9.23.2015

Para as Mães perfeitas.

Já não é a primeira vez, nem a segunda, que leio comentários que vão no sentido do "pensasses antes" e do "agora lida com isso". Desta vez, uma pessoa diz que quer ir ao cinema e que não sabe bem com quem há-de deixar a filha e vem um anónimo dizer algo do género "não a deixo com ninguém", "eu pensei bem antes de ser mãe".

Sim, porque isto de se querer ter um bocadinho de vida para além da maternidade é coisa de alguém que não estava preparada para ser mãe. Sim, porque ser mãe é abdicar de tudo o resto, é viver só para os nossos filhos, não os deixar respirar nem respirarmos nós, é ser escrava da casa, dos jantares, das roupas e sempre de boa cara.

A minha filha é a coisa mais importante da minha vida, não duvidem. Abdiquei de muito por ela e é assim que sinto que faz sentido. No fundo, nem sinto que estou a abdicar de muitas coisas porque adoro a minha vida como ela é agora. Descobri que gosto muito mais de uma ida ao jardim do que de uma ida ao cabeleireiro. Descobri que é melhor fazer um piquenique com amigos do que ir a um restaurante da moda toda aperaltada.

Mas não me lixem. Querer ir ao cinema com o namorado, andar de mãos dadas, ainda para mais enquanto a filha está a dormir não é, de todo, ser egoísta. E mesmo que fosse, não haverá egoísmos que possam ser inofensivos para eles e preciosos para nós ou para as nossas relações?

"Estarmos em casa com a minha filha é o melhor do mundo!!!!", completava. Epa, estar com a minha filha também é o melhor do mundo. Mas ficar com ela, a partir das 20h30, nem por isso (bate na boca porque isto é capaz de ser um discurso anti-mãe-perfeita polémico). Até porque - pasmem-se! - não fala, não faz gracinhas, não reage, não dança, não pede colo, não canta, não chama "mamã", não pede ajuda, não dá gargalhadas, não vai buscar a bola para jogarmos, não fica deitada no meu colo a ver desenhos animados, não precisa de mim, não faz beicinho, não lhe conto uma história, porque - pasmem-se novamente - está a dormir!

Correcção: às vezes até é mesmo o melhor do mundo e sabe-me a pato porque consigo ter uma horinha para mim antes de ir dormir, depois do jantar e de arrumar a cozinha (Ooops! Mais uma declaração anti-mãe-perfeita).

A maternidade é o maior desafio e o mais gratificante mas, bolas!, as mães não podem ter uma folguinha sem se sentirem culpadas? Por que é que pomos todo este peso na maternidade? Por que é que achamos que temos de controlar tudo e que somos insubstituíveis a cada segundo? Por que é que temos de ser a Mãe perfeita? Ou melhor, porque é que a Mãe perfeita tem de ser a mãe abnegada, altruísta, que coloca sempre o mundo e os outros à frente de si própria?

Deixar os nossos filhos bem entregues, por umas horas, não é um abandono. É, muitas vezes, um reencontro connosco.

Pronto, já desabafei. Não quero entrar no pódio das melhores mães do mundo. Cá ficarei, bem longe da meta, a ser o melhor que consigo e a tentar não me esquecer de que, para eu funcionar bem e ser feliz, tem de haver mais mundo para além do Panda e os Caricas e das fraldas com cocó. Vou continuar a deixar-me levar pela cantiga do Demo.



52 comentários:

  1. A uma semana de ser mãe, não posso concordar mais... Hoje em dia muitas mulheres sentem a maior culpa do mundo por deixar um filho com avós ou mesmo com outra pessoa para ter um momento para si!! Acham que deixam de ter direito a vida para além dos filhos, crucificam-se sem razão nenhuma! E criticam quem sabe viver para além de fraldas e leite... Se queremos transmitir aos nossos filhos paz, e bem-estar, não acho que seja a sufocá-los a toda a hora que o conseguimos fazer.

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  2. Há uma grande diferença entre entregar os filhos aos avós, amigos ou babysitter todos os fins de semana e deixá-los bem entregues uma vez de vez em quando para fazer um programa a dois. Com a primeira hipótese não concordo porque os filhos são nossos, temos (e queremos!!!) que passar tempo com eles, etc. Mas com a 2ª opção concordo a 100%!!! Todos os pais e mães precisam. Pais felizes = filhos felizes! Vai lá ao Cinema à vontade que se for preciso eu fico com a tua Isabel com todo o gosto (não sou nenhuma maluca qualquer, sou uma mãe actualmente de uma princesa mas em breve de duas princesas, que trabalha mas que tem a sorte de poder contar com os avós pertos ao contrário de ti Joana, e sei como deve ser difícil não ter essa ajuda mais pertinho) ;)

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    1. Hehehe obrigada! Depois do meu post já tive amigas fofinhas a oferecerem-se! Lol
      Pois, nem eu concordo com a primeira opção, nem conseguiria. Adoro estar com a minha filha e até queria ter mais tempo para ela mas... de vez em quando (se for uma vez de 3 em 3 meses já me contento) não vem mal ao mundo! :)

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  3. Não sou mãe (ainda), mas sou tia. Já lá vão nove anos. Desde então que fico com os meus sobrinhos sempre que os meus irmãos querem ter algum tempo só para eles. E muitas vezes ofereço me eu sem eles pedirem para terem uma "folgazinha". Se eu acabo por ficar com os cabelos em pé de tanta traquinice imagino se eles não tivessem um dayoff de vez em quando.

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  4. Concordo plenamente consigo. Nós pais temos que tirar um tempo a sós, não estamos aqui a falar de irmos para a borga todos os dias, mas sim de vez em quando tirar um tempo só para o casal ou até para nós mesmas, acho super saudável. Mas infelizmente ainda existe muita gente na nossa sociedade com mentalidade do séc. passado. Graças a Deus tenho uma família maravilhosa que me ajuda neste aspecto e às vezes nem tenho que pedir, eles próprios oferecem-se para eu e o meu marido termos tempo para dedicar um ao outro, principalmente agora que falta umas semaninhas para a família aumentar cá em casa =)

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  5. Haja paciência para tanta perfeição! Acho mais perfeitas as mães que fazem programas giros com os filhos, que passam tempo de qualidade do que aquelas que acham que devem viver para os filhos. No meu caso ainda não fomos ao cinema porque não queremos, mas devíamos ir em breve, antes do babyAM chegar!

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  6. Olha Joana, sabes, o primeiro milho é para os pardais...deixa a poisar.
    Deve ter sido mãe à 3 dias, com o tempo muda de ideias.
    Fartinha de gente perfeita ou que se acha...porque se pudessemos ir lá ver, ui ui
    E ás vezes falham em coisas bem mais importantes

    Bjs e felicidades

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  7. Chuta pá frente e vai lá ao cinema ;-)

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  8. As nossas crias só precisam de saber que voltamos sempre para eles é que os amamos incondicionalmente! Também somos mulheres e precisamos de algum tempo para nós! Obrigada por estes textos e partilha, é sem dúvida uma lufada de ar fresco nesta coisa da dita perfeição da maternidade,como se existisse perfeicao em alguma coisa, para além dos nossos filhos. Vai lá e diverte te! Obrigada "Joanas" de coração!

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  9. Olha Joana, não ligues a comentários de gente que no fundo tem é saudades de sair quando lhe apetecia :) Sair uma vez por mês com o marido é um favor que fazes à tua filha. Porque te sentes bem e o teu marido também. Não és menos perfeita por isso! (mas isso, claro, já sabes ;) )
    Beijinhos e boas saídas :) Também faço babysitting (5€ à hora) mas sei que é sempre mais confortável deixar com alguém conhecido ;) Beijinhos*

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  10. Ora bolas, já não vou para o pódio das mães do ano! Em Abril fui 4 dias a Amesterdão passear, vejam só, e deixei a miúda com a avó, ainda nem tinha 1 ano. (Verdade seja dita, não sei quem gostou mais, se ela se a avó! Além disso a minha mãe fez-me o mesmo, mandou-se para França com o meu pai durante uma semana para ir passear e deixou-me com a minha avó e vai-se a ver e não foi por isso que virei psicopata ou algo assim). Em Outubro vou mais 4 dias aos Açores e, vejam bem, a miúda volta a ficar com a avó. A avó já risca os dias no calendário para chegar Outubro e tudo. Mães perfeitas são mães equilibradas que conseguem conjugar a vida de mãe, de mulher, de profissional e todos os papéis que assumimos diariamente de uma forma saudável!

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  11. Eu por acaso de certa forma concordo com a anônima. Acho que os filhos são nossos e somos nós que temos de cuidar deles. Acho que o tempo que tem para si, é nesse intervalo em que ela está a dormir. Agora se dorme, se vai ao cinema, ou fica a olhar para ela a dormir, isso já nao interessa.
    Agora enquanto as crianças estão acordadas, acho que devemos estar sempre presentes e focadas nas crianças.
    Na minha opinião, termos um filho e depois irmos passar fins-de-semanas sem eles, ou irmos à praia e eles ficam nos avós, ou ir ao cabeleireiro e eles ficam mais um pouco na creche não me faz sentido algum, mas isto é apenas a minha opinião.
    Esta é a minha maneira de ser e de estar, e tenho dois filhos pequeninos. Mas cada mãe é que sabe, e não há verdades absolutas. E todas nos fazemos o melhor que sabemos é conseguimos, pelo menos eu continuo a gostar de acreditar nisso.

    Filipa F.

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    1. Obrigada pela sua opinião! A discussão assim fica mais rica! Beijinhos

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    2. Nesse ponto de vista, nem os deviamos mandar para o infantário, afinal são nossos filhos e não das educadoras que a maioria das vezes nem conhecemos direito... agora deixar com os avós que até já criaram os pais, isso sim é uma loucura.

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    3. Fatita! AHAHAHAH Genial!

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  12. Há gente muito parvinha credo! Devem achar porque se anulam em detrimento dos filhos que são melhores mães do que as outras. Temos de ter actividades só como casal ou até sozinhas para nossa sanidade mental.

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  13. Bravo, Joana! É isso mesmo. Quer dizer, eu não sou mãe (ainda!!!), mas ontem, por acaso, reparei nesse comentário a que se refere e fiquei estupefacta.... E, claro, concordo em absoluto com tudo o que diz.
    Eu faço babysitting há imenso tempo, a crianças de todas as idades (desde recém-nascidos!) e, eu própria, oiço coisas como "eu sei que tu és espetacular, tens um jeitão com crianças, elas adoram-te mas.... eu nao deixaria os meus filhos". E eu muitas vezes me pergunto... Como é possível?
    Não costumo comentar mas leio sempre, sempre, sempre. Vocês são fantásticas :) Parabéns! Por tudo.

    Teresa (http://limonadahortelagengibre.blogspot.pt/)

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  14. Sim como pais temos que estar presentes para os nossos filhos mas não temos que deixar de ter vida própria por eles. Só falta dizerem que as mães se deviam despedir todas e ficar em casa a cuidar dos filhos. Sim porque também não podemos ser prefeitas se os deixamos num infantário.
    Gostar de um filho não é viver incondicionalmente em função dele e sufoca-lo. Eu tenho uma familia e amigos que me ajudam muito e agradeço, tanto por mim como pelos meus filhos. Adoro ver a cumplicidade que tem com os avós, confiam neles como confiam em nós pais. Sou feliz quando me pedem para dormir em casa dos tios, é sinal que os adoram. Nós podemos relaxar um pouco, recarregar baterias para sermos melhores pais quando eles voltarem.

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  15. Não sou a anónima mas cada vê que vejo esse tipo de dessabafo pergunto me sempre porque houve necessidade de o fazer? Deseja provar alguma coisa a alguém ou a si própria? Se está bem de consciência não ligue e faça a sua vida...ou será que tem necessidade das outras mães a apoiar as suas decisões... Pense nisso...

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    1. Porquê? Porque é um blog de opinião e as autoras escrevem sobre o que bem entenderem. E desta forma fazem com que as pessoas se identifiquem (ou não) com as suas maneiras de ver e viver a maternidade, ajudando a criar uma comunidade de pessoas que muitas vezes acabam por estar muito solitárias.

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    2. Se não está contente com reflexões sobre coisas que considero úteis ver discutidas, para ver se esta culpabilização acaba, assim como a exigência connosco que acabamos por desmesurar, considere ir visitar outros blogues, que nada debatem nem problematizam. Este não é nem nunca será apenas uma montra das nossas vidas e das filhas, é mais do que isso. O seu comentário em nada serviu para a discussão. Se quiser entrar nela, fale agora ou cale-se para sempre. ;)

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    3. Isto não é um debate mas sim a sua opinião e apenas quis aprofundar o porque da necessidade de mostrar a sua opinião. E não sabia que tinha envergado pela via católica, mas se assim é que toda a gente lhe diga ámen para se sentir em paz...

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    4. Um texto de opinião dá sempre aso a debate (senão escrevia um diário para mim própria) e aqui neste blogue todas as opiniões, se fundamentadas, são bem-vindas. Não gostou do texto, lido bem com isso. Fiquei sem perceber foi a sua postura sobre o assunto, mas não é obrigada a dá-la, claro.
      Continua a bater na tecla do "ter paz" e da "consciência" e continuo sem saber onde quer chegar. Eu só preciso de uma babysitter de confiança ou de amigas que não se importem de ficar uma noite com ainda filha. Recomenda alguém? :)
      O meu propósito não foi ter palmadinhas nas costas (apesar de saber bem perceber que não somos aliens e que há mais mães como nós), mas sim despertar para esta mania de apontar o dedo a quem quer ter outros afazeres além dos filhos. Volte sempre, mas aconselho-a ver só os posts com fotografias ou os textos de humor da Joana Gama para não estar a perder o seu tempo.

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    5. Não darei a minha opinião porque como mãe acho que cada educação é válida e cada mãe faz aquilo que acha ser o melhor para o seu filho. Acho que a opção de ficar ou não em casa com os seus filhos é pessoal e tal como as cores não se discute. E se cada uma se sentir confortável com as suas decisões não haveria esse tipo de debate.

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    6. Envergar? Ahah

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    7. Só verdades de La Palice as deste anónimo, que não gosta de puxar um bocadinho pela cabeça. Concorda com a perspectiva desta mãe, comenta. Não concorda, comenta.
      Não tem nada a acrescentar, não comenta. Pelo menos é assim que eu vejo utilidade num blogue com caixa de mensagens! Vir aqui dizer que "cada mãe sabe de si" é... so nada! Nao acrescenta nada. Zerinho. Para isso elas escreviam todos os dias "a mãe é que sabe", ponto final, se nada tem discussão. O politicamente correto irrita-me e isso elas não são, senão nem aqui vinha.

      Alicia

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    8. Exacto, anónima das 13:21 porque todas estas mães que aqui comentaram estão cheias de peso na consciência.
      Algumas terão, de vez em quando, dúvidas e sentirão a tal "culpa", tão própria das mães... (Presente!! basta ler o meu post dos telemóveis. Ah não leia, porque tem lá a minha opinião...). Pelo menos aquelas que querem o melhor para os filhos e que por isso, fazem escolhas e cedências, nunca de ânimo leve e pensando nos pros e nos contras. Ficar no politicamente correcto, como dizem aqui, não é a minha postura. E com este tempo que gastei do meu almoço a discutir com quem não quer discutir, já tinha escrito outro post sobre um tema qualquer que EU ache relevante.

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    9. Bem... deve existir alguma forma de sermos excelentes mães e continuarmos a ser pessoas normais não?! Adoro a minha filha, mais do que qualquer outra coisa na vida mas se não tenho uns momentos sozinha e só com o meu namorado frito-me toda da cabeça. Claro que isso sou eu, alguém que se sinta bem em estar o tempo todo com os filhos estará tão bem como eu. Somos pessoas diferentes e o que interessa é fazermos o melhor possível, respeitando-nos sempre a nós, também.
      O que acho mesmo é que as pessoas são muito rápidas no gatilho quando se trata de julgar os outros, seja quem for.
      Eu, por exemplo, faço grandes exercícios de auto controlo. Apeteceu-me vir para aqui dizer que a "anónima" era uma pessoa bem esquisita, que parecia uma mãe do século passado e que deveria ter cuidado, não vá criar filhos hiper dependentes mas não. calei-me. ahahahahahah
      A sério senhora anónima estou só a brincar. Sou uma mãe muito pouco séria. :D

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    10. Lol! Isto agora é o gabinete de psicologia gratuita! ! Vão dormir a sesta se faz favor. Ainda bem que este blog existe e que as Joana são verdadeiras nos seus posts! É muito bom termos aqui um centro de partilha da real vida das mães! Gostava eu de ter alguém que ficasse com o meu filho enquanto ele dorme para eu ir ir ao cinema ver um filme sem ser desenhos animados...

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  16. Quando temos filhos não precisamos de deixar de ser quem somos.
    O primeiro ano pode ser muito intenso mas depois as coisas entram nos eixos e todo rola na perfeição.
    Muitas destas pseudo-mães-perfeitas-que-não-deixam-os-meninos-por-nada-deste-mundo vão pagar a factura no futuro... Eles não vão estar nem querer estar connosco o resto da nossa vida. Eles vão crescer, ter a sua vida para além de nós e no fim esta gente que abdica de tudo vai ficar sozinha em casa com o Pai das crianças, que nessa altura até poderá parecer alguém estranho, porque se a nossa vida for focada nas crianças vamos deixar de alimentar o nosso casamento, os nossos interesses, a nossa vida... Ouvi alguém há pouco dizer: "Sabes quando fores mãe os teus amigos vão passar a ser os amigos dos teus filhos lá da escola..." e isto para mim é um erro! Eu mantive o meu grupo de amigos de há mais de 20 anos e com 9 anos de maternidade não incorporei nenhuma mãezinha lá das escolas deles nos meus amigos. E continuo a fazer algumas saídas (não são muitas mas são muito boas)... Saídas com o marido, jantares com amigos sem crianças, saídas com os miúdos, férias com os miúdos, Pais e Sogra, fim-de-semana a dois, jantares de amigos com as crianças (socorro!!!! :) )... enfim Joana... há tempo e espaço para tudo. Basta queremos e não nos anularmos como gente.

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    1. Epa mãe Carla nao costumo comentar, mas como mãe de um menino de 3 anos, tenho de concordar consigo!! Tal e qual . E acho que estou a fazer bem porque o meu filho é muito feliz. Adora os pais, mas tambem adora estar com os avós, tios e primas. Adora ir brincar para a avó. E nós tiramos duas horinhas. Nao compliquem. Adoro nao ser perfeita.

      Márcia Fernandes

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  17. Por acaso, para mim a mãe perfeita é aquela que, de vez em quando, tem tempo para si! Para mim a mãe perfeita é aquela que continua a namorar! Mas se calhar a minha noção de perfeição está errada... ou não! De vez em quando também deixo o filhote com os avós e vou passear, vou namorar e... ele adora! (e os avós também!). Para as mães que pensam o contrário, fazem bem! Afinal, apesar de ter dito que para mim a mãe perfeita é assim, a mãe perfeita não existe! Existem formas diferentes de educar e ainda bem, porque seria uma chatice pensarmos todos da mesma maneira!

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  18. A anónima sou eu! Antes de mais obrigada pelo protagonismo que me esta a dar...(vá la podem sacar da artilharia!!!!!) e não não sou mãe há 3 dias e não não sou perfeita...
    Apenas disse que não deixaria a minha filha com ninguém não por não confiar mas por achar que é comigo com quem esta bem, acho que cresce demasiado rápido para não aproveitar todos os momentos.
    Ficar com ela não é um sacrifício mas sim um privilégio. Apesar de também dormir não a deixo com ninguém porque sei que se acordar com um pesadelo é comigo que vai acalmar melhor. Não preciso namorar na rua consigo fazer isso em casa.Compreendo quem tenha a necessidade de sair de casa ou porque gosta muito ou porque estava habituado a fazê lo. Eu nunca fui de sair muito...prefiro ficar no conforto do meu lar mas não me auto intitulei melhor mãe que as outras... Agora podem mandar as bombas e os tiros que eu lá me aguento...

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    1. Respeito a sua decisão de ficar em casa, se é assim que funcionam bem e que se sente bem. Também acho que quem era caseiro não vai obrigar-se a ir sair ou desopilar se não sente necessidade! O que me custou no seu depoimento foi o facto de ter dito que tinha pensado bem antes de ser mãe, o que senti como uma crítica, pouco construtiva. ;) obrigada por agora ter fundamentado melhor a sua postura relativamente a este tema! Beijinhos

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    2. Dito assim é diferente...
      Vamos lá fazer as pazes, que a Joana é uma querida!

      Bjs ás duas

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    3. Hahaha aqui ninguém está em guerra, pois não, Sandra? :) beijinhos a todas

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    4. Claro que não há guerra apenas maneiras diferentes de estar na vida mas no fundo queremos todas o mesmo! O melhor para eles! Sandra

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    5. também sou Sandra...hehe

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  19. Pensei bem porque bem sei que ter filho não vem apenas restringir a nossa liberdade de sair...tem outras limitações e acho que infelizmente muita gente não pensa nelas(não a estou a atacar nem eatou a falar de si) e depois vemos por aí muitos país desavisados e muitas crianças infelizes que não tem culpa. Ser pai e mãe deve ser muito bem ponderado para o interesse da criança. Mais uma vez nao estou a falar de si mas apenas do que acho que deve ser a maternidade e paternidade em geral. E já agora sou a anónima mas tenho nome Sandra!!!!

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  20. Com isto tudo, a Joana já perdeu a vontade de ir ao cinema,
    ou se for já não vai curtir !

    Brincadeirinha... :)

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  21. nossa, k biolência!
    tanta coisa por uma saídinha...
    eu neste momento vivo em inglaterra, e é uma merda não ter onde deixar o puto a dormir de vez em quando... eu preciso de uma boa noite de sono para no dia seguinte estar com tudo para ele. quando vivia em portugal quando sentia que precisava de namorar , sair com os amigos ou apenas dormir, ligava á minha mãe e para ela era o melhor presente do mundo ficar uma noite a babar para cima do neto.
    Só assim consigo recarregar baterias para ser a melhor mãe que consigo.. para a semana vou a portugal e já disse, maezinha tens uma noite reservada que eu há meses que nao durmo uma noite seguida.. L.costa

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  22. Será que é desta que o meu comentário fica, joana? ;-)
    Bem, não sou mãe mas sou madrinha de uma menina de 3anos.
    Desde muito pequenina (antes mesmo de fazer um ano) que ela vem passar tardes inteiras a minha casa e adora... à cerca de um ano que vem pelo menos 2 tardes por semana para minha casa e até para casa do meu namorado...
    Os pais dela não podem estar com ela nesse tempo? Podiam, claro que podiam. Mas a miúda é tão feliz assim... passa MUITO tempo com os pais, mas também adora edtar com outras pessoas... é muito sociável e uma menina muito feliz.
    Adora sair de casa, mas volta para os pais tão feliz...
    Serão os pais da minha afilhada uns maus pais?!?!? O que é que eu devo fazer enquanto madrinha? Culpo-os por terem a capacidade de criar uma filha que não é apenas deles mas sim do mundo?
    Vai lá ao cinema, passeia, descansa, lê um livro, ou faz as tarefas de casa... a tua filha só será mais feliz se conviver com outras pessoas.
    Beijinho

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  23. Joaninha vá ao cinema as vezes que quizer!!! Eu fico com a minha menina ( Isabelinha ) as vezes que precisar !!!! Beijocas grandes💗

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  24. Olá Joana... Não costumo comentar, mas tinha que lhe agradecer este post! Obrigada por me mostrar que não sou a única que de vez em quando ''tira uma folga''. Fui mãe aos 18 anos (o meu filho tem de momento mais ou menos a idade da Isabel) e, para além de todas as críticas que já são inerentes a essa situação, quando, de vez em quando, os meus pais, com todo o gosto, ficavam a tomar conta dele para eu e o meu namorado espairecermos um pouco, sentia que as pessoas de fora lançavam olhares de desaprovação! Isso fez com que eu me começasse a inibir de sair de casa sem o meu filho. O post ajudou-me a perceber que o problema não é, realmente, meu, mas da sociedade. Obrigada!

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  25. Tens tantos comentários que se calhar nem vais ler o meu mas queria dizer-te que percebo perfeitamente. Os nossos filhos são o melhor do mundo, sim. Mas as vezes precisamos de um tempo para nós, para o nosso marido, etc. é muito cansativo todos os jantares serem à base do “só mais uma colher”, “não tires o baba-te”, “água?”, “pés para baixo”... enquanto o mais novo está aos berros na espreguiçadeira. Nós temos todo o direito em sair e deixá-los com quem acharmos melhor. Sejam os avós, tios, babysitter... vou dizer uma coisa que vai com certeza resultar em apedrejamento público: eu deixo os meus filhos com a babysitter duas vezes por semana para ir ao yoga!!!!!! Chamem a assistente social, vá! 😂

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  26. Tb Sou Sandra Anónima, Concordo absolutamente que precisamos de tempo para nós. Como cada um ocupa o tempo já depende do gosto pessoal e da sua rotina diária. Há quem consiga ir ao cabeleireiro, ginásio, compras, passear durante o dia, quando os filhos estarão na creche/ escola, e por isso não "roubam" tempo ao tempo que passariam com os filhos, isso deve-lhes trazer um sentimento mais leve.
    Há quem não consiga, e tenha que deixar os miudos com alguém, ou mais tempo na escola. E por isso muitas vezes sentem mais essa culpa.
    No meu caso não consigo, mas tento não me culpar. Se ficam mais 1 horinha na creche, tento compensar com uma brincadeira diferente nesse dia, uma história com mais fantochada pelo meio, enfim...
    Além disso os filhos não são nossos, não são SÓ nossos, as outras pessoas à volta também têm um papel importante, também lhes fazem bem: avós, tios, amigos, só enriquece vivenciar experiencias com mais pessoas!
    Não é por eu adorar gelado de chocolate que só vou comer isso! Se não comer outras coisas vou enjoar! Até me sabe melhor se passar algum tempo sem comer gelado de chocolate. Get it?

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  27. Triste triste é termos pais que não têm um bocadinho da sua vida além de nós. Pais que não namoram. Pais /maes que não pensam neles e investem neles, ensinando-nos a não pensar em nós.
    Isso sim é triste e até egoísmo.

    Sempre adorei ver os meus pais a terem os amigos deles, a dançarem juntos a irem a jantares e até a fazerem festas lá em casa onde também nós nos divertiamos tanto.
    Deve ser difícil para as mulheres que não têm esse alguém para partilhar o cinema e as mãos dadas. Melhor, coitado desse alguém (caso o tenha!)

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  28. Ámen Ámen Ámen. Alguém com tudo no sitio para chamar os bois pelos nomes.
    Meu amor jamais poderás ser o melhor de ti para a tua filha se não te colocares a ti em primeiro lugar. PRIMEIRO TU SEMPRE. Nunca te esqueças disso.
    Amo as minhas filhas mais que tudo. Mas além de cuidadora sou o primeiro exemplo que elas terão. E que raio de exemplo serei eu se não lhes mostrar que temos de cuidar de nós próprios e colocar-nos em primeiro lugar para podermos cuidar de alguém.
    Mais te digo quem pensa o contrário deve viver tão triste e frustrado porque morreu para o Mundo. Morreu para um Mundo em que viveu e não vai poder mostrar aos filhos.

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  29. Eu sou mãe de duas crianças uma de 3 anos e outro de 1ano,e sou mãe a tempo inteiro,24h,7dias por semana 365 dias por ano, não vou a lado nenhum que os meus filhos não possam,se é para ir comer fora vamos todos ou não vai ninguém,se é para ir passear vamos onde seja agradável ir todos.
    Não deixo os meus filhos nem com avós nem com ninguém, é a minha responsabilidade fui eu que os quis e não os outros ( por mais agradável que seja para eles ficarem com crianças).Se tenho saudades de ir ao cinema tenho,mas também sei que daqui a uns 10anos ( ou menos ) eles vão querer estar com os amiguinhos deles e não comigo,então aí poderei voltar aproveitar as idas ao cinema,jantares de amigos ou a dois,etc....Mas enquanto são tão pequenos eu quero aproveitar todos os momentos,mesmo o ressonar deles,porque tal como outra mãe disse,se acordarem assustados com pesadelos ou só porque sim,quero ser eu a dar lhes esse conforto,e não outra pessoa a tentar explicar o porquê da mãe não estar lá...
    Por isso na minha opinião devemos como mãe prescindir do que antes fazíamos,para sermos mães e vê los crescer,para então quando eles forem autónomos nós voltamos a fazer o que antes fazíamos.
    Temos tempo para isso, não temos é tempo a desperdiçar para os ver crescer.
    Ass:Vera

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  30. Olá Joana, não podia concordar mais com o desabafo. Concordo inteiramente, que sermos mães não implica deixarmos de ser pessoas, mulheres, namoradas, o que seja...Os nossos filhos são uma benção, mas para que se sintam amados, não podemos desistir de nós. Eu aprecio e faz-me muito bem à alma, sair sozinha, sem marido, sem filha...sem preocupações de espécie nenhuma. Obrigada pela partilha.

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  31. De Joana para Joana, aprende q não duro sempre: tempo para nos e ouro! Não é porque somos mães q ficamos apagadas e focar apenas na cria. O meu filho é o melhor que eu tenho amo mas também gosto muito de cafune, idas ao cinema, matar saudades de quando éramos só 2, e até mesmo poder fazer a depilação deitada sem me levantar para apanhar a criança. Namora, vão ao cinema, tira tempo para ti nem q seja para ir dar aquela volta ao shopping terapêutica e em paz.e de vez em quando uma noite num hotel para saltar a rotina não mata ninguém, desde q as crianças estejam com alguém de confiança. No fundo se feliz!! Que é essa a marca q deixamos no mundo:)

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