quarta-feira, 24 de outubro de 2018

E namorar depois do divórcio? Eu tenho gostado ;)

Garooooootas, a vida é boooooooooooooooooooooooooooooooooooa! Não quero ser a representante do divórcio em Portugal, até porque cada caso é um caso, somos todos muito diferentes e as nossas relações também, por isso não há aqui conselhos a dar de "vai, filha!!!" ou "não te metas nisso, amoreeee!". Não. O que vos posso dizer é que no meu caso, a vida é boooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooa! Ainda bem que consegui ter a coragem de acreditar que a vida podia ser bem melhor do que aquilo que estava a viver, mesmo que isso implicasse grandes mudanças na nossa vida (minha e da Irene) e ainda por cima algo que facilmente pode ficar tão negativo com as frases que ecoavam na minha cabeça "acabar com o casamento", "tirar-lhe o pai", etc. 

Cada timing tem os seus desafios e depois de ultrapassada parte da "culpa" que me inibia de seguir em frente com a vontade, passou-se à execução. E claro que o sonho da vida a três foi um sonho, é "pena" que o sonho tenha acabado, mas passar a vida toda a sonhar com o que não existe acaba por não nos fazer viver a realidade.

Assim abri espaço para me acontecer a realidade que quero e que mereço. Estou apaixonada (já há bastante tempo), podia dizer que conheci uma pessoa, mas não "conheci", já nos conhecemos há muitos anos e tem sido o melhor ano da minha vida. 

É o meu wallpaper :) 

Claro que tenho gerido tudo com o máximo de cuidado. Não quero que a Irene sinta que o pai está a ser substituído. Ou que foi por causa desta pessoa que aconteceu o divórcio (eles não têm noção de timings nesta idade). 

Isto, na prática, tem implicado que a Irene conviva com a pessoa, que se façam planos, férias, mas não tem havido dormidas assumidas lá em casa. Não fiz um comunicado de início de relação, nem lhe dei nome (para a Irene). 

Quero que se conheçam, com tempo, que se tornem indispensáveis mutuamente e que tudo aconteça com calma. Até agora tem corrido bem e até tem sido a Irene muitas das vezes a requisitar a presença e acho que isso é muito bom sinal. 

Não existem timings para tornar as coisas mais "intensas", tal como não há para o desfralde, para o desmame e tudo isso, mas vou ter o máximo de calma possível. Já que tenho quem perceba, respeite e motive também que se vá devagar tendo a Irene como prioridade. Deve haver outras estratégias e até podem correr muito bem, mas eu cá morro de medo e isto é como consigo e quero fazer, eheh. 






24 comentários:

  1. Tão bom!! A vida é muito melhor quando estamos apaixonados <3
    Desejo-te as maiores felicidades, tu mereces (todas nós merecemos).
    Beijinhos

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  2. Hoooo wawwww :D que sonho :D

    Eu ando há 1 ano a tentar acabar com uma relaçao de 8 anos e com um filho lindo pelo meio e não estou a conseguir ser forte o suficiente para fincar o pé. E nem estamos no mesmo país... eu estou na Bélgica e ele em Portugal :(

    O que aconselhas Joana?

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  3. Wow! :)

    Já desconfia mas assumido e com palavras tão carinhosas, fico muito feliz por si!

    Desejo as maiores felicidades para o casal e para a (nova) família. Bjs

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  4. Boa, Joana! Seguir em frente com as cautelas que achares convenientes! Mas seguir! Bom namoro! :)

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  5. Excelente post! Parabéns pela coragem tanto de agires como de o partilhares connosco. Beijinhos*

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  6. sameiro.sousa@sapo.pt24 de outubro de 2018 às 17:09

    Boa tarde,
    Eu também estou a passar pelo mesmo, decidi ter forças e acreditar que consigo separar-me e divorciar-me. Estou casada há 28 anos e há 12 a trabalhar com o meu marido. A relação está esgotada mas o meu marido não aceita o divórcio, porque diz que me ama e não me quer perder, sou o amor da vida dele.
    Mas com o decorrer dos anos tornei-me incompatível com a sua maneira de estar na vida, de gostar do que ele gosta, de estar com ele.
    Quero seguir a minha vida sozinha, estar em paz comigo mesma, fazer o que me der na gana, não estar a fazer o que a outra pessoa lhe apetece ao seu belo prazer.
    O problema é que nestes 12 anos que trabalho com ele, nunca tive ordenado, não tenho forma de sobrevivência, não tenho casa, nem consigo arranjar emprego, tenho 56 anos, e apesar de todos os dias responder a anúncios compatíveis com a minha área de recursos humanos e administrativa, não recebo qualquer contacto para entrevista.
    Mesmo assim tenho esperança de conseguir ser livre.
    Sameiro Sousa




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    1. Desejo-lhe tudo de bom e que consiga dar a volta a essa situação

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    2. Aconselhe-se junto de um advogado. Provando-se que dedicou esses 12 anos à família e a trabalhar com e para o seu marido, terá direito a uma pensão de alimentos a ser paga pelo mesmo, o que não será o ideal mas ajudará bastante e é um direito seu.

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    3. Tenha esperança, dias melhores virão. Acredite que vai arranjar alguma coisa, mesmo que não seja na sua área, e não desista de tentar e procurar!
      Um abraço virtual

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  7. Também queria chegar aí e ter outra pessoa, sinto que estou preparada mas acho que nem tenho tempo pra respirar fundo quanto mais pra conquistar e namorar... Por outro lado tenho medo de entrar numa relação e que esta termine e a minha filha volte a sofrer..

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  8. Boa tarde. Me identifiquei com tua história, também sou mãe e divorciada, fico feliz ao encontrar relatos como o teu, realmente a vida é boooooooooooa! Publiquei o link do seu texto no meu blog para que outras pessoas se identifiquem também.
    Felicidades Joana! Beijinhos!!

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  9. Ola Joana, fico muito contente por ti e desejo-te as maiores felicidades! Tenho curiosidade em saber como o pai da Irene está a lidar com essa tua nova relação (nao por ti, claro, mas pela aproximação dessa pessoa à Irene e o impacto na vida dela). Mas compreendo também que não queiras abordar isto porque não diz respeito só a ti...

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    1. O Frederico seria a melhor pessoa para responder a isso e não a Joana. De qualquer forma, deve ser estranho para qualquer uma das partes (não sabemos por exemplo se o pai também já tem alguém).

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  10. Excelente Joana! Fico muito feliz por ti. Estar apaixonado é tão bom!

    Que bom que as coisas correm bem com a Irene, e vai ser maravilhoso. Devagar se vai ao longe.

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  11. Que booommm! Aproveita essa onda, a vida são 2 dias, mais vale ser feliz <3

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  12. Fico muito contente, Joana. :D Acho que já se tinha percebido (foi com ele que foram acampar, por exemplo, não?). :) Mas nestas situações, como se faz? A outra pessoa compreende que não há da nossa parte uma grande disponibilidade? Como se arranjam momentos para namorar quando se está com uma filha a maior parte do tempo? Aproveitam-se os fins-de-semana com o pai? Namora-se com ela finalmente vai para a cama, e depois ele sai para não ficar lá a dormir? E novamente a pergunta, a outra pessoa entende bem isto, este jogo, esta falta de tempo? Acho sempre fantástico quando vejo pessoas divorciadas com filhos pequenos a namorarem outra vez porque acho que na minha cabeça seria simplesmente complicado.

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    1. Já deu para perceber há algum tempo... retirar o DIU, ir acampar com um amigo etc..

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