5.16.2019

E bebés com brincos?

Acordei e fiz o que qualquer pessoa normal faz: fui ver as redes. Tenho de parar com este hábito, bem sei. No entanto, é agradável enquanto o corpo ainda não se mexe estar a ver coisas. "Tragam-me coisas para ver!" - como se fosse imóvel e tivesse milhares de lacaios. 

Não é porreiro para começar um dia com calma e feliz porque nos põe a cabeça logo a mil. E foi o que aconteceu. Encontrei um post sobre furarmos as orelhas das crianças antes delas darem o consentimento. 


E era um post que poderá parecer exagerado aos olhos de muita gente. Eu confesso que estou com paninhos quentes neste assunto. Já dou a minha opinião, mas queria também saber a vossa. Acima de tudo gostaria que mães que tenham furado as orelhas dos seus bebés me explicassem o que as levou a fazê-lo e também quais os contras de o fazer quando ponderaram a questão. 

Dei uma olhada rápida na internet sobre o assunto - porque tenho de sair, senão estudaria isto durante três anos ou quatro - e, tanto quanto parece, é uma tradição latina. E é realmente o que me parece. Algo tribal. Da mesma maneira que aquelas tribos furam as bocas para por discos ou para por arcos no pescoço, por aqui houve e ainda há a tradição de furar as orelhas dos bebés. Será sinónimo de riqueza? O ornamento? 

Visualmente confesso que não desgosto. E já vi bebés que ficaram muito a ganhar a nível estético com os brincos (vão bater-me por esta afirmação, já sei), mas quando se pensa um pouco mais nas coisas começa a ficar esquisito, diria. 

Claro que dá para encolher os ombros e dizer "oh, mas são só furinhos nas orelhas". Tudo a encolher os ombros parece diminuído, mas isto vai mais longe. Além da questão da dor (que existe, mesmo que não se repare por algum motivo por estarem a mamar, por exemplo), da questão estética que está a ser decidida pelos pais, estaremos também a imprimir uma pressão de género? Que, por ser menina, tem de ter as orelhas furadas?

A Irene já me pediu milhares de vezes para furar as orelhas. Acho que furei as minhas aos 4 anos por ter pedido à minha mãe e lá fui (e, por acaso, agora tenho mais de 10 furos nas orelhas e ela não gosta...), mas vou esperar até que ela seja maior. Para ter a certeza do que quer fazer. Até lá põe autocolantes a fingir de brincos ou usa uns  brincos de mola que sairam no disfarce de Lady Bug.



Percebo que isto pareça tudo um exagero, mas mesmo as coisas que estão mais distantes da nossa opinião habitual poderão fazer-nos pensar e, pelo menos, justificar de outra forma as nossas atitudes.

Ah e, por favor, não usem o argumento "furaram-me as orelhas em bebé e não fiquei traumatizada" porque, como é óbvio, vocês irão ser as últimas pessoas a saber do impacto que teve em vocês. E isto aplica-se também ao "levei muitas latadas e não fiquei traumatizada"... Somos sempre os últimos a saber do impacto que essas coisas têm em nós porque nós estamos dentro do cenário. 

Quero mesmo saber: ritual? aparência? prenda para o bebé? 



40 comentários:

  1. Confesso que não gosto de ver. Só furei as minhas orelhas com 10 anos, depois de muita insistência com a minha mãe. Ela quis esperar que fosse eu própria a decidir. Acho um bocado foleiro sinceramente que uma questão meramente estética seja imposta a bebés tão pequenos.

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  2. A minha filha nasceu no Panamá e por lá o costume é furar na maternidade... como isso me pareceu um bocado excessivo decidi esperar uns meses e furei com o pediatra, com o próprio espigão do brinco para evitar infeção.

    Foi uma escolha pessoal minha, puramente estética e da qual não estou minimamente arrependida! A minha filha adora e sim, evitei um sofrimento posterior como me aconteceu a mim que só furei quando pedi e até hoje lembro-me desse dia ao contrário da minha filha que não tem qualquer registo.

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    1. Lembro-me bem das orelhas bem quentinhas aos 4 anos e todas as infeções. Isso seria outra coisa a perturbar-me: as infecções...

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  3. Patrícia Mestre11:06 da manhã

    A minha filha tem 8 meses. Furei-lhe as orelhas há um mês. Eu e o pai falamos muito sobre o assunto antes e concordamos em furar em bebé. Quisemos furar em bebé, porque dói mais quando as crianças são mais velhas, muitas vezes furam uma orelha e não querem furar a outra. Não conheço nenhuma miúda que não goste de usar brincos, se a minha não gostar tira e o furo volta a fechar. Falámos com a pediatra antes, que disse que a partir dos 6 meses já poderia ser feito. Acho que é um assunto que vai muito pela opinião dos pais. Tal e qual como batizar bebés. Não fiz por uma questão de ostentação, nem para verem que é menina. Fiz por uma questão de achar que iria realmente doer mais quando fosse maior. Procurei um sítio de confiança e lá fomos. Chorou um bocadinho, minutos depois estava ao colo da senhora que fez os furos a brincar ☺️

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    1. Obrigada pela história :)

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    2. Dói mais quando são mais velhas? A sério? Como é que sabe? Acha que não doeu a sua filha de 8 meses? Só chorou um bocadinho foi? E sim furar as orelhas e batizar uma criança é mais ou menos a mesma coisa...!

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    3. Pois, furar as orelhas e batizar uma criança não é a mesma coisa... Batizar é muito pior.

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    4. Por acaso, confesso que (não querendo parecer insensível) não percebo a polémica com furar as orelhas a bebés. Não tenho filhos mas quando era miúda lembro-me de querer imenso furar as orelhas e ter medo que doesse (era super medricas) e ter dito à minha mãe umas 300 vezes que me devia ter furado em bebé porque assim já estava e pronto, já nem me lembraria... Furei, acho que com uns 8 ou 9 anos.
      Quanto a batizar bebés já sou absolutamente contra, e juro que não percebo porquê que furar as orelhas é polémico e inscrever um bebé que não sabemos que pessoa vai ser, que opiniões vai ter, que valores vai defender numa religião já é aceitável...

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  4. Olá Joana. Estéticamente também gosto de ver. Fica fofo, é um facto. Mas depois de trabalhar num local em que se furava orelhas e ver mães com bebés pequeninos pequeninos a sujeita-los a isso, não mesmo. Cheguei a recusar furar porque não tinha condições para isso. Bebés que não estão quietos (como é normal), a chorar etc. Ainda não sou mãe, talvez a minha opinião ainda vá mudar. Mas neste momento acho que enquanto são bebés (pelo menos de colo) não se deve furar.

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    1. Não Filipa, não é um facto. É uma opinião :) Neste caso, a sua.

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    2. Percebo... e se correr mal, não é?

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  5. "Somos sempre os últimos a saber do impacto que essas coisas têm em nós porque nós estamos dentro do cenário. "????
    Nada mais errado. Sou eu a única pessoa que sabe o impacto das coisas em relação a mim mesma. Ninguém de fora as sabe tão bem quanto eu. Não faz sentido nenhum. ZERO

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    1. Percebo o que poderá estar a querer dizer, mas há várias coisas que se passam na nossa infância que não temos ideia que sejam... diferentes porque as tomamos por normais. Só crescendo e falando...

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    2. Isto é óbvio. É claro que uma pessoa não tem, na maioria das vezes, a noção que é (por exemplo) controladora/ carente/ chata, só as pessoas de fora conseguem ser imparciais o suficiente para o ver. Quando alguém comenta "É levar umas lambadas na cara que eu também levei e não me fez mal nenhum" Eu logo ali vejo que fez mal, sim, muito mal. Mas a pessoa pensa que é perfeitamente sã mentalmente.

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  6. A minha filha mais velha começou a pedir aos 5 anos porque via as amigas já com brincos no colégio. Deixei passar alguns meses e na altura do natal (ela entretanto vai fazer 6 anos para a semana) autorizei. Não sem antes lhe explicar que doía, se ela tinha certeza que queria mesmo e etc. A irmã mais nova (4 anos feitos em março) não quer nada. E está tudo bem. Não furará se não quiser.

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  7. , tanto quanto parece, é uma tradição latina. E é realmente o que me parece. Algo tribal.Da mesma maneira que aquelas tribos furam as bocas para por discos ou para por arcos no pescoço. Esta afirmação e no mínimo ridicula. Portanto os latinos são tribais é o que concluo daquilo que você escreveu. Realmente tem tudo a ver uma pessoa na tribo porbum prato no lábio e um bebe usar um brilhante de 1.2mm no lóbulos tem realmente tudo a ver... ja a minha mae dizia, se n temos nada de jeito para dizer, e melhor estar calado ;) as comparacoes que fez nao fazem qualquer sentido.

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    1. Devia ouvir mais a sua mãe! Just saying...

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    2. O jeito é o mesmo: porque acham que ficam bonitos e por ser tradição.

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  8. É tudo natural até tentarmos
    pensar,argumentar e sair um "mas o outro atirou-se da ponte porque é que eu não posso ir buscar laranjas?". Que é sempre uma lógica extremamente lógica. Já fui a favor de ambos e agora já ponderei e vi que não faz sentido.

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  9. Eu furei as minhas tinha cerca de 5 anos e lembro-me bem do momento. Fui eu que pedi para furar, a minha madrinha foi comigo, doeu-me um bocado mas lembro-me de me sentir crescida. Aquele momento ficou como uma doce memória.

    ​A minha filha tem quase 4 anos. Nunca pediu para furar as orelhas. E sinceramente não sinto necessidade alguma de o fazer, por iniciativa minha ou do pai. Se um dia ela pedir e percebermos que é importante para ela, assim o fará.

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  10. Coisa mais saloia ver um bebé com brincos! É se forem de ouro pior ainda! ��
    E nas crianças mais velhas como a minha de 7anos..sim já tem brincos.. Foi aos 4 anos
    ..ela pediu... Avisamos imenso q doía!! �� Mas ela quis!
    Continuando... Nas mais velhas brincos com "pendurezas" .. NUNCA! Saloia! �� �� ��

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  11. Não gosto de ver brincos em crianças (em bebés muito menos..) porque, na minha opinião, é um acessório de adulto. Seria o mesmo que andarem maquilhados, por exemplo. Não combina.

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  12. Confesso que me faz um bocado de confusão furar as orelhas aos bebés, respeito (mas mordo-me por dentro para não fazer um comentário mais negativo) eu furei com 6 anos porque (acho) a minha mãe já não me podia ouvir a dizer o quanto queria furar as orelhas como ela, tenho vários furos e provavelmente não fico por aqui, mas a minha filha vai ter que me pedir tal e qual eu pedi à minha mãe ;)

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  13. Olá. A mim furaram me enquanto bebé,e sempre achei que uma menina ficava bem de brincos até que levei a minha afilhada com 6 meses a furar e ela não se lembra mas eu lembro me, até hoje dos gritinhos que ela deu. Depois vieram as inúmeras infecções. Depois tive amigas com filhas que furaram e mais infecções. Eu tive um menino nunca mais pensei nisso até vir a menina e decididamente aptei por não furar, devido ao sufrimento que eu tinha assistido, porque depois das infecções tirasse o brinco, o buraco tapa, a que abri lo outra vez. E decidi não o fazer com a minha filha, quando ela quizer se quizer que faça as buracos que todos
    .

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  14. Olá Joana. A minha mãe furou-me as orelhas quando eu tinha 1 mês e tudo ok, não me faz confusão. A minha filha tem 3 anos e não tem as orelhas furadas. Primeiro,porque tanto eu como o pai achamos que o corpo é dela e não temos o direito de lhe fazer buracos sem ela pedir. Quando ela pedir, furamos. E depois a outra razão. Nós ficamos de coração partido, quase a chorar babá e ranho por cada vacina que ela tomava e íamos furar-lhe as orelhas só por vaidade? Não faz sentido para nós. Quando ela quiser, explicamos o processo todo e ela decide. O corpo é dela, a decisão de o alterar também.

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    1. Subscrevo na íntegra o seu comentário.

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  15. Eu saí da maternidade com as orelhas furadas! Em miúda dizia isto com orgulho! Hoje tenho 2 filhas e a mais velha furou quando pediu. Expliquei que poderia doer um bocado, mas lá fomos e aguentou. A mais nova, que tem 2 anos e meio ainda não tem e há-de fazer quando quiser. Palpita-me que vai ser cedo!
    Acho que são opções e gostos pessoais.

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  16. Eu seria incapaz de furar as orelhas à minha filha, em qualquer altura, sem que ela peça e dê o seu consentimento. Não vejo qualquer necessidade e até acho mesmo que brincos em bebés ficam só horríveis. Quanto ao argumento de que dói mais quando crescer, não me parece que seja assim tão válido... Também dói fazer a depilação com cera (e muito, em alguns sítios xD) e não é por isso que vamos começar a fazer em crianças mais novas, só para que se habituem, o pêlo fique mais fraco e depois custe menos... Afinal , furar as orelhas, sabendo a partida que vai doer, até os faz responsabilizarem-se pela decisão que tomaram... Já para não falar que é uma questão também muito de género, que me incomoda. Se é menina, faz sentido furar para não doer mais, mais tarde. Se for menino, já não se fura, mesmo que ele mais tarde queira, como tantos e tantos homens. Porque não proteger também os meninos dessa dor "tão horrível" e despacha-los já em bebé? Depois se não quiserem, tiram e o buraco fecha...não faz sentido nenhum, como tantas outras coisas que ainda são consideradas normais, por serem práticas culturais em vigor desde há muito. Mas, claro, respeito quem pensa diferente. Cada um sabe de si e, como se diz no Norte, Deus sabe de todos 😂

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    1. Subscrevo em absoluto! Bem como o comentário da E, em cima.

      E já agora, alguém me explica como é o handling de um bebé com brincos a amamentar? Tem ser preciso andar sempre com cuidado para não rasgar a orelhita!

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  17. As minhas foram furadas na maternidade, sempre gostei de usar brincos. Com 15 anos fiz o 2 furo e n foi traumatizante. As minhas 2 filhas furei por volta dos 4m, obviamente nenhuma se lembra, e sim choraram no momento. A minha mais velha actualmente com 13 anos pediu-me para fazer o 2 furo e fê-lo á cerca de 1m, não lhe custou nada. 😉

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  18. Não gosto, não acho bonito e considero muito desnecessário mesmo (tanto a dor, como o "simbolo" ou a estética da coisa. Acho que é algo a pensar noutras idades ☺️ Mas é daquelas opiniões que guardo, ou melhor, quando estou com algum bebé com orelhas furadas, apesar de saltar à vista o brinco numa orelha tão pequena e me meter confusão, não comento! ☺️

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  19. Descobri que há guerras que não compro 😀! A minha filha de 3 anos na altura pediu-me durante meio ano para furar as orelhas 😐... Adiei, adiei e cedi depois de explicar que ia doer. Senti-me muito mal quando ela furou pois acho que é sujeitar a criança a uma dor desnecessária mas ela adorou. Com 5 anos chateou-me novamente durante meses para lhe comprar um bikini! Também adiei até que ela me perguntou muito seriamente "qual é o problema de usar um bikini?" E a minha resposta honesta foi "nenhum é apenas preconceito meu!" E lá lhe comprei o bikini. Isto para dizer que existem pedidos deles que não atendemos por puro preconceito nosso e que na realidade não lhes farão mal nenhum (foi uma escolha deles). Estabeleço limites para aquilo que me parece poder afectar valores bem mais profundos do que furar as orelhas, vestir bikinis, pintar unhas, andar fantasiada sem ser carnaval, vestir roupa da Zippy 😉,... Acredito que eles têm opinião e vontades tão justas e importantes como as nossas e assim cedo começam a perceber que as escolhas que fazem têm consequências tanto positivas como negativas. PS: claro que cá em casa não é a liberdade completa mas acredito que nós pais temos a "palavra final" porque somos mais experientes, já vivemos mais, e não porque mandamos (podem atirar as pedras depois desta afirmação 😀).

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  20. A minha filha tem 6 anos. Desde muito cedo pede para lhe comprar brincos, e outras bijuterias! Ultimamente tem ficado triste porque quer usar brincos e não pode. Depois de tanta insistência lá lhe fiz a vontade e, na semana passada, furou as orelhas. Anda nas nuvens, a cada pessoa que encontra, mostra com orgulho as suas orelhas furadas!
    A minha opinião?! A escolha deverá ser da criança.

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  21. Ola Joana! Eu sou da opinião que não se deve furar as orelhinhas dos bebés. Aliás, quando vejo um bebe com brincos até me arrepia a espinha....
    Furar, tatuar e uma coisa pessoal.. e por isso concordo completamente consigo que quando forem maiores de idade decidam em consciência o que querem! Eu tenho 41 e nunca furei as orelhas... (conheço muitas) e na me sinto menos feminina 😁

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  22. E não é apenas a questão de doer na altura. E o desconforto que provoca ao dormir? Os meus furos já tinham fechado devido a usar poucas vezes os brincos (trabalhei com alguns anos com pastelaria), não doeu muito a furar porque só tinha uma pele, mas a dormir o que certo é que a parte de trás do brinco pica bastante, imaginem um bebé a dormir assim... Há e já só furei as minhas ao 10 anos pois o meu avô 'proibiu' a minha mãe de furar e com toda a razão. Furei quando quis e é assim que deve ser

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    1. Sou incapaz de dormir com brincos e lembro-me de me incomodar muito quando furei (por escolha própria) e não os podia tirar para dormir. A meu ver há muitas razões para não furar as orelhas aos bebés mas se houvesse apenas esta já me bastaria. Os bebés dormem imenso, coitadinhos, obrigados a dormir com os picos ali a magoar, dos dois lados. Tenho uma filha com 3 anos e só vai furar se quiser e depois de ser crescida o suficiente para decisões destas.

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  23. Não furei nem irei furar, até ela ter uma idade que eu ache que ela realmente sabe o que quer. Eu furei as minhas aos 16, hoje tenho vários tipos de furos.
    Para quem compara furar as orelhas com baptismo, também não baptizei nem vou baptizar. Fui baptizada com 10 anos porque quis oficializar o meu padrinho (faleceu 3 anos depois, com 36 anos). Sou muito grata por me terem dado opções de escolha! E quero transmitir isso mesmo à minha filha, que existem escolhas que são dela.

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  24. ola Joana
    Sempre quis furar as orelhas da minha filha cedo por achar que doi menos, mas fui adiando e ela aos 4 pediu e eu deixei. O meu filho nunca pediu, mas realmente, pensando bem eu também nunca pensei em furar em bebe por doer menos.
    Obrigada pela reflexão
    Eu que me considero uma pessoa respeitadora do direito de todos ainda sou incoscientemente influenciada por uma sociedade e cultura retrógradas.
    Mas Acredito que estamos a educar crianças naturalmente mais repeitadoras dos direitos de todos
    obrigada
    beijinhos

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  25. Tenho 34 anos e só furei as orelhas aos 14 anos quando pedi a minha mãe. Levou me a ourivesaria e furamos. Gostei e uso brincos regularmente mas lembro me de as orelhas estarem quentes, de os brincos estarem colados e não conseguir tirar.. Etc. Portanto tenho duas filhas, de 2 e 4 anos e não tem as orelhas furadas. Quando quiserem que me peçam e faço tal é qual a minha mãe fez comigo

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