terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Arrependeu-se de ter ficado em casa com os filhos!

Não há verdades absolutas. 
E há coisas que nos fazem pensar. 

Hoje de manhã fiz um hino às mães que ficam em casa com os filhos, aqui. Tem sido essa a minha realidade com a mais nova, a tempo inteiro, e mais presente na vida da mais velha, que passa muito menos horas na escola do que passava. Até agora, pesando prós e contras, foi a melhor decisão que podia ter tomado. Continuando como estava, teria regressado ao trabalho logo aos 3 meses da Luísa, tal como foi com a Isabel, tinha horários imprevisíveis, com reportagens a qualquer hora - e às vezes à noite e longe de casa - e não tínhamos apoio familiar. Não queria isso para nós. E tinha, claro, condições, estrutura e ajudas para poder mudar de vida (vim viver para o campo e voltei a viver com a minha mãe, tal como já falei aqui e o David aqui). 

Até agora, nunca pensei no "então e se depois vocês se separam?"
Nem no "quando quiseres regressar à vida activa, vai ser difícil".
Muito menos no "ninguém te vai agradecer o esforço".
"Não sejas parva como eu fui". 

Hoje uma leitora que optou por ficar em casa com os filhos que dizia que, se fosse agora, faria diferente. Que tudo se cria. E que agora é demasiado velha para recomeçar. Fiquei a pensar nisto. Não fiquei assustada, longe disso, mas fez-me reflectir. 

Eu acho que nunca me vou arrepender de ter ficado em casa este tempo com a minha bebé. Está a ser, neste momento, aquilo que mais desejava. Apesar de ser difícil e de querer calçar uns ténis e fugir para muito longe quando a miúda não me faz nenhuma sesta de jeito, não me vejo a fazer outra coisa, a largar isto para receber um ordenado que não estica e de um trabalho que me rouba 8, 9, 10 horas das 11 ou 12 úteis num dia de uma bebé. Tenho a sorte (para mim) de, com alguns ajustes, poder não trabalhar, ou de pelo menos não ter de trabalhar da forma convencional, com ordenado certo ao fim do mês. Mas não consigo prever o futuro, isto é, não consigo ver a médio ou longo prazo. Tudo na minha vida é feito um bocadinho ao sabor do vento e sabe-me bem manter este enigma e poder mudar quando achar que tenho de mudar (apesar de saber que nem sempre controlamos). Daí não conseguir imaginar-me, daqui a uns anos, arrependida. Mas percebo que se possa ficar, em certa parte. Por outro lado, o meu lado mais romântico diz-me que nunca me hei-de arrepender de as ver crescer milímetro a milímetro e de estar lá para lamber cada ferida nesta fase tão importante da vida. Dá-me Vida. E gosto de aproveitar cada minuto porque nunca sei se vou cá estar no seguinte. Nunca pensei que desistiria da minha carreira, sempre tive o cérebro a borbulhar e sempre me meti em muitos projectos, e agora aqui estou eu. Até quando? Não sei, logo se vê. 

Mas não quero ser parva, como a leitora sugeria. Estarei a ser? Arrepender-me-ei? Vou dizer "teria feito diferente?". Mistério. (Mas espero que não, claro). 

Mães que estão em casa, o que pensam disto?




...........
...........
Sigam-nos no instagram aqui 
a mim também aqui e à outra Joana aqui.
O nosso canal de youtube é este.

87 comentários:

  1. Eu tb estou em Casa por opção, com a minha filha de 16m e o meu filho de 7anos.
    Sou ed de infância e fiquei de bebê no mesmo mês em que fiquei desempregada.

    Com o meu filho já tinha ficado com ele em casa até aos 16m.

    Não digo q se me aparecesse "aquela" oportunidade que não voltaria a trabalhar mas a verdade é q estou bem com a minha decisão e o meu marido apoia a 100%.

    Vejo os crescer, ajudo o mais velho com os trabalhos de casa e acredito que eles estão bem aSsim, longe de atls e creches.

    Sou feliz... sinto me realizada!
    Estou bem com a minha decisão ;)

    ResponderEliminar
  2. Nunca nos podemos arrepender do que fazemos. Se foi a melhor opcção, óptimo. Se não foi, fica a lição!

    ResponderEliminar
  3. Só posso dizer, quem me dera ter a sua sorte de não ter um emprego convencional, com horários que nos roubam tempo de qualidade com os nossos bebés! :)

    ResponderEliminar
  4. Nunca trocaria ver o meu legado, a minha pegada no mundo a crescer(porque os filhos criam-se e dão-se ao mundo, à vida) por criar fortuna alheia a troco de umas migalhas. Nunca!

    ResponderEliminar
  5. Eleana Belinquete Assunção24 de janeiro de 2017 às 23:53

    Boa noite! Eu também estou em casa a tomar conta de duas princesas, uma de quatro anos e a outra pequenina com dois. Tomei está decisão porque podía, quería e era o melhor a fazer. Se algum dia me vou arrepender? Não sei? Costumo dizer que ninguém dá valor ao meu trabalho. Também ninguém tem que dar, faço porque quero! Porque me enche a alma e o coração, porque sou feliz... apesar de muitas vezes queres fugir para o Brasil!
    Um dia, se tudo correr bem, as minhas filhas serão mães e será nesse momento em que elas e só elas deram valor ao meu trabalho... até lá eu é que agradeço a oportunidade que a vida me dá!

    ResponderEliminar
  6. A minha mãe também fez essa escolha e diz-nos isso vezes sem conta. Agora que estamos crescidos e queremos levantar asas ela usa todos os mecanismos para ficarmos com medo de ficar sozinha. Diz-nos várias vezes coisas que nos fazem sentir culpados quando saímos, por exemplo. Pode condicionar a vida dos filhos sim. Por isso digo que deva haver um equilíbrio. Quando a solidão e o medo de ficar sozinho quando se deixa tudo por alguém pode alojar-se em todos e é pensar (sempre) duas vezes nas escolhas porque quem acaba por pagar são os filhos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fui mãe ha 4 meses e adorava poder ficar com o meu bebe pelo menos até aos 3anos, mas o dever chama me e daqui a 2 meses regresso à vida dura. Tenho de pôr o coração de lado, exatamente pelo motivo dos nossos filhos serem do mundo. Que faria quando ele fosse para a faculdade?? Que farei quando ele casar ? Vou com ele?

      Eliminar
    2. acho uma comparação um bocadinho inválida, pq estamos a falar de BEBÉS, CRIANÇAS PEQUENAS. A Isabel continua a ir à escolinha pq já está em idade de socialização, mas usufrui muito mais da mãe agora, e isso só pode ser bom. Eu estive sempre com a minha mãe até aos 6 anos, bem como todos os meus 4 irmãos, e deram-nos asas quando tinham de dar, sem mágoas, sem comportamentos obsessivos. Acho um bocadinho triste esse tipo de visão em relação a crianças tão pequenas...

      Eliminar
  7. No final as mães acabam por cobrar isso aos filhos. E ou culpar por isso.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas que visão tão deturpada das coisas, se uma pessoa toma esta opção de vida de ficar em casa com os seus filhos, não é para ter agradecimentos de ninguém, muito menos cobrar ou culpar os filhos por não ter seguido vida profissional. A menos que fique em casa porque não há emprego e não tenha outra opção...Se tomou esta decisão foi porque a faz feliz, ou não? por isso tem que ser grata pela oportunidade que muitas mães gostariam de ter e não têm. Os filhos crescem e seguem a sua vida, assim como nós mães, que não os teremos para sempre debaixo das nossas assas, é a lei natural da vida.

      Eliminar
  8. Olá Joana!!!Faz o q o teu coração manda...Eu despedi me e estive 9 meses a tempo inteiro com a minha filha se me arrependo???Não nunca!!!Se voltava fazer tudo na mm???Voltava.ja voltei a ter emprego na minha área???Ainda não mas com calma td se consegue.bjinhos

    ResponderEliminar
  9. Olá Joana, eu também estou em casa, na licença alargada(6 mês) do 2 filho mas estou quase há 2 anos e meio sem trabalhar.Logo que engravidei da primeira fiquei em casa( não posso trabalhar grávida) e fui pondo licenças até ela ter 1 ano e pouco. Voltei a trabalhar e engravidei do segundo, a M continua sem ir para a escola, vai agora e tenho estado com os 2( com ajuda) mas nem sempre é fácil. Não me arrependo NADA e nem sei quando vou voltar mas tenho pena que muitas pessoas não valorizem este tempo, é único e vou me lembrar para sempre de todos os momentos que passei com eles. Com birras( muitas), choros, nervos mas muito amor, cumplicidade, brincadeira e mimo( tanto)❤ Demorei muito tempo a ser mãe e vou aproveitar o que puder! Para o resto há tempo, o deles não volta...Disfrute sem arrependimentos😊 Eles vão agradecer e a Joana também😘

    ResponderEliminar
  10. Eu fiz a mesma opção, estou em casa desde o início da gravidez deste meu segundo filho. Foi uma opção pensada e ponderada, até porque entre creche do mais novo, ATL para a mais velha e se calhar com horários noturnos teria de andar a imaginar onde deixar os miúdos à noite, teria de contratar alguém pelo menos até às 21h que é a hora que o pai chega a casa, feitas as contas, eu iria trabalhar para pagar todos esses encargos com os miúdos. Não me arrependo nada, nadinha!!! Eles têm horários definidos, a mais velha tem tempo para fazer TPC, brincar, tomar banho jantar, tudo sem grandes stresses, o mais novo não fica doente com a mesma frequência que os meninos que andam no colégio, fica no quentinho da cama de manhã até mais tarde, brincar, vai para o parque, vai à quinta pedagógica, tem uma vida perfeitamente normal, com actividades que tento estimular...Não há dinheiro que pague isso...Nunca me irei arrepender, poder abraçá-lo de manhã ainda quantinho e de pijama todas as manhãs, não tem preço, estar presente quando começou a andar, quando saiu o primeiro dente, quando disse a primeira palavra, fui eu que lhe dei a primeira sopa e quero ser a primeira a ver o primeiro xixi no pote ;) é cansativo, muito cansativo. Não somos reconhecidas, é verdade. Mas que me interessa o que os outros pensam?? Interessa que os meus filhos tenham estabilidade para poderem crescer, para no futuro serem adultos bem resolvidos. Há dias que apetece fugir, que apetece gritar, que apetece desistir, mas a nossa vida seria muito pior, cheia de stress, por isso o melhor é nesses dias menos bons, contar até 10 e esperar que uma boa noite de sono resolva tudo. No outro dia tudo melhora. Beijinhos

    ResponderEliminar
  11. A todas as mães, força! As que trabalham fora e dentro de casa, as que trabalham apenas em casa, as que não trabalham em lado nenhum. Não penso que umas sejam melhores mães que outras, em função das suas opções ou obrigações profissionais.
    Não teremos melhores ou piores filhos em função disso mas sim em função dos valores que lhes transmitimos e um deles é o de respeitar as opções de vida de cada um.
    Quanto a arrependimentos, se pudessemos tomar decisões no presente, tendo a certeza do que vai ser o futuro...

    ResponderEliminar
  12. Estou em casa há quase 2 anos e meio... foi o que sempre quis. Queria ser mãe em todo o sentido da palavra. Sinto-me grata por viver o dia a dia dele, por o ver crescer, por estar presente nas suas conquistas, por ser eu a o educar.
    Claro que muitas vezes me apetece um momento para mim, acho que é um trabalho que tem tanto de bom como de extenuante, mas a vida lembra-me cada dia que como não sei o dia de amanhã tenho de aproveitar o "agora".

    Sim, já ouvi muitas das famosas frases... já refleti, e embora por vezes sinta falta da vida profissional a minha vocação é ser mãe!
    Se me vou arrepender? Talvez! Neste momento sinto que quem fala assim é quem não teve oportunidade de o fazer!
    A vida é curta, crescem rápido, temos de aproveitar. Eu cá sou Feliz :)

    ResponderEliminar
  13. Olá! Eu adoro os textos q escreve! Eu n me arrependo de maneira alguma de acompanhar o crescimento da minha piolha, cansa às vezes sim, mas é tão bom, assistirmos aos primeiros passos, palavras, tudo tudo! Beijos e continuação de óptimos textos! Bjs às pikenas

    ResponderEliminar
  14. Li o seu post hoje de manhã e reconheci-me a 100% e agora li este. Também optei por ficar em casa com o mais novo ainda bebé, era para ser só alguns meses e acabei por engravidar novamente. Há 4 anos que estou em casa com os 2 (o mais velho já vai a escolinha agora), sem apoio familiar por perto, sempre com a cabeça a fervilhar com projectos, e agora separada ainda estou a esticar para ficar com a mais nova até entrar em setembro para a escola. E também acho que nunca me irei arrepender. Têm sido os anos mais difíceis, cansativos e arrebatadores de emoções. Vê-los crescer dia após dia é de uma riqueza incrível. Mas também acho que não é para todos...E que infelizmente não é uma tarefa muito valorizada. Espero apesar das dificuldades nunca me vir a arrepender. beijinhos e parabéns pelo blog.

    ResponderEliminar
  15. Joana obrigada pelas tuas palavras! Sou mãe a tempo inteiro da minha menina de quase 7 mesinhos e adoro cada dia! Por mais cansativo que seja... Dou de mamar em livre demanda e vejo cada conquista da minha filha! É um desafio enorme viver com ajuda da licença alargada (25%) mas vai se vivendo um dia de cada vez. Entretanto canto e levo a comigo aos fins de semana. Sou Educadora e ajudo na coordenação da associação onde trabalho... Tenho medo do futuro? Da instabilidade do futuro? Sim tenho! Quero viver o presente pois n sei se estarei cá no momento seguinte... ? Sim quero! Sou tao feliz a ser mae o tempo inteiro... Adorava permanecer assim até pelo menos a B. ter 3 anos... Acho qie nunca me vou arrepender disto... Ou melhor tenho a certeza.... É a mi ha filha que me dá essa certeza todis os dias...

    ResponderEliminar
  16. Trabalhava muitas horas por dia, viajava muito, às vezes mudava de hemisfério de um momento para o outro, quase sem pré-aviso. O trabalho era o meu mundo e não o conseguia conceber de outra forma. Depois engravidei 5 vezes em 3 anos, tive 2 filhos e o trabalho deixou de ser o meu cerne. Não voltei ao trabalho (a um trabalho dito normal!) desde que o meu filho mais velho (agora com 2 anos) nasceu. Não foi uma decisão pensada, foi acontecendo. Não sei como será (n)o futuro, mas sei que este agora é o que me parece fazer sentido. Tudo a seu tempo. Agora estou bem assim, e tenho a certeza que os meus filhos não podiam estar melhor. Não me costumo arrepender de grande coisa e duvido muito que me venha a arrepender destes anos de dedicação quase total às duas pequenas criaturas que me preenchem os dias. :)

    ResponderEliminar
  17. Identifiquei-me. Sou mãe a tempo inteiro há seis anos de um lindo menino e de uma menina maravilhosa com três. A decisão foi tomada aos poucos. As circunstâncias eram favoráveis. Enquanto advogada em início de carreira teria de trabalhar 24horas/dias por um ordenado mínimo. O meu instinto maternal era muito forte. Nunca senti que fosse difícil. Tem dias. Mas difícil foi sempre enfrentar essa decisão sozinha. Criticada por todos. O meu próprio marido muitas vezes o faz. Sim, jamais seremos reconhecidas por quem nos rodeia. Mas o nosso legado familiar será a nossa maior recompensa. Mais tarde ou mais cedo o marido sente-se injustiçado por ser o único a contribuir financeiramente para a família mesmo que haja em abundância. Os avós zangados por não poderem cuidar diariamente das crianças e não experienciarem a paternidade novamente. A sociedade zangada porque não pode fazer o mesmo. Mantenho-me firme na minha decisão. Sei que os meus filhos são felizes, cuidados com o maior amor e carinho e não seriam quem são se tivessem tido outros cuidadores. Não me arrependo e penso que no futuro não me vou arrepender. Para quem estiver na dúvida, se financeiramente tiverem apoio, optem pela dedicação à família a tempo inteiro. Falta saúde familiar na sociedade de hoje.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se o próprio marido não está de acordo com a situação, se calhar devia repensá-la e não "teimar" na sua ideia! Escolherem algo que agrade a ambos. Eu e o meu marido ambos trabalhamos e eu jamais deixaria de trabalhar para ficarmos só com o salário dele, porque sei que isso seria sobrecarregá-lo e ele, tal como eu, também gosta mais de estar com a família/aproveitar a sua vida, que de trabalhar. Somos ambos advogados e optámos por termos ambos empregos menos atractivos financeiramente que se estivessemos em grandes sociedades/consultoras, mas que nos permitem ter um horário de trabalho fixo e liberdade total para gozar o nosso tempo livre/família. Assim nenhum sai sobrecarregado e é uma escolha que beneficia os dois.

      Eliminar
    2. E se um dia o seu marido também quiser o direito de ficar em casa a cuidar dos filhos, como é que vai ser?

      Eliminar
  18. Podia repetir tudo o que as mães que gostam de estar com os seus filhos em casa já disseram porque também eu amo estar com o meu mesmo que ele vá algumas horas para a creche, não desejo voltar a ter um trabalho de 9 horas.
    Venho aqui apenas para dizer que só uma mãe que abrace a maternidade no seu todo é que compreende as mães que ficam com os filhos. Nem todas as mães são iguais, mas isso nós já sabemos! ;)
    Se os filhos são o que de mais importante há na nossa vida, faremos tudo para os proteger e acarinhar sempre que possível.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá eu tb sou mãe a tempo inteiro mas agora com 1 ano de idd vou por o meu filho na cheche. Apesar de ainda não estar a trabalhar preciso de algum tempo para mim e de outras rotinas. Espero não estar a ser pior mãe e igoista por esta decisão. Alguém ja passou pelo mesmo?

      Eliminar
    2. Anónima, força. Não está nada a ser pior mãe. O melhor para o seu filho é ter a mãe bem, tranquila, equilibrada e não a passar-se constantemente por não ter um único segundo para ela. Fala quem já esteve aí. Como está em casa provavelmente não vai ter o seu filho imensas horas na creche (pelo menos não sempre), mas merece esse tempo para si, para se cuidar, para descansar, para fazer o que lhe dá prazer e que é impossível fazer com uma criança pequena em casa.

      Eliminar
    3. Olá nem sabe o bem que me fez agora ler as suas palavras. Ando a pensar muito se estarei a tomar uma má decisão. Mas realmente ser mãe a 100% sem ajuda dos avós durante a semana e com o marido a sair de manhã e a vir a noite e a viver completamente para o filho é bastante esgotante. Sempre fui uma pessoa independente e agora desempregada sinto que preciso de um objectivo pessoal e profissional. Passo o tempo quase todo sosinha com o meu filho e com as mesmas rotinas diárias. Se houver mais alguém que passou por isto pff deixe uma msg para saber que nao estou sosinha nesta decisão. Obrigada pela força.

      Eliminar
    4. É óbvio que não é pior nem melhor mãe. Eu também tenho sido mãe a tempo inteiro já lá vão quase nove meses mas muito porque me encontro desempregada. Mas agora começo a pensar colocar a minha bebé na cresce. Claro que se tivesse possibilidades financeiras e familiares gostaria de ser eu a criar a minha filha mas a verdade é que é preciso de trabalhar não só por razões financeiras mas tb por aquilo que referiu, pela realização pessoal e profissional é porque de hoje para amanhã caso algo corra mal eu tenha ao que me agarrar financeiramente porque hoje em dia nada é certo e o meu companheiro pode ficar desempregado ou até a nossa relação acabar...Cada um sabe de si.E não somos piores mães por isso.

      Eliminar
    5. Não está mesmo nada sozinha Anónima. Eu percebo o que sente e tenho a certeza que a maioria das mães que estão em casa com os filhos sem apoios também. Se tivesse ficado mais tempo em casa com o meu filho também o teria colocado na creche ou procurado uma ama, pelo menos em part-time. Os filhos são o melhor da vida, o nosso sol e estrelas, a razão das nossas vidas. Mas não devem secar tudo à nossa volta, tudo o que antes era a vida dos pais, a bem deles também. Esse cenário de que fala é propício a que a mãe fique esgotada e deprimida e isso não é bom para ninguém. Ainda bem que pude ajudar.

      Eliminar
    6. Mas o objectivo de ficar em casa não era para ter mais tempo com os filhos?

      Eliminar
    7. Nao estou a passar pelo mesmo; no entanto estou gravida de 4 meses e já estou de baixa; porque a minha profissão assim o exige; tenho outro bebe que vai fazer 2 anos no próximo mês que continua a ir a escola; porque não me imagino a ser mãe a tempo inteiro; e mt bom e optimo e o melhor quando estou com ele; mas preciso de tempo para mim; para fazer as minhas coisas;para ser mais do que mãe; por isso compreendo o que diz e ninguém e melhor ou pior mãe por isso. No meu caso preciso trabalhar e conviver diariamente com outras pessoas; nomeadamente com as colegas de trabalho que considero amigas; so nos sabemos o que e melhor para nos e para os nossos filhos e nunca considerei ser pior mãe por ser esta a minha forma de encarar a maternidade; assim como deixei de amamentar aos 10 meses por opcao própria e por considerar ser o melhor para mim e para o meu filho. Faça o que entender ser melhor para si e para a sua família; o resto do mundo e as opiniões dos outros para anda interessam; apenas a felicidade familiar :)

      Eliminar
    8. Anónima maldosa,ter mais tempo não significa dedicar o tempo todo e esquecermo-nos de que também somos seres humanos com necessidades e vontades muito válidas. Se não tem nada de positivo a dizer a esta mãe que está claramente aflita fique caladinha...

      Eliminar
  19. Sou mãe a tempo inteiro e adoro o k faço, abdiquei dum mísero ordenado, siiiim! Tenho contas a pagar como todas as outras? siiim! Não à nada k pague o vermos os filhos crescer! Por todos os aspetos. Muitas ( conheço algumas) têm filhos porque os outros tmb têm, depois os avós é k são os pais a tempo inteiro. Havia muito para dizer mas não troco a minha profissão por mais nenhuma na vida! Disfrutem dos vossos filhos um dia eles agradeçem!

    ResponderEliminar
  20. Nem a propósito. ..identifico - me a 100'/' !!!! Vossos comentários teem ajudado 😉Seja o que o destino quiser, mas minha filhota é meu mundo o elo é muito forte ainda...

    ResponderEliminar
  21. Joana, concordo com a sua postura. Parabéns pela coragem!!
    Eu também estou há pouco mais de dois anos a tempo inteiro com a minha filha e tem sido óptimo, excepto nos últimos tempos, muito cansaço, muitas birras, muitas asneiras, noites demoníacas... Nem assim pondero desistir, mas está a ser tão duro que simplesmente não quero mais filhos, estou exausta. Aos 3 anos irá para o pré escolar e eu retomarei o trabalho, que terei de procurar primeiro, e o meu grande medo é como explicar estes 3 anos sem actividade no currículo, sabendo nós como os empregadores adoram mães de família, não é?! Esse é o detalhe que me assusta, tudo o resto não me perturba, os "se's" existirão sempre!
    A minha mãe foi mãe a tempo inteiro de quatro e nunca nos cobrou nada, só era (e é!) uma mãe galinha do pior :) portanto não me imagino cobrar o que quer que seja, eu não sou assim...
    A única coisa que sei é que um dia terei saudades de tudo, mesmo dos momentos em que equaciono chamar um padre para fazer um exorcismo à pequenita :p então o melhor é mesmo viver o presente serenamente.

    ResponderEliminar
  22. Tenho uma menina de 6 anos e uma de 2 anos e meio.
    Estava desempregada quando engravidei da segunda e, em conjunto com o meu marido, tomamos a decisão de eu ficar em casa com as meninas. As horas que eu teria de trabalhar e o que iria ganhar não compensava o que se perderia a nível familiar.
    Se por vezes há momentos que só me apetece fugir e largar tudo, sei que não trocaria esta oportunidade por nada. A minha família é o meu mundo e farei sempre o que é melhor pra nós.
    Claro que só o posso fazer porque o meu marido tem um bom ordenado.
    Se um dia me separar??? Bem, quando casamos não é com o pensamento que um dia vai acabar. Mas se acontecer cá estarei pra ir à luta e o pai não deixará de contribuir pra filha.

    ResponderEliminar
  23. Olá Joana!! Eu não concordo com "tudo se cria". Criar cria mas em que condições? Acho que mais importante do que ficar em casa é saber o momento certo para "voltar". Porque como em tudo na vida tudo depende muito da personalidade da pessoa. A Joana não está propriamente "parada" a nível profissional. Não vive fechada numa bolha caseira. Não sei até que ponto ter um blogue lhe pode dar vantagens profissionais mas seguramente nao é o mesmo de ficar 5/6 anos em casa sem fazer "mais nada" (as mães que ficam em casa que me perdoem, não estou de todo a criticar a vossa opçao).

    ResponderEliminar
  24. Não sou mãe que fiquei em casa mas olhando para a tua situação, não me parece que te vás arrepender. Acredito que um dia que querias voltar a trabalhar, vais conseguir faze-lo. Com muito esforço e dedicação vais conseguir.

    Um dia de cada vez :)

    ResponderEliminar
  25. É uma decisão muito pessoal e com certeza foi muito ponderada por si e pelo seu marido. Mas o certo é que as crianças um dia crescem, vão para a faculdade e apesar de precisarem sempre de nós mães, vão precisando cada vez menos se tudo correr dentro da normalidade. Acredito, e não digo que seja o seu caso, mas a maioria um dia mais tarde irá arrepender-se e "cobrar" isso aos filhos.

    ResponderEliminar
  26. Os momentos que iamos perder são preciosos. São irrepetiveis. Todas as mães deviam poder ficar com os seus filhos a tempo inteiro pelo menos até aos 12 meses. Funciona assim em alguns países e devia ser universal. ❤

    ResponderEliminar
  27. Tenho dois filhos de idades muito dispares, 18 e 8. E tive experiências completamente diferentes com cada um.
    Do primeiro ainda estudava e logo aos 4 meses ele teve que ir para o infantário e eu estudar e trabalhar para sustentá-lo. Do segundo, pude amamentar até depois dos 2 anos e fui mãe a tempo inteiro.
    O que posso dizer é que não troco os momentos e os benefícios que pudd passar ao meu 2° filho por nada nesse mundo!! Benefícios para ele mas também para mim como pessoa e como mãe!
    Isso de perder oportunidades e até o marido, a meu ver é um completo disparate. Quando há capacidade de trabalho e amor verdadeiro numa relação isso não acontece.
    O haveria era de existir, era um apoio maior do governo para as mães em que no mínimo pudesse acoampanhar seus filhos até os 2 anos. Porque esquecem-se que serão estas crianças largadas um dia inteiro num infantário que irão gerir o nosso país. Estarão elas bem psicologicamente para isto?!
    Um ser que não teve direito a aprender valores que só uma mãe e um pai conseguem passar nos seus primeiros anos de vida...?
    Dá o que pensar.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O seu comentário é ao mesmo tempo, muito ingénuo e muito preconceituoso. "isso de perder oportunidades e até o marido, a meu ver é um completo disparate. Quando há capacidade de trabalho e amor verdadeiro numa relação isso não acontece." - não sei em que mundo vive, Belieeve, mas aquele em que eu vivo está cheio de pessoas muito talentosas e trabalhadoras sem emprego e sem oportunidades e de casais que um dia foram o amor da vida um do outro e hoje estão separados.

      "Porque esquecem-se que serão estas crianças largadas um dia inteiro num infantário que irão gerir o nosso país. Estarão elas bem psicologicamente para isto?!" - Lá está o preconceito que os meninos que andam no infantário são lá "despejados"...primeiro, o dia inteiro é um conceito relativo. depois, o que se faz com o resto do dia, a parte em que não estão no infantário, fica ao critério de cada pai e mãe, pode ser aproveitada e bem; terceiro, sabe que as crianças não ficam fechadas numa sala escura no infantário, certo? Brincam imenso, fazem actividades super giras, são acarinhadas pelas pessoas que tomam conta delas...o meu filho adora a escolinha; e por último: por favor apresente-me um estudo científico que afirme que as crianças que andam em infantários desde pequeninas ficam desequilibradas/infelizes/frustradas? Enfim. Há uma coisa em que concordo consigo em absoluto, devia existir um apoio do Estado para as mães (e pais) poderem acompanhar os filhos até aos 2 anos, eu até acho que 3, se assim fosse o seu desejo. Infelizmente, estamos longe de ver isso acontecer...

      Eliminar
  28. Eu fiquei quase 2 anos em casa com a minha e não me arrependo minimamente, aliás, teria continuado (mas achei que estava na altura de começar a trabalhar para aliviar tb um bocado as despesas). Com um próximo bebé sei que não vou puder fazer o mesmo, e isso sim, custa-me!

    ResponderEliminar
  29. Olá Joana, bom dia!
    Também estou em casa desde que a minha filha mais velha nasceu há 3 anos. Uma coisa que aprendi ao longo deste caminho (que às vezes me parece durar há uma vida inteira, outras vezes parece que ainda ontem era "solteira" de filhos e fazia o que me desse na real gana sem me preocupar com quase nada) é que nenhuma mãe é igual a outra e o que é uma verdade para si, não o será para outra mãe. Até digo mais, o que é verdade para nós agora poderá não o ser depois, e eu já vivi essa mudança de pensamento da primeira para a segunda filha. Isto para dizer que cada uma é como cada qual, cada escolha é tão válida como qualquer outra e no fundo o que importa saber é que as decisões que tomamos são as que nos fazem sentido nesse determinado momento, e acima de tudo são as que achamos que irão beneficiar mais os nossos filhos (e a nós próprias) por os amarmos. E é só isso que interessa, que as decisões se baseiem no amor que lhes temos, tendo sempre em conta o nosso próprio bem-estar, claro!, e regendo-nos com bom senso.
    Não acredito que se irá arrepender, pelo menos pelo que "conheço" de si através do que escreve. Há um artigo muito interessante sobre os 5 maiores arrependimentos das pessoas no fim das suas vidas:
    1. I wish I'd had the courage to live a life true to myself, not the life others expected of me.
    2. I wish I hadn't worked so hard. (!!!!!!)
    3. I wish I'd had the courage to express my feelings.
    4. I wish I had stayed in touch with my friends.
    5. I wish that I had let myself be happier.

    Pode ler o artigo aqui: https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2012/feb/01/top-five-regrets-of-the-dying (se é que já não o leu :) )

    Portanto, a minha opinião (já que perguntou :) ) é que a Joana não se vai arrepender dessa decisão porque, aparentemente, é isso que a faz feliz neste momento! Aproveite cada momento enquanto quiser e lhe souber bem, e quando quiser mudar, mude. Nada é irreparável a não ser a morte, por isso mais vale viver a vida à sua maneira, sem (muitos) arrependimentos e acima de tudo, feliz! ;)

    (Credo, tenho que parar de escrever estes testamentos! Ahahah Não há paciência! Beijinhos!)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Gostei muito de a ler ( sou outra Joana, não a Blogger) hahah

      Eliminar
    2. Gostei muito do artigo, obrigada :) Esse primeiro "regret" tanto dá para um lado como para o outro, porque os outros são não só a sociedade, amigos, etc. (que esperam que hoje em dia a mãe trabalhe fora de casa), mas também os nossos filhos (cuja vontade nós interpretamos como preferindo que não trabalhemos fora). Portanto eu acho que essa é a chave, e até foi assim que acabei o meu comment mais abaixo antes de ler o seu: quem somos nós de verdade? Não as mães, as filhas, as trabalhadoras, mas as Anas, Joanas, Ritas e Marias? De que é feita a nossa alma? Aí é que está a questão, descobrir e tentar viver a vida da forma mais fiel à nossa essência.

      Eliminar
  30. Eu, estou com as duas bebes em casa. A Leonor que completou agora 2 anos e a Luz que tem 8m. Para além de tomar conta delas e de toda a rotina da casa, ainda trabalho. Dou formação numa escola online. Às vezes é difícil, elas não são robots não dormem sempre que preciso de trabalhar ou de arrumar a casa...mas ao mesmo tempo sinto que é o melhor que eu podia fazer por elas. Terem a oportunidade de estarem com a mãe a 100%, cresceram com amor carinho e no conforto da nossa casa. Se às vezes tenho vontade de a deixar uma horita e ir a uma aula de zumba... of course!!!
    Adoro o que faço, mas um tempinho para nós é essencial!

    ResponderEliminar
  31. AMO o meu filho mais que tudo mas a bem da minha sanidade mental não me vejo em casa apenas a ser mãe (e tanto que é).... embora ache que deveríamos poder ficar até ao ano dos bébés..... mas cada caso é um caso e se funciona para ti, força com isso

    ResponderEliminar
  32. Estou em casa há um ano por ter ficado desempregada. Dou gracas por poder acompanhar os meus filhotes de 11 e 5. Espero voltar ao trabalho, mas este tempo com eles ninguém me tira. Cada sorriso, cada drama e histórias fe cada dia compensam no coração. Mas não se enganem pois estar em casa é muito trabalho e culpa. Nada é delegado para os outros, todas as tarefas são nossa responsabilidade e por vezes não há descanso. Passamos a semana sozinhas socialmente pois as amigas estão a trabalhar, o ginásio fica sempre para depois da roupa, das camas, das compras e supermercado. Não há escolhas boas ou más, apenas escolhas.
    Sou mae de 2 prematuros, aprendi a viver um dia de cada vez.
    Parabéns as todas as mães e pais que se esforçam pelos filhos.

    ResponderEliminar
  33. Eu sou Mãe de um Rodrigo (10 anos) e uma Joana (6 anos).. saio de casa às 8h.. regresso às 19h.. o ordenando infelizmente faz muita falta.. senão tenho a certeza que a minha primeira opção seria ficar em casa e acompanhar o crescimento do meus filhos.
    O certo é que ainda sou uma jovem (36 anos) ;)
    E depois quando forem mais crescidos.. e nisto que penso.. quando o mais velho tiver 18 anos a mais nova terá 14.. seu que nessas idades já não precisam tanto de nós.. e eu terei cerca de 42/43 anos!!!
    Penso eu como seria difícil recomeçar e provavelmente daria em doida em casa!

    ResponderEliminar
  34. Estou em casa com o meu filho de 8 anos, é uma criança especial, como lhe chamam (para mim são todos especiais) e com o mais novo de 21 meses. Quando o mais velho fez nove meses fechei o estabelecimento que possuía para ficar com ele a tempo inteiro. Aos 3 anos ele foi para a creche e eu voltei a trabalhar...5 meses depois estava em casa outra vez, trabalhava por turnos e folgas rotativas e não tinha tempo nenhum de qualidade com ele. Quando foi para a primária voltei a trabalhar mas a part time, entretanto engravidei e nao me renovaram o contrato. Aqui em casa achamos que seria melhor ficar por casa porque o mais velho precisava da minha atenção e o mais novo queria ser eu a cria lo tal como fiz anteriormente com o irmão. Há dias em que apetece fugir para longe. Queria começar as minhas caminhadas, mas por incrivel que pareça não consigo tirar uma hora para mim. Não é uma maravilha como a maior parte das pessoas pensa, da muito trabalho e é um trabalho em que nao tiramos folga nem ferias. E as noites....nem vou falar. Mas se trocava tudo isto por uma vida de correria, de não poder dar um beijinho no doi doi cada vez que eles caiem, de os adormecer e aconchegar, de lhes dar colinho quando estão doentes e carentes...não trocava isto por nada deste mundo. Deixo o fugir para depois quando eles tiverem idade para serem independentes. Tenho tempo. Desculpe o testamento Joana. Mas ser mãe é a melhor profissão do mundo e feliz de quem a possa ser.

    ResponderEliminar
  35. Olá Joana, também sou Joana e também tenho uma Isabel, é uma Margarida de já 10 anos. Quando a Margarida nasceu a minha vida era um frenesim e eu assim gostava. Mas também sabia que ia gostar de curtir a minha filha. Fiquei com ela até aos 12 meses em casa exclusivamente mas depois tive de trabalhar. Como não queria deixar de estar com ela adaptei o trabalho á minha nova vida. Abri um hostel com uma amiga e trabalhava 15 dias por mês. Foi assim durante anos, curti bastante com ela ( entretanto separei-me e ficamos as duas). Viajámos, acampámos, surfámos etc, etc. Mesmo depois de começar a escola primária o mês de Janeiro e/ou Dezembro era nosso, partiamos em busca do calor e trabalhávamos os conteúdos da escola em casa. Na época alta voltava ao trabalho com força (e feliz porque nada tinha ficado por fazer). Depois nasceu a Isabel, 9 anos depois é a vida continua com o ritmo calmo no Inverno mas no Verão e Primavera abracei mais uns quantos projetos, não vou poder estar tanto tempo com ela. Bem, mas o que eu quero dizer é: na minha opinião, se a Joana for felizes casa com Ásia filha, não vai arrepender-se. Se consegue adaptar o trabalho á maternidade, não vai arrepender-se, agora se sente vontade de se dedicar um bocadinho ao trabalho, que mal tem? Encontre uma solução um ou dois dias da semana para poder trabalhar, sei la, o importante é estarmos felizes seja qual for a decisão. Mas felizes mesmo. Eu estou feliz por estar a escrever este post e a tomar o pequeno almoço sozinha pois a Isabel adormeceu profundamente no meio da brincadeira.hahahah

    ResponderEliminar
  36. Depende de pessoa para pessoa. E depende de caso para caso. Deixar um trabalho que não se gosta ou deixar um trabalho que não nos faz feliz, não terá o mesmo impacto que deixar o trabalho pelo qual sempre sonhámos... aquele trabalho que conseguimos ter porque estudámos durante anos... (o que nos dizem desde pequeninos?? Tens que estudar para trabalhares naquilo que queres). A nossa felicidade é um somatório de vários factores, não só satisfação familiar, como laboral, como lúdica...etc...A culpabilização nos filhos é frequente quando não se consegue arranjar o equilíbrio necessário para manter tudo aquilo que nos faz feliz. E o equilibrio depende de pessoa para pessoa... trabalhar menos horas? Gerir horarios de outro modo? Ter outro tipo de trabalho? Não trabalhar? A resposta está em cada pessoa... mas uma coisa é certa, quando crescemos, alguém respondeu à típica pergunta "o que queres ser quando fores grande?", "Apenas mãe.".
    É fácil? Não... Mas as mães arranjam sempre as soluções necessárias... e ter uma soluccão que inclua também as necessidades da mãe também se sentir realizada com o trabalho além da satisfação de ser mãe, vai ser certamente uma melhor opção para toda a família... principalmente para os filhos. :)

    ResponderEliminar
  37. Olá :)
    Por cá,tiramos licença partilhada e alargada.
    5meses c a Mãe + 30dias o pai em casa e eu tirei o mês de férias em simultâneo,usufruindo assim de todos os momentos em familia.
    Findo este tempo,fiquei mais 90dias em casa, com 25% de ordenado,mas a ver cada minuto de crescimento dela ♡ uma boa estrutura familiar e consegue se que td o que realmente é importante,não falte.
    No fim da licença total,mudei de emprego,para conseguir manter me c ela e tendo uma pequena ajuda das Avós tb. Deixei de trab 60h semanais e passei a trab 15h,claro q o ordenado foi adaptado de igual forma,inferior,mas não me arrependo nem por 1 seg.
    Desta forma,ela cresce os primeiros anos,junto das pessoas mais importantes,criando laços que ficam para todo o sempre.
    E isto...nada paga ;) não se compra,constrói se em familia e amigos ♡
    Devemos smp seguir o coração,desde que nos seja possível,transmitir os valores maiores.
    É uma opção de vida,que é o nosso maior trabalho e valioso.
    Felicidades a todos

    ResponderEliminar
  38. Entao e quando eles crescerem? Se ja é dificil arranjar trabalho aos "30", quanto mais tarde pior.
    Tambem ja pensei varias vezes se o melhor nao seria ficar em casa com os filhos. Mas e o depois, se nao conseguir arranjar trabalho, com a idade a avançar é cada vez pior e depois faço o que ate à reforma?

    ResponderEliminar
  39. Eu também fiz a opção pelos filhos... É uma opção que dura 10 anos e acaba aos 30 e tal 40... e depois ainda nos restam na melhor das hipóteses se vivermos até aos 80, 40 anos a pagar caro por essa opão de 10 anos. Ser mãe é fantástico o pior é quando chegamos aos 40 e afinal ainda somos mulheres. E por aqui me fico, boa sorte.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E o que acontece quando chegar aos 40 anos? é mau? Eu faço 40 esta semana e tenho um filho de quase 2 anos, se Deus e as circunstâncias me permitirem, irei continuar durante mais uns bons anos em casa com ele, mesmo depois que entre na escola, porque quero, porque posso, porque gosto e porque é a vida que escolhi. E continuarei a ser mulher depois que ele sair de casa, se não vou trabalhar mais na vida? sei lá eu, alguém pode prever o dia de amanhã? Alguém hoje em dia tem emprego fixo? nada hoje em dia é certo...uma pessoa que trabalha uma vida inteira e quando se reforma descobre que tem um cancro e morre em poucos meses...gozou a vida? fez o que gostava? não...é assim, devemos viver o dia a dia, nem vale a pena fazer grandes planos ou pensar nos "ses".

      Eliminar
    2. O único comentário com sensatez e sabedoria.

      Eliminar
  40. Amo a minha filha..mais do que tudo! Gostava de ter mais tempo para estar com ela...a vida de "trabalho convencional" rouba tempo...mas tambem sinto que nao podia deixar de trabalhar e ficar em casa a tempo inteiro...simplesmente não é para mim. Joana, acho que se te sentes bem de mente e coração em ficares em casa com as tuas pequeninas, não te com certeza! Beijinhos :)

    ResponderEliminar
  41. Olá JPB;

    Não vou alargar-me muito em opiniões, cada um tem as suas. Partilho contigo a opção de ver crescer os meus pequenos, um com 4 e outro a caminho, e sou feliz.
    Gostava ainda de partilhar uma situação que aconteceu hoje no colégio do meu filho quando o deixei na escola e que, para mim, significa muito além do óbvio.
    Aconteceu assim:
    "M - (5 anos) - Mãe do Gustavo dás-me um abraço?
    Eu - Sim, M. claro que sim. Mas estás bem?
    M- Mais ou menos. Eu caí lá fora e o Gustavo disse que os abraços da sua mãe são mágicos. O Didi diz que experimentou quando caiu no escorrega e que resultou, podes dar-me um a mim também?"

    Saber que para ele o sentido de apoio da mãe é uma constante é o maior e melhor de todos os "ordenados". Sê feliz e continua a seguir o teu coração.

    Beijinhos
    Margarida

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Uau... até me arrepiei a ler isto!! Que os nossos filhos acreditem sempre no poder do nosso amor por eles! De facto é mágico e inexplicável! Que bom

      Eliminar
  42. No meu caso, tenho uma filha que faz tres anos em Março. Estou grávida de 30 semanas. Qdo a licença da primeira estava a terminar, chorava todos os dias pois ia comecar a trabalhar e ela ainda precisava tanto de mim. Sabia que ia perder o leite pq o meu trabalho exige que de 4 em 4 meses me ausente 3/4 dias. Custou muito, muito, muito regressar ao trabalho, mas nao me imagino a tempo inteiro em casa. Nao conseguia, nao da para mim. Atencao, eu trabalho, chego a casa as 17h/18h e tenho o trabalho de casa qdo chego, tal como as maes a tempo inteiro. Tenho muito respeito pelas maes a tempo inteiro, mas admiracao nao. Um dia, qdo os filhos crescerem,a que se dedicam? Arranjar trabalho torna se mto difícil.

    ResponderEliminar
  43. Ficar em Casa com os filhos é um privilégio...infelizmente nem todas as mães que gostariam de o fazer o podem fazer por questões financeiras. Eu adoraria poder ficar com o meu filho pequenino em casa, pelo menos até aos 18 ou 24 meses mas não posso de forma alguma...não poderíamos suportar todas as despesas com apenas 1 ordenado. Claro que todos os dias sinto culpa por deixá-lo no infantário tantas horas e passar tão pouco tempo com ele, mas não tenho outra opção...não faz com que o ame menos ou com que me dedique menos a ele do que as mães a tempo inteiro. Muito pelo contrário, tento dar toda a atenção, carinho e amor quando estou com ele.
    Cada mãe tem a sua realidade, as suas opções....No caso da Joana acho mesmo que não se irá arrepender pois estes primeiros anos de vida são únicos e especiais e é fantástico puder estar ao lado das suas filhas e acompanhar cada passo. Sem sombra de dúvida se pudesse faria o mesmo.

    Beijinhos
    Milene

    ResponderEliminar
  44. Joana, eu não estou em casa, mas posso opinar? Eu cresci a ver a minha mãe trabalhar. E, sendo médica, nunca foi pouco. Admirava-a e admiro-a imenso pela mulher que é e pela mãe que foi sempre, desde que eu nasci. Apesar de ter um trabalho exigente e (acho eu) ser incapaz de estar em casa "apenas" a ser mãe (até porque o dinheiro não estica, mas não só por isso, acho que ela sempre gostou genuinamente de trabalhar) nunca senti por um segundo que o trabalho estivesse à minha frente. Nem que queria que a minha mãe estivesse mais tempo comigo e ela não podia estar. Tive uma infância e adolescência extremamente acompanhadas, a minha mãe foi a melhor do mundo (mesmo!), nunca faltou, foi sempre a mais carinhosa, atenta, dedicada, viu-me crescer a cada milímetro na mesma, e ainda por cima a partir dos meus 4 anos fomos só as duas, portanto não há-de ter sido fácil para ela conciliar tudo. Mas o que sei é que tive (e tenho!) a melhor mãe que podia ter tido e o facto dela trabalhar não teve qualquer tipo de influência negativa em mim, nem acho que lhe seria mais reconhecida se ela tivesse escolhido não o fazer (talvez até seja o contrário...não sei se é muito justo, mas é a verdade). Hoje sou eu mãe do menino mais lindo do mundo :) de 17 meses. Tirei licença alargada e estive com ele até aos 8 meses e meio em casa. Foi um tempo de sonho, mas também (como sabes) de muuuuito trabalho e desgaste a todos os níveis. Não tinha vontade de voltar ao trabalho e custou-me horrores no início, mas hoje sei que foi a melhor decisão. Porque, primeiro, tenho um horário simpático que só excepcionalmente tem esse tipo de urgências que exigem horas extra de que falas, das 9 as 17, pelo que tenho todos os dias, das 17:30 às 21:00 tempo exclusivo para o meu filho em que só me dedico a ele, vejo como cresceu, estamos juntos, se estiver bom tempo vamos ao jardim, brincamos muito, conversamos, jantamos, dou-lhe banho, visto pijama, canto, conto histórias, enfim...sinto às vezes que aproveito agora melhor o tempo do que quando estava de licença e chegava ao fim do dia exausta e com pouca paciência, sem mais saber o que havia de fazer ao miúdo ;) tenho a certeza que as mães que estão sempre em casa entenderão o que quero dizer. Os fins-de-semana são grandes eventos, cheios de passeio, brincadeira e actividades (às vezes, outras sabe bem estar por casa a namorar a família). Também não tenho apoio familiar por perto e o pai tem horários chatos, por isso estamos muito tempo só os dois (e é maravilhoso), mas tenho a sorte de poder contar com ajuda em casa para que não tenha de ainda ir fazer mil tarefas quando chego e assim ter aquele tempo exclusivo para o bebé; não tenho viagens a trabalho, trabalho a 15 minutos de casa e o colégio onde o meu filho anda é a 5, fica tudo perto. Depois, admito, sabe-me bem o tempo "de adultos". Dedicar energia a um trabalho que é estimulante, almoçar com as colegas, conversar outros temas que não têm nada a ver com maternidade e crianças, aproveitar horas de almoço para ir ao ginásio ou fazer as unhas. Estas últimas podem parecer futilidades, mas não são, é muito importante que as mães estejam bem, equilibradas e descansadas para estarem no seu melhor como mães. Eu sei que sou melhor mãe por não estar o dia todo em casa com o meu filho, e note-se, o meu filho é a prioridade n.1 da minha vida SEMPRE. Portanto tudo isto para dizer que cada caso é um caso e a cada um cabe avaliar as suas condições familiares, de trabalho, financeiras e fazer as suas escolhas de acordo com todos esses factores. Não há uma solução boa e universal. Para mim esta é a melhor.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Concordo com este comentário! Tenho 2 pais que sempre foram trabalhadores e nunca me faltou atenção ou acompanhamento. Eu e o meu marido tirámos licença partilhada quando a nosa filha nasceu: 5 meses (eu) + 1 mês (ele) + 3 meses (ele) + 3 meses (eu). Assim conseguimos ficar com ela 1 ano em casa, sem sobrecarregar um ou outro. Neste momento, ambos trabalhamos em empregos com horário "previsível" (temos flexibilidade para o compor como quisermos, mas fazemos normalmente das 9h30-17h30). Eu estou com horário contínuo, por isso, almoço em 30min no local de trabalho e assim posso sair às 16h30. Temos tempo no final do dia para, os 2, brincarmos com a nossa filha, fazermos as tarefas domésticas e ainda passarmos tempo a 2. Vou a pé para o trabalho, demoro 20min, o meu marido demora 15min, a creche da nossa filha fica a 10min de ambos os trabalhos. Neste cenário, jamais me vejo a deixar de trabalhar. Gostamos de partilhar responsabilidades/tarefas/família/felicidade a 2 e em igual medida :) não seria do feitio/objectivos um do outro um estar a trabalhar e outro ficar em casa.

      Eliminar
    2. Concordo em absoluto; vai de encontro ao que comentei anteriormente; temos formas identicas de encarar a maternidade :)

      Eliminar
  45. (continuação do comentário anterior) O meu filho é um miúdo feliz, seguro, curioso, com auto-estima, que ADORA a escola e tem verdadeira paixão pelos pais, só superada pela que os pais têm por ele :) não sinto que perca nada de importante na vida dele e acho que um dia ele vai apreciar ter uma mãe que foi muito mãe, mas que também foi outras coisas e teve sucesso nelas. Não é justo nem verdadeiro dizer que as mães que estão em casa não fazem nada todo o dia (mesmo, falo por experiência!), mas também não o é dizer que as mães que trabalham perdem a vida dos filhos, fico muito triste quando leio isso (parece-me até um pouco ressabiado da parte de quem está em casa...). 90% dos casos que conheço são mães que trabalham e isso não acontece, de todo. Eu acho que tu, Joana, tomaste uma decisão com um impacto enorme na vida e sinceramente não sei o que faria no teu lugar, porque lá está, temos vidas diferentes. Mas acho, sim, que deves pensar no futuro. Como será um dia que elas estejam crescidas (passa num instante), vão as duas para a escola e tu fiques em casa? Não vais morrer de tédio? Vais conseguir voltar a trabalhar no que gostas? Em Santarém? Ou mudam outra vez para Lisboa? Vais viver deste blog? E ser, pelo menos em parte, economicamente dependente do teu marido? E se um dia se zangam? E depois que exemplo queres dar às tuas filhas? Que role model queres ser? Quem é que tu és verdadeiramente aí dentro, no fundo da alma, a Joana, não a mãe nem a mulher, a Joana? Não estou a julgar (mesmo!), estou só a colocar hipóteses e questões que acho que me colocaria se estivesse no teu lugar. Espero com total sinceridade que não te arrependas e que tudo corra bem contigo e com a tua família maravilhosa!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É mesmo isto! As maes a tempo inteiro têm todo o tempo para poderem criticar as maes que trabalham. É verdade, têm tb muito que fazer em casa, têm. E nós que trabalhamos? Que tb fazemos tudo em casa? Somos piores maes por isso? Naooooooo, de todo.... Qq mãe tenta ser o melhor para os filhos, independentemente de estar em casa ou a trabalhar. Que sejam todas felizes.

      Eliminar
    2. Gostei da reflexão.
      Se tivesse a vida da S, faria a escolha da S.
      Se tivesse a vida da JPB, faria a escolha da JPB.
      Contextos diferentes, decisões diferentes. Ambas de coração e tendo em conta as circunstâncias.
      O futuro é sempre difícil de prever. Nunca se sabe quem é despedido, nunca se sabe quem tem uma oportunidade. É importante que a escolha seja coerente com a essência de cada um e com a logística que os dias e as carteiras permitem (fazendo, claro, as necessárias adaptações).

      Eliminar
    3. S, subscrevo na íntegra o seu comentário. Ao ler a maioria dos comentários a este post, noto, e admito que possa estar a julgar mal, alguma crítica das mães que optam por ficar em casa, que só elas aproveitam os filhos a 100%, e que só elas abraçam a maternidade no seu todo, como também já li. O que me custa, é que estas mães que tão injustamente são criticadas, acabam por de certa forma criticar as outras mães que preferem trabalhar, ou que não têm sequer opção. Admiro muito quem opte por ficar em casa, mas também admiro muito quem consegue conciliar trabalho/ mãe e ter sucesso. Para mim, para o meu marido e principalmente para os meus filhos, nunca seria uma opção ficar em casa sou muito mais feliz a trabalhar e sei que sou uma mãe muito melhor para os meus filhos e uma mulher muito mais realizada.

      Eliminar
  46. A sua decisão é aquela que eu deveria ter tomado quando nasceu a minha segunda filha! Quando nasceu o primeiro, era fácil, os avós ajudaram, eu trabalho por turnos, mas sinto que não vivi o meu bebé a 100%, nem a 50%!A segunda chegou, os avós mais velhos, eu própria mais velha, as exigências de ter dois filhos são completamente diferentes! Assim, não podendo estar em casa, estou a tentar ter um horário regular, pondo de lado objectivos de carreira importantes!

    ResponderEliminar
  47. Acho que cada família tem de fazer o que os deixa confortável. Parece-me porém que nas maioria dos casos a dificuldade é conciliar uma vida profissional com a vida familiar e não uma verdadeira opção de não querer trabalhar. O caso da Joana é exatamente esse: dias sem horários e demasiado cheios para quem tem 2 filhos pequenos. Penso que caso fosse possível conciliar devidamente a vida profissional (com horários adaptados, tele-trabalho, part-time etc) com a parentalidade (e não apenas maternidade!) essa seria a solução mais desejável para as famílias mas também para as sociedades. De resto, acho errada a percepção que os filhos "vão agradecer mais tarde". Ninguém sabe se vão ou não e as decisões devem ser tomadas por vontade pelo próprio sem esperar em troca um reconhecimento que poderá não chegar.
    Em relação à segurança financeira da família, houve um artigo muito bom na Forbes
    http://www.forbes.com/sites/jefflanders/2014/05/29/deciding-to-become-a-sahm-stay-at-home-mom-consider-this-cautionary-tale/#1cad2b2e7fe4 sobre a questão que entre outras coisas alerta que é ótimo decidir ficar apoiar o crescimento dos filhos mas que ninguém deve deixar de lado a capacidade de se sustentar completamente. Há separações ou mortes mais cedo do que se pensava e para além de assegurar o bem estar emocional dos filhos, devemos estar cientes que temos de assegurar o bem-estar financeiro também sem estar dependentes de terceiros a 100%.
    Mafalda

    ResponderEliminar
  48. Estou em casa por opção com o meu filho mais novo. Tem 18 meses. Despedi-me para agarrar novos projectos e descobri que estava grávida no mês seguinte. Agarrei o maior projecto da minha vida, ser mãe. Do primeiro fiquei em casa até aos 8 meses, e depois consegui sempre ter muito tempo livre para estar com ele (o meu filho tem residência alternada, ou seja uma semana comigo outra com o pai, e eu trabalhava mais horas quando ele estava no pai, de forma a poder ter mais tempo com ele nas semanas que estava comigo). Não me arrependo em nada de estar em casa com o meu filho. Adorei o teu hino às mães a tempo inteiro. Mas a verdade é que todas as pessoas são diferentes. Nem todas acham maravilhoso passar um dia inteiro com um bebé, mesmo que seja o delas. Isso não faz delas más mães, mas muitas preferem sair para trabalhar, socializar e fazer as coisas que gostam de fazer. Uma mãe será melhor mãe se for feliz. Portanto, cada uma tem que fazer o que a faz feliz para ser a melhor mãe do seu bebé. Se a ti, o que faz feliz é estares com as tuas bebés (porque serão sempre bebés para nós, mesmo aos 30), então aproveita a possibilidade de poderes estar assim. E no diz em que não estiveres feliz com essa vida, então procura algo que te faça feliz outra vez. Pessoalmente, não acho que me vá arrepender de estar em casa com o meu pequenino, que também me proporciona mais tempo com o mais velho, pois posso estar com ele mais tempo, ou leva-lo à natação na semana do pai, e estar com ele até nessas semanas. É o que me faz feliz. Claro que dá uma dor de cabeça dos diabos. Dá mais trabalho do que trabalhar fora (digam o que disserem!). Além disso, podemos ser criativas e ter os nossos projectos pessoais ou seguir sonhos que estavam adormecidos. Nunca me arrependerei deste tempo com ele. Vá, talvez um bocadinho nos dias em que ele passa o dia a chamar pelo papá em vez de chamar por mim. Mas não são muitas as vezes! Um beijinho, Ana Carina

    ResponderEliminar
  49. Apenas quero comentar que "mãe/pai a tempo inteiro" somos, ou deveriamos ser, todos aqueles que têm um ou mais filhos. Penso que essa definição prende-se mais com a atenção/dedicação que damos aos filhos no tempo que estamos com eles do que com o facto de ser ter um trabalho por contra de outrem ou por conta própria. E aqui, nos trabalhadores por conta própria, incluo quem opta por trabalhar em casa, para a família. Dito isto, a expressão "apenas" mãe ou pai é igualmente inadequada. Uma pessoa não se define apenas pelo seu trabalho, ninguem é apenas uma coisa. E a opção de trabalhar para a família, em casa, é tão válida e árdua como outra qualquer.
    SER MÃE/PAI é um dos trabalhos mais difíceis e exigentes que podemos ter. Ninguém é "mãe/pai em part-time" só porque trabalha por conta de outrem, tal como ninguém é "apenas "mãe/pai", ou "se põe para trás ou último lugar", só porque opta por trabalhar em casa, para a familia.
    Todos tomamos as decisões que são melhores e fazem mais sentido para as nossas vidas, de acordo com as circustâncias da mesma. Se nos arrependemos de decisões tomadas? Sim, claro! Faz parte da vida, tanto nos arrependemos do que fazemos como do que nào fazemos e cada opção vai ter vantagens e desvantagens.
    Que tal tentarmos apoiar mais as escolhas uns dos outros e julgar menos?

    ResponderEliminar
  50. Tive a possibilidade de reduzir a minha carga horária, para 15h, no meu local de trabalho, assim que terminou a minha licença.
    Desta forma, estive quase a 100% com ela. E quando eu ia trabalhar, ficava com o pai ;)
    Não me arrependo nada. Neste momento já está na pré, e complemento o meu part-time, com outro trabalho, que apesar de não ser algo com um ordenado fixo, sou eu que faço os meus horários, e trabalho parte do tempo, a partir de casa.
    Sei que estou a fazer o mais certo, para nós. E nada paga, os nossos momentos juntas.

    ResponderEliminar
  51. Queria eu ter forma de ficar em casa e assistir o crescimento do meu filhote segundo após segundo.

    ResponderEliminar
  52. Fico parva com o que leio. Nem sempre as mães estão certas e cada caso é um caso. Há mães que ficam em casa, outras trabalham foram, umas educam melhor e outras pior. Conheço mães que trabalharam fora e são egoístas com os filhos fazendo chantagem psicológico e achando que quando os filhos crescem têm obrigação de ajudar os pais.
    Na minha visão de vida temos que fazer as coisas com Amor, isso é o mais importante e viver a nossa vida de acordo com os nossos valores. Nem todas temos a mm paciência para as crianças, nem todas damos a mesma importância à carreira, nem todas amamentados... enfim somos todos seres humanos diferentes. Ninguém deve julgar os outros até pq a vida sempre se encarrega de pagarmos pelos julgamentos que fazemos cedo ou tarde. Acho que estás feliz Joana, e isso é o mais importante. A vida são 2 dias. Sejam felizes!!!! Com as suas escolhas.

    ResponderEliminar
  53. Olá Joana!
    Sou a Sara, e optei por dedicar-me inteiramente aos meus filhos à 7 anos atrás, quando fui mãe pela primeira vez...
    Depois de duas gravidezes que não foram bem sucedidas, eis que consegui finalmente (2 anos depois) realizar o sonho de ser mãe.
    Tinha uma atividade bastante exigente, com muitas horas de trabalho e imensa pressão ... continuar a trabalhar fora, iria exigir deixar a minha filha numa creche às 07:30 da manhã e ir busca-la às 19:30 (a correr bem) ... tal facto não me agradava minimamente, principalmente a mim, que já tinha sofrido na pele a falta que uma mãe faz, e o "estrago" que essa lesão deixa para vida ....
    Há que tomar opções, e com as mudanças necessárias e o apoio incondicional do meu marido, optei por me despedir ...
    Não vou dizer que é fácil, que estes 7 anos foram tudo rosas ... estaria a mentir ... é claro que me senti só, muitas vezes, é claro que me senti desmotivada, um pouco perdida e até desatualizada ... é claro que me fez falta as minhas rotinas e principalmente o "desligar" ... quando trabalhamos fora... a certa altura "desligamos" fazemos um compasso de espera durante a viagem de regresso a casa e já nesta voltamos a "ligar" mas em outra "emissão" ... ora em casa o ritmo é muito diferente ... senti muitas vezes frustração ... e falta de fazer "pause" ...
    Mas nunca, nunca me arrependi...
    Nunca pensei o que será de mim se me separar... o divórcio não faz parte das minhas preocupações .. fazemos o nosso dever dia a dia para manter um casamento saudável ... se dá trabalho? Claro que dá.. mas o que não dá?
    Nunca me senti a viver "às custas" do meu marido, porque eu ganho e fomento na nossa vida outros valores que não têm valor comercial... que doutra forma não seria possível fazê-lo e que não é possível valorizar...
    Nunca me senti menor que, por sim, ser dona de casa... porque a minha visão vai muito mais além do que cuidar do presente dos meus filhos e do conforto da minha família...
    Nunca me preocupei com o "e depois?" ... o futuro constrói-se e vou mudando e moldando o que me faz feliz e a seu tempo as coisas irão ganhar vida ... tenho-me como uma mulher de fé e acredito que DEUS terá a escolha certa para mim em todo o momento que se exigir ...
    Sou Mãe de uma menina com 7 anos, um menino com 6 e estou grávida novamente ....
    Uma família feliz, com saúde e alegria, o que posso pedir mais??? Arrepender-me???
    Só me posso arrepender do que não fiz .. e por isso é que faço por fazer tudo :)
    O bem, os valores, o exemplo, o estilo de vida que da-mos aos nossos filhos, à nossa família, não tem preço e será uma mais valia para vida, que de outra forma não conseguiriam saborear ... Eles e nós :)
    Por isso, arrepender??? É claro que NÃO :)
    Parabéns pelo blog Joana :)
    Beijinhos,
    Sara

    ResponderEliminar
  54. Ia comentar este tópico mas depois da resposta da S. acho que reflectiu na íntegra tudo aquilo que penso. Eu iria ser muito pior mãe se tivesse que ficar em casa o dia todo com o meu filho. Ele é a coisa mais importante da minha vida e não o troco por nada mas o desgaste da atenção constante, das brincadeiras que às vezes não apetece iam dar cabo de mim. Assim tudo tem o seu peso e medida. Quando fui trabalhar quando ele tinha 6 meses achei que ia sofrer imenso mas confesso que até gostei. Estimular-me intelectualmente e poder ter uma hora de almoço só para mim (o luxo!) soube-me bem! Tenho uma profissão exigente (sou Magistrada num tribunal complicado) e o peso das responsabilidades e das decisões afecta-me imenso mas chego a casa e vê-lo/estar com ele ajuda-me a descomplicar. Tenho a sorte de gostar do que faço, o que também ajuda.
    Também não sinto que perca o crescimento dele...aliás, o desgaste de estar sempre com ele e o cansaço acumulado, na minha opinião, iriam impedir-me de o gozar a cem por cento.
    Outra questão que a S referiu é também o exemplo que damos aos filhos. Também tive uma mãe trabalhadora e no entanto sempre esteve lá para mim e sei que tanto ela como o meu pai se desdobraram imenso para que nada nos faltasse (e não estou a falar a nível económico mas apoio nos estudos, actividades extra-curriculares e afins). Ela sempre me ensinou a depender só de mim, que não há nada como ganharmos o nosso próprio dinheiro e nada tem a ver com futuras separações mas sim como brio pessoal.
    Admiro quem tome a opção de ser mãe a tempo inteiro mas claramente isso nunca seria solução para mim.

    ResponderEliminar
  55. Para já optei por ficar com o meu filho em casa e até agora não estou arrependida. Nesta fase não há lugar onde façamos mais falta do que ao lado deles a vê-los e a ajudá-los a crescer.

    ResponderEliminar
  56. Ao ler, vejo muitos juízos de valor em relação ao futuro das mães a tempo inteiro... "Ai e tal aos 40 anos o que vais fazer"?
    Sou mãe a tempo inteiro de um menino de quase 2 anos, não me vejo a fazer outra coisa, financeiramente, foi-me possível esta opção.
    Aos 40 anos, nem sei se estou cá ou não! Não oriento a minha vida com suposições sobre o futuro! A vida tem-me ensinado a viver um dia de cada vez... Se hoje faço o que quero e me faz feliz porque me iria arrepender mais tarde?
    Somos mães sempre aos 2, 10, 20, 30, 40 anos dos nossos filhos! Os filhos são do mundo, independentes e ainda bem! Não sou mãe-galinha porque me dedico a tempo inteiro ao meu filho, porque também sou mulher e esposa! Ser mãe a tempo inteiro não significa que só somos mães! Somos muito mais!
    O meu tempo é ocupado com o meu filho (e quem sabe filhos), com o meu marido, com a minha casa, pelo exercicio fisico, por hobbies, pela familia e amigos, por tanta coisa!
    Quando o meu filho já não precisar da minha dedicação a 100%, fico EU! E eu sou tanto!
    Apenas para dizer que existem mães que querem ser mães a tempo inteiro e outras mães que preferem trabalhar e ser mães ao mesmo tempo. Respeito ambas as opções. O que interessa verdadeiramente é que façamos aquilo que a vida nos permite no sentido de sermos felizes!

    ResponderEliminar
  57. Eu tenho três filhos, um com 15, outra com 9 e uma pequenina com 2.Tive a opção de ficar em casa com eles, mas nunca foi essa a minha escolha, pois adoro trabalhar e adoro o que faço.
    E não conseguia não trabalhar e ficar em casa, mas admiro quem toma essa opção. Acho que é preciso ter coragem para fazer isso e o trabalho de uma mae a tempo inteiro, é por vezes mais cansativo que o de quem trabalha fora.

    ResponderEliminar
  58. Aqui sou mãe de um baby boy de 11 meses e não estou em casa.
    trabalho. e ele fica com a avo.
    Não poderia de todo ficar, vivo sozinha com o baby porque o pai desistiu "da empresa familia" quando ele tinha 6 meses, mas se tivesse essa oportunidade ficaria de certeza, mesmo que me arrependesse depois, seria um arrependimento com muito amor á mistura.

    ResponderEliminar
  59. O meu deus q sorte voçe tem nao emagina como e bom nao ter q levantar a sua bebe de manha para ir para o frio para a chuva puder preparar as coisas dos outros filhotes para a escola e puder ter tudo feitinho e tao bom dava tudo para puder estar em casa com a minha meninas/as

    ResponderEliminar
  60. https://www.google.pt/url?sa=t&source=web&rct=j&url=/amp/www.forbes.com/sites/learnvest/2012/07/19/money-mic-why-i-have-regrets-about-being-a-stay-at-home-mom/&ved=0ahUKEwjPnIz-gN7RAhUHaxQKHeknBqEQFggfMAI&usg=AFQjCNEDE2sAZfyDdBF3VMa5Yw19FqjOAg

    Para ajudar à discussão!

    ResponderEliminar
  61. Fiz o mesmo e n me arrependo nada. Foi muito bom para mim e para os meus Filhos. Tenho Muita pena da minha filha n fazer o mesmo com a minha Neta. As crianças Sofrem muito nos Infantarios, Senten-se Abandonados. Fiz Por Amor. Estou Muito Feliz Por ter Criado os Meus Filhos Sempre Comigo Beijinhos. Os Infantaris são como Aviarios de frangos
    . são depositos de Crianças.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Desculpe, mas este comentário é uma ironia, certo? Dá medo, muito medo ler este tipo de comentário...

      Eliminar
  62. Também estou em casa com o meu filho, e é a melhor escolha que podia ter feito! Mas ninguém prevê o futuro... e por isso, entre filhos, vou construindo uma actividade profissional na minha área para, quando quiser voltar a trabalhar, não ter de recomeçar do zero. E acordos pré-nupciais também podem ser usados para salvaguardar aquele que fica em casa... Não é usual, mas eu acho uma excelente ideia.

    ResponderEliminar