quinta-feira, 20 de julho de 2017

Fartam-se de inventar m*rdas, mas e isto?

Ah, sim, vamos inventar berços que se embalem sozinhos e incubadoras na sala de jantar (até parece uma ideia engraçada haha), mas não nos vamos focar naquilo que é mais importante e essencial: 

UMA MÁQUINA QUE ENCONTRE BONECOS PERDIDOS PELA CASA.

Já perdi conta (não que alguma vez tivesse começado) às horas que já perdi à procura da porcaria do coelhinho e ontem, da porcaria do mocho da Playmobil. A partir de agora, todos os brinquedos da Necas terão mais de 1 metro e meio. 



Ontem ela fartou-se chorar porque não encontravamos o mocho (já não é a primeira vez que o perde, Grr) e eu fiquei petrificada por não saber o que fazer, um bocadinho como aquelas cabras que se fingem de mortas quando têm medo. "Ui? O que faço agora?" Tenho uma filha que tem convulsões febris e eu consigo agir, mas quando perde o mocho, só me apetece desaparecer, haha. Isto, claro, depois de termos procurado as duas durante meia hora. 

Já sei que vão dizer que sou muito stressada, gosto de pensar que estou atenta ao que considero important. 

Pensei: 
  • Se lhe der outro brinquedo para a distrair, mais tarde irá lembrar-se do mocho e não poderei voltar a fazer o mesmo. 
  • Se disser "não chores" estou a impedir que uma emoção perfeitamente plausível tome lugar até porque chorar é bom, é uma reacção e não o probleama. 



Já sei: 

Vou dizer que a compreendo, que deve estar mesmo triste. Que já perdi coisas minhas e que também fiquei zangada e triste. Abracei-a muito. Mudei-a de divisão e ainda falamos sobre o sucedido e sobre ter cuidado com as coisas de que gostamos. Aos poucos foi parando de chorar e pediu o coelhinho (que sabia onde estava, vá). 
  • Ofereci-lhe o meu colo e ficamos um pouco ali juntas até ela dizer que tinha fome e fomos jantar. 
  • Ficou resolvido o assunto do mocho. Ela já sabe que "desapareceu", apesar de estar lá em casa. Ainda hoje quando disse que tinha uma surpresa para ela, essa foi a primeira hipótese, mas lidou com isso. Gosto de pensar que chorou tudo. 

É como eu agora. Não ando a chorar, mas não vale a pena estar a distrair-me com milhares de coisas para fugir às minhas emoções, para não me aperceber de que já não estou acompanhada. É lidar com isto e não empanturrar-me de ocupações e de coisas. 


Demorei a reagir, mas estou contente com a forma como lidamos as duas com o assunto. Agora, provavelmente, o mocho estará dentro da barriga de um dos gatos ou no aspirador.


✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩

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17 comentários:

  1. Olá Joana!
    Penso que tiveste uma excelente abordagem à situação.
    Eles têm que aprender a lidar com a frustração e tristeza dessas "pequenas coisas", para que no futuro saibam lidar com as suas emoções e "problemas maiores".
    Eu penso assim :p
    Parabéns pelas vossas partilhas!
    E um Xi coração para ti, porque não é fácil lidar com o nosso turbilhão de emoções e ainda mostrar-nos fortes para os pequeninos!!
    Beijinhos Nádia Machado

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  2. Essa máquina chama-se "Mãe"

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  3. A Joana é tão intensa que cansa. Não deve ser fácil ser sua filha. Cada coisa que acontece à criança é analisada até ao mais ínfimo pormenor. Cada situação é pensada e repensada. Todas as emoções que a criança poderá ter são calculadas.
    "Se he digo isto ela vai chorar", " se lhe falo daquilo ela vai ser insegura", "se lhe mostro o ar X ela ficará abalada", etc, etc...
    Reaja de forma natural e seja intuitiva, como a maioria das pessoas é. E não, ser e agir de forma natural não é parentalidade negativa, nem positiva nem neutra nem o que quer que seja. É viver.
    E é isso que precisa de fazer, pare de pensar tanto e viva.
    ( é que não se augura um bom desfecho pela forma como complica coisas tão simples, como a Irene não encontrar um brinquedo... )
    Enfim, boa sorte, às duas....

    Ana Rita

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    1. Pensar nas consequênciasdos nossos actos torna-nos mais conscientes. Por vezes pode ser mais pensado, mas com o tempo passa a ser um comportamento instintivo e natural.
      Por vezes somos mais cuidadosos e apreensivos nqs nossas atitudes com os desconhecidos do que com os nossos próprios filhos.

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    2. O que cansa é este tipo de comentários. É sempre a mesma ladainha, haja paciência! E não acrescenta nada à discussão. Mas qual é o seu problema? Não é filha, nem mulher, nem empregada ou contabilista ou therapeutic da Joana Gama, nem sequer tem de a ler! Ou é a sua "naturalidade" e "intuição" que a obrigam a mandar postas de pescada? É que já cansa!

      Joana, continua assim, que nas coisas pequenas se treinam as grandes! A Irene tem muita sorte de seres tão "intensa"! A ti dá-te mais trabalho, mas o que levamos desta vida é o que damos aos outros!

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    3. Pois! Lá está (e agora de certeza que vão aqui chegar montes de comentários prontos a sovar-me!!), eu muitas vezes digo ao meu filho "é a vida!" em relação às várias contrariedades com que tem de lidar. E sabem porquê? Porque "é a vida!" E a vida tem coisas maravilhosas e coisas más com as quais todos temos de aprender a lidar. Descompliquem!!

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    4. Disse tudo. A sério que depois de ler alguns textos da JG fico cansada!

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    5. Anónimo das 21:49

      Por acaso acrescenta muito à discussão. Acrescenta muito mais do que vir aqui dizer " "Joana és a maior", "Grande mãe", "Que sorte a Irene tem", "Continua sempre assim", "És uma mulher com M grande", "és fantástica" , etc, etc, etc.. isso sim é que é ladainha. Podia ser para incentivar e dar apoio mas quando é repetido até à exaustão em todos os posts começa a criar algum enfartamento...
      Ter uma opinião contrária e expo-la acrescenta muito à discussão. Muito mais do que vir aqui picar o ponto com esse tipo "likes" de comentário de blogs.
      Eu não ofendi a Joana, não ofendi ninguém. Dei a minha opinião, baseada na minha forma de viver.
      Como diz a anónima das 8:16 "é a vida". A vida é assim com coisas boas e coisas más, não vale a pena estar sempre a embrulhar as coisas más no melhor papel de presente, porque um dia pode não haver ninguém para fazer o embrulho e depois é complicado.

      Ana Rita

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    6. Concordo com a Ana Rita e com a anónimo do "é a visa". Aqui, quando é alguma coisa que já me anda a moer, também "desaparece", e era só o que me faltava ter que andar a explicar o "desaparecimento" até à exaustão. Que mania de acharem que as crianças são pequenos adultos e que não têm capacidade de encaixe.

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  4. É um dia de cada vez <3 coragem e força.
    Um dia este mocho estará longe de ti também, e vais ver que já passou.
    Beijinhos*

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  5. Descomplicar, desapareceu há-de aparecer e se não aparecer não há problema não é o fim do mundo.... Não sei como e Irene não é uma miúda completamente stressada, se é que não é...... menos análise e mais vida

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  6. Nao é ka Joana precise de defesa. Mas ela apenas relatou uma situação comum e explicou como lidou com isso...e sim até os problemas menores dos nossos filhos têm importancia. Se souberemos lidar e ensiná-los a lidar com pekenas coisas e frustrações mais facilmente irãm saber encaixar e resolver problemas/situações más ou graves,mais tarde na vida deles!
    Cristina

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  7. Ai que gente chata... não gostam não leiam.. vão ler coisas de gente menos ansiosa e consciente, ou stressada ou paranóica, ou lá o que acharem.. este blog é das Joanas, certo? Pagam alguma coisa por ele? Não. Então se não gostam vão à procura do que gostam... isso sim é descomplicar :)

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  8. Na minha humilde opiniao (k vale tanto como as vossas) mais vale um(a) pai/mae consciente,analitica,atenta e k tudo faz para melhorar a sua parentalidade do k pais ausentes mentalmente e emocionalmente,egocentricos,e k nao refletem sobre os filhos e nao os olham nos olhos como pessoas,e dizem "cria-se"...detesto essa expressão.
    Joana tás a fazer um excelente "trabalho" :)

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    1. Anónimo o primeiro não é o contrário do segundo. Eu explico. Oz segundos são pais que confiam no instinto, que não esmifram os miolos das crianças, que entendem que são seres em construção, menos complexos, que não criam redomas porque querem que os filhos sejam confiantes e saibam resolver os seus assuntos sozinhos. São normalmente pais que acreditam que os filhos são seus, mas são especialmente do mundo. Podia contiuar, mas acho que deu para perceber a ideia.

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    2. Da minha experiência, o que observo é que os filhos únicos recorrem mais vezes ao adulto para resolver situações; têm mais dificuldade em desistir dum problema, esquecer-se dele e passar à frente (do estilo, não encontrei o brinquedo, vou buscar outra coisa) , são mais manipuladores.

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  9. Joana, são o tipo de coisa em que digo às minhas amigas "precisam ter mais filhos!" Estou sozinha com três ;-) já estou em modo "se não perderam os sentidos ou não deitar muito sangue, não me chateiem!" Eh eh eh.

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