quarta-feira, 21 de junho de 2017

Mães que vivem "sozinhas" com os filhos: palmas para vocês.

Seja por divórcio, seja porque o marido está no estrangeiro, ou porque trabalha fora, seja por que razão for, opcional ou não, ter os filhos apenas sob a nossa alçada todos os dias, cuidar deles, brincar, acalmar os pesadelos, passear, cumprir horários, educar... É DOSE. E eu cheguei a esta conclusão tendo o David presente ao fim-de-semana, nem quero imaginar quem só tem de quando em quando... ou NUNCA! 

Por motivos profissionais (dele), vivemos assim em abril e maio. Além das saudades que todas sentimos (e ele também, claro), foi duro. É duro a falta de apoio, aquele time breakzinho, aquela ida à casa de banho mais demorada enquanto se faz uma passagem rápida pelo feed do telemóvel, porque sabemos que o outro está lá. Não há um jantar feito pelo outro, não há um "pergunta ao pai", não há aquele apoio perante uma birra, até porque às vezes é preciso é ter ideias para contornar as crises. Não dá para tirar um intervalinho, é contínuo, é sem paragens e sem desculpas. 

Não é fácil, pois não? Ou sou eu que tenho uma tendenciazita para a vitimização - o que também é possível, porque com o cansaço (lá está a queixinhas em acção), a nossa margem para resistir e aguentar tudo diminui substancialmente!

Vocês, que vivem só com os filhos, merecem uma estátua. A sério que sim. "Eu não aguentaria muito mais tempo", saiu-me várias vezes. Claro que aguentaria, se tivesse de ser. Mas sai do pêlo, desgasta, cansa. Por eles, tudo, claro. E acredito que aquela felicidade espontânea, aquele abraço mais demorado sem termos pedido, aquele "gosto de ti, mãe" no final do dia ao adormecer seja suficiente para repor as energias para mais 24 horas. Queixamo-nos mas queixamo-nos com o coração a transbordar.


Fotografia: The Love Project

*Válido também para pais, claro 


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81 comentários:

  1. Olá Joana, eu perdi o meu marido há cinco meses e tenho um filho de quase três anos... não é fácil mesmo... é complicado ser-se mãe e pai {embora nunca se consiga desempenhar este papel tão bem como o próprio}, é complicado ser-se forte ao pé dele e conter as lágrimas por saber que nunca mais terá aquele abraço paternal, é complicado voltar às "rotinas"... tudo passa a ser demasiado complicado!

    Bjinho grande

    Ju*

    http://avidatres.blogspot.pt/

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    1. Sinto muito! :( Nem consigo imaginar. Muita força beijos 😚

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    2. Isto sim deve ser duro.
      Porque não há sequer folga aos fins de semana, nem quando der :-(
      Força, muita força Ju :-)

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    3. Toda a força deste mundo para si. Será, com certeza, mais uma mulher guerreira!

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    4. Ausência temporária...custa, mas regressa e revitaliza!
      No seu caso, nem consigo imaginar...
      Lamento a sua perda...muita força!

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    5. Também me aconteceu o mesmo. A minha filha tinha três anos e meio. Tenho muito apoio dos meus pais mas não é a mesma coisa. Agora ela já vai fazer sete anos e eu não sei viver sem ela. O regresso às rotinas é muito difícil mas as crianças têm uma força enorme. Vai correr tudo bem ☺

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    6. Eu tenho um filho com parelesia cerebral e vivo sozinha com ele desde os três anos de idade,e vivemos os dois 365 dias e 365noites mas compensa o amor que ele sente por mim e eu por ele.

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    7. Também eu sou mãe viúva, tendo de tomar todas as decisões sozinhas, sem poder ter uma 2ª opinião. Umas vezes, tento pensar qual seria a opinião do pai e, muitas vezes, pergunto ao meu pai, avô e tia o que fariam na mesma situação...

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    8. Paz à sua alma! Rezo para que consiga encontrar o seu "novo" rumo. Que Deus a abençoe a si e ao seu filho! Muita força!

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    9. Olá o meu filho tem 2anos e 4 meses. E seguramente que gostaria muito de brincar com o seu, caso vivamos perto...

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    10. Ola Ju
      eu perdi o pai do meu filho há quase 4 anos. Temos de lidar com a nossa dor e a com do nosso filho. O meu filho durante o 1º ano chorava pelo pai todos os dias...É horrível! mas não temos outra alternativa e temos de ter muita força. beijinhos

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    11. Se é difícil....Jú...sei do que fala. Só quem passa sabe valorizar. por muito que nos ajudem, por mt que nos acompanhem, há um tempo apenas para os que estão em casa, e é aí que são necessárias todas as nossas forças. Mas as forças vão surgindo, não sei de onde! Eu busco essa força na Fé e nas minhas filhas! Paz no coração...

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    12. Olá, tb vivo nas mesmas condições...
      Tenho um bebe e desde os seus 10 dias de vida q estou só c ele é uma criança de 5 anos. O pai trabalha fora e só os vê ao fim de semana.
      Tudo por mais 400e mês ... preferia não os ter e ter o pai dos meus filhos perto deles...

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    13. È claro que os nossos filhos valem tudo e dão-nos força para tudo, mas ao fim de 16 anos ser pai e mãe - de 2 meninas- 24 sobre 24h, 365 dias por ano.....é desgastante, a nossa vida própria foi-se, passaram a ser eles a nossa vida, e nós como pessoas quando nos apercebemos, anulámo-nos completamente...e enquanto isso o maravilhoso paizinho, ignora a existência das filhas, dói como o caraças. Obrigado a alguém por reconhecer a dificuldade
      de uma mãe criar os filhos sozinha. Mas será com certeza compensador e gratificante.

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    14. Habituamo-nos a tudo e o que tem de ser tem muita força. Também vivo só com a minha filha de 9 anos que perdeu o pai há quase dois. Cansaço é palavra. Acima de tudo, um cansaço de alguém que sendo humana tenta todos os dias ser super-heroína. E no fim,quem cuida de nós? Somos vigilantes e cuidadores a tempo inteiro. Força e coragem (como tenho tido) a todas e todos os que passam por esta situação. Não é nada fácil, não senhora!

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    15. Tinha d responder a este texto q adorei e me caracterizei....
      Eu sou mae solteira d 4 meninos...idades compreendidas entre os 3 e os 9....nao sou viuva nem separada...simplesmente o pai deles s cansou da vida d pai..abandonou....
      Eu jamais o farei...
      Tive d emigrar para o estrangeiro para os sustentar e dar a vida q merecem...
      Trabalho bastante mas ha sempre forca, vontade e amor para estar o resto d tempo com eles...sem eles a minha vida nao teria sentido....
      .... forca para todas

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  2. Joana, sempre pensei que vivesses em casa da tua mãe e que ela te desse esse apoio, especialmente nesta fase de mais ausência do marido. Mas sim, sozinha com duas crianças pequenas, é dose!

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  3. E é tão isso...

    Custa muito mas eles valem a pena...

    Estamos a espera de saber se vamos buscar o pai cá de casa hoje ou amanhã:)

    Beijinhos

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  4. Só quem passa por elas é k sabe!
    Quando ouço mães que têm a ajuda do pai em casa a queixarem-se que se sentem esgotadas,sinto-me uma grande mulher!

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  5. Sou mãe solteira,o meu companheiro saiu de casa tinha o bebé uma semana. Não tem sido fácil. As noites em claro e as birras. A falta de tempo as vezes até para um banho mais longo. E dose. Mas um sorriso faz tudo passar. O bebé já tem quase dois meses e o pior já passou

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    1. Saiu de casa tinha o bebé uma semana?? Sinceramente... Mt força mãe... Um dia de cada vez... Beijinhos

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  6. A minha vida tem disso assim.....há 3 anos.....o divorcio custou mas já esta td cicatrizado :)Tenho a certeza que o meu Leonardo é muito feliz comigo :)
    Beijinhos

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    1. Olá Daniela, eu tb me divorcie há 3 meses e está as er tao dificil para mim, primeiro o divorcio em si pois nao foi por minha causa....tudo me custa estar sozinha e cuidar do meu filho..ele está comigo à minha guarda e isso deixa-me mais forte, se me tirassem o meu filho eu nao aguentaria, ams é dose cuidar dele sozinha a 100%...tenho alguma ajuda ele tb já tem 12 anos...mas nao deixa de ser dificil até pelo momento dificil que estou a passa...

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    2. Tambem sou divorciado há um ano ano e tomo conta sozinho dos meus 2 filhos de 3 e 7 anos. Parabéns para mim ue não me queixo. Sejam felizes.

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    3. Parabens Mario. É a diferença ...

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  7. Olá Joana,

    É bem verdade! Tenho um bebé fofo de 9 meses e uma menina linda de 7 anos e tenho o marido em Moçambique (vem cá de 2 em 2 meses +/-). Tem dias que são a loucura!! Mas olhar para os sorrisos deles compensa tudo! O tempo passa tão rápido que temos que aproveitar bem cada segundo e tentar ver o copo meio cheio em vez de meio vazio:) Muita força aí a tomar conta das pequenas!
    Beijinhos

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  8. Se é! Estátua para nós que temos os maridos ao fim-de-semana e nas férias e estátua ainda maior para quem não os tem nunca ou só muito de vez em quando. Esses abraços e beijinhos espontâneos compensam tudo, mas que é duro, é, e muito. E depois aquele stress de ter o filho a depender exclusivamente de ti e a sensação de que não podes falhar, nem te pode acontecer nenhum azar! Nesses dias ando sempre a pensar "espero não adoecer, espero não ter nenhum stress no trabalho que me obrigue a ficar até mais tarde, espero não ter nenhum acidente de carro, espero não ir parar ao hospital por qualquer motivo e o meu filho ficar desamparado", enfim. Uma pessoa é optimista, mas nesta situação passa-nos tudo pela cabeça.

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  9. Olá joana! Por aqui dois rapazes pequenos, um com 8anos e o outro com quase 3meses. Marido igualmente fora no estrangeiro. É dose as vezes, mas compensa com o sorriso do pequeno ou o palrar, ou o gosto muito de ti mama do mais velho, ou até mesmo quando eles os dois estão a dormir sossegados.
    Mas com amor e dedicação, nós consegui-mos todo e realmente nos somos verdadeiros camaleões, pois adaptamo-nos a tudo.
    Beijinhos para si e estamos juntas

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  10. Olá Joana, também já passei por isso, há 6/7 anos que o meu marido não faz outra coisa. Ou vai para o estrangeiro ou mesmo cá fica fora de casa vários dias. Desde o nascimento do Miguel, vai fazer cinco anos, só agora é que conseguiu ficar mais perto e tem vindo dormir a casa. Mas não foi nada fácil!! Beijinhos.

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  11. Eu ainda tenho outra situação em que sinto o mesmo:vivo no estrangeiro e tenho um filho do meu actual marido e outro mais velho que não é filho dele e vive connosco. O sentimento é o mesmo: tudo o que se refere a ele passa por mim. É esgotante pois não tenho com quem partilhar as alegrias e as tristezas nem as decisões que têm a ver com ele. Força a todas as mamãs que estão sozinhas, seja porque motivo for.

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  12. Ola ... sei cm é... tenho uma menina de 6 anos... tou gravida de 21 semanas e so tenho o meu marido aos fins de semana... tou desejosa que chegue agosto pk ate la é aguentar ate puder ��

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  13. Por aqui 1 bebé de 21 dias e outro filho de 7 anos. O pai foi embora há 3 dias e eu ainda nem consigo respirar fundo...
    Vai passar... um dia... Mas ainda não sei como vai ser, não me sinto preparada.
    Vou sobreviver 1 dia de cada vez e espero um dia olhar para trás e ver que consegui, correu tudo bem. Um dia...

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    1. 21 dias ! Que cobarde

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    2. Força... Um dia de cada vez... E coragem, é uma guerreira. Bjs

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  14. Penso o mesmo, Joana. Vivo na Alemanha com o meu marido e os nossos dois filhos, um de 11 e uma de 1. A minha prioridade é cuidar deles, da casa... portanto, supostamente tenho todo o tempo do mundo, e não há razões para me queixar, que tirando em ocasiões que o pai viaja, ele volta para casa ao final do dia, fins de semana e férias. Não temos familiares, nem amigos (daqueles!!!), por perto. Portanto tenho de me virar sozinha. Tenho dias que penso muito nas mães com dois trabalhos para dar o que é preciso aos filhos, penso nas mães sozinhas que têm de deixar os seus filhos sozinhos em casa com tenra idade, penso nas mães que têm deixar os filhos com outros familiares para ir para fora do país, penso nas mães que fazem carreira e ainda têm tempo de qualidade para os seus filhos... no fundo, procuro minimizar a minha veia de vítima... mas cada uma de nós, com as condições que cada uma tem, tem os seus limites e limitações, e as minhas não são as tuas, e as tuas não são as minhas, e as minhas sofreu eu, e as tuas sofres tu. Em resumo, todas as mães têm direito (com ajuda ou sem ajuda) de se sentirem exaustas... às vezes nem é o trabalho em si, mas essa sensação que somos uma torneira aberta em contínuo (uma torneira emocional, digamos assim). Dá um litro a este, dá um litro àquele, dá um litro ao outro... e estamos esgotadas.
    Encontrar um tempo para estarmos connosco e apenas connosco é um d' Os 10 Hábitos das Mães Felizes Hoje irei escrever sobre isso. Convido à leitura.
    Um abraço fraterno.
    A Mulher do 31

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  15. Sou enfermeira e o meu marido também. Temos 3 filhos. Descruzamos os turnos para um de nós poder estar com as crianças. Sinto-me mãe solteira quando estou sózinha com eles e são muitos dias... não temos fins de semana em família...tentamos ter pelo menos as férias, mas nem sempre é possível...
    São vidas...mas os meninos crescem e penso que são felizes...o pior ainda é sentir-me descriminada no local de trabalho porque sou mãe e amamento... beijinhos

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    1. Sra. Enfermeira,não desista de amamentar,independentement do k lhe digam. A escolha é sua e o seu filho tem direito,já para não falar k as 2h de redução horária são PRECIOSAS kando criamos os nossos filhos sozinhas. Falo por experiência própria. Separei-me na gravidez,sofri foi mt duro mas o meu bebé e Deus deram-me força para ultrapassar e focar-me no mais importante...o meu filho e garantir k ele é feliz e não lhe falta nada em nenhum aspecto. É por e para ele k luto todos os dias,todas as decisões em prol dele. Com trabalho a tempo inteiro,casa para gerir,compras kuase diárias,andar a pé,tratar de toda a burocracia de processos parentais, subsidios, já para não falar da ginástica financeira semanal...é EXTENUANTE SIM (sobretudo emocionalmente),mas para cuidar,brincar e dar-lhe atenção há sempre tempo e energia (às vezes com a cabeça em água,o coração a mil e as costas e pernas a doer de cansaço,mas não posso demonstrá-lo,pois as crianças sentem as nossas angústias e precisam de nós inteiras). Hoje já tem 3 anos e ainda mama! (pai ausente por opção dele)
      C.
      Algarve

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  16. Nem quero imaginar..... muita força, saúde, um beijinho....

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  17. É mesmo isso. Mão é mesmo nada fácil. Eu tinha uma profissão desgastante, para além das viagens horríveis de transito de e para o trabalho. Mas agora ando muuuuuuuuuito mais cansada. O meu marido está mais tempo no estrangeiro do que fora. Não tenho parentes ou amigos por perto. Sou só eu e os meus dois filhos, um de 8 e outra de 4. Vivemos assim há 4 anos, portanto desde que ela nasceu. Passei por um diagnóstico de doença celíaca e intolerância à lactose dela. Foi horrível, passei noites em branco durante dois anos com vómitos constantes. Cheguei a tê-la de noite a vomitar e não ter mais roupa para mudar ... E ele por um diagnóstico de intolerância à lactose e Transtorno de Déficit de atenção com hiperactividade e espectro de autismo. Eu também sou celíaca, não podemos comprar comida em lado nenhum, tenho de fazer tudo (pão, bolachas, todas as refeições). Há dois anos fiquei com a visão reduzida a 20% e tive que me aguentar assim por vários meses até puder ser operada. Não, não é mesmo nada fácil. Mas por eles ... TUDO <3
    Muitas vezes sinto-me angustiada, esgotada, esmagada. Por outras sinto-me orgulhosa de todo o percurso que fiz com eles e suas evoluções, especialmente a nível neuro-comportamental do mais velho. Sinto-me grata por puder acompanhá-los de perto e ter um papel muito mais presente e activo que a maioria dos pais. E sei que isso tem feito uma diferença abismal neles.
    Obrigada pelo texto, obrigada por todas as vossas partilhas <3

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    1. Muita força pAra si..realmente as mulheres que são Mae assim tem um grande espírito de luta..eaindau separei me tinha o meu filho Tres três anos e meio eu as vezes penso como consegui ter 3 empregos e só um fim de s4mana por mês . .mas a minha mãe na retaguarda faz muito por mim é pelo neto !
      De

      Que Deus vos ajude agora e sempre

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  18. De facto não é fácil! Por separação estou há 1 ano e meio sozinha com 3 filhos (13,11 e 8 anos) e é muito complicado. Às vezes só queria ter um adulto no final do dia para ter conversas 'de adulto'... às vezes só queria ter vida própria, ter em quem delegar um pouco do meu dia... mas não tenho. E sei que irão crescer... e aí não sei o que fazer.

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  19. Boa tarde....E pq nunca aparece alguém a enaltecer país(homens) que tenham os filhos a seu cargo a tempo inteiro, por qq q seja a circunstância da vida ????..... Obrigado

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    1. Por que não cria um blogue para falar dessa experiência, Fernando? Eu, como mãe, não a posso ter, só posso falar enquanto Mãe :) Mas não sei se reparou na ressalva que fiz no final do texto: todo ele é válido para os pais que ficam com essa tarefa, claro! Volte sempre.

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    2. Estive a ler o que escreveram e senti vontade de escrever alguma coisa. Tenho 2 filhos, já adultos, mas divorciei me há perto de 15 anos, ficando com os meus filhos a meu cargo, mas o pior foi quando o pai deles faleceu há 12 anos. Ainda hoje sinto que algumas coisas seriam menos penosas se pudesse repartir as preocupações e ouvir a opinião do pai. Mais que a família ajude e ampare, não é a mesma coisa, a responsabilidade não é a mesma. É muito complicado não ter o pai presente para compreender melhor os problemas dos filhos,mas tudo se resolve. Força a todas as mães e pais que ficam sozinhos a cuidar dos filhos.

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  20. Como consigo compreender cada uma... Sinto-o na pele quase a 9 anos! O meu marido foi trabalhar para a empresa onde ainda trabalha hoje estava eu gravida do meu filho mais velho, mas vinha a casa todos os fins de semana. Entretanto passado 3 anos nasceu o mais novo e no dia em que o filho fazia 1 mês de vida foi trabalhar para Inglaterra, onde esteve durante 4 anos e em que os primeiros anos vinha a casa de 2 em 2 meses mas no ultimo ano a empresa passou a pagar viagens só de 4 em 4 meses. Quando foi embora passei os piores meses da minha vida com uma criança de 3 anos e outra de 1 mês nos braços sozinha. Agora eles têm quase 9 e 6 anos o pai já voltou a estar em Portugal mas continua sem estar em casa, pois só vem a casa de 15 em 15 dias, mas eles já compreendem e hoje olho para eles e vejo dois pequenos homens e sinto - me super orgulhosa do meu trabalho, não sou perfeita... mas faço o melhor que sei a cada dia. E tenho dois super filhos!!!!!!

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  21. De facto é muito duro, a mim aconteceu-me à 6 anos, desde que o meu petiz nasceu!
    O Pai tem o tipo de profissão que está longas temporadas fora do País, volta por 2 semanas e vai embora de novo!Sei que não sou caso único é verdade e só tenho 1 filho, conheço casos com 2 ou mais filhos e sim é duro muito duro!O meu filho nasceu numa 4ª feira de cesariana e no domingo o Pai já tinha de ir embora!Fiquei literalmente sózinha com um recém nascido nos braços e ainda por cima a viver no meio do nada, a família essa de ambas as partes tinham e têm a vidinha deles, como tal fáz-te à vida tu miúda(40 anos na altura)lol.E fiz, fizemos e estamos cá frescos e fofos, entre riso muito riso e choro muito choro,desde as maleitas próprias dos bébés que vão para o infantário com 5 meses,passando por 3 cirurgias 2 das quais à vista(estrabismo)e uma ao dedo da mão(dedo gatilho) e atendendo ao facto que trabalho a 30 km da área da minha residência, deixando o meu filho 12 horas certinhas, nas mãos de estranhos, estranhos esses que me ajudaram a criá-lo e hoje com orgulho o digo que temos uma relação quase familiar!Nunca,mas nunca ter com quem o deixar numa urgência, por ex. uma saída com amigas, ir à depilação, mais banal ainda ter um tempinho para a Mãe!Mas tenho tanto mas tanto orgulho em mim que não imagina!Ainda bem que escreveu sobre este tema, muito haveria a dizer!Para finalizar posso dizer que o meu filho é uma criança muito feliz, que é para isso que me foco todos os dias,um excelente aluno, porta-se lindamente dentro do género...!Enfim se tenho mágoas tenho!Mas aprendi a dar a volta por cima com o meu filho!Porque o Pai sofre muito, nem vê o filho crescer, mas um dia quem sabe, a nossa vida muda!Acredite que apesar de tudo somos felizes!Um bem haja pra si e sua família, pois sigo o seu trabalho e adoro!Beijinho Tomásia

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  22. Também eu fiquei com o meu petiz a meu cargo, pois o pai trabalha fora do País. Ele nasceu a uma 4ª feira de cesariana e na 2ª feira sequinte o pai teve de ir...Fiquei sózinha com um recém nascido nos braços a viver no meio do nada!A família essa, de ambas as partes têm até hoje a vidinha deles...trabalho a 30 km da minha área de residência, deixo o meu filho 12 horas certinhas com "estranhos", que felizmente me ajudaram a criá-lo e que hoje com orgulho o digo que fazem parte dos nossos laços familiares!Desde as maleitas normais de bébés que vão para o infantário aos 5 meses, passando por 3 cirurgias, estive sempre sózinha com ele!Mas acredita que vivemos felizes, o meu filho é feliz,é o meu foco diário!Uma criança cheia de vida, excelente aluno, educado dentro do género!Às vezes choramos, outras rimos, saímos muito sempre os dois, até para o cabeleireiro,ou manicure o que for ,aquela alminha vai com a mãe!Sinto falta de poder sair um pouco com as minhas amigas, ou ir tomar um café, mas nunca tenho onde o deixar....E ele também não facilita, porque está sempre comigo...
    O pai sofre muito com a ausência, nem vê o filho crescer, mas pode ser que a nossa vida um dia mude..Ainda bem que falou neste tema!Adoro o seu trabalho!Felicidades!

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  23. Já vi que não é o seu caso, mas por vezes é mais fácil estar sozinha com as crianças do que ter um marido que não sabe qual é o seu papel...a minha realidade é esta, tenho um filho de oito anos que viu o pai emigrar ainda não tinha um ano, e depois, o segundo filho nasceu e ele nem me viu grávida, pois estava noutro continente, tentamos gerir o tempo para ele estar quando ele nascesse mas devido a uma complicação de saúde minha ele nem me viu grávida, estamos juntos, mas ele não é um pai colaborante.por isso mesmo.com.todo o stress para mim.as vezes é mais fácil quando ele.não está pois já uma quebra na rotina...embora saiba bem ter aqueles minutos de timeout que não conseguimos.de outra maneira...

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    1. Porque estão juntos e têm filhos, então? Há pessoas que só complicam as suas próprias vidas...

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  24. Também estou nesta situação...o meu marido foi trb para Angola em 2011, em 2012, eu e a minha filha, na altura com 10 anos, fomos para lá também...mas em 2015, ela quis voltar para Pt, para estudar cá, então eu e ela voltamos..em Agosto o meu marido veio de férias, e qd voltou , em meados de setembro descobri que estava grávida...e é assim até hoje, ele continua lá a trb, e eu cá com uma princesa de 16 anos e um príncipe de 1 aninho... é dose de cavalo, ainda por mais, eu com 43 anos a idade já pesa...custa...aí sim custa e muito...tanto a mim, como aos miúdos como ao pai, mas são a razão da nossa vida... Força a todas as mães e pais solteiros por esta razão ou qualquer outra..

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  25. Eu tenho 3, só meus! O pai dos mais velhos morreu, o do mais novo abandonou-nos quando ele tinha 18 meses! São os 3 meus! Só meus! Custa? Sim, custa... Mas velem tudo.... Se gostava de poder trocar ideias, desabafar, faz aí isto enquanto eu faço aquilo, fica c dois enquanto vou c um às urgências.... sei lá... o normal.... Graças a Deus tenho uma mega Mãe e uns super amigos! Poucos, cada vez menos, mas bons! Com amor, tudo se consegue! às vezes uns calmantes dão jeito!!! :-D

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  26. Parabéns Joana pelo artigo!! Aproveito p/ divulgar o Grupo MÃES na MONOPARENTALIDADE (na verdade, não é p/ mães cujo parceiro esteja fora, mas sim p/ mães divorciadas/solteiras, etc) https://www.facebook.com/groups/1666526253621493/
    Obrigada mais uma vez, Parabéns e já agora Felicidades a Todas :-D

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    1. Obrigado Becca por divulgar. Ha algum tempo k procurava um grupo (embora seja virtual) de maes solteiras como eu,onde eu possa desabafar, pedir e dar conselhos,partilhar vivências. Sinto mtas vezes k falando de igual para igual serei compreendida,pois vivem uma realidade igual à minha,com todos os desafios diários k isso acarreta. :)

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  27. PS - Quero ressalvar que agradeço o "reconhecimento" pelo tema... Que dou parabéns pela iniciativa, assim como pelo texto e pelo blog :-)
    E, naturalmente, com a devida autorização, divulgo o Grupo mencionado no meu anterior comentário, pois acredito que poderá ser interessante para algumas Mães.
    Saúde, boa sorte e felicidades a todas as Mães e Filhotes <3

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  28. Caramba ao ler TODOS estes documentários faz-me perceber o tão boas/fortes que conseguimos ser, e tudo por eles!!!!! Graças a Deus tenho uma princesa de quase 7anos que não me deu noites acordada e que me ajuda imenso, somos mãe e filha mas como ela diz somos as melhores amigas. Admiro imenso as mães que foram "abandonadas" com bebês de dias e/ou semanas acho que não aguentava!!!!! Ou sim porque por eles tudo....

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  29. Manuela Pereira
    Eu perdi o meu marido a 4 anos e desde então faço papel de Pai e Mãe é muito desgastante mas também é por eles que sinto forças para continuar e senão me fui mais abaixo foi por eles. No entanto cada vez sentimo-nos como uma equipa somos muito unidos.

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  30. Ser mãe não é de todo fácil!! Nem com pai nem sem pai...só quem é mãe sabe !! Vivi 10 anos sozinha com o meu filho, com asma ...muitas noites sozinha sentada com ele ao colo... três vezes pernas partidas ...muitas noites a chorar sozinha na almofada. Mas as duas mãos no neu pescoço, A sua voz doce tudo me fez andar para a frente. Hoje com 13 anos é um homenzinho! Refiz a minha vida com o consentimento dele (😉😉) e até acolhi um enteado...porque caras senhoras mães, Não são todas que podem e sabem ser mães. Um bem haja a todas e a maior felicidade para todas ...porque merecemos!!

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  31. O meu marido está fora em trabalho só vem aos fins de semana de 15 em 15 dias, estou sozinha com os Meus três filhos um de 6 anos uma de 5 anos e um de 9 meses. Fácil???
    Nem Pensar.
    Mas não há outra escolha possível, e os amo-te mãe antes de dormir e os sorrisos do mais pequeno, apagam qualquer vontade de desistir que admito que por vezes me passa pela cabeça.

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  32. 8 anos sozinha c 1 criança não é nada fácil mas há q ter força.....

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    1. 9 anos sempre absolutamente sozinha com uma criança

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  33. Descubri o vosso blogue hoje e fiquei encantada. Tantas emoçoes, meninas tão bonitas e mães mais bonitas ainda e que escrevem tão bem e ainda nos fazem sentir bem connosco por partilharem dos mesmos desabafos e percebermos que nao estamos sozinhas neste mundo. Obrigada por nao porem paninhos quentes em tudo, a realidade como ela é. Para ver mundos e familias perfeitos compramos a Caras. Obrigada por existirem

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  34. Como entendo tudo isso.tenho duas meninas uma de 4 anos e outra de 20 meses. Um pai que trabalha à noite num sitio fixo e que divide o restante tempo a ajudar quem precisa como bombeiro e logico algumas horas de descanso que tanto pode estar em casa ao fim de semana como pode ser chamado de urgencia para o quartel mas tambem o considero um super pai!chega a ter 3 trabalhos tambem para termos uma vida mas tranquila.mas ai apareço EU a super hiper mega mae que para alem do emprego no tempo restante tem d cuidar d duas pestinhas lindas e fofas tem d cozinhar ir as compras e todas as outras lidas domesticas e que como estou deslocada nao tenho com quem contar.ha momentos de fraqueza que me deixam em baixo pois parece que nao consigo acudir as miudas e fazer tudo o resto pois sou apenas uma mas aprendi ao longo do percurso a lidar com tudo isso e o que é certo é que quando não as tenho comigo nem sei o que fazer pois parece que o tempo nao para.mas sim é dose e acho que nós, mulheres nestas situações, somos umas heroinas!

    SA

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  35. Eu também fiquei sozinha(viúva) com dois filhos , ela com 4 anos e ele com 13.Foi duro , sim , muito , e continua a ser.Mas com muito amor tudo se foi superando, mas é muito complicado criar sozinha dois filhos, e agora o rapaz com 18 anos.Ás vezes tenho medo do futuro, será que vou conseguir , penso muitas vezes nisto.

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  36. Desculpem a minha franqueza, mas as vezes sabe sem sentirmos que não somos as unicas e que finalmente alguém nos percebe a 100%. Digo isto porque eu fiquei órfã de pai com apenas um ano e pouco e sempre vivi com a minha grande guerreira e com a minha irmã. E ao longo da vida ouvi comentarios de familias "completas" que chegavam ao cúmulo de dizer "às vezes até é melhor assim, como não te lembras dele também nao sentes a falta" enganem-se ...sente-se e muito. E minhas queridas mães, tudo isto faz os vossos filhos olharem para vocês de uma forma ainda mais especial, tal como eu olho para a minha Pae (mãe que faz papel de pai também)
    Hoje vivo eu e o meu filho sozinhos (há 4 anos por motivos de divórcio) foi deveras dificil a nova adaptação e o contar apenas comigo,mas confesso que me adorei conhecer como uma nova mulher e uma nova mãe ( somos de uma raça estupenda). Lidei e lido com comentarios e comparações absurdas,chorei e choro muitas vezes no silencio da noite a perguntar-me a mim própria se estarei a fazer o melhor. Pois, se há coisa na qual nao quero falhar é em ser Mãe. Mas, sou feliz em pleno e se me perguntassem nao mudaria nada... porque foi tudo isso que me fez o que sou hoje.
    Um abraço a todas as mães que de uma forma ou outra se sentem "sozinhas". Nós somos enormes.

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  37. Desculpem a minha franqueza, mas as vezes sabe sem sentirmos que não somos as unicas e que finalmente alguém nos percebe a 100%. Digo isto porque eu fiquei órfã de pai com apenas um ano e pouco e sempre vivi com a minha grande guerreira e com a minha irmã. E ao longo da vida ouvi comentarios de familias "completas" que chegavam ao cúmulo de dizer "às vezes até é melhor assim, como não te lembras dele também nao sentes a falta" enganem-se ...sente-se e muito. E minhas queridas mães, tudo isto faz os vossos filhos olharem para vocês de uma forma ainda mais especial, tal como eu olho para a minha Pae (mãe que faz papel de pai também)
    Hoje vivo eu e o meu filho sozinhos (há 4 anos por motivos de divórcio) foi deveras dificil a nova adaptação e o contar apenas comigo,mas confesso que me adorei conhecer como uma nova mulher e uma nova mãe ( somos de uma raça estupenda). Lidei e lido com comentarios e comparações absurdas,chorei e choro muitas vezes no silencio da noite a perguntar-me a mim própria se estarei a fazer o melhor. Pois, se há coisa na qual nao quero falhar é em ser Mãe. Mas, sou feliz em pleno e se me perguntassem nao mudaria nada... porque foi tudo isso que me fez o que sou hoje.
    Um abraço a todas as mães que de uma forma ou outra se sentem "sozinhas". Nós somos enormes.

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  38. Desculpem a minha franqueza, mas as vezes sabe sem sentirmos que não somos as unicas e que finalmente alguém nos percebe a 100%. Digo isto porque eu fiquei órfã de pai com apenas um ano e pouco e sempre vivi com a minha grande guerreira e com a minha irmã. E ao longo da vida ouvi comentarios de familias "completas" que chegavam ao cúmulo de dizer "às vezes até é melhor assim, como não te lembras dele também nao sentes a falta" enganem-se ...sente-se e muito. E minhas queridas mães, tudo isto faz os vossos filhos olharem para vocês de uma forma ainda mais especial, tal como eu olho para a minha Pae (mãe que faz papel de pai também)
    Hoje vivo eu e o meu filho sozinhos (há 4 anos por motivos de divórcio) foi deveras dificil a nova adaptação e o contar apenas comigo,mas confesso que me adorei conhecer como uma nova mulher e uma nova mãe ( somos de uma raça estupenda). Lidei e lido com comentarios e comparações absurdas,chorei e choro muitas vezes no silencio da noite a perguntar-me a mim própria se estarei a fazer o melhor. Pois, se há coisa na qual nao quero falhar é em ser Mãe. Mas, sou feliz em pleno e se me perguntassem nao mudaria nada... porque foi tudo isso que me fez o que sou hoje.
    Um abraço a todas as mães que de uma forma ou outra se sentem "sozinhas". Nós somos enormes.

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  39. É a primeira vez que falo deste assunto. Fez em 21 de Maio um ano que detetaram uma doença terminal ao meu marido. Esteve cinco meses e três semanas internado em que todos os dias eram uma agonia. A minha filha tinha 14 amos. O meu marido era um super marido e um super pai. Acabou por falecer e eu fiquei sozinha com ela. Tem sido uma batalha diaria e não é fácil! Tenho feito o meu melhor, de certeza que falho em muita coisa mas acredito que também tenho feito bem muitas outras.Só peço a Deus para me dar forças para continuar

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  40. Oi sou uma mãe divorciada á 5anos com 2 filhas hoje com 15 e 9 anos que só podem contar comigo para tudo e todos os dias , ás vezes penso não ser capaz de aguentar mas elas dão me toda a força do mundo (que Deus não nos dê o que não podermos aguentar)

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  41. Oi sou mãe divorciada á 5 anos com 2 filhas que só podem contar comigo para tudo e sempre mas elas dão me toda a força do mundo e não vou fazer feio não vou não

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  42. Sonhei como todas nós em conhecer o príncipe e ter filhos. Tive um filho lindo! Mas o príncipe que não era verdadeiro, deixou-me grávida de 6 meses. Pensei que ia morrer sozinha com um filho na barriga! O meu menino já tem 11 anos e não morri. Sofri muito e continuo a sofrer, porque o meu filho não tem um pai. Contudo, a vida continua e queremos ser muito felizes! Obrigada pelas vossas partilhas.

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  43. Olá! Sou mãe de dois A com 6 e L com 5. No início o meu marido trabalhava no estrangeiro e saiu quando a maior tinha 2 aninhos, agora o divórcio e ele continua no estrangeiro. É difícil? É... tenho 2 empresas e a minha família não é por perto com não sou portuguesa, mas tenho os amigos melhores do mundo. Sinto que estou a sair da fase de dificuldade física e estou a entrar naquela mental, claro... com as crianças a crescer... Mas não mudava isso por nada mesmo. Espero ainda um dia encontrar uma pessoa que quere fazer parte da nossa alegria mas hoje em dia não é nada fácil. ..Bjs C.

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  44. Iamgina tudo isso agora a 3000km de Portugal e não poderes contar com família... e os amigos mais próximos estarem a 700 km.

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  45. Epa depois de ler estas histórias vou pensar duas vezes antes de me queixar :)
    Muita força para todas, são as máoires :)
    Anónima Catarina

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  46. Tenho três filhos rapazes, um com 8 anos outro com 3 e um bébé com 6 meses. Divorciei-me grávida de 5 meses. Larguei tudo e agarrei nos meus filhos e vim para Angola onde conto com o apoio da mãe. Não é fácil, há dias duros em que me apetece "fugir" mas eles ao fim do dia olham para mim com um ar apaixonado e orgulhoso da mãe que têm e compensa tudo :) uma estátua para nos sim. E os nossos filhos agradecem ❤️

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  47. Li este artigo e permitam-me o desabafo à autora.
    De referir que uma pequena nota em rodapé e após a grande foto, não promove esse mesmo artigo para com os Pais "sozinhos" com os filhos.
    Sou um pai, dividido por dois filhos.
    Ela, que apenas vejo a cada 15 dias e de acordo com os padrões normais das decisões judiciais.
    Ele, vive comigo todo o tempo.
    Conheço muito bem as duas realidades.
    As comuns "guerras" de um pai que quer estar mais tempo com o filho. As "exigencias/atitudes" de uma mãe que fica com a guarda do filho. Tudo o que se faz e diz do pai.
    Tambem sei, o que é o sentimento de estar com um filho de dois anos todos os dias. E a necessidade dele com esta idade. Sei o que é mudar a rotina completa de uma vida. Sei o que é fazer o papel de mãe, pai, dona de casa, homem da casa. Sei o quanto é dificil para uma mulher todas essas funções. E tambem sei o que é ter a coragem para vencer as barreiras de ser dona de casa e ao mesmo tempo ser homem em casa. Porque nós os pais temos a necessidade de criar competencias nunca desenvolvidas. è normal com as mães que surjam algumas ajudas de amigos/familiares para aquelas actividades mais masculinas. Os pais ja teem essa competencia e no meu caso não surgiu nenhuma ajuda para me ensinar a cozinhar, passar a ferro, etc. E acredite que a luta para ultrapassar essas dificuldades são enormes.
    Não obstante, sei que não é o mais saudavel para os filhos. A minha causa é que o tempo com os progenitores seja dividido de igual forma. Sei muito bem o que é chegar a casa no final do dia e ter ainda alegria para desligar telemoveis e rebolarmos no chão até a hora do banho. E sei o que é tratar do jantar a dividir atenções. e sei que ele não percebe porque eu fico a lavar a loiça em vez de ir brincar com ele. Tal como me pede para me deitar com ele e contar uma historia. e que lhe faça uma massagem nos pés. Sei, sei, sei ...
    O que não entendo é porque as mães, que muitas vezes se queixam que não teem vida por causa da dedicação aos filhos, não partilham isso com o pai. Permitam que o pai seja pai. Que os filhos passem mais tempo com os pais. Acabem com a guerra das pensões de alimentos e todos os argumentos associados a isso. "O pai não paga mas quer estar com o filho ...".
    É muito saudavel para os filhos estarem com ambos.
    É saudavel para pai/mãe ter algum tempo para causa propria enquanto os filhos estão com o outro progenitor.
    E o clima hostil tende a abrandar.
    Eu sei do que falo, acredite.
    Por mim, haveria a casa dos filhos e os pais pegavam na bagagem e iam passar periodos iguais alternados a casa dos filhos. É a causa que me move e sonho.
    Vai extenso o texto, mas permita-me a sugestão de alteração desde o titulo "Mães e Pais que vivem ...". Porque nós os Pais também merecemos.

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  48. Antes de mais, obrigado Joana pela parte q me toca :) Eu estou a criar 3 filhos sozinha ha 8 anos, neste momento no desemprego... Quando me separei o mais novo tinha 9 meses, a minha filha 9 anos e o mais velho 16 anos com quase 80% de incapacidade... Não foi facil, não tem sido facil. E sem apoio torna-se ainda mais dificil :'(

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  49. Olá . É tão verdade. Se há melhor coisa do mundo são os nossos filhos. E por eles movemos tudo... passo pela mesma situação., mas não é momentanio; é sempre.
    PerdI o meu marido em Março deste ano. Estava eu grávida de 7 meses. Perdi o meu marido ; um dos meus pilares. Perdi o para o maldito cancro. Agora passados praticamente 3 meses e já com o leonardo nos braços e com o dinis de 5 anos que me ajuda imenso; passamos pela mesma situação mas mais fortes e Unidos que nunca . Sim sou mãe e pai. Sou tudo pra eles agora.mas é tão difícil. . Parabéns a ti e a todas nós que passamos por isto e colocando os nossos filhotes em primeiro lugar. Bjinho a todas

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  50. É muito difícil! O meu marido trabalhou no estrangeiro durante 1 ano e meio, quando a nossa segunda filha nasceu. Eu vivi sozinha com um filho de 3 anos e a bebé durante esse tempo. Ele vinha a casa ao fim de semana. Foi horrível! Para mim, para ele e para o meu filho mais velho. Ao fim de 1 ano concordámos que não podíamos continuar a viver assim, porque senão iríamos acabar divorciados. Ainda durou mais 6 meses e ele passou a trabalhar à distância, de cá para lá.
    Foram 18 meses muito difíceis, ele perdeu os primeiros 18 meses da vida da filha. Nunca mais quero voltar a viver assim. Beijinho a todos!

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  51. Ninguém imagina a versão dos pais, as saudades, a pressão e depressão de muitas vezes ter que trabalhar em condições extremas para que nada falte à esposa e filhos. O não acordar e ir dormir para casa. E o constante pensamento de não puder voltar sem trabalho porque seria tido como um fracasso. O guardar de toda a "pataca", não cuidando de si próprio.

    Não trocaria de lugar com a minha mulher, mas gostaria de ver-la nas mesmas situações e trazer o mesmo dinheiro para casa.

    O coração fica onde os filhos estão, é sentir que não somos completos, realmente não vivemos, quando o coração está fora de nós.

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  52. Juro q pensei q fosse a única a sentir-me assim: exausta, sem tempo sequer p cuidar de mim... se calhar tb tenho essa tendência p vitimização... só q n, é mesmo duuuurooo.
    Sou mãe solteira de gêmeos praticamente desde q nasceram, e foi um grande desafio cuidar deles sozinha, n dormir, qse n comia e ainda ouvir todo mundo dizer: estás tão magra!!! Rrrrrr
    Durante dois anos n tive férias pq as trocava pelos dias em q tinha de ficar com eles em casa , ora por gripes, ora por consultas de rotina e vacinas...Mas Deus deu-me forças...amamentei-Os ate aos 18 meses e hoje os meus pequenos estão com 4 anos e continuam a ser a minha força e a minha motivação. Hoje já está td mais fácil...e assim é a vida, dps da tempestade sempre vem a bonança..é preciso ter fé, foco e força... ser mãe é assim

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  53. Li quase todas as respostas e algumas deixaram-me arrepiada e nao tenho coragem de me queixar...
    Sou mae solteira e tenho uma menina de 12 anos que desde os 2 mora sozinha comigo. Ate ela ter 6 anos achei q iria morrer de tristeza por ter ve-la crescer sem o pai, depois percebi que quem morria de tristeza era eu por ter perdido a estrutura familiar e o amor da minha vida. Com tempo percebi que com amor tudo se resolve e por termos ficado sozinhas somos mto unidas. O pai foi morar para o Brasil e liga-lhe tds os dias! Habituei-me a sermos só nos as duas e somos tao felizes... por vezes, depois de uma grande sofrimento encontramos algo q nos faz entender o porque de tudo ter acontecido! Mta forca para todas e um bem haja a estas super mulheres!

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