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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Chegou ao fim.. com a maior das ternuras!

Tenho sempre um bocado de medo de falar de desmame e de vos condicionar ou precipitar a fazê-lo também. De se regerem por mim em vez de escutarem o vosso coração, os vossos timings e os timings dos vossos filhos.
Esta foi a nossa história. Uma história que chegou ao fim da forma mais tranquila e delicada que só me deixa saudades e nada de amargo.
Amamentar a Luísa foi mágico. Foi um processo muito especial, um triunfo quando a minha primeira experiência tinha tido muitos altos e baixos, muitas lágrimas e muitas dificuldades. Não que agora não as tenha tido, mas foi tudo muito mais calmo, muito mais namorado, muito menos stressante.


A Luísa mamou em livre demanda e em exclusivo até aos 6 meses e 4 dias; continuou a mamar sempre que pedia até ao ano e meio; quando entrou na creche, passou a mamar só quando estava comigo; com quase dois anos, fiz o desmame noturno; com dois anos e dois meses
mamou pela última vez, de manhã (já só mamava de manhã). Vou lembrar-me bem desse momento, gravei-o na memória. Conversei com ela depois. Acabou por ser a nossa despedida, antes de ir 4 dias de férias com o pai. Quando eu cheguei, não pediu na manhã seguinte, nem na outra, nem na outra. Num dia, viu-me nua e lembrou-se: "maminhas!" gritou, rindo-se de seguida. Eu disse-lhe a rir-me e bem disposta "já não tem leitinho!" e ela deu-me um beijinho. Comecei a fazer-lhe cócegas e a desviar a atenção. Passou. Ontem viu-me outra vez, lembrou-se e disse "não tem!" e seguiu a vida dela. Resolvida, alegre, tranquila. E eu fiquei muito agradecida por este processo ter sido tão pacífico. Comovida. A minha bebé cresceu. E esta nossa história acabou. Vieram e virão muitas outras.