segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Uma semana sem ela... vou sobreviver?

Tenho estado sem ela um pouco aqui e outro ali, mas nunca uma semana. Há abertura para que seja menos tempo da parte do pai, mas acho importante que ela passe a semana inteira com o pai, para que tenham contacto continuado  nas rotinas durante uma semana, mesmo que de férias. 

Eu tenho a custódia da Irene, não é o cenário mais frequente actualmente (do que dizem), mas é o que se adequa melhor ao nosso cenário. 

Esta semana vai-me custar tanto como, provavelmente saber bem, mas... tenho o coração apertado. Ainda para mais, depois de termos passado tantas férias juntas agora no Verão, o meu corpo parece ainda mais colado ao dela para adormecer, para tudo. 

Ela tem de crescer, ser de mais mundo e, neste caso, nem é "mundo", é o Pai. Vai para uma casa fantástica com o Pai e com os avós, vai ser só fabuloso. A mãe também vai aproveitar o fim-de-semana ali pelo meio e esticar a perninha na praia, mas... ahhh...

Quando ela voltar já vem mais crescida e não vi! 

Alguém que me perceba? Ou vou só receber comentários de mães a dizer que sou isto e aquilo porque não se quê?




Já agora, tudo o que tenho escrito sobre divórcio, aqui e aqui


16 comentários:

  1. Joana só és saudável e e normal! Beijinho

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  2. Este fim de semana foi o primeiro que o meu filho de 2 anos dormiu em casa do pai, a primeira vez que dormi sem ele e foi simplesmente horrível! Ainda choro cada vez que me lembro disso...
    Para ajudar foi também o fim de semana que conheceu a namorada do pai, situação que não concordo uma vez que a relação só dura há 1 mês, apelei ao bom senso do pai mas não tive sucesso...
    Só de pensar que no próximo ano também vai passar uma semana inteira de férias com o pai, fico com náuseas...
    Beijinho Joana

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    1. Já reparou que parece que não está a falar de um filho mas sim de um órgão vital? Sou mãe e bem sei o que custa quando estou afastada dos meus filhos mas a nossa vida é mais do que eles. Procure ajuda, se não consegue aceitar sozinha que a sua vida, e a da sua filha, mudou. E pode até dar-se o caso de essa namorada do pai ser uma pessoa positiva na vida dela. Dê tempo ao tempo. Coragem e um abraço (os meus estão com o pai há 10 dias)

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    2. Um beijinho, Joana.

      E tal como referiu o anónimo anterior, trate de si :)

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    3. Parece-me ser algo recente. Daqui a 1 ano, a Joana já vai olhar para a situação de outra maneira. Mas sim Joana, cuide sempre do seu coração.

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    4. Tem razão anónimo, para mim o meu filho é um órgão vital. É uma situação muito recente e sei que vai melhorar com o tempo, mas não nos podemos esquecer que há pais e pais e que cada criança é única e alguns inspiram (ainda) mais cuidados que os outros, daí a minha preocupação.
      Acredito que a namorada venha a ser algo positivo na vida dele, o meu único receio é que não seja uma relação duradoura e o convívio com o meu filho termine e ele “sofra com a separação”.
      Obrigada pela força :)

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    5. Esta coisa de se ser moderno é tão cheio de lugares comuns e tão poico de afetos reais e verdadeiros...Joana essa sua vivência é a sua e tem mesmo que ser assim. Amanhã pode ser diferente.ou não. Percebo muito bem essas náuseas 😉

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  3. É duro, muito duro ao início, digam o que quiserem mas custa horrores ao início. Mas tu tens um ex marido decente, com quem te dás super bem Bem, pelo que tenta relaxar!

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  4. Mudei-me pra outro pais (o do meu marido), tivemos um filho e agora ao fim de 5 anos ele quer separar-se e quer a guarda partilhada (muito comum neste pais). Resultado: nao tenho ca familia, tenho de ca ficar porque quero estar perto do meu filho e ainda tenho de passar dias/noites sem ele...quando ele esta com o pai. Muito doloroso! Mas nos maes suportamos tudo e mais alguma coisa pelos nossos tesouros. Força a todas!

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    1. Não costumo comentar, mas só queria mandar um abraço solidário e votos de muita força. Revejo-me nesse sentimento de angústia, porque estou numa situação semelhante; também a viver no estrangeiro, no meu caso o pai do meu filho também é português mas tem um trabalho estável e não quer sair deste país. Eu não encontro trabalho na minha área e preferia estar a viver em Portugal, junto da minha família e amigos. A nossa relação está mal, mas como fazer com o nosso filho de 7 anos? Se estivéssemos em Portugal, já me tinha separado, aqui vou ter de aguentar, porque não dá para fazer guarda partilhada entre dois países, e hei-de estar onde o meu filho estiver. Resumindo, são situações mesmo muito complicadas; muita força e ânimo, e sorte para que lhe aconteça algo muito bom que a faça sentir-se realizada e feliz fora de Portugal com o seu filho!

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  5. Como entendo! A minha Pipoca tem dois anos e 8 meses (completa amanhã) e ainda não consegui deixá-la uma noite sequer. Já consigo deixá-la com o pai ou com a tia durante um dia, se preciso, já a deixei para ir a jantares e prolonguei pela madrugada, mas nunca uma noite inteira...sei que vai chegar o dia, mas só de pensar dá-me um aperto no coração!

    Na semana passada ela disse que queria dormir na casa da tia, mas como no dia seguinte havia escola e a tia trabalhava, não deixei. No sábado o pai perguntou se não a queria deixar dormir lá para sairmos e eu com o coração na mão disse que sim, se ela quisesse. Perguntei, ela disse que sim, mas quando eu disse: "mas a mamã não vai, nem o papá, dormes com a prima" ela desata a chorar e a dizer que não queria dormir na casa da tia!

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    1. O drama, o horror, o terror e sabe-se lá mais o quê....

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  6. Somos todas diferentes, bem sei, mas se as vossas filhas/os estão bem, com pessoas decentes e responsáveis, seja com o pai, com os avós, com tios e ou padrinhos deixem-nos ficar felizes, a criar vínculos e memórias. Aproveitem para mimar o casamento (quando casadas), para sair sozinhas, para dormir, cozinhar, bordar, ir ao cabeleireiro. Aproveitemos para ter vida, para além deles, porque um dia quando tiverem idade para ir, não nos vão querer atrás...Ou pelo menos eu não estou interessada em ser uma velha gaiteira que quer viver a juventude com o meu filho.
    Coragem!

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  7. Custa sempre.
    Mas ao fim de muitos anos, falo por experiência, a "coisa" está estável e nem nos lembramos desses tempos mais dolorosos. Um conselho: aproveitar muito para fazer programas que só se fazem sem os filhos. Ajuda imenso.

    Coragem!

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  8. É perfeitamente normal. A minha filha tem 2 anos e 9 meses e passou o julho e o agosto em semanas alternadas. Custa muito!
    Falava com uma amiga, numa das semanas em que estava difícil serenar o coração e sorrir, que não se consegue explicar a sensação de faltar "algo" para se estar completo.
    Ocupe-se o mais possível, Joana. Se conseguir, valorize o facto de ter tempo para si, para o que quiser (mesmo que seja estar no sofá a olhar para o teto). E como ela me diz: a Joana continua a ser a mãe da Irene todos os dias! :)
    Um beijinho solidário

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  9. Não estou na mesma posição, mas de vez em quando ausento-me em trabalho, desde que eles são bebés. Ficam com o pai e eu fico super descansada, ele também tem apoio da minha mãe, é tranquilo. Mas se formos os dois é deixarmos os miúdos nos meus pais, fico descansada pelas pessoas que os cuidam, mas custa-me mais porque não está lá um de nós! Mas faz bem a todos, aos miúdos, à nós, aos avós. Custa mas depois passa!

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