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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Como são os avós de hoje em dia?

É sempre um exercício muito pouco sociológico e com base em experiência própria e na dos que me rodeiam, espelha 0,000001 da realidade provavelmente, mas estas foram as conclusões que retirámos de um jantar de amigos: os avós de hoje, regra geral, aproveitam especialmente a "parte boa" da relação e não sentem (e/ou não podem ter) tantas obrigações. Isto porque os avós de hoje ainda trabalham e ainda precisam de ter tempo para si próprios, ainda são novos de espírito, e sentem que têm muito para viver, ainda querem aproveitar a vida e gozar de umas férias descansadas, em silêncio, recuperando o tempo perdido; ainda querem sair à noite ou ir ao teatro ou ao cinema ou a um concerto; ainda querem ir para um hotel ao fim-de-semana com o namorado(a); ainda precisam de sentir a vida a pulsar. Muito menos ir buscar à escola. Menos ainda ficar com os netos em casa enquanto os pais trabalham: não tenho uma única amiga a quem isso aconteça (só uma colega e o neto já é mais velho, tem 12 anos) e acho que só tenho uma minha vizinha que fica com a neta até às 19h, mas deve ser cada vez raro.


Tenho mixed feelings relativamente a isto. Já tive pena por as minhas filhas não terem essa oportunidade quando são muito pequeninas - o que me fez querer ficar em casa ano e meio com a Luísa-, mas, a bem da verdade, não trocava a juventude e a força dos meus pais por nada. Acho até percebo aqueles avós que, mesmo reformados, não iriam adorar ter os netas em casa. Percebo. Eu acho que, caso um dia venha a ter netos, também não me iria apetecer muito, após anos e anos a criar duas pessoas, não ter finalmente o meu espaço e o meu tempo, as minhas rotinas e as minhas necessidades. Pensando bem, eu não tive isso enquanto neta e não acho que me tenha feito falta. 


Depois falámos também da perda daqueles hábitos de família que pareciam estar enraizados na nossa cultura como o “domingo é almoço na casa dos avós”. Por um lado, é uma pena (gostava de trazer para casa restos em tupperware - ahah brincadeirinha), mas, pensando bem, gosto de não ter planos fechados para, enquanto família, podermos fazer o que nos apetecer, estarmos com quem quisermos, ir passear, o que surgir. Se calhar é bom que nada seja estabelecido e rotineiro a esse ponto e que vamos marcando à medida das nossas vontades, em casa do avô, da avó, dos avós, cá em casa (muito raro, sorry ahah) ou num restaurante ou... nada. Não combinar nada também sabe bem.



Os meus pais e os meus sogros, apesar da distância física, são presentes, vêm apagar muitos fogos (por exemplo, quando a Luísa teve aquele problema na anca, a sinovite temporária da anca, todos se revezaram para que eu e o David não faltássemos muito ao trabalho - só fiquei em casa com ela dois dias inteiros, espaçados), noto que gostam muito de estar com elas e que percebem que eu e o David precisamos de ir descansando e tendo uns momentos a dois, pontualmente. E elas adoram-nos. Eu sei que temos mesmo muita sorte. <3




Avó e neta a combinar na roupa (foi ao acaso eheh).

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terça-feira, 3 de abril de 2018

Como dizer que não aos avós?

Muitas de nós tem de lidar com dois pares de avós: os seus pais e os do seu respectivo - que frase mais óbvia, eu sei, mas já explico. Outras famílias, com uma estrutura menos clássica, têm de lidar com 4 pares de avós e, na volta, até 6: os avódrastas e os avôdrastos. É muita gente para gerir, seja em que situação for. 

Nem todos nós temos um alinhamento perfeito com os valores dos pais. Alguns continuam a mesma linha de "pensamento", outros preferem quebrá-la, construindo a sua identidade naquilo que parece ser o oposto do seu "berço".  E, para além disto, ainda há também a cerimónia que se quer fazer com os sogros. Não queremos fazer com que se sintam isto ou aquilo, mas primeiro está a nossa criança e o que queremos para ela. 

Vivemos numa época - digo eu a atirar para o ar porque, como estou incluída, pouca noção tenho da pressão ser maior ou menor do que noutros tempos - em que ligamos a muuuuuuiita coisa. Em que prezamos muito a criança como pessoa, as suas vontades, desejos, sonhos e representações psíquicas (palavrão, eu sei, mas o que eu quero dizer é que, por exemplo, apesar do bonequinho com que dormem para nós ser só um boneco que parece um trapo, para eles é uma segurança brutal e conseguimos respeitar isso noutras situações menos óbvias). Mas isso é agora. Os nossos pais terão tido pouco disso, provavelmente.

E estando nós cada vez mais conscientes da nossa pegada (ecológica/digital...) parental, é normal que a pressão suba e que a nossa atenção também. 

Há um gap muito grande entre a nossa geração e a geração anterior no que toca a isto da parentalidade.

E é difícil ser a "chata" da família, a quem toda a gente revira os olhos ou que bufa, a que faz reparos e recomendações por ter crenças e valores que gostaria que fossem seguidos pelos outros.

Sei que os avós não fazem por mal. Era o que faltava. Sei que todos os avós amam os seus netos (gosto de pensar que sim) e que fazem tudo sem mal, mas as crianças têm que estar acima deles nisto de quererem ser gostados. 



Dizer que não é também uma forma de amor. É intimidade. E se alguém da família não se sente à vontade para dizer que não à criança é porque precisa de mais tempo com ela, para ganhar espaço. 

De resto, é porreiro respeitar os pais. Independentemente de se concordar ou não, além de não ser simpático contradizer o que a mãe ou o pai dizem, também a criança poderá não saber onde se movimentar. 

Não sou psicóloga - já quis ser - acho que a diferença é muito útil para a criança saber mover-se, para adquirir conhecimento, mas quando são pequeninos, os pais precisam de ser respeitados até para sentirem confiança em deixar os bebés com os avós. 

O que para uma avó "é uma papa com açúcar, comeste muitas e não morreste", para a mãe pode ser "não posso confiar em ti para ficares com o miúdo, vais decidir sempre tu tudo". 

Isto leva-me a: como dizer que não aos avós? Custa mais dizer que não a um neto ou dizer que não a um avô? Não acredito que gostemos de fazer reparos, acho que preferiamos não ter que os fazer. Uns evitamos, outros não conseguimos, mas acho que um dos nossos maiores sonhos era sentir que (atenção à frase de trampa à Gustavo Santos - ele deixou o Facebook??)... 


nós somos as capitãs do barco que é a vida do nosso filho pequenino e que a família é a tripulação,  remando todos para o mesmo lado. 

Isto porque hoje passámos o dia em casa da minha mãe e foi fabuloso (acabamos por ficar umas 5 horas a mais do que tinha planeado e até adormecemos lá), mas dei por mim a pensar que também deve custar aos avós sentirem que nada do que fazem é de jeito e que estão sempre a ser julgados. E que, por não estarem a fazer bem agora, significa que se acha que o que fizeram antes não estava bem feito... 

Ui, eu poderei vir ser uma avó difícil de gerir, das opinativas, das metediças, das que contraria, mas darei o meu melhor para criar uma Irene em quem confie para criar os meus netos. E, acima de tudo, darei o meu melhor para que ela confie em mim. 

Nota: o Facebook decidiu mudar o seu algoritmo e a partir de agora vai mostrar-vos mais posts dos vossos amigos e menos de páginas onde fizeram like. Querem saber quando publicamos coisas?
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O cancro que levou a minha avó.

É a única doença da qual tenho medo. Não que viva atormentada, mas já me aconteceu estar à espera dessa notícia. Como se fosse uma inevitabilidade. Já olhei para o telefone a vibrar e esperei três segundos, respirei, e pedi "que não seja a dar-me a notícia de que está doente". Já me passou.

A minha avó Isabel morreu tinha eu 12 anos. 
Lembro-me bem demais. 
Do bom e do mau. 

Lembro-me do cheiro a café "a fingir" nas manhãs em que lá dormia, que mais tarde percebi ser cevada, das viagens de autocarro com os velhotes em que me levava, uma das quais metia piscinas e escorregas e outra uma cheia de flores de papel penduradas, que penso agora ser Campo Maior. Se fechar os olhos, recordo-me da finura dos lábios, dos óculos grossos, das pernas altas, parecidas com as minhas talvez, dos pés grandes, como os meus, da voz trémula e de uns olhos meigos mas tristes, de muita pancada da vida, de uma filha que lhe morreu ainda bebé, de operações e de uma saúde debilitada. Lembro-me dos mimos, de nos deixar saltar no sofá e brincar com aqueles bonecos de louça que eram bibelots nos armários dela, que na minha casa não havia, para muita pena minha. Lembro-me do dia em que vomitei amoras, lembro-me das mãos delas, enrugadas, grandes, a secar-me o cabelo e de me deixar dormir na mesma cama dela, a "fazer caixinha" (e não conchinha, como a maior parte das pessoas diz): curiosamente lembro-me de ser eu a meter o meu bracinho por cima da barriga dela. 

Lembro-me de me mostrar a cicatriz na zona da mama, que lhe foi retirada. Lembro-me de viver ainda algum tempo (anos?) assim, mais debilitada mas a dar a volta por cima, aparentemente. Lembro-me de piorar, porque o cancro chegara aos ossos. Lembro-me de quando me disse, no hospital, que já não me iria ver casar. Lembro-me de lhe mentir, com o sorriso maior que arranjei, que ia ver sim senhora e que para não dizer disparates. Quis tanto acreditar naquela mentira... 
Já não a vi nos últimos dias, em que o delírio e as visões da mãe faziam parte, em que já não via nem conhecia ninguém. Ainda bem, não teria tido coragem. Mas já sonhei que me tinha ido lá despedir. 

Não me lembro do momento em que recebi a notícia. Lembro-me de que o dia do funeral foi o mesmo dia em que apareci pela primeira vez na televisão, no Buereré (que era gravado) com os Onda Choc. E lembro-me dessa ambivalência. De estar triste e de estar contente e de disfarçar que estava contente porque me pareceu mal. Não me lembro de muito, depois.

Tenho saudades dela. Tenho pena de não a ter tido mais na minha vida. Tenho muita pena que ela não me tenha visto crescer, não me tenha visto namorar, estudar, ter filhas. Foi-se embora cedo. 

E a partir daí, fiquei com medo desta doença, que mina as vidas de tanta gente. Curiosamente, quando descobri um nódulo na mama que aumentou muito, depois de ter a Isabel, e cuja biópsia foi inconclusiva, quando tive de ser operada, nunca senti medo, excepto na véspera, como escrevi aqui. Achei que não seria nada de grave e que, mesmo que fosse, eu iria superar. 
Mas, a verdade é que, de forma geral, esta doença assusta-me. Vejo muita gente a passar por ela e felizmente mais, muito mais, pessoas a superá-la. Vejo muitas famílias a viver com esse fantasma. Olho para estas pessoas de uma forma absolutamente inspirada, pela força que encontram e que arranjam para acalmar e contagiar os outros. 

A doença que levou a minha avó não há de levar mais ninguém que eu ame, se Deus quiser. Que não vos falte força para enfrentá-la, caso se tenham cruzado com ela. 
E que estejamos atentos a nós, bem atentos, que façamos análises e exames regulares para que, caso nos bata à porta, seja cedo para lhe darmos um chuto.


   
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Como assim?? Aconteceu!! Finalmente!!

Estou incrédula e o pai da Irene também! Finalmente aconteceu! 

A nossa história no que toca a adormecimentos da Irene sempre foi muito... característica. Fui sempre a única que ela aceitava que a adormecesse até vir trabalhar. A partir daí, quando não estava, aceitava o pai.

Já a avó, nem por isso. O pai ou a mãe.

Hoje foi a avó. A Irene tem estado doente, diagnóstico incerto, mas antibiótico dado num piscar de olhos e hoje ainda não era dia para ir para a escola.

Para variar, decidi arriscar (não é muito a minha onda) e pensei: "vamos a isto!". 

Correu bem. Tão bem. 

Ela dorme, tranquila, depois de adormecida por uma das avós e tanto o pai como eu estamos a trabalhar. 

"Está tudo certo". 

Não vale a pena forçar timings. Quando é para ser, é. Quando não dá, há razões para isso. 


No verão do ano passado de férias com os avós.
PS - Pior, nem precisou de lhe abanar o rabo como nós. Foi lá "só com conversa"! :) Parabéns avó Celina e Irene :)


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terça-feira, 11 de julho de 2017

7 razões por que devemos deixar os nossos filhos irem de férias com os avós.

Deixar ou não deixar os nossos filhos irem de férias com os avós é uma questão em que muitas de nós temos de pensar Ainda bem. É sinal de que temos filhos, de que eles têm avós que se dispõem a tal e querem estar com eles e, ainda, que podem ir de férias. Mas a resposta a essa questão só pode ser respondida por cada mãe e cada pai e a resposta depende, claro, de muitos factores: idade dos filhos, vontade dos filhos, para onde, com quem, tipo de avós, vontade dos pais. 


Isabel, the boss

No ano passado, com dois anos, era-me impensável deixá-la ir, por não estarmos preparadas, mas este ano, com três anos, achei que iria conseguir cortar o cordão umbilical, achei-a preparada (já tinha ficado duas noites com os avós, já se expressava bem, já conseguia identificar bem o que sente e conseguiria comunicá-lo - um ponto que, para mim, era importante - e achei que lhes ia fazer bem. Amor de avó (/avô) faz tão bem e solidificar essa relação, sem ser só num fim-de-semana de fugida, faz-me todo o sentido. Foram, os cinco. Avó, avô, Laura (6 anos), Alice e Isabel (3 anos). Lá, estariam mais dois primos, com os pais e os avós. 

Enchiam o barco para ir para a praia. Brincavam juntos na areia. Passeavam. Fizeram lutas de almofadas. Chatearam-se. Fizeram desenhos na areia (a Isabel fez um tubarão). Adormeceram no sofá derreadas de tanta brincadeira. Dormiram com a avó. 

Foi bom. Sentia na voz dela, ao telefone, a felicidade, a excitação. Queria contar-me todas as novidades. Ainda hoje me fala da casa da praia e me conta o que comia e que se zangou com a Alice. 
Para mim foi bom, foi complicado (chorei com saudades, sim, sim), mas o balanço foi muito positivo. Para o ano, lá estará (se os sogros quiserem, claro eheh).

Por que devemos então deixar os nossos filhos irem de férias com os avós? (se se reunirem as condições que achem ideais)

1) Aprendem a estar em família com outros dois adultos que não os pais - descobrem que há várias formas de estar e adaptam-se [acho que os avós também se têm de adaptar aos gostos e hábitos dos pais, pode haver um meio termo equilibrado]
2) Podemos descansar um bocadinho (e temos mais tempo para namorar) - se não tivermos outros filhos connosco, mais ainda
3) Desenvolvem laços ainda mais fortes com os avós (e com os primos, neste caso)
4) Aprendem a desenrascar-se
5) Vão de férias. Praia, piscina, passeios, gargalhadas - há lá melhor?
6) Deixamos de adiar a ida ao dentista - depois de tantos gelados, até quase lhes caírem os dentinhos, temos mesmo de ir ;)
7) Eles vão e voltam. E com eles, novas memórias, novas aprendizagens e um coração (ainda mais) cheio. O reencontro é mágico (ver aqui).













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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Está a custar-me fazer a mala para a Isabel ir de férias com os avós. (Estarei a virar mãe-galinha?)

Estou a fazer a mala para a Isabel ir, pela primeira vez, de férias com os avós. E está a custar-me. Pensei que não, pensei que já tinha este assunto mais que resolvido. Ponderei bastante antes de tomar a decisão (eu e o pai), porque muitas eram as dúvidas: como serão as noites?, será que vai chamar por nós?, vai sentir a nossa falta?, achará estranho a irmã não ir?, e eu aguento as saudades?, etc, etc.

Depois de decidir que iria, caso quisesse, o assunto acalmou dentro de mim. Vai divertir-se, vai ser óptimo para estar com os avós e com as primas, vai ter praia e piscina e passeios e brincadeira durante uma semana, o que mais uma criança pode desejar?

A primeira vez que lhe falei nisto, perguntou-me logo se eu também iria e a mana. Disse-lhe que não, então respondeu que também não ia. Da segunda vez, disse-lhe que se precisasse de mim ou se tivesse muitas saudades, eu ia lá ter. Disse-me que não ia. Na semana passada já me enumerou as pessoas que iam (os tios do David também vão com os netos - serão 6 adultos para 5 crianças) e pareceu-me querer ir. Fiquei contente. Esta semana já avisou na escola que vai de férias e está tudo encaminhado. Comprei-lhe um balde engraçado com gelados e lá me disse que é para brincar com as primas. E ficou toda contente de saber que vai ter umas braçadeiras da Patrulha Pata e um boné da Patrulha Pata, tal como a prima Alice (a que tem 1 dia de diferença). Acho que vai correr bem e que nem vai ter muito tempo para sentir saudades.
O problema foi quando comecei a fazer a mala. Afinal ela vai mesmo ficar uma semana longe de mim, ou melhor, eu vou mesmo ficar uma semana longe dela. E é inevitável ficar com uma angustiazinha, depois de toda a tragédia que temos vindo a acompanhar no nosso país. Tenho beijado mais as minhas filhas, sentido o cheirinho no pescoço, mesmo que transpirado, tenho adormecido a pensar na nossa pequenez e no pouco tempo que podemos ter para cá andar..

Vai custar, está a custar, mas quero dar-lhe asas e quero que sinta o amor que eu senti e sinto pelos meus avós. Ela vai. O meu coração vai com ela. E vai correr tudo bem. 

Roupa - Kutchies
Fotografia - Tila do Amaral
Horto do Campo Grande

(amanhã mostro mais fotos desta sessão a convite da Hierbabuena)

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terça-feira, 23 de maio de 2017

Deixo-a ir de férias com os avós?

Acho que haverá poucas memórias mais doces do que as de férias com os avós e, ainda por cima, com os primos. 

O momento terá chegado? Este ano era pessoa para deixar a Isabel ir com os sogros e as duas primas (6 e 3 anos) uma semana de férias para a praia, num empreendimento com piscina. Mas nunca sem fazer um bocadinho de overthinking. 

PRÓS
Criar uma relação ainda mais forte com os avós
Criar uma relação ainda mais forte com as primas
Sair da rotina da escola-casa
Ter praia, piscina e muita brincadeira 24 sobre 24 horas

CONTRAS
O máximo que ficou sem nós foram duas noites. Terá saudades? Chorará durante a noite?
Precisará de mim/nós?
Terão os meus sogros forças para "aguentar" as três?
Ou elas em férias portam-se de maneira diferente?
Virá com os dentes cheios de cáries? (Esta foi a brincar, sogrinhos, não se zanguem comigo)

Na verdade, acho que esta lista até foi escusada, acho que já tenho a minha decisão tomada. Temos. Se realmente os sogros se sentirem com força e coragem para levar as três, é porque terão genica e já não estarão propriamente à espera de passar uma semana descansados a ler na toalha da praia. Além disso, irão na mesma altura uns tios do David também com os dois netos, o que ajudará a ter mais uns olhinhos debaixo dos cinco. 

Estava a pensar ir no fim-de-semana anterior para um hotel próximo (reduz o número de dias) e depois deixá-la lá os outros cinco dias. Sendo que queria deixar abertura para ela, caso não queira ficar mais tempo, poder chamar-me (iria buscá-la). Acho sinceramente que não irá acontecer, com tanto forrobodó.

O que fariam vocês? Acham cedo? Adorariam ter a oportunidade e seria uma parvoíce não aproveitar?



Num fim-de-semana em Cabanas de Tavira há dois anos



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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Como é que vocês fazem com os avós?

Quais são os vossos ritmos familiares?

Dantes, quando a Irene estava em casa com o Frederico, os avós paternos iam lá sempre que lhes apetecesse e depois eu assegurava a ida à casa da minha mãe. Agora, durante a semana, parece que não há tempo para fazer nada de jeito e também não queria ocupar os fins-de-semana todos com avós e todos os fins-de-semana.

Como é que vocês se organizam?

Fui no outro dia dar um saltinho à casa da minha mãe, convidei os meus sogros para irmos ali ao jardim... Isto no Inverno vai ser mais complicadote, digo eu!

Contem, contem!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Acho que a minha avó Irene falou comigo.

Sempre que falo deste tipo de coisas ao pé dos meus amigos, eles dizem que não estavam nada à espera que eu acreditasse nisto. Nem eu estava à espera. Creio nunca ter precisado de acreditar que havia vida depois da morte, nem que os nossos entes queridos estão a tomar conta de nós ou algo do género. Sei que me custou quando a minha avó Irene morreu porque tinha criado uma imagem muito bonita dela de ser o adulto que mais criança era. A que tinha paciência para brincar comigo e não me "punha a brincar". Tenho imensas memórias dela, de quando era bem pequenina (creio que ela morreu tinha eu menos de 6 anos) e não foi de ninguém me contar. Lembro-me perfeitamente de um livro "mágico" que tínhamos e que escolhíamos daí o que fazer. Uma das coisas eram umas bonecas em papel que dava para desenhar roupas e ir trocando. Lembram-se? Também fizemos biscoitos... Ela deixava-me ir para os baloiços enquanto me ia dando a sopa. Punha um banquinho do lado de fora da janela e, de vez em quando, lá ia eu para mais uma colher enquanto ela ia fazendo as coisas dela na cozinha. Lembro-me também de estar deitada num dos quartos lá da casa da Reboleira, deitada ao lado dela, os carros passarem lá fora e das luzes que ficavam desenhadas no tecto, os quadradinhos que andavam de um lado para o outro. A avó Irene dizia que era cinema. 

Ela era pintora, pintou um quadro que me acompanhou sempre no meu quarto. 

Lembro-me que, depois, quando passava os fins-de-semana em casa do meu pai, que me custava ir para o quarto dela e dormir na cama dela. Não sei se "parvoíces" por ser a cama de alguém que tinha falecido (sou muito sensível a este tipo de coisas, não me dou bem com esse tipo de "energias", nem consigo sentir-me feliz ao pé de imagens religiosas tristes), se por outro motivo qualquer... 

Ensinou-me a pintar com canetas de feltro, de maneira a que não se notassem os risquinhos. Só tenho lembranças maravilhosas dela, da minha avó Barene. 

Sempre falei no meu pensamento com ela quando estava mais aflita - antes de testes ou de receber notas de testes. Ela deu-me um "anjo da guarda" e sempre pensei que se tivesse alguém a olhar-me lá de cima, que seria ela - se é que isso seria verdade, não custava tentar. Afinal precisava de alguém "do outro lado", mas era só por causa dos testes, não conta ;)

Passei a a ver, desde que conheço o Frederico, um programa no TLC que é o Long Medium Island e ela tornou isto das vidas do outro lado muito mais uma realidade para mim. Agora sei que ao sonhar com a minha avó Irene que é verdade e que foi ela a querer falar comigo. 

Aconteceu. 

Na semana passada, sonhei que tentava comunicar com ela e pedia-lhe que ela me desse sinais da sua presença e deu. Arrepiei-me (sinal normalmente atribuído no tal programa a quando as almas "passam por nós") e pedi para que me voltasse a arrepiar (estava um calor enorme) se fosse ela. Arrepiei-me. 

Dei o nome dela à minha filha. Sempre disse que se tivesse uma filha, que se chamaria Irene, desde que ela morreu. A intenção inicial foi para homenagear a minha avó Irene, depois, com o tempo, passei a gostar muito do nome. Hoje lembro-me que sim, foi uma homenagem. Uma homenagem àquela avó que, em 6 anos, foi criança comigo e que tantas saudades me deixa. 

Cuida de nós, avó. 

Acima de tudo, cuida dela. 

Quero ser uma Irene para a minha Irene.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Ela não gosta da bisavó.

Não gosta pouco!

É uma cumplicidade pegada. Um amor lindo de se ver. Acho que a minha avó Rosel ficou mais jovem desde que a Isabel nasceu e esta ligação entre duas pessoas, com tantos anos a separá-las, é das coisas mais bonitas que pode haver. Nem as dores nos ossos a demovem de subir as escadas para ir ao quarto da bisneta buscar os tachos e as panelas para brincarem horas a fio, sem lugar para a sesta!

Esta Páscoa foi boa, mas boa. E principalmente por isto: família. <3









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sábado, 2 de janeiro de 2016

Carta de amor


Carta de agradecimento à mestra da minha vida – a minha neta

Isabelinha, meu amor,

porque para além do meu nome, do meu sangue, és a minha mestra. 

Quero dizer-te que me ensinas muito mais que eu algum dia poderei almejar fazer…

Digo-te, com a fragilidade que estas palavras encerram, que me ensinas todos os dias que a verdade da vida explode nas coisas simples que me dás, gratuita e genuinamente, na força dos teus abraços, na alegria espontânea desse olhar puro que me enche a alma, no som dos teus passinhos quando me corres para o colo, no teu linguajar que diz mais que os “Nóbeis” da literatura universal.

Seria tão mais fácil aos homens, sabes estas pessoas que se dizem adultos, aprenderem contigo que a vida se está a descobrir, assim minuto a minuto, que nada é mais maravilhoso que esse encontro que fazes todos os minutos com ela, nessa entrega ao encantamento da descoberta, no espanto com que as pequenas coisas se agigantam com a tua alegria.  

Meu amor, trazes contigo a energia vital que poderia impedir os medos do mundo, trazes contigo essa suspensão dos receios que inibem o mundo girar em torno do que verdadeiramente interessa, amor, confiança, persistência. Como teríamos todos que reaprender contigo, o que perdemos algures neste crescimento, nesta vida séria de crescidos. Perdemos tanto! Agora que te vejo a cair para conseguires correr, a não desistires de tentar saltar mesmo que seja só um pequeno solavanco para cima, com esse corpinho ainda tão pequenino, ris-te porque ainda não o conquistaste mas sabes que o vais alcançar e persistes, sem dramas.  

Como disse Mia Couto, "a vida é tão simples que ninguém a entende"… só tu Isabelinha!

Obrigada, amor da minha vida!

Avó Béu