sexta-feira, 8 de julho de 2016

Depressão pós-parto?

Calma, o título é alarmista. Não estou com uma depressão pós-parto e não sinto que precise de ajuda médica (não ainda), mas a verdade é que, ao contrário do pós-parto da Isabel, comecei recentemente a ter mais lágrimas à mistura na equação e a ser confrontada com mais fantasmas.



"Com o segundo, é tudo mais fácil. Vais ver que vai ser tudo com uma perna às costas." Em parte, sim. Não temos medo de os agarrar, não ficamos tão assustadas com uma borbulha que lhes nasça na testa, manejamos uma fralda a transbordar de cocó só com um dedo mindinho, já não stressamos tanto com os gramas que eles ganham semanalmente... e por aí fora.

Mas eu sinto que com o segundo não é tudo mais fácil, pela simples razão de que não existe só o segundo na nossa vida. Existe uma mãe mais experiente, com menos macaquinhos no sótão, mais confiante nas suas maminhas, uma mãe que já aprendeu que é importantíssimo fazer as sestas com eles, mas existem também dois filhos, dependentes de nós, do nosso amor, da nossa paciência.

A verdade é que eu ainda não me sinto à-vontade para ficar um dia sozinha com elas. 

Fiz a experiência ontem e acabou comigo a chorar copiosamente, ao fim de 3 horas a tentar adormecer a Luísa, durante a noite, rezando para que a Isabel não acordasse entretanto. E o reconhecimento dessa impotência - mental e física - fez com que me sentisse derrotada. Custa muito sentir que não estamos a dar conta, não como gostaríamos. "Era suposto eu conseguir, sozinha, dar conta do recado." Ir buscar a Isabel à creche cedo, deixando o jantar pronto, a mesa posta, o pijama e o banho quase preparado, brincar com uma, dar mama a outra, tentar adormecer a mais nova primeiro, depois a mais velha e "sobreviver" a uma noite - sempre imprevisível - de cólicas da mais nova e de pesadelos da mais velha. Tinha ido deitar-me vitoriosa, a agradecer a todos os santinhos o facto da Luísa ter dormido durante a hora e tal que a Isabel demorou a adormecer. Mas acordei, com a Isabel às 06h30, ao contrário do que era suposto com aquela história de que "basta um sorriso deles e ganhamos logo forças", sem força anímica. Cansada, meia revoltada com o mundo, cheia de vontade de "despejar" a Isabel na creche e cheia de vontade de dormir. De manhã, não me apeteceu ser mãe. E, depois de todo este emaranhado de sentimentos, a dificuldade em me reconhecer neles, a culpa, a frustração.


Claro que sobrevivi, claro que passou, claro que elas não ficaram traumatizadas com o meu mau humor (pedi à Isabel, quase em lágrimas, para parar de tocar o tambor, que estava cheia de dores de cabeça, e ela parou). Claro que sobreviverei a muitas outras vezes em que terei de ficar com as duas sozinha e que, daqui a uns tempos, tudo será mais fácil (ou parecerá mais fácil). Claro que nada disto é um drama sem fim, mas não gostamos de nos confrontar com as nossas incapacidades, com os nossos deslizes, e o pior de tudo é cairmos no erro da comparação com outras mães que têm três, quatro filhos - e nenhum deles está na creche - e conseguem lidar com tudo sem entrarem em modo drama queen. Queremos manter sempre o optimismo, o sorriso, a garra. Mas não somos de ferro. Eu não sou de ferro e nem a pancadinha nas costas do "vai passar e até vais ter saudades" resulta na hora H.


Acho que a alternância entre sentimentos de plenitude, satisfação, felicidade e alguma tristeza, choro e dúvidas, faz parte desta fase de mudança. Não sinto que esteja com uma depressão pós-parto, mas - por nunca ter tido nenhuma antes e não sendo psicóloga - não hesitarei em ir a uma consulta, caso algum dia tenha dúvidas e sinta necessidade. Escrever este texto já me ajudou. Acho que ler os vossos comentários também irá ajudar. Mas o que sei que vai ajudar mesmo é reconhecer que tudo isto faz parte do processo, não me culpabilizar tanto pela falta de paciência nem me sentir defraudada por nem sempre me sentir uma super mulher, relativizar mais, desabafar mais, pedir mais ajuda, ir arranjar as unhas, ir comer um gelado de dois metros, dormir mais. 


Sigam-nos no instagram @aMaeequesabe
E a mim também @JoanaPaixaoBras


49 comentários:

  1. Joana, força! Antes de mais, força para enfrentares o que tens de enfrentar e calma para poderes sentir o que tens de sentir. E acredita que é tudo normal! Eu, que sou só mãe de um, às vezes também não me apetece ser mãe. Às vezes também me apetece despejá-lo na creche, ou com os avós, ou com o pai, só para poder ter um bocadinho para mim. Claro que com duas é a dobrar. Com três ou quatro será ainda mais complicado, mas acredita que essas mães também terão momentos como os teus.
    Força, calma e aproveita todo o apoio que puderes. Tu és a mãe. Mas às vezes a mãe também precisa da sua rede de apoio. Afinal, mamãe feliz, bebés felizes :D

    ResponderEliminar
  2. Cara Joana,

    Identifiquei-me completamente com o teu relato. Tenho dois rapazitos com 3 anos e meio e 11 meses. O meu marido só vem ao domingo. Desejei os dois e achava-me capaz de me safar (e acho) mas a verdade é que quando o segundo nasceu, fiquei sozinha com os dois pouco depois e aí cheguei a pensar: mas no que eu me fui meter?
    O que é certo é que os dias bons são muito mais frequentes que os maus. É entrar na rotina. Vais ver. Ficaste apenas uma vez com elas as duas, é natural que ainda não tenhas ganho os hábitos mais adequados à nova realidade. Elas agora são duas, é tudo a dobrar. E penso como tu. O segundo é mais fácil em algumas coisas mas o que dificulta é termos outro que precisa de nós e depois ainda nos sentimos culpadas por lhes ter dado um irmão. Enfim. Tudo passa! Nós mulheres somos umas guerreiras! E olha eu não fiquei traumatizada porque ainda hei de ir ao terceiro um dia!
    Essas hormonas são lixadas! Muita força e um grande beijo.
    Sandra

    ResponderEliminar
  3. Sei o que são todos esses sentimentos. Ainda os tenho, às vezes e eles já têm 4 anos e meio e 2 anos e meio. Não é sempre fácil, mas vai melhorando... A ajuda da mãe é absolutamente essencial... Balançamos diariamente entre a necessidade de descansar, a culpa por termos estado assim e as saudades por não estarmos com eles. Tudo melhora. Tudo fica mais fácil. Mas conheço perfeitamente esse: "Eu devia ser capaz de fazer isto". E vai ser Joana, confie que sim. Só está ainda tudo muito recente. Coragem! E obrigada por este post que me fez perceber que não sou nenhum alien ao pensar essas coisas... :)

    ResponderEliminar
  4. Mais uma para ajudar à festa das "há dias que vou dar em maluca". Tenho um filho de 3 anos que é extremamente activo e uma bebé de 2 meses. No mês passado fiquei em casa sozinha com os dois durante uma semana por varicela do mais velho e nunca eu tinha implorado aos santinhos todos que chegasse a sexta. E se me senti culpada? SIM. Se senti que devia dar conta do recado? SIM. Mas também sei que os amo infinatamente e que são fases mais dificeis e que passam rápido.

    ResponderEliminar
  5. Eu tenho uma menina de 2 anos e uma bebé de uma semana e a altura mais difícil, até agora, foi mesmo no hospital. A bebé não parava de chorar e eu (tal como aconteceu com a irmã) não conseguia acalmá-la de maneira nenhuma. Em casa já fiquei algumas horas sozinha com as duas e correu mais ou menos, mas ainda não entrei na fase das cólicas, que é a pior.
    O pai vai estar um mês comigo em casa agora no início e mais um mês em dezembro e isso ajuda mesmo muito. Por outro lado, de vez em quando e nos intervalos das mamadas, saio para almoçar com amigas ou apenas para dar uma volta pela cidade sozinha. Ajuda muito. Em casa... sinto que devia dar mais atenção à minha filha mais velha. Ela está a ficar muito agarrada ao pai que é quem fica com ela mais tempo e ressinto-me um pouco disso. Mas será uma fase que há de passar.
    Espero que corra tudo bem contigo e que esta fase seja passageira. :) Ainda me lembro de estar a chorar para um lado e a Lara para o outro quando ela estava com birras horríveis e eu super cansada... e era só uma.
    Que tudo corra bem. Um beijinho

    ResponderEliminar
  6. Ahhhh Joana como te percebo!! Tenho uma menina de 2,5 anos que ainda não está na escola e fica cmg em casa e tenho um menino c 1 mês e sinto-me exausta, péssima mãe, sem paciência e às vezes (muitas até) com vontade de voltar p casa dos pais!!! Meu filho tinha 15 dias qdo o pai ficou 1 semana fora!! Aí não tive coragem e apelei a ajuda da minha mãe e não fiquei c os 2 sozinha. Nessa semana 2 ou 3 dias a minha filha ficou na casa da avó! Senti-me a pior das criaturas por ter "despachado" a criança 😔 Esta semana o pai teve novamente Q viajar e eu fiquei aqui em casa sozinha c os 2!! Foi mto cansativo e stressante. Mas o pior de td p mim foi mesmo o sentimento de não ser capaz de dar conta do recado, foi a mta falta de paciência c a mais velha, ter sido mto bruta c ela às vezes (mtas vezes 😔), o pensamento de "aonde me fui meter" (até pk as ausências do pai em casa por causa do trabalho são constantes). Eu rezo tds os dias para ter mta paciência e sabedoria p ser uma boa mãe mas sinto Q não estou a ser principalmente p a mais velha e isso deixa-me com o coração apertadinho 😔 Sou uma pessoa optimista por natureza e tento pensar Q dias melhores virão... mas às vezes não é nada fácil mesmo! Vamos acreditar Q sim!!! Até me fez sentir um pouco melhor ler este post e pensar que isto não acontece só cmg. Um beijinho Joana! Td de bom para a vossa família 😊

    ResponderEliminar
  7. Olha eu tenho um de 1 ano e às vezes desespero, tal como hoje. Noites mal dormidas juntando com estar em casa a tomar conta dele... às vezes adoro outras vezes desespero por 30min para mim. Vale saber que os dias maus e o cansaço não duram para sempre. Ah, e eu não consigo fazer isso tudo com um, com dois conseguir vestir-me já seria uma vitoria, imagino eu.

    ResponderEliminar
  8. Ninguém te rótula de super mulher, claro não é fácil cuidar dos dois sim, pergunta a Marisa Alves que teve gémeos. Tu também sabes que tudo vale a pena. Tu consegues. Bj

    ResponderEliminar
  9. Vai passar sim...tenho 2 com 21 meses de diferença hoje com 8 e 6 anos. É mesmo assim o desespero toma muitas vezes conta de nós...apetece fugir para longe...especialmente quando as noites são miseráveis...e sim sentimo.nos mal, muito mal, incapazes por vezes, culpadas na maior parte do tempo...o truque se é que lhe podemos chamar assim é levar um dia de cada vez e acreditar que mais dia menos dia irá resultar...e sim quando deres por ti já passou...beijinho

    ResponderEliminar
  10. Às vezes penso que sou a única que me sinto culpada por ter dias, horas em que estou "farta" da minha filha(6 anos mas uma energia a 1000%) e em que me apetece fugir. Ainda me sinto a maior parte das vezes como uma mãe terrível porque depois só ouvimos as outras mães a dizer pessoalmente ou nas redes sociais coisas lindas e maravilhosas. Por isso me "apaixonei" pelo vosso blogue. Porque são realistas. Porque nos mostram fragilidades como as nossas. E assim vou-me sentindo muito culpada.quanto a esse sentimento acho que é mesmo normal. E acho que vai ter sempre dias desses menos bons mas em muito menos quantidade. Nada que no dia a seguir não vá parecer uma bobagem. Forca Joana

    ResponderEliminar
  11. Entendo perfeitamente e tive um desses melt down também no início de ter os dois. Senti-me completamente desesperada. O mais velho ficou doente e eu tinha o bebé com 1 mês e pouco. Fiquei com os dois e no final do dia eu estava de rastos, a casa de pantanas e o marido que nunca mais chegava. Ajudou desabafar no "meu" grupo das mães. Pôr por escrito ajuda tanto. Depois é outro dia e esquecemos tudo. Hoje em dia já fico com os 2 sem problemas. Tento não me passar e perder a paciência, especialmente quando estou a tentar fazer alguma coisa e o mais velho (2 anos e meio) a desarrumar tudo... Enfim, no fundo achamos que somos as super mulheres e só queremos estar lá para eles, porque passa tão rápido!

    ResponderEliminar
  12. Ai Joana como é percebo... parece que fui eu que escrevi esse texto! É normal sentires isso tudo...e mais bonito ainda é conseguires admitir... muitas mulheres não o fazem, por vergonha. Eu passei e ainda passo o mesmo... tenho duas meninas, uma com 4 anos e outra com 4 meses e no início foi descer do céu ao inferno. Foram as hormonas, foi o stress, a culpa, o sono, o desespero, o cansaço. .. e acima de tudo muitas saudades da vida que tinha... Mas a verdade é que tudo vai passando, os primeiros três meses são tramados, depois começas a normalizar outra vez e as bebés também! Não é fácil, é duro... tem dias que é de loucos. .. Mas um dia tudo ha-de compensar. Vais começar a amara Luis a da mesma maneira que amas a Isabel e vais ver que aí vais ficar bem melhor! Até lá, pede ajuda a familiares e muita compreensão por parte de quem te rodeia.

    ResponderEliminar
  13. Ui, com um filhote de 1 mês e outro de 5 anos, revi-me em tudo o que a Joana escreveu. Não é nada fácil e por vezes acho que me vou afogar no meu próprio choro! Força, vamos conseguir. beijinhos, Margarida :)

    ResponderEliminar
  14. O teu relato é perfeitamente normal. Eu só tenho um e também me sinto assim algumas vezes... Fico com pouca confiança e impaciente e acho que não vou conseguir sozinha. E sim, também acho que sou má mãe porque às vezes o "despacho" para a avó ou quando não tenho nenhum tempo para mim. Mas sabes que mais, não há mal nenhum em pedir ajuda. Não te sintas mal por isso, nem deixes que ninguém te faça sentir. Reconhecer as nossas fragilidades é o primeiro passo para ultrapassarmos qualquer problema. A perda da minha independência foi o que mais me custou e ainda custa, o que combinado com cansaço e falta de confiança leva a frustração. Tento convencer-me a mim própria que sou capaz e a verdade é que não dura para sempre. As birras, as cólicas, a vontade de os "despachar", etc... são apenas momentos na vida feliz (mas também complexa!) que é ter um filho ou mais.

    ResponderEliminar
  15. Ó Joana, muita força, é normal que te sintas assim, são as duas pequeninas e dependentes. Acredita que eu tive a 2ª com 11 anos de diferença do irmão e nem assim foi feito com uma perna à costas. Depois juntas à necessidade e à exigência de atençao delas um corpinho cheio de hormonas a borbulhar e puuuummmmmmmm. Mas sim, passa. Vai tentando relembrar os dias mais fáceis naquelas alturas em que não estás a aguentar, pensar "não é sempre assim por isso nada garante que amanhã seja assim também". Mantém-te positiva, quando conseguires, dorme quando puderes e desabafa, desabafa muito.
    Beijo grandão de uma mãe que "te sentiu"

    ResponderEliminar
  16. Joana eu so tenho a Mia de 16 meses é garanto-te que me vejo e revejo nas tuas dicotomias... tantas vezes penso se serei capaz de ter mais filhos... sempre quis pelo menos 2 mas quando se tem filhos "dificeis", com colicas, que nao dormem, que nao deixam dormir...leva à exaustao, frustracao e é claro que o sorriso dela apazigoa o cansaço mas as memorias estao gravadas e com elas o receio de um déjà vu...
    Coragem!!!

    ResponderEliminar
  17. Nao esta sozinha! Acho que todas no sentimos assim, mas o medo da pancadinha nas costas "ate vais ter saudades" deixa nos mudas!
    Obrigada pela partilha!

    ResponderEliminar
  18. Querida Joana, és maravilhosa. É corajoso tudo o que escreves, não é fácil,não estás sozinha todos estes comentários te vão deixar o coração mais quentinho. Acredito que estas palavras darão alento a outras mamãs. Joana és e serás sempre uma super mamã. As emoções estão à flor da pele, existe um misto de sentimentos, as hormonas estão inquietas, mas quando somos mães somos sempre mais fortes do que imaginamos. Tu és forte, és sem dúvida a melhor mamã do mundo para a Isabel e para a luisinha. Beijinho com carinho

    ResponderEliminar
  19. Joana identifiquei-me muito com o texto. Sou mãe de gémeos de 9 meses e há dias que não me "sinto mãe". Há dias que parece que não posso ser mãe deles. E no final desses dias vem a culpa e a frustração por não conseguir. Há horas que estão oa dois a chorar e eu não sei o que fazer, que tenho que deixar chorar um deles durante um bocado até o outro se acalmar. E a culpa que eu sinto por ter "escolhido" um? O facto de morar num segundo andar sem elevador também não ajuda. O facto de tentar sair um pouco com eles para desanuviar é uma dor de cabeça. Qual é a mãe que quer estar dependente de alguém para passear com os filhos? Desculpem o desabafo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Joana. Tenho 3 filhas e a primeira vez que fiquei sozinha com as 3,porque o meu marido tinha terminado a licença, e passou a trabalhar sempre das 16h ás 00h,entrei em pânico e olhe que a mais velha já tinha 10 e a do meio 3. Claro que sobrevivemos e existem males maiores no mundo, mas que não é fácil, não é. Eu ficava esgotada rapidamente e como ele mantém este belo horário de segunda a sexta sou eu a dar sempre conta das 3 e no pior horário, o final do dia e a hora de dormir, isto já depois de um dia de trabalho! Passei pelas variações de humor, pelo choro fácil, pela falta de paciência e pelo sentimento de culpa é de incapacidade de dar conta do recado, mas acho que o segredo são mesmo umas boas doses de sono e no meu caso acho que o Centrum Materna ajudouajudou, quanto mais não seja fez efeito psicológico ☺ (claro que foi aconselhado pelo médico)! Espero ter ajudado. Beijinhos.

      Eliminar
  20. Força! Tenho 1menino de 2 anos e 3 meses e estou grávida de 5meses... sinceramente tenho muito medo da depressão pós parto e de não conseguir lidar com todas as hormonas... vou estar sozinha, o meu marido só poderá estar uma semana connosco e nem sei como me vou virar... o meu filho vai para a creche e vou "despacha-lo" sempre que possível para bem da minha sanidade mental mas sei que para mal da minha culpa... é difícil sim mas há de passar e somos fortes!

    ResponderEliminar
  21. Olá Joana!
    Revejo-me plenamente nas tuas palavras! Sou mãe de dois meninos hoje com 16 meses e 4 anos. Quando o mais novo nasceu o mano tinha 3.5 anos e o inicio foi (muito) complicado... entre birras,teimosia, cólicas e afins desesperei... tive também momentos,muitos,de não querer ser mãe. Tipo "hoje não me apetece!". Mês e meio depois e passava os dias a chorar. Quando o marido começou a trabalhar foi muito complicado. Ia levar o mais velho ao jardim de infância,bebia café com as amigas e ia para casa. O tempo foi passando e Os dias de exaustão,culpa,e afins foram agravando. Cheguei à tão (des)conhecida depressão pós parto. Eu não quis ir ao médico,não quis ser ajudada,e tudo porque simplesmente não queria deixar de amamentar para tomar medicação. Achei-me capaz,mas não fui! Aos três meses parei de tentar ser forte e consegui admitir que eu tinha um problema! Precisava de ajuda porque sozinha não conseguia. Disse para mim mesma que se tivesse de parar a amamentacao,parava. Os meus filhos seriam mais felizes com uma mãe sã do que com uma mãe maluca e a da mama... o bebé cresceria na mesma com leite de lata e não viveria com os nervos e o stress da mãe. E o mais velho,principalmente ele,precisava da mãe principalmente nesta fase de mudanças na sua vida... procurei ajuda,tarde mas procurei. Devia ter pedido ajuda mais cedo mas não o fiz e já era "tarde". Tive que iniciar a medicação mesmo... e sim,continuei a amamentar. Hoje com 16 meses o Afonso ainda mama e eu continuo com medicação,ainda que mais fraca,e continuo com acompanhamemto esporádico. Algumas recaidas,altos e baixos,mas muito mais feliz,a a gozar em pleno a maternidade. Ser mãe foi sem dúvida a minha melhor escolha.
    Saudades?! Muitas!!!! Principalmente dos momentos que "perdi"... o meu bebé cresceu!
    Não te qero alarmar,pois é muito normal não nos sentirmos as melhores mães do mundo no inicio. Quero apenas alertar a todas as maes para o que a "maldita" depressão nos vos roube os momentos mais preciosos da vvida dos nossos pequenos. Se passado algum tempo acharem que algo não está bem e que não aguentam mais,peçam ajuda. A depressão pos part existe sim e não acontece só aos outros! E é possivel sermos as melhores mães do mundo mesmo quando nos achamos as piores ;)
    Força aí Joana! Estou a torcer para que tudo corra pelo melhor. A fase inicial é dificil sim,mas passa; )
    Um beijinho

    ResponderEliminar
  22. Revejo me totalmente... Um com 25 meses e a menina com 7 meses. Ainda hoje é difícil. Os primeiros 5 meses foram muito complicados. Ela chorava imenso e ele exigia muito mais atenção que antes dela nascer. Atenção essa que eu não conseguia dar:( deixou de dormir bem (antes dormia 12h seguidas)... Houve alturas que eu não conseguia tratar dele, era o pai quem ficava com essa função. O pouco tempo que tinha para ele, estava aborrecida, sem paciência,... Nessa fase sentia me triste e um vazio muito grande, tinha saudades dele. Por outro lado, frustrada por sentir que me afastava. A primeira noite que fiquei sozinha com os 2 foi um filme de terror... Adormeci as 6h da manhã. Agora está mais fácil, as hormonas estão estáveis, apenas o cansaco permanece:)

    ResponderEliminar
  23. Muita força Joana!! Estamos aqui para o que precisares... Tu és capaz! Tu és forte! Beijinhos

    ResponderEliminar
  24. Se serve de consolo eu só tenho 1 e quantas vezes não chorei eu em silêncio, quantas vezes não me apeteceu arrancar os cabelos ou fugir, quantas vezes eu pensei "definitivamente eu estou a errar em alguma coisa, só pode", mas nos momentos mais calmos pensava no que me tinha passado pela cabeça e chegava à conclusão que era definitivamente o cansaço e que umas horinhas de sono depois iriam resolver tudo e assim era. Agora tem 20 meses e ainda hoje tenho esses momentos, porque infelizmente somos humanos e o cansaço acaba por nos derrubar em tudo, até como mães ou pelo menos assim o pensamos...
    Muita força e quando tudo parecer uma loucura ir à janela respirar fundo, dar uns berros valentes (sim os vizinhos devem pensar que sou maluca, nem sei como ainda não chamaram alguém com um colete de forças para me levar para o manicómio) mas o que é certo é que me sentia mais aliviada e depois de dormir umas duas horitas, nem que fosse com o miúdo ao lado, sentia-me nova.

    ResponderEliminar
  25. Olá Joana.
    Vou já largar a bomba: tenho 3 filhos! Os dois mais velhos são realmente mais velhos - mas estão ambos na (pré-)adolescência e dão-me cabo da cabeça a embirrar um com o outro (rapaz e rapariga ainda por cima...). A mais pequena faz 8 meses daqui a uma semana. A esmagadora maioria dos dias chego à noite de rastos e com a casa de pantanas... mas adoro isto! Não consigo imaginar a minha vida sem eles, sem esta loucura, sem este cansaço que não desaparece quando olho para eles todos juntos... mas traz-me paz... um sorriso enorme e a certeza de que, não sendo perfeita, estou a fazer tudo bem!

    ResponderEliminar
  26. Olá Joana! Não sou mãe de dois bebés (tecnicamente... tenho a M. e um cão! O meu "mais velho" :D ) . A M. tem dois anos e 4 meses e não houve um único dia em que não sentisse ao mesmo tempo a alegria e a frustração de ser mãe. A alegria dos sorrisos e a benção de ver aquele pequenino ser a crescer, a aprender a andar, as brincadeiras. E a frustração das noites mal dormidas, as cólicas, os dentes, as birras, a sensação de impotência...vontade de dizer BASTA! Não aguento mais! e olhar para a cesta de roupa amassada por uma montanha de roupa, e as refeições, e a limpeza da casa, e o cão... E estar noutro país sem família que possa dar apoio.. Uff... Ninguém é perfeito. E aqueles que parecem levar uma vida perfeita, mentem! Ânimo! Coragem!Penso que todas as mães passam por esta fase. Chorar tudo o que há para chorar (aguentar tudo cá dentro é pior...pelo menos no meu caso), respirar fundo e seguir para mais um dia. Um dia de cada vez. Não fazer grandes expectativas e alegrar-se com as pequenas surpresas que vão aparecendo... Não há jantar feito? Manda-se vir comida de fora. Não consigo dar-lhe banho? Que se lixe...amanhã talvez a leve à piscina... Há roupa para passar? Amanhã logo se vê. Muita força, Joana. Amanhã será um dia melhor. Beijinhos

    ResponderEliminar
  27. Acho que esse sentimento, embora atenuado pelo sono em dia é pela autonomia que vão ganhando, se manterá pelo menos até fazerem 30!����
    Sou mãe de 3, 2 gémeos com quase 6 (casal) é uma princesa surpresa de 4 anos e meio. Sempre tivemos muita ajuda de toda a família e mesmo assim ainda há dias em que chego do trabalho e desespero com as birras, com as "pegas" entre eles... E não há um só dia em que não me questione se estarei a dar o meu melhor, se sou uma boa mãe, se não poderia fazer mais! Não há um só dia em que o fantasma da comparação não me assombre...
    Mas depois há um deles que chega e diz que a mamã é a pessoa que mais gosta no mundo e tudo se desvanece neste amor que não espera perfeição, mas isso mesmo: amor! E ninguém jamais amará tanto uma mulher do que os seus filhos... E eles não esperam que sejamos perfeitas, que estejamos sempre bem dispostas, que tenhamos sempre a palavra certa na ponta da língua!
    Ser mãe é mesmo isto, nunca estarmos satisfeitas, querermos sempre fazer mais e melhor pelos nossos filhos. Ma o reverso da medalha também é importante: não seremos perfeitas, sentiremos cansaço, tristeza, exaustão, incapacidade e faremos um sacrifício descomunal por, mesmo assim, dar tudo de nós aos nossos filhos... Com sorte, daqui a uns anos eles perceberão toda esta amálgama de sentimentos e serão capazes de nos amar ainda mais por todas estas fragilidades!
    Se achar que deve procurar ajuda, faça-o pois nem tudo se ultrapassa sozinho... Mas fique com a certeza de que não há nada de anormal no seu relato, apenas a Joana a ser uma (boa) mãe de 2!
    Um beijinho! Força!

    ResponderEliminar
  28. Sinto-me tão bem ao ler o texto da Joana bem como os comentários das outras Mamãs, pois é bom saber que não sou a única a passar por estes momentos de "solidão", desespero, loucura...
    Tenho uma menina com 2anos e meio e uma de 2 meses. Fico praticamente sozinha com as duas durante a semana e os primeiros dias não foram nada fáceis, mas com o passar do tempo tudo começou a melhorar ligeiramente. Muitas vezes estou a dar a sopa à mais velha (que já comia sozinha mas agora tenho ser eu a dar novamente) e a dar a mama à mais nova ao mesmo tempo. O mesmo acontece para brincar, ler a história, hora de dormir... Fico super contente e aliviada quando ambas estão a dormir, pois fico extremamente exausta. E sim tb me passo muitas vezes com a mais velha, mas logo a seguir respiro fundo (quando não choro) penso na situação e peço-lhe desculpa. Por vezes é ela que me pede desculpa quando nem sequer tem culpa. Fico com o coração bem apertado.
    Não é fácil entrar nesta rotina, mas não é impossível. A Joana vai conseguir dar a volta à situação e a Isabel vai ajudando e compreendendo. Como já disseram nós mulheres... MÃES somos guerreiras! Podemos perder algimas batalhas mas no final quem vence a guerra somos nós. CORAGEM! E como duz o outro "Yes, I can!" 😉

    SandrA

    ResponderEliminar
  29. Esqueci-me de mencionar que ando quase sempre com a mais nova no sling quando a msis velha está em casa. É uma grande ajuda. Se não tiver um, está na hora que arranjar um. 😉
    Não querendo fazer publicidade (pois nada ganho com isso), eu comprei o meu na Mimices, mas na Pulguinhas tb tem (pesquise no facebook).

    Jocas
    SandrA

    ResponderEliminar
  30. Olá Joana
    E mesmo isso muito canssaso
    E maravilhoso mas quando estamos sozinhas não é fácil
    Quando a bebé for mais autónoma vai mesmo melhorar
    Embora o meu filho já tivesse 3 quando a menina nasceu, também foi cansativo psicologicamente. (Confesso que eu também sou uma pessoa mais ansiosa por natureza e o meu filho infelizmente igual) Mas não é fácil.
    Aguardo ela tem 2 anos ele 5
    E ele está muito desenvolvida, mas força, nos conseguimos tudo, nem que demore mais um bocadinho vai tudo melhorar.
    E sim o que nos dá força, são os momentos bons. Eles são o melhor do mundo
    Beijinhos
    e tudo o que a mãe decidir e de certeza o melhor
    As meninas estão lindas

    ResponderEliminar
  31. Ola Joaninha
    Sei bem o que é ter esses pensamentos,de nao conseguir dar conta do recado de nao me sentir preparada de sentir por vezes arrependimento sabendo que é a coisa mais horrivel de se pensar.mas a nossa mente tem destas coisas enexplicaveis:/
    Gracas a deus tive forcas para ir imediatamente para a psiquiatria e psicologa.melhorei,tenho muitas recaidas porque as vezes acordo sem vontade nenhuma de ser mae.mas tenho de ser mais forte que o meu pensamento negativo.
    Sei que vai passar,tem que passar!
    Foi tao desejado o meu filho e de repente sinto me uma idiota por pensar estas coisas.
    Mas admito que nao quero mais filhos porque ja me conheco.e admiro a forca das mulheres que teem 3 e 4 filhos.
    Força e ja sabes conta comigo.😚❤

    ResponderEliminar
  32. Bem, parece que já somos muitas, Joana!!!! Sei que não devemos sentir-nos bem com o mal dos outros mas a verdade é que serve para nos apercebermos que realmente não somos de ferro nem perfeitas... o facto de nos sentirmos frustradas e quase incapazes de lidar com a situação de "dupla maternidade" só mostra o quanto desejamos fazê-lo da melhor maneira!!! O quanto nos preocupamos e somos exigentes com nós próprias.
    Sou também mãe de uma menina de 3 anos feitos agora e de outra com 5 meses. A falta de paciência e o excesso de responsabilização que tento dar à minha filha mais vezes faz-me arrepender tantas e tantas vezes... mas sinto que ao longo destes meses tenho melhorado ;) E assim continuará!!! Comigo, consigo e com todas as outras Mães na mesma situação!
    E não duvide nunca que é a Melhor Mãe do Mundo!!! (eu sei que também sou ;) )
    Beijinhos e força!Ah... e chorar... qual a mãe que não chorou já por sentir que não está a dar conta do recado? ;)

    ResponderEliminar
  33. Olá,
    Também tenho 2 meninas, uma com 2 anos e meio e a outra com 1 mês e meio. Desde que nasceu a mais nova que aos sábados fiquei sozinha com as duas, e não é fácil, mas já não é tão difícil agora (o sono da tarde é que às vezes é difícil, a mais velha quer que eu a adormeça e a mais nova ao colo a berrar) vai ver que das próximas vezes já corre melhor. E tudo o que escreveu é exactamente o que sinto. Muita culpa por não conseguir estar com a mais velha o tempo todo, e vê-la a ter atitudes que nunca teve, como birras, e ter de lhe ralhar,... mas depois vê-las agarradas, a mais velha a enche-lá de beijos fico de coração cheio.
    Desejosa que esta fase passe rápido (como todos dizem que passa) 😀

    ResponderEliminar
  34. Não costumo comentar, mas tenho de o fazer. Obrigada Joana. Obrigada pela sua sinceridade, pela sua honestidade, por nos fazer sentir a todas pessoas e mães normais, que às vezes "pecam". Um dos maiores defeitos dos blogs de maternidade mais conhecidos é "venderem-nos" só o lado bonito da vida e acabam por nos fazer sentir um caco por estarmos com as unhas por fazer há dois meses e meias desorganizadas da cabeça, quando elas conseguem estar sempre impecáveis. Até as filhas dessas bloggers parece que nem alma têm, ficamos sem as conhecer minimamente, só conhecemos o que vestem, não se cria uma relação de proximidade como aqui, em que podemos rever os nossos filhos em muitas histórias. Aqui respira-se vida, pura e dura. O lado bonito, inspirador e o lado mais triste. Vocês são fantásticas, completas inteligentes, bonitas, sensíveis e down to earth é por isso que este blog está a ter cada vez mais sucesso. Merecem-no todinho! Clap clap clap Quanto a si, muita força! Barafuste, chore, mas cante também, dance, ria muito! E saia, passeie. Estamos cá para lhe dar um miminho, mesmo que virtual. Beijinho para as meninas.

    ResponderEliminar
  35. Eu também não passo um dia sem cá vir, rir-me com os disparates destas duas e comover-me com textos como este, em que sentimos mesmo a dor da Joana. Não te deixes ir abaixo, Joana! Faz desses momentos de fraqueza, a tua força. Zanga-te mas faz as pazes contigo logo de seguida. Sabes que mais? Ninguém é perfeito, não há vidas perfeitas, filhos perfeitos. Nem mesmo as que, como a anónima de cima diz, fazem parece-lo. Há vidas mais fáceis, com criadas, babysitters, ajudas mil, sim. Mas mãe é mãe e tu és uma maezaça. Respira fundo e muita força nessa hora. Sónia (a que se cruzou contigo no W shopping no outro dia, com o Tiago no colo)

    ResponderEliminar
  36. Joaninha, o meu pedrinho nasceu há uma semana, é o primeiro, é só um, tenho o Luis quase sempre em casa e ainda assim consigo chorar assim uma média de dia sim dia não! É cansativo, a pessoa já sabe, já ouviu todos os testemunhos, mas nunca se está preparado. Aliás, saí do hospital em lágrimas, não dormia há 3 noites, fui regista-lo em lágrimas, parecia uma tontinha! Fiquei super arrependida, claro, mas olha, é mais forte que nós, as choronas 😊 Força nisso, és uma excelente mãe e também tenho cá para mim que quem expressa assim os sentimentos acaba por ser menos dada a depressões no final! Ate porque temos pessoas a nossa volta sempre prontas a aturar as nossas crises existenciais momentâneas! É a intervir quando o bebe está a chorar há horas e nos com ele!

    Força e um beijinho grande! Essas tuas meninas são lindas!

    Bj Margarida Lacerda

    ResponderEliminar
  37. Joana, o que viveu no pós-parto imediato faz com que coloque dúvidas e chore mais, mas isso é normal.
    Eu tive uma menina faz 2 anos em agosto prematura 33 semanas, vivemos os primeiros 14 dias dela no hospital foi complicado, trazê-la para casa foi o melhor dia das nossas vidas! Ela sempre esteve bem graças a Deus, mas eu não consegui amamentá-la, tinha pouco leite ou achei que tinha, psicologicamente não fui capaz. Passados 4 meses descobri que estava doente que tinha um linfoma de hodgkin veio o medo de não ver a minha filha crescer... graças a Deus depois de 6 meses de tratamento estou bem. Vivo com este medo, mas não posso fazer nada... tenho de aprender a viver com isto. E choro muitas vezes, já chorei mais... mas n tenho medo de chorar, porque acho que isso faz bem e parte do processo... um abraço!

    Cláudia

    ResponderEliminar
  38. Joana, identifico-me muito com este texto. Tenho um filho de 3 anos e uma bebé com 2 meses e, a maior parte dos dias, sinto o mesmo. Eu e o meu marido costumamos dizer que reinventamos a matemática e afinal 1+1 passou a ser igual a 3 ou 4. Força e muita calma. Porque, na verdade, tudo melhora (eu, pelo menos, quero acreditar nisso). Filipa

    ResponderEliminar
  39. A minha filhotinha faz 4 anos em Dezembro. De há uns tempos para cá tem pedido com muita insistência um mano. Penso que seja porque na creche os amiguinhos dela estão todos a ter manos e ela sempre foi uma criança que não gosta de estar nem é brincar sozinha. Ainda piora ter uma meia irmã que só vem de 15 em 15 dias e que a deixa destroçada quando se vai embora... Eu e o meu marido estamos a pensar começar a trabalhar para um irmão, o meu marido mais empolgado que eu pois ele só está em casa 2 dias por semana e ao ler estes testemunhos fico cheia de medo de não ser capaz.

    ResponderEliminar
  40. Olá Joana! Depois de dias difíceis foi bom ler o teu posto! Tenho dois filhos: o Manel com 34 meses e a Laura com 2 meses... Estão os dois comigo o dia inteiro, o Manel deixou de ir à creche depois da mana ter nascido, visto que era na cidade onde trabalhava e que dista mais de 20 km da nossa casa! O meu marido está fora toda a semana e embora conte com a ajuda da minha mãe não é a mesma coisa. Há dias muito difíceis, em que não sei como sobrevivo às birras e confrontos do Manel; ainda não consegui encaixar todas as rotinas, em especial a hora de deitar... Há dias deitei-me a chorar esmagada pela minha incapacidade de gerir as rotinas e ainda mais desiludida pela minha dificuldade de dar suporte emocional ao Manel, que precisa de mim, que precisa do meu colo e para quem eu tenho tão pouco tempo e no meio das birras pouca paciência... Pesa-me a consciência, dói muito o coração... E rezo para que Deus me ilumine e me conceda a graça de ser boa mãe! Só quero que os meus filhos saibam e sintam que os amo incondicionalmente! Claro que nem todos os dias são maus, óbvio que os sorrisos e os abraços apertados e os seus cheiros de bebé compensam as horas más... E há sempre a esperança que o tempo traga a tranquilidade das rotinas , a paz à nossa consciência e a plenitude ao nosso coração! Força mamas!

    ResponderEliminar
  41. É disto que eu tenho medo tenho uma bebé de 22meses e tou gravida de 17semanas. Como é que vai ser???

    ResponderEliminar
  42. Olá Joana, tive o meu bebé há 1 mês e meio, é o meu quarto filho e tenho o mesmo misto de sensações: tristeza/nostalgia/felicidade. Acho que faz parte, mas isso não torna o processo mais fácil! Curiosamente, hoje escrevi sobre isto no meu blog: http://marta-dolcefarniente.blogspot.pt/2016/07/nao-ha-mimo-mais-nem-colo-mais-nem-mama.html
    Pode ser que ajude! :)
    Beijinhos

    Marta

    ResponderEliminar
  43. Aguenta te!nao es a unica.

    ResponderEliminar
  44. Olá Joana :) Partilho dos mesmos sentimentos, que tive há 6 meses com o nascimento da minha filha. Os primeiros 15 dias foram os piores para mim. No entanto, o meu marido sempre partilhou as tarefas da parentalidade, e isso aliviou-me imenso. Não queira fazer tudo sozinha, porque ninguém consegue, e também não é necessário. Cuidar "só" das suas duas filhas já é trabalho que chegue, e ainda quer ter a comida feita e a mesa posta? :) Partilhe a carga que tem às costas e vai ver que tudo melhora :) Beijnho

    ResponderEliminar
  45. É tão normal isso tudo, obrigada pepla partilha! Acho-a muito corajosa por ter tido um segundo filho dado que só tenho uma com (já!) 8 anos e continuo sem coragem para essa aventura do segundo filho (culpa das muuuiiitas más noites até muuuito tarde...)
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  46. Ai Joana! Estou contigo! #wearetogether não é fácil mas estamos no bom caminho! Bem haja pela partilha

    ResponderEliminar
  47. Joana, simplesmente "não é suposto dar conta do recado sozinha" só porque sim. Ter um filho é um processo de aprendizagem, ter dois filhos é todo um novo processo que começa de novo. Não é fácil nem é instantâneo, e se tiveres alguém a quem pedir ajuda, pede. Um par de mãos a mais faz toda a diferença! É claro que vamos aprendendo e com o tempo vai ficando mais fácil, mas ao início eu também ficava em transe se tinha de ficar com os meus dois filhos sozinha... achava que simplesmente não ia conseguir, e recorri às avós sempre que foi possível. Hoje em dia (têm 5 e 2 anos), já me sinto capaz de dar conta do recado, mas ainda há tantos momentos em que a coisa descamba e sinto que vou dar em maluca, e berro com eles mais do que era suposto, enfim... somos humanas, e faz tudo parte do processo.

    ResponderEliminar
  48. Podia fazer aqui um relatório enorme, mas já foi TUDO dito! Só tenho a dizer OBRIGADA a todas e força minhas Guerreiras!

    ResponderEliminar