sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Queremos sempre o que não temos...

Todas nós temos sorte à sua maneira. No meu caso, tenho imensa. Posso estar a dar-me ao luxo de escrever este post com o traseiro alampado ao colchão da palhota alugada na praia de Manta Rota. Isto enquanto o meu irmão Pedro vai dizendo que é o Flecha dos Incríveis à medida que vai espalhando protector. A minha mae e o meu padrasto brincam muito com a Irene na praia, mas a paixão que a miúda e o Pedro têm um pelo outro, enche-me o coração. O Pedro tem 10 anos de de diferença de mim, é como se tivesse sido o meu primeiro filho, só que sem as chatices. Amanhã faz uma semana que cá estamos e apesar de ter coisas muito boas, tenho saudades de muitas outras. Gosto muito da rotina, da minha cozinha, de poder escolher a minha roupa da minha roupa toda. Das minhas plantas... E de menos pessoas. Estamos habituadas a sermos duas. Apesar de as vezes me dar descanso, não estou habituada a tanto movimento. Só queremos o que não temos. Ontem até me pus a desenhar. Apercebi-me que preciso de ter mais sonhos. E vocês?

4 comentários:

  1. Joana, enjoy the moment e proporciona esses momentos à Irene. Torna-la-ao uma pessoa mais completa.

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  2. Sabes o que te digo?
    Esta calada e cala-te!!

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  3. Concordo, queremos sempre o que não temos.
    Confesso que trocava de bom grado as minhas semanas de férias na casa de sempre, com as pessoas de sempre, as roupas de todos os dias, os tachos e pratos e toalhas e lençóis de sempre, os sítios e as caras de sempre, por uma semana de férias na Manta Rota, nem que fosse acompanhada de uma manada de búfalos esquizofrénicos! 😧

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  4. Como a percebo... quis proporcionar à minha filha contacto mais próximo com os primos, tios e avó, mas o meu espaço e a nossa vida a duas começou a chamar por mim. "Nem sempre, nem nunca", este ano está feito! Curiosamente, ela ficou tristinha quando percebeu que regressávamos a casa, mas quando chegou também mostrou ter saudades do espaço e das suas coisas.

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