segunda-feira, 11 de julho de 2016

Uma bebé num casamento? E então?

Odeio fazer títulos. Este iria ser "A minha ribatejana" porque, quando comecei a escrever, foquei-me na Isabel. Depois, o texto levou-me ao facto de estar no casamento também com a Luísa. Já lá vamos.

A contar o gado











Nasceu em Lisboa, mas acho que é uma miúda do campo. Adora animais, adora andar de cuecas e pés descalços a regar flores, mesmo que pise pedrinhas e ervas com picos, adora pisar poças de água, mexer na terra e limpar na roupa, arrancar fruta da árvore e deixar que as gotas coloridas escorram pelo queixo, percorram o pescoço e desagúem numa t-shirt. Quando anda na rua, anda bem. Dêem-lhe um alguidar com água, umas tacinhas, flores, ponham-lhe cães ou gatos à frente e a festa faz-se, sem grandes birras.

Ontem, porém, foi dia de andar toda arranjadinha, com um daqueles vestidos clássicos da Laranjinha. E não faz sacrifício nenhum, está na fase do rosa, das princesas e adora ter uma saia rodada para dar voltas até ficar tonta. Pirosona como sou, vesti a Luísa a fazer matchy matchy, claro.

Fomos ao casamento de um grande amigo e a família foi todinha, mesmo que a Isabel só tenha chegado com o David, depois da sesta. Sim, somos daquelas famílias que vão com uma bebé de um mês e picos para um casamento (não ficámos até ao fim, vá, não chamem já a CPCJ). Fomo-nos revezando, a Luísa fez uma sesta de 3 horas numa salinha do espaço. A Isabel fez birra às 21h e tal - ainda a tentei adormecer lá, mas sem sucesso - e percebemos que estava na hora de "abandonar". Não tomou banho, não lavou os dentes, não jantou como deve ser, adormeceu no carro. A Luísa ouviu música uns decibéis acima do habitual (às vezes os gritos da Isabel até são mais fortes). E então? Um dia não são dias. Não sou, de todo, uma control freak, como a querida Vera (d'As Viagens dos Vs) diz ser. A Isabel esteve com a tia Marisa dos Estados Unidos, que só vê muito raramente e estivemos juntos, em família, a treinar esta nova dinâmica familiar e gestão de uma família de quatro. E, sinceramente, até tenho um orgulhozinho parvo em andar com a filharada toda atrás, gosto que nos acompanhem nos nossos programas, sem grandes dramas. Tenho perfeita noção de que as rotinas são fundamentais para eles estarem bem e crescerem saudáveis e tranquilos, mas não é - e falo da minha experiência - por uma fuga pontual à rotina que vão ficar com oito braços.

Tenho umas fotos queridas para vos mostrar um dia destes (aproveitámos e metemos cunha na fotógrafa - nossa amiga - para nos tirar umas fotografias dos quatro, que ainda não tínhamos).  Para já, as minhas:












Alcofa da Greentom






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32 comentários:

  1. Só mesmo as famílias da cidade é que não levam os filhos a casamentos e batizados. Os meninos das alianças são as únicascrianças?!

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    1. Eu sou "da cidade" de Lisboa e s meus filhos também. E sempre foram a tudo e mais alguma coisa (também não tinha com quem os deixar, por isso a alternativa seria não ir).
      Como não tive licença de maternidade ao fim de uma semana a minha filha mais velha começou a ir para o trabalho comigo e aos 4 meses (3 e meio) já estava na creche.
      Sempre fomos a todo o lado, aniversários, casamentos, baptizados, etc.
      Quando nasceram o 2º e a 3ª, foi o mesmo.
      Aliás, nem sabia que era um problema para as mães. Para mim nunca foi (tinha situações mais difíceis para resolver do que estes tipo de problemas).
      Por isso, Filipa, já fui a muitos casamentos "na cidade", sempre levei os meus filhos e sempre vi muitas crianças.
      Não se preocupe que não há só os meninos das alianças
      MT

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    2. Vivo em Lisboa (mas não sou de cá) e tendo a concordar que aqui se criam muitos problemas relacionados com as crianças que nos outros sítios parece que não existem! Os meus colegas estão-se sempre a queixar de coisas dos filhos que eu penso "hã? nunca tinha percebido/me tinha apercebido disto!"... parece que não podem/querem fazer nada com eles. Haverá excepções, claro, mas noto uma maior problematização das crianças aqui do que via onde cresci (e que também era uma cidade).

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    3. Sou a "1ª anónima"
      Já percebi que há um problema em certas empresas (pelo menos nas empresas de algumas pessoas que andam pela blogosfera).
      É que constantemente aparecem pessoas que têm colegas que são cheios de problemas com os filhos (ou são pais obcecados com notas/avaliações, ou são pais obcecados com rotinas, ou são pais a quem ter filhos só causa problemas, ou mais uma série de coisas).
      Não sei que "empresas" são essas, onde populam esses pais tão complicados, mas gostava mesmo de saber.
      Eu não conheço ninguém assim e fico realmente curiosa por ver tanta gente a dizer o mesmo (não sei se a anónima anterior tem filhos e se é a única excepção de bom senso no seu local de trabalho).
      Mas adiante, o problema não é Lisboa, mas sim o sitio onde trabalha, ou melhor os seus colegas. Por isso mude de emprego (já que não pode mudar os colegas).
      Porque as pessoas de Lisboa são iguais a todas as outras.
      MT

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    4. MT, pelos vistos então o meu "problema" é mais comum e o facto de a MT não conhecer ninguém assim não significa que não existam imensos casos destes! Eu também, no meu círculo de amigos, não tenho ninguém assim, nem conheci ninguém assim nos meus anteriores trabalhos. Mas onde trabalho agora, estou num departamento com 15 pessoas e quase todas são assim. Diz que as pessoas de Lisboa "são iguais a todas as outras"... generalizando, claro que sim. Mas em Lisboa é onde estão os empregos melhores pagos de Portugal, onde estão as grandes empresas, consultoras, sociedades de advogados, multinacionais, entidades públicas, etc... sítios onde trabalham pessoas que ganham bastante dinheiro e, infelizmente, muitas delas tendem a ser snobs e arrogantes e, quanto mais têm, mais complicadinhas são. Não vou obviamente mudar de trabalho por causa disso, porque estas pessoas são minhas colegas, não são minha família ou amigas, por isso temos uma relação apenas profissional e, ocasionalmente, quando partilham histórias da sua vida e da sua relação com os filhos, apercebo-me destas coisas e eu é que sou a ave rara por fazer tudo de modo diferente, mas está longe de ser um problema para mim ou algo que afecte o meu trabalho para querer mudar por isso!

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  2. Já fui a muitos casamentos de norte a sul do pais e nunca houve um casal que não tivesse levado os filhos. Aliás nunca tinha pensado nem ouvido falar disso. Pode não ser fácil ir com crianças pequenas mas não é pelo dia da festa é pelas viagens e se for preciso dormir fora e não houver alojamento/preço adequado mas ai acho que a família não vai. As crianças gostam tanto deste tipo de festas.

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    1. Você conhece muito pouco o mundo.

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  3. Olá Joana, eu também levei o meu filhote com quase um mês a um casamento por ser mesmo de uma grande amiga, ao qual não poderia mesmo deixar de ir:) mas confesso que não disfrutei assim tanto e fiquei preocupada, principalmente pelo ar condicionado e pela música... A logística de amamentar também não foi fácil (pelo espaço).

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  4. Também levei o meu filho a um casamento, com um mês. Se fosse um miúdo sempre aos berros ou eu ainda estivesse muito "sem pé" não teria ido. Mas fomos! Dormiu maravilhosamente ao som da música, naquela idade parece que até dormem melhor com barulho, e correu tudo bem! Tb não fiquei até às tantas, claro! Mas pude partilhar um momento importante de uma grande amiga, e convivi, que também me fazia falta! O vestido da Isabel é absolutamente lindo! Costumo achar o teu estilo "demasiado" clássico para mim, mas este adorei e se tivesse uma menina vestiria na boa!!! Parabéns pela família de 4, cheia de amor para compensar os stressei normais ;)

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  5. Quando a Carolina tinha um mês fomos os quatro a um baptizado também e aos quatro meses viajamos todos para os açores. Ainda não dei por um bracinho extra :)

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  6. Eu levei com 8 meses e depois com 9 e arrependi-me das duas vezes. Ele ficou cansado, eu ainda mais, não me diverti em condições e nem pro bolo consegui ficar tamanha era a birra dele. Depois com 18m foi mas apenas à igreja e entradas, os avós foram buscá-lo. Agora são dois, com 2anos e 1mes, temos um casamento em setembro e vou fazer o mesmo, só que o mais novo tem de ficar porque a comida dele está nas minhas maminhas :p

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  7. Aconteceu-nos o mesmo, quando o Dinis tinha 1 mês, pimba... casamento com ele! Foi bom, foi diferente... foi difícil para mim, mas tem de ser para começarmos a voltar à normalidade!!!
    P.S. o casamento onde foram foi na quinta onde casei e onde baptizámos o bebé :) tão bom ver sítios conhecidos aqui!!!

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  8. Com 18 dias de Mafalda, tbm fomos a um casamento e ela portou se tão bem. Tbm de outra forma não iria, pois agora faz parte da família ;-)

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  9. Ui... A JG vai-se passar com isto.

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    1. Mesmo!!!!!!!!!!! Lá se vão as rotinas, os horários, o ter tudo controlado!! Que obsessão!!!

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    2. E que tal respeitarmos as escolhas de cada uma? ;) Acho que nós mães somos mas é muito obcecadas em querermos que toda a gente seja igual a nós. Cada uma faz a que a fizer mais feliz e a fizer sentir melhor. Eu prefiro que a Irene tenha rotinas e horários, apesar de haver excepções. ;) adoro anónimos <3

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    3. Pois eu achava que ia ser mega descontraída, tipo põe no ovo de pijama e vai jantar fora e outras que tal... Lá está, não podemos cuspir para o ar que nos cai em cima, afinal parece quer sou uma control freak, tipo se saio da rotina o miúdo (4 meses) fica avariado... No fundo eu até sei que não fica, e se ficar é só naquele dia ;) mas não consigo fazer de outra forma, por isso cada um faz como quer...

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    4. Completando o comentário acima (sou a que disse que era control freak) claro que não crescem bracinhos nem 3 olhos por os meninos fazerem coisas que perturbem as rotinas, mas os bebês não são todos iguais e as vezes levar com uma birra descomunal em certos programas é cansativo de tal forma que mais vale estar quieto...

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    5. We love you too, JG.

      Ass.
      Daniela
      (assim já sabes quem sou, não já?)

      Adoro pessoas que só por verem um nome já acham que deixa de ser anónimo.

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    6. Joana, não me parece a pessoa mais indicada para falar em respeitar escolhas. Há um tempo, escreveu um texto sobre a amamentação onde comparou as mães que OPTARAM por não amamentar a verdadeiras criminosas. Portanto, pedir que respeitem as escolhas, não me parece sensato. Posso concordar consigo quando diz que devemos respeitar as nossas diferenças, mas então, tem, também, de começar a fazer o mesmo. E pode-me dizer que são coisas distintas. Na verdade, são. Optar por quebrar a rotina não é o mesmo que decidir não amamentar. As consequências inerentes são maiores. Mas se falamos em respeito, ele deve existir para todos e do mesmo modo, certo?
      Contudo, não posso deixar de concordar com os comentários acima, a Joana parece ter uma postura obsessiva em relação à sua filha.
      Beijinhos
      Ass: Catarina.

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    7. Não vejo qual é a necessidade de estarem a atacar a JG!!! Ela só se manifestou porque a chamaram para a conversa. A questão da amamentação já foi por demais aqui falada e ela própria já admitiu (publicamente) que já tinha aprendido que isto na maternidade é tudo uma questão de valores e de prioridades. Quanto a rotinas se ela prefere mantê-las, sem excepções, é uma escolha dela. Eu tive um casamento e levei o meu filho de 22 meses. Só não dormiu a sesta, de resto divertiu-se imenso e,claro, viemos mais cedo para casa. Eu também sou obcessiva com o meu filho. Por isso prefiro andar com ele para todo o lado e tentar encaixar nas rotinas.
      A JG é uma pessoa bastante compreensiva até, senão a JPB não se dava tão bem com ela.

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  10. O meu mais novo tinha 16 dias quando fomos a um casamento, o mais velho tinha 22 meses. Correu tudo muito bem 😃

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  11. O meu mais novo tinha 16 dias quando fomos a um casamento, o mais velho tinha 22 meses. Correu tudo muito bem 😃

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  12. Isso de despachar as crianças quando se vai aos casamentos é moda nova. Os miúdos sempre foram aos casamentos e também se divertem, quando os levam. Claro que um bebé muito pequeno ainda não convive mas não vejo impedimento.

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  13. Ainda assim temos coisas em comum: o Vicente Tb não lavou os dentes, mas não fez sesta e poupei-o ao calor infernal e só o levei a partir do almoço. A Laura, uma santa, adormeceu directo no ovo e nem acordou com os decibéis elevados! Só para mamar mais tarde :) porque somos todas mães, cada uma com as suas "manias" ehehe beijinhos querida Joana

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  14. Eu tinha um casamento quando ela tinha 9 dias e outro com 16 dias. Acabámos por não ir a nenhum, pois ainda não me sentia "confortável" no papel de mãe. E eram ambos de primos próximos.
    O arranque da amamentação foi difícil, ela não sabia mamar, e precisava de muito sossego e concentração.
    Não me arrependo, os noivos aceitaram e compreenderam muito bem. Mais tarde estive com eles, com mais sossego.
    O 1º casamento a que foi tinha 11 meses, e aí correu bem :-)
    Há 2 meses, tivemos outro, ela com quase 3 aninhos. Acompanhou-nos todo o dia, excepto ao jantar que ficou com os avós. Ficou bem, dormiu cedo e nós aproveitámos para nos divertir mais um pouquinho e até horas mais tardias :-)
    beijinhos

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  15. Já eu não percebo qual é a lógica de se levarem bebés/crianças pequenas para casamentos. Não é para eles, nem é para nós. Não sou maluquinha das rotinas mas custar-me-ia sujeitar o meu filho a estar 1h30 dentro de uma igreja sem se poder mexer muito e depois ter que estar sentado x horas durante o copo de água. Ele gosta é de correr, mexer nas coisas, fazer barulho...

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    1. A parte da igreja ainda percebo se bem que eu quando possível fico num jardim. Quando eram mais pequenos, também já fomos só para a parte do restaurante. Agora no copo de água? Sejam crianças ou adultos ficam horas sentadas? São espaços grandes, com animação as crianças andam à vontade e adoram. Normalmente são espaços seguros e eles podem e devem fazer barulho, correr, dançar...

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  16. Joana e qual é o truque para tirar essas nódoas que ela faz na roupa por andar a limpar as mãozinhas? :) ando desesperada para arranjar solução para as malditas!!

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  17. Acho que a questão é que depende dos programas e das alternativas existentes. A batizados sempre levei as crianças porque me parece o tipo de festa orientado para crianças (pelo menos os que fui eram), casamentos depende muito. Se for de familiares vão porque a família também é deles, se for de amigos/colegas depende do local, horário e opções de babysitting. No caso específico da Joana com uma bebé muito pequena amamentada qual seria a alternativa? Não irem? Só levarem a Luísa?

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  18. Olá Joana!
    Fiquei apaixonada pelo seu carrinho da Greentom!! Onde adquiriu? Mesmo no site da marca ou conseguiu em Portugal? Já pesquisei e não encontrei muita informação de venda em Portugal e em especial a Trios pois é no que estou interessada.
    Pode elucidar-me?? Please!!!
    Obrigada!
    Beijinhos

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  19. Como diz o blogue "a mãe é que sabe"!! Eu não concordo com crianças pequenas num casamento. Até uma certa idade são completamente imprevisíveis, tanto pode correr muito bem levá-los como não. Mas por norma há sempre algo que corre mal e é normal!! São crianças... Não entendem que tem de aguentar uma missa inteira em silêncio e/ou quietos, que tem de estar horas sentados no copo de água, a música alta, etc etc... Portanto prefiro nem levar do que estar preocupada. A minha filha tem 27 meses e nunca foi a nenhum, e não lhe fez diferença nenhuma porque nem sabe o que é, nem tão pouco se irá lembrar. Só vai ao meu porque é o meu e obviamente tem de fazer parte!!
    De resto nada contra quem o faz. Não são meus mas que custa vê-los pelos cantos a tombar de sono e cansaço ou então num carrinho a dormir no meio de todo aquele barulho, e a acordar desorientados, custa... Muito mais do que as birras ou outra coisa qualquer. Mas se os pais estão bem com isso força!! Levem-nos. Cada um sabe de si e dos seus.

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