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10.08.2019

Joana Paixão Brás: O que ando a ver #02

Tenho visto mais TV do que lido. Mesmo assim, consegui ler uns 5 livros este verão (um deles adorei - “Só o tempo o dirá”, do Jeffrey Archer, que já emprestei à minha mãe e que ela leu em três tempos - queremos os outros dele!!!). Bem longe da quantidade de livros que eu devorava antes, mas vá, já me voltei a entusiasmar. Agora estou a ler um mais técnico: Educar pela Positiva - quando acabar, digo.

Mas bem, vamos lá ao que ando a ver ou vi recentemente.

Oh para mim a VER.
Já decidi que esta rubrica vai ter sempre fotos
zero relacionadas com o assunto.
A ver.

Série UNBELIEVABLE
Minissérie na Netflix com 8 episódios, sobre uma miúda que é violada. Mas será que foi mesmo? A polícia acha que não. Aliás, acusa-a de mentir. Anos mais tarde, noutro estado, duas polícias [uma delas a Toni Collette, que eu amo], encontram casos semelhantes ao descrito. Ficaram convencidos a ver?


Documentários EXPLAINED (ou RESUMINDO)
São episódios curtos sobre os mais diversos temas: por que não resultam as dietas; cultos; milionários; crise da água; por que ganham as mulheres menos; música... e por aí fora. Super bem feitos, rápidos, interessantes! Tenho aprendido imenso a cada episódio, andei viciada a ver todos (até os que achava, pelo título, mais desinteressantes) E agora a Leonor da Cadeira da Papa disse-me que havia também episódios sobre o cérebro “The Mind - Explained” e já comecei a ver o dos Sonhos. A-D-O-R-O!


Filme CALL ME BY YOUR NAME
Foi seguramente o meu filme preferido de 2017 e já está na Netflix. É a história de um amor nos anos 80, com o Timothée Chalamet (que ator, Deus meu!). A banda sonora é fantástica, adoro as personagens e chorei baba e ranho no fim: a descoberta, a paixão, a impossibilidade. Nota para a conversa entre pai e filho. Li recentemente - vai ter sequela. Que boa notícia! Vejam, vejam e venham cá dizer o que acharam.

Próxima coisa que está na minha lista: Joker, claro. Tenho a certeza de que o Joaquin Phoenix está brilhante, estou em pulgas [o homem cá de casa já viu e ainda aguçou mais a minha curiosidade!].
Quero séries filmes e documentários para a troca, combinado?


8.19.2019

Joana Paixão Brás: O que ando a ver #01

Não faço ideia se isto vos interessa ou não, mas pensei: "se eu gosto que me recomendem filmes e séries para ver, documentários, livros, etc, por que não?" 

Vou fazer isto também com livros, artigos e revistas, o que acham? Mais não seja para vos inspirar a ler mais (a última coisa que faço à noite já não é scrolling no instagram e estou a ADORAR) ou para vos alertar para coisas que eu desconhecia por completo. Estarmos mais conscientes não é mau. Quero sugestões vossas para a troca, combinado?

Imagem completamente descontextualizada só para saberem que fui eu quem escrevi isto
e porque cortei o cabelo e até estou gira, pronto,
que a vida pode ter um bocadinho de futilidade para aligeirar o resto. <3 

A ver.

Série EUPHORIA
Depois da 13 Reasons Why, achei que dificilmente uma série sobre adolescentes me iria prender tanto, mas encontrei uma substituta à altura (e até melhor, acho). Mas atenção, é muito, muito forte. Tem cenas de sexo bastante explícito, muita droga e muita violência. Convencidos, já? A verdade é que a protagonista, a Zendaya, é assim fabulosa e sempre me intrigaram histórias sobre droga, o que fazer? Gosto muito da realização também, a fotografia está sublime e, olhem, prendeu-me muito. Mas fica o aviso: forte mas forte. Ainda não terminei. Ah! Está na HBO.

Filme ROCKETMAN
Gosto muito de filmes ou séries biográficas. E se forem de bandas ou de cantores, ainda me despertam mais a atenção. No ano passado, e apesar das críticas, o Bohemian Rhapsody foi um dos meus preferidos (saí do cinema a cantar); este ano vi o dos Motley Crue (The Dirt, na Netflix, uma maradice, mas das boas) e não quis perder o do Elton John. Não é espectacular, mas vê-se muito, muito bem e ficamos a par de pormenores absolutamente desconhecidos e a gostar ainda mais do artista, a dar-lhe uma dimensão mais próxima e humana. Gostei.

Documentário QUANDO A VIDA NOS ATRAIÇOA
Este é daqueles que, se forem bastante impressionáveis e tenham ficado ainda mais sensíveis depois de serem mães, não convém mesmo que vejam. Mas ficam a saber que isto acontece. Incapazes de lidar com traumas, centenas de crianças refugiadas na Suécia sofrem de síndrome de resignação: ficam basicamente em coma. Não comem, não reagem a estímulos, ficam inertes. Enquanto não se sentem protegidas, com medo da deportação, ficam imóveis. Podem estar anos assim e, às vezes, mais do que um filho de um casal desenvolve isto. Desconhecia por completo. É doloroso, mas talvez urgente para quem não percebe a urgência de acolher refugiados. Está na Netflix. 



4.16.2019

Já têm filme para ver hoje à noite!

Epá, as mães que mal dormem por causa dos bebés que me perdoem. Sei bem que a prioridade é aproveitar aquela meia hora em que os putos de certeza não vão chamar para cochilar um bocado. Porém, lembro-me que, no meu caso, era... ficar a ver Netflix na mesma. 

Isto para vos dizer... levei uma bofetadona de reflexão, de realidade, de maturidade e de... arte com este filme: 


A Loja dos Unicórios, é como se chama.


Bem, identifiquei-me imenso com este filme e claro que cada uma de nós fará a sua análise ou, então, até poderá odiá-lo. "Não é um filme para todos", dizem muitas críticas. Mas, também, qual será? Eu não amei o Titanic, por exemplo e tinha uma crush por osmose pelo Leonardo Di Caprio por causa de uma das filhas de uma ex-madrasta minha. Muita informação?

A partir daqui já vou revelar algumas coisas sobre o filme. Quem quiser ver o filme sem se sentir sugestionado nas suas interpretações, por favor, siga para o  parágrafo em que digo "já podem ler" logo no início.

Há vários temas a decorrer em paralelo. Um será o da maturidade, o outro será o de não perder a vontade de brincar e outro ainda será o amor. Normal que aconteçam os três em simultâneo porque, na vida real, também estão os três interligados.

Quando procuramos alguém ou quando queremos alguém na nossa vida, queremos que seja uma relação que tenha tanto de maturidade também como de infantilidade e, a isso, chamaremos de amor. Creio que a diferença será no tipo de amor que se pede (ou que se exige) mediante o caminho que estejamos a percorrer individualmente.

A protagonista claramente ainda tinha que processar várias coisas da sua infância (ou várias coisas da sua vida adulta) e ambas ainda não estavam em sintonia. Ela sente que tem de deixar de ser ela para crescer e que crescer é - como em muitas empresas e para muitos adultos - cinzento e aborrecido. Onde o divertido ou a brincadeira passa a ter um cunho sensual e sexual em vez de meramente alegre e, talvez, sim, infantil.

Em que gaveta, em que idades estarão arrumados determinados tipos de comportamentos? Onde ficam os sonhos perdidos quando nos sentimos socialmente obrigados a sermos mais cinzentos? Onde está a fé em nós próprios e tudo aquilo que adorávamos fazer quando éramos crianças e que, dando uma verdadeira oportunidade, ainda agora adoraríamos fazer só que "os crescidos não o fazem"?

Para ser amada, para se sentir incluída, a protagonista teve de percorrer o seu caminho, de reconhecer o lugar que a sua infância e infantilidade tinham dentro de si (ao em vez de a negar abruptamente) de forma a poder levá-la com isso ao longo da sua restante existência.

Estando em sintonia consigo mesma, tendo sido o seu processo fluído (embora de forma muito bruta, por - por razões que o filme não fecha - ter sido confrontada com isso no momento em que já estava na faculdade, creio), acaba por encontrar um rapaz que a vê tal como ela é por ela também ser quem é realmente.

Isto faz-me pensar em tantas coisas. Quanto mais formos nós mesmas, mais inteiras, mais nos respeitarmos, mais genuína será a nossa vida. Haverá por aí muita gente triste e infeliz e também ansiosa por ainda não ter tido a capacidade, as condições, a coragem e a consciência de se conhecer um pouco mais? E de fazer este processo de maturação, de passagem para a vida "adulta"?

Já podem ler. 

Este filme é crucial. E ajudou-me numa conversa muito interessante na minha relação em que nos conhecemos ainda melhor mutuamente. Senti que foi informação e entretenimento ao mesmo tempo (como quando via a Oprah ou oiço os podcasts dela), mas muito bem embrulhado num filme com uma fotografia exemplar, além de um género de humor menos mainstream, mas interessante e menos impositivo para dar lugar ao que realmente interessa: a reflexão.

Já alguém viu? O que acharam? Vão ver?





10.07.2017

Tem vozes na cabeça!

Estou louca para que ela vá dizer estas coisas para a escola e ver o olhar da doce educadora enquanto me diz: "Joana, está tudo bem, mas a Irene agora tem muitos amiguinhos na cabeça!".

Vou rir-me a achar que está tudo certo. Ela esteve doente recentemente (ainda está enquanto escrevo este post) e, para ficarmos no sofá, decidi experimentar o Divertidamente. Ainda sou muito maricas com os filmes que ponho para a Irene. A cabecinha dela já está cheia de muita coisa, muita informação, não quero adicionar informação extra complicada.

Este filme, tirando uma parte em que há um cão cortado ao meio a dançar (!!!) e  um palhaço zangado, é excelente.

Desde sempre que tento ajudar a Irene a perceber o que sente e o que cada emoção quer dizer e este filme é simplesmente a melhor ferramenta so far para conseguir dizer-lhe como é que a nossa cabeça funciona.

Além de altamente preciso a nível científico, a maneira como explicam está perfeitamente perceptível para a cabeça da Irene (3 anos e meio). Agora, quando está zangada ou com medo ou triste diz que é o Sr. Medo, o Sr. Zangado, o Sr. Triste que estão a mandar na cabeça... etc, etc.

É conversa de malucos? Sim. Vou receber aquele olhar da educadora, mas o filme é genial e não me ocorre mais nenhum tão útil de momento. Vejam, vejam! Vejam com eles!

Até a mim me ajudou a perceber algumas coisas. A sério.

Vejam mais sobre o filme aqui.




a Mãe é que sabe Instagram