página de Facebook da Mãe clicam onde diz “A Seguir” e seleccionam "Ver Primeiro"
Sigam-nos também no Instagram:

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Não quero dividir a minha filha.



Não tenho muito más lembranças de andar sempre com um saco para a frente e para trás à sexta-feira e ao domingo. Era rápida a fazer a mala para a casa do pai. Eram só dois dias e a roupa que levava não era minimamente relevante. Não naquela idade.

Gostava até de voltar "à casa do pai" e de ver as minhas coisas de lá.

Como se fossem mais privadas, mais secretas. Não tinha a minha roupa, não sentia que me incomodasse levar o saco, mas não queria que a Irene passasse por isso.

Então, tanto eu como o pai dela tentamos minimizar essa gestão. Ela tem roupa na casa da mãe e do pai. A única coisa que vai de um lado para o outro todos os dias de dormida é o coelhinho com que dorme e o boletim de saúde e cartão de cidadão. De resto, claro que há bonecos preferidos que têm de fazer a viagem, daqueles que vão mudando todas as semanas.


casa
Fotografia por 
The Love Project


Por outro lado, não me parece saudável esta divisão tão estanque dos objectos. Lembro-me que sentia que era duas pessoas, mudando até de voz consoante o pai com quem estivesse. Eles são muito diferentes um do outro, também tive que me adaptar muito. 


Queria que a Irene visse as coisas como fluídas. A casa do pai e a casa da mãe são só sítios dela e ela não está dividida. Já vos contei que não falamos mal um do outro, ok, mas como continuar esta filosofia noutras coisas?

A roupa do pai e os pijamas da roupa do pai que vêm para cá, vão devolvidos. A roupa da mãe também. E há brinquedos que não queremos que saiam das nossas coisas senão "fica sem eles". Por isso a solução que temos arranjado é: duplicar quando necessário.

A Irene tem uma viola pequenina (acho que é um ukelele, afinal) que ama na casa do pai e, para não andar com ela para a frente e para trás, comprei-lhe uma também. Tem a azul na casa do pai e a rosa na casa da mãe.

Vamo-nos entendendo aos poucos.

O ukelele chega na terça-feira, vai-se passar. :)

Cabelo por: Nela Cabeleireiros


Nota: o Facebook decidiu mudar o seu algoritmo e a partir de agora vai mostrar-vos mais posts dos vossos amigos e menos de páginas onde fizeram like. Querem saber quando publicamos coisas?
👉 Aqui na página de Facebook da Mãe clicam onde diz "A Seguir" e seleccionam "Ver Primeiro"
Sigam-nos também no Instagram:

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Vantagens de nos darmos bem com o ex.

Não vou mentir e dizer que é tudo um mar de rosas. Não para já, pelo menos. Sei de estórias de ex que se juntam no Natal com as madrastas e padrastos à mistura e em que se sente que há uma família e feliz. Há muitos tipos de famílias, porque não? 

Divorciei-me recentemente e estamos a aprender a lidar um com o outro. Esbarramos contra paredes, noutras vezes comovemo-nos em conjunto por sermos quem mais ama a nossa filha - nem sempre é fácil de gerir. 

Simplesmente sei que vale a pena o esforço. 

Vantagens de nos darmos bem com o ex:
(também deve haver desvantagens, mas faz parte do "esforço" não falar disso, eheh)


 A criança não sente o ambiente negativo entre ambos - mesmo que achemos que eles não sentem nada, sentem sempre.


É genuíno o carinho e respeito com que falamos do outro, sem precisar de dizer, a morder a língua "sim, o teu pai é muito divertido". 

Podemos dar recados e ter alguma esperança de sermos ouvidas como: "evita, por favor, vestir-lhe pijama de mangas compridas que ela tem pele atópica e no Verão, como está calor, precisa de respirar mais um pouco".  É uma frase muito comprida, se não nos dermos bem, é provavel que fique só no "evita" e, no resto do tempo seja um "o que é que esta cabra quer, já dei para isto... bazaaaaaaa" na cabeça deles. 

Conseguimos obter mais informação relevante como se foram passear e onde. Gosto de saber para poder perceber cansaço da parte da Irene e para poder conversar com ela. Saber que ela viu pavões ou que foi ao Aquário Vasco da Gama faz com que eu possa falar sobre o dia dela, mesmo quando não foi comigo. 

É bom para articular refeições. Evita-se que a miúda coma douradinhos 2 refeições seguidas ou carne de vaca. É um pormenor, bem sei, mas acho uma atenção querida.

Existe maior flexibilidade na troca de dias e de horas para a conveniência de cada um e com tranquilidade. 

Ficamos, enquanto adultos, verdadeiramente libertos - tanto quanto possível - da relação falhada, sem que isso nos consuma diariamente e em todas as pequenas decisões que tenham que ver com o filho. 

 Podemos orquestrar momentos de brincadeira: hoje à saída de casa, quando fui levar a Irene ao Frederico, perguntei se ele tinha chamado um médico ao domicílio porque estava a caminho a "Dra. Matilde". A Irene tem uma mala de médica e ultimamente gosta de fingir que se chama médica matilde. 

Quando chegamos, o Frederico tinha passado aqueles minutos a desenhar nas suas pernas várias maleitas para a Dra. Matilde curar e assim que ela chegou à casa do pai, começou logo a trabalhar. 

Tem um arranhão, um prego preso na perna, um bróculo
 e uma dentada de tubarão para a "Dra.Matilde" tirar. 

Claro que acabou nisto (o que me leva ao  seguinte): 






Recebermos fotografias adoráveis da pessoa que mais amamos no mundo inteiro, mesmo quando não estão connosco, inesperadamente por whatsapp. 

 Acaba por funcionar como "boa publicidade". Ter um casamento falhado e um filho não abona a favor de ninguém no mercado, mas ter um bom ambiente com a ex-mulher (com as devidas distâncias, claro) faz com que o divórcio bem sucedido seja um turn-on - pelo menos na minha cabeça. Nenhuma madrasta ou padrasto quer iniciar uma relação já com imensos problemas de antemão e um futuro parceiro com a cabeça feita em água. 


Já que falo em boa publicidade, este é o instagram do Frederico. Também tem alma de blogger, mas com um ligeiro gosto por comer e cozinhar. Nada demais. ;) Não vai ter uma série em que é só ele a comer e nada. Tem alguma piada. A suficiente para ter aceitado casar com ele. 


a Mãe é que sabe Instagram

domingo, 11 de junho de 2017

Primeira noite com ela na casa do pai (e primeira noite sem ela).

Há uns bons meses, quando fantasiava com a primeira noite sem a Irene, estava longe de imaginar que seria por me ter separado e por ela ir dormir à casa do pai. Apesar de termos concordado que fico com a custódia dela, que ela vai fim-de-semana sim, fim-de-semana não para a casa do pai, todas as sextas e durante a semana sempre que o pai quiser (desde que a traga a hora de iniciar a rotina de sono), as coisas têm ido devagarinho.  

Assim que o pai teve o quarto dela pronto na "casa do Pai", fiquei entusiasmada por poder incentivar a dormida. Não quero que ela perca a ligação com o pai enquanto cuidador e fique só pai "de fim-de-semana". Tudo isso depende da relação que construirem os dois, mas dormir em casa do pai é fundamental, o pai cozinhar para ela, dar-lhe banho, verem os dois televisão, fazerem planos... 

Estava feliz por ambos e ainda estou. A Irene precisa de sentir o toque do pai, o cheiro do pai, ouvi-lo gargalhar, fazer as brincadeiras que só eles sabem, sentar-se no colo do pai, pentear o pai, pregar-lhe sustos, ver o amor profundo nos olhos do pai... Só se vêem essas coisas estando, sentido, com calma. 

Ontem foi a primeira noite na "casa do pai" e foi também a nossa primeira noite separadas. Estava confiante que iria ser simples, mas não foi. Quando a deixei lá, ele fez-me notar que dei umas 3 vezes o mesmo recado e acabou por me sair (surpresa) "isto não está a ser fácil para mim". Facilmente me desfiz em lágrimas enquanto "corria" para a saída (a Irene não viu nada) e disse: "é a primeira vez que durmo sem ela, não é fácil". 

Dei-me uns minutos de tristeza esquisita. Porque não era tristeza, era... Desconforto. Fui eu que incentivei a dormida, quero muito que ela durma mas... e quando chegasse a casa e visse o quarto dela vazio? 

"Ela está com a outra melhor pessoa para cuidar dela em todo o mundo".

Segui e fui correr. Corri 5 kms e passou-me (reportagem no meu stories no meu instagram). Fiquei feliz pelos dois, apesar de ter sido difícil adormecê-la. Ela percebe que quando está com o pai que é o tempo dos dois e que, quando está comigo também. Não chamou por mim. E por que haveria de o fazer? :)

Voltou hoje às 11 da manhã. Tranquila. Descansada. Sem saudades minhas. Feliz. Pronta para outra e eu também.  






Coisinhas giras: 

Fotografias - Joana Hall


Colar do coração e brincos - Our Sins 

Relógio - Timex 


Para ler: 


✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩

Sigam-nos no instagram 
aqui 
a mim também aqui e à outra Joana aqui.
O nosso canal de youtube é este.
Enviem-nos um mail  à vontade. 



terça-feira, 23 de maio de 2017

Sim, separei-me.

É verdade. 

Não sinto que tenha sido uma decisão, mas antes uma consequência inevitável. 

Aconteceu para que possamos os três sermos mais felizes em conjunto, mas separados. 

"Os pais são muito muito muito amigos, mas já não são namorados" - tenho esta pronta para quando as perguntas se tornarem mais difíceis. 

E somos. E vamos ser. 

Há um coração que bate por causa do brilho que tivemos nos nossos olhos um dia enquanto olhávamos um para o outro.

A nossa filha é a nossa vida. A nossa filha é o nosso bem mais precioso. 

Um bem, não de pertença, mas um bem de bondade, de pureza, de felicidade. 

Olhei para nós os três e quis ver-nos a todos mais felizes. Vamos ser. Estamos a ser. 

Merecemos todos que o nosso acordar e deitar sejam apenas pausas no melhor que podemos ter da vida e não que a vida seja uma espera por, um dia, algo ser menos imperfeito. 

Há imenso amor nesta família. Imenso. Continuará a haver e, agora, terá mais espaço e mais silêncio para ser visto e sentido com nitidez. Sem complicações quando tudo se tornar mais habitual, quando os medos desentupirem as gargantas. 

Nunca haverá ninguém que ame mais a nossa filha que eu e o pai.

Estamos unidos para sempre pelo amor, os três. 

"Os pais são muito muito muito amigos, mas já não são namorados". 

Quando há certezas, não há opções. 

Para mim, o amor vencerá sempre. 

E não há nenhum mais forte que este que eu e o pai da Irene conhecemos juntos, ao mesmo tempo: o incondicional. 

Fotografia por The Love Project da Joana Sepúlveda Bandeira


........................................

Sigam-nos no instagram 
aqui 
a mim também aqui e à outra Joana aqui.
O nosso canal de youtube é este.












sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A polémica do anúncio da VODAFONE



Vi, chorei. Vi a segunda vez e pensei: "genial". Se um anúncio nos emociona, só pode ser bom sinal, foi bem feito. Cativou-nos. Marcou-nos. Achei lindo, puro, carregado de afectos e com uma mensagem certeira: o melhor acontece quando nos unimos.

Como eu li o anúncio: os filhos aperceberam-se de que os pais, separados, ainda gostavam um do outro e que sentiam a falta um do outro e tentaram uni-los. Conseguiram, pelo menos no Natal (como romântica que sou, da segunda vez que vi, acrescentei um "para sempre").

Depois li opiniões de outros e percebi que o anúncio tinha magoado algumas pessoas, a passar por processos de divórcio e separação. Vi outras pessoas preocupadas com os filhos de pais separados, que podem ficar tristes, alimentar esperanças, aperceberem-se de que, lá em casa, nunca irá acontecer. Compreendo e nem me tinha lembrado dessa possibilidade.

Mas, para mim, mais importante do que isso, é a mensagem de união, da capacidade de ultrapassar diferenças, nesta altura. Nem sabemos se aquele casal vai ficar junto, se vai ter mais uma oportunidade, se aquilo vai resultar. Mas temos dois adultos, pais daquelas crianças, que se unem no Natal, independentemente das divergências, do passado, da mágoa, do que correu mal. Isto pode ou não passar uma mensagem positiva para os pais separados ou que estão nesse processo? Deixar os problemas para trás e unirem-se, pelos filhos, no Natal ou seja em que altura for (não estou a falar sequer em unirem-se como casal, mas como mãe e pai dos filhos). Acredito que em alguns casos não seja de todo possível (há relações e pessoas muito tóxicas), mas por que não, nos restantes, tentar deixar o umbiguismo de lado, o Eu, os jogos de poder e tentar criar mais empatia, harmonia e não ter os filhos como armas de arremesso? É utópico? Talvez. Mas eu acho que em alguns casos é possível, a médio prazo pelo menos. Quando a mágoa for menor. Quando a razão voltar a falar por si.

Filha de pais separados, enchi-me de um orgulho imenso quando os meus pais passaram o primeiro natal juntos, connosco. E almoços e jantares de anos. E ocasiões especiais. E tardes de domingo. Eles estão lá. Eles respeitam-se e acho que ambos vivem muito melhor assim, sem rancor. Nós também, os filhos e a neta. Apesar de tudo, continua-se a respirar respeito, amizade, família. 

O melhor acontece quando nos unimos.



Como leram vocês este anúncio?


---

P.S. Se participaram no Cabaz de Natal (aqui), confirmem por favor se os vossos likes nas marcas se mantêm. Mais uma vez "mandámos abaixo" o Facebook!