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terça-feira, 11 de julho de 2017

7 razões por que devemos deixar os nossos filhos irem de férias com os avós.

Deixar ou não deixar os nossos filhos irem de férias com os avós é uma questão em que muitas de nós temos de pensar Ainda bem. É sinal de que temos filhos, de que eles têm avós que se dispõem a tal e querem estar com eles e, ainda, que podem ir de férias. Mas a resposta a essa questão só pode ser respondida por cada mãe e cada pai e a resposta depende, claro, de muitos factores: idade dos filhos, vontade dos filhos, para onde, com quem, tipo de avós, vontade dos pais. 


Isabel, the boss

No ano passado, com dois anos, era-me impensável deixá-la ir, por não estarmos preparadas, mas este ano, com três anos, achei que iria conseguir cortar o cordão umbilical, achei-a preparada (já tinha ficado duas noites com os avós, já se expressava bem, já conseguia identificar bem o que sente e conseguiria comunicá-lo - um ponto que, para mim, era importante - e achei que lhes ia fazer bem. Amor de avó (/avô) faz tão bem e solidificar essa relação, sem ser só num fim-de-semana de fugida, faz-me todo o sentido. Foram, os cinco. Avó, avô, Laura (6 anos), Alice e Isabel (3 anos). Lá, estariam mais dois primos, com os pais e os avós. 

Enchiam o barco para ir para a praia. Brincavam juntos na areia. Passeavam. Fizeram lutas de almofadas. Chatearam-se. Fizeram desenhos na areia (a Isabel fez um tubarão). Adormeceram no sofá derreadas de tanta brincadeira. Dormiram com a avó. 

Foi bom. Sentia na voz dela, ao telefone, a felicidade, a excitação. Queria contar-me todas as novidades. Ainda hoje me fala da casa da praia e me conta o que comia e que se zangou com a Alice. 
Para mim foi bom, foi complicado (chorei com saudades, sim, sim), mas o balanço foi muito positivo. Para o ano, lá estará (se os sogros quiserem, claro eheh).

Por que devemos então deixar os nossos filhos irem de férias com os avós? (se se reunirem as condições que achem ideais)

1) Aprendem a estar em família com outros dois adultos que não os pais - descobrem que há várias formas de estar e adaptam-se [acho que os avós também se têm de adaptar aos gostos e hábitos dos pais, pode haver um meio termo equilibrado]
2) Podemos descansar um bocadinho (e temos mais tempo para namorar) - se não tivermos outros filhos connosco, mais ainda
3) Desenvolvem laços ainda mais fortes com os avós (e com os primos, neste caso)
4) Aprendem a desenrascar-se
5) Vão de férias. Praia, piscina, passeios, gargalhadas - há lá melhor?
6) Deixamos de adiar a ida ao dentista - depois de tantos gelados, até quase lhes caírem os dentinhos, temos mesmo de ir ;)
7) Eles vão e voltam. E com eles, novas memórias, novas aprendizagens e um coração (ainda mais) cheio. O reencontro é mágico (ver aqui).













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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Síndrome do ninho vazio. Já?

As mães têm um bocadinho de esquizofrenia. Ora estão desejosas de ter umas horas para si, sem terem de fazer todos os dias jantares e dar banhos, sair da rotina, ora, quando esse momento chega, ficam com uma espécie de síndrome do ninho vazio (que se aplica, claro, quando os filhos saem de casa para irem viver noutras, para estudar, trabalhar, casar, viver com o(a) namorado(a), sendo um sofrimento relacionado com a perda do papel da função de pai/mãe). 

Eu tenho este síndrome em doses pequeninas quando a minha filha de dois anos passa dois dias com os avós, tias e primas. Tenho saudades, pronto. Sinto a casa vazia, fico a pensar "se a Isabel estivesse aqui, não podia fazer este jantar", imagino-a a dançar na cozinha e a esmigalhar a irmã com beijos ou com umas bordoadas que às vezes lhe escapam das mãos, para de seguida pedir desculpa. Toda essa dinâmica já faz parte dos meus dias. Aposto que até a Luísa, com 9 meses, sente falta da irmã. Com esta mesma idade, estava eu e o David a caminho de Praga para 3 dias sem a Isabel e agora eu não me imagino a fazer o mesmo. Na verdade, gostámos imenso da cidade, mas ao fim de um dia já andávamos loucos cheios de saudades da miúda. Por isso, aquela coisa do "faz-nos bem tirar um tempo para nós" nem sempre se aplica e não se aplica definitivamente a todas as famílias. Cada uma terá o seu timing para dar esse passo.

Mas continuo a defender que lhe faz bem a ela. Que é bom criar estes laços com as primas, com os avós, brincar no campo, fazer bolos, ir à piscina, ir ver os animais, ter experiências diferentes com outras pessoas, para ir aprendendo, devagarinho, a ter de lidar com o facto de nem sempre estarmos por perto, criando outras defesas e alargando o leque de vínculos com outros adultos. Ainda não consegui deixá-la uma semana, mas assim dois, três dias, já consigo. E vem feliz. Cheia de coisas para contar. Vem mais crescida. E eu fico com o coração (ainda mais) a transbordar e pronta a matar todas as saudades.

A Isabel chega hoje. E eu mal posso esperar.


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