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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Querem ser mais felizes? É isto.


Depois de ter lido o post da Joana sobre fazer 32 anos e como "Está tudo bem como está: é o possível e o possível é suficiente.", não deixo de concordar. Temos de parar de tentar sempre sermos perfeitas em tudo, mas nem por isso podemos arranjar umas boas estratégias para "poupar tempo", aproveitar melhor o dia e sermos felizes :) 



Agora que chegou o sol, que os dias ficaram mais longos, temos um novo boost para reorganizarmos o nosso dia e nos sentirmos mais felizes :) Querem saber o que faço para aproveitar melhor o dia? 


# Acordo cedo

Aquele acordar à rasquinha não traz um princípio de dia calmo. O descanso da noite (para quem já durma ;)) desaparece rápido e começamos logo a ficar tensas a pensar em tudo aquilo que temos para fazer. Acordar cedo, mais cedo que "o necessário", dá-nos tempo extra para ficar no banho, para passar o creme, para limparmos a nossa pele, demorarmos mais a tomar o pequeno-almoço, prepararmos a nossa mala (e não andarmos sempre com a mesma durante semanas, uma neutra para combinar com todas as roupas, eheh) e acordar os nossos filhos com calma, termos mais tempo para os mimos. 

# Digo mais vezes que sim 

Aqueles pedidos que vão fazendo e que parecem perfeitamente e inusitados quando estamos com pressa para sair de casa, às vezes, não são assim tão demorados e ganhamos mais em dizer que sim do que mudar o ambiente para pior.


# Repensar as nossas rotinas a nosso favor

Por muito que gostemos, temos tempo para ir ao supermercado durante a semana? Ou far-nos-ia mais feliz, agora no Verão, ir esse tempo para o jardim com os miúdos? Nada como encomendar online e pedir para que entreguem mais tarde. Ou, em vez de cozinharmos num dia da semana, ser o dia de encomendar frango. Que seja. Não se cozinha e aparece feito.


# Multi-tasking

Somos peritas nisto. Acho que somos mesmo boas demais até. É perigoso para quem é ansioso por nunca conseguir viver no "presente" enquanto faz algo, mas nada como a satisfação de conseguir ter as coisas prontas mais cedo para aproveitar o tempo que resta. Um dos multi-taskings que eu faço é enquanto a Irene está a tomar banho sentada (atenção que tem 4 anos), arrumo o meu quarto e o dela (dá para olhar para dentro da casa de banho durante).

# Listas curtas

Amo listas, mas é mais uma coisa com a qual se tem de ter cuidado. Listas demasiado longas podem deixar-nos frustradas. A ideia é pôr, por ordem de importância, o essencial a ser tratado nesse dia. Se conseguirmos fazer tudo a tempo, acrescentamos mais assuntos.


E vocês? Como fazem para conseguirem aproveitar o dia ao máximo (possível)?




domingo, 17 de junho de 2018

Vamos tirar a barriga de misérias?

Chegou o Verão. Pelo menos até agora vou acreditar nisto. 

Chegou a altura de aproveitarmos as horas até o sol começar a desaparecer. 
Aquelas tardes em que ficamos até mais tarde no jardim. 
Aqueles finais de dia na praia, com o cabelo cheio de sal, a pele ainda quente de todo o dia ter estado a ser queimada pelo sol enquanto se fazia castelos, jogava raquetes ou se fugia da água gelada para não tocar logo nos pés. 

As piscinas de areia feitas com os braços do pai ao pé do mar. 
Andar de maminhas de fora, de chapéu e fazer pegadinhas do tamanho 20 e tal na areia. 


O não comer sopa, o jantar fora e pedir-se de vários pratos. O estar cheia de sono e adormecer em viagens de carro ou ao colo de um dos pais enquanto os crescidos falam. 

Conhecer crianças no mesmo restaurante e ficar a falar delas durante dias. Ir para a praia em família. Ter areia em todos os buracos do corpo. Usar roupa de Verão. Comer gelados. Sentir o cheiro a carvão. Comer em restaurantes com vista para a praia, muitas tostas mistas e batatas fritas. 

Piscinas. Com prancha ou sem prancha. De água salgada ou doce. Com o pai, com a mãe, com o padrasto, na Madeira, no Algarve. 

Fazer rodas na areia, tentar fazer pinos. Ter medo e nojo de algas. Inventar brincadeiras. Não parar de chatear os pais. Apanhar lixo da areia e pôr nos sacos. Querer comer fruta. Muita. Querer que chegue a hora de almoço para comer tudo o que se levou para a praia. Estar sempre ansiosa por chegar a casa e ver que marca se ficou do fato de banho e se o cabelo ficou mais loiro.

Acreditar quando diziam que, com as maminhas ao sol, cresciam mais rápido. Apanhar muito sol nas maminhas. Sestas debaixo do guarda-sol. Frustração por não poder ir ao mar. Comer meloa fresquinha.

Aquele duche quando se chega a casa. O cabelo molhado, preto, penteado, liso. O pijama ou roupa de Verão para ir comer ao restaurante ali perto. S. Pedro de Moel. Figueira da Foz. Portimão. Mosteiro de Vairão em Colónia de Férias. A prima que passa sempre férias connosco. 

O tamagotchi que não largava, o cd dos Backstreet Boys. Não ter escola, mas brincar e fazer exercícios na mesma. Agora parece-me divertido, mas na altura talvez não tivesse gostado tanto desta parte. 

Estender 20 vezes a toalha para não ter areia. Até que passei a ter idade de ter que fazer dois buraquinhos no sitio das maminhas para me conseguir deitar sem que me doessem por ficarem tão espalmadas. 

Que tenhamos todos um Verão "daqueles". Sejam muitos fins-de-semana aproveitados ao máximo e semanas que não deixaremos escapar porque se há quem saiba aproveitar Verões é quem já os tenha sentido na pele e isso nós, portugueses, damos bailinho :)

Tirada hoje, no primeiro dia de Verão da Irene.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Foi isto que me fez apaixonar pela minha filha.

É difícil para muita gente começar a ser mãe. Para quem talvez não tivesse esse sonho como eu (a Joana Paixão Brás, sim), os desafios facilmente passaram a problemas e os problemas passaram a desesperos e os desesperos mais cansaço e noites sem dormir a solidão e tristeza. 

Os sorrisos, ouvi-la gargalhar, vê-la a fazer novas conquistas de desenvolvimento davam-me uma especial alegria, claro. Ouvi-la a acordar, já de manhã, perceber que a noite tinha passado e que ela estava bem e que até sorria apesar de parecer que nenhuma das duas tinha dormido, também me deixava calma e quase pronta para que tudo começasse outra vez. Todos os dias. Durante um ano e meio em casa com ela (bem sei que é uma sorte e que foi um risco tentar tê-la), a começar todos os dias.

Mas não havia nada melhor. Nada melhor do que o banho. A hora do banho, saber que a ia ver a brincar, que a ia ver com o cabelo molhado e com os olhos tão grandes, o interesse dela pela água, os seus pés a aparecerem acima do nível da água, o cheiro de cabelo lavado... Vê-la enrolada na toalha, relaxada, mas ainda tão pequenina para caber naquelas meias-toalhas... E... espalhar-lhe o creme. Esborrachá-la. Apalpá-la toda. Fingir que sou massagista e fazer com que sentisse cada dedo dos pés, das mãos, as coxas, a barriga das pernas, os ombrinhos de franguinho, o pescoço... 

Foram os banhos que me deixaram ver o quanto estava apaixonada por ela. 


Continua a ter um impacto enorme em mim vê-la despida e com o cabelo molhado. Fica com a cara da “Irene bebé” e, depois, com o corpo vejo que é uma mini-mulher. Uma miúda que vai conquistar o mundo. 

Da minha parte, com tentativa e erro, vou encontrando a melhor maneira de a "servir", dando-lhe a estrutura e orientação que precisa (e a que consigo dar), mas também cuidando dela. 

Se vocês sentirem ou se virem que a pele dos vossos filhos não está 100% bem, nada como tirarem as vossas dúvidas e seguirem os conselhos do Guia dos Pais




Desde cedo que fui à dermatologista com ela e, por isso, tenho vindo a aplicar algumas coisas que considero importantes nos banhos para tentar controlar aquilo a que se chama de "pele atópica": 


- A Irene até pode ficar a marinar algum tempo no banho, em "banho de imersão" (com pouca água não só para "poupar", mas também para não ficar stressada caso não esteja a olhar por uns segundos), mas não uso produtos que façam espuma, principalmente em alturas de crise. 



Prefiro que a água esteja morna e que vá adicionando mais um pouco a meio do banho para "ir aquecendo" que ter a água quente para começar. Também tenho uma pele muito sensível e sei que o resultado de tomar um banho "quentinho" são comichões ao longo do dia. 

- Uso a toalha não esfregando mas "dando beijinhos na pele". A moça não precisa de uma exfoliação, antes pelo contrário, é bom manter-lhe a hidratação da pele. 

- Depois de bem seca e de estar toda bem despidinha (a Irene, só para que continuemos sintonizadas, ahah), proponho-lhe uma massagem como nos spas (já cheguei a por musiquinha e tudo de passarinhos). Ao lhe por o creme, além de estar a fazer um favor a mim própria por eu lhe poder tocar e ela ficar relaxadinha, ela está a ter o momentão do dia, caramba! Que privilégio. E ainda fica um bocadinho a secar depois. Calma, mães, a Irene, não aguenta isto todos os dias. Faço duas vezes por semana e idealmente uma delas ao domingo para começar a semana "em condições". 



Tenho experimentado vários produtos, tanto em mim como nela, por ambas termos pele atópica. Ainda para mais, sendo blogger, vou tendo oportunidade de estar a par dos últimos lançamentos de cada marca. Sou, desde há algum tempo, uma das "caras" da gama Lipikar da La Roche-Posay (vejam o vídeo que fiz que além de estar toda tesudona - ahah - está muito giro) por ser também o que uso lá em casa. Confio na marca e vejo os resultados e agora actualizaram a fórmula: LIPIKAR AP+

Sou também uma sucker por packaging e branding e gosto quando está tudo certinho e direitinho. Processem-me :) 




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segunda-feira, 30 de abril de 2018

A comentadora tem razão.

Devia ser um novo espaço aqui no blog, tipo o aquilo da RTP que agora não me lembro o nome. Aquilo para onde os espectadores enviam e-mails e cartas e... É o provedor... (estou a ligar à minha mãe a perguntar)... Ok! O Provedor... que era com o Paquete de Oliveira, pronto. 

Os comentários de ódio (ou os que me parecem) raramente surtem algum efeito. (In)felizmente já tenho bom sistema de defesas e já compreendo mais ou menos como funciona a cabeça de um ser humano (não necessariamente a minha, ahah). 

Porém, quando fazem sentido (e quando o tom parece o certo e se torna mais fácil ouvir) ou quando são para serem ouvidos, sinto-os. E senti este - já não me lembro em que post foi ou quem foi a comentadora (desculpa e obrigada!) de que vos vou falar.

Dizia, mais ou menos, que o nosso blog às vezes parece espelhar apenas o lado negativo da maternidade e que isso também não é bom para quem lê. 

E tem razão. 

Tanto a Joana (Paixão Brás) como eu (Joana Gama) - mas mais eu - fazemos imensos posts a falar daquilo que nos atormenta e preocupa, não só como desabafo, mas também porque queremos que todas nós nos sintamos menos sozinhas. É importante que quem não dorme saiba que não está a fazer tudo errado, que não é um bicho do mato, que há muitas mais mães assim. É importante que quem não consiga dar de mamar instintivamente saiba que a norma talvez não seja essa, etc.

Eu até sorrio às vezes, pá! 


Mas a comentadora tem razão em dizer que é um ciclo também. Ao mostrarmos constantemente o lado negativo da coisa, também estamos a trabalhar e a encher a nossa/vossa cabeça com coisas negativas. Estamos a falar dos problemas. Estamos a por o dedo na ferida, quando é suposto a ferida estar ao ar, depois de desinfectar... (que raio de imagem para explicar). 

Talvez ambas estejamos cansadas. Não de amar, claro, mas a Joana porque voltou ao trabalho, tem duas miúdas para gerir e não dorme noites seguidas desde que a Isabel nasceu e eu porque ainda não consegui arranjar bem o meu ritmo desde que a Irene nasceu, mesmo apesar de já dormir à noite. Agora, com preocupações acrescidas, talvez não descanse de qualquer das formas. 

É verdade, porém, que temos de trabalhar o positivo. Trabalhar o bom. Espalhar amor. O amor também se espalha com o sentimento de pertença que temos tentado passar (e que não é desinteressado, tanto eu como a Joana também precisamos de sentir que não somos as únicas), mas há maneiras menos pesadas de falar de maternidade. 

Da minha parte estou a trabalhar o meu lado positivo. Confesso que até as coisas boas me dão para a tristeza, a comoção faz-me sentir saudade ou o que for. Vou fazer esse treino em directo convosco. 

A verdade é que sem "apesares de tudo", tenho uma filha magnífica e que, tal como diz o meu ex-marido "este é o meu melhor trabalho". Espero bem que seja. É o mais importante para mim. 


Vou tentar transmitir-vos esse optimismo, esse lado bom, sem tirar os pés do chão :) Vai fazer-me bem. Espero que a vocês também.

Vou tentar descobrir um outro caminho para vos fazer sentir coisas boas sem ser pela partilha de coisas negativas ou sem ser por partilha de coisas tão positivas (e pouco reais) que vos faz sentirem-se falhadas (não vou fingir que a vida é perfeita, não consigo e este blog não é um desses).

Obrigada, comentadora e leitora :)


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domingo, 9 de julho de 2017

Temos acordado às 6 da manhã e... temos adorado!

Depois de muito ter sofrido (3 anos a acordar mais de três vezes por noite) com o [não] dormir da Irene, acordo todos os dias muito feliz por ela já dormir noites seguidas e com o coração em todas vocês que andam tipo zombies durante o dia, sem poderem dar o vosso melhor em nada, sendo metade do que conseguem ser em tudo, apesar de saberem agora, mais do que nunca, o que é amar. 

Depois de, pela primeira vez nas nossas vidas, a Irene precisar que eu a acordasse para ir para a escola (leiam aqui), percebi que - a par de outras mudanças na nossa vida como, por exemplo, a minha separação do pai - ela não estava particularmente equilibrada com o deitar-se "mais tarde" e acordar "mais tarde" que o habitual. Voltei aos horários habituais. 

Deita-se agora por volta das 20h30 e tem acordado entre as 6 e as 7, o que tem sido fabuloso. Além de conseguir ter mais um tempinho para mim à noite (o que conta imenso, como vocês sabem), temos tempo de manhã, as duas, para fazermos tudo com calma e para vivermos tudo com mais prazer. 

Não há cá berros, nem "anda lá com isso", nem "a mãe já chamou", nem frustrações. Estamos as duas calmas e felizes (nem sempre, claro que há birras, mas passamos do 80 para o 8) e, por isso, praticamente tudo o que daria em conflito é negociado mais calmamente e criativamente. 

Consigo fazer ovos, panquecas, consigo cortar-lhe frutinha, estar com ela enquanto tomamos o pequeno-almoço, vesti-la com calma, fazer-lhe uma trança, lavar-lhe os dentes sem ter que a perseguir pela casa, preparar o lanche de manhã (menos uma coisa que tenho que fazer à noite) e até já tive tempo para passear pelo jardim de manhã, antes de ir para a escola. 

 




Esta é a rotina que eu prefiro. Apesar de ter de deixar a Irene meia hora mais tarde para não ter que assistir aos colegas mais velhos irem para a praia (ela é das mais novas da turma e este ano ainda não podia ir) e de isso me complicar a rotina do ginásio, começo o meu dia com o que me deixa mais feliz. É um privilégio (até tenho tempo para passar uma gilette nas pernas se me apetecer ir de vestido nesse dia e não estar a contar). 

Quanto a vocês, mães, que estão a passar pela tortura do sono: um dia vai passar. E vocês são as maiores! Quando a vossa vida voltar a ser vossa, farão tudo com uma perna às costas. Estou convosco!


Ler tudo o que já escrevemos no blog sobre "sono" aqui


Coisinhas giras: 




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sexta-feira, 7 de julho de 2017

I'm back, bitches!

Ahhhh, dou por mim muitas vezes a dizer que "não gosto" porque não posso e não quero ficar aborrecida. As sextas-feiras têm sido da Irene com o pai e, pela primeira vez, vou voltar a poder fazer parte de um evento do meu trabalho fora de horas. 

A Irene estava habituada a que fosse sempre eu adormecê-la e a readormecer com mama. Agora que já dorme a noite toda e que, inclusive, já dorme em casa do pai, a minha noite, hipoteticamente, poderá ir além das 23h (que é quando começo a babar o sofá). 

Comecei a aperceber-me aos poucos que o Super Bock Super Rock ia acontecer também à sexta e pensei: "nãaaa, vou a um festival?". Acho que a última vez que fui terá sido mesmo o Super Bock, ainda no Meco (2012), a fazer reportagens para a SIC e no ano em que conheci o Frederico - acabaram-se os concertos e festivais a partir daí. 

Sabem o que me apetece dizer? I'm back, bitches!

Os festivais não são de todo a minha onda: não gosto de multidões, de confusão, nem percebo muito bem o conceito de um concerto assim para massas (aprecio muito mais showcases), mas o simples facto de poder ir torna-se... algo perfeitamente desejável para mim. 

Parece que o tempo voltará uns 6 anos antes, quando sentia que ainda não sabia o que o futuro me reservava e onde o tempo, apesar de me pesar por ser ansiosa, não mandava tanto em mim.

Vou ao Parque das Nacões para ver uns concertos (não oiço metade do cartaz, vou ter que me educar até lá), mas sabem que mais? Eu posso ir e vou!

Hoje soube que, de acordo com a Medicina Tradicional Chinesa, o nosso corpo precisa de, pelo menos, 3 anos para recuperar do trauma do parto e gravidez. 

Não é só o corpo babies... somos nós por completo. 

Quem vai ao Super Bock? :)

Já agora, deixo-vos aqui o meu directo preferido desse Super Bock e as extensões que me favoreciam o focinho, apesar da roupa ter acentuado em demasia o facto de eu ser roliça: 



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quinta-feira, 16 de março de 2017

Temos que ser nós!

Temos que ser nós a reconhecer-nos primeiro. Temos que ser nós a olhar para dentro, a olhar para trás, a olhar para os lados e para a frente e a reconhecer o caminho que fizemos, fazemos e que nos falta fazer. 

Depender do outro para nos avaliarmos é um risco e cansativo - falo por conhecimento próprio e, por isso, hoje, estou de parabéns. 

Depois de toda a viagem atribulada que tem sido grande parte da minha vida lidando com a ansiedade, hoje quase que me esqueci disso. Hoje, fui ao Ikea com a Irene comprar algumas coisas (que achamos sempre que são muito necessárias, mas porque não queremos pensar muito nisso...) e, quando dei por mim, a hora de "saída" já tinha passado. Às 7 já é mais do que suposto ela estar à mesa para jantar (são as nossas horas cá em casa, cada família terá as suas). Às 7 ainda estávamos na caixa. Sem pressas. Ainda a agradecer a todos os santinhos por haver uma fralda na mochila visto que a miúda ainda só quer fazer o número 2 na fralda, apesar de andar de cuecas todo o dia e não haver nenhuma casa de banho minimamente perto e prática no andar de baixo e já com as compras feitas, enfim. 

Era tarde, mas e então? O meu cérebro pensou: vamo-nos divertir, "um dia não são dias". Isto, para quem é "normal" é algo perfeitamente usual de acontecer, mas para quem via o mundo e o tempo como eu via, não. É uma aventura que nos parece perigosa e que nos faz sentir com fracas possibilidades de sobrevivência, por muito estúpido que pareça e percebo que pareça e ainda bem que vos parece.

Fomos jantar lá acima. A Irene comeu umas almôndegas, umas colheres de sopa, uma pêra e eu comi um hambúrguer e algumas colheres de sopa. Foi um jantar fora de mãe e filha, sendo que havia tudo o que ela precisava para se sentir incluída. Cadeira alta, babete, talheres, pratos, .... 

Acabou por perguntar se também íamos descansar por lá (na escola dela não falam em "dormir") e até achei uma ideia gira. Provavelmente acusar-nos-iam de um crime qualquer, mas quase que valeria a pena. :)

Não dei pelas horas. Comemos com calma. Com calma ao ponto de por todos os pensos que tínhamos comprado para feridas nos dedos dela para fingir que eram anéis. Ao ponto dela, a caminho do elevador, ir metendo conversa com toda a gente e fazendo caretas e sem eu sentir mais nada do que gratidão. Não senti o coração acelerado, não me senti aflita, não me senti num beco e, mais importante que tudo isso: não passei nada de negativo para a Irene. 

Compensa ter dado atenção a mim própria. Ter reconhecido parte de mim que precisava de reconstrução e de ter mudado a minha vida toda. 

Estou grata por o tempo passar de forma mais normal. Grata por mim e pela minha família. 

Mais sobre a minha ansiedade aqui

Agora o LoveLab chama-se The LoveProject, cusquem que vão adorar! 


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

a Mãe dá - Uma noite num hotel 5 estrelas em Fevereiro

Vamos a isto? Quero que vocês possam desfrutar do mesmo que eu no sábado passado no Senhora da Guia Cascais Boutique Hotel. Fica ao vosso critério se levam os miúdos ou não, mas quero mesmo que consigam sentir "o amor" da família. Aquela vista, aquela calma é fabulosa e parece que desperta em nós uma atenção mais redireccionada para o que é positivo. Sem mariquices e palavras demais: deixa-nos felizes, pronto.

Vejam os meus outros posts aqui e aqui. ;)

E depois, há esta cama, não é? É. Pelo menos no nosso quarto, depois logo se vê o vosso, eheh. 

Quero reproduzir isto em casa, só que lá ficaria completamente diferente. As almofadas cheias de pêlos de gatos e isso. Suspiro.

Uma noite em que poderiam gozar também de um deleite gastronómico sem igual (fartamo-nos de elogiar o chefe, porque já fomos a restaurantes "só restaurantes" e bastante conceituados e a comida não era tão cuidada). 

Ficamos mesmo deliciados. O Frederico fez reportagem fotográfica aqui e tudo - e se ele percebe de comida, façam só um scroll à conta dele e ganham 30 kgs.

Confesso que amei o jantar, mas que o lanche me encheu a alma por causa da luz na sala de estar do hotel.










Confesso que até me deu a volta à cabeça e lá fui eu tocar um pouco de Bach. 



Quero que vocês soltem o amor que há em vocês, o vosso lado luxuoso e que venham desfrutar desta noite e que seja tão boa quanto a minha (a fingir que o Frederico não se pôs a par do Sporting na TVI24 quando chegamos ao quarto e que eu não larguei o telemóvel para actualizar o instagram). 

A oferta inclui :
- Estadia de uma noite
- Pequeno-almoço incluído
- 10% de desconto comercial nos serviços de restaurante
-  Acesso ao Spa

O que têm de fazer? Easy!

Vão aqui ao nosso instagram que, quando estiver activo, têm lá as restantes informações! ;)



Coisinhas giras que podem ter gostado: 


Fotógrafa - LoveLab

Roupa da Irene - Zara (dada pela avó Sílvia - obrigada, mãe) e quispo Boboli.

Roupa da Mãe - Zara (dada pelo meu cartãozinho). 

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Dia de Sonho.

Acabou por ser isso mesmo: um dia de sonho. Fomos, como vos contei aqui, para o Senhora da Guia Cascais Boutique Hotel passar o dia de sábado e manhã de Domingo. Queríamos quebrar a rotina, viver um ambiente mais calmo e romântico e sempre ajuda poder dormir "no restaurante" como é o caso para os horários da Irene também. É perfeito para nós. 

Temos uma vista maravilhosa para o Oceano Atlântico. Confesso que a última vez que me senti assim foi quando fui passar férias a Moçambique (o meu pai foi para lá morar) e ficamos numas casas em frente ao Oceano Índico. É daquelas alturas em que pensamos que o mundo é realmente um sítio muito bonito e que quem nos dera saber pintar porque daria um quadro muito giro.

Confesso que quase nasceu em mim uma vontade de organizar eventos! Joana Paixão Brás, não te vou roubar aqui a oportunidade de negócio, mas achei o espaço espectacular para eventos daqueles em que eu fico muito nervosa por não saber o que vestir: aniversários à boss, casamentos, baptizados, eventos empresariais, etc. 

Joaninha, por falar nisso, porque não baptizares aqui as tuas meninas? Como não estás a organizar a festa de aniversário delas (descozi-me toda aqui), se calhar até tens tempo para pensar nisso, que tal? Vê lá aqui o que eles têm no site, até começas a ficar com esse pipi maternal aos saltos por teres um pretexto para ver gente com coroas de flores - têm dois tipos de menu, um mais em conta que o outro, mas depois de ter testado a cozinha, digo-vos que estão MESMO muito bem entregues. 


Estas casinhas deram-me vontade de acampar ali no relvado e brincar às aos pais e filhos. Faltam as almofadinhas para me sentir num sítio tropical (são as referências que tenho).

"Irene, não molhes a manga do quispo, sff". 

Ouviste a mãe, Irene? Ouviste?

Ok. Vou confiar nela. 

Olha, mais um post da Joana que teve mais likes que os meus, mas eu sou boa na mesma. Eu sei que sim. 

Merd...

Pronto. Temos uma sessão fotográfica para fazer, a fingir que coiso. 

Filha, olha a forma como a mãe pôs as pernas e ficaram a parecer tão fininhas. Achas que ela consegue estar em pé e criar o mesmo efeito? 

Olha, filha, tu não sabes, mas a mãe se se pusesse em cima disto era capaz de empurrar uma coisa chamada DIU demasiado para cima. 

Acho que havia lá uma festa de pessoal sem carta.


A casa estava a ver se passava despercebida, sacaninha. 

A ideia era a ser a Irene a sentar-se, mas as pedrinhas não estavam feitas de forma a acomodar uma fralda. Dei o corpo ao manifesto.

Eu sei que isto vai parecer esquisito, mas há ali um búzio azul de loiça gigante. Quando voltar ali quero reservar naquelas casinhas que estão mais perto da piscina. Para ser só acordar, modo zombie e solinho no bucho.

Já estou a deitar olho ali à espreguiçadeira da ponta para poder piscar o olho ao senhor do bar para me ir refrescando com sumos. 

O normal "deixa lá só estar o gancho até irmos lanchar, sff".

Tenho medo de perder a minha filha no escuro, caso não tenham reparado.

Claro que organizando aqui um evento, não poderá ser só passear e terem sol ao ponto de parecer que a base faz mesmo parte da nossa cara, que o nosso tom é natural. A parte do restaurante, deixem-me dizer-vos, é apaixonante e cumpre todos os requisitos mentais que temos para algo romântico: seja algo a dois, seja um aniversário ou casamento...  Fica para outras núpcias (falo disso no próximo post), mas deixo-vos já aqui um teaser, pode ser? 

Já estão a ver como é que iam separar aquele ex-casal para não dar badagaio na festa, não é? Acho que fazem bem! 


E o que acham de vos oferecer uma estadia no dia dos namorados por lá? Ficam atentas ao próximo post aqui da menina?

Coisinhas giras que podem ter gostado: 


Fotógrafa - LoveLab

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Roupa da Mãe - Zara (dada pelo meu cartãozinho). 

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