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quinta-feira, 3 de março de 2016

Dá para ir ao ginásio, isto?

Prometo que um dia paro com estas conversas, mas ainda não é hoje. Estou a ponderar inscrever-me num ginásio (a sondar opções ainda, queria um que fosse tão perto da minha casa que pudesse ir a gatinhar), mas não estou a ver como posso ir sem fazer "sacrifícios". Levantar-me mais cedo para ir ao ginásio? Ver a filha menos horas para ir ao ginásio? 



Como é que isto se faz? 

A única opção que estou a ver é ir ao fim-de-semana durante a sesta dela, mas não me estou a imaginar louca de vontade. Mães do ginásio, quais foram as vossas opções? Falo de mães com crianças pequeninas, aqueles que já têm buço não conta ;)

terça-feira, 1 de março de 2016

Visto o 38. Devo emagrecer mais?

Tentei não andar a falar-vos disto todos os dias porque não sou muito apologista que vivamos obcecados com a nossa aparência. Acho que devemos ter cuidado, carinho e tudo por nós, mas que há coisas mais importantes. Recentemente, como sabem, tenho passado por um processo de mudança de "dentro" (cabeça) para "fora" aparência - acho que se começarmos de "fora" para "dentro", nada resulta. 


Pesava 75 kgs quando decidi fazer qualquer coisa em relação a isso. E em três meses estou agora a pesar 63kgs. Vestia um 42 e agora visto 38. 

Tudo isto foi graças a mim (claro), ao Frederico que sempre cozinhou muito bem as minhas refeições de vegetais e carnes brancas de maneira a eu não ter enjoado e de ainda agora já tendo acabado a dieta continuar a comer e à Clínica do Tempo por causa do Liposhaper e dos Biotimes (os filhos do dono são meus amigos de infância e dei um toque a dizer que queria dar uso à "cunha). 

Agora que me olho ao espelho, gosto mais de mim. Sinto que ando mais bonita, já comprei roupa nova para o meu novo tamanho, já voltei a usar roupa antiga que nunca pensei que voltasse a usar, mas e agora?

Toda a gente me tem dito que ainda podia perder mais um bocadinho, por toda a gente quero dizer: pai, mãe, padrasto, irmão, colegas de trabalho.

Eu sinto que nunca estarei satisfeita a 100% com o meu aspecto, emagreça muito mais ou menos. Sinto que nunca tive uma percepção real do meu corpo, por isso não sei o que fazer. Não será um 38 o suficiente? 

Eu não quero ser modelo... Apetece-me ficar zangada com as pessoas que dizem que eu podia emagrecer mais um bocadinho, até porque é isso também que me diz a minha voz interior (essa sacana), mas... mais? Quando se pára? 

Para verem como eu estava antes: 

A fotografia é péssima, eu sei e vê-se o meu cai cai todo laço através do top.



Ok, nesta vê-se bem melhor:


E como eu estou agora (eu não me pinto assim, tinha vindo da sessão fotográfica para o livro): 



Ou uma em que esteja mais favorecida, pronto:



Será que dá para notarem a diferença na cara? 


Mais do que isto? Sei que podia perder mais barriga e afins, mas sinto-me a ceder a uma pressão que não considero saudável... ou será só a preguiça a falar? 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Truques para não falhar uma dieta (de quem já perdeu 10kgs num mês)

Lá vou ter que contextualizar outra vez porque nem toda a gente lê o blog todos os dias e a toda a hora. Estou a passar por um processo de rebranding da minha pessoa, estou a melhorar-me: comecei por dentro (hipnoterapia e tal) e agora estou (continuando a trabalhar "por dentro") a continuar o trabalho para fora (cuidar da minha imagem: maquilhagem, cabelo, roupa, dieta, etc). 

Contei-vos que perdi mais de 10kgs num mês e o que aconteceu no mês seguinte? Chafurdei. Não chafurdei loucamente, não passei a comer pizza, mas fui comendo mais vezes o que a Irene deixava no prato, papei meio hambúrguer cheio de gordura que o Frederico jantou, etc. 

Pior que tudo? Fui enganada. 


Bom, para que não vos aconteça o mesmo que a mim, aqui vão algumas dicas: 

  • Uma dieta tem de ser algo razoável e que saibamos que é possível de cumprir e que não começamos a ganhar um tom diferente de pele. Todas as dietas que não sejam minimamente variadas, não nos ajudam em nada. A ideia é emagrecer e depois ganhar um estilo de vida saudável e não voltar ao mesmo. Não convém andarmos a restringir-nos à louca para depois sentirmos aquela noção de alívio quando "pecamos". Sejamos razoáveis. Não à dieta das maçãs, não há dieta da rúcula ou do burrié. 

  • É pura matemática: temos de comer menos daquilo que gastamos. Se quisermos comer mais, temos de gastar mais, mas isto não significa passar fome. Eu, por exemplo, sou compulsiva. Sinto que tenho de estar sempre a comer (acho que substituí o vício do tabaco por isto) e tenho estado sempre a comer - principalmente no último mês hahah. Há alternativas porreiras (com tino): as frutas desidratadas, bolachas em saquetas individuais com menos 100kcal, fruta, cenoura cortada aos pedacinhos, aipo, pipocas salgadas. O limite é a nossa imaginação. É mesmo. 

  • Parece estúpido, mas convém mesmo comer nas horas que se diz por aí. Se saltarmos uma dessas refeições de "duas em duas horas", o nosso cérebro acha por bem chafurdar na seguinte. Só dificultamos a vida a nós próprias. Salto muitas vezes o lanche e depois ando toda lambona a olhar para tudo o que tenho em cima do balcão da cozinha. Até já cheguei a lançar um ar maroto à caixa do sal. 

  • Se forem como eu e perfeitamente ignorantes em matéria de comida saudável, isto é importantíssimo: LÁ POR ESTAR À VENDA NO VITAMINAS OU NO CELEIRO, NÃO QUER DIZER QUE NÃO ENGORDE (nota-se muito o trauma?). Está a custar-me imenso a separação que vou ter de por em prática agora com os meu muesli de frutos vermelhos (celeiro) porque aquilo tem açúcar. Andei a mamar um puré de banana, iogurte e cereais praticamente todos os dias (vitaminas) e vim a saber que o puré de banana tem açúcar, assim como os cereais... Sim, fui apanhada neste clássico e deveria ter percebido quando vi pastéis de nata à venda que nem tudo é porreiro para quem faz dietas. Burra. 

  • Isto é como deixar de fumar. Não se pode depois fumar um cigarrinho aqui e outro ali. Até porque podíamos já ter feito desmame de açúcar e estar tudo a ser mais simples para nós e emborcando aqueles dois palmiers a tomar café com a Joana (tão bons) fez com que o  meu corpo achasse que agora precisa de comer dois palmiers todos os dias. Para quem consiga manter o equilibrio, melhor. O meu raciocínio, infelizmente é mais: "perdido por 100...". E daí ter emborcado dois palmiers e não um. 

  • Façam escolhas informadas. Às vezes poderão estar a abdicar das vossas bolachas preferidas e essas nem são tão más comparando com as que se dizem "digestivas". Hoje foi dia de consulta de nutrição na Clínica do Tempo (apareci toda envergonhada por andar a claudicar - sim, fazer Cláudios) e o nutricionista falou-me neste site que nos diz qual é o mal menor por ter os ingredientes todos escarrapachados e calorias. Se nos apetecer comer uma banana em vez de uma maçã, depois onde podemos ir compensar, etc. 

  • Não entrem em negação, caramba! O nosso cérebro entra em survival mode nalgumas alturas e quando não nos queremos pesar (já disse o nutricionista de hoje) é exactamente mais quando nos devemos pesar. Mais vale estar atentas aos pequenos gramas do que depois darem por vocês e terem mais 10kgs no bucho como foi o meu caso. 

  • Não deixem a compra de roupa mais pequena para o "final da dieta". Tinha perdido 10kgs e não saboreei essa vitória. Não me sentia mais magra porque andava a vestir a mesma roupa de sempre. Pelo que, devagarinho, a dieta foi sendo esquecida porque parecia não servir nenhum propósito. 

  • Levem comida de casa. Sempre. Não se aventurem a cheirar e a chorar quando forem comprar comida aos centros comerciais. Aquele cheiro a pita shoarma ou a cheeseburguer é pior que candidíase. 

  • Não façam dietas à parva só porque sim. Respeitem-se e aos vossos timings. Comecem só mesmo quando querem começar e se a cena for logo "começo para  a semana", já estão a começar mal. É hoje. Não é segunda.

  • Caso façam asneira, não está tudo perdido. Compensam no dia seguinte com motivação extra para fazer tudo bem - este raciocínio é que está certo! 

Dicas de quem perdeu 10kgs há dois meses num mês e de quem só perdeu 1kg neste. ;)

Querem acrescentar mais umas quantas? 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Perdi 10 kgs num mês. Tau!

Pumba! Lembram-se de ter dito que me estava a borrifar para o tamanho da minha barriga? (aqui). Lembram-se de, alguns dias depois ter mudado de ideias e ter ganho vontade de começar a cuidar de mim? (aqui)

Mesmo que não se lembrem de nada, é o básico da gaja: borrifei-me para o meu aspecto durante uns tempos e, depois experimentei uns casacos nos quais eu não cabia e decidi mudar tudo. Tenho amiguinhos que são "donos" de uma clínica (a Clínica do Tempo) e juntei o útil ao agradável. Podem acompanhar a minha viagem nisto do emagrecimento aqui (leiam de baixo para cima). 

Ora, depois de ter feito a tal "lipoaspiração" não invasiva, mergulhei numa dieta muito restrita que durará 3 meses (isto, é, mais dois) que consiste em fazer um dia de líquidos por semana (sopa, iogurtes magros, sumos 100% com direito a um microlax pelo esfíncter acima) e, nos outros dias, iogurte magro ao pequeno almoço com 5 pedaços de fruta, depois fruta a meio da manhã, depois vegetais com carne branca, depois iogurte/fruta e depois iogurte fruta, depois jantar (sopa). 

Não posso beber líquidos à refeição, só uma hora antes e depois das refeições. Posso beber chás, mas de erva, sem ser infusões. Como me queixei que depois do jantar me custa muito sentar-me no sofá e não trincar nada, agora já posso comer 4 tostas integrais com uma fatia de fiambre de perú. 

De vez em quando cometo alguns crimes: assalto as "marinheiras" da Irene, como um quadradinho de pão do pequeno almoço dela (estamos a falar de 1cm2), como a última colher (pequenina) da comida que ela deixa... 

Porém, quando decidi fazer cuidar de mim pesava 75 kg, uma semana depois entrei na clínica com 73,5 e, agora, um mês depois, são estes os resultados (para quem não perceba são os cms de cada área do meu corpo):




Isto foi na consulta de revisão. Tenho feito sessões de Biotime todas as semanas duas vezes. 45 minutos que equivalem a centenas de abdominais mas nas áreas específicas em que mais preciso no corpo. 

Na consulta de revisão encontrei-me com um dos meus amigos de infância, o Tomás. Está ali na foto abaixo. Não tinha este aspecto quando tinha 12 anos. 

E estou a fazer isto tudo mas muito bem acompanhada, claro. Não me refiro ao Tomás. ;) Refiro-me que na consulta de revisão me analisaram o sangue, os minerais que tenho e não tenho, os radicais livres (seja lá isso o que for), para saber se está tudo a correr bem e se me estou a tratar bem, se preciso de alguma coisa. 

Conclusões: 

Tenho falta de vitamina C, K e B12. 

Tenho níveis de mercúrio altos. 

Tenho um sangue do caraças e nota-se que estou a cumprir o plano.

Mais importante que isso: posso comer as tais tostas à noite, yes!



Vou continuar a fazer a minha dietinha o melhor que consigo, ser mais activa (ando de transportes todos os dias), fazer as sessões de Biotime (como durmo pessimamente por causa da Irene, ainda não consigo ter cabeça para desporto a sério) e... daqui a um mês voltamos a falar.

Estou muito mais magra. Aquilo que, ultimamente, quando olhava ao espelho e não gostava tanto em mim, mas que associava à "velhice" ou ao "pós parto" era, afinal, gordura. Estava com um ar muito mais velho e gasto.

Já consigo vestir os meus casacos de antes, já me espremo para dentro de um 38, já não me canso tão facilmente, ando feliz por me propor a objectivos que consigo alcançar. Se ter a sorte de ir à Clinica do Tempo mexe muito com isto? Claro que sim, claro que mexe, mas a determinação é toda minha. E os dias vão passando e vai custando menos comer bem.

Tenho sorte sim em ter um marido que gosta muito de cozinhar e, por isso, não tenho enjoado de tanto vegetal! ;)

Ando feliz e sinto-me melhor! Vamos a isto, tenho, no mínimo, mais uns 6kg para perder. ;)

Quem daí fez a resolução de tomar mais conta de si? Vamos a isto? 

domingo, 6 de dezembro de 2015

Acabou! Estou livre!

Já estão fartas de posts felizes meus? Compreendo. De certeza que me irão acompanhar em imensas fases da minha vida... Oi? Que presunção é esta de pensar que me vão continuar a ler durante anos e anos? Granda moral! Isto de ter perdido 5kgs numa semana e picos.... 5 kilos meninas! Muahahahh! Depois conto-vos isso. 

Este é mais um post feliz. Para resumir: era uma pessoa muito ansiosa e tudo veio ainda mais à superfície com a maternidade. Os primeiros meses foram muito complicados. Fiquei em casa um ano e meio com a Irene e já me estava a passar da cabeça, com carinho. Estava feliz por estar em casa, mas nem fazia ideia da quantidade de coisas que estavam em "stand-by". 


*fomos ao Le Chat em Santos e, credo, que sítio perfeito para acabar o fim-de-semana. Recomendo vivamente. As fotos são de hoje e aí.  Mais fotos no fim do post. 


Estes telefones de hoje em dia enervam-me solenemente que às vezes espalmam a cara das pessoas, que nervos. Vocês sabem que a Irene costuma estar melhor que isto, certo? ;)

Uma delas? O meu marido. A outra? Eu. 

Sim, muitas mães têm aquele chip (com o qual não me identifico) de conseguirem arranjar logo tempo para elas e de deixarem os bebés nos primeiros meses com outras pessoas para irem viajar ou ir ao cinema ou o que for. Não consegui. E não foi só pela ansiedade. A opinião que fui construindo (sempre com a minha capacidade interpretativa à mistura, claro) fez com que eu sentisse que nada valia a pena estar a afastar a minha filha de mim. Teria tanta coisa para explicar para perceberem bem a profundidade de tudo isto em mim, em nós... Talvez o texto "não senti" ajude nalguma coisa, embora seja só uma das milhares coisas que me influenciou a ser "menos livre". Está entre aspas porque não estava presa. Escolhi mesmo (mesmo com ansiedade de parte) viver assim. 

O facto da miúda ser amamentada e de não ter introduzido o biberão (além de um mês em que fui trabalhar - e depois pedi licença sem vencimento - aos 5 meses), criou logo alguns impasses. A mama não é só alimentação. Ela precisaria da mama para outra coisa e só lhe dariam um biberão dali a duas? Não era assim que queria funcionar. A Irene, ao longo de 21 meses (à excepção do mês em que fui trabalhar) teve sempre a mama disponível e isso, além das milhares de coisas boas que são indiscutíveis, tem outras que, aos poucos, me fui esquecendo que não eram tão positivas. 

Cheguei a uma conclusão: tudo tem o seu tempo. 

E todas as mães têm o seu. 

Por muito que me dissessem "por que é que não a deixas comigo?", não ia ser por aí que iria ter mais vontade de deixar  - bem sei que fui uma privilegiada e que a maior parte das mães não tem escolha e, às vezes, até antes dos 3 meses os miúdos são entregues a alguém. Cada mãe sente o seu momento de liberdade, de independência de individualidade ou sente essas três coisas na mesma, não se separando dos seus filhos. O que for. 

Comigo foi sentir que ambas estávamos prontas. Teve muito que ver com a amamentação. Aliás, a forma como o bebé é amamentado (frequência que pede, etc), a meu ver, é também um reflexo do desenvolvimento emocional do mesmo. A Irene, aos poucos, foi gostando de mim mais para outras coisas. A mãe já não é maminha. A mãe é a mãe das brincadeiras que, quando ela tem sede, sono, medo ou dor, dá maminha. Ela está crescida. Depois de umas férias de verão em que a maminha foi companhia constante, tudo acalmou. Durante a noite continua a chamar pelas maminhas, mas durante o dia tudo está calmo.

Este período em que ela está "maior" coincidiu com o meu regresso ao trabalho. Regressei em pânico com a dor que pudesse vir a sentir, mas tranquila relativamente à falta que já não fazia à Irene. Agora que ela quer menos maminha, já quer mais pai. Quer mais pão com fiambre de perú. Qualquer um pode fazê-lo, perfeito.

O ir trabalhar todos os dias, além de me ter feito maravilhas à cabeça (e por também ter coincidido com um período de melhoria pessoal a nível psicológico - consultas de hipnoterapia e tal de que falei aqui) tem ajudado imenso também em diminuir a "culpa" que sentia no afastamento. Ela precisa menos de mim, eu preciso mais de sair, estou a gostar de sair, ela fica bem sem mim... está tudo impecável.

Vomito um bocado na boca com expressões como "a mãe também é mulher", "temos de pensar em nós, nem tudo são os filhos". Essas frases são tão inúteis como "estás gorda", "já tiveste melhor ar", "já reparaste na borbulha que tens na testa". Nós sabemos que existimos e que há um mundo além da maternidade, mas podemos não ter todas as mesmas necessidades. Mais uma vez, há tempo para tudo. Nem por isso as mães que preferem estar com os filhos a irem ao cabeleireiro ou iren num fim-de-semana de trabalho quando eles são muito bebés estão deprimidas ou são altamente insensíveis. Temos de tentar compreender aquilo que não nos toca. E no meu caso acreditem que tem sido das missões mais complicadas de sempre. Sinto tudo e muito. E nisto da maternidade apetece-me logo cuspir fogo. 

Neste sábado fomos almoçar a um brunch que não me apetece dizer-vos  qual é (hehe) porque aquilo já estava cheio e se vos disser ainda me ocupam a minha mesa numa das próximas vezes (no Museu do Oriente, pronto) e deixamos a Irene com os avós. Já tínhamos ido almoçar fora sem a Irene pontualmente mas nunca sozinhos. Soube bem, muito bem. Encontrei 6 pessoas conhecidas, mas a fingir que foi muito romântico na mesma. 

E hoje fomos, em família, lanchar fora. A Irene está crescida. Está mais independente. Quer comer tudo o que está em cima da mesa. Fala. Canta. Já não chora no carro a pedir atenção constantemente. Corre atrás de cães. Chama os pombos. Mete-se com lllas pessoas das outras mesas. Espera que passe o próximo comboio para vê-lo da esplanada. É diferente. E eu? Eu já tenho capacidade de contemplar. Contemplá-la, contemplá-lo (o Frederico), contemplar-nos. 

O volume das preocupações maternais tem descido à medida que também desce a barreira comunicativa entre nós e a Irene. Já não somos dois e uma bebé. Somos três.

Acabou. Sinto que já podemos começar a viver como aquelas famílias que vemos nos restaurantes, cheias de filhos, que vivem num equilíbrio desequilibrado e tranquilamente intranquilos. 

Estamos em velocidade cruzeiro. Até à próxima fase. 

Venham daí os almoços sem Irene, os lanches com Irene. Almoços mais tardios com a Irene... tudo!





O meu coração parou aqui.

Há uma semana e meia não cabia neste casaco. Continuo a não caber, mas já me consigo espremer lá para dentro!

Cabelo solto, como me andaram a dizer, ok? ;)



O Frederico diz que eu com risco ao lado e com os aviator (óculos) pareço o Zé Manel, personagem da Rueff. Sacana...

Gorro da Irene - Anja Patuda

Tinha mesmo de referir o gorro porque estou apaixonada por ele. Isto foi porque uma vez fiz um post a dizer que estava triste por um da Benetton que lhe tinha comprado (com um urso) já não lhe servir e ainda o ano passado tentou fazer um parecido (ficou ainda mais giro) e além de servir... é lindo. Aproveito para voltar a agradecer o presente, Anja Patuda. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Eis como vou emagrecer mais de 13 kgs.

Lembram-se de vos ter contado que mudei a minha vida toda? É mesmo verdade. E ando, finalmente, completamente feliz (leiam aqui). 

Surgiu, então, naturalmente, a vontade de tratar mais de mim. Já tinha começado pela cabeça, agora achei continuar pelo corpo. Decidi, finalmente, emagrecer (os motivos aqui). Sim, prometo parar com isto dos "aqui" que também já me está a irritar. :)

Ora, deixem-me vos contar como é que vou ficar tão, mas tão boa que até vão ter medo de abrir os nossos posts em frente aos vossos namoridos com medo que eles fiquem a cobiçar este pedacinho de céu que, para já, parece um texugo. Um texugo feliz, mas um texugo. 

Quando vivia com a minha mãe, andava sempre na rua com os meus amigos vizinhos, a Mafalda, o Tomás, o Augusto, o Diogo, uns franceses que iam e voltavam, uns brasileiros também... Pronto. Era o Gang do costume. Acontece que o Tomás e o Augusto são filhos do Dr. Humberto Barbosa (que também jogava futebol connosco). No fundo, no fundo, isto chama-se um "paio" enorme aqui para a "chouriça" porque o Dr. Humberto é só o fundador, "a cara", da clínica líder mundial em anti-envelhecimento e em lipoaspiração não invasiva. 

Ah pois, aqui a bebé vai ser tratada que nem estrela na Clínica do Tempo, com direito a isso da lipoaspiração não invasiva. Conseguem ficar contentes por mim? Não conseguem, pois não? Vocês são horríveis!! Se fosse a Joana Paixão Brás já estavam todas comovidas e agarradas a um kleenex a dizer "ela não precisa, mas merece tudo de bom que lhe aconteça!". São muito fofas vocês... Viva ao blogue e ao facto de isto lhe ter chegado aos ouvidos! 

Então, o que é isto? É, do que eu percebi, um laser de baixa densidade e que cria uma permeabilidade na membrana da célula da sacana da gordura. E o que é que isto faz? Adeus gordurinha por meios "naturais do nosso corpo" (não me apetecia escrever xixi). O melhor é que saio de lá a andar normalmente. Ou, pelo menos, como eu costumo andar que tenho uma distençãozinha e, visto ao perto, coxeio um bocadinho, mas não o suficiente para não ser loucamente sensual.

Mas isto da lipoaspiração não foi logo assim a frio. Primeiro fui lá à clínica (fui à de Picoas), toda lampeira por conhecer o dono e os filhos do dono, claro! "Ai sou amiga de infância do Augusto e do Tomás". Não contei que o Augusto me fazia amonas na piscina e me chamava "veia descaída" porque eu tinha imenso medo de sangrar do nariz, nem contei que eu sabia que o Tomás tinha um cd dos Cartoons que gostava de ouvir quando era criança. Há coisas que não se podem contar assim, hehe.

O meu aspecto no dia da consulta.

Entrei e ia mesmo ter consulta com o Dr. Humberto Barbosa. Ui! Esquisito chamar-lhe Dr. Quando o vi, já não o via há anos, fiquei algo envergonhada. "Ele conhece-me mesmo desde pequenina, já nem sei o que ele sabe de mim. Lembro-me super bem da casa dele, ele era muito simpático". No meio disto, houve uma espécie de abraço com dois beijinhos mas naquela de "ai.. como é que vou cumprimentar o homem". 

Passou logo o desconforto. Era o Humberto que eu conhecia quando era mais nova. Era o pai do Augusto e do Tomás. Um amor e super profissional (diria isto mesmo que não o conhecesse antes, ok?). Pegou na avaliação que uma nutricionista me tinha feito antes de entrar no gabinete dele, acho que é uma Análise da Composição Corporal e explicou-me que peso não significa gordura. E que tenho 30% de gordura, blá blá. Deu-me os dados todos e prescreveu-me, então o Liposhaper Rev (a tal lipoaspiração não invasiva milagreira), mas ainda vou fazer um Check-up Ortomolecular para saber o que se passa mesmo com o meu corpo, se me falta alguma coisa ou se sou pseudo-alérgica a algum alimento para depois não andar toda contente a comer bróculos e isso... mexer com o meu sistema todo. 

Ser mãe pode carcomer-nos o corpo todo como bem sabem (menos à Carolina Patrocínio), mas eu desde sempre que tive algumas gorduras localizadas (adorava saber o que são gorduras sem serem localizadas, andam a pairar, tipo Peter-Pan?) e finalmente, além de ter decidido tratar disto, vou ter uma ajuda boa do Doisberto (a minha mãe chamava Doisberto ao Humberto Barbosa "às escondidas"- tem um sentido de humor muito especial, a minha mãe, sim, mãe, tu). 

Sei que isto vai resultar, por vários motivos: porque quero, porque tenho a família Barbosa à coca e porque vos estou a contar a vocês e não quero estar a escrever posts daqui a uns meses a dizer que tentei encontrar calças 46 na Pull e não consegui. 

Sábado vou fazer o Liposhaper Rev lá na Clínica do Tempo de Picoas e depois conto-vos como foi. Só não vos devo mostrar fotos para vos poupar e ao mundo do terror de me verem de cuecas descartáveis, blergh.!

Pessoas das alimentações saudáveis, vou precisar muito de vocês nos próximos tempos para não me enjoar de comer carnes brancas e legumes. Ajudem-me com receitas e digam-me que ervas são mais saborosas para chás etc... Help! 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Afinal... mudei de ideias: quero emagrecer!

Vocês sabem que mudamos de sentimentos por nós próprias todos os dias. Ou, pelo menos, eu mudo. A verdade é que não me sinto mal comigo própria diariamente e, tal como escrevi recentemente aqui. Já não odeio a minha barriga, mas... na quarta-feira tive uma epifania. 

Não sou daquelas que anda sempre de dieta em dieta, de fracasso em fracasso, gosto demasiado de não me dar ao trabalho para isso. Sempre disse a mim mesma (quem é fumador, há de se relacionar com isto) "hei de conseguir, quando quiser". 

Passei a querer. Na quarta-feira pesei-me e reparei na minha diferença de peso para o meu "normal". O meu normal eram "62 kg" (e acho que, mesmo assim, estou acima do meu peso "ideal") e estou a pesar mais 13kg. Sabia que estava mais pesada, mas não tanto. E depois, ao olhar para o meu armário vi o degradé de tamanhos. O ano passado (precisamente há um ano) vestia um M e agora visto Ls e não caibo nos meus casacos de Inverno (o que é uma pena porque os ADORO!). 

Não me sinto gorda, não o faço para parecer melhor, faço-o porque, sinceramente (não sei se estou a dizer toda a verdade porque não tenho 100% de controlo na minha cabeça, por isso sou o mais "sincera possível) quero voltar a vestir a minha roupa toda e porque não quero só usar camiseiros largos. 

Confesso que o número me fez confusão. 75kg para mim... acho que pesei só mais 5 quando estava grávida. 

Gosto de mim na mesma, mas acho que vou tentar limar umas arestas. Nem é para caber num bikini e ficar uma modelo, porque nunca fui e, portanto, não tenho saudades! Ah! E também porque há que ter expectativas realistas. 

Sinto também que estou numa fase nova. Sou mãe, voltei ao trabalho, tenho a vida mais ocupada e já não fico tão no sofá o dia todo... Sinto que este é o timing para voltar a dar existência ao meu corpo, existência essa que, quando era mais nova, me perturbava tanto que acabei por a negar.

Não interessa se estou gorda ou não, não sinto que importe. Quero voltar a caber na minha roupa, só isso. 

Alguém quer dar dicas? Sugestões? Indicar pessoas? Poções mágicas?

Confesso que com a falta de sono que tenho que, fazer exercício só daqui a uns meses quando tudo estiver mais organizadinho na minha vida. Adoro fazer exercício, mas não me apetece estar no ginásio e perder as horas que tenho para estar com a Irene e ainda para mais agora que voltei ao trabalho.

Estão contentes por mim? ;) Querem ver aqui a badochinha com o seu guarda-roupa todo de volta?

A ver se dou uma folga às camisas folgadas.




Nota: Sim, já almocei McDonalds para me despedir desta vida. Clássico.