10.03.2015

Apresento-vos a minha casa

Era bom, era. Isto é a minha cara. Era só trocar uma letrinha e seria "isto é a minha casa". Ai (suspiro).
Um dia quero ter uma casa assim. Branquinha, simples, cheia de luz.


Mentira. Com desenhos e papa ressequida no sofá, 15 brinquedos espalhados em cada metro quadrado, peluches na sanita, um cesto de roupa enorme por passar, migalhas de bolacha Maria pelo chão. Uma casa vivida. Mas naqueles 15 minutos (5 é mais realista) em que tudo está arrumado, era assim.









Entretanto, contentava-me com um fim-de-semaninha aqui, Sr. meu-futuro-esposo David Silva. Fica a dica, que já não falta muito para o Natal.

O meu marido estará maluco?

Ter-me pedido em casamento é bem capaz de ser o primeiro sintoma. 

Agora, ele diz que as fraldas com xixi da Irene lhe cheiram a pão!

Confesso que venho em busca de um fenómeno em que todas vocês digam: "ah! o meu já disse que cheirava a Opel Corsa", "o meu, vejam lá que engraçado, diz que cheira à ponta de um chavelho"...

Mas não, pois não?

É só o meu que andou a comer pão estranho quando era criança... 

10.02.2015

Nem vou conseguir dormir!

E não tem "nada" que ver comigo. 

A Irene ainda não está na creche. Tirei uma licença de vencimento e tenho estado com ela em casa todos os dias desde que ela nasceu. Tenho conseguido variar as actividades (dentro do possível e da minha sanidade mental), mas agora sinto que ela precisa doutro tipo de coisas que não lhe posso dar. Sei que a "necessidade de socialização" com outros miúdos só ocorre por volta dos três anos, mas não queria que ela virasse muito "bicho do mato" até lá. Comecei a ver coisas para ela. Queria algo mais artístico e menos frenético que algumas aulas que andam por aí. Algo que lhe desse hipótese de ouvir algo novo, de estar mais calma, de aprender coisas novas... Senti que aulas de música para bebés devia ser o adequado. Pesquisei sobre isso e fui dar à Academia de Música Improviso. 

Como é ao pé da casa onde passei a maior parte da minha vida (até agora), em Santo Amaro de Oeiras, o local também me pareceu agradável. Horário perfeito mesmo para quando voltar a trabalhar e decidi ir experimentar, convidei a Joana e a Isabelinha, claro.




A escola é numa vivenda linda, linda. Estas fotografias foram cá fora, no final da aula. 



Cheguei em cima da hora. Estava toda confiante por conhecer bem o sítio, mas acabei por me perder ligeiramente. Entramos na sala e estavam la os bebés (outros mais crianças) com os pais ou as mães. A professora Clara, descalça, começou a cantar e a fazer festinhas dos bebés para lhes dar os bons dias. E assim começou uma das melhores manhãs da vida da Irene (da Isabel, se quiser fale a mãe dela ;)).

A Irene estava fascinada com o canto da professora, com os gestos, os movimentos, com os colegas, com os pais a observar. Queria cantar, queria dançar. Nos momentos de silêncio, ela tentava cantar o que tinha ouvido. E eu, claro, de lágrimas nos olhos. 

Ela foi a palhacinha da turma. Estava super entusiasmada com tudo. Queria fazer toda a gente rir. Cumprimentava toda a gente e adorou a professora. Adorou mais a maraca que não parava de por à boca, mas também gostou muito da professora. 

Estava com algum receio que ela estivesse sempre a pedir a minha atenção e que não aproveitasse a aula ou, por estar desconfortável, que fosse pedir maminha umas 48 vezes, mas nem se lembrou da minha existência e eu adorei. Adorei vê-la sem "ela saber". 

Acima de tudo, adorei vê-la feliz, saudável, a aprender, a divertir-se, a cantar, a dançar... a quebrar a rotina. 

Estava a absorver tudo e eu derretidíssima (consegui ver que a tia Joana também, com frases como "tens aí um prato..." - e eu não tinha, por isso só podia estar a falar da Irene). 

Amanhã temos a segunda aula. Estouuuu tão entusiasmada!

E ela também! Há pouco (há umas horas), quando lhe disse que íamos à aula de música no sábado, ela fez um movimento que aprendeu na aula e que ainda não tinha repetido durante toda a semana. 

Deixo o resto para a Joana...

No outro dia fomos fazer uma sessão fotográfica com a Joana do Love Lab e não parámos de a chatear para enviar tudo o que pudesse, assim que fosse possível, pois já nem conseguíamos dormir a pensar nelas. 

A verdade é que tinhamos visto umas quantas sem edição ainda na máquina e vimos o potencial daquilo e ficamos maravilhadas. Eu fiquei. Não estou habituada a sessões fotográficas profissionais como a Joana. Ela já tinha descoberto esta maravilha antes de mim. 

Deixo o resto para a Joana mostrar, mas só para vos dar uma ideia do quão estou feliz com o resultado, vou pôr aqui as minhas duas preferidas (borrifando-me para a Joana e para a Isabel, claro! haha). 

A Irene nem costuma andar com o coelho, mas como a Isabel levava o panda, não quis ficar atrás. Este foi o primeiro boneco dela, dado pela avó Sílvia. Dormiu com ele assim que nasceu (nem deve ter reparado, claro). Aqui está com os olhos da família do lado do pai e é das melhores fotografias que temos dela de sempre. Raramente temos fotografias dela a sorrir, muito menos com este ar tão... natural!

Este foi o meu compromisso entre não fazer duckface e fazer qualquer coisa com a boca que não sorrir. Foi o que saiu. Estamos as duas... óptimas (modéstia à parte). Escolhi o baton cor-de-rosa para dar um toque de cor, mas à saída de casa já tinha perdido a coragem. Obrigada, Joana, por me teres dado o forcing final. Como dizem os brasileiros: "VALEU!".
Lindas, não somos, todas? Nota-se que estamos felizes com o que estamos a fazer? E isto foi no final de um dia de trabalho da Joana (e meu, que ser mãe a tempo inteiro também dá trabalho). Estou super contente por nos termos conhecido, por sermos tão compatíveis, por termos começado este projecto e, acima de tudo, por ter ganho uma amiga das boas. Agora já tenho uma. Ahah

Obrigada, Joana, pela sessão. Agora acho que vou ficar viciada nisto. Quando podes outra vez? Vou levar uns shorts! Ahah

Fotografias Love Lab 

Facebook aqui.


Mamã, mamããããããã!

Chegou aquela fase.

Eu, que achava saudável a Isabel sentir-se segura e calma no colo do pai, afinal tive de me confrontar com A fase. A fase em que os nossos filhos só têm olhos para nós. A fase em que a palavra "mamã" é a que mais sai da boca deles. Pelo menos cinco vezes por minuto. A fase em que só nos querem a nós para os adormecer. Para dar lhes banho. Para os tirar do banho. Para brincar. Para mudar a fralda. Para TUDO. Afinal aquela história do pai também ser Mãe, é assim e não é. Pelos menos não aos olhos deles.

E, no meio disto tudo, vejo um pai que ainda não sabe lidar muito bem com isto, até porque ela faz uma birra de morte quando ele a pega ao colo. Até aos 18 meses da vida da Isabel, tudo o que um fazia, o outro fazia. Menos dar mama, vá. O colo dos dois acalmava-a, a voz dos dois confortava-a, as macacadas dos dois faziam-na rir. Agora, só existo eu. A mamã.

Sempre achei que ia rejubilar com o facto de ter alguém absolutamente fanático por mim. Agora, não sei se é de andar muito cansada, mas sempre que, durante a noite, o David vai tentar acalmá-la e a ouço gritar "mamãããã!" (e ultimamente, com a tosse, são 29 vezes por noite), o meu coração acelera muito e fico nervosa. Desde que ela deixou de mamar, com 9 meses, começámos a repartir as idas ao quarto dela durante a noite, para conseguir ter alguma sanidade mental. Agora, sinto que a ando a perder.

Pelo menos durante a noite. Depois, de manhã, tudo passa (menos as olheiras). O meu coração enche-se quando ela me vê e diz, sorrindo, "mamã". Quando ela me vem mostrar as meias da "Mimi" (Minnie) ou quando me mostra o panda pela enésima vez naquela semana, sempre com a mesma satisfação. De manhã, com uma noite bem ou mal dormida (sim, porque se há noites difíceis para nós, para eles também o são), a Isabel encontra nas mais pequenas coisas razões para festejar. Tenho tanto para aprender com esta miúda.  

Desculpa, filha. 
 Amo-te Sempre (mesmo quando não parece),
Mãe


10.01.2015

Que porcaria de história!

Não é normal ler uma história à Irene ou contar histórias porque já está treinada para que, assim que lhe vista o pijama, levar com uma de mama e por-se a dormir (como se fosse assim tão simples). 

Porém, no outro dia, não estava a ser nada fácil adormecê-la, só dizia que queria ir embora e tive de a cativar ao máximo. Disse: "queres uma história, filha?".

Então, de luzes apagadas, com ela deitada no berço a olhar para as estrelas que brilham no tecto, contei a história mais aborrecida de sempre.

Pensei: "com o que é que ela anda obcecada agora? tenho de incluir tudo!".

"Era uma vez, um porquinho que usava óculos e que adorava contar escadas: uma escada, duas escadas, três escadas, quatro escadas, cinco escadas, seis escadas, sete escadas, oito escadas, nove escadas e dez escadas.

Era uma vez um porquinho que adorava contar aviões: um avião (barulho de avião baixinho), dois aviões (barulho de avião baixinho), três aviões (barulho de avião baixinho), quatro aviões (barulho de avião baixinho), cinco aviões (barulho de avião baixinho), seis aviões (barulho de avião baixinho), sete aviões (barulho de avião baixinho), oito aviões (barulho de avião baixinho), 9 aviões (barulho de avião baixinho)  e 10 aviões (barulho de avião baixinho).

Era uma vez um porquinho que adorava animais, adorava o gato (miau), adorava o cão (ão-ão), adorava o coelho... "

E pronto! Resultou! Mais aborrecida não podia ser, mas tinha tudo o que era preciso. Está "no bolso" agora para situações de emergência.

Que histórias contam vocês? Alguma mais palerma que a minha? ;)

9.30.2015

A mãe sugere - Quarto dos miúdos (#04)

Tenho de parar com isto. Ainda se me pagassem pelas horas que passo a ver decoração de quartos de criança!... Bem, deve haver vícios piores. 


Coisas que eu adoro: 

- a estrutura em forma de casinha nas camas: fica mesmo lindo! 

- os tons claros, pastel, que dão aos quartos uma suavidade que me agrada muito

-  autocolantes de gelados, gotas de chuva, bolinhas são a prova de que nem é preciso pôr papel de parede para dar um ar diferente às divisões

- pormenores na parede: bandeirolas, quadros, ilustrações coladas apenas com fita adesiva colorida

- as almofadas e os bonecos com um toque vintage


















* imagens do Pinterest.

Sugestões de quartos para menino, aqui.

Sugestões de quartos para irmãos, aqui.

Sugestões de quartos de menina cheios de cor, aqui.

E quando eles só fazem disparates?!

A Isabel está doente, por isso fiquei em casa com ela hoje. Não me parece grave, tirando o facto de, cada vez que tosse, parecer que vai cuspir o rio Nilo, mas em ranho. As saudades que eu tinha... Enfim, mas hoje está bem-disposta e sem febre, que é o que se quer. Cada coisa de sua vez. 

Mas não é sobre isso que vos quero falar hoje. É sobre a quantidade de disparates que eles já são capazes de fazer com apenas 18 meses. Ainda bem, é sinal de que são curiosos, exploram e experimentam. Também é verdade que se lhe ensinamos a meter fraldas no caixote de lixo e a roupa suja na máquina de lavar não poderíamos esperar que corresse sempre bem a distribuição e que não fossemos descobrir livros na máquina e brinquedos a conviver com fraldas com 3 litros de xixi. Há puzzles de madeira que ficaram incompletos e enquanto não der sumiço às chaves de casa e coisas que tal, até é melhor ficarmos contentes.

Mas... hoje, hoje... hoje fui dar com o pinguim dentro da sanita. Levantou a tampa e voilá. Ainda lhe perguntei: “Isabel, o pinguim na sanita?” Respondeu: “Cocó”. Há necessidades inadiáveis.

Alguém quer comprar?

A minha filha já pinta com aguarelas. Que maravilha!

Foi mais uma daquelas ideias que o Frederico acenou com a cabeça numa de: "Joana... ela tem 18 meses", mas já deu para se divertir e para pedir para repetir. 

Acho giro ("mas não és tu quem tem de achar, é a Irene") para ela, para variar dos lápis de cera e das esferográficas. Ponho-lhe umas gotinhas de água numa tampa dos copos da Avent (que a primeira vez que tentei abrir, demorei sensivelmente 15 dias) e ela lá molha o pincel na água e depois nas cores e depois na cara e depois nas cores e depois nos dedos e depois no papel e depois em Barcelos.

Não é para vender os desenhos dela, nem os meus venderia, mas... se alguém estiver interessado...

Mais alguma ideia para as nossas actividades matinais (que, em breve, irão acabar e quero encher a cabeça do pai de ideias para a miúda não ficar com a destreza mental de uma anémona)?






9.29.2015

O meu tio é o maior!

Quando o vejo, primeiro fico envergonhada e começo a espalhar-lhe charme com os meus trejeitos tímidos. A minha mãe acha que eu estou a fazer número e se calhar até estou mesmo, à espera que ele me encha de beijinhos que picam e que me faça cócegas. Primeiro, faço-me de difícil mas, nem cinco minutos depois, lá me deixo render e dou gargalhadas com os disparates que ele faz. Gosto muito do tio Frederico. A minha mãe também e tem muito orgulho no homem crescido, amável e responsável em que ele se tornou.





E, senhoras que perguntaram aqui da última vez - suas descaradas! - não, o meu tio não está disponível. Tirem daqui essas unhas afiadas. :) Mas podem sempre ir confirmar a simpatia e o profissionalismo do moço ao restaurante Tapa Bucho, que é BBB - bom, bonito e barato (mas depois não se venham queixar de que ficam umas gordalhufas, como a minha mamã linda. É que é mesmo linda. Linda, linda, lin... Já chega.)

Ass: Isabel

Vão estar mulheres a amamentar durante uma semana no Oeiras Parque!

(vão mesmo, esperem!)

A amamentação é dos assuntos mais polémicos da maternidade, acho que não pelas evidências, mas por toda a questão emocional que traz agarrada. 

Não só pela mulher estar numa das fases mais frágeis da sua vida, mas também por ser algo que deixou de ser tão fácil para nós, que deixou de ser "inato". 

Parece que temos de voltar a reintroduzir a amamentação na realidade da maternidade e, quando for normal, não haverá tantos problemas, sejam eles induzidos por inseguranças e receios ou por haver falta de informação/interesse das pessoas que deveriam prestar-nos mais apoio e que fariam maior diferença. 

A Semana do Aleitamento Materno servirá para essa missão, para aquela palavra que já estamos tão acostumados ouvir: "sensibilização". 

Começa neste sábado e vai até dia 11 de Outubro (parece ser mais do que uma semana, mas não estou para fazer contas).

O convite chegou-me por e-mail e consiste numa Exposição Fotográfica (no Oeiras Parque) de mulheres a amamentar (pela fotógrafa Raquel Lopes), inaugurada no primeiro dia desta semana e culmina numa palestra sobre os benefícios do aleitamento materno prolongado, a preparação do regresso ao trabalho da mãe lactante e o testemunho duma mãe trabalhadora. Palestra essa que será, então, dia 11, pelas 15h30 na FNAC, também no Oeiras Parque (vão estar mães a amamentar expostas no meio do Oeiras Parque, que giro!).

Ficam aqui os flyers do evento que são melhores que eu  passar informação de forma sintética ;)

Quero só dizer que acho uma óptima iniciativa e muito incisiva nos pontos mais cruciais.

Espero  que um dia, também possamos começar em dar apoio às mães que tentaram amamentar e que não conseguiram, seja por que motivo tenha sido. Cada vez mais encontro mães que não conseguem estar em paz com isso, mesmo depois de anos e anos. O nosso foco deverá estar igualmente distribuído pela saúde do bebé e da mãe, pelos direitos do bebé e pelos direitos da mãe/mulher (que, para mim, não há separação, por não achar que se é mãe nuns momentos e mulher noutros).

Espalhem a palavra desta iniciativa!



Como fazer uma sessão fotográfica bem pirosa

Nada como uma sessão fotográfica caseira para termos, aqui em casa, um belo de um fartote de riso. Apontem bem as seguintes dicas, se quiserem alcançar um nível de bimbalhice fotográfica nunca antes vista.


1) O vosso bebé tem de ficar em tronco nu. Só porque sim.



2) Espetem-lhe um gorro na cabeça e umas meias. Sim, porque faz todo o sentido estar de tronco nu mas, de resto, bem protegido contra o frio, não vá constipar-se.




3. Arranjem objectos com um toque vintage, como um telefone antigo. Se tiverem uns colares de pérolas aí por casa, também serve. 




4. Depois peçam-lhes para fazer um ar de "o telefone não toca. Estou à espera da chamada da minha vida. Ai (suspiro)."



4. Decidam trocar de gorro, só porque querem variar, e decidam-se por um que fique com um ar ali a puxar para o arrumador de carros ou, já sei, para os ladrões do Sozinho em Casa.




5. Como se os adereços não bastassem, arranjem mais. Umas flores, com mais plástico que um pneu, compõem muito bem o cenário. 




Não sei o que nos passou pela cabeça, mas ainda bem que isto aconteceu, há um ano. E sim, na altura eu tinha noção da bimbalhice que para aqui ia, mas divertimo-nos. (Um enorme beijo de saudades, Sofia!). Só espero que a Isabelinha nos perdoe.

9.28.2015

Antes de ser mãe não imaginava...

Antes de ser mãe não imaginava...





  • que fosse adorar o cheiro a cocó do bebé. - Sim, do bebé. Importante dizer de quem, para não haver mal entendidos. Não ficamos loucas por cocó no geral. Não começa a ser um fetiche e começamos a querer chafurdar-nos nuas na areia dos gatos. Gostamos quando eles fazem cocó (já sei que nem todas) e, principalmente quando não comem peixe e ainda estão a leitinho, o cheiro é bom. Cheira a iogurte.

  • que me passasse o mau feitio de ser acordada tão cedo. - Ser acordada às 5h da manhã e não ser mais ordinária ainda que o Fernando Rocha? Ou ter uma cara de tão mau feitio quanto o Miguel Sousa Tavares quando lhe falta o tabaco? Só mesmo com uma criança e minha. Se fosse a criança do vizinho, talvez me tentasse espetar contra os botões do fogão.

  • que fosse passar a adorar andar. - Eu? Andar? Ui. Até no trabalho designávamos uma pessoa para ir buscar o almoço de todos ou, então, eu nem ia almoçar só para não ter que andar uns metros. Agora é maravilhoso. Calma, não "maravilhoso" como aquela primeira sensação de que emagrecemos quando experimentamos umas calças de ganga e nos ficam mais largas, mas aquele "maravilhoso" de... "olha... não morri!".

  • que fosse passar a ter tanta fruta e vegetais em casa. - As minhas refeições resumiam-se a cereais (porquê "cereais" e não assumir logo Chocapic?) ou a Bolas de Neve ou a um bife de frango/perú (nunca os consegui distinguir até estarem descongelados) com imensa massa. De repente, tenho pêssego, manga, courgete, abóbora, gengibre em casa. O meu frigorífico está em choque.  Não tanto quanto todas as esteticistas nacionais com o bigodinho da Mariana Mortágua (e não é que também se nota no cartaz? É um statement? Percebo pouco de política...).

  • que achasse graça ter alguém a chamar o meu nome 43 vezes num minuto. - Ui! Se fosse um colega de trabalho a fazer-me isso, era espetar logo com metade de um bloco a3 de papel cavalinho pelo esfíncter anal (ou outro qualquer à escolha) acima ou abaixo, depende se estiver a fazer o pino ou não. 

  • que fosse por as minhas mamas de fora na rua. - Nunca tinha feito topless, muito à conta de ter umas mamas assim para o feiosas. Digamos que não me punham num calendário do barbeiro sem ser vestida com um kispo da Duffy. Agora, não quero saber. Mesmo quando a Irene não está em casa, faço questão de andar com as mamas de fora, fico mais fresca. A verdade é que, amamentando, não sinto que esteja a despir-me, sinto que estou a alimentar a minha cria. Nem me lembro que são as minhas mamas. Até porque já não o são. Digamos que são... as suas vizinhas de baixo. Muito de baixo.

  • que fosse ter sempre uma pessoa a todas as horas na minha cabeça.  - E que essa pessoa não fosse a filha da "dona" da Zara que deve ter um armário do caraças. Passa a ser uma constante no nosso cérebro. Somos nós mais um bocadinho, não parece ainda ser separado de nós. É incrível. É como se fosse um furúnculo, mas mais amoroso e sem nada a ver. 

  • que voltasse a querer estar grávida um dia. - Mesmo depois das últimas semanas tãaaao chatas do final da gravidez, mesmo depois de estar prestes a rebentar, das dores, dos xixis, das contracções, do parto, das noites mal dormidas, das preocupações, do cabelo a cair, dos pontos no pipi, do baby blues, das crises de choro, das crises de cansaço... querer repetir tudo e acreditar ser capaz de ser ainda mais feliz. 

O resto já imaginava. Não tão bom, mas imaginava. :)

Chamei um miúdo à atenção e o pai dele ouviu...

Estávamos os três no parque . A Isabel subiu, para poder descer no escorrega. Lá em cima, agarrado a uma espécie de volante que gira, estava um miúdo com uns dois anos. Empurrou-a de tal forma que ela caiu e bateu com a cabeça. Começou a chorar daquela forma em que prendem o choro, ficam sem ar, e que nos aperta o coração. Peguei-a logo ao colo e eu e o pai começámos a tentar acalmá-la. 

Disse ao miúdo, de forma calma e sem levantar a voz, encarando-o como se fosse o meu filho mais velho: "Não se empurra, está bem? Depois a bebé cai, faz dói-dói e chora muito. Não se empurra ninguém." 

O pai dele, que estava a ver qualquer coisa no telemóvel, ouviu (não era a minha intenção) e perguntou-me se tinha sido ele. Anui. 

"Vem cá. Não se bate". Palmada. "Não se faz isso. És feio. És mau." Palmada. Miúdo a chorar, Isabel, que já se estava a acalmar, desata a chorar outra vez.
"Olhe - disse-lhe - faz parte desta fase do crescimento deles, são muito egocêntricos, não medem bem as acções, já passou, não foi Isabel?"
"Pois, mas ele é mau. És feio. Vamos embora se não pedes desculpa".
Mais choro.
"Dá uma festinha, pronto Isabel, o menino é amigo".
"Não pedes desculpa, vamos embora."

E foram. 

Não percebi muito bem, fiquei meia perdida no meio daquilo tudo. Palmada para se explicar que não se bate? Sou contra. Ele não é feio, nem mau, teve uma atitude errada, que não se faz, mas que não sei até que ponto ele conseguirá controlar. Haver uma consequência para o acto dele (privá-lo de estar ali), por um lado, não me pareceu totalmente errado, há uma relação causa-efeito no meio de tudo aquilo. Mas, por outro lado, também não me parece que ele tivesse maturidade suficiente para saber pedir desculpa. Acabou por haver ali uma exigência/ameaça que, a meu ver, não lhe dava uma segunda oportunidade. O destino estava traçado, logo não me pareceu justo. Já estava condenado a ir embora do parque. Fiquei tristonha por ele, confesso, e por momentos até me arrependi de o ter repreendido. Mas serviu, pelo menos, para uma coisa: debater o assunto com o pai da Isabel.

O que acham vocês de tudo isto? "A família é que sabe", já sei! Mas sou chatinha e gosto de debater estes assuntos, estejam vocês perto da minha linha de pensamento ou no extremo oposto. Aprendo com todas as opiniões e experiências. Vá, digam lá o que fariam.

Nãoooooooooo!!!

1ª parte do não: 

Sonhei que partilhava o Angélico com a Rita Pereira. Éramos amigas e tudo e ela deixava-me ver o ipod dela. Tínhamos custódia partilhada do menino. Perdoem-me as fãs, mas nunca fui de achar o senhor muito sexy, não sei por que é que sonhei isto, mas pronto. Tenho de actualizar os meus sonhos que a Rita Pereira já não deve usar ipod (e o Angélico também não, de certeza). 


2ª parte do não: 

Tenho de ir dar as vacinas dos 18 meses à Irene. Andava a protelar outra vez (uma semana). Não gosto nada de ir. Ainda por cima agora que ela fica a tentar perceber o que aconteceu.  É sempre menos mau do que o que eu imagino, mas... ninguém gosta...

Num mundo onde já há tantas inovações, a serio que ainda não arranjaram maneira de tornar isto menos invasivo? Ou até as análises ao sangue? 

É assim tão notório que estou traumatizada? Pois (percebam porquê aqui). 

Para vocês é "na boa" porque sabem que estão a fazer "o bem"? 

9.27.2015

"Vovó", disse ela...

O meu coração encheu-se e os meus olhos também.

A minha mãe está longe, mas sempre que pode vem ter com a neta. E sempre que não pode também. Nunca vi ninguém de fibra igual. Estava adoentada hoje - nada contagioso, claro - mas mesmo assim não deixou de se meter ao caminho para vir matar saudades. E teve um presente hoje. Ela ainda não sabe. Mas a Isabel no carro, a caminho de casa, disse "vovó". Em casa, quando estava a olhar para as fotografias repetiu, de forma mais atabalhoada, "uouó". 

Como se palavras fossem precisas. Não são. Os abraços, as festas, os saltinhos quando a vê... tudo isto me continua a comover. Limitei-me a tentar captar essa relação, feita de afectos, através da lente.










Obrigada mãe, por dares tanto de ti à Isabel. Sei que o que recebes em troca é maior ainda e te enche o coração por uma semana. Até ao próximo encontro!

9.26.2015

Escrever um post ou fazer uma tarte de oreo com nutella?


Obviamente a segunda opção.
Já cheira bem!

Quando tiver tempo deixo-vos a receita. 

Andamos a aprontá-las!

Já estava na altura de termos uma sessão fofinha as quatro e aceitámos o convite da Joana do Love Lab. Agora é esperar pelo toque de magia da Joana Bandeira (sim, mais uma Joana!). Façam pressão para ela se despachar que estamos louca para ver o resultado! Sim, pressão, Joana! ;)

*estas fotos são minhas, não têm nada que ver com o talento da fotógrafa em questão, ok?  Por isso é que as minhas estão prontas em 30 min e as dela não. Fica só o... amuse bouche!